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Secretaria de Atendimento a Comunidade participa do Park Way Lixo Zero

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A comunidade do Park Way, juntamente com o poder público deu largada para mais um ano de mobilização para manter a cidade limpa e sustentável.

Nesta quarta-feira (24), ocorreu a Conferência Park Way Lixo Zero, onde o governo e os moradores se juntaram para pensar propostas e ações ecológicas.

Estiveram presentes o administrador do Park Way, José Joffre Nascimento, o subsecretário de Atendimento a Comunidade, Joaquim Roriz Neto e o subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Secretaria de Meio Ambiente, Jair Tannús.

Roriz Neto enfatizou que esse governo busca descentralizar, para empoderar os administradores e os cidadãos. “Essa iniciativa é excelente, é a sociedade consciente buscando união com a administração para promover a convivência sustentável e harmoniosa com a natureza” disse o subsecretário.

O encontro se encerrou com a construção de uma Carta de Compromisso assinada pelos presentes e também pela formação de um Observatório de Acompanhamento Ambiental.

Distrital xinga administradora do Gama

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O clima entre o deputado Daniel Donizet (PSDB) e a administradora do Gama, Juliana Navarro, não está nada bom. Na terça-feira (23/04/2019), em plenário, o distrital acusou a gestora de ameaçá-lo e a ofendeu, chamando-a de “débil mental” e de “merda”.

Os dois brigam por espaço político na cidade do Gama

Reprodução/Facebook

 

“Eu sou do Gama e ela também. Desde janeiro, ela criou essa mania de perseguição. Ela age como se fosse a própria governadora”, disse. Segundo Donizet, ele possui nove indicados trabalhando na administração do Gama, e eles estariam isolados. “Desde que fui eleito, ela começou a me mandar mensagens desaforadas. O problema é tentar atrapalhar meu trabalho”, reclamou.

Juliana Navarro se mostrou estarrecida com a atitude do distrital e afirmou que estuda entrar com ação contra ele por quebra de decoro parlamentar. “Ele deveria rever sua postura. Por mais que eu tivesse tido desentendimento político, jamais um parlamentar deve ir a tribuna para usar palavras de baixo calão para ofender uma mulher”, rebateu.

De acordo com a administradora, são os assessores de Donizet que compartilham ofensas contra ela em redes sociais. “Ele queria a administração do Gama. Teve pouco mais de 470 votos na cidade e botou na cabeça que representa a população”, provocou.

O tucano, eleito no ano passado pelo PRP, mora na cidade e pleiteou ao governador, Ibaneis Rocha (MDB), a indicação do comando da administração regional na época da transição. Juliana Navarro, contudo, foi nomeada pelo próprio emedebista.

Repúdio
Em nota de repúdio divulgada nesta quarta (24/04/2019), Ericka Filippelli (MDB), secretária da Mulher do DF, condenou a manifestação de Donizet contra Juliana Navarro.

“Ao chamar a gestora pública de ‘débil mental’ e ordenar ‘engula as palavras’, o deputado Daniel Donizeti reproduziu um padrão de comportamento autoritário e machista. Diante de tantas violências contra as mulheres que acompanhamos no Distrito Federal, não podemos naturalizar esse comportamento vindo de um representante do povo, que deve servir de exemplo para a população”, destacou.

Bancos vão compartilhar Dados de clientes

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As instituições financeiras vão compartilhar dados, produtos e serviços por meio de abertura e integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia.

Esse é o chamado open banking, em que os dados bancários pertencem aos clientes e não às instituições financeiras.

Nesta quarta-feira (24), o Banco Central (BC) deu início ao processo de implementação do open banking, “com o objetivo de aumentar a eficiência e a competição no Sistema Financeiro Nacional e abrir espaço para a atuação de novas empresas do setor”. O BC publicou o Comunicado 33.455, que estabelece as diretrizes que orientarão a proposta de regulamentação do modelo a ser adotado no Brasil.

“Por meio do open banking, clientes bancários poderão, por exemplo, visualizar em um único aplicativo o extrato consolidado de todas as suas contas bancárias e investimentos. Também será possível, por este mesmo aplicativo, fazer uma transferência de recursos ou um pagamento, sem a necessidade de acessar diretamente o site ou aplicativo do banco”, diz o BC, em nota.

