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Temer tenta cancelar recesso e acelerar impeachment

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Interlocutores de Temer começaram a articular com parlamentares a suspensão do recesso parlamentar do meio do ano – Fabio Rodrigues Pozzebom/11.04.2016/Agência Brasil

Estadão

Mesmo antes da votação pelo Senado do afastamento da presidente Dilma Rousseff, interlocutores do vice-presidente Michel Temer começaram a articular com parlamentares a suspensão do recesso parlamentar do meio do ano. O objetivo é acelerar o julgamento final da petista pelo plenário e tentar votar o máximo do pacote de medidas econômicas que deverá ser encaminhado pelo peemedebista ao Congresso até o início da campanha eleitoral nos municípios, prevista para começar em 16 de agosto.

A iniciativa de aliados de Temer poderia encurtar em pelo menos 15 dias o prazo para o julgamento de Dilma, previsto inicialmente para ocorrer em setembro. Em caso de afastamento da presidente, que pode ser aprovado em 11 de maio, o vice assume o comando interino do País por até 180 dias, período em que ela será julgada pelos senadores.

A ideia do grupo de Temer é acelerar esse processo de forma a antecipar o prazo para que, em caso de afastamento definitivo de Dilma, o vice seja confirmado como titular da cadeira presidencial. Dessa forma, dizem peemedebistas, a realização do recesso parlamentar ajuda Dilma a ganhar prazo, porque a Comissão Especial do impeachment teria que suspender os trabalhos. O caminho para se suspender o recesso ainda não está fechado.

Procurado pelo Estado, o presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), disse que não foi requisitado para falar sobre o assunto. “Não tenho nenhuma informação a esse respeito”, afirmou.

Aliados do vice também consideram que a suspensão do recesso de julho é condição indispensável para se aprovar medidas que poderão garantir a retomada do crescimento. Um dos projetos que os aliados de Temer querem aprovar no Congresso para reanimar a economia é a convalidação dos incentivos fiscais concedidos pelos Estados às empresas com o Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Esses incentivos foram dados no passado para favorecer a instalação de indústrias, mas foram considerados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outra proposta é a que trata do uso do regime de concessão para a exploração da camada do pré-sal. A medida é polêmica por mudar o marco exploratório inaugurado nas gestões petistas, o regime de partilha. Essa discussão também pode envolver a proposta do senador José Serra (PSDB-SP) que, embora mantenha o regime de partilha, acaba com a obrigatoriedade de a Petrobrás participar de todos os leilões de exploração do pré-sal.

Senac ensina a realizar atendimento com qualidade

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O Senac está com inscrições abertas para o curso Qualidade no Atendimento, com carga horária de 20 horas. As aulas serão realizadas de 2 a 5 de maio, das 13h30 às 17h30. Para participar é preciso ter no mínimo 16 anos e o Ensino Fundamental completo. Os alunos aprenderão a atender clientes com eficiência e eficácia, garantindo a excelência no atendimento e a correta comunicação com os diferentes tipos de clientes. O investimento é de R$ 63.

A matrícula pode ser feita até a data de início das aulas, enquanto houver vaga disponível. Para efetuá-la, os interessados devem comparecer à Central de Relacionamento da unidade, das 9h às 21h, levando os seguintes documentos e as respectivas cópias: RG, CPF e comprovante de escolaridade. A unidade está localizada na QNN 1, conjunto D, lotes 4/6, avenida Hélio Prates. Mais informações: 3313-8877.

Governo do DF empossa mais 585 profissionais de saúde aprovados em concurso

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Eles participaram de cerimônia no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

Por Gabriela Moll – Nesta quarta-feira (27), 585 profissionais de saúde tomaram posse na rede pública do Distrito Federal. O governador Rodrigo Rollemberg recepcionou os novos servidores no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. “Não tenho dúvida que o que faz a diferença na área são os recursos humanos, o comprometimento do trabalho qualificado com os pacientes”, ressaltou o chefe do Executivo. “Sejam bem-vindos e obrigado por aceitar o desafio.”O secretário de Saúde, Humberto Fonseca, também agradeceu aos novos servidores. “Saúde se faz com pessoas”, resumiu o titular da pasta durante a solenidade.Em 2016, o governo nomeou 2.104 servidores de diversas especialidades. O número já inclui os novos profissionais.

