João Doria, Governador do Estado de São Paulo, decidiu nesta sexta-feira (4) que deve aderir ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares proposto pelo Ministério da Educação.
De acordo com Doria, a decisão foi tomada considerando os esclarecimentos prestados ontem (3) pelo MEC, após solicitação da Secretaria de Educação do Estado.
No entanto, a data limite para se adequar já em 2020 ao modelo cívico-militar era 27 de setembro. Por isso, o MEC disse que ainda está em análise a possibilidade da adesão de São Paulo.
João Doria
✔@jdoriajr
Considerando os esclarecimentos prestados ontem pelo MEC, após solicitação da nossa Sec. de Educação, o Estado de SP resolveu aderir ao Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares. #Educação#GovernoSP
STF – O jurista e professor de Direito aposentado, Modesto Carvalhosa, usou suas redes sociais para criticar mais uma vez a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrar o apoio da população em favor da Associação dos Magistrados Brasileiros que pretende fazer uma greve geral contra a Lei do Abuso de Autoridade.”
“A meritória postura da Associação dos Magistrados Brasileiros de combater a Lei Renan Calheiros de Abuso de Autoridade é do interesse da Cidadania, grande vítima dessa sórdida lei que instaurou o império do crime em nosso pais”, escreveu Carvalhosa. “Milhares de cidadãos aplaudem a luta da AMB nas redes sociais, mas cabe uma observação fundamental: não adianta ingressar com uma ação direta de inconstitucionalidade perante o STF para anular esse infame pacote a favor do crime”.
“O STF é o principal comparsa do Congresso na institucionalização do Governo dos Corruptos em nosso pais, como se pode ver de suas decisões, todas as semanas, destruindo o Estado de Direito. Por isso, revela-se ainda mais necessário e urgente apoiar a pioneira iniciativa do Tribunal de Justiça do Pará propondo a greve geral enquanto não for revogada essa lei de impunidade para os bandidos”.
Modesdo Carvalhosa acredita que a iniciativa da associação dos magistrados em querer fazer uma greve geral é uma boa forma de barrar o avanço da “Lei Renan Calheiros”, visto que isso, na prática, significaria o travamento do sistema judiciário no país.
“Todos esperamos que juízes não só do Pará mas de toda a Nação deem o prazo de 60 dias, ou seja, até 30 de novembro, para que a Lei de Abuso de Autoridade seja TOTALMENTE REVOGADA, sob pena de a Magistratura brasileira declarar ESTADO DE LEGÍTIMA DEFESA, abstendo-se de tomar qualquer medida que possa afetar a IMPUNIDADE dos delinquentes de todo o gênero, protegidos todos pela escabrosa lei urdida por Renan Calheiros”, disse ele.
“A declaração do estado de legítima defesa é a arma de que os magistrados precisam fazer uso para evitar serem condenados e presos se ousarem ferir O DIREITO À IMPUNIDADE dos corruptos e de todos os marginais que infestam o País. O povo brasileiro está pronto para apoiar as corajosas e efetivas medidas que deverão ser tomadas pela Magistratura nacional nessa questão que afeta a todos nós”, conclui.
Sergio Moro concedeu uma entrevista onde falou sobre às eleições 2022, negando que sairá candidato, inclusive a vice-presidente, e que se filiará ao Podemos, conforme algumas especulações da mídia.
“Eu digo ao presidente que essas notícias sobre uma eventual candidatura minha são intrigas. Ele sabe que eu não vou ser candidato. Primeiro por uma questão de dever de lealdade. Como é que você vai entrar no governo e vai concorrer com o político que o convidou para participar do governo?”, questionou Sergio Moro.
“Também não vou me filiar ao Podemos nem vou ser candidato a vice. Não tenho perfil político-partidário. Meu candidato em 2022 é o presidente Bolsonaro e pretendo fazer um bom trabalho como ministro até o fim”, completou o ministro, segundo informações da Veja.
Sérgio Moro aproveitou para enterrar mais uma narrativa da oposição criada pela mídia, a de que ele e o presidente Bolsonaro teriam entrado em atrito por divergências quanto ao comando da Polícia Federal.
