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6 das 10 maiores empreiteiras tiveram executivos presos na Lava Jato

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Ranking considera receita bruta total das empresas brasileiras em 2014.
Empresas de presos na Lava Jato tiveram receita de R$ 28,87 bilhões.

Seis das dez maiores empreiteiras do país já tiveram executivos presos na Operação Lava Jato – que apura desvio de recursos da Petrobras na ordem de R$ 10 bilhões. O levantamento foi feito pelo G1 com base em um ranking das maiores construtoras do país, segundo a receita bruta total de 2014, elaborado pela revista “O Empreiteiro” – considerada referência no setor.

As empresas são: Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Galvão Engenharia e Construcap.
A Mendes Júnior, que aparece na 12ª colocação no ranking das maiores empreiteiras, também teve um executivo preso.

A OAS e a UTC, empreiteiras que também já tiveram diretores presos pela Lava Jato, não participaram do ranking, pois não enviaram os dados solicitados pela publicação. No ano anterior, a OAS apareceu na 3ª posição no mesmo ranking da revista.

De acordo com o levantamento feito pelo G1, pelo menos 42 executivos de empreiteiras já foram presos em todas as fases da Lava Jato. Considerando apenas as sete maiores empresas, foram pelo menos 27 prisões.

Segundo o ranking da “O Empreiteiro”, a Odebrecht teve receita bruta de R$ 7,46 bilhões em 2014, liderando a lista. Ela é seguida pela Queiroz Galvão (R$ 4,99 bilhões), pela Camargo Corrêa (R$ 4,92 bilhões) e pela Andrade Gutierrez (R$ 4,31 bilhões). Em quinto lugar, está a Galvão Engenharia (R$ 3,79 bilhões).

Considerando as sete maiores empresas com prisões, a receita bruta de 2014 chega a R$ 28,87 bilhões.

Condução coercitiva

Além das prisões, executivos de empreiteiras também foram alvos de mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) durante a Operação Lava Jato. Entre as 25 maiores empresas, seis já tiveram executivos intimados a depor. São elas: Odebrecht, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, Construcap, Mendes Júnior e WTorre (a 22ª do ranking da revista).

Pelo menos 30 executivos receberam mandados de condução coercitiva na operação, sendo que 11 desses fazem ou faziam parte do quadro de funcionários das seis empresas citadas.

Veja abaixo o ranking de receita bruta das 25 maiores empreiteiras em 2014:

1 – Norberto Odebrecht (R$ 7,46 bilhões)
2 – Queiroz Galvão (R$ 4,99 bilhões)
3 – Camargo Corrêa (R$ 4,92 bilhões)
4 – Andrade Gutierrez (R$ 4,31 bilhões)
5 – Galvão Engenharia (R$ 3,79 bilhões)
6 – MRV Engenharia (R$ 2,5 bilhões)
7 – Construcap (R$ 1,97 bilhão)
8 – Direcional Engenharia (R$ 1,91 bilhão)
9 – Carioca Christiani-Nielsen Engenharia (R$ 1,87 bilhão)
10 – A.R.G. (R$ 1,63 bilhão)
11 – Método Potencial Engenharia (R$ 1,62 bilhão)
12 – Mendes Júnior (R$ 1,41 bilhão)
13 – Constran (R$ 1,32 bilhão)
14 – Serveng Civilsan (R$ 1,24 bilhão)
15 – Eztec (R$ 1,12 bilhão)
16 – Calçada Empreendimentos Imobiliários (R$ 984,8 milhões)
17 – Moura Dubeux Engenharia (R$ 909,4 milhões)
18 – Via Engenharia (R$ 852,9 milhões)
19 – Racional Engenharia (R$ 849,8 milhões)
20 – Construtora Barbosa Mello (R$ 849,5 milhões)
21 – S. A. Paulista (R$ 832 milhões)
22- WTorre Engenharia e Construção (R$ 817,9 milhões)
23 – Rio Verde Engenharia (R$ 773,9 milhões)
24 – J. Malucelli Construtora de Obras (R$ 739,1 milhões)
25 – Integral Engenharia (R$ 677,2 milhões)
Clara Velasco – G1, em São Paulo

A importância do check-in no seu estabelecimento para impulsionar uma página do facebook

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Há muito se foi o tempo que as redes sociais não faziam diferença na vida dos empresários.

