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Aparelhos de streaming piratas podem conter malwares e espionar usuários

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Pesquisadores da DCA (Digital Citizens Alliance) e da Dark Wolfe Consulting descobriram que dispositivos para streaming piratas podem conter diversos tipos de malware.

A pesquisa, realizada nos Estados Unidos, considerou versões de acessórios como Chromecast e Fire TV Stick da Amazon, ambos vendidos no Brasil, além do Roku, que é importado de forma independente para o mercado nacional.

Esses media centers trazem uma versão modificada do sistema operacional original, que desbloqueia conteúdos e permite acessar serviços de assinatura sem pagar nada.

Segundo o levantamento os aplicativos pré-instalados podem conter um tipo de malware que pode espionar e roubar dados do usuário.

Os dispositivos são vendidos em versões desbloqueadas, trazendo diversos serviços de forma gratuita, inclusive, aqueles que exigem uma assinatura. De acordo com a Dark Wolfe Consulting, ao menos 40% dos apps pré-instalados são malwares disfarçados.

Em um dos casos, um aplicativo foi capaz de obter 1 TB de dados, dentre fotos e arquivos pessoais do usuário, a partir da rede doméstica.

Outro exemplo de ação encontrado pelos especialistas foi a de um app que copiou login e senha da rede Wi-Fi e enviou essas informações a um servidor localizado na Indonésia.

Fire TV Stick desbloqueado, além de dispositivos de outras marcas, podem trazer malwares — Foto: Isadora Díaz/TechTudo

Fire TV Stick desbloqueado, além de dispositivos de outras marcas, podem trazer malwares — Foto: Isadora

Abertura Do Movimento Maio Amarelo 2019

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Na manhã desta segunda-feira (29), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal lançou oficialmente o Movimento Maio Amarelo 2019. A cerimônia de abertura aconteceu no Salão Branco do Palácio do Buriti e contou com a participação de diversas autoridades nacionais, locais e representantes dos órgãos fiscalizadores de trânsito no DF. Alunos da Escola Classe 411 Norte foram os convidados especiais e abrilhantaram o evento com uma apresentação musical.

Neste ano, com o tema “No trânsito, o sentido é a vida”, a campanha busca enaltecer os sentidos do ser humano, em especial a audição. As divulgações da campanha utilizam mensagens de áudio e vídeo em que crianças orientam os adultos quanto às atitudes de segurança no trânsito, sob o apelo “#meouça”.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, reforçou o pedido feito pelas crianças. “Não dá para digitar no celular enquanto dirige e nem furar o semáforo ou estacionar em local proibido… medidas simples podem evitar acidentes de trânsito. Acidentes de trânsito destroem vidas.” O governador também parabenizou o Departamento pelas ações com foco em redução de mortes no trânsito.

Durante a solenidade, o diretor-geral do Detran, Fabrício Moura, ressaltou que nos 100 primeiros dias de 2019, foram registradas 77 mortes no trânsito do DF, ou seja, uma redução de 19% no número de óbitos em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 95 pessoas morreram.

“Outro dado positivo é que nos primeiros 15 dias do ano não houve acidentes de trânsito com vítima fatal, maior período já registrado na história do DF”, destacou o diretor.

Ações

Ao longo do mês, serão realizadas quase 70 operações de fiscalização de trânsito diurnas e noturnas e 40 ações educativas, com as quais o Departamento pretende atingir diretamente cerca de 60 mil pessoas.

E para estrear as ações do Maio Amarelo, o Detran estará com ações educativas na corrida de rua que acontecerá no Eixo Monumental no dia 1º de maio. Já no dia 2, das 8h às 12h, a Diretoria de Educação de Trânsito estará na Escola Incra 7. E na sexta-feira, dia 3, o Departamento participará do Aniversário do Guará.

No sábado (4), equipes do Detran irão recepcionar o público que vai participar do Festival Villa Mix, no Estádio Nacional Mané Garrincha, distribuindo material educativo e orientando, principalmente, quanto aos riscos da combinação álcool e direção. No domingo (5), o Departamento vai marcar presença na Administração Regional de Brazlândia.

O Movimento

O Movimento Maio Amarelo teve início no ano de 2014 com a proposta de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Inicialmente capitaneado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária – ONSV e atualmente com o apoio do Departamento Nacional de Trânsito – Denatran e dos demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito, o objetivo do movimento é promover a ação coordenada entre o poder público e a sociedade civil, colocando em pauta o tema segurança viária e mobilizando toda a sociedade durante o mês de maio.