Prazo
Médicos, enfermeiros, dentistas, especialistas em saúde e técnicos e auxiliares em saúde nomeados em abril deste ano e que ainda não tomaram posse têm até amanhã (28) para entregar todos os documentos. Eles devem entrar em exercício em 5 de maio, quando serão divulgadas as lotações. A documentação necessária está no site da Secretaria de Saúde, e dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone 3348-6228.

Compuseram a mesa da solenidade a secretária-adjunta de Saúde, Eliene Ancelmo Berg, e a subsecretária de Gestão de Pessoas da pasta, Flávia Gondim.

Agências Capitare e Olá Comunicação se unem e surge a DGBB

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Daniela Guima e Bernardo Brandão

Do Portal Fernando Vasconcellos – As agências de assessoria de imprensa corporativa Capitare Assessoria de Imprensa e Olá Comunicação anunciaram a fusão de suas operações formando a DGBB Assessoria de Imprensa – sigla referente às iniciais de seus sócios-diretores, Daniela Guima e Bernardo Brandão.

Os profissionais e suas respectivas equipes tornaram-se referência no atendimento de serviços de assessoria de imprensa com atuação em diversas áreas como saúde, energia, beleza, moda, educação, varejo, mineração, gastronomia, construção civil, entre outros. “Essa união tem florescido com muita naturalidade e trabalho sério, sempre com o objetivo de apresentar o melhor resultado para os nossos clientes e parceiros”, ressalta a sócia-diretora da DGBB Assessoria de Imprensa, Daniela Guima Migliari.

Com sede em Brasília, a nova fase da agência de comunicação passa a contar com mais de 25 clientes representando grandes marcas e entidades do país como: O Boticário, Grupo Santa Lúcia, Grupo Via, Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce), Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Brasília Shopping, Taguatinga Shopping, entre outros.

Para isso, os sócios contam com uma equipe integrada e especializada de jornalistas assessores de cada segmento que o cliente atua, com experiências nas principais redações de comunicação da região como Correio Braziliense, TV Globo, Globo News, Jornal de Brasília, entre outros. “A experiência no mercado jornalístico permite aos nossos profissionais entender o que é notícia, e agir com objetividade e segurança para alcançar os resultados exigidos no mercado corporativo moderno”, explica o sócio-diretor da DGBB Assessoria de Imprensa, Bernardo Brandão.

Além do serviço de assessoria, a empresa também atua na delicada área de gerenciamento de crises, com empresas que contratam seus serviços em sistema mensal ou jobs esporádicos. Na parte de comunicação institucional, produz conteúdo para sites, elabora estratégias para a imprensa em eventos e shows, treinamentos de media training, produção de conteúdos editoriais e outros.

Para o desenvolvimento do novo site da agência, os sócios contaram com os serviços da Fermento Promo – empresa especializada em Live Marketing e que atende grandes contas de Marketing Promocional como a Caixa Econômica Federal. Seu diretor, Carlos Grillo, é considerado o melhor redator dos 25 anos do Prêmio Colunistas Brasília, além de ser um dos poucos que recebeu o “Leão de Bronze”, no Festival Cannes.

Em março de 2016, a agência Olá Comunicação foi indicada entre os finalistas do TOP Mega Brasil de Comunicação Corporativa. A premiação, com iniciativa conjunta da Mega Brasil e Maxpress, recebeu mais de 1.100 indicações de executivos e de 520 agências de comunicação do país.

Com o serviço de monitoramento em tempo real nos principais veículos nacionais e internacionais, a DGBB Assessoria de Imprensa passa a oferecer um serviço inédito no mercado: Instainfo DGBB, que passa a enviar informações relevantes diretamente para o celular do cliente, de acordo com o interesse e conveniência que atua. A ferramenta despertou tamanho interesse que será tema de palestra do sócio Bernardo Brandão, no 11o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo que ocorrerá em junho próximo, em São Paulo, a convite da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).

