Início Site Página 2154

Biotic recebe centro de inovação

0

O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quinta-feira (19), o termo de cessão de uso de um dos blocos já construídos do parque tecnológico Biotic, na Granja do Torto. O espaço, de 1.682 metros quadrados, será ocupado pelo Banco de Brasília, que acaba de lançar o centro de inovação BRB Lab.

O objetivo é estimular o empreendedorismo voltado às novas tecnologias para desenvolver a economia do Distrito Federal. “O programa de inovação tecnológica do BRB é direcionado a transformar Brasília em um centro de atração e fixação de startup [empresa recém-criada, em fase de desenvolvimento, normalmente de base tecnológica], principalmente dos ramos de finanças, seguros e também no campo de governo”, explicou o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Governador Ibaneis Rocha

Seleção de empresas

Nos planos do banco, o centro de inovação vai consumir cerca de R$ 15 milhões na primeira fase, que contará com a criação de um fundo de investimentos. “Vamos sediar, inicialmente, dez empresas a distância e outras cinco, dentro do parque tecnológico”, enumerou Costa.

Nos próximos dias, o BRB vai publicar um edital de seleção de empresas que possuam soluções para cinco eixos pré-estabelecidos: experiência do cliente, eficiência operacional, soluções para o governo, produtos de seguridade e meios de pagamento.

Como contrapartida, as instituições selecionadas terão acesso à infraestrutura física e tecnológica do centro de inovação, assessoria e consultoria do BRB (jurídica, financeira, contábil e de marketing) para desenvolver seus produtos, além da possibilidade de ofertas de suas eventuais soluções para clientes de todo o conglomerado do BRB e para os cidadãos do DF.

Desenvolvimento estimulado

“Estamos resgatando a Lei Orgânica do DF, que estabelece que um dos objetivos de Brasília precisa ser um polo de desenvolvimento tecnológico, ajustando nossa economia a novos tempos e transformando o BRB num parceiro prioritário do governo e de empresários que estão pensando em desenvolvimento tecnológico e digital”, detalhou o presidente do banco.

Durante o lançamento do programa de inovação do BRB, o diretor-presidente do parque tecnológico Biotic, Gustavo Dias, anunciou que a Terracap delimitou, nesta semana, o espaço destinado à Universidade Distrital. “Já colocaram os piquetes no local”, informou. “A área já está pronta. Quando o projeto for aprovado, lançaremos a licitação e a pedra fundamental da construção”.

A meta do governador Ibaneis Rocha é dar início às obras da nova universidade em tempo hábil. “Tenho esperanças de que no ano que vem a gente consiga efetivar a universidade, até porque a economia está melhorando, os recursos vão melhorar e então poderemos entregar a primeira universidade do DF”, avaliou.

Difteria, pólio e rubéola assombram o Brasil

0

Assim como o sarampo, que reapareceu na vida do brasileiro em 2018 e 2019 – só nos últimos 90 dias, 3.339 casos foram confirmados em 16 estados – outras doenças que, até aqui, estão erradicadas podem voltar a assustar a população brasileira. Rubéola, difteria e poliomielite, por exemplo, estão passíveis de ressurgir por causa da baixa cobertura vacinal.

“É um risco real”, diz a médica Mônica Levi, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “No caso da rubéola, a vacina é a mesma do sarampo. A doença foi erradicada nas Américas, mas a imunização vem caindo e, com a queda, começam a pipocar casos nos Estados Unidos, México, Argentina e Chile. Não é surto, mas a Organização Panamericana de Saúde (Opas) está preocupada com a situação”, explica a especialista.

Enquanto uma doença não for erradicada do globo, há risco de ser reintroduzida por viajantes, pessoas contaminadas em outros países. Apenas a varíola é considerada erradicada, pois o vírus foi extinto na natureza e só existe em laboratório.