“Minha relação com o presidente é muito boa, ótima. Nunca cheguei perto de pedir demissão. As pessoas inventam histórias. Sei que é mentira, o presidente sabe que é mentira. Não sei direito de onde essas intrigas vêm”, destacou Sergio Moro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, esteve no lançamento oficial da campanha do Governo Federal, nesta quinta-feira (3), do pacote anticrime proposto pela pasta, onde discursou ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Moro falou que “precisamos mandar uma mensagem clara a sociedade que os tempos do Brasil sem lei e sem justiça chegaram ao final. Que o crime não compensa e que não seremos mais um paraíso para a prática de crimes ou para criminosos”.
Já na quarta-feira (2), Moro destacou a queda nos índices de violência no Brasil. “7.109 assassinatos a menos até julho de 2019 em comparação ao mesmo período do ano passado. 22% a menos. Crimes caem em todo o país. Precisam cair mais”, publicou o ministro em sua rede social.
Ataques desenfreados de Gilmar Mendes à Lava Jato parecem ir além da esfera judicial
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a criticar a Operação Lava Jato, nesta quarta-feira (02/10/2019), durante a sessão plenária. Segundo o magistrado, a força tarefa precisa “calçar as sandálias da humildade”.
“O resumo da ópera é que você não pode resolver o crime cometendo um crime. Ninguém pode se achar o ó do borogodó. Calcem as sandálias da humildade”, disparou o ministro.
Para Gilmar Mendes, o Brasil viveu “uma época de trevas no que diz respeito ao processo penal”. O ministro afirmou que o ex-juiz federal Sergio Moro e o coordenador da Lava Jato em Curitiba (PR), Deltan Dallagnol, usavam a prisão provisória como tortura.
“Hoje se sabe de maneira muito clara que usavam a prisão provisória como elemento de tortura. Isto aparece hoje nas declarações do site The Intercept, feitas por gente como Dallagnol e Moro”, declarou.
Comentário:
Às críticas de Gilmar Mendes beiram o ridículo. Além de usar informações obtidas de forma criminosa (hackeadas) que não possuem qualquer comprovação de autenticidade feita por autoridades públicas, o ministro faz deboche com o nome de Moro e Dallagnol, duas figuras extremamente respeitadas dentro e fora do Brasil pelo trabalho indiscutivelmente único feito através da Lava Jato.
Com ataques tão grotescos desse tipo, que está longe de ser o único, Gilmar Mendes vai enterrando a sua ética enquanto magistrado ocupante do maior cargo do poder judiciário no país. Pior ainda, o ministro vai deixando transparecer nas entrelinhas dos seus chiliques anti-Lava Jato algo pessoal, muito além da esfera jurídica, o que não é nada bom… para ele!
STF “Já que é para apanhar, é melhor apanhar de uma só vez”.
O argumento foi usado por um ministro do STF, em conversa com a Folha de S. Paulo, para explicar por que a Lava Jato será assassinada na semana que vem, com a soltura de Lula e o fim da prisão em segundo grau.
A questão é saber se eles vão apanhar de uma só vez ou se vão apanhar em dobro.
Ministros do STF estão anunciando a morte da Lava Jato.
Segundo a Folha de S. Paulo, eles querem pautar para a semana que vem a nulidade do processo de Lula e o fim da prisão em segunda instância.
“O STF se meteu numa enrascada”
“A verdade nua e crua é que o plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu adiar a decisão sobre regras para as alegações finais de réus delatados por um único motivo: um impasse. Não há votos para as soluções colocadas e não há outras para substituí-las”.
É mais complicado do que eles imaginavam mudar a lei para anular os processos de Lula e de seus comparsas.
Gilmar Mendes cassou o direito de Jair Bolsonaro de indicar o próximo ministro do STF.
“O ministro Gilmar Mendes aproveitou a ocasião para tratar do assunto a que mais se dedica, falar mal dos procuradores de Curitiba e do ministro Sergio Moro, a quem acusou de transformar a prisão preventiva em ‘instrumento de tortura’ para obter confissões dos presos: ‘Quem defende a tortura não pode fazer parte desta Corte’, asseverou, referindo-se à possibilidade de Moro vir a ser indicado por Bolsonaro para uma vaga no STF.”
Lula acompanhou pela TV o empenho do STF para cancelar a Lava Jato.