 

Gim Argello procura advogado em Curitiba para fazer delação premiada

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Ex-senador, preso desde 12 de abril na Operação Lava Jato, está disposto a contar o que sabe para se livrar de eventual condenação por extorsão de empreiteiros; a defesa nega qualquer negociação

Por Alexandre Hisayasu, do Estadão – O ex-senador Gim Argello (PTB) decidiu tentar um acordo de delação premiada com o Ministério Púbico Federal para tentar reduzir ou até se livrar de uma pena numa eventual condenação pelos crimes pelos quais é acusado na força tarefa da Lava Jato.

O Estado apurou que desde a sua prisão, ocorrida em 12 de abril, na 28º fase da Lava Jato, ele avaliava a possibilidade de fazer um acordo com o Ministério Público Federal. Chegou a sondar escritórios de advocacia do Paraná, mas optou por fechar acordo sob orientação do advogado Marcelo Bessa, do Distrito Federal. Oficialmente, o escritório do criminalista nega a informação. “Não existe nada de negociação”, afirmou Bessa.

Os depoimentos aos delegados e aos procuradores da Lava Jato devem ocorrer nos próximos dias.

Eventual acordo impõe ao colaborador confissão dos crimes pelos quais é investigado. Ele também tem a obrigação de revelar outros nomes na estrutura e hierarquia da organização criminosa e, ainda, outros fatos. O delator precisa entregar todos esses dados para ter o acordo homologado pela Justiça.

Nesta segunda-feira, 25, Argello se calou na Polícia Federal. Ele ia depor no inquérito que o investiga por suposto recebimento de propinas de empreiteiros – em troca de dinheiro ilícito, ele teria poupado os empresários de depor na CPI da Petrobrás.

O ex-senador é suspeito de receber R$ 5,35 milhões de propina de empreiteiros. Segundo as investigações, ele teria tomado dinheiro de Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, e de Léo Pinheiro, da OAS. Da UTC teria recebido R$ 5 milhões – valor destinado a quatro partidos nas eleições de 2014. Da OAS, outros R$ 350 mil, destinados à Paróquia São Pedro, em Taguatinga, cidade satélite de Brasília.

Brasileiros têm até sexta-feira para declarar o Imposto de Renda sem multa

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Quem não enviar o documento no prazo deve arcar com multa de, no mínimo, R$ 165,74

Os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.123,91 ao longo de todo o ano passado têm até a próxima sexta-feira (29) para enviar a declaração anual do Imposto de Renda ao banco de dados da Receita Federal. O prazo final para a entrega termina exatamente à meia-noite.

Dados do último balanço do Fisco apontavam que, até às 17h desta segunda-feira (25), mais de 16,8 milhões de declarações já haviam sido transmitidas. O volume corresponde a 58,9% dos 28,5 milhões de documentos esperados pela Receita até o final do prazo.

Os contribuintes obrigados a realizar a declaração que perderem o prazo de entrega estão sujeitos ao pagamento de multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, incidente sobre o imposto devido, ainda que integralmente pago, observados os valores mínimo de R$ 165,74 e máximo de 20% do imposto devido.
Por outro lado, quem não tiver imposto devido deve arcar apenas com a multa de R$ 165,74 ao enviar o documento após a sexta-feira.

A Receita ressalta, no entanto, que os contribuintes que precisaram corrigir a declaração já enviada após o fim do prazo de entrega não estará sujeito ao pagamento de valores adicionais.

Do R7

Mel brasiliense é detentor de prêmios como melhor do País

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Brasília sempre esteve em destaque pela produção de mel nas premiações do Congresso Brasileiro de Apicultura

Em 1883, Dom Bosco previu que, entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul, surgiria uma terra prometida onde jorraria leite e mel. O ponto descrito na profecia é Brasília, e o sacerdote é considerado padroeiro da capital. Não se pode dizer que o clérigo errou: a apicultura brasiliense é uma das mais reconhecidas no País e, durante 14 anos, o mel levou os títulos nacionais de mais puro e com o melhor pólen. O produto candango também é bicampeão internacional pela qualidade.

A cor e o sabor são diferenciados. Pelas características da flora do Cerrado, o mel silvestre tem composição que o deixa mais próximo do dourado. De acordo com o professor Osmar Malaspina, do Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista Rio Claro e especialista da Associação Brasileira das Abelhas, a variabilidade de plantas propicia as características únicas do mel brasiliense.