PCDF endurece regras de uso de armas e “carteiradas”

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É inadmissível um bêbado armado, principalmente se for policial!

Portaria é publicada duas semanas após um agente da 14ª Delegacia de Polícia matar um PM no Barril 66

ISTOCK

Duas semanas após a morte do primeiro-tenente da Polícia Militar do Distrito Federal Herison Oliveira Bezerra, 38 anos, a Polícia Civil publicou uma portaria com regras mais rígidas sobre o porte de arma por agentes e delegados em eventos e restringindo a “carteirada”. Herison morreu no dia 15 de abrildeste ano, depois de ser baleado pelo policial civil Péricles Marques Portela Júnior, 39, na casa de shows Barril 66, às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).

Publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (29/04/2019), a portaria assinada pelo diretor-geral Robson Cândido, reforça que a “carteirada” é incompatível com a função policial, pois fere princípios básicos da Administração Pública. As normas atendem a uma recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

A PCDF determina que o policial civil a trabalho só tenha acesso às casas de shows após se identificar ao responsável pelo estabelecimento, apresentando sua carteira funcional e preenchendo, de próprio punho, a ficha de controle fazendo constar seu nome e matrícula.

Nesse caso, a Corregedoria-Geral de Polícia também precisa ser comunicada no prazo máximo de 15 dias após o evento, para fins de controle.

O diretor-geral também proibiu qualquer tipo de consumo gratuito nos locais, bem como o uso de bebida alcoólica mesmo diante de pagamento, se estiver em serviço. 

Nos casos de folga, em que o policial paga a entrada e esteja na posse de arma de fogo, ele deverá se identificar apresentando sua identidade funcional, quando solicitado. Em caso de descumprimento, o servidor responderá a um procedimento administrativo disciplinar.

Porte de arma
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), os policiais podem andar com as pistolas a qualquer hora do dia, inclusive em estabelecimentos comerciais.

A conduta é amparada pela Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, o Estatuto do Desarmamento. O artigo 6º da norma diz que os integrantes dos órgãos policiais “terão direito de portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corporação, ou instituição, mesmo fora de serviço”.

No entanto, recomendação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) diz que os agentes de segurança, antes de entrarem em estabelecimentos armados, precisam assinar um termo de responsabilidade.

No documento expedido pelo Núcleo de Investigação e Controle Externo da Atividade Policial (NCAP), está ainda a “expressa proibição do uso de bebida alcoólica nas casas de diversão pública e congêneres, quando tiverem a entrada franqueada em razão do serviço”. Além disso, em outra recomendação, o MP prevê regras mais duras para as chamadas “carteiradas” de servidores da PCDF.

GDF atrasa liberação de recursos para 300 escolas públicas

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Com relação à verba deste ano, foram pagos R$ 27.379.095 de um total de R$ 48.485.410. Ou seja, faltam transferir R$ 21,1 milhões

A segunda parcela de 2018 do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira, popularmente chamado pela sigla PDAF, não chegou para 267 escolas da rede pública do DF. E, apesar de o primeiro semestre de aulas de 2019 estar na reta final, 326 escolas ainda não receberam a prestação deste ano. O repasse é obrigatório e serve para diretores custearem pequenas realizações, como compra de material didático, reformas e aquisição de gás de cozinha.

A rede pública é formada por 697 instituições de ensino. Teoricamente, cada uma deveria receber dois repasses anuais antes do começo do semestre letivo. Percentualmente, 38% das unidades aguardam a liberação da segunda parcela do ano passado e 46% esperam a primeira de 2019. Com relação à verba deste ano, foram pagos R$ 27.379.095 de um total de R$ 48.485.410. Ou seja, faltam transferir R$ 21,1 milhões.

O atraso despertou preocupação e críticas da comunidade escolar. De acordo com o diretor do Sindicato dos Professores (Sinpro) Samuel Fernandes, a demora coloca em risco a rotina dos centros de ensino e o aprendizado dos alunos. Para o sindicalista, pouco importa o governo investir em projetos isolados, como o das escolas compartilhadas – também chamadas de militarizadas – se a rede como um todo é penalizada com a falta de recursos.

“Muitos professores pagam a internet da escola do próprio bolso, trabalham em salas superlotadas e não têm livros didáticos à disposição”, protesta.

O PDAF é formado por dois modelos: o repasse técnico e o por emenda parlamentar. O primeiro é calculado pelo número de alunos e não pelo estado físico das escolas, seguindo uma lista rígida de normas. O segundo não tem nenhuma exigência específica e é destinado com base na escolha do  deputado distrital.