Os requisitos estabelecidos pelo Banco Central indicam que deverão ser compartilhadas, inicialmente, as seguintes informações e serviços: produtos e serviços oferecidos pelas instituições participantes (localização de pontos de atendimento, características de produtos, termos e condições contratuais e custos financeiros, entre outros); dados cadastrais dos clientes (nome, número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF, filiação, endereço, entre outros); dados transacionais dos clientes (dados relativos a contas de depósito, a operações de crédito, a demais produtos e serviços contratados pelos clientes, entre outros); e serviços de pagamento (inicialização de pagamento, transferências de fundos, pagamentos de produtos e serviços, entre outros).

Para a implementação do open banking estão previstas a publicação de atos normativos e também iniciativas de autorregulação do setor. No segundo semestre, deverão ser submetidas à consulta pública minutas de atos normativos sobre o tema e seu cronograma de implementação.

Quanto à autorregulação, a expectativa é de que fique a cargo das próprias instituições participantes a padronização tecnológica e de procedimentos operacionais, os padrões e certificados de segurança e a implementação de interfaces.

De acordo com o comunicado do BC, o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais dos clientes, bem como de serviços de pagamento, depende de prévio consentimento do cliente.

Da Agência Brasil

Na Hora lança agendamento eletrônico

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O Governo do Distrito Federal (GDF) vai ampliar o uso de novas tecnologias para simplificar o acesso das pessoas aos serviços públicos.

Nesta quinta-feira (26/4) a novidade chega à unidade do Na Hora de Brazlândia. Lá terá início o agendamento eletrônico dos serviços prestados no Na Hora. A iniciativa, sem custo, dá-se a partir de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), na qual o Na Hora está subordinado e a Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão (Sefaz-DF). O serviço de agendamento automatizado vai permitir ao cidadão ser atendido com dia e hora marcados, eliminando as filas nas portas dos postos do Na Hora.

O secretário da Sejus, Gustavo Rocha, destaca a importância da iniciativa e da parceria para a automação dos serviços em benefício da melhoria à população. “Além de reduzir o desconforto dos cidadãos, o agendamento eletrônico elimina picos de procura, equilibrando a demanda e a oferta de serviços disponíveis”, disse. Para ele, “com o agendamento eletrônico, o cidadão vai ganhar comodidade de agendar sua ida ao Na Hora sem sair de casa e ter a certeza de que será atendido”.

Brazlândia

A primeira unidade a receber o agendamento prévio do Na Hora será o posto de Brazlândia que irá, inicialmente, oferecer os serviços da Secretaria de Fazenda. São eles: emissão de 2ª via de IPVA, inscrito ou não na dívida ativa; emissão de 2ª via de parcelamento / REFAZ; emissão de 2ª via do IPTU/TLP, inscrito ou não na dívida ativa. E, ainda, emissão de 2ª via do ISS-autônomo, inscrito ou não na dívida ativa; emitir de 2ª via do SIMPLES CANDANGO, inscrito ou não na dívida ativa; emissão de certidões; recebimento de Procuração Eletrônica; Verificação e emissão de débitos inscritos ou não em dívida ativa; parcelamento automático de débitos; recebimento de denúncias, distribuição de formulários utilizados pela SEF e de material informativo e educativo; abertura de processo eletrônico; declaração de propriedade e posse de imóvel.

Como agendar

Para efetuar o agendamento on-line, o cidadão deve acessar o site do Na Hora – DF – www.nahora.df.gov.br – e, na página inicial, clicar em Agendamento On-line. Em seguida, é necessário realizar o cadastro. Se a pessoa já estiver cadastrada, basta entrar com login e senha.

A etapa seguinte é a escolha do órgão, posto de atendimento e do serviço desejado (inicialmente serão oferecidos apenas os serviços da Sefaz). Em seguida, escolher data e horário e clicar em agendar. Todos os dados do serviço solicitado (dia, horário, documentos obrigatórios, informações sobre os serviços requisitados e valores das taxas) serão exibidos. Depois, é só anotar as informações do agendamento e comparecer ao posto de atendimento no dia e horário determinados. Ao chegar na Unidade do Na Hora, o cidadão deverá validar a senha no pré-atendimento.