A baixa na cobertura vacinal vem acontecendo, sistematicamente, desde 2016. Segundo dados do DataSUS, a primeira dose da vacina Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola) cobria 95,41% da população alvo naquele ano. Em 2017, a cobertura caiu para 90,85%, subiu para 91,73% no ano seguinte e, até agora, em 2019, apenas 80,16% receberam a imunização. No Distrito Federal, a situação é ainda mais grave: saiu de 131,75% de cobertura em 2016 – quando a vacinação tinha atingido até mais gente do que a meta estabelecida, para 77,20% em 2019.

Mônica explica que o ideal para garantir a proteção de toda a população é que pelo menos 95% do público-alvo esteja vacinado. “Chamamos de imunidade de rebanho. Se a maioria está vacinada, o vírus não consegue avançar. Ou seja, tomar a vacina não é só uma questão pessoal, mas uma responsabilidade social”, afirma.

No caso da segunda dose da Tríplice Viral, a taxa é tradicionalmente menor. Em 2016, o Brasil tinha apenas 76,71% de cobertura vacinal da segunda dose, manteve a porcentagem nos anos seguintes e, em 2019, conta com 67,85% até o dia 4 de setembro.

Raquel Dodge contra o governo Bolsonaro

0
Raquel Dodge

Raquel Dodge Preterida por Jair Bolsonaro e de despedida da PGR, pediu ao STF urgência para julgar uma ação do PSOL que busca transferir da Justiça Militar para o Tribunal do Júri o julgamento de militares acusados de homicídios dolosos contra civis.

A ação tem relação direta com o caso dos soldados do Exército envolvidos na morte do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, em abril, no Rio.

Em novo parecer, a PGR diz que “a independência dos órgãos de investigação é fator fundamental para evitar a impunidade”.

Cabe a Gilmar Mendes, relator, liberar o processo e avisar a Dias Toffoli para marcar uma data.

Raquel Dodge está limpando as gavetas da pior maneira possível.

Ela deu um parecer para que seja concedida uma liminar de urgência, proposta pelo Vice-Procurador-Geral da República, para limitar o artigo da reforma trabalhista de 2017 que limita a edição de súmulas por parte do Tribunal Superior do Trabalho.

É por meio de súmulas — muitas delas contra a lei em vigor — que os sindicalistas de toga do TST vêm sabotando quem tenta modernizar as relações de trabalho no Brasil.

A luta continua.

O procurador Vladimir Aras comentou o protesto de seus colegas da PGR, que se demitiram depois que Raquel Dodge resolveu blindar Rodrigo Maia e o irmão de Dias Toffoli.

Ele disse para o Estadão:

“Entendo o sentimento que motivou esses valorosos colegas a dizer um basta. Eles se dedicaram durante dois anos à luta contra a corrupção, um dos mais importantes papéis do Ministério Público Federal.”

Em seguida, ele completou:

“É um triste fim de gestão que mostra a importância de os presidentes da República escolherem bem os Procuradores-Gerais.”

O ministro Edson Fachin divulgou um relatório sobre a Lava Jato com dados em que é possível concluir que Raquel Dodge freou a operação, diz Josias de Souza.

Segundo o relatório, entre 2015 e 2019 foram homologados no STF 110 acordos de colaboração premiada.

“Apenas um ocorreu na gestão de Dodge, iniciada em setembro de 2017.”

O relatório de Fachin ainda anota que, entre 2016 e 2019, a PGR protocolou no Supremo 24 denúncias no âmbito da Lava Jato.

“Num balanço que fizera de sua gestão em outubro do ano passado, Dodge contabilizava 46 denúncias, mas apenas quatro se referiam ao maior escândalo de corrupção do país. Certos casos cobravam reação.”

O acordão político abriu as comportas para a sem-vergonhice

0
acordão político

O acordão político abriu as comportas para a sem-vergonhice mais completa em Brasília.

Um projeto de lei aprovado na Câmara e que será votado sumariamente no Senado na semana que vem, como publicamos ontem, muda regras eleitorais e partidárias para aumentar as brechas para o caixa dois e evitar a punição de políticos nesse crime.

Um dos pontos da sem-vergonhice é que cada partido poderá apresentar a sua prestação de contas de campanha e afins da maneira que quiser, o que dificulta a fiscalização.