É recomendado não só manter páginas ativas da sua empresa. Tem que administrá-las de modo a conquistar novos clientes e sua fidelidade.

Uma das ferramentas atuantes nesse processo é a de check-in. Nada mais é do que um meio de informar sua localização aos seus amigos e seguidores. Redes sociais como Instagram, Facebook e Foursquare permitem que o usuário compartilhe essa informação. O que dá ao lugar uma divulgação espontânea.

Para se ter uma ideia, em 2012, em seu auge, estatísticas mostravam que ao menos 3 milhões de check-ins eram feitos todos os dias no foursquare. A quantidade de divulgação que isso pode gerar para as empresas é inacreditável.

Com tamanho sucesso, empresários começaram a apostar na onda dos check-ins oferecendo promoções para quem utilizasse o recurso em seu estabelecimento. Brindes e descontos em determinados produtos ou atendimentos são apenas alguns dos bônus.

Para os usuários, os benefícios são diversos. Encontrar amigos que estejam em locais próximos naquele momento, saber mais sobre um lugar que pretende visitar no futuro, conhecer novos e ser motivado a ir aos lugares por conta de suas promoções.

Já para as empresas, as vantagens se resumem à divulgação. Ter sua marca espalhada pelas páginas de pessoas que não a conheciam (ou que talvez até soubessem de sua existência, mas nunca haviam expressado interesse em conhecê-la mais a fundo) é uma vantagem, no mínimo, esplêndida.

Os check-ins proporcionam a expansão do relacionamento entre empresa e cliente, permitindo sua fidelização e aumentando a divulgação espontânea.

Polícia faz ação contra fraude em resultados de jogos de futebol

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Polícia cumpre dez mandados de prisão em SP, RJ e CE.
Grupo alterava resultados para beneficiar apostadores asiáticos.

Uma operação da Polícia Civil que investiga fraudes em resultados de jogos de futebol cumpre dez mandados de prisão na manhã desta quarta-feira (6) em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará.

O objetivo da operação game over (fim de jogo) é desarticular o grupo que alterava resultados de partidas de futebol das séries A2,que corresponde à segunda divisão, A3, terceira divisão e B, quarta divisão. Eles compravam treinadores e atletas para manipular os resultados.

A investigação durou cinco anos e apurou que o placar era manipulado para beneficiar apostadores asiáticos, que faziam apostas pela internet. A propina para pagar os técnicos e jogadores vinha de bolsas de apostas da Indonésia, Malásia e China.

O esquema era chefiado por um agenciador carioca e um ex-jogador de futebol que atuou na Indonésia.

Máfia do apito

Em 2005, o escândalo da Máfia do Apito veio à tona. Árbitros foram acusados de manipular resultados de partidas dos principais torneios nacionais para ajudar apostadores a lucrarem com os placares encomendados. No centro do escândalo, o juiz Edílson Pereira de Carvalho, um dos dez que utilizavam o escudo da Fifa no país, foi preso. Várias partidas do Campeonato Brasileiro da Série A que já tinham sido disputadas foram canceladas e realizadas novamente.
Do G1 São Paulo

PF mira ex-diretor da Eletronuclear que já cumpre prisão domiciliar

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Agentes da PF em condomínio na Barra da Tijuca (Foto: Pedro Figueiredo/TV Globo)

Dez mandados foram expedidos.
Investigações apuram irregularidades na Eletronuclear.

Agentes da Polícia Federal cumprem, na manhã desta quarta-feira (6), 9 mandados de prisão no Rio de Janeiro e em Porto Alegre relacionados à Operação Lava Jato. A investigação apura irregularidades na Eletronuclear. Até as 7h43, duas pessoas tinham sido detidas.

A operação desta quarta, batizada de Pripyat, cumpre mandados expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Nove mandados são cumpridos no Rio e um em Porto Alegre. O alvo principal é o ex-diretor-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, que já cumpre prisão domiciliar. Ele deve foi levado para a sede da PF, na Zona Portuária do Rio, e, em seguida, para o Complexo Penitenciário de Bangu, onde estão os presos da Operação Saqueador, entre eles o dono da Delta, Fernando Cavendish, e o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Participam da operação, no Rio e em Porto Alegre, 137 policiais. O nome da ação é uma referência a uma cidade perto da usina de Chernobyl, na Ucrânia, que fazia parte da então União Soviética. Moradores tiveram que deixar o local às pressas após o desastre nuclear na usina, transformando-a numa cidade fantasma.