Malabarismo
Responsável pelo Centro de Ensino Médio 9 de Ceilândia, o diretor José Gadelha diz fazer um malabarismo orçamentário a fim de manter a unidade funcionando. “Ainda não recebi a segunda parcela do ano passado: são R$ 62 mil. Estou pagando [as dívidas], agora, com a primeira parcela deste ano”, lamenta.

Para o começo de 2019, ele recebeu R$ 84 mil, contudo, o dinheiro chegou apenas em abril. “O maior problema é o atraso, atrapalha tudo. E eu presto contas regularmente.”

A diretora do Centro de Ensino Fundamental 8 do Guará, Maria Amélia Gusmão, também mantém toda a documentação em dia. Mesmo assim, ainda não teve acesso à primeira parcela referente a 2019. De acordo com ela, a delonga atrapalha a rotina de mil alunos e 120 funcionários.

“Esperamos R$ 58 mil: só tenho dinheiro para comprar gás. Se a parcela não sair logo, a coisa vai ficar bem complicada. As escolas recebem apenas duas parcelas do PDAF. É imprescindível que as verbas saiam no período programado”, queixa-se.

Além da demora do PDAF, o Sinpro questiona a falta de respostas da Secretaria de Educação para outros investimentos na rede. O sindicato aponta a lentidão nas reformas das Escolas Classe 52 de Taguatinga e 425 de Samambaia.

Conforme o diretor, estão de portas fechadas a Escola Classe 59 de Ceilândia, o Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia, e o Caic do Gama, em função de falhas graves de infraestrutura.

Palavra do GDF
Segundo a pasta, os pagamentos de 2019 seguem as regras da Portaria nº 33, de 6 de fevereiro de 2019, publicada no Diário Oficial do DF (DODF), e os repasses serão feitos tão logo cada unidade preste todas as informações exigidas.

Quanto à segunda parcela de 2018, o governo apresentou a seguinte justificativa. “Desde a perda da data do prazo para envio da documentação necessária; falta de adimplência da unidade escolar; certidões com problemas; processos incompletos; não envio de processo; falta de tempo hábil, levando-se em consideração o encerramento do período de execução orçamentária antes que os processos fossem enviados”, elencou, em nota.

A pasta alegou estudar uma “solução-técnico-jurídica” para a questão. Por exemplo, uma lista prioritária dessas escolas teria tido preferência no pagamento da primeira parcela de 2019.

Quanto à Escola Classe 52 de Taguatinga, a pasta diz que a Novacap elaborou e fez o orçamento dos projetos de arquitetura complementares. A obra foi orçada em R$ 9 milhões e está em fase de licitação.

Sobre a Escola Classe 425 de Samambaia, trata-se de um convênio com a Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap), mas o projeto está em fase de atualização antes da abertura de processo licitatório.

Segundo o governo, nos casos da Escola Classe 59 e do Centro de Ensino Médio 10, ambos em Ceilândia, os projetos estão em fase de elaboração, mesma explicação para a situação do Caic do Gama.

100 mil famílias ocupam irregularmente imóveis da Codhab.

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Atual gestão identificou uma série de problemas, como servidores que embolsariam verba pública e loja que não paga aluguel há 17 anos

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) investiga irregularidades em imóveis da empresa pública espalhados pela capital. Os problemas vão desde a ocupação de lotes por 17 anos sem o pagamento de qualquer taxa; suposto envolvimento de servidores na cobrança de aluguel com apropriação de dinheiro público; a desvio de finalidade em habitações de interesse social. A estimativa é de que ao menos 100 mil famílias ocupem irregularmente centenas de imóveis ou terrenos da companhia.

A estatal tem como finalidade o fomento de políticas habitacionais, mas também tem um patrimônio que inclui lotes, prédios e apartamentos. No entanto, a própria companhia não sabe o valor dos bens que possui, devido à falta de controle dos dados vinda de gestões passadas.

Todas as informações estão em papel, armazenadas em caixas amarelas, com volumes espalhados pelo prédio que abriga a empresa pública, no Setor Comercial Sul. Não há como cruzar dados, por exemplo, para saber se um imóvel está desocupado, se o aluguel é pago ou se pode ser vendido.

Ao assumir a direção da empresa, em janeiro deste ano, a nova gestão iniciou uma série de ações para melhorar o controle patrimonial. Nos primeiros 90 dias, por meio da Gerência de Fiscalização, a Codhab encontrou 70 imóveis com desvio de finalidade somente no Paranoá Parque e no Jardins Mangueiral. Outras denúncias, que ainda serão apuradas, dão conta de que esse número pode subir para 500.