“Trata-se do maior retrocesso desde a redemocratização em termos de transparência e integridade dos partidos políticos”, disse Marcelo Issa, diretor-executivo do movimento Transparência Partidária, à Folha de S. Paulo.

E ele exemplificou ao jornal:

“Imagine a Receita Federal recebendo a declaração do Imposto de Renda cada uma de um jeito. Em termos de controle social, de transparência para a sociedade, compromete severamente.”

Mais: “erros, omissões e outras falhas nas prestações de contas poderão ser corrigidas até o julgamento”.

Num texto assinado por mais de 20 entidades diz que tal “previsão pode, na prática, revelar-se verdadeira autorização para lançamento de dados falsos sobre contas de campanha”.

O país está andando para trás em ritmo acelerado.

Em carta entregue a Davi Alcolumbre, representantes de diversos movimentos de combate a corrupção no Brasil defendem que o projeto de lei que o presidente do Senado tentou votar de forma açodada ontem à noite no plenário — e já aprovado na Câmara – “compromete severamente a transparência das contas partidárias e a eficiência dos respectivos processos de fiscalização”.

“Provoca apreensão a possibilidade de que despesas com ações judiciais de controle de constitucionalidade possam ser custeadas pelo Fundo Partidário, estimulando a judicialização da política com recursos públicos”, diz trecho do texto.

E mais:

“Causa também profunda repulsa a autorização para pagamento de honorários advocatícios para defesa de políticos acusados de corrupção e para patrocínio de processos de “interesse indireto” do partido com recursos públicos. O custeio de despesas dessa natureza pelo cidadão ofende as intensas e insistentes demandas da sociedade brasileira por mais rigor no emprego do dinheiro público e por mais ética na política.”

A aprovação desse projeto é a pavimentação do caminho para o aumento do fundão de 1,8 bilhão de reais para 3,7 bilhões de reais.

STF quer liquidar Lava Jato em outubro

0
Lava Jato

Lava Jato, Folha de S. Verdevaldo diz que vai acabar em outubro.

Já haveria maioria no STF para anular o processo de Lula e para proibir a prisão de criminosos condenados em segundo grau.

A data foi escolhida por Dias Toffoli.

“O presidente do Supremo indicou aos colegas estar disposto a levar ao plenário no próximo mês as ações que questionam a constitucionalidade das prisões após condenação em segunda instância — uma das principais bandeiras da Lava Jato — e a discussão que anulou a sentença imposta por Moro a Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.

Segundo esses magistrados, a provável inclusão dos temas na pauta do plenário sinaliza que, hoje, já haveria maioria a favor das teses contrárias à Lava Jato.”

Isso faz parte do pacto assinado com Jair Bolsonaro?

Augusto Aras vai de gabinete em gabinete detonando a Lava Jato.

No encontro com o PT, segundo o Estadão, o futuro PGR reprovou a conduta “punitivista” do MPF.

No encontro com Otto Alencar, ele foi ainda mais longe:

“Ele disse que a Lava Jato teve um ponto em que extrapolou o limite da lei e cometeu excessos, sem citar nomes.”

Os ministros lulistas do STF contam com o voto de Celso de Mello para anular o processo do chefe da ORCRIM.

Diz a Folha de S. Paulo:

“É nesse ambiente de desgaste de Sergio Moro que Gilmar Mendes pretende retomar, em outubro, o julgamento da alegada suspeição do ex-juiz — até lá, a avaliação no Supremo é a de que estará consolidada uma derrota de Moro na Segunda Turma da corte (…).

De acordo com relatos de magistrados nos bastidores, o decano Celso de Mello passou a dar sinais de incômodo com o conteúdo das mensagens reveladas.”

Pesquisa descobre nova relação entre envelhecimento e aumento de peso

0
aumento de peso

Com o passar dos anos, o processo que transforma gordura em energia se torna mais lento, o que acaba resultando naqueles quilinhos a mais

Você já reparou que, com o passar dos anos, os ponteiros da balança teimam em subir? Mesmo com a rotina de exercícios intocada e a alimentação regrada, a gordura custa a ir embora. Alguns estudos justificam esse aumento de peso a partir das alterações hormonais ou da perda de músculos, que são consequências naturais do envelhecimento, mas uma pesquisa recente afirma que o problema está no uso das células lipídicas.