Além dos mandados de prisão, serão cumpridos também de busca e apreensão e condução coercitiva — quando alguém suspeito de ser ligado ao caso é levado para prestar depoimento e depois liberado.

De acordo com a PF, as investigações apontam que um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3. A Operação Pripyat apura crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

ação penal sobre o esquema de corrupção na Eletronuclear foi desmembrada da apuração do da Petrobras no dia 29 de outubro, e encaminhada para a Justiça Federal do Rio. Com o desmembramento, deixou de ser julgada no federal no Paraná, onde tiveram início as investigações da Lava Jato.

Othon está afastado da Eletrobras desde abril do ano passado por conta das investigações. Em 28 de julho, foi preso na 16ª fase da Lava Jato, acusado de receber R$ 4,5 milhões de propina das obras da Usina Nuclear de Angra 3. Inicialmente, o ex-diretor ficou detido em um quartel do Exército em Curitiba. Em novembro, foi transferido para o 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro, e atualmente está em prisão domiciliar.

Em junho deste ano, o MPF pediu a condenação de Othon por crimes como corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e obstrução da Justiça. Na ocasião, o advogado do ex-diretor da Petrobras afirmou que ele só se pronunciaria nos autos.

Em abril, em depoimento na 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, o ex-presidente admitiu que usou contratos de fachada feitos com empresas de amigos para receber dinheiro da construtora Andrade Gutierrez, mas negou que fosse propina.

Do G1 Rio

Brasília enfrenta surto de caxumba

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal notificou 757 casos de caxumba entre os meses de janeiro e junho. Desde o início do ano, foram registrados 20 surtos da doença na capital: 13 em escolas, três em residências, dois em complexos penitenciários e dois em outros locais não divulgados. No mês de junho, foram 12 surtos. Os homens, 467 deles, são a maioria dos infectados. A Secretaria informou que o vírus pode infeccionar os testículos e até levar à esterilidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina entrou para o calendário básico de vacinação, a crianças de 1 ano de idade, em 1996, e está disponível na rede pública de todo o país. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Pessoas de 20 e 49 anos recebem apenas uma dose da vacina

A Secretaria do DF alerta que, em caso de surto, a recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres.

Em diversos municípios brasileiros tem sido registrado aumento de casos da doença, especialmente entre jovens adultos que não foram vacinados.

O boletim epidemiológico do DF pode ser acessado aqui.

A doença

A caxumba é uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus. A transmissão ocorre por meio do contato com a saliva de pessoas infectadas e a maior ocorrência da doença é no inverno e na primavera, período de temperaturas mais baixas. A incubação da doença varia de 12 a 25 dias e o período de transmissão dura de 16 a 18 dias.

A principal e mais comum manifestação desta doença é o inchaço glândulas salivares, febre, calafrios e dores de cabeça ao mastigar e engolir. Em menores de cinco anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição. A caxumba também pode ocasionar aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Qual será o fim da Lava Jato?

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É compreensível que o cidadão tenha perdido o fio da meada da Operação Lava Jato. Nem os videogames mais sofisticados têm tantas fases. Turbulência, Custo Brasil, Saqueador, Tabela Periódica, Sépsis, Boca Livre, Abismo… as investigações não param e chegaram ontem à 31.ª etapa (na foto, autoridades dão entrevista sobre ela). Delatores delatam, procuradores denunciam, a polícia prende – e no Rio de Janeiro está até faltando tornozeleira eletrônica, tamanha a quantidade de corruptos.

Quem acompanha o caso por dever profissional tem, a esta altura, uma sensação de déjà vu. Um mesmo mecanismo se repete a cada nova denúncia. Há contratos públicos, empresários em busca de vantagens, políticos corruptos e um previsível encontro de interesses para lesar o bolso do cidadão. Como nenhum outro evento, a Lava Jato revelou as entranhas do capitalismo de compadrio brasileiro. Qual será o fim dela?

A promessa sempre foi ir além da corrupção. Ao revelar relações espúrias, as investigações abriram espaço para que, no lugar delas, fossem erguidas instituições mais sólidas, capazes de dar uma base nova ao capitalismo brasileiro. Nosso capitalismo de compadrio só existe e resiste há tanto tempo porque tal conluio de interesses funciona para ambos os lados.