Na avaliação do subsecretário do Na Hora, Tiago Santana, “o usuário também será beneficiado com a redução do tempo de permanência nas unidades, uma vez que o agendamento eletrônico permitirá à Subsecretaria de Modernização do Atendimento Imediato ao Cidadão avaliar a demanda nas unidades com antecedência e, a partir dela, planejar e agilizar o atendimento”. O atendimento presencial não agendado continuará por enquanto, informou.

Ainda, de acordo com o subsecretário, a ideia é de que todas as unidades do Na Hora do Distrito Federal estejam com o serviço de atendimento eletrônico totalmente implantado neste ano. Este tipo de ação já existe em grandes cidades do país como São Paulo e Belo Horizonte.

Moradores correm riscos em Vicente Pires com 500 prédios irregulares

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Governo quer regularizar e reforçar a segurança dos edifícios. Parte das obras ultrapassa limites urbanos, e operários trabalham sem EPIs

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Escorados por uma brecha no Código de Obras, falhas históricas na fiscalização e a expectativa de anistia para as ilegalidades, os prédios irregulares continuam a surgir cada vez mais em Vicente Pires. Em agosto de 2018, a cidade tinha 487 edificações com mais de três pavimentos. Em abril de 2019, o total de edifícios erguidos sem alvará de construção subiu para 500 unidades. O levantamento é da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis).

Obras fora da lei podem custar vidas. Em 20 de outubro de 2017, o desabamento parcial de um edifício irregular na Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, matou o técnico em edificações Agmar Silva, de 55 anos. Na manhã de 12 de abril deste ano, dois prédios construídos irregularmente foram ao chão no Rio de Janeiro, matando moradores

As construções ilegais também colocam em risco o meio ambiente, a infraestrutura básica da cidade e, até mesmo, o processo de regularização fundiária de Vicente Pires. Ao completar os primeiros 100 dias de governo (10/04/2019), o governador Ibaneis Rocha (MDB) revelou preocupação com o crescimento vertical desordenado na região. A intenção do Executivo é regularizar os empreendimentos dentro dos limites possíveis.

“Todos os dias, acordo e rezo para não acontecer um desastre como aconteceu no Rio de Janeiro”, comentou o emedebista. Contudo, caso não existam condições para a regularização, o GDF vai estudar entrar com ações judiciais de demolição. Por isso, Ibaneis assumiu o compromisso de apertar a fiscalização no local.

A regularização da cidade esbarra em um problema grave. Segundo o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Mateus de Oliveira, o artigo 153 da Lei nº 6.138, de 2018, o novo Código de Obras, abre brecha para a regularização de qualquer construção apenas com a apresentação de uma planta da estrutura. O texto foi modificado por um substitutivo na Câmara Legislativa.

Isso dá a entender o quê? Vai regularizar do jeito que está lá? Não haveria nenhuma penalização? Sem qualquer juízo de valor ou posicionamento prévio, começamos estudos técnicos e jurídicos para nortear a regulamentação desse artigo, por decreto. Mas isso gera efeitos não apenas em Vicente Pires, mas em todo o DF. Por causa disso, já recebemos pedidos de ampliações de projetos no Jardim Botânico.

Mateus de Oliveira, secretário de Desenvolvimento Urbano

Do ponto de vista de Oliveira, a verticalização e a revisão de limites de construção são passos naturais de qualquer cidade. A cidade de São Paulo, por exemplo, tem um projeto de lei em tramitação. Mas é indispensável segurança jurídica e clareza.

Para o administrador regional de Vicente Pires, Daniel de Castro, os canteiros de obras não param porque ninguém respeita o Estado. “A administração não emitiu nenhum alvará. E toda a construção que a gente vê, comunicamos à Agefis, que tem autonomia para fiscalizar, multar, embargar”, comentou.

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) de 2009 sugeriu limites para as construções, incluindo altura e pavimentos. Em Vicente Pires, caso pudessem ser erguidos, os prédios deveriam ter, no máximo, seis andares. Mas nem esses “pré-limites” costumam ser respeitados.