Um time de pesquisadores da Suécia e da França acompanhou 54 adultos por 13 anos para descobrir a velocidade com que a gordura era estocada nas células lipídicas e, em seguida, consumida como energia. A conclusão foi que esse processo tende a se tornar cada vez mais lento com o passar dos anos, mesmo que a rotina alimentar permaneça a mesma.

Os voluntários do estudo que não fizeram ajustes na alimentação engordaram um quinto do peso corporal durante esse tempo.

Essa lentidão funciona tanto para o emagrecimento quanto para o ganho de peso. Entre os voluntários, 15 engordaram, 19 permaneceram com o peso semelhante e 20 perderam mais de 7% do próprio peso. O estudo foi publicado na revista Nature Medicine. Segundo Peter Arner, um dos responsáveis pela pesquisa, a descoberta pode abrir portas para novas maneiras de tratar a obesidade.

“Indulto e salvaguarda: as ideias de Bolsonaro para proteger policial que mata em serviço”

0
pacote anticrime

“O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado nesta terça-feira (10), mostrou um crescimento de 181% no número de mortes causadas por intervenções policiais no Brasil entre 2013 e 2018. No ano passado, foram 6.220 vítimas – 17 pessoas por dia.

Do outro lado, 343 policiais civis e militares morreram em 2018 – 256 (75%) fora de serviço. O número caiu 8% em relação ao ano anterior.

A divulgação ocorre num momento em que o governo fala em ampliar salvaguardas jurídicas para policiais que matam em serviço, o chamado excludente de ilicitude, e perdoar agentes de segurança presos por violência policial em casos como os massacres do Carandiru e de Eldorado dos Carajás.

O pacote anticrime do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apresentado em fevereiro, já trata do excludente, mas o presidente Jair Bolsonaro planeja enviar ao Congresso um projeto ainda mais abrangente e que inclui militares.

Bolsonaro quer que policiais militares, civis e federais possam usar armas de fogo em serviço sem o receio de serem processados em caso de homicídio. O presidente deseja ainda que as Forças Armadas que atuem em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) também sejam incluídas nesse novo projeto.

Hoje, o Código Penal define que o excludente de ilicitude se aplica, no caso de agente de segurança pública, em virtude do “estrito cumprimento legal de dever ou no exercício regular de direito” (inciso 3º, art. 23). Porém, o mesmo código estabelece que mortes em confronto policial devem ser alvo de inquérito para que se investigue se a reação policial foi mesmo necessária e proporcional ao risco, ou seja, se não houve abuso de força.”

“O projeto de Moro propõe um novo parágrafo ao artigo 23, acrescentando que a pena ao policial que mata em serviço poderá ser reduzida pela metade ou mesmo não aplicada se a morte tiver ocorrido por “escusável medo, surpresa ou violenta emoção”. O pacote prevê ainda que agentes de segurança poderão alegar “legítima defesa” (art. 25) em caso de “conflito armado” ou “risco de agressão a vítima mantida como refém”.

Grupo de trabalho resiste ao excludente de ilicitude de Moro

Porém, o excludente de ilicitude sofre muita resistência no grupo de trabalho que analisa as propostas do ministro da Justiça. A tendência é que seja retirado do pacote anticrime, ou pelo menos alterado.

O deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos-MG), que faz parte do grupo de trabalho, disse que os parlamentares devem chegar a um meio termo em relação ao tema. Para ele, a esquerda exagera quando diz que o texto dá licença para matar, mas a direita também erra ao dizer que os policiais não têm retaguarda jurídica para atuar.

Segundo Andrada, a legislação atual já é suficiente para proteger o policial, ao dar salvaguarda jurídica para atos cometidos no “estrito cumprimento do dever”. Neste sentido, basta executar o que já está previsto em lei, e a polêmica chega a ser desnecessária. Para Andrada, os militares se enquadram na mesma situação e não há necessidade de um novo projeto para dar a eles retaguarda jurídica em operações.