Seu advogado em Curitiba, Luiz Carlos da Rocha, disse a Sonia Racy que “ele estava otimista”.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta segunda-feira que as operações feitas entre a instituição e o grupo Odebrecht praticamente durante toda a gestão dos governos petistas, entre 2003 a 2018, resultaram em perdas, já ocorridas ou potenciais, de R$ 14,6 bilhões.
A informação foi divulgada por meio de nota que, segundo o BNDES, tem o objetivo de dar transparência às ações do banco. Segundo o banco, R$ 3,7 bilhões se referem a perdas da União em créditos no financiamento à exportação. Outros R$ 8,7 bilhões seriam perdas potenciais (máximas), correspondentes ao valor de exposição total do BNDES em créditos perante as empresas em recuperação judicial do grupo Odebrecht.
O restante das perdas, seriam, segundo o banco, decorrentes da venda de suas ações da Atvos (perda efetiva de R$ 800 milhões) e do valor das ações da OTP (que resultariam numa perda potencial de R$ 1,4 bilhão), segundo informações da Agência Brasil, que tentou contato com a Odebrecht para maiores esclarecimentos, mas não obteve retorno.
De acordo com a nota, nesses 16 anos (2003 a 2018), o BNDES investiu R$ 51,3 bilhões na Odebrecht, através de oferta de crédito direto e indireto, financiamento específico a exportações e aquisição de participações societárias.
Vale destacar que a Odebrecht é um dos principais alvos da operação Lava Jato, que nos últimos cinco anos apontou laços de corrupção entre a cúpula da empresa com lideranças políticas, entre elas o ex-presidente Luis Inácio Lula e o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
O que mais contraria o cidadão de bem, é essa gente posar de inocente, é muita cara de pau.
Reportagem do Estadão mostra como nossa indústria brasileira vem sofrendo e ficando para trás em nível mundial após a profunda recessão produzida pelo petismo:
Enquanto a produção industrial no resto do mundo cresceu 10% desde 2014, a atividade nas fábricas brasileiras caiu 15% no mesmo período – e não recuperou o patamar em que estava antes da recessão. Se nada for feito, de acordo com economistas, o Brasil corre o sério risco de deixar de estar entre os dez maiores países industriais do mundo.
Para além dos efeitos negativos da recessão no Brasil, de 2015 a 2016, sobre confiança e emprego, os variados choques que a atividade industrial sofreu no País e os problemas estruturais que o setor enfrenta explicam a disparidade do desempenho local frente a países vizinhos, dizem especialistas.
E o pior: esses fatores devem levar a indústria brasileira, que tem peso de cerca de 11% no Produto Interno Bruto (PIB), a uma nova retração este ano, após registrar crescimento em 2017 e 2018, influenciada também pela desaceleração global. O pico de participação da indústria no PIB foi em 1976, com 22,3% (a preços constantes de 2010).
A desindustrialização é, em parte, um processo natural à medida que uma economia se desenvolve, pois o setor de serviços tende a ocupar uma parcela maior do PIB. Mas está claro que não é exatamente esse o fator por trás da nossa queda industrial.
Além dos fatores estruturais conhecidos, que compõem o famoso “Custo Brasil”, temos alguns fatores conjunturais também: a queda nas exportações para a Argentina, que afeta os manufaturados e pode ter tirado até 0,7 ponto porcentual do PIB em 2017 e 2018; a tragédia do rompimento da barreira da Vale, em Brumadinho (MG); e a greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado.
Mas o mais relevante é mesmo o gargalo estrutural, nossa baixa produtividade. E isso se deve, basicamente, aos velhos problemas conhecidos: infraestrutura capenga, mão de obra desqualificada, carga tributária elevada e complexa, leis trabalhistas obsoletas, pouca abertura comercial, taxa de juros acima do padrão internacional etc.
O governo Bolsonaro, sob o comando de Paulo Guedes na Economia, está atacando todos esses males. Reformas estruturais como a da Previdência, para estancar a sangria fiscal, MP da Liberdade Econômica, para reduzir burocracia, acordos comerciais, privatizações e parcerias público-privadas para atrair investimentos etc.