“É um bioma muito diversificado, e esse conjunto de plantas permite um mel diferenciado”, afirma. Em Brasília, o alimento é feito, principalmente, a partir do pólen do cipó-uva, do angico, da aroeira e do assa-peixe.

Outro fator que favorece a apicultura brasiliense é o clima seco. “A umidade ideal é por volta de 17% e 18%, não pode passar disso porque fermenta. Então, a seca auxilia muito a produção”, explica Malaspina.

Títulos
Brasília sempre esteve em destaque pela produção de mel nas premiações do Congresso Brasileiro de Apicultura, a cada dois anos. De 1996 a 2010, foram sete títulos: cinco de melhor mel do País, um de segundo melhor mel cristalizado e outro de segundo melhor pólen. Em competições internacionais, a cidade foi premiada no 9º Encontro Ibero-Americano de Apicultura em 2011 e recebeu menção elogiosa no Congresso da Apia Mondi, em 2012.

José Carlos Fiuza, de 65 anos, foi o vencedor em 2010 do melhor mel do País no Congresso Brasileiro de Apicultura — anteriormente já havia ficado em segundo lugar na mesma categoria. Ele fabrica cerca de 1,6 tonelada do produto por ano, o que dá cerca de 2 mil potes. Vende cada um por R$ 30. Para fazer a colheita, o apicultor conta com o apoio de um único funcionário, porém, em 30 minutos, consegue retirar 300 quilos de mel.

Fiuza tem aproximadamente 60 mil abelhas, e, em um único dia, a rainha põe até 3 mil larvas. O retorno financeiro é rápido, segundo ele. “Em um ano, o valor investido é recuperado e, nos seguintes, é só lucro”, conta.

Servidor público, comprou um sítio em Sobradinho e desejava ter um pomar. Para estimular a produção, resolveu desenvolver a apicultura. “As abelhas ajudam a polinizar e aumentam a quantidade de frutas.” A rentabilidade do mel foi tão alta no primeiro ano que ele passou a se dedicar mais, fez cursos e investiu em equipamentos.

Apesar do reconhecimento e do aumento na renda, o maior interesse de Fiuza é produzir para consumo próprio, já que não come açúcar e adoça os alimentos com o mel. “No dia em que achar um com a qualidade do meu, eu paro.”

Assistência
Os produtores têm apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) em cursos, em técnicas de produção e em domínio da tecnologia. De acordo com o responsável pela apicultura na empresa, o médico veterinário Edson Garcia Cytrangulo, a quantidade de mel produzida na capital, de 24,55 toneladas por ano, é pequena em comparação a outras unidades da Federação. São 1.140 colmeias espalhadas pelo DF.

“A Emater ajuda principalmente no conhecimento, na troca de rainha, que deve ser feita a cada um ano e meio, e na de favos.” Segundo Garcia, os agricultores brasilienses são bem instruídos e, normalmente, têm uma logomarca própria. Os méis brasilienses registrados pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural seguem o padrão de qualidade.

Abelhas
As abelhas são o grande diferencial do mel brasileiro em relação ao resto do mundo. De acordo com Denise Alves, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo, o País passou por três fases da apicultura. Na primeira, durante o século 19, as missões jesuítas sentiram a necessidade de produzir cera para fabricar velas que seriam usadas nas missas. Assim, padres portugueses trouxeram as abelhas-europeias. Esses insetos não se adaptaram ao clima tropical. Eles tinham pouca resistência, e a produção era considerada pequena.

O segundo ciclo começa quando o Brasil resolveu investir na produção comercial de mel. Para isso, os agricultores importaram as abelhas-africanas, acostumadas com a região dos trópicos e, portanto, mais tolerantes a altas temperaturas. Elas também são bastante resistentes a doenças, porém mais agressivas. Segundo a pesquisadora, os apicultores brasileiros não tomaram os devidos cuidados com a segurança pessoal, como o uso de vestimenta apropriada. Desta forma, muitos foram atacados pelas espécies africanas, que fugiram e cruzaram com as europeias que já viviam no País.

Como na origem da formação étnica do povo brasileiro, as abelhas nacionais são mestiças e englobam a mistura europeia com a africana. Por terem características predominantemente africanas, recebem o nome de africanizadas. Elas se espalharam pelo continente americano e, de acordo com Denise, já há relatos dessa espécie em alguns estados do sul dos Estados Unidos.