O secretário nacional de Segurança Pública, Guilherme Theophillo, discorda e diz que o policial precisa ter mais respaldo para trabalhar. “Acho que o policial militar está muito cerceado e o criminoso tem muito direito. Criminoso é criminoso e tem que pagar pelo que fez”, disse em entrevista à Gazeta do Povo.

Para o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG), a discussão em torno do excludente de ilicitude parte da premissa errada. Para ele, é necessário mudar o modelo de atuação das polícias, principalmente da PM. Segundo o pedetista, quando a polícia passar a agir com inteligência, podendo realizar investigações prévias antes da ação, os confrontos e as mortes vão diminuir. Enquanto esse debate não acontecer, porém, é preciso ter coragem para dar salvaguardas aos policiais, disse Gonzaga.

Deputados da “bancada da bala” acreditam que vão conseguir incluir a proposta original de Moro sobre o excludente de ilicitude na votação do pacote anticrime no plenário da Câmara. Mas um deputado da oposição ouvido pela Gazeta do Povo disse que isso pode não ser assim tão fácil. Para ele, a bancada está desgastada pelo apoio ao presidente, que não está tendo vida fácil na Casa e vê sua popularidade cada vez menor. Se não for possível, a alternativa será apoiar o projeto gestado pelo presidente Bolsonaro.

Excludente de ilicitude 2.0

Ainda não há prazo para que o excludente de ilicitude do Planalto chegue ao Congresso Nacional. A deputada Joice Hasselmann (PSL), líder do governo no Congresso, garante que a proposta será enviada ainda neste ano. “É uma promessa de campanha”, disse. “O presidente também pretende condecorar militar que abater bandido”, completou.

A parlamentar reconhece que o projeto pode encontrar resistência na Casa, principalmente entre a bancada evangélica e a oposição, mas ela acredita que a proposta vai ter apoio do PSL, da bancada de militares e policiais civis, além dos ruralistas.

Para o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), a ideia é dar a maior garantia possível também para os militares. O deputado acredita que o excludente de ilicitude do pacote de Moro pode ser interpretado para abranger também militares, mas um projeto específico vai proteger as Forças Armadas de possíveis contestações.

Um deputado ligado à segurança pública avalia que não é necessário um projeto de lei específico para militares, pois quando eles estão envolvidos em operações na área de segurança pública, já estão enquadrados no excludente de ilicitude. “Mas eu espero que ele mande o projeto, para que haja essa discussão”, disse.

De qualquer modo, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) defende primeiro testar o excludente de ilicitude para policiais, previsto por Moro, no plenário da Câmara, para só depois o governo enviar uma nova proposta, tratando de militares.

Para o secretário Theophillo, é importante dar uma salvaguarda jurídica aos militares que atuam em GLOs. “Tem esse fator que o presidente diz: o soldado mata uma pessoa em um combate dentro do Morro do Alemão, dentro do Complexo da Maré, e fica respondendo depois que dá baixa sem um respaldo jurídico”, reclama ele, que é contra o emprego de militares em operações de Garantia da Lei da Ordem.

“Forças armadas não foram feitas para estar em GLO. Isso é para Polícia Militar, para órgão de segurança pública. O Exército foi feito para matar. Nós fomos preparados para ir para uma guerra, então quem está do outro lado é inimigo, eu não estou trabalhando com população amiga. Então o soldado militar tem outra cabeça”, disse.

Bolsonaro promete indulto a policiais que mataram

O presidente Jair Bolsonaro disse vai perdoar a pena de policiais que mataram em serviço e, segundo ele, estão “presos injustamente”. No final de agosto, Bolsonaro disse que o indulto natalino que irá editar neste ano vai incluir policiais envolvidos em casos rumorosos de violência policial, como o massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará; a invasão no presídio do Carandiru, em São Paulo; e o sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro. Para o presidente, muitos policiais foram condenados por “pressão da mídia”.