Mas as mudanças levam tempo, e vêm em velocidade muito aquém do necessário. O grau de estrago causado pelo petismo não pode ser ignorado. Com a “seleção dos campeões nacionais”, o governo do PT fez o Brasil voltar várias casas no tabuleiro industrial, distorcendo incentivos. Com o Mercosul ideologizado, o PT prejudicou bastante nossa indústria. Com a “nova matriz macroeconômica”, o PT trouxe de volta a inflação e forçou as taxas de juros para cima. A roubalheira e a politização destruíram as estatais. E por aí vai.
Não é fácil reconstruir a indústria brasileira. Mas o caminho seguido pelo atual governo é o certo: reformas estruturais, pois não há passe de mágica aqui, e o estado não pode ser a locomotiva desse crescimento – essa mentalidade que nos colocou nesse lugar, para começo de conversa.
Nesse sentido, é ao menos alvissareira a notícia de recuperação da produção industrial em agosto:
Depois de três meses em queda, a produção industrial brasileira cresceu 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo divulgou nesta terça-feira (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do melhor resultado para meses de agosto desde 2014 (0,9%).
A alta registrada em agosto é também o melhor resultado mensal desde junho do ano passado, quando houve avanço de 12,6%, na comparação com o mês imediatamente anterior.
Segundo o IBGE, a recuperação em agosto foi puxada pela indústria brasileira extrativa, que cresceu 6,6% no mês, impulsionada pelo aumento na extração de minério de ferro, petróleo e gás.
“Esse é o crescimento mais intenso desde junho do ano passado e interrompe uma sequência de três meses de queda da produção industrial, que acumularam perda de 0,9%. Portanto, o avanço observado esse mês elimina uma parte importante daquela queda acumulada”, destacou André Macedo, gerente da pesquisa.
Sigamos em frente, pois nossa indústria brasileira tem pressa!”
Maria do Rosário, os petistas e agregados sonham diuturnamente com um impeachment de Jair Bolsonaro.
Talíria Petrone, a tresloucada deputada do PSOL, com um injustificável cinismo, diz que o impeachment que Trump está sofrendo poderia passar por aqui. “Um exemplo a ser copiado”, afirma.
Rosário, a desvairada deputada petista, entra no embalo e tem um novo surto de hipocrisia.
A insana afirma que o país tem duas opções: Declarar que as eleições de 2018 foram fraudadas.
Ou promover o impeachment de Bolsonaro.
Para tanto, demonstrando toda a sua sordidez, a seguidora do criminoso Lula, fala que é hora de pensar em um governo `honesto’.
Rosário definitivamente não sabe o que significa a palavra ‘honestidade’. Suas próprias declarações são carreadas de desfaçatez, incoerência e desonestidade. Veja o vídeo:
Junto com Talíria Petrone, (ridículas) a petista revelou real objetivo da CPMI das Fake News: a fiel defensora de Lula!
Com o avanço da economia e a crise global por recursos, o Brasil precisa modernizar suas Forças Armadas
Diante do cenário atual, onde os interesses internacionais nas riquezas da floresta amazônica ficaram escancarados para o mundo, a dúvida que fica na mente de muitos brasileiros é: se o Brasil for atacado militarmente, terá condições reais de se defender?
Para responder a essa pergunta, primeiro é necessário entender como é a valiado o poder de fogo de um país, e depois conhecer quais os recursos disponíveis diante dos potenciais inimigos, e isso inclui possíveis alianças com aliados.
O poder de fogo de um país é calculado com base em vários fatores, sendo os principais: 01 – número de contingente militar (soldados ativos e reservistas); 02 – recursos financeiros disponíveis; 03 – recursos naturais disponíveis; 04 – quantidade de equipamentos de guerra (armas); 05 – condições de uso dos equipamentos de guerra; 06 – condições de operacionalização dos equipamentos de guerra (treinamento militar).
Percebe-se, portanto, que não adianta um país ser altamente bem armado, se não tiver recursos financeiros para sustentar uma guerra. Ou ter às duas coisas, mas não ter recursos naturais (riquezas minerais e agrícolas) para produzir e manter a sua necessidade de abastecimento bélico e de consumo alimentício, além de outros, com a produção de combustíveis.