Para os empresários corruptores, pagar propina garante que não haverá expropriação ou mudança de regras durante a maturação de seus investimentos. Para os políticos, a sociedade com empresários financia campanhas e promove obras necessárias ao crescimento e à sua sobrevivência no poder. Ao romper esse acordo de interesses, é preciso pôr algo no lugar: instituições que deem segurança ao investidor, sem criar privilégios a este ou aquele grupo, além de servir para punir os políticos que cobrem propina.

Uma avaliação honesta da Lava Jato precisa reconhecer que, apesar de avanços, estamos longe disso. As novas leis estabelecendo regras mais sensatas para as diretorias de estatais e novas modalidades de concorrência, em que a empresa é obrigada a apresentar um projeto executivo, não apenas um projeto básico sujeito a dezenas de aditivos, são um bom começo. Mas não bastam.

De nada adianta a Justiça funcionar apenas em Curitiba, se o nó da Lava Jato está em Brasília. A classe política resiste a implantar uma nova legislação que implique mudanças profundas no statu quo. Dezenas de empresários graúdos já foram presos. A pergunta que todos se fazem é: e os políticos, que cometeram crimes e não têm interesse nessas mudanças? Quando irão para a cadeia? Não nomes de pouca relevância, como o ex-deputado André Vargas, o ex-deputado Paulo Ferreira ou o ex-vereador Alexandre Romano. Mas políticos graúdos, quando?

O único a ser preso e a reconhecer seus crimes foi o ex-senador Delcídio Amaral. Basta dar uma olhada nas dúzias de delações já homologadas pela Justiça para saber que a corrupção não para aí. Os maiores nomes do PMDB conspiraram para “estancar a sangria”, nas imortais palavras do senador Romero Jucá – ou será que a “sangria” era apenas uma beberagem preparada em festas?

Que dizer da mais eloquente anotação do iPhone de Marcelo Odebrecht: “dizer do risco cta suíça chegar campanha dela”? Com a prisão do marqueteiro João Santana, vieram à tona as provas de que o petrolão financiou campanhas da presidente afastada Dilma Rousseff, que não perde uma oportunidade para se dizer “inocente” e “honesta”.

Marcelo, que antes dizia não “ter o que dedurar” certamente poderá fornecer os detalhes em sua delação premiada. Assim como o empreiteiro Léo Pinheiro poderá contar com precisão a história dos imóveis atribuídos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia e no Guarujá. Ambas as delações são as mais aguardadas em toda a Lava Jato, justamente pelo teor dos nomes de políticos potencialmente envolvidos.

Punir políticos graúdos é um dever que cabe, em primeiro lugar, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Depois de levar meses para analisar o caso do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, de arrastar há anos inquéritos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros, e de emitir em questão de horas um habeas corpus libertando o ex-ministro Paulo Bernardo, podemos afirmar que a ação do Supremo tem, no mínimo, variado entre morosa e errática. Por mais diligente que seja o juiz Sérgio Moro, a Lava Jato não pode depender apenas da 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba.

O desejo dos políticos já ficou evidente há tempos: construir um acordão para livrar todo mundo. É “estancar a sangria”, “passar uma borracha” ou qualquer chavão que a mente criativa dessa gente consiga pronunciar a portas fechadas. Eis o plano deles: ninguém vai pra cadeia, uma ou outra lei melhoram um pouco as coisas – e daqui a algum tempo tudo volta a funcionar como antes, como tem funcionado no Brasil desde sempre.

O desejo da população é outro: cadeia para os criminosos e instituições para desestimular o crime. Só falta os políticos entenderem que, na democracia, quem manda é a população. Nas eleições deste ano, talvez eles comecem a perceber a verdadeira transformação que a Lava Jato já provocou no país.

G1 – Por Helio Gurovitz

PF cumpre mandados da 31ª fase Lava Jato em SP, RJ e Distrito Federal

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Ex-tesoureiro do PT é o principal alvo da nova fase da Lava Jato.  Foto:  Nilson Bastian / Câmara dos Deputados

Operação Abismo é realizada desde a madrugada desta segunda-feira (4).
Dos 35 mandados expedidos, 4 são de prisão temporária e 5 de preventiva.

Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta segunda-feira (4) para cumprir mandados referentes à 31ª fase da Operação Lava Jato em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Foram expedidos 35 mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária, um de preventiva, 23 de busca e apreensão, além de sete conduções coercitivas, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

A ação foi batizada pela PF de “Abismo”.

Paulo Adalberto Alves Ferreira, ex-tesoureiro do PT, é alvo do mandado de prisão preventiva, mas já estava preso pela Operação Custo Brasil desde o dia 24 de junho. A PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão contra ele, em Brasília.

Ferreira está detido na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Os demais presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba. Os crimes investigados nesta etapa são corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.

Conforme a PF, a atual fase apura a fraude ao processo licitatório, o pagamento de valores indevidos a servidores da Petrobras e o repasse de recursos a partido político em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações específicas como, por exemplo, o projeto de reforma do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), estabelecido na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

O esquema investigado no Cenpes envolve R$ 39 milhões em pagamentos de propina.

“Abismo é uma referência utilizada para a identificação desta nova fase da operação policial e remete, dentre outros aspectos, às tecnologias de exploração de gás e petróleo em águas profundas desenvolvidas no CENPES, mas também à localização das instalações (Ilha do Fundão) e a demonstração que esquemas como estes identificados levaram a empresa aos recantos mais profundos da corrupção e da malversação do dinheiro público”, explica a PF.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou até mesmo ser convertida para preventiva, que é quando o investigado não tem prazo determinado para deixar a prisão.

30ª fase

A 30ª fase foi deflagrada no dia 24 de maio e prendeu Eduardo Aparecido de Meira e Flávio Henrique de Oliveira Macedo. Eles eram sócios da Credencial, uma construtora de Sumaré (SP) apontada pelo Ministério Público Federal(MPF) como empresa fachada, que servia como intermediária para pagamentos de propina aos beneficiários do esquema de corrupção.

Conforme o MPF, as empresas fornecedoras de tubos Apolo Tubulars, que tem sede em Lorena (SP), e Confab procuraram diretores da Petrobras para oferecer pagamento de vantagens indevidas em troca de serem contratadas pela estatal.

Os contratos celebrados pelas duas empresas somam mais de R$ 5 bilhões, o que resultou em pagamentos de propinas que passam de R$ 40 milhões.

 

Adriana Justi – G1 PR

PT levou mais de R$ 40 milhões em propina de empreiteira, diz delator

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Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, foi preso em junho de 2015, mas agora cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica. Ele delatou propina ao PTPaulo Lisboa/20.06.2015/Folhapress

Otávio Marques, da Andrade Gutierrez, afirma que desvios vieram de estádios e de Belo Monte

A construtora Andrade Gutierrez repassou, ao menos, R$ 94 milhões para o PT (Partido dos Trabalhadores) como doações para financiamento de campanhas eleitorais entre 2009 e 2014. Deste total, entre 40% e 50% corresponderam a dinheiro de propina conquistada por meio de obras firmadas com o governo federal.

Significa dizer que, ao menos, R$ 40 milhões enviados da empreiteira para o partido foram desviados de contratos com a administração federal.

A informação é do ex-presidente da construtora Otávio Marques de Azevedo, que firmou acordo de delação premiada com a Justiça brasileira, e está na edição deste sábado (2) do jornal Estado de S.Paulo.
Azevedo cumpre prisão domiciliar e usa uma tornozeleira eletrônica após condenação na Operação Lava Jato.

O delator indicou aos procuradores da Lava Jato que o dinheiro ilegal teve como origem as obras da usina Belo Monte, no Pará, e de Angra 3, no Rio de Janeiro, e da construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014.

À PGR (Procuradoria-Geral da República), Azevedo detalhou os repasses ilegais: “As doações ao PT de 2009 a 2014 de R$ 94 milhões, estimando o depoente que R$ 40 milhões foi de propina. […] O valor da propina é estimado, podendo ter ficado entre R$ 38 milhões e 48 milhões”.

A construtora Andrade Gutierrez era uma das principais doadoras de campanhas eleitorais quando empresas podiam repassar recursos para este fim. Em 2014, a empresa doou R$ 93,6 milhões a diversos candidatos, sendo que o PT foi o principal beneficiado com R$ 39,3 milhões.

Os repasses ilegais de dinheiro desviado do esquema de corrupção da Petrobras irrigaram os caixas do PT, segundo as investigações dos procuradores da Lava Jato. A “ajuda” configurou uma forma de lavagem de dinheiro, conforme as investigações.