A produção do mel
As abelhas retiram o néctar das flores e o armazenam em uma bolsa dentro do corpo. Em seguida, esses insetos o levam para a colmeia, onde vive a abelha-rainha. Na colmeia, “abelhas-engenheiras” assumem a função de transformar o néctar em mel com a ajuda de enzimas próprias. Em média, uma colmeia tem 60 mil abelhas para apenas uma rainha, responsável para gerar mais insetos.

Agência Brasília

Reajuste salarial dos servidores públicos sob ameaça

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A paralisa do Congresso,  que não votará nada enquanto não houver o desfecho do processo de impeachment, traz dupla dificuldade para o reajuste dos servidores públicos, tanto para aqueles que já têm projeto tramitando, inclusive dos Poderes Executivo, Legislativo, do Ministério Público e do Judiciário, quanto da parcela do Poder Executivo cuja negociação ainda não foi concluída nem os projetos enviados

Por Antônio Augusto de Queiroz – O reajuste salarial dos servidores, embora previsto no orçamento para 2016, está sob ameaça, tanto em função da paralisia do Congresso Nacional, quanto em razão da dependência do desfecho do processo de impeachment, que poderá afastar a Presidente que patrocinou os acordos salariais. Somente a pressão e a mobilização dos servidores e suas entidades poderá acelerar a votação e pressionar o vice-presidente Michel Temer, caso seja admitido o processo de afastamento da presidente Dilma no Senado, para manter os compromissos firmados na atual gestão.

A paralisa do Congresso – ratificada pela fala do presidente da Câmara, que declarou que nada será votado enquanto não houver o desfecho do processo de impeachment – traz dupla dificuldade para o reajuste dos servidores públicos, tanto para aqueles que já têm projeto tramitando, inclusive dos Poderes Executivo, Legislativo, do Ministério Público e do Judiciário, quanto da parcela do Poder Executivo cuja negociação ainda não foi concluída nem os projetos enviados.

No caso daquelas carreiras cujos projetos já estão em tramitação, a dificuldade está relacionada com o atraso na votação desses projetos – e em algumas delas os servidores já deveriam estar recebendo o reajuste, casos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Ministério Público – e também com a não votação do PLN nº 1/2016, que reduz a meta fiscal.

No próximo dia 22 de maio, o governo terá que editar o decreto de avaliação de receitas e despesas, o famoso relatório bimestral de receitas, e se não for modificada a meta de superávit até lá, o Poder Executivo será obrigado a suspender todo e qualquer gasto, numa espécie de “shutdown”, como aconteceu nos Estados Unidos em outubro de 2013.

Portanto, mesmo para as carreiras que já tem projeto em tramitação, a pressão para votação dos próprios projetos e do PLN 1/2016 é fundamental. No caso dos servidores do Poder Executivo, recomenda-se que também pressione o governo para que edite uma MP com o conteúdo dos projetos já enviados, considerando que o presidente da Câmara ameaça não votar nada antes do desfecho do processo de impeachment.

Já no caso dos servidores dos onze grupos de cargos e carreiras que dependem da alteração na LDO para que seja reaberto o prazo de envio de projeto de lei com reajuste, a pressão para a aprovação do PLN 1/2016 se torna ainda mais premente, porque nele, além da mudança da meta de superávit primário, também está prevista a autorização para que os PLs de acordo salarial ainda não enviados possam ser implementados no atual exercício financeiro. E algumas carreiras sequer concluíram o processo de negociação com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

A votação do PLN, como se vê, é indispensável para viabilizar os reajustes. Como a Comissão Mista de Orçamento ainda não foi formada e o projeto precisa ser aprovado lá antes de ir para o plenário do Congresso, a sugestão é que se busque um amplo acordo de lideranças para que a matéria seja apreciada diretamente no plenário. Para tanto, há necessidade de acordo entre Câmara e Senado, ainda que a presidência do Congresso Nacional seja atribuição do presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB/AL).