Segundo o diretor-presidente da Agefis, Georgeano Trigueiro, a grande preocupação dos fiscais é com a segurança das edificações. Por isso, serão disparadas notificações cobrando dos proprietários laudos técnicos de segurança e estabilidade da construção, com a assinatura de um profissional habilitado, engenheiro civil ou arquiteto. Donos dos prédios concluídos que não responderem poderão ser multados. Responsáveis por obras em andamento poderão receber multa e as obras, embargadas.

Fiscalização
Conforme o processo de regularização evoluir, a fiscalização passará a cobrar com mais rigor os limites urbanísticos dos empreendimentos. Para Trigueiro, eventuais derrubadas serão feitas apenas em casos “extremos”. Segundo o diretor-presidente, a agência não está de braços cruzados e emite constantemente multas para obras com problemas graves.

Há casos em que os valores das multas são muito altos e, mesmo assim, a pessoa insiste em trabalhar no prédio. A gente chega a não entender qual é a equação financeira que a pessoa utiliza. Têm multas que custam R$ 200 mil ou mais

Georgeano Trigueiro, diretor-presidente da Agefis

Trigueiro ressaltou que a prioridade do governo é a regularização. Por isso, uma construção muito discrepante da realidade pode ser apenas parcialmente regularizada ou, até mesmo, permanecer 100% irregular.

A verticalização de Vicente Pires também entrou na alça de mira da presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do DF, Fátima Có. Em parceria com a Agefis, o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, a entidade pretende fazer uma vistoria nas condições de segurança dos prédios da região.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

 Rafaela Felicciano/Metrópoles

Operário trabalha em obra na Rua 4A sem capacete de proteção. Por força da lei, equipamento é obrigatório

Flagrante
jornal percorreu parte das obras de Vicente Pires na tarde de quinta-feira (18/04/2019). A reportagem flagrou operários trabalhando sem equipamentos de proteção individual (EPIs), a exemplo do capacete, em uma obra na Rua 4A, no Residencial Eldorado. Além de apresentar seis pavimentos, o empreendimento tinha sinais de construção de uma cobertura. Ninguém no local quis comentar sobre a situação.

A empresa responsável pela administração do condomínio, a Vila 21, repassou dois números de celular do suposto encarregado pelas obras. Contudo, até a última atualização desta matéria, não houve resposta.

Mudanças
Incumbido da construção do Residencial Lázaro, Jair Alexandre da Silva admitiu que a obra, já finalizada, não teve alvará de construção. Contudo, argumentou que havia recebido previamente sinalização de que haveria regularização da área e do empreendimento pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab).

O empreendedor justificou ter levado a obra em frente porque havia deixado a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb) em um plano de demissão voluntária e precisava aplicar o dinheiro. Para Jair, o perfil da cidade mudou. E a região busca o desenvolvimento.

“Fui na SPU e na Codhab, mas quando cheguei na administração regional disseram que eu não teria alvará, que iria construir à revelia. Eu saí em um PDV, não ia deixar o dinheiro parado. Fui obrigado a investir, mas tomei todos os cuidados com segurança na obra. Se você me permite fazer um complemento, as pessoas precisam entender que Vicente Pires não é mais uma colônia agrícola. Não é mais uma área para chácaras”, afirmou Silva.

Jair foi multado pela Agefis, mas seguiu em frente com a construção. Mesmo assim, aguarda a tão prometida regularização. Inclusive, está disposto a reformar o prédio, sacrificando, até mesmo, um andar para deixar o empreendimento dentro da legalidade.

RAFAELA FELICCIANO/METRÓPOLES

Paula Belmonte Cobra De Ex-Presidente Do BNDES Respeito À CPI

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A deputada Paula Belmonte (CIDADANIA/DF) foi dura com o ex-presidente do BNDES Paulo Rabelo de Castro, durante depoimento dele na reunião desta terça-feira (23) da CPI que investiga ilícitos praticados pelo banco. “Estou me sentindo uma palhaça”, disse a parlamentar, ao reclamar que o convidado não estava falando a verdade. A parlamentar pediu respeito à comissão.