A concessão de indulto para estes casos, porém, esbarra em uma série de impedimentos legais. O deputado Fábio Trad (PSD-MS) ressalta que o indulto não pode perdoar crimes hediondos, como é o caso de policiais condenados nos casos de Eldorado dos Carajás. Para ele, a declaração de Bolsonaro sobre o indulto é impulsiva. “É mais um ímpeto tresloucado”, diz.

Para indultar policiais condenados nestes casos, segundo Trad, Bolsonaro precisaria editar um decreto permitindo o indulto em caso de crimes hediondos, mas nesse caso todos os condenados por esses crimes teriam direito ao benefício. Isto incluiria soltar condenados por crimes como homicídio qualificado, latrocínio, estupro, entre outros. Segundo o deputado, o custo político seria muito grande e o presidente teria dificuldade para explicar a decisão para sua base eleitoral.

Eduardo Bolsonaro defende a proposta do pai. “Uma dica, quando um policial estiver armado, não vá para a briga, vá tomar uma cerveja”, ironizou o parlamentar, acrescentado que as condenações aos policiais envolvidos nos massacres foram injustas.

“O presidente não está propondo indulto, ele está criando uma peça publicitária para dialogar com algo que não ajuda a polícia, e sim atrapalha”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ). “Essa propaganda é contra a polícia, porque valoriza a ideia de uma polícia violenta, contra uma polícia eficaz. Tem um estímulo da polícia violenta, ilegal, quando na verdade deveria ser ele o promotor de uma polícia com mais equipamento, com mais qualidade, com mais respeito, com carreira”, completou o deputado.

O que diz a legislação sobre indulto

A Constituição dá ao presidente da República a competência exclusiva para definir as regras para concessão de indulto. Mas, segundo o advogado especialista em direito penal militar Eduardo Miléo, há problemas técnicos na promessa de Bolsonaro.

“No caso de Carandiru, por exemplo, o indulto só extingue punibilidade quando já há trânsito em julgado”, explica o advogado. O caso envolvendo o massacre no Carandiru, que em 1992 deixou 111 mortos após uma rebelião, ainda não teve todos os recursos julgados.

Miléo também ressalta que o caso de Eldorado de Carajás envolve condenações por crimes hediondos. “A lei proíbe indulto, graça e anistia para esse tipo de crime”, ressalta o advogado. O caso ocorreu no Pará em 1996, quando 19 trabalhadores rurais sem terra foram mortos em confronto com a Polícia Militar. Mais de 150 policiais, armados de fuzis, com munições reais e sem identificação nas fardas, foram destacados para interromper a caminhada que o MST fazia até Belém.

O especialista também destaca que, no caso dos envolvidos no sequestro do ônibus 174, os policiais foram absolvidos. O caso ocorreu em 2000, quando um sequestrador tomou conta de um ônibus da linha 174 e fez os passageiros reféns por quase cinco horas. O sequestrador tentou sair do ônibus usando uma passageira como escudo, e um policial tentou atirar nele, mas errou o tiro e acertou na refém, que morreu no local.

Miléo destaca, ainda, que o indulto com foco nestes policiais pode ter efeitos colaterais, uma vez que as regras estabelecidas no indulto valem para todos os presos. “Se ele fizer alguns critérios que alberguem esses policiais, se isso for aceito pelo STF, pode ser estendido a outros tipos de pessoas condenadas”, ressalta.

Presidente da G44 Brasil é agraciado com título de cidadania em Campos Verdes-GO

0
Foto: Jonior Takamoto

Na noite do segundo dia de programação da sexta edição da Feira Internacional de Esmeraldas, o prefeito de Campos Verdes, Haroldo Naves, entregou ao presidente da G44 Brasil, Saleem Ahmed Zaheer, o título de cidadão de Campos Verdes-GO.

A honraria foi emitida pela Câmara Municipal de Campos Verdes, por meio de suas atribuições legais e regimentais e fez parte da entrega de comendas “Homens e Mulheres que brilham e fazem a diferença”.