Os desvios de finalidade se aplicam a todos os imóveis vendidos para pessoas de baixa renda, como no Programa Morar Bem, que descumpriram as cláusulas contratuais. Pelas regras estabelecidas, os proprietários não podem vender, alugar ou transferir o domínio da residência no período de 10 anos, mas há diversos casos de irregularidade. Em sites de venda na internet, por exemplo, encontram-se facilmente ofertas de imóveis nessas regiões.

PT-DF/DIVULGAÇÃO

PT-DF/Divulgação

Paranoá Parque: imóveis integram políticas habitacionais

PCDF investiga servidores
A Codhab também pagou condomínio e Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de um apartamento fechado na SQS 405, área nobre de Brasília. O imóvel estava cedido a um grupo de arquitetos africanos, que permaneceram no local por dois anos devido a um convênio com o governo.

Eles haviam deixado a unidade há seis meses, mas não foi comunicada a vacância do apartamento. Assim, a Codhab não pôde alugar nem vender a propriedade. Agora, vai vender o imóvel.

Na 404 Sul (foto em destaque), outra situação é investigada pela Polícia Civil, por meio da Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública (Cecor). Nesse caso, a suspeita é de que servidores estivessem recebendo, de forma ilícita, o aluguel do apartamento.

Segundo os fiscais apuraram, uma senhora morava no local e repassava o dinheiro em espécie a dois funcionários da empresa. A inquilina chegou a tentar regularizar o imóvel, orçado em R$ 600 mil, por alegar “interesse social”.

Ela morou seis anos na propriedade nessas condições. Em 13 de março de 2018, pediu à Codhab que fizesse o processo por “estar separada, ter três filhos e não ter para onde ir”. A moradora ainda disse que a documentação traria a “paz que precisa” e concluiu: “Espero em Deus a compreensão desta secretaria”.

A Codhab iniciou então o processo de reintegração de posse, pegou as chaves e também colocará o apartamento à venda.

Além desses dois exemplos, quatro unidades no Plano Piloto estão na mesma situação. Alguns desses apartamentos eram da Câmara dos Deputados, foram repassados à extinta Sociedade de Habitação de Interesse Social (Shis) e hoje são propriedade da Codhab ocupadas irregularmente. Todos estão em processo de reintegração de posse. Eles estão localizados nas SQNs 408 e 414 e nas SQSs 308 e 315. Juntos, devem render à Codhab cerca de R$ 3,6 milhões.

Frustração de receita
O descontrole de anos anteriores é tão grande que a Codhab deixou de arrecadar aluguel de três lotes em Ceilândia por 17 anos. A área é explorada comercialmente pela empresa Arte Cor, na QNP 19. O dono, Antônio Marcos Alves, abriu a empresa no local há quase duas décadas e nunca pagou aluguel.

A reportagem procurou o empresário, mas um funcionário disse que ele está viajando, encontra-se inacessível e só retorna ao DF em 10 de maio.

À Codhab, Antônio informou ter procurado a empresa para regularizar a situação, em 2005. Segundo o empresário, a orientação recebida foi de aguardar uma licitação para que ele pudesse comprar o terreno.

Somente neste caso, a Codhab deixou de receber 17 anos de aluguel por três lotes e ainda fica com patrimônio imobilizado. Esse dinheiro poderia ser revertido em processos de regularização fundiária ou em moradias populares.

O Supermercado Guarapari, na QNP 14 de Ceilândia, também faz uso de duas lojas da Codhab sem pagar os custos. Nesse caso, as paredes foram derrubadas à revelia da companhia, e um depósito, construído. Essa situação deve ser investigada pela Polícia Civil, pois o proprietário da empresa informou à Codhab ter pago R$ 40 mil pela ocupação das salas. A empresa quer saber quem recebeu esse dinheiro, como foi a negociação e porque não há qualquer documentação da transação.

O dono do Supermercado Guarapari, Renato Palácio, informou que “está averiguando o caso com seus advogados e dará mais informações na próxima semana”.

Codhab intensifica fiscalização
De acordo com o diretor Imobiliário da Codhab, Marcus Palomo, as ações vão continuar ao longo da gestão e visam apurar desvios de finalidade em imóveis de interesse social, além de identificar e avaliar o patrimônio da empresa.