Não adianta, também, possuir muitas armas, estando a maioria sucateada, ou armas de alta tecnologia, mas soldados que não sabem operá-las corretamente. Assim, nota-se que o poder de fogo de um país é composto por um conjunto de elementos, onde a soma deles é o que diz em que nível de potência mundial o país se encontra.
Brasil, a 13° potência militar do planeta
A fonte de consulta para saber quais as maiores potências militares do mundo é a GlobalFirepower, uma organização que desde 2006 publica anualmente uma lista atualizada sobre o poderio bélico de 137 países do mundo, e é referência para mídias do mundo inteiro.
O Brasil, segundo a GlobalFirepower, ocupa em 2019 a 13° colocação, subindo um ranking (em 2018 estava na 14°), ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Rússia, China, Índia, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Turquia, Alemanha, Itália e Egito.
Isto significa que nas Américas, o Brasil fica trás apenas dos Estados Unidos, superando todos os demais países. O contingente militar total (incluindo reservistas) do país é de 1.674.500,00 milhão. Fora os Estados Unidos, o Brasil possui em seu conjunto de armas os melhores equipamentos aéreos, terrestres e marítimos.
O poder industrial do Brasil é um diferencial, visto que o país possui ampla capacidade de produção de armas, desde uma simples pistola, até tanques, aviões, navios e submarinos ultra-modernos. Os recursos naturais do Brasil, incluindo reservas de petróleo, a grande extensão oceânica e terrestre, também confere autonomia com relação à sua subsistência. Com suas reservas de minério, o Brasil possui a capacidade até de enriquecer urânio, elemento base para a produção de armas nucleares. A tecnologia para isso, no entanto, ainda é um mistério.
Algumas armas do Brasil são exclusivas e já fizeram sucesso no exterior, como o sistema antiaéreo “Astros”. Recentemente, o país lançou o míssil MANSUP, que tem potencial de cruzeiro (pode carregar ogivas e viajar milhares de quilômetros, até outros países, guiado remotamente), e também o superavião cargueiro KC390, que já despertou interesse em países da OTAN.
Além do potencial tecnológico, o Brasil também possui uma das tropas militares mais bem treinadas do mundo em terra, mar e ar. A Força Especial da Marinha Brasileira, conhecida como “GRUMEC”, é considerada uma das mais letais do mundo, equiparada aos Navy Seals, dos Estados Unidos.
Em terra não é diferente. Com cenários exclusivos, como a Caatinga e a Floresta Amazônica, os batalhões de operações especiais do Exército Brasileiro possuem um treinamento que outros não têm, uma vez que não dispõem desses terrenos. Fontes militares afirmam que nenhuma floresta do mundo se compara à selva amazônica, de modo que apenas os povos nativos (como os soldados brasileiros) possuem pleno domínio de como agir em um ambiente tão hostil.
O ponto negativo
Apesar de todas as vantagens que favorecem o Brasil no quesito militar, boa parte das nossas Forças Armadas estão defasadas tecnologicamente. Muitos equipamentos também estão sucateados. Isso ocorreu devido aos anos de baixo investimento no setor durante os governos anteriores, algo que deve ser revisto na atual gestão.
Em todo caso, devido ao seu enorme potencial, as Forças Armadas Brasileiras possui plenas condições de se modernizar rapidamente. Há vários projetos em curso que devem ganhar fôlego com a melhora da economia. Tal avanço não é um luxo, mas sim uma necessidade perante o protagonismo cada vez maior do Brasil no cenário internacional e o aumento das suas riquezas.
Por fim, vale destacar que o investimento em armamentos dificilmente visa a execução de um ataque ou defesa militar. No mundo atual, a guerra é principalmente diplomática, de modo que a existência das armas serve muito mais como elemento de intimidação e respeito. Ou seja, é necessário ser um país bem armado e preparado para qualquer situação, porque isto por si só repele ameaças inimigas, tanto do ponto de vista bélico como diplomático.
A empresa Real JG Serviços Gerais, da família do deputado José Gomes (PSB), está no centro de nova polêmica: funcionários e pessoas ligadas ao parlamentar são acusados de “vender” vagas de emprego. Áudios obtidos mostram que representantes da companhia cobram R$ 1,2 mil com a promessa de garantir um posto de trabalho.