Além do representante da G44, também receberam o título o secretário de Desenvolvimento Social do Estado do Goiás, Marcos Cabral, o ex-presidente do Departamento Nacional de produção Nacional de Produção Mineral, Sevam Soares, representante da polícia militar, entre outros convidados.

A solenidade aconteceu no palco principal com cerca de quatro mil pessoas presentes.

Evento

As atividades da sexta edição da Feira Internacional de Esmeraldas acontecem até as 22h deste domingo (08). No local estão sendo expostas pedras brutas e lapidadas, produção local, materiais de jovens empreendedores, calçados e joias.

No stand da G44 Brasil há uma mega produção com fotos do processo produtivo das esmeraldas, um telão de LED com apresentação do trabalho da empresa, duas máquinas com demonstração ao vivo do processo de lapidação, uma exposição de material produzido com os rejeitos da mineração, além da distribuição de brindes aos passantes.

Presidente da G44 Brasil é eleito cidadão de Campos Verdes-GO

0
Foto: Jr. Takamoto

O prefeito de Campos Verdes-Go, Haroldo Naves, entregou ao presidente da G44 Brasil, Saleem Ahmed Zaheer, o título de cidadão Campos Verdense no segundo dia da Feira Internacional das Esmeraldas.

A honraria foi emitida pela Câmara Municipal de Campos Verdes, por meio de suas atribuições legais e regimentais e fez parte da entrega de comendas “Homens e Mulheres que brilham e fazem a diferença”.

Além do representante da G44, também receberam o título o secretário de Desenvolvimento Social do Estado do Goiás, Marcos Cabral, o ex-presidente do Departamento Nacional de produção Nacional de Produção Mineral, Sevam Soares, representante da polícia militar, entre outros convidados.

A solenidade aconteceu no palco principal com cerca de quatro mil pessoas presentes.

Evento

As atividades da sexta edição da Feira Internacional de Esmeraldas acontecem até as 22h deste domingo (08). No local estão sendo expostas pedras brutas e lapidadas, produção local, materiais de jovens empreendedores, calçados e joias.

No stand da G44 Brasil há uma mega produção com fotos do processo produtivo das esmeraldas, um telão de LED com apresentação do trabalho da empresa, duas máquinas com demonstração ao vivo do processo de lapidação, uma exposição de material produzido com os rejeitos da mineração, além da distribuição de brindes aos passantes.

Com apoio de Bolsonaro, Câmara analisa fim do acordo ortográfico da língua portuguesa

0

Após adiamentos, o requerimento que solicita revogação do acordo assinado há 10 anos, no governo Lula, foi analisado na Câmara

A Câmara dos Deputados discutiu ontem o requerimento que pediu a revogação do acordo ortográfico entre países lusófonos, de 1990, em vigor há dez anos.

A sessão ocorreu na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, em Brasília. O pedido foi feito pelo deputado Jaziel Pereira de Sousa, do Partido da República (PR), e contou com o apoio da deputada Paula Belmonte, do Cidadania.

Em sua página do Facebook, o Jaziel Pereira disse que havia convocado a reunião porque “o acordo para unificação ortográfica da Língua Portuguesa nos países lusófonos não alcançou a eficácia esperada”. Citando um dos maiores estadistas brasileiros, disse ainda “Como bem disse Rui Barbosa, amar a Língua é uma das mais sublimes formas de amar à Pátria” (sic).

A reunião no Parlamento contou com nomes como Sérgio Pachá, ex-lexicógrafo chefe da Academia Brasileira de Letras, e o professor e filósofo tomista Sidney Silveira – ambos estão no documentário Brasil, Alma Portuguesa, o qual analisa os aspectos da formação da identidade brasileira e suas conexões com os lusitanos – inclusive na língua portuguesa.

A reunião já havia sido adiada por duas vezes. No requerimento entregue em abril passado, o deputado Jaziel disse que “o Presidente Bolsonaro expressou a possibilidade de revogação desse acordo”, dando a entender a necessidade patente do debate na Casa.

Confira aqui a audiência na íntegra.