Como o Senado poderá votar a admissibilidade do processo de impeachment entre os dias 12 e 17 de maio, é fundamental que o PLN seja aprovado antes e os projetos de reajuste sejam

encaminhados ao Congresso até essa data, sob o risco de o vice-presidente, em exercício provisório da Presidência da República, caso aprovado por maioria simples o pedido de abertura do impeachment pelo Senado, eventualmente decida por suspender o envio de qualquer proposição que verse sobre reajuste, mesmo que  a despesa  já esteja prevista no orçamento.

É verdade que seria um tiro no pé um eventual governo Michel Temer suspender ou adiar compromissos firmados pelo governo Dilma com os servidores públicos, porque já iniciaria sua gestão, caso aprovado o processo de impeachment, em conflito com os servidores, que são os responsáveis por tocar a máquina pública, formular e implementar as políticas públicas.

Sem a boa vontade dos servidores de carreira, nenhum governo consegue ter sucesso, daí a importância de honrar o compromisso com os servidores, ainda mais porque o reajuste, que tem natureza alimentar, foi negociado em percentual inferior à inflação.

Como se depreende, a situação realmente é preocupante. Ou os servidores e suas entidades se mobilizam e concentram suas energias nessa prioridade, ou correm o sério risco de ficarem sem reajuste em 2016.

Antônio Augusto de Queiroz é jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap.

21 mil servidores do GDF terão cortes nos salários

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Presidente do Sindireta, Ibrahim Yusef

Tribunal de Justiça veta reajuste de gratificação de servidores do DF

Por Milena Lopes, do Jornal de Basília – Cerca de 21 mil servidores públicos do Governo do Distrito Federal receberão  salário menor a partir do próximo pagamento. O Tribunal de Justiça do DF julgou inconstitucional o Artigo 5º da Lei 4.584/2011, que transformou em Vantagem Pessoal Nominalmente Identificada (VPNI) a incorporação da remuneração dos servidores por cargo em comissão e determinou a aplicação do mesmo índice de reajuste  do salário. A Procuradoria-Geral do DF também quer que os funcionários efetivos devolvam os valores recebidos  desde 2011.

Em parecer, a Procuradoria Geral do DF informa que  “todas as revisões de quintos e décimos feitas com base no Artigo 5º, parágrafo único, da Lei  4.584/2011, devem ser imediatamente desfeitas”.

A procuradoria sugere, ainda, a devolução dos valores recebidos pelos servidores a partir da vigência da lei. A Subsecretaria de Gestão de Pessoas, da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão informou, no entanto, que o órgão voltou atrás e o governo não deve pedir que os servidores devolvam o que receberam “indevidamente” aos cofres públicos.

Pagamento indevido

“É  preciso observar que não se pode dizer que os salários serão reduzidos, mas sim que valores pagos indevidamente deixarão de ser feitos”, argumenta a Secretaria de Planejamento, em nota.

Os efeitos da decisão judicial, confirma a pasta, passam a ter validade já a partir deste mês de abril. Portanto, os impactos serão nos próximos salários que devem ser pagos até o quinto dia útil do mês de maio.

A “expectativa” do governo é de que aproximadamente 21 mil servidores, que tiveram as gratificações transformadas em VPNI, sejam impactados pela decisão judicial.

A Secretaria de Planejamento não informou, no entanto, qual o valor das gratificações dos servidores, “pois as variações de cargos e funções afetadas pela decisão são inúmeras, e só podem ser verificadas consultando-se, individualmente, cada setor de gestão de pessoas do governo”.

O valor do impacto na próxima folha também não foi revelado pela pasta.

Redução de R$ 300 a R$ 3 mil
Os sindicatos se movimentam para tentar diminuir o impacto dos cortes. Representante de cerca de 40 mil servidores, o que corresponde a mais de um terço  dos funcionários ativos do Governo DF, o Sindireta estuda uma forma de recorrer da decisão. A redução nos salários dos servidores, conforme o presidente da entidade, Ibrahim Yusef, variam entre R$ 300 e R$ 3 mil.
O Sindireta, ele diz, já trabalha para que o Palácio do Buriti envie à Câmara Legislativa um projeto de lei para estabelecer uma forma para correção da VPNI. A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), no entanto, deve ser o entrave para que a proposta não saia tão cedo, conforme Yusef. “Já fomos informados que, quando o governo sair dos limites impostos pela LRF, ele vai negociar com os sindicatos”, acredita.
O reajuste da gratificação já foi retirado do contracheque de abril, observa Yusef. “Para tirar, é rápido”, brinca. Um acordo com o governo, ele explica, garantiu que não sejam cobrados os valores já pagos desde que a lei entrou em vigor, em 2011.
A lei em questão – 4.584/2011 – transformou em VPNI as gratificações incorporadas pelos servidores efetivos que ocupavam função de confiança há mais de dez anos. “Hoje, isso já não existe mais”, explica Yusef.
Categorias preocupadas
 Servidores indignados com o fim do pagamento dos reajustes  da gratificação procuraram o gabinete do deputado federal  Izalci Lucas (PSDB-DF/foto) na Câmara  para pedir que ele interceda pelas categorias.
 O parlamentar enviou um ofício ao governador Rodrigo Rollemberg pedindo  detalhes sobre o assunto e endossando a reclamação dos servidores de que eles não foram ouvidos a respeito do assunto, conforme sugestão que teria sido feita pela Procuradoria-Geral do DF.
“Existe um clima de total apreensão entre os atingidos pela medida, que temem, inclusive, ter de devolver o que receberam nesses últimos anos, o que seria uma tremenda injustiça, pois aí tem que prevalecer a presunção da boa-fé”, argumenta o tucano.

A senhora Brasília, sempre jovem

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A presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PPS), dedica artigo ao aniversário de Brasília, que completa 56 anos no próximo dia 21 de abril. “Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País”, afirma.

Falar de Brasília, nos seus 56 anos, é simples porque é uma cidade nova, saudável e dinâmica. Mas é difícil também, por vê-la tão jovem, com problemas de uma cidade antiga. A população cresce galopantemente a cada ano, o que demanda mais atenção dos governantes e de todos nós nos requisitos básicos para uma qualidade de vida melhor, como saúde, educação e segurança.

Entretanto, o que eu posso afirmar, como parlamentar que está na política à frente do Poder Legislativo, é que, como tal, desejo e trabalho por dias melhores para a capital de todos os brasileiros. No Legislativo, temos não só oportunidade, mas a obrigação, de zelar pelo bem deste patrimônio histórico da humanidade, como foi declarada em 1987 pela Unesco.

Não bastam projetos de lei, mas leis efetivas, regulamentadas, que façam com que o DF ande a passos largos, a fim de garantir que Brasília continue sendo uma das mais belas e a mais moderna cidade do País.

Muito antes de ser construída, Brasília foi profetizada em Turim, Itália, pelo padre salesiano João Bosco. Ele sonhou que uma grande civilização iria nascer entre os paralelos 15 e 20, exatamente no local em que a cidade foi construída.

O sonho se realizou e, hoje, podemos nos considerar como essa grande civilização. Vivemos nesta região que chamou a atenção de gente de todo o Brasil, desde a época da sua construção até os dias de hoje. Todos em busca de oportunidades e da qualidade de vida que esbanja o Planalto Central do País.

Sua natureza exuberante encanta biólogos e nos faz acreditar que, aqui, é mesmo um lugar dos sonhos, mas que precisa ser cuidado e bem administrado. Que os visitantes sejam bem recebidos, que encontrem energia e paz que o Cerrado oferece. E que sua população, tanto a que a adotou como cidade natal, assim como seus filhos legítimos, tenham sabedoria para fazer desta cidade a melhor cidade do mundo para se viver.

Há 56 anos, após mil dias de construção, o presidente Kubitschek inaugurou Brasília, instalando o Distrito Federal no Planalto Central. A antiga solidão da qual muitas pessoas falavam nos primeiros anos de vida da capital ficou para trás. Aqui, a solidão deu lugar à efervescência do cérebro das mais altas decisões nacionais.

Neste aniversário da capital federal, desejo passar e repassar muitas vezes por todos os seus cantos e observar os desenhos de todos os prédios públicos e residenciais que me encantam. Apreciar a arquitetura de Oscar Niemeyer e o projeto urbanístico de Lúcio Costa, para homenageá-la de perto. Tenho fé e confiança de que o amanhã reserva um grande destino para a capital.

*Celina Leão é deputada distrital pelo PPS