“Só assim poderemos definir a estratégia da companhia de destinação do patrimônio. Hoje, boa parte não atende aos fins para os quais a companhia foi criada institucionalmente, a exemplo de imóveis comerciais como salas, supermercados, lanchonetes e depósitos”, afirmou.

Segundo Palomo, esses locais poderiam estar gerando rendimento para a empresa ou terem sido vendidos para aplicação desses aportes em ações de interesse da Codhab, como o investimento nas habitações de interesse social.

Modernização
O presidente da Codhab, o ex-distrital Wellington Luiz (MDB), afirmou que uma das metas de sua gestão é “trazer a empresa para o século 21” e, por meio da informação, coibir fraudes e esquemas de corrupção.

Já há uma força-tarefa incumbida de identificar e avaliar todo o patrimônio da companhia. O próximo passo e tentar informatizar os processos. “Um dos grandes desafios é modernizar também o acesso ao cidadão. As pessoas querem se sentir acolhidas na Codhab. A transparência faz parte das diretrizes estabelecidas pelo governador Ibaneis Rocha”, disse.

De acordo com Wellington também está sendo fortalecida a parceria com a Polícia Civil. “A Codhab estreitou os laços com a direção da PCDF, que designou a Cecor para apurar, com o máximo rigor, as denúncias que venham a constituir crimes”, completou.

 

As senhas podem estar com os dias contados. Se prepare!

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São muitos os códigos que usamos no dia a dia. Poder se livrar deles vai ser um alívio para muita gente. E o futuro parece apontar para essa direção

Senha do e-mail, senha do Facebook, senha do cartão de débito… São muitos os códigos que usamos diariamente para as mais prosaicas atividades. E quando eles são extraviados — ou expostos em situações de desleixo com a privacidade alheia, como os inúmeros casos recentes envolvendo o Facebook —, isso pode se tornar um grande inconveniente.

As senhas são, ainda, o principal sistema usado para manter dados digitais seguros. O grande problema é que a maioria das pessoas usa e reusa sempre as mesmas senhas fáceis de adivinhar. Em ataques do tipo phishing, quando um criminoso virtual consegue convencê-las de que seu site falso é legítimo (o que é uma tarefa relativamente simples), é bem fácil obter esses códigos e, então, ter acesso a contas de todo tipo.

Uma das alternativas mais promissoras é o padrão Fast Identity Online (FIDO). O FIDO, que foi aprovado pela World Wide Web Consortium (W3C) em março, engloba uma série de tecnologias de autenticação, que, em geral, eram associadas a dispositivos USB ou dongles bluetooth. Em novembro de 2018, a Microsoft ativou o FIDO no Windows Hello e, há pouco mais de dois meses, o Google passou a usar a opção em dispositivos com leitor de impressão digital e Android a partir da versão 7.0.

Assim, os smartphones com o sistema podem funcionar como uma chave de segurança. Eles liberam o usuário de decorar códigos e esse pode ser o primeiro passo para vivermos em um mundo sem senhas — e sem seus inconvenientes e suas vulnerabilidades. O melhor de tudo isso? Não é possível interceptar essa informação.

A ideia é que o FIDO substitua completamente as senhas no futuro. Então, por exemplo, se você está já conectado ao celular, todos os demais dispositivos conectados a esse ecossistema podem receber essa informação e usá-la para autenticá-lo — pode ser seu computador, seu carro e até a fechadura biométrica da porta da sua casa.

Já há aplicativos que fazem a autenticação do usuário por biometria. É o caso, por exemplo, da AME, uma conta digital adotada pela B2W. Sempre que o cliente de uma de suas lojas (Americanas, Submarino e Shoptime) escolhe pagar com ela, se o celular tiver leitor de impressão digital, o app pede que ele coloque o dedo no sensor e, automaticamente, permite sua entrada no sistema para concluir o processo. É bastante eficiente!

Trocas de senha podem ser inúteis

Mesmo assim, é provável que as senhas convivam com o FIDO por algum tempo. Isso porque são os hábitos dos usuários que vão efetivamente torná-lo padrão — e isso deve acontecer naturalmente, quando as senhas se tornarem menos interessantes, menos viáveis e menos eficientes.

E isso, de certa forma, já vem acontecendo. É provável que, no ambiente corporativo, você já tenha tido de trocar sua senha algumas vezes. Recentemente, entretanto, a própria Microsoft admitiu que isso é uma grande bobagem — afinal, ao ter de criar uma senha nova, é comum que as pessoas apenas acrescentem um caractere à antiga.