A Andrade Gutierrez fechou um acordo de leniência com as autoridades brasileiras e se comprometeu a devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos — o maior entre uma empresa e a Justiça firmado até agora.

Em nota, o PT disse que “refuta totalmente as ilações apresentadas” e informou que “todas as doações que o PT recebeu foram realizadas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral”.

Do R7

Operação “PCDF Legal”: policiais realizarão somente as suas funções

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Por ampla maioria de votos, os policiais civis do DF decidiram, em assembleia convocada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), na tarde desta quinta, 30, iniciar a Operação “PCDF Legal”, onde os policiais não realizarão atividades que fogem de suas atribuições. Atualmente, cada policial tem trabalhado com sobrecarga de trabalho e muitas vezes exercendo funções de outros cargos.

A mobilização coletiva começará na segunda-feira (4) e tem como finalidade de esclarecer à população o sucateamento que a PCDF vem sofrendo e pressionar o Governo do Distrito Federal a cumprir as reivindicações da categoria, sobretudo, a que exige o envio de uma mensagem ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão garantindo a manutenção da isonomia com a PF.

Também ficou decidido que os policiais estarão em estado permanente de assembleia, que pode ser convocada a qualquer momento e com indicativo de greve, caso o GDF não seja mais proativo com a categoria.

PF prende doleiro ligado a Eduardo Cunha e mira a JBS, dona da Friboi

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Ação desta manhã faz parte da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República.
Policiais foram às ruas em três estados e no DF.

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta sexta-feira (1º) como parte da Lava Jato. Um dos alvos é o  doleiro Lucio Funaro, que foi preso em São Paulo. Ele é ligado ao presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, segundo delatores da Lava Jato. Além disso, há mandados de busca e apreensão nas empresas do grupo JBS Friboi. Os mandados desta etapa da operação foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, relator da Lava Jato na corte.

Também é alvo da operação o lobista Milton Lira. A polícia fez busca e apreensão na casa dele, em Brasília. Segundo a Procuradoria-Geral da República, o nome de Lira apareceu em um documento, escrito a mão, encontrado na casa de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral. Segundo a PGR, no documento havia indicação de que Lira atuou pelo banco BTG junto a deputados peemedebistas, entre eles Cunha, para que favorecessem a empresa.

A polícia também fez buscas e apreensões na casa do empresário Joelsei Batista, da Friboi.

A ação desta manhã se baseia nas informações da delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal. Cleto também é aliado de Cunha. Outra delação que baseou as ações desta sexta é a de Nelson Mello, da Hypermarcas.

Às autoridades, Cleto relatou que o presidente afastado da Câmara recebeu propina por negócios feitos pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).

O G1 tenta contato com a defesa de Lucio Bolonha Funaro.
Em Pernambuco foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Um deles tem como alvo a empresa Cone, em Cabo de Santo Agostinho, na Grande Recife. Os outros dois são cumpridos em apartamentos de luxo na Praia de Boa Viagem, na capital.

Grupo JBS

Em outra delação, a do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o executivo disse ter ouvido de vários senadores que o grupo JBS faria uma doação de R$ 40 milhões para abastecer as campanhas de candidatos do PMDB ao Senado.
O G1 contatou a assessoria de imprensa da JBS às 7h30h e aguarda o posicionamento da empresa.

Doleiro

Em um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Cunha, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que aliados do presidente da Câmara afastado apresentaram mais de 30 requerimentos de convocação, solicitação de documentos e pedidos de auditorias em diversas comissões da Câmara, inclusive na CPI da Petrobras, para pressionar o grupo empresarial Schahin e beneficiar o doleiro Lucio Funaro.

O grupo Schahin foi contratado pela empresa Cebel, Centrais Eletricas Belém, para fazer a obra da hidrelétrica. Houve um acidente: uma barragem se rompeu, provocando uma disputa judicial.

Lucio Funaro, representando a Cebel, cobrou o prejuízo da Schahin no valor de R$ 1 bilhão. E, para conseguir o pagamento, teria contado com ajuda do presidente da Câmara para pressionar a Schahin. Funaro, segundo a investigação, pagou para Eduardo Cunha, por meio de três empresas, dois carros, no total de R$ 180 mil, em 2012.
Do G1, em Brasília