A Real JG, que presta serviços terceirizados e tem contratos milionários com os governos federal e do DF, possui cerca de 10 mil funcionários. A empresa foi o pivô da crise que levou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) a cassar, em 11 de abril deste ano, o mandato de José Gomes.
O deputado José Gomes foi condenado por coagir, por meio de prepostos, os empregados a votarem nele em outubro de 2014. O deputado, contudo, permanecerá no cargo até julgamento definitivo de recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
DISTRITO FEDERAL
Nos áudios, dois primos de José Gomes são apontados como os responsáveis por “vender” vagas de emprego na Real JG: Douglas Laet e Wilker Jansen. Laet foi acusado de ter intimidado trabalhadores da empresa a votar em José Gomes na campanha do ano passado. Outro funcionário, o encarregado Vilmar Avelino dos Santos, também faria parte das negociatas.
De acordo com um dos denunciantes, as pessoas da empresa convidadas a fazer parte do esquema cobram R$ 1,2 mil de quem sonha em ter a carteira de trabalho assinada. Entre R$ 150 e R$ 300 desse dinheiro ficam para quem conseguiu o negócio. O restante vai para os responsáveis pela contratação.
Contudo nem todos os que supostamente pagaram pelo emprego teriam sido efetivados. Em um dos áudios entregues, funcionários que conversam sobre o esquema contam que uma mulher reclama por ainda não ter sido contratada. Segundo eles, a moça precisou fazer uma vaquinha entre conhecidos para conseguir os R$ 1,2 mil.
Além dela, ao menos outras sete pessoas estariam cobrando de Vilmar Avelino dos Santos a vaga ou a devolução do dinheiro. De acordo com as gravações, os valores recebidos por ele somam R$ 10 mil.
Ouça:
Leia a transcrição de trechos do diálogo:
Funcionário 1 – Ele [Vilmar] deve pelo menos R$ 10 mil. Ele cobra R$ 1,2 mil [pela vaga], então deve mais de R$ 10 mil.
Funcionário 2 – Ele deve mais de R$ 10 mil pros caras? Só que você conhece, né?
Funcionário 1 – Só que eu conheço que ele arrumou.
Funcionário 2 – Ele já arrumou para umas 20 [pessoas]?
Funcionário 1 – Ele arrumou para o Márcio, arrumou para a amiga da Joselina, aquela que vai lá em casa, uma branquinha. O marido dela que tem contato com ele.
Funcionário 2 – Você me vê o contato desse bicho que eu preciso falar com ele. Eu não tenho nada a ver com essa jogada dele. Ou ele segura a pica dele ou “cagueta” todo mundo.
Negociações
O “mercado” de vagas de emprego na Real JG teria se intensificado em junho, após a empresa ganhar um pregão para a prestação de serviços em diversos órgãos do GDF. Entre eles, a Secretaria de Economia – antiga pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão.
Ao todo, apenas nesse pregão, são três contratos para diversas secretarias, que somam 299 vagas, segundo a assessoria de imprensa do governo, totalizando R$ 12,2 milhões.
Não é de hoje que a Real JG mantém contratos com o poder público. Desde 2013, a empresa fundada por José Gomes recebeu R$ 395,1 milhões em contratos por diversos serviços apenas do governo local.
O trabalho terceirizado do último pregão – que prevê serviços gerais, como limpeza – era executado por uma concorrente. Como determina a lei, os funcionários contratados pela antecessora precisavam ser mantidos nos postos por, pelo menos, 90 dias. Com o prazo vencendo no fim de setembro, esses trabalhadores estão sendo gradualmente demitidos, abrindo espaço para as supostas negociações.
Medo do deputado
Em outro áudio obtido pela reportagem, um funcionário da empresa conversa com Vilmar Avelino dos Santos e Wilker Jansen. Wilker, primo de primeiro grau de José Gomes, é dono de um quiosque nas proximidade da sede da Real JG, no Núcleo Bandeirante.
Na conversa, o homem comenta que Wilker o chamou para entrar no esquema de cooptação de interessados em comprar uma vaga. Ele fala que não quis envolvimento na história por temer ser prejudicado caso o “negócio” fosse descoberto.