Então, de nada adianta todo o processo de refação do código. Em vez disso, é preciso aplicar outras metodologias para garantir que os sistemas empresariais sejam mantidos em segurança. Claro que senhas fracas ou sequenciais, por exemplo, não são a melhor opção, mas a troca periódica entra na mesma categoria.

Quem usa a mesma senha para diferentes sistemas e situações vai ficar contente com essa migração. E você, como tem lidado com isso? É da turma que espera ansiosamente pelo fim das senhas (e dos inúmeros pedidos para atualizá-la) ou da que só confia mesmo nos código secretos e invioláveis que cria?

Eurides Brito é condenada em segunda instância

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Filmada por Durval Barbosa colocando dinheiro de propina na bolsa, a ex-parlamentar terá de cumprir pena de oito anos e quatro meses

Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

No ano em que Caixa de Pandora completará 10 anos, sai outra condenação criminal em segunda instância no processo relacionado a um dos maiores escândalos envolvendo pagamento de propina em troca de apoio político na capital do país. A ex-deputada distrital Eurides Brito terá de cumprir pena de oito anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva.

A decisão é da 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), que reconheceu a extinção da punibilidade de 12 dos crimes imputados à ré “pela prescrição da pretensão punitiva retroativa”. Isso porque, de acordo com o acórdão, entre a data das primeiras acusações e a do recebimento da denúncia, transcorreram mais de 6 anos. Além disso, Eurides tinha mais de 70 anos na época da sentença, proferida no dia 28 de março de 2019.

A pena é menor que os 10 anos de prisão em regime fechado, aos quais Eurides foi condenada em primeira instância, na 7ª Vara Criminal de Brasília, em maio de 2017, também por corrupção passiva. A 3ª Turma Criminal destaca que a redução se deve ao fato de a ré ter mais de 70 anos na data da sentença.

Trecho da decisão

A Justiça ainda deve analisar embargos declaratórios da ex-parlamentar. “Mantida a condenação pelo segundo grau de jurisdição é possível o cumprimento da pena imposta, independentemente da interposição de recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF), exceto embargos de declaração”, diz o acórdão da 3ª Turma Criminal.

Eurides foi condenada por supostamente vender apoio político em troca de uma mesada paga por Durval Barbosa, o delator do esquema de corrupção. De acordo com a denúncia, a ex-distrital recebeu pagamentos de propina em 2006, 2007 e 2009. Chegou a ser filmada por Durval recebendo dinheiro e guardando na bolsa.

Em outubro do ano passado, a 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve condenação da ex-deputada em ação de improbidade administrativa. Os ministros acompanharam, por unanimidade, o voto do relator, ministro Mauro Campbell.

A ex-distrital foi condenada ao pagamento de multa de R$ 1,3 milhão. Eurides é acusada de ter recebido, entre setembro e dezembro de 2006 e de setembro de 2007 a novembro de 2009, uma quantia mensal de R$ 30 mil em troca de apoio político ao então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR).

Em novembro do ano passado, a 3ª Turma Criminal do TJDFT reduziu a pena de Arruda no caso que ficou conhecido como o escândalo dos panetones. Ele havia sido sentenciado, em 2017, a 3 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por falsidade ideológica.

Embora o Ministério Público (MPDFT) tenha solicitado o aumento da pena em um sexto, os desembargadores decidiram diminuí-la para 2 anos e 11 meses – o que representa 35 dias de multa. Apesar do julgamento em segunda instância, Arruda ainda poderá recorrer em liberdade. A aplicação só entrará em vigor quando a ação for transitada em julgado.

Esquema de corrupção
A Caixa de Pandora descortinou o maior esquema de corrupção já visto no Distrito Federal, por reunir, em sucessivas fraudes, diversas instâncias do Executivo e do Legislativo com o setor produtivo.

De acordo com a investigação, o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-vice Paulo Octávio, além de outros réus – como Durval Barbosa –, teriam usado contratos de informática para desviar recursos durante a administração de Arruda.

De 2003 a 2009, segundo a denúncia do MPDFT, foram celebrados vários contratos entre fornecedores e o GDF. As investigações apontaram que agentes públicos recebiam cerca de 10% a título de enriquecimento ilícito, favorecimento de empresas e uso do dinheiro para financiamento de campanhas políticas.

Todos os envolvidos negam quaisquer irregularidades.

GDF quer endurecer regras em escolas públicas

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Atrasos e faltas recorrentes, brigas e uso incorreto do uniforme não serão aceitos se nova portaria for aprovada pelo Conselho de Educação

Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

A Secretaria de Educação do Distrito Federal quer endurecer as medidas disciplinares dentro das unidades de ensino. O texto pretende fortalecer o papel dos professores e diretores no ambiente de ensino e criar respaldo administrativo para imposição de regras de comportamento aos estudantes. A medida é parecida com as já adotadas nas escolas de gestão compartilhada com a Polícia Militar (PMDF).

Alguns pontos do novo texto são nota por comportamento, suspensão por atrasos recorrentes e proibição de campanhas político-partidárias ou religiosas. As alterações reforçam o combate à violência, ao bullying e a práticas que difamem integrantes da comunidade escolar. Embora esteja em fase avançada, o documento está em construção e ainda será submetido ao Conselho Escolar do Distrito Federal. A ideia é normatizar direitos e deveres de forma mais clara, além de prever consequências para quem descumprir as regras.

A proposta da Secretaria de Educação passa pelo uso correto do uniforme escolar, pela pontualidade e pelo comportamento dos alunos. Segundo o texto, o professor terá autoridade, por exemplo, para fazer “a revista individual dos bens de estudante matriculado e em contexto de aprendizagem, nos casos de fundados indícios de infrações penais ou de atos infracionais previstos na legislação, podendo, quando necessário, solicitar o apoio policial”.

O aluno que cometer ato que resulte na danificação do patrimônio público será penalizado, de acordo com o projeto. Os estudantes ficarão proibidos de fumar nas dependências escolares e de sair ou entrar nas salas de aula sem a autorização prévia do professor. O texto garante aos docentes “exercer o poder disciplinar com autonomia decisória sobre o contexto no ambiente escolar”.

Reprodução

A proposta autoriza que o professor reviste alunos em caso de suspeita de atitude ilícita


Investimentos em recursos

Embora tenha declarado não ter sido chamada para debater a proposta, a diretora do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), Rosilene Correa, afirmou que qualquer tipo de iniciativa para valorizar a atuação dos docentes em sala de aula é positiva. “É preciso empoderar o professor, no sentido do papel que desempenha na comunidade escolar. Mas a Secretaria [de Educação] precisa entender e melhorar outras situações, como a presença do Batalhão Escolar, as equipes disciplinares completas e as condições de atividades extraescolares”, disse.

A sindicalista defende a educação integral como forma de unir a comunidade escolar e despertar o respeito dos alunos de maneira natural. “O modelo facilita esse ambiente ideal. Os estudantes passam a ter outro nível de compreensão, além daquele ‘quadrado’ da sala de aula. É preciso investir mais em recursos para as escolas, em quadros para oferecer aos alunos outras ações que intensifiquem o respeito.”

Reprodução

Contra drogas, campanhas religiosas e politico-partidárias, novas regras querem disciplinar comportamentos

Em nota, a Secretaria de Educação confirmou a existência do documento e esclareceu que “estuda mudanças no regimento interno das escolas da Rede Distrital de Educação, mas as medidas ainda não foram fechadas”. Segundo a pasta, o novo regimento dará mais autonomia para os gestores lidarem com a violência “e mais deveres aos estudantes, que precisam assumir responsabilidades sobre o próprio comportamento”. “O novo regimento deverá ser lançado oficialmente pelo GDF até o final de maio”, pontuou.

Escolas de gestão compartilhada
Modelo inédito na capital, as escolas com gestão compartilhada passaram a ser denominadas de Colégio da Polícia Militar do Distrito Federal (CPMDF). Os PMs e bombeiros que atuam nos centros de ensino são responsáveis pelas atividades burocráticas e de segurança, como controle de entrada e saída, horários e filas, além de darem aulas de musicalização, ética e cidadania no contra-turno. Orientadores, coordenadores e professores permanecem encarregados do conteúdo pedagógico.

Foram escolhidos, inicialmente, quatro colégios para implementar o projeto: Centro Educacional 1 da Estrutural, Centro Educacional 3 de Sobradinho, Centro Educacional 308 de Recanto das Emas e Centro Educacional 7 de Ceilândia.

Polêmica
Na última sexta-feira (26/04/2019), a ação de policiais militares derrubando e imobilizando alunos no Centro Educacional 7 de Ceilândia, após uma briga entre estudantes, reacendeu o debate sobre a gestão compartilhada na rede pública do DF. Vídeos feitos pelos alunos circulam nas redes sociais. As imagens mostram um estudante sendo derrubado e imobilizado por um policial militar. Também é possível ver um segundo aluno sendo controlado por outros agentes de segurança.

O caso foi registrado na Delegacia da Criança e do Adolescente de Ceilândia (DCA 2) e será encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal. A situação também será alvo de apuração do Conselho Tutelar.