Paulo Rabelo de Castro procurara, até Paula fazer a reprimenda, dar aos deputados a imagem do BNDES como uma instituição que não cometera erros ao incentivar a política de campeões nacionais e emprestar dinheiro para obras em Cuba, Venezuela e Moçambique, países que tinham alto risco de inadimplência e que estão com as parcelas dos empréstimos feitos pelo banco em atraso.

“Foram US$ 10 milhões emprestados com risco sete e nenhum outro país teve as vantagens que esses três países tiveram, de pagar em 25 anos”, afirmou a parlamentar. “O senhor veio aqui para falar o que realmente aconteceu”, insistiu. A deputada refutou um comentário de Paulo Rabelo de Castro de que a CPI poderia até mesmo acabar com o banco. “Ninguém aqui quer quebrar o BNDES. Queremos fortalece-lo”, garantiu.

Segundo Paula Belmonte, relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) mostra que não ficou comprovada a prestação dos serviços nem a exportação de equipamentos por parte das empresas brasileiras que tocaram obras na Venezuela, em Cuba e Moçambique. Paula cobrou de Rabelo de Castro a retomada do dinheiro da instituição que atualmente está arcando com prejuízo.

A deputada lembrou que o Brasil é um país que está enfrentando dificuldades na economia e cuja população passa por problemas sérios, como o desemprego de cerca de 13 milhões de pessoas e a captura de adolescentes pelo tráfico de drogas e a criminalidade. Ela ressaltou que o BNDES é importante para o desenvolvimento do país e não pode ser desvirtuado. O depoente apenas respondeu: “A senhora tem razão, deputada”.

Portal Nacional do Cidadania

Indígenas chegam à Esplanada dos Ministérios para 15º Acampamento Terra Livre

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Evento deve reunir cerca de 5 mil pessoas, de 24 a 26 de abril. ‘Sangue indígena, nenhuma gota a mais’ foi escolhido como tema da edição 2019.

Indígenas de todo país começaram a chegar a Brasília, nesta quarta-feira (24), para 15ª edição do Acampamento Terra Livre. O evento é a maior conferência do Brasil sobre povos tradicionais.

Nesta edição, a programação prevê atividades até esta sexta (26) e deve reunir cerca de 5 mil pessoas, segundo os organizadores.

O acampamento foi montado no gramado central da Esplanada dos Ministérios, mas, até a última atualização, a previsão era de que o grupo mudasse as instalações para frente do Teatro Nacional.

Mulheres do povo Kayapó, do Pará, no Acampamento Terra Livre em Brasília — Foto: Marília Marques/G1DF

Mulheres do povo Kayapó, do Pará, no Acampamento Terra Livre em Brasília — Foto: Marília Marques/G1DF

Na pauta, o grupo reivindica a demarcação de terras indígenas e se diz contrário à proposta de municipalização dos serviços de saúde.

De acordo com o coordenador das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, Kleber Karipuna, “Sangue indígena, nenhuma gota a mais” foi o tema escolhido para direcionar os debates da edição 2019.

Indígenas chegam à Esplanada dos Ministérios para 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

Indígenas chegam à Esplanada dos Ministérios para 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

“O acampamento traz a luta pela justiça, resistência e minimamente pela manutenção de nossos direitos indígenas garantidos constitucionalmente.”

Além disso, os participantes protestam contra medidas recentes, como mudanças na Funai –antes vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Imagem aérea do acampamento indígena Terra Livre — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

Imagem aérea do acampamento indígena Terra Livre — Foto: Luísa Doyle/TV Globo

No ano passado, os índios chegaram a Brasília no dia 22 de abril.

Durante a semana do acampamento, eles realizaram um ato pacífico, com música e dança, em frente à sede da Advocacia-geral da União (AGU), para cobrar a demarcação de terras pelo governo federal. Cerca de 2,5 mil pessoas participaram do ato.

Indígenas acampam na Esplanada dos Ministérios até sexta no 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

Indígenas acampam na Esplanada dos Ministérios até sexta no 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

Indígenas aproveitam para expor artesanatos no 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

Indígenas aproveitam para expor artesanatos no 15º Acampamento Terra Livre — Foto: Marília Marques/G1DF

Ana Tatiely Castro veio de Santa Catarina para participar do ATL 2019 — Foto: Marília Marques/G1DF

Ana Tatiely Castro veio de Santa Catarina para participar do ATL 2019 — Foto: Marília Marques

Polícia prende 600 foragidos da Justiça em todo o país

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Operação nacional busca foragidos por roubo, homicídio e estupro nos 26 estados e no DF

Batizada de #PC27, operação é coordenada pelo Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil. Mais de 1 mil mandados de prisão e de busca e apreensão foram expedidos.

Operação nacional busca foragidos por roubo, homicídio e estupro nos 26 estados e no DF

Operação nacional busca foragidos por roubo, homicídio e estupro nos 26 estados e no DF

As polícias civis de todo o país cumprem nesta quarta-feira (24) mandados de prisão no Distrito Federal e nos 26 estados em megaoperação para prender foragidos da Justiça (leia ao final da reportagem como foi em cada unidade da federação). Os alvos são acusados de crimes graves como roubo, homicídio e estupro.

Foram expedidos mais de 1 mil mandados de prisão e de busca e apreensão. Até por volta de 10h, cerca de 600 prisões haviam sido feitas em todo o país. São Paulo era o estado com a maior quantidade de presos: 190 até 9h30. O número de prisões também foi alto no Paraná e em Santa Catarina, com 99 e 80 foragidos capturados, respectivamente.

A operação nacional, batizada de #PC27, é coordenada pelo Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil. Foram mobilizados 4.600 policiais.

“É muito importante que esses criminosos sejam retirados das ruas para que não voltem a delinquir”, afirma o delegado Robson Cândido, diretor da corporação no DF.

Parte dos presos na manhã desta quarta-feira (24) na operação #PC27 no Distrito Federal — Foto: Reprodução/TV Globo

Parte dos presos na manhã desta quarta-feira (24) na operação #PC27 no Distrito Federal — Foto: Reprodução/TV Globo

O nome da operação é uma referência à padronização de todas as polícias civis das 27 unidades federativas do país. Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça, após trabalho de investigação. Cada uma das polícias civis fez levantamento de inteligência para a operação.

Também nesta quarta-feira, em outra operação nacional, a Tiradentes Adsumus, 90 mil policiais militares e bombeiros reforçam as ações de segurança em todo o país. Das 7h desta quarta às 7h de quinta-feira (25), serão cerca de 30 mil viaturas, 500 embarcações e 90 aeronaves, segundo a PMDF.

No DF, havia ao menos 50 alvos de prisão temporária e preventiva no início da manhã, e 40 foram efetivamente presos até por volta de 9h30. As regiões com mais prisões eram Ceilândia, Taguatinga e Samambaia. Todas as delegacias do DF estavam envolvidas na operação, que contou com cerca de 100 policiais.

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Polícia Civil realiza operação em todos os estados para prender foragidos de crimes graves

Polícia Civil realiza operação em todos os estados para prender foragidos de crimes graves

Estelionatário do amor no DF

No DF, foram ao menos 40 presos até por volta de 10h na operação contra foragidos. Um dos alvos da operação é Josemar Souza, de 31 anos, detido em casa, na região de São Sebastião, a cerca de 22 quilômetros de Brasília. Ele é investigado por extorsão e, segundo a Polícia Civil do DF, teria seduzido uma mulher de 59 anos moradora da Asa Sul, região central da capital.

Os dois se conheceram em uma sala de bate-papo na internet e, de acordo com as investigações, mantiveram um relacionamento amoroso por WhatsApp por cerca de dois anos.

Nesse período, a vítima foi induzida a depositar quantias em dinheiro na conta. Depois disso, o suspeito passou a extorquir a mulher, ameaçando-a de morte e de divulgar fotos e vídeos íntimos dela caso não fossem depositadas novas quantias em dinheiro.

Luís Adams desmente história de que Ibaneis deu vexame em voo para Portugal

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O ex-advogado-geral da União Luís Inácio Lucena Adams, que está em Portugal por ocasião do VII Fórum Jurídico de Lisboa, desmentiu com veemência informação de que teria testemunhado um suposto episódio vexatório protagonizado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Na noite dessa terça-feira (23/04/2019), um blog de Brasília publicou notícia de que Ibaneis teria embarcado bêbado para Portugal em voo da TAP, que saiu da capital na noite de domingo (21/04/2019).

Na publicação, que viralizou, Adams é citado como testemunha das supostas cenas e da embriaguez e descompostura do governador do DF.

“Isso é um completo absurdo. Eu viajei na poltrona exatamente atrás do governador e sua chefe de gabinete [Kaline Gonzaga]. Por volta das 23h, jantamos e depois as pessoas dormiram, sem nenhuma intercorrência. O que escreveram foi mentiroso”.

A coluna conversou com outros três advogados que estiveram no mesmo evento em Portugal. Um deles também estava no voo do governador e desmentiu a versão do vexame. O que os colegas de Ibaneis observaram é que o emedebista tem o costume de tomar vinho durante as refeições.

Em Lisboa, Ibaneis fez duas palestras em evento promovido pelo Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Na ocasião, tratou especialmente de temas vinculados à segurança pública.

Bolsonaro sanciona lei que facilita crédito ao pequeno empreendedor

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Proposta vai oferecer alternativas mais baratas de acesso a financiamento e com taxa de juros menores para o pequeno e microempreendedor

O Projeto de Lei Complementar 420, que cria a figura jurídica da ESC (Empresa Simples de Crédito), será sancionado nesta quarta-feira (24) pelo presidente da República, Jair Bolsonaro. A proposta deve facilitar o acesso e tornar mais barato o custo de financiamentos de pequenos negócios, como MPE (Micro e Pequenas Empresas) e MEI (Microeemprendedores Individuais).

A proposta foi aprovada em 19 de março pelo Senado Federal e teve participação direta do ex-presidente do Sebrae, Guilherme Afifi Domingos, que hoje é assessor especial do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Com a efetivação da ESC, a tendência é que aumente a competição com os bancos, ao serem oferecidas alternativas de crédito para o pequeno empreendedor com taxas de juros menores e onde as grandes instituições muitas vezes não atuam.

Segundo pesquisa feita pela Sebrae em 2018, para 51% dos empresários do segmento, a redução de juros seria fundamental para facilitar a tomada de empréstimos. Para 17%, a diminuição da burocracia seria uma forma de aproximar o setor do sistema financeiro.

“A ideia – que é resultado de um trabalho conjunto do Sebrae e da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa – tem, basicamente, o objetivo de desburocratizar e ampliar o acesso dos pequenos negócios ao crédito”, afirma Carlos Melles, novo presidente do Sebrae nacional.

As análises iniciais feitas pelo Sebrae, segundo o presidente da instituição, mostram que, atingindo o patamar de 1 mil Empresas Simples de Crédito em operação, deverá ocorrer uma injeção de aproximadamente R$ 20 bilhões por ano nas micro e pequenas empresas. Isso significa um crescimento de 10% no mercado de crédito para os pequenos negócios brasileiros.

“Além de injetar mais recursos na economia do país, nós avaliamos que a ESC deve provocar também a redução da taxa de juros para os pequenos negócios, que atualmente é de 40% ao ano”, conclui Melles.

Entenda a ESC

. A Empresa Simples de Crédito é uma nova figura jurídica que terá permissão para atuar com operações de empréstimo, financiamento e desconto de títulos de crédito.

. Ela não tem permissão de captar recursos em nome próprio ou de terceiros, mas não precisará manter um percentual de depósitos compulsórios (o que é exigido dos bancos).

. A empresa também só poderá emprestar dinheiro com capital próprio, sem contrair empréstimos para emprestar mais.

. A ESC está proibida, ainda, de cobrar qualquer tarifa e o ganho máximo, com juros, será de R$ 4,8 milhões por ano.

. Outra diferença em relação a instituições financeiras é que não será permitida a expansão física em busca de novos clientes. A atuação da empresa deverá ficar restrita ao município sede e às cidades vizinhas.