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Rejeição de Messias expõe sintomas de uma doença e coloca em xeque o equilíbrio entre os Poderes

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Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado Federal. Houve um braço de ferro entre o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, que conduz os trabalhos do Senado e o presidente da Republica Luís Inácio Lula da Silva, que conduz os trabalhos do Poder Executivo. Porém, isso é apenas um sintoma.

A briga entre Alcolumbre e Lula e a rejeição de Messias são sintomas de uma doença. Tal qual a febre está para a infeção, tal qual a dor está para a fratura. Doença é quando por algum motivo o corpo humano não funciona como devia estar funcionando. O coração era para bater de um certo jeito, mas a doença coronariana faz com que bata de outro. E assim sucessivamente com toda e qualquer doença ou transtorno.

É exatamente isso que está acontecendo. O Brasil está doente. A República Federativa do Brasil está doente porque seu corpo jusinstitucional está funcionando de um jeito diferente do que deveria. No que diz respeito a essa doença, evidenciada pelos sintomas já mencionados, a relação entre os Poderes está operando fora do seu desenho original.

O Supremo Tribunal Federal não foi desenhado para ter tanto poder ou para atuar como uma terceira casa legislativa. Não foi concebido para decidir o que é melhor ou pior para a população, nem para realizar juízos de oportunidade ou conveniência. Tampouco foi munido dos instrumentos necessários para compreender, de forma ampla, o que seria bom ou ruim para a sociedade, ou mesmo para definir os costumes e a forma como a sociedade deve se organizar.

A ideia de seu desenho institucional era garantir o cumprimento da Constituição Federal, fruto do acordo firmado na Assembleia Nacional Constituinte entre 1987 e 1988, cujo trabalho foi entregue em 5 de outubro de 1988. Como aquele grupo de constituintes não poderia permanecer reunido indefinidamente para refazer o pacto social, atribuiu-se ao Supremo a função de proteger esse acordo, aplicando-o e atualizando seu significado diante da dinâmica da vida, sempre preservando o comando constituinte.

Para isso, estabeleceu-se a exigência de que seus membros tivessem ilibada conduta, sendo probos e éticos, aptos a cumprir o dever de defender a Constituição. Exigiu-se também notório saber jurídico, para que dominassem a metodologia da hermenêutica constitucional. A função não seria a de criar sentido, mas de traduzir o que o constituinte já estabeleceu, sem substituir esse conteúdo por opiniões próprias.

Nesse modelo, o presidente da República teria liberdade para nomear, observados esses critérios, enquanto o Senado Federal exerceria a função de verificar, a seu juízo, a presença desses requisitos. No entanto, o corpo institucional brasileiro deixou de funcionar dessa forma. O STF passou a exercer poderes além de seu desenho original, sem ter sido estruturado para isso e sem dispor das ferramentas de legitimidade necessárias para sustentar essa atuação ampliada.

O modo de escolha ruiu junto com a desnaturação do órgão. Sua degeneração implicou no colapso da escolha. Diante disso, restam três possíveis caminhos.

  1. Enfrentar a doença e refazer o desenho institucional. (Abrindo-se possibilidade sobre adivisão do STF para dividir os poderes, mandato, mudar a forma de indicação, dentre outras possibilidades)
  2. Um recuo do Supremo Tribunal Federal voltando a ocupar suaposiçãooriginal por meio da autocontenção e do respeito real da Constituição.
  3. Novo conchavo, acerto ou acordo entre as forçaspolíticaspara resolver o impasse atual e jogar para debaixo do tapete ou para depois a solução da doença, podendo o próximo sintoma ser ainda mais forte, mantendo assim o Brasil, numa espécie de UTI Institucional que não vive, mas sobrevive.

 

Fonte:

Antonio Carlos de Freitas Jr, Doutor em Direito Constitucional pela USP, Professor da Fundação Santo André, sócio do Freitas Júnior Advocacia.

Inscrições abertas para o SECOP 2026, em Brasília

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Estão oficialmente abertas, no site secop.org.br, as inscrições para o SECOP 2026, que será realizado nos dias 5 e 6 de agosto, em Brasília/DF

 

Promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), o Seminário Nacional de TIC para Gestão Pública chega à sua 53ª edição como um dos mais importantes encontros do país voltados à tecnologia da informação e comunicação no setor público. O evento reúne, em Brasília, nos dias 5 e 6 de agosto, representantes de TIC das esferas federal, estadual e municipal de todo o Brasil.

Neste ano, o evento terá como tema “Estado Inteligente: Governança de Dados e IA como Infraestrutura Estratégica de Governo”, propondo uma reflexão qualificada sobre o papel dos dados e da inteligência artificial na construção de governos mais eficientes, integrados e preparados para os desafios da administração pública contemporânea.

O SECOP é destinado a profissionais de TIC do setor público de todo o Brasil, reunindo representantes das esferas federal, estadual e municipal, além de autoridades, convidados e patrocinadores. Ao longo da programação, os participantes terão acesso a uma experiência personalizada, com possibilidade de montar sua própria agenda a partir de atividades como palestras, painéis, campfires e uma ampla feira de exposição e negócios, acompanhando de perto tendências, soluções e debates estratégicos para a transformação digital no serviço público.

Como participar

A inscrição é gratuita e destinada exclusivamente a servidores públicos, autoridades e convidados. Quem se enquadrar em uma dessas categorias e ainda não tiver recebido o código de inscrição pode entrar em contato pelo e-mail secop@abep-tic.org.br.

Empresas privadas do setor de tecnologia também podem participar como expositoras/patrocinadoras. Interessados devem entrar em contato com a empresa Network Eventos, a assessoria comercial oficial da ABEPTIC pelo site https://networkeventos.com.br/#contato.

Local confirmado

Repetindo o sucesso da última edição, o SECOP 2026 acontece no Centro Internacional de Convenções do Brasil – CICB, localizado no Setor de Clubes Esportivos Sul.

Mais informações e inscrições em www.secop.org.br.

Câmara de Fortaleza entrega Medalha do Mérito Jurídico a Rogério Feitosa Mota por iniciativa de Pedro Matos

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CEARÁ – A Câmara Municipal de Fortaleza realizou, na noite desta quinta-feira (7), sessão solene para entrega da Medalha do Mérito Jurídico Municipal José de Albuquerque Rocha ao advogado Rogério Feitosa Carvalho Mota. A homenagem foi proposta pelo vereador Pedro Matