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Avião com equipe da Chapecoense cai na Colômbia. 76 mortos estão confirmados

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Ferido em queda de avião da Chapecoense é atendido em hospital na Colômbia (Foto: Reprodução/TV Globo)

Segundo autoridades colombianas, há 76 mortos e 5 sobreviventes.
Avião decolou de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) com 81 pessoas a bordo.

O avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29), informam autoridades colombianas. Segundo autoridades colombianas, há 76 mortos e cinco sobreviventes. O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes.

Segundo o Aeroporto Internacional José Maria Cordova, de Medellín, os cinco sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e a comissária Ximena Suarez.

O ex-jogador Mario Sergio, comentarista do canal FoxSports, está entre as vítimas, segundo o Bom Dia Brasil.

Os jogadores da equipe de Santa Catarina são os goleiros Danilo e Follmann; os laterais Gimenez, Dener, Alan Ruschel e Caramelo; os zagueiros: Marcelo, Filipe Machado, Thiego e Neto; os volantes: Josimar, Gil, Sérgio Manoel e Matheus Biteco; os meias Cleber Santana e Arthur Maia; e os atacantes: Kempes, Ananias, Lucas Gomes, Tiaguinho, Bruno Rangel e Canela.

O acidente
Segundo a imprensa local, a aeronave com o time catarinense perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília) e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión. Anteriormente, a imprensa colombiana informou possível falta de combustível como causa do acidente. Mas a mídia local informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.

Segundo a rede de TV Caracol, da Colômbia, a aeronave sumiu do radar entre La Ceja e Abejorral.

Uma operação de emergência foi ativada para atender ao acidente. A Força Aérea Colombiana dispôs helicópteros para ajudar em trabalhos de resgate, mas missões de voos foram abortadas nesta madrugada por causa das condições climáticas. Choveu muito na região na noite de segunda, o que reduziu muito a visibilidade.

Equipes chegaram ao local do acidente por terra, mas o acesso à região montanhosa é difícil e a remoção é lenta.

Final de campeonato
O time da Chapecoense embarcou para a Colômbia na noite de segunda (28), para disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, na quarta (30). Inicialmente, a delegação embarcou em um voo comercial de São Paulo até a Bolívia. Lá, o grupo pegou um voo da LaMia.
Em comunicado, o clube de Santa Catarina informou que espera pronunciamento oficial da autoridade aérea colombiana sobre o acidente.

Em seu perfil no Twitter, o Atlético Nacional lamentou o acidente e prestou solidariedade à Chapecoense: “Nacional lamenta profundamente e se solidariza com @chapecoensereal pelo acidente ocorrido e espera informação das autoridades”.

O primeiro jogo da decisão, marcado para esta quarta-feira (30), foi cancelado, segundo a  Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

O Itamaraty, pelo telefone, informou que a embaixada do Brasil em Bogotá está em contato com as autoridades colombianas para obter informações sobre o acidente. A assessoria informou que as notícias ainda chegam desencontradas.

O Ministério das Relações Exteriores vai esperar um posicionamento oficial sobre vítimas e circunstâncias do acidente para se pronunciar. Está previsto que divulguem uma nota oficial ainda agora de manhã. O embaixador em Bogotá se chama Julio Bitelli.

Do G1, em São Paulo

Delatores ameaçados

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PRESSÃO DE CUNHA – A advogada Beatriz Catta Preta, representante do delator Júlio Camargo, da Toyo Setal, teve uma arma apontada para sua cabeça na frente dos filhos; MEDO DO PT – O ex-sócio da OAS, Léo Pinheiro, pediu para permanecer preso temendo ser assassinado

As pressões para que testemunhas desmintam seus depoimentos incluem ameaças de morte sob a mira de revólveres, envolvem promessas de incendiar moradias com a família dormindo e compõem a face obscura do mundo das delações premiadas

A advogada Beatriz Catta Preta abre a porta de casa localizada na rua Hungria, bairro Jardim Europa, São Paulo, e se depara com o doleiro Lúcio Bolonha Funaro no sofá da sala brincando com seus dois filhos. Ela estremece. Funaro saca uma arma, aponta para sua cabeça e desfia um rosário de ameaças. Para não realizá-las, impõe a Catta Pretta uma condição: que convença seu cliente, o empresário Julio Camargo, ex-consultor da Toyo Setal, a não sustentar denúncias contra seu aliado, o então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha. Em negociação de delação premiada, no início de 2015, Camargo havia se comprometido a dizer aos investigadores da Lava Jato que Cunha recebeu US$ 5 milhões de propinas na venda de navios-sondas da Samsung para a Petrobras em 2008. Funaro, que já havia sido defendido por Catta Preta no episódio do mensalão, tinha acesso à residência da advogada, mas àquela altura já era uma espécie de capanga de Cunha. A ameaça surtiu efeito. Num primeiro momento, sob a orientação de Catta Preta, Camargo livrou a cara do deputado. Só em maio deste ano, Camargo decidiu revelar os subornos recebidos por Cunha e forneceu os detalhes mais sórdidos do pagamento de propina em contas na Suíça. Iniciava-se ali o processo de perda do mandato de Cunha e da conseqüente prisão pela Lava Jato.

Tensão permanente
As criminosas ameaças de Funaro a Catta Preta, até então uma jurista responsável por defender dezenas de delatores da Lava Jato, levaram a advogada a abandonar os clientes e a praticamente encerrar a profissão. Mas desnudou uma faceta obscura do mundo das delações premiadas. De 2014, quando a operação Lava Jato foi deflagrada, até hoje, delatores sofrem ameaças de terem suas vidas e a de seus parentes ceifadas. Aterrorizados, alguns se viram obrigados a mentir em depoimentos à Justiça. Depois, mudaram suas versões. O clima permanece pesado entre os dispostos colaborar com os procuradores. Há duas semanas, o empresário Léo Pinheiro, ex-sócio da OAS, foi responsável por um gesto insólito. Pinheiro chegou a pedir para continuar preso temendo que, em liberdade, corresse risco de morte. A solicitação foi feita por seus advogados ao juiz Sergio Moro “tendo em vista o teor bombástico de sua nova delação”. Os defensores de Pinheiro alimentam outro receio: o de que o empreiteiro seja transferido para o Complexo Médico Penal de Pinhais. Entendem que ele não teria garantia de vida no local, mais vulnerável do que a Superintendência da PF no Paraná. “Seria recomendável a sua manutenção na carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal do Paraná, inclusive para acautelar eventual risco à sua integridade física”, disseram. Um delator clamar para permanecer detido é algo inédito na Lava Jato, mas Pinheiro teme terminar como Celso Daniel, o ex-prefeito de Santo André assassinado com 13 tiros em janeiro de 2002. O crime teve motivações políticas. Assim como Daniel estava disposto a denunciar um sombrio esquema de desvios de recursos para financiamento de campanhas eleitorais, o que poderia ferir o PT de morte antes mesmo de o partido ascender ao Planalto, Pinheiro pretende apresentar à Lava Jato seu arsenal bélico com potencial para enterrar de vez o lulopetismo, quase 15 anos depois. A nova delação pode ser determinante para a condenação do ex-presidente Lula, hoje réu nos casos do tríplex no Guarujá e do armazenamento de seu acervo num balcão em São Paulo, custeado pela OAS.

SEM PAZ – Primeiro delator da Lava Jato, Hermes Magnus teve de sair do País, com medo de ser morto

O lobista Fernando Moura, que delatou o ex-ministro José Dirceu na Lava Jato, também não quis pagar para ver até onde PT era capaz de chegar. Num primeiro depoimento a Sérgio Moro, contrariou o que dissera na delação premiada aos procuradores. Moura afirmou que Dirceu nunca recomendou que ele deixasse o Brasil e desistisse de revelar as transferências de R$ 11,8 milhões em propinas para o ex-ministro. Depois voltou atrás. “Eu errei. Errei feio”. E se explicou: deu uma guinada de 180° graus no depoimento por se sentir ameaçado quando passeava por uma rua de Vinhedo, interior de São Paulo, cidade onde Dirceu mantinha residência, e foi abordado “por um homem branco, de 1,85m de altura, aparentando ter uns 40 anos”, que perguntou como estavam seus netos. “Eu interpretei que houve uma ameaça velada de alguém envolvido neste processo”, disse Moura. O delator ainda relatou aos procuradores da Lava Jato que quando estava na cadeia, apenas uma pessoa o procurou para falar sobre as implicações de seu depoimento. Tratava-se de Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, que lhe pediu, quando dividiram cela em Curitiba, para que ele não citasse o nome do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, no esquema do Petrolão. Pereira, que havia sobrevivido incólume ao mensalão, mesmo depois de ser denunciado por Roberto Jefferson, acabou virando réu na Lava Jato este mês.

NA MIRA – Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa, disse temer pelos filhos em depoimento à Lava Jato

O expediente de atemorizar familiares de delatores tem se mostrado bastante usual durante as investigações da Lava Jato. O mesmo Funaro que foi o principal responsável pela aposentadoria forçada e precoce de Catta Preta, ao colocar uma arma em sua cabeça na frente dos filhos, ameaçou os rebentos de outro delator: Fábio Cleto, vice-presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) e apadrinhado de Eduardo Cunha. Funaro costumava ser agressivo durante cobranças de propinas. Em delação premiada, Cleto disse ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que ele quis pôr fogo em sua casa, no momento em que seus filhos estivessem lá. “Em razão dessas cobranças agressivas, o declarante (Fábio Cleto) e Lúcio Bolonha Funaro acabaram brigando. Que o fator culminante para a separação foi quando Funaro ameaçou colocar fogo na casa do depoente com os filhos dentro”.

Delator saiu do Brasil
Pioneiro nas denúncias que resultaram nas investigações da Lava Jato, o empresário Hermes Freitas Magnus, dono da Dunel Indústria e Comércio Ltda, ainda se sente inseguro. Magnus, que implicou José Janene (PP-PR), morto em 2010, e o doleiro Alberto Youssef, ainda em 2008, teve de deixar o Brasil para desfrutar de uma vida livre de sobressaltos. Teme ser morto. “Sobretudo agora que o doleiro Youssef está em liberdade”, contou à ISTOÉ, pedindo para que não fosse revelado o País onde vive atualmente.

TRUCULÊNCIA – Lúcio Funaro ameaçou Catta Preta e Fábio Cleto: doleiro agia a mando de Eduardo Cunha

 

Germano Oliveira – IstoÉ

Fidel Castro morre aos 90 anos

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Sua morte aconteceu no fim da noite de sexta-feira e foi anunciada por seu irmão e sucessor, Raúl Castro

O homem que um dia disse que seria “absolvido” pela história morreu 22h29 de sexta-feira (horário de Havana, 1h29 de sábado em Brasília), em Havana, como uma das figuras mais emblemáticas do último século. Responsável pela morte de milhares de pessoas em julgamentos sumários, pela fuga de milhões para o exterior e pela penúria dos que permaneceram no país, Fidel Castro saiu da linha de frente da política cubana ao transferir a presidência para o irmão, Raúl, em 2006. Mas permaneceu assombrando o povo e preservando sua tenebrosa herança.

A saída de Fidel não significou uma abertura do país para a economia de mercado. Pelo contrário, a ilha seguiu emperrada, e melhorar de vida continuou a ser um ato tão subversivo quanto dar uma opinião sobre a política nacional. Se internamente as dificuldades não dão trégua, um sopro de esperança veio do inimigo externo, os Estados Unidos, que decidiu reatar relações diplomáticas com a ilha no apagar das luzes de 2014. Raúl, no entanto, fez questão de dizer que a aproximação não significará ‘tirar Cuba do rumo’, provando que Obama pode tentar a sua parte, mas alterações significativas dependem da saída de cena dos ditadores.

Cultuado por partidos de esquerda latino-americanos, Fidel passava a maior parte de seu tempo livre em uma ilha paradisíaca ao sul de Cuba, onde levava um estilo de vida nababesco, em contraste com a miséria da população. Morreu em Havana, aos 90 anos. Como ocorre em todos os regimes ditatoriais, detalhes sobre a vida pessoal e principalmente a saúde do chefe de Estado sempre foram mantidos em sigilo. Fotos esporádicas invariavelmente o mostravam decrépito, vestindo um agasalho Adidas. Em fevereiro de 2014, a agência de notícias Associated Press eliminou de seus arquivos imagens alteradas digitalmente para esconder um aparelho auditivo. No mês anterior, o ditador havia comparecido à inauguração de um centro cultural em Havana. O registro de sua passagem pelo local mostraram o gerontocrata caminhando com ajuda, curvado e com uma aparência fragilizada.

Em 2006, quando complicações de uma hemorragia intestinal o obrigaram a entregar o poder – primeiro provisoriamente, e dois anos depois, de forma definitiva –, muito pouco foi divulgado sobre a doença que o acometeu. Boatos apontaram para diverticulite (inflamação no intestino grosso) e até câncer, mas nada foi confirmado oficialmente. Os rumores sobre sua morte só aumentaram desde sua renúncia. “Já me mataram não sei quantas vezes”, disse, em uma de suas entrevistas para desmentir notícias sobre sua morte. Fato é que sua onipresença em público deu lugar a aparições cada vez mais raras.

Trajetória
Fidel Castro Ruz nasceu no dia 13 de agosto de 1926, na província cubana de Oriente, filho do fazendeiro Angel Castro e da camponesa Lina Ruz. Aos 17 anos, mudou-se para a capital para estudar. Formou-se em direito na Universidade de Havana, em 1949, e começou a defender gratuitamente camponeses, operários e prisioneiros políticos – em troca, chamava todos a fazer parte da revolta que articulava contra o governo. O Partido Ortodoxo o escolheu para ser candidato à Câmara dos Deputados nas eleições de 1952, quando também seria escolhido o novo presidente do país. Mas o pleito não chegou a ser realizado. Em 10 de março de 1952, o sargento Fulgêncio Batista tomou o poder, com o reconhecimento do governo americano, e no dia seguinte fechou o Parlamento e suspendeu as eleições.

Era o começo da farsesca carreira política de Fidel. Em 1953, ele liderou um grupo de rebeldes em um ataque suicida ao quartel de La Moncada. Foi preso e levado a julgamento no mesmo ano, quando assumiu a própria defesa, exercitando a retórica inflamada e arrogante que o caracterizaria por toda a vida pública. Dois anos depois, foi solto e exilou-se no México, onde começou a organizar seu retorno a Cuba.

No dia 30 de dezembro de 1958, seu escudeiro, o argentino Ernesto ‘Che’ Guevara, e mais quatrocentos guerrilheiros sob seu comando conseguiram conquistar Santa Clara, que era defendida por 3.500 soldados do governo. Essa vitória foi fatal para Fulgêncio, que abandonou o país na madrugada de 31 de dezembro. Em janeiro, Fidel já estava no poder.

Um dos primeiros atos do principiante ditador foi mandar fuzilar colaboradores do ex-sargento. Começou promovendo a reforma agrária e nacionalizando empresas, transformando em unidades de produção cerca de 70% da superfície cultivável do país, pertencente a companhias estrangeiras e latifundiários locais. Milhares de cubanos deixaram o país e se estabeleceram na Flórida (EUA), onde passaram a representar uma força política contrária ao regime castrista.
Enquanto isso, Cuba ia se afastando dos americanos, que decretaram bloqueio comercial ao país em 1960 e romperam relações diplomáticas em 1961 – ano em que o comunismo foi formalmente estabelecido. No ano seguinte, foi implementado o racionamento de alimentos – que prossegue até hoje e segundo o qual cada família cubana tem um limite mensal de produtos registrado em uma “libreta” de controle.

Economia
O país, então, começou a depender da União Soviética. Mas a ajuda durou apenas até o início dos anos 90. Depois disso, o colapso do regime soviético suspendeu o repasse financeiro e afundou Cuba em uma grave crise econômica, que obrigou Fidel a ensaiar tímidas reformas. A abertura de restaurantes familiares passou a ser permitida, assim como feiras livres para complementar a escassa ração oficial. Houve também incentivo ao turismo e investimentos estrangeiros. Fatalmente, algumas pessoas começaram a sentir uma leve melhora na qualidade de vida. Bastou para que, em 1996, o comandante-em-chefe engatasse a marcha a ré nas mudanças, que na visão dele teriam passado a afrontar o princípio revolucionário da igualdade. A repressão política ficou mais dura e dissidentes foram condenados a longas penas de prisão.

A Venezuela do caudilho Hugo Chávez (1954 – 2013) passou a pagar a “mesada” que antes cabia à União Soviética, o que possibilitou, por exemplo, reduzir os cortes de energia elétrica na ilha. Mas os recursos concedidos ao regime, que vieram também dos cofres da China, do Canadá e do Brasil, nunca tiveram como reflexo o bem-estar da população. Dois terços dos 11 milhões de cubanos que nasceram depois de 1959 não conheceram outro regime que o de miséria imposto pelos irmãos Castro – nenhum outro ditador de sua época permaneceu tanto tempo no poder. Há ainda 2 milhões de cubanos exilados.

Mesmo oficialmente aposentado, Fidel continuou mandando e desmandando no governo. Raúl e todos os demais dirigentes ainda eram obrigados a consultá-lo a respeito de qualquer assunto importante. Governavam, portanto, de mãos atadas. E quando perdeu as forças também para manter o padrão de seus célebres e longos discursos – no auge, chegou a falar por 8 horas ininterruptas – Fidel trocou o palanque da oralidade pelo texto escrito, mas igualmente nada sucinto: seu proselitismo foi reunido em um livro com nada menos que 896 páginas.

Os cubanos que viram nas promessas de reforma de Raúl a possibilidade de recuperar os anos perdidos decepcionaram-se ao perceber que nenhuma mudança foi para melhor. A vida ficou mais difícil. O Estado, dominado pelos militares, mantém o controle de todas as atividades relevantes. A perseguição política não foi aliviada. Apenas mudou sua natureza. Se antes era realizada buscando algum suporte na lei, agora se dá de forma clandestina, com milícias governistas reprimindo os opositores. E a população continua impedida de avançar pois, aos olhos do regime castrista, a concentração da propriedade contradiz a essência do socialismo e jamais será permitida.

Com a morte do ditador, Cuba tem o desafio de (finalmente) começar a caminhar com as próprias pernas e oferecer uma vida melhor (e livre) à população.

Veja.com

Comércio do DF espera alta de 11,7% nas vendas para o Natal

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A expectativa do empresariado de comércio e serviços do Distrito Federal para as vendas do Natal de 2016 é positiva em comparação com o mesmo período do ano passado, quando teve a menor expectativa da série histórica. É o que aponta a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio. Segundo o levantamento, 53,1% dos comerciantes apostam que em dezembro deste ano as vendas serão maiores do que em 2015, enquanto 32,4% esperam vendas iguais e apenas 14,5% acreditam em vendas menores. De acordo com a estimativa de vendas para o Natal de 2016, o índice aponta para alta de 11,70% em relação ao ano anterior, quando foi medido em -7,28%.

Para realizar esse estudo o Instituto Fecomércio pesquisou 15 segmentos entre lojas de ruas e de shoppings, totalizando 401 empresas consultadas. Todos os segmentos demonstraram previsão de crescimento em relação às vendas do ano passado: Calçados e Acessórios (24,05%); Loja de Departamento (22,67%); Perfumaria (19,07%); Vestuário (13,12%); Artigos para presente/armarinho/souvenir (10,93%); Cama, mesa e banho (12,64%); Material Esportivo (10,87%); Relojoaria/Joalheria/Semijoia (10,50%); Eletroeletrônico (9,87%); Agência de Viagem (8,64%); Bares/restaurantes (7,92); Chocolataria (7,46%); Ótica (6,21%); Lojas de brinquedos (3,72%); Livraria/Papelaria (2,71%).

O presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, explica que o lojista está mais confiante este ano, porque o cliente também está otimista para o consumo, uma vez que 66,9% declararam que pretendem comprar algum presente, de acordo com a pesquisa do Instinto Fecomércio. “Natal é a principal data comemorativa de vendas para o comércio e mesmo com a crise o brasiliense não deixa de presentear familiares e amigos. Além do mais, a injeção do décimo terceiro na economia é benéfica para os empresários, que sempre conseguem atrair os consumidores com promoções, descontos e parcelamentos”, afirma Adelmir. O preço médio do presente vai variar de acordo com o segmento, mas a média ficará em R$ 158,50, conforme a pesquisa.

Consumidor

A maioria dos consumidores brasilienses está disposta a comprar presentes para comemorar o Natal. O levantamento do Instituto Fecomércio ouviu 408 pessoas entre 18 e 60 anos. De acordo com o estudo, 66,9% dos entrevistados têm a intenção de comprar produtos para o Natal, 21,3% não tem intenção, e 11,8% ainda não sabem. Entre os motivos declarados pelos clientes que não pretendem realizar compras no Natal, 63,2% apontaram a “dificuldade financeira” como o principal obstáculo.

A maioria dos consumidores que irão às compras pretende gastar com: vestuário/acessórios (57,5%), seguida por calçados (42,9%); brinquedos (33,3%); eletroeletrônico (15,8%); Joias/Semijoia/bijuterias (11%); cosméticos/perfumes (10,6%); chocolates (8,1%). A maioria dos entrevistados (63,7%) pretende comemorar o Natal. Quanto ao local escolhido para comemoração, a própria residência foi a opção mais votada (46,9%); seguida pela casa de parentes (26,2%); casa dos pais (24,4%); casa de amigos (10,8%); e viagem (2,7%). O gasto médio estimado com presentes e/ou confraternizações pretendidos pelos consumidores, que declararam intenção de compras, foi de R$ 682,68 (R$ 341,30 para presente/ R$ 341,38 para comemorações). A maioria pretende pagar com dinheiro (58,5%); seguido por cartão de crédito (25,4%) e cartão de débito (15%). As promoções e a qualidade do produto são os atrativos de maior poder sobre os consumidores.

Ex-ministro da Cultura gravou Temer, Geddel e Eliseu Padilha

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O presidente da República, Michel Temer, quando deu posse novo ministro da Cultura, Marcelo Calero, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto,em Brasília (DF) – 24/05/2016 (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Conversas foram entregues por Marcelo Calero à Polícia Federal. Nas gravações, Temer e ministros tentam liberar obra de interesse de Geddel em Salvador

Depois de acusar a cúpula do governo de tentar pressioná-lo a liberar uma obra de interesse pessoal do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero entregou à Polícia Federal gravações das conversas que teve sobre o assunto com o presidente Michel Temer, com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e com o próprio Geddel. Em depoimento à PF, o ex-ministro narrou detalhes de como Temer e seus dois principais ministros teriam tentado forçá-lo a liberar a construção de um prédio residencial em uma região tombada pelo patrimônio histórico em Salvador. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, subordinado a Calero, havia embargado a obra.

Além de gravar Temer e seus dois ministros de confiança, o ex-ministro da Cultura registrou as conversas que teve com dois auxiliares do presidente. O próprio Palácio do Planalto obteve a confirmação da existência dos áudios. “As gravações não são de boa qualidade, porque foram feitas com um aparelho que aparentemente estava no bolso do Calero”, disse um ministro palaciano a VEJA.

Depois de receber a informação de que o ex-ministro havia gravado as conversas, o próprio governo confirmou as reuniões com Calero. Por meio do porta-voz da presidência, Michel Temer admitiu que conversou com Marcelo Calero para “arbitrar o conflito” entre o então ministro da Cultura e o titular da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, mas negou qualquer pressão no caso.

“O presidente trata todos seus ministros como iguais. E jamais induziu algum deles a tomar decisão que ferisse normas internas ou suas convicções. Assim procedeu em relação ao ex-ministro da Cultura, que corretamente relatou estes fatos em entrevistas concedidas”, disse o porta-voz Alexandre Parola.

Questionado se irá deixar o cargo, Geddel Vieira Lima foi direto: “Ôxi! Eu? Claro que não!”.

Por Robson Bonin – Veja.com

Planalto teme que delação da Odebrecht envolva ministros

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O receio é de que as acusações provoquem um clima de instabilidade política, prejudicial à recuperação da economia

O acordo de delação premiada da empreiteira preocupa o presidente Michel Temer, que já enfrenta uma crise com a denúncia envolvendo o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, um de seus homens de confiança. O receio é de que as acusações provoquem um clima de instabilidade política, prejudicial à recuperação da economia.

Auxiliares de Temer afirmam não ter dúvidas de que as delações, no âmbito da Lava Jato, vão atingir não somente Geddel, como outros ministros importantes. Na lista estariam o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco. Geddel, Padilha e Moreira integram o “núcleo duro” do Palácio do Planalto.

Apesar de ter dado apoio a Geddel, Temer está sendo aconselhado a dispensá-lo. Até agora, ele avalia que uma mudança na equipe pode prejudicar a votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os gastos públicos, em tramitação no Senado. Temer corre contra o tempo para aprovar a PEC porque só depois desta etapa enviará ao Congresso as reformas da Previdência e da lei trabalhista.

Reforma ministerial
No cenário idealizado pelo presidente, a reforma ministerial deve ocorrer apenas depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2017. A delação de Marcelo Odebrecht e de executivos da empreiteira, porém, podem atrapalhar os planos de Temer, tornar a situação de Geddel insustentável e até apressar algumas trocas. Ontem, por exemplo, Roberto Freire foi empossado no cargo de ministro da Cultura, substituindo Marcelo Calero, que acusou Geddel de pressioná-lo para liberar a construção de um prédio, em Salvador. O chefe da Secretaria de Governo tem um apartamento ali.

O Planalto está apreensivo, ainda, com o fato de a delação poder alvejar o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), e muitos parlamentares da base aliada. Há também a percepção de que a Lava Jato tem potencial para ressuscitar manifestações de “Fora, Temer” e tornar inviável o ajuste fiscal.

Veja.com com Estadão Conteúdo

Taguatinga Shopping agita super descontos com Black Week

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Grande liquidação oferece produtos com até 70% de descontos

Entre os dias 25 e 30 de novembro, os consumidores podem aproveitar a liquidação Black Week, lançada pelo Taguatinga Shopping com super descontos. Com mais de 100 lojas participantes, os clientes poderão aproveitar a oportunidade para adquirir produtos em liquidação com descontos de até 70%.

Horários especiais

Na sexta-feira 25, o horário de funcionamento do shopping será estendido, as lojas participantes da promoção estarão abertas de 9h às 23h. No feriado, dia 30, Dia do Evangélico as lojas funcionam das 14h às 20h, e alimentação e lazer das 12h às 22h.

SERVIÇO:
Black Week
Período: De 25 a 30 de novembro de 2016
Local: Lojas 1º Piso, 2º Piso e 3º Piso.
Horário de funcionamento do shopping: 10h às 22h (segunda a sábado) e das 14h às 20h (domingos e feriados). No dia 25 de novembro, as lojas participantes da promoção estarão abertas de 9h às 23h.

Fátima Bernardes se explica sobre enquete polêmica

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Depois da polêmica pesquisa realizada no programa “Encontro” da última segunda-feira, 21, Fátima Bernardes resolveu se explicar ao vivo no programa desta Terça-feira (22). A enquete questionava aos convidados do programa quem eles salvariam primeiro: um policial levemente ferido ou um traficante em estado grave.

Após o programa, muitos internautas saíram em defesa dos policiais e foi criada inclusive a hashtag #EuEscolhoPoliciais. No programa desta terça, a apresentadora explicou a enquete: “Não houve escolha pelo tráfico em detrimento do trabalho policial. A nossa discussão girou em torno da questão ética. O que me surpreendeu muito na repercussão das redes é como se o programa tivesse feito uma opção pelo traficante, e não pela polícia”, disse.

Ela continuou se posicionando e revelou qual era o lado do “Encontro” nessa questão toda: “(O programa) Sempre vai estar ao lado da polícia, que trabalha legalmente. Eu não dei opinião naquele dia, mas eu, Fátima, iria socorrer o policial, mas eu não sou médica”, completou.

Veja.com e Estadão Conteúdo

O DF está sendo o único prejudicado com a Guerra Fiscal

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Izalci promove reunião para discutir fuga de empresas do DF

A polêmica em torno de concessões de incentivos fiscais para as empresas permanecerem ou até se instalarem no DF foi o tema de uma reunião no final da tarde dessa segunda-feira (21), na sede do Ministério Público. O encontro é o desdobramento de uma audiência pública realizada semana passada na Câmara dos Deputados, por solicitação do deputado Izalci Lucas (PSDB-DF).

Participaram da reunião representantes do Ministério Público, da Secretaria de Fazenda do GDF e do setor produtivo local.  Pelos dados apresentados, somente no primeiro semestre deste ano, mais de 8.800 empresas se mudaram para outras unidades da Federação. “Não se trata de querermos privilégio para o DF. O que queremos são direitos iguais, já que outras unidades da Federação praticam a guerra fiscal e isso acaba nos deixando em condição de desigualdade, acarretando desemprego e queda na arrecadação”, destacou o deputado Izalci. “Se nada for feito, as empresas vão continuar indo embora, o que será muito ruim para Brasília”, completou.