Na mesma gravação, Vilmar e Wilker demonstram preocupação caso o deputado José Gomes descubra o que está acontecendo. Wilker chega a “ensaiar” como justificaria o esquema ao deputado.
“Vou dizer: ‘Olha, Zé [José Gomes], se eu coloquei ou não alguém e me deram um agrado, não foi por que estavam comprando vaga, mas por que eu estava correndo atrás’. Acabou, só isso. Mas, olha, eu não vendo vaga, não. Eu sou comerciante. O cara pediu para eu ajudar, não vou fazer de graça. Cobro mesmo, para me ajudar. Cobro mesmo. Cobro não, recebo”.
Ouça:
Visitas à empresa
Apesar de legalmente estar afastado da empresa e ter transferido o comando para a irmã, Luciana Ferreira Góis, o distrital José Gomes visita a sede da Real JG com frequência. Ao longo de setembro, constatou que em pelo menos 12 ocasiões o deputado chegou em veículo alugado com recursos da verba indenizatória da Câmara Legislativa: um Ford Fusion locado a R$ 5,1 mil mensais.
A rotina do parlamentar, que tem o maior patrimônio declarado da Câmara Legislativa, R$ 47.191.254,06, costuma ser a mesma: ele entra no estacionamento privativo no veículo conduzido por um motorista e permanece entre uma 1h30 e 2h na firma.
O afastamento de políticos com mandato eletivo de suas empresa é previsto no artigo 54 da Constituição Federal. Em síntese, o texto diz que os parlamentares não poderão ser “proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada”. Por essa razão, José Gomes passou o controle da Real JG para a irmã.
Deputado comenta o caso
À reportagem, a assessoria do deputado José Gomes comentou, por meio de nota, a denúncia de venda de vagas na empresa. “O parlamentar informa que não tem conhecimento, mas apoia integralmente que sejam realizadas investigações policiais e punidos eventuais culpados.”
Sobre as visitas à sede da empresa, a assessoria do parlamentar disse que o deputado “nunca mais deu expediente junto à Real JG desde que deixou a empresa. Eventuais visitas, tanto à Real JG, quanto a qualquer outro local, foram na defesa da geração de empregos, sua principal bandeira. O carro é utilizado na atuação do seu mandato”.
Já a assessoria jurídica da Real JG afirma não ter informações sobre a venda de vagas na empresa e promete apurar os fatos. “A Real JG vê com surpresa a informação. Uma vez apresentadas as denúncias, elas serão levadas às autoridades, já que ninguém tem autorização para falar em nome da empresa”, assegura o advogado Expedito Babosa Júnior.
Sobre as visitas do deputado José Gomes à empresa, Expedito Júnior disse que o parlamentar não participa de reuniões de comando da empresa, por não ser mais o dono da companhia. “Em nenhuma oportunidade, depois do desligamento, o senhor José Gomes ofertou expediente na empresa. Até por que a nova diretoria assumiu e exerce as posturas profissionais que entende cabíveis.”
Procurados pela reportagem, Vilmar, Wilker e Laet não haviam se manifestado até a última atualização deste texto.
Áudios: funcionários da Real JG admitem vender vagas de emprego a R$ 1,2 mil
Cassação de mandato
A Real JG foi, na avaliação do Ministério Público Eleitoral do Distrito Federal (MPE-DF), fundamental para eleger José Gomes ao cargo de deputado distrital. Não apenas por conta dos 10 mil postos mantidos por ela em órgãos do DF e do governo federal, mas especialmente pela atuação de Douglas Laet.
Segundo parecer do MPE-DF, em uma das reuniões em que funcionários foram coagidos a votar no patrão, Douglas Laet disse que os trabalhadores deveriam “demonstrar gratidão pelo emprego, pelo salário, e lealdade por seu empregador, empenhando-se em sua candidatura”.
Laet acrescentou que “a retribuição pelo trabalho seria aferida pelo número de votos obtidos na seção de votação dos funcionários de sua empresa”, de acordo com o documento. O caso foi revelado, e as gravações de uma reunião entre Douglas e funcionários fazem parte do processo. O primo do deputado chegou a ser afastado da empresa durante as eleições, mas, passado o período eleitoral, ele retornou às atividades na Real JG.