GDF economizará R$ 21,5 bi com reforma da Previdência

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Conforme o governo federal, esse é o valor que o GDF deixará de gastar com servidores, em 10 anos, após reforma.

Se a reforma da Previdência em tramitação no Congresso seja aprovada nos moldes atuais, o Distrito Federal economizará R$ 21,59 bilhões em 10 anos. O montante refere-se ao que o governo local deixará de gastar com pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios para os servidores. A informação é do Ministério da Economia, com base em projeção da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) que muda regras do regime previdenciário tramita, atualmente, na Câmara dos Deputados. A previsão é que novas normas de cálculo para benefícios, alíquotas de contribuição e tempo de atividade sejam aplicadas ao funcionalismo da União, dos estados, do DF e dos municípios. As carreiras militares estaduais, segundo o projeto, deverão seguir as regras das Forças Armadas.

O GDF tem capitaneado a discussão sobre a reforma da Previdência entre os estados. Esse é o principal assunto do Fórum Nacional dos Governadores, do qual o titular do Palácio do Buriti, Ibaneis Rocha (MDB), é o anfitrião.

O grupo espera que o modelo aprovado na Câmara e no Senado seja o mais abrangente possível para os funcionalismos locais. A ideia é evitar que o ônus da proposta – impopular entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada – recaia sobre os políticos. A preocupação cresce à medida que a PEC demora a ser votada, pois no horizonte estão as eleições municipais de 2020.

A escolha de prefeitos e vereadores é fundamental para a capilaridade dos partidos nos municípios e, consequentemente, o fortalecimento das bases eleitorais com vistas às eleições majoritárias de 2022.

Ainda que a PEC seja aprovada do jeito que está, governadores e prefeitos não estarão totalmente isentos de eventuais desgastes políticos. De acordo com a proposta atual, após aprovação no Congresso, as unidades da Federação e cidades terão seis meses para criar alíquotas extras de contribuição a fim de equilibrar seus regimes próprios de aposentadoria.

Segundo o Ministério da Economia, todas as unidades federativas deixarão de gastar R$ 350,66 bilhões em uma década caso as novas regras sejam aprovadas.

Previdência local
Em outra frente de ação, o GDF já se movimenta para alterar normas previdenciárias locais. Em fevereiro, o governador anunciou a criação de um grupo de trabalho para discutir o novo modelo da Previdência dos servidores públicos. Pelas contas do titular do Palácio do Buriti, o fundo para aposentadorias amarga rombo de R$ 5,2 bilhões.

“No DF, estamos tentando o reequilíbrio a partir de um fundo previdenciário [resultado da junção das reservas do Instituto de Previdência dos Servidores do DF, o Iprev]. Agora, entrou em vigor a Previdência complementar, a DFPrevicom. Isso vai fazer a diferença para enfrentarmos as dificuldades financeiras locais”, afirmou Ibaneis no fim de fevereiro.

O governador revelou a possibilidade de rever pontos polêmicos das modificações feitas na gestão anterior, como a recomposição da retirada de R$ 1,8 bilhão do Iprev com imóveis do GDF e ações do Banco de Brasília (BRB). As medidas foram aprovadas por lei na Câmara Legislativa.

Cinto apertado
Os problemas nas contas do GDF com os gastos previdenciários, e a arrecadação aquém do esperado, se agravaram com decisão de março passado do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Corte decidiu que o DF terá que devolver R$ 10 bilhões e não poderá mais ficar com a verba arrecadada anualmente – cerca de R$ 700 milhões – referente ao Imposto de Renda que incide sobre os soldos e benefícios pagos a categorias profissionais cujos salários são bancados pelo Fundo Constitucional do DF – como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros.

Em nota, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF) informou que, acerca do processo em trâmite no Tribunal de Contas da União, aguarda ser intimada da publicação do acórdão para avaliar as medidas a serem adotadas.

Enquanto não consegue reverter a decisão do TCU, o GDF decidiu apertar o cinto. A Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão contingenciou R$ 600 milhões. A restrição orçamentária alcança novos gastos, como contratos ou desembolso com pessoal, resultando em um teto menor para incluir despesas, segundo o titular da área econômica, André Clemente.

O congelamento é uma das ações para equilibrar as contas públicas. O dinheiro poderá ser liberado aos poucos, dependendo do avanço na arrecadação e da contenção de despesas, de acordo com Clemente. “É uma garantia para o equilíbrio das finanças”, disse.