Izalci lembrou ainda que todos precisam ficar atentos a algumas decisões que poderão ocorrer nos próximos meses e que terão consequências no cenário da guerra fiscal entre os Estados. Entre as possíveis decisões, está a execução da Súmula Vinculante 69 que cancela todos os incentivos fiscais estaduais concedidos sem a autorização do Conselho de Política Fazendária, o Confaz, e a votação do Projeto de Lei que convalida os incentivos fiscais concedidos até 1º de maio de 2014 sem a autorização do Confaz.

O secretário de Fazenda, João Fleury criticou a dureza com que o Ministério Público trata a concessão de incentivos para as empresas que querem se instalar no DF. Já o presidente do Sindiatacadista, Roberto Gomide, reclamou que “as empresas do DF têm sido castigadas com essa ‘Justiça injusta’ que o MPDF tem imposto ao setor produtivo local”. Para promotor de Defesa da Ordem Tributária do MPDFT, Rubin Lemos, o ministério público está fazendo o que é correto, que é respeitar as leis e o interesse público.

O deputado Izalci destacou a importância da reunião como o início de um processo para a solução do problema de evasão de empresas do DF. “O que não dá é para ficarmos parados enquanto os empregos vão sumindo”. Governo, MPDFT, setor produtivo e sociedade precisam andar junto na construção de políticas fiscais desenvolvimentistas.

Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana.

Último fim de semana de novembro traz datas especiais de prevenção ao câncer

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Este sábado (26/11) é o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele e domingo (27/11) é o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Os tumores na pele são os mais frequentes no Brasil, com quase 176 mil casos previstos para 2016

Além da campanha novembro azul (de prevenção ao câncer de próstata), este mês tem duas datas que também visam conscientizar sobre tumores malignos. O Dia Nacional de Combate ao Câncer ocorre em 27 de novembro e, um dia antes, 26, a Sociedade Brasileira de Dermatologia organiza mais uma edição do Dia C – Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. “Esse é o tipo de câncer mais comum e muitas vezes é negligenciado”, alerta o dermatologista Erasmo Tokarski.

O especialista explica que existem duas categorias principais de tumores na pele. “O não melanoma é o mais frequente e tem baixa letalidade. Ele atinge a epiderme, a camada mais externa da pele. Já o tipo melanoma é raro, porém mais agressivo. Ele ataca os melanócitos, as células que produzem o pigmento melanina, e tem grandes chances de metástase, ou seja, de se espalhar para outras partes do corpo.”

Para 2016, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima a ocorrência de 175.760 casos de não melanoma e 5.670 de melanoma no Brasil. No Distrito Federal, a previsão é de 2.870 casos para o primeiro tipo e de 100 para o segundo. “Os cuidados com a prevenção são fundamentais para diminuir a incidência do câncer de pele. Alguns dos fatores de risco são a exposição solar exagerada e bronzeamento artificial. Também há aspectos que não podemos controlar, por exemplo, ter histórico da doença na família e ter pele clara, que é mais sensível a radiação solar”, destaca Tokarski.

Ele descreve os sinais que precisam de atenção. “Uma boa dica é a regra do ABCDE. Você precisa consultar um médico se tiver uma pinta ou mancha que seja Assimétrica, tenha Bordas irregulares, alterações na Cor, Diâmetro maior que 6 milímetros e apresente Evolução ou modificação ao longo do tempo.”

O tratamento pode incluir cirurgia para retirada do tumor (podendo ser feita com laser, bisturi, congelamento e fototerapia, entre outras técnicas), medicamentos de uso tópico e radioterapia, dependendo da gravidade do quadro. “Mesmo em casos mais simples, é importante ir logo a um profissional especializado. O câncer pode provocar lesões, geralmente nas áreas mais expostas do corpo, e gerar problemas estéticos, prejudicando a imagem e a autoestima do paciente”, afirma o dermatologista.

Veja mais dicas para prevenção:

-Usar filtro solar diariamente e reaplicar o produto a cada duas horas, nas atividades de lazer ao ar livre, ou a cada quatro horas no dia a dia. Uma boa frequência para a rotina cotidiana é aplicar o protetor de manhã antes de ir ao trabalho e reaplicar antes de sair para o almoço.

-Utilizar chapéus, óculos escuros, roupas com fator de proteção e guarda-sol;

-Ir ao médico caso surjam pintas ou manchas suspeitas, que coçam, ardem, descamam, sagram ou mudam de cor e tamanho, e feridas que demoram mais de quatro semanas para cicatrizar.