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Apesar da baixa nas vendas, comerciantes aproveitam para abrir as portas antes do Natal

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A expectativa de vendas para o fim de ano de 2016 é de 5% mais baixa que a do ano passado

Em ano de crise, o brasileiro chega às festas de fim de ano com a corda no pescoço. De acordo com raio-x dos gastos e comportamentos do consumidor, feito exclusivamente para o período do Natal pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), a queda nas vendas aponta para uma baixa de 5% em relação ao ano de 2015.

Ainda assim, alguns comerciantes se apressaram para abrir as portas e aproveitar as vendas de natal e ano novo. Foi o caso da empresária brasiliense Ana Zago, proprietária de um ateliê, localizado na quadra 308 da Asa Sul. Ela conta que, mesmo às pressas, decidiu abrir as portas do novo empreendimento em novembro, para conseguir aproveitar o período de festas.

“Fizemos tudo o mais de pressa possível para estarmos com a loja pronta para as vendas dos meses de dezembro e janeiro”, conta a empresária. Especializada em moda feminina, as vendas para as festas de fim de ano do ateliê não poderiam ficar de fora do orçamento. “Mesmo com as expectativas mais baixas, continuam sendo os melhores meses para o comércio”, analisa Ana, que é especializada em administração e varejo.

Entre os entrevistados nas pesquisas de fim de ano, 40% querem gastar menos em 2016, 21% querem gastar o mesmo valor do ano passado e 22% assumiram que pretendem gastar mais com os presentes de Natal.

Entre os entrevistados que não pretendem dar presentes, 23% justificaram que a prioridade no momento é pagar as contas atrasadas, 21% disseram que não querem gastar agora e 13% estão desempregados.

Bancada Federal consegue mais de R$ 380 mi para o DF

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A Saúde pública receberá R$ 130 milhões que serão distribuídos entre os hospitais do DF

Brasília receberá mais de R$ 380 milhões em recursos para 2017. O valor é a soma das Emendas ao Orçamento que a Bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional destinou para a Capital no próximo ano, e que foi aprovado no Plenário na noite da última quinta-feira (15).

Deputado federal Izalci (PSDB-DF), coordenador da bancada do DF

Durante as reuniões da Bancada, o coordenador, deputado federal Izalci (PSDB-DF), lembrou que desde 2009 os pedidos de recursos feitos pela Bancada não foram repassados pelo governo, mas acredita que no próximo ano os resultados serão positivos. “Vamos trabalhar para que em 2017 tenhamos nossas emendas liberadas e assim ajudar o DF a voltar a crescer e ter obras”, disse Izalci.

Do total de recursos das emendas, mais de R$ 130 milhões vão para a Saúde Pública. Parte do valor será destinada à reforma e modernização das caldeiras de 15 hospitais regionais, entre eles o Hospital de Base do DF (HBDF) e Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB).

Além da Saúde, outras grandes áreas também serão contempladas. A Mobilidade Urbana receberá mais de R$ 38 milhões que serão distribuídos em duas obras. Uma será a duplicação do Trecho Rodoviário que liga Paranoá ao Itapoã, na DF-250 e outra a construção do viaduto, na DF-001, que dá acesso ao Recanto das Emas.

Na Educação as emendas, que somam mais de R$ 110 milhões, são para a construção de 10 Escolas Classes nas cidades: Brazlândia, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, Itapoã, Ceilândia e Taguatinga. Além, também, de melhorias nas instalações do Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília (UnB).

Para a Segurança Pública será destinado R$ 12 milhões em recursos para a modernização de instituições de segurança pública e a construção de uma nova sede para o Instituto Médico Legal (IML). Além desses valores, mais de R$ 80 milhões serão para obras do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Moro aceita denúncia e Lula vira réu pela 3ª vez na Lava Jato

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Esta é a quinta ação penal aberta contra Lula e refere-se à construção da nova sede do Instituto Lula

O juiz Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato na primeira instância, em Curitiba, aceitou nova denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e mais sete pessoas, tornando-os réus no processo. A denúncia é relativa à compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP).

Essa é quinta ação penal aberta contra Lula, a terceira em processos relacionados à Lava Jato. Além disso, ele é réu nas Operações Zelotes e Janus. Lula foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. As investigações são um desdobramento das apurações envolvendo a atuação de Palocci como um dos responsáveis por intermediar os interesses da Odebrecht no governo federal e distribuir propinas ao PT.

Para a PF, o imóvel ao lado do apartamento do ex-presidente e o terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula envolvem pagamentos de propina da Odebrecht para o ex-presidente e, por isso, foram unificados. Além do petista, viraram réus  o empresário Marcelo Odebrecht, acusado da prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro; Antônio Palocci e Branislav Kontic, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e Demerval Gusmão, Glaucos da Costamarques, Roberto Teixeira e Marisa Letícia Lula da Silva – mulher de Lula –, acusados da prática de lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia do MPF, constam dois valores registrados: um de “7,2 milhões de reais relativo a um compromisso de compra e venda e outro de 15 milhões de reais relativo a uma cessão”. Segundo laudo da PF, a planilha “posição Italiano”, referente aos acertos ilícitos da Odebrecht com Palocci, há uma rubrica específica em que consta a observação “Prédio (IL) seguido dos valores de R$ 12.422.000,00 dividida em três parcelas de R$ 1.057.000,00, uma de R$ 8.217.000,00 e outra de R$ 1.034.000,00.”

Sequestro do apartamento
Moro determinou ainda o sequestro do imóvel em frente ao que o ex-presidente mora em São Bernardo. Na decisão, o juiz ressaltou que decretou o sequestro diante “dos indícios de que foi adquirido com proventos do crime. Embora o imóvel esteja em nome de seus antigos proprietários, Augusto Moreira Campos e Elenice Silva Campos (que não tem qualquer relação com o ilícito), há, como acima exposto, indícios de que pertence de fato ao ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o teria recebido, segundo a denúncia, como propina do Grupo Odebrecht”.

Veja.com

Crise e cortes no orçamento ameaçam Orquestra Sinfônica de Brasília

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Grupo é um dos mais tradicionais do país. Músicos estão sem sede e tiveram destinação de recursos para concertos reduzida no atual governo. Em 2015, nada foi investido.

Desalojada e enfrentando cortes no orçamento, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, de Brasília, vai encerrar 2016 lutando para se manter em atividade. A crise na economia e o rombo bilionário nas contas do Distrito Federal ameaçam um dos grupos de música clássica mais tradicionais do país, que está sem dinheiro para contratar músicos, trocar equipamentos e realizar concertos.

A única verba do GDF aprovada neste ano para shows da orquestra foi para viabilizar as Cantatas Festivas, em cartaz desde a última quinta-feira (15) na Torre de TV. O evento custou R$ 249,7 mil para montagem de palco e pagamento de cachê de músicos convidados. No ano passado, a situação foi ainda pior: nenhum repasse foi feito além do previsto para pagamento de pessoal.

Com a interdição do Teatro Nacional desde 2014, a orquestra também ficou “sem casa”. O principal palco da cidade e um dos monumentos mais importantes da Esplanada dos Ministérios fechou as portas por recomendação do Ministério Público. O órgão considerou que a deterioração na obra de Oscar Niemeyer era perigosa para os frequentadores.

Custo alto
Em nota, a Secretaria de Cultura não explicou o motivo dos cortes no orçamento e nos investimentos destinados à sinfônica. Segundo a pasta, a demora na reforma do Teatro Nacional Cláudio Santoro se deve ao alto custo da obra, estimada em 2014 em R$ 220 milhões. De acordo com a secretaria, não há recursos nem prazo previsto para iniciar a reforma.

“A demora em realizar a reforma do Teatro é porque o valor é extremamente alto, fazendo a obra ser inviável para a realidade atual do DF. Além disso, havia outras obras mais urgentes que demandariam custos viáveis”, informa o comunicado. A pasta não informou os gastos com folha de pagamento nem o total de recursos destinados à orquestra até 2014, antes do início da gestão do governador Rodrigo Rollemberg.
Líder da Orquestra Sinfônica, o maestro Cláudio Cohen critica a falta de investimentos. Em entrevista ao G1, ele disse reconhecer que os custos desse tipo de música são altos, mas defendeu a necessidade de aplicação de recursos na cultura.

Seleção sem estádio
Por causa da demora na reforma, o grupo usa o Cine Brasília para ensaiar. A sala de cinema na Asa Sul projetada por Niemeyer foi reformada em 2013. Neste ano, o Palácio do Buriti gastou R$ 109 mil para adaptar o cinema aos músicos de forma provisória.

“A acústica (do Cine Brasília) não é a ideal”, disse Cohen. Segundo o maestro, a qualidade dos concertos também se deve ao lugar de ensaios e apresentações. “A personalidade das orquestras no mundo é medida pela sua força ou suavidade, e isso depende do lugar em que se apresentam”, defendeu.

Desde o início do ano, a Orquestra firmou parcerias com outras instituições para continuar trabalhando. As apresentações só foram possíveis com o apoio da Arquidiocese de Brasília e das Forças Armadas, que cederam o Santuário Dom Bosco, na W3 Sul, e o Teatro Pedro Calmon, no Setor Militar Urbano. Algumas embaixadas também ajudaram.

Alta temporada
Mesmo improvisada, a temporada de 2016 da Orquestra chegou a atrair mais de 5 mil estudantes da rede pública de ensino em concertos didáticos. A estimativa é que os concertos de gala e os realizados ao longo do ano no Santuário Dom Bosco atraíram o mesmo número de espectadores. “Foi importante para levar o nosso trabalho a outros palcos”, disse Cohen.

A maioria dos concertos é gratuita. Em uma das temporadas, a Orquestra homenageou os países da América Latina sob a regência do maestro colombiano Felipe Aguirre, da Orquestra Filarmônica de Bogotá. Um dos poucos eventos pagos neste ano foi uma apresentação beneficente para arrecadar fundos de apoio a um músico da cidade que foi diagnosticado com câncer.

De acordo com o maestro, todo o orçamento anual do governo é destinado atualmente para pagamento de pessoal. A Orquestra, fundada em 1979, é composta por 70 músicos concursados e com salário inicial de R$ 5,9 mil, além de outros profissionais que dão suporte ao grupo. Com muitos integrantes prestes a se aposentar, Cohen aguarda a nomeação de novos músicos, aprovados em um concurso em 2014.

Problema nacional
Outras orquestras e bandas de música clássica enfrentam problema semelhante no país. Nesta semana, os músicos da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo disseram, pelas redes sociais, que o conjunto teria suas atividades suspensas em janeiro do ano que vem. A Secretaria de Cultura do Estado, que mantém o grupo, ainda avalia se mudanças no orçamento implicarão em mudanças para a banda.

Por Gustavo Aguiar, G1 DF

Isenção do IPVA para veículos novos estendida até 2019

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Medida beneficia consumidores que vão comprar carro novo ou trocar seu usado

Os veículos zero quilômetro adquiridos no Distrito Federal permanecem com direito a postergação do Imposto de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) durante o primeiro ano de uso. O Projeto de Lei nº 1396/2016 – que prorroga até 2019 isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) na aquisição de veículos novos – foi aprovado durante última sessão da votação em plenário na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), na noite de quinta-feira (15).

O Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos Autorizados do Distrito Federal (Sincodiv-DF) vinha tentando junto ao governo uma resolução em benefício dos consumidores da capital. Durante a votação, que contou com a participação do presidente em exercício da CLDF, deputado distrital Juarezão (PSB-DF), a proposta recebeu votos favoráveis de 16 deputados.

“Para se ter uma ideia, quando um carro de R$ 95 mil é comprado em um estado que tenha esse benefício, o Distrito Federal deixa de arrecadar R$ 9.750,00 mil em impostos”, explica o vice-presidente do Sincodiv-DF, Alessandro Soldi.

Na prática, o projeto IPVA Zero resulta no aumento da receita arrecadada em impostos e assegura a competitividade de um dos setores mais importantes da economia local, trazendo de volta os consumidores que acabavam adquirindo seus veículos em outros estados. “A aprovação deste projeto demonstra a preocupação do atual governo em aprovar uma medida em que todos saem ganhando: empresários, governo e, principalmente a população”, ressalta Soldi.

Hora certa de trocar o carro – Outro ponto que merece ser destacado é o interesse dos proprietários de veículos em trocar o carro por um novo. “Com a medida, muitos donos de carros antigos devem trocá-los por modelos zero-quilômetro. Vale lembrar que os veículos mais novos apresentam menor emissão de poluentes, gastam menos combustível e contam com mais itens de segurança, além de serem bem atrativos”, explica o vice-presidente do Sincodiv-DF.

O benefício também vale para locadoras de veículos que emplacam sua frota no Distrito Federal. Nos três anos seguintes a alíquota será de 4% sobre o valor do carro, 0,5% a mais do que o padrão. Depois do quarto ano a alíquota cobrada volta aos 3,5%.

Como o projeto irá funcionar:

• O benefício do IPVA Zero continua válido apenas para os carros novos (0 km) comprados nas concessionárias do Distrito Federal até 2019;

• No ano da compra, o proprietário não precisará pagar nenhuma taxa;]• Nos anos seguintes, ele volta a pagar o IPVA com o reajuste de 0,5% sobre a alíquota cobrada ultimamente;

• Caso o cliente não queira usufruir desta postergação, ele poderá emitir o IPVA no ato da compra e pagar com a alíquota de 3.5% proporcional ao mês que resta no ano. Ex: Compra de março paga-se 9/12 da atual alíquota que é 2,63% no 1º ano e 3.5 nos anos subsequentes.

A outra cobertura de Lula paga pela Odebrecht

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INCORRIGÍVEL Depois de comprar cobertura com dinheiro de propina, Lula repete tática de ocultar patrimônio

Ministério Público comprova que o dinheiro usado na compra de um imóvel em São Bernardo para o ex-presidente partiu do “departamento de propina” da empreiteira e o petista pode virar réu pela quarta vez. A expectativa no meio jurídico é por uma condenação já no primeiro trimestre de 2017

Quem acompanhou de perto a trajetória do ex-presidente Lula, desde o sindicalismo, sabe que ele nunca foi de mexer no próprio bolso. A expectativa em torno do seu poder pessoal sempre fez com que ele fosse bancado por empresários amigos. O que a Lava Jato desvendou é que quando Lula ascendeu ao Planalto essas relações se aprimoraram e a lista de companheiros-mecenas só aumentou. Em troca de benesses políticas e também pessoais, segundo as investigações, o petista traficou influência, assumiu o “controle supremo” da corrupção na Petrobras e escancarou-lhes as portas não só do seu governo como do da sucessora. O que se descobriu na última semana a partir de depoimentos e farta documentação é que, dentre os presentes recebidos por Lula, não escapou nem a cobertura onde ele mora em São Bernardo do Campo. Ou seja, não foram só o tríplex no Guarujá e o sítio em Atibaia. O ex-presidente tentou esconder ser dono de outro imóvel, simulando um contrato fictício de aluguel com o “testa de ferro” Glaucos da Costamarques, primo de seu amigo do peito José Carlos Bumlai. O apartamento em questão é vizinho de outra cobertura, também de propriedade do petista, localizada no 11º andar do edifício Hill House.

PROVAS O MPF acusa Lula de falsificar contrato de aluguel para justificar compra de imóvel com recursos da Odebrecht

Para comprar a nova cobertura, a 121, Lula usou dinheiro do “departamento de propina” da Odebrecht, caixa formado com recursos desviados de obras da Petrobras, segundo revela o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR). Na última quinta-feira 15, à luz das novas descobertas, o MPF denunciou o ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Se o juiz Sergio Moro aceitar a denúncia, Lula será tetra réu na Justiça. Nunca antes na história um ex-presidente da República foi tantas vezes chamado em juízo para responder por ação penal. No meio jurídico, já estima-se que o petista possa ser condenado no primeiro trimestre do ano que vem. Além de Lula, sua mulher Marisa Letícia e de seu advogado Roberto Teixeira, foram denunciados também o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-ministro Antonio Palocci e outras quatro pessoas.

Débora Bergamasco: Marcelo Odebrecht confirma dinheiro vivo a Lula

Tanto o pedido de indiciamento da PF quanto a denúncia do MPF são robustas. O MPF acusa Lula de ter liderado um esquema de corrupção na Petrobras no qual a Odebrecht pagou R$ 75,4 milhões em propinas para o PT e para o enriquecimento do ex-presidente, com intermediação do ex-ministro Antonio Palocci. “Após assumir o cargo de presidente da República, Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando a perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais”, disseram os procuradores. Desse total, a Odebrecht destinou R$ 12,4 milhões para a compra de um terreno onde Lula desejava construir uma unidade do Instituto Lula e outros R$ 504 mil para a compra da nova cobertura, contígua à que já reside oficialmente, a de número 122. Segundo a PF e o MPF, o esquema foi arquitetado pelo advogado Roberto Teixeira, com a participação de Lula.

“Foi simulado contrato de locação entre Costamarques e Marisa Letícia, para ocultar a verdadeira propriedade do imóvel de Lula”

A história da cobertura de Lula comprada com a propina da Odebrecht remonta ao início de 2003, logo que o petista assumiu a Presidência. Àquela altura, a cobertura ao lado da sua no Hill House estava vazia. Sob o argumento de que precisava de mais espaço para guardar presentes que ganhava, ele decidiu alugá-la. Inicialmente, o PT diz ter pago os alugueis até 2007. No segundo mandato, alegando necessidade de acomodar os guardas da segurança do Planalto para que eles pudessem dormir quando ele estivesse em São Bernardo, o aluguel do apartamento passou a ser custeado pelo governo. Com sua saída da Presidência, alguma solução para que Lula continuasse de posse da cobertura teria que ser encontrada. É aí que entra Roberto Teixeira.

Ainda em 2010, o advogado fez contato com Glaucos da Costamarques, um aposentado de 71 anos morador de Campo Grande (MS). Na conversa, sugeriu que ele comprasse a cobertura no que seria para ele um bom investimento. “O imóvel já está alugado para Lula”, teria dito Teixeira. Detalhe: Costamarques é primo de José Carlos Bumlai, amigo íntimo de Lula preso na Lava Jato. Costamarques, então, pagou, de acordo com a investigação, R$ 504 mil pelo imóvel, que pertencia a Elenice Silva Campos, mas, como herança, havia sido repassado para sua neta Tatiana de Almeida Campos. Ao depor este ano, Tatiana disse que em 20/09/2010, “a Dra Lacier (sua advogada) veio me buscar para assinar a venda da cobertura, o apartamento 121, para o Lula. Foi isso que ela me falou no táxi, na ida para o cartório. Como eu confiava muito nela, somente perguntei se estava tudo correto. Ela fez sinal de positivo e me disse onde assinar. Eu não li nada. Simplesmente assinei, acreditando estar vendendo a cobertura para o Lula”, disse Tatiana na PF. Na verdade, a transferência do imóvel foi feita para Costamarques, o testa de ferro de Lula no negócio, segundo o MPF. O que se apuraria mais adiante é que o dinheiro não veio do bolso de Lula, e sim, teve como origem o Departamento de Propina da Odebrecht.

“Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer”

Oficialmente tido como “dono” do apartamento, Costamarques fechou, em fevereiro de 2011, um contrato fictício de aluguel com Marisa Letícia Lula da Silva, mulher do ex-presidente. Dizem os 12 procuradores do MPF que assinam a denúncia contra Lula: “Nesse contexto, foi simulado contrato de locação entre Costamarques e Marisa Letícia, tendo como objeto o apartamento 121, com o fim de ocultar a verdadeira propriedade do bem, porquanto, efetivamente, foi ele adquirido por ordem e em benefício de Luiz Inácio Lula da Silva, em transação garantida pelo repasse do aporte de R$ 800 mil feito a Costamarques na transação envolvendo o imóvel da rua dr. Haberbeck Brandão, originado, desta maneira, do caixa geral de propina do PT junto ao grupo Odebrecht”.

Lula declarou à Receita Federal ter pago alugueis a Costamarques, de 2011 a 2015, no valor de R$ 229.280,00, mas o laudo da perícia criminal nas contas bancárias de Luiz Inácio Lula da Silva e de Marisa Letícia revela outra coisa. “Não foram encontrados registros de pagamentos seus para Glaucos, tendo o exame se estendido inclusive para as contas bancárias da L.I.L.S. Palestras e Eventos Ltda (empresa de Lula) e Instituto Lula, consignando o laudo citado que também dessas pessoas jurídicas não partiram pagamentos para Glaucos”. Ou seja, Lula pode ter fraudado também o imposto de renda. “Apenas a partir de dezembro de 2015 é que se detectam depósitos em valores compatíveis com o declarado aluguel, sendo certo, ademais, tratar-se de depósitos em espécie em relação aos quais não se pode comprovar a origem”, afirmam os procuradores do MPF.

Os 800 mil de Costamarques
O MPF e a PF revelam na denúncia que os R$ 504 mil usados por Costamarques para adquirir a cobertura em São Bernardo, cujo o real proprietário é o ex-presidente, foram fruto de uma operação mais complexa do que uma simples transferência de dinheiro para a compra de um apartamento. Resultou de uma negociação envolvendo a celebração de oito contratos da Odebrecht com a Petrobras, que renderam R$ 75,4 milhões para o PT e para Lula. “As vantagens indevidas objeto da presente denúncia consistem em recursos públicos desviados no valor de R$ 75.434.399,44, os quais foram usados, dentro do estrondoso esquema criminoso capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva, não só para enriquecimento ilícito, mas especialmente para alcançar governabilidade com base em práticas corruptas e perpetuação criminosa no poder”, afirmam os procuradores. Eles garantem que o ex-ministro Antonio Palocci ajudou a operar o esquema, fechado com Marcelo Odebrecht, ambos denunciados a Sergio Moro.

O MPF afirma que do início de 2010 a 24 de novembro de 2010, quando Lula ainda era presidente, Marcelo Odebrecht “de modo consciente e voluntário, praticou o delito de corrupção ativa, pois, direta e indiretamente, ofereceu e prometeu vantagem indevida a Lula, em valor equivalente à época da quantia aproximada de R$ 12.422.000,00, consistente em um imóvel para a instalação do Instituto Lula”. Em troca, Lula manteve a nomeação e manutenção de Renato Duque e Paulo Roberto Costa nas diretorias de Serviços e Abastecimento da Petrobras, favorecendo a Odebrecht nas falcatruas na estatal.

Os recursos da Odebrecht, segundo a denúncia do MPF, também foram usados entre 2010 e maio de 2014 para a compra de um terreno na rua Haberbeck Brandão, 178, em São Paulo, onde Lula pretendia instalar um espaço institucional para expor os presentes que ganhou em seus dois mandatos presidenciais. O negócio contou com a participação dos mesmos personagens envolvidos na trama da compra da cobertura em São Bernardo, quais sejam, Roberto Teixeira, Costamarques, Palocci, Kontic, além de diretores da Odebrecht e da DAG Construtora, em nome de quem o imóvel foi comprado. A DAG é um braço empresarial da Odebrecht.

Os procuradores dizem que os R$ 12,4 milhões foram oferecidos por Marcelo Odebrecht a Lula para ele montar a nova unidade do Instituto Lula, “com o objetivo de recompensar ilicitamente o ex-presidente pelo funcionamento e pela manutenção da sistemática de corrupção no âmbito da Petrobras”. Os parceiros tinham papéis bem definidos no esquema. Amigo de Lula e primo de Costamarques, José Carlos Bumlai foi “incumbido” de implantar o novo espaço, concebido ainda em 2010 quando Lula ainda era presidente.

Projetos dessa nova unidade do Instituto foram encontrados pela PF no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, que também seria de Lula, embora ele negue. “O imóvel em questão foi recebido pelo ex-presidente Lula em 29/09/2010, momento em que foi colocado à sua disposição. Nessa data, foram realizados os pagamentos à vendedora ASA – Agência Sul Americana de Publicidade e Administração Ltda, feitos pela DAG Construtora Ltda. Ou seja, pela Odebrecht. De acordo com o MPF, os R$ 12,4 milhões foram pagos pelo “departamento de propinas”, em três parcelas: uma de R$ 1.057.000,00, outra de R$ 8.217.000,00 e a última de R$ 1.034.000,00”.

Cópias da transação foram encontradas na residência de Lula. No entanto, como havia pendências jurídicas e tributárias relacionadas ao imóvel, o negócio acabou não prosperando. Foi feito um acordo entre as partes e tudo ficou dito pelo não dito. O Instituto Lula não recebeu o terreno. Costamarques, no entanto, a pedido de Lula, conforme os procuradores, acabou recebendo R$ 800 mil como comissão por ter participado do negócio. Foi com parte desse dinheiro, de acordo com o MPF, que ele comprou a cobertura para Lula. Em nota o petista disse tratar-se de mais uma “peça de ficção” – um mantra mais batido do que a própria constatação, apoiada numa fartura de provas, de que Lula era bancado por um mecenato para o qual abria as portas e indicava os atalhos para locupletação a partir das benesses do Estado.

As denúncias que pesam contra Lula

O ex-presidente já responde a cinco processos na Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro. O petista é réu em três dessas ações. Em outras duas, o MPF fez denúncia contra ele e aguarda-se a decisão dos juízes

1. O ex-presidente Lula foi denunciado na última quinta-feira 15 pelo Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, depois de ter sido indiciado em inquérito pela Polícia Federal sob acusação de ter recebido propinas de R$ 75,4 milhões da Odebrecht. O dinheiro foi desviado de contratos da Petrobras e estava no “departamento de propinas” da empreiteira.

Parte desse dinheiro foi usada para enriquecimento ilícito de Lula. Ele é acusado de ter pedido R$ 12,4 milhões à Odebrecht para a compra de um terreno onde seria construída nova sede do Instituto Lula e outros R$ 504 mil para a compra de uma cobertura em São Bernardo do Campo.

2. Lula virou réu pela primeira vez em julho, quando o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça do Distrito Federal, aceitou denúncia de que ele tentou obstruir a Justiça durante a Operação Lava Jato.

3. Em setembro, o juiz Sergio Moro aceitou denúncia contra ele por ter recebido vantagens indevidas da OAS, com o a construção e reforma do tríplex no Guarujá. Lula também é acusado de ter recebido favores da OAS no pagamento e armazenamento do seu acervo pessoal. No total, a OAS lhe deu R$ 3,8 milhões derivados de propinas na Petrobras.

4. Em outubro, o ex-presidente virou réu pela terceira vez. O juiz Vallisney Oliveira aceitou denúncia na qual Lula é acusado de favorecer negócios da Odebrecht em Angola. Seu sobrinho Taiguara Rodrigues dos Santos também foi denunciado.

5. Na semana passada, Lula foi denunciado também pelo MPF de Brasília pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa por ter ajudado empresas a obterem favores junto ao governo, com a aprovação de medidas provisórias. Seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva também foi denunciado, por ter recebido R$ 2,5 mihões de empresários ligados ao esquema. O juiz ainda não decidiu se aceita ou não a denúncia. Caso aceite, Lula pode virar réu mais uma vez, tornando-se tetra.

6. O petista ainda foi incluído pelo ministro Teori Zavascki, do STF, no inquérito-mãe que investiga o escândalo do mensalão. Apelidado de “quadrilhão”, esse inquérito no STF investiga organização criminosa formada para roubar a Petrobras, envolvendo 66 pessoas, entre elas Lula.

7. O ex-presidente ainda responde a inquérito que investiga se ele ocultou patrimônio ao adquirir o sitio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo. O sitio está formalmente em nome de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luiz, filho de Lula. A OAS e Odebrecht teriam gasto R$ 1,2 milhão para reformar o sítio. Lula nega ser proprietário do local.

Como Lula ocultou uma cobertura em São Bernardo

• Em 1986, Lula comprou a cobertura 122 do Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo, pagando R$ 189 mil. O imóvel tem 186 m2, com três quartos.

• Em 2003, quando ele assumiu a presidência da República, a cobertura vizinha à dele, a 121, estava vazia e pertencia a Elenice Silva Campos, que morreu em 2015.

• Lula se interessou em usar o imóvel. De 2003 a 2007, o PT disse ter pago o aluguel pela cobertura. A alegação era que Lula precisava arquivar documentos da presidência e também para que os guardas da segurança do Palácio do Planalto dormissem enquanto ele estivesse em São Bernardo.

• De 2008 a dezembro de 2010, o aluguel dessa cobertura passou a ser feito pela Presidência.

• Em 2011, quando Lula deixou a Presidência, o aposentado Glaucos da Costamarques, morador em Campo Grande (MS), e primo de José Carlos Bumlai, amigo de Lula, comprou a cobertura 121, a pedido do advogado de Lula, Roberto Teixeira. Pagou R$ 504 mil.

• Teixeira disse a Costamarques que o apartamento seria um bom investimento e que já estava alugado para Lula por R$ 4.300 por mês. Foi forjado um contrato fictício de aluguel entre Costamarques com Marisa Letícia, mulher de Lula. Na verdade, a PF diz ter provas que Lula nunca pagou aluguel e que o Costamarques já comprou o apartamento para ser de Lula, ocultando patrimônio para o ex-presidente.

• A PF tem provas de que os R$ 504 mil usados por Costamarques para a compra do imóvel destinado a Lula saíram do “departamento de propina” da Odebrecht.

• Em 2016, o imóvel passou oficialmente para Tatiana de Almeida Campos, neta de Elenice Silva Campos, morta em 2015. Quando ia para o cartório transferir a propriedade, sua advogada disse que iria passar o imóvel para Lula. No cartório, no entanto, soube que a transferência formal era para Costamarques.

• O Ministério Público Federal e a Polícia Federal não têm dúvidas de que a cobertura pertence a Lula e sua mulher Marisa Letícia.

Germano Oliveira – IstoÉ

Réveillon Espiritual no Templo da Paz

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Ao encerrar mais um ano muitas expectativas são reavaliadas para o início de um novo ciclo. Essa avaliação requer momento e lugar apropriados para pensar sobre o que alcançamos, o que deixamos de realizar e as mudanças que desejamos traçar para melhorar a nossa proposta de vida pessoal, profissional e familiar. É hora de desacelerar, cobrar-se menos e ouvir-se mais, em um lugar que traga paz e proporcione momentos de reflexão.

O Templo da Boa Vontade é este espaço. Aberto a todos, oferece ambiente de tranquilidade, para meditação e acolhimento, onde as pessoas podem reabastecer suas energias para o novo ano. O monumento convida a todos para saudar a chegada de 2017 durante o Réveillon Espiritual que ocorrerá no local.

Uma programação especial foi preparada para quem quer iniciar o novo ano em profunda interiorização. Na Nave (ambiente principal do TBV), a partir das 22 horas, músicas elevadas conduzirão os visitantes a um momento de elevação espiritual.

Além de realizar a caminhada pela Espiral — ação que simboliza a busca por um ponto de equilíbrio — com uma rosa branca nas mãos, representando a Paz. Minutos antes da chegada de 2017, os presentes acompanharão as palavras fraternas e ecumênicas do fundador do Templo da Boa Vontade, José de Paiva Netto.

Traga a família e amigos e venha celebrar a chegada de 2017 no Templo da Paz!

Serviço: Réveillon Espiritual no Templo da Boa Vontade
Data: 31 de dezembro
Horário: A partir das 22 horas
Local: Templo da Boa Vontade (Quadra 915 Sul — Brasília/DF)
Entrada: Franca
Informações: (61) 3114-1070 — www.tbv.com.br

Malafaia é alvo de condução coercitiva em nova operação da PF

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O pastor evangélico teria envolvimento no esquema e foi levado coercitivamente para depor. Ele é suspeito de lavar dinheiro para os criminosos

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira a Operação Timóteo, que tenta desmontar um esquema de corrupção que fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios, com a Vale entre as empresas prejudicadas. Há ações em onze Estados e no Distrito federal. O pastor evangélico Silas Malafaia também teria envolvimento no esquema, que era utilizado para lavagem de dinheiro. Ele foi levado coercitivamente para depor, no Rio de Janeiro.

De acordo com o Estado de S. Paulo, Malafaia é suspeito de ajudar os criminosos que operavam o esquema a lavar dinheiro. O pastor é acusado de ter recebido dinheiro em seu escritório e posteriormente ter “emprestado” contas correntes de uma instituição religiosa sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores.

Em nota, a PF informa que, além das buscas, os 300 policiais federais envolvidos na ação também cumprem, por determinação da Justiça Federal, 29 conduções coercitivas, quatro mandados de prisão preventiva, doze mandados de prisão temporária, sequestro de três imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar 70 milhões de reais.

O esquema envolvia a participação de um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral que abordava prefeitos para oferecer envolvimento no esquema de corrupção. O departamento é subordinado ao Ministério de Minas e Energia.

O nome da operação é referência a uma passagem do evangelho de Timóteo, parte da Bíblia. Segundo o livro, “aqueles que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição”.

Veja.com, com agência Reuters

Joe Valle é escolhido presidente da Câmara Legislativa do DF

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Ana Viriato

Joe Valle (PDT) foi escolhido o novo presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Falta apenas a proclamação do resultado pelo presidente interino da Casa, Juarezão (PSB). O parlamentar obteve vitória, nesta quinta-feira (15/2), com o apoio de 12 deputados distritais. O empate com Agaciel Maia (PR), que também angariou 12 votos, garantiu a vitória, segundo o terceiro critério de desempate do regimento da Casa: maior quantidade de votos na última eleição. Em 2014, o primeiro reuniu 20.352 eleitores e o segundo, 14.876.

As articulações pelo cargo acarretaram o atraso da votação, antes prevista para as 10h. Rodrigo Rollemberg (PSB) fez o possível para garantir o apoio ao candidato escolhido. Inclusive, ofereceu o posto de líder do governo a Rodrigo Delmasso (Podemos), momentos antes da eleição.

Ainda assim, após uma reviravolta, Robério Negreiros (PSDB) mudou o voto previamente proclamado e apoiou Joe Valle (PDT). O revés ocorreu após uma discussão com Delmasso. Robério o chamou de “moleque” e o integrante do partido Podemos retribuiu o xingamento.

Incoerências
Sandra Faraj (SD) se inscreveu após o tempo determinado no regimento do Legislativo local para concorrer a 1ª Secretaria da CLDF, responsável pelo setor administrativo da Casa. A concessão do benefício à integrante do partido Solidariedade foi efetivada após uma ameaça do chamado “Blocão”, que conta com Celina Leão (PPS), de deixar o Plenário e adiar a eleição.

As eleições seguem durante a tarde desta quinta-feira. Serão eleitos, ainda, o vice-presidente, o 1º, 2º e 3º secretários da cúpula da Câmara Legislativa.

Confira como votou cada deputado:

CANDIDATO AGACIEL MAIA:

– Agaciel Maia (PR);

– Bispo Renato Andrade (PR);

– Chico Vigilante (PT);

– Israel Batista (PV);

– Juarezão (PSB);

– Julio Cesar (PRB);

– Lira (PHS);

– Luzia de Paula (PSB);

– Ricardo Vale (PT);

– Rodrigo Delmasso (Podemos);

– Telma Rufino (PROS);

– Wasny de Roure (PT);

TOTAL: 12 votos

CANDIDATO JOE VALLE:

– Celina Leão (PPS);

– Chico Leite (Rede);

– Claudio Abrantes (Rede);

– Cristiano Araújo (PSD);

– Joe Valle (PDT);

– Liliane Roriz (PSB);

– Rafael Prudente (PMDB);

– Raimundo Ribeiro (PPS);

– Reginaldo Veras (PDT);

– Robério Negreiros (PSDB);

– Sandra Faraj (SD);

– Wellington Luiz (PMDB)

TOTAL: 12 votos

Veja, também, os candidatos aos demais postos:

VICE-PRESIDÊNCIA:

– Ricardo Vale (PT);

– Wellington Luiz (PMDB);

1ª SECRETARIA:

– Juarezão (PSB);

– Sandra Faraj (SD);

2ª SECRETARIA:

– Robério Negreiros (PSDB);

3ª SECRETARIA:

– Raimundo Ribeiro (PPS);

– Cristiano Araújo (PSD);

Cooperação entre TCDF e GDF vai capacitar executores de contratos de obras, serviços e saúde

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O presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), Conselheiro Renato Rainha, e o Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, assinaram nesta quarta-feira, dia 14 de dezembro, um acordo de cooperação para que servidores do Executivo local sejam capacitados sobre gestão e fiscalização de contratos administrativos nas áreas de saúde, obras e serviços. A capacitação será feita por meio de parceria entre a Escola de Contas do TCDF (Escon) e a Escola de Governo do DF (Egov). A assinatura do acordo será às 16h30, no Palácio do Buriti.

Essas três áreas – saúde, obras e serviços – são responsáveis pelo maior volume de aplicação de recursos públicos no DF. “A intenção com essa cooperação é agir preventivamente, garantindo que nenhum bem ou serviço abaixo da qualidade exigida seja aceito pelos gestores e fiscais de contrato, e que empresas não recebam pagamentos por serviços e bens sem a estrita observância ao termo de referência e à legislação. Pretendemos também que os responsáveis pelos contratos sejam capazes de identificar e sanar rapidamente eventuais falhas e irregularidades, evitando prejuízos à população”, explica o Conselheiro Renato Rainha.

A participação nos cursos e atividades de capacitação ficará restrita a servidores públicos do Poder Executivo que estejam, efetivamente, ligados ao desempenho de atividades de execução e fiscalização de contratos nas três áreas que constituem o foco do acordo. A cooperação técnica tem vigência de dois anos, podendo ser prorrogada.

Segundo o acordo de cooperação, a Escola de Contas do TCDF ficará responsável por elaborar o programa de capacitação e aplicar os conteúdos programáticos dos respectivos eventos, elaborar o material didático e encaminhar à Egov para reprodução, contratar instrutores para a condução dos cursos e emitir, em conjunto com a Egov, os certificados de participação.

A Escola de Governo, por sua vez, fará o processo de seleção e inscrição dos participantes e distribuirá a eles o material didático. A parceria prevê ainda a realização de encontros presenciais entre instrutores e participantes, além de fóruns eletrônicos durante a vigência dos cursos, para atualização de informações e esclarecimento de dúvidas sobre os conteúdos abordados nas capacitações.

Parcerias – A Escola de Contas do TCDF já realizou em 2016, em parceria com a Secretaria de Saúde, capacitações voltadas a gestores de contratos sobre a elaboração de termos de referência para aquisição de equipamentos e contratação de serviços de saúde. Além disso, a Escon tem oferecido treinamentos a servidores do GDF sobre contratação de serviços de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e, ainda, sobre legislação de pessoal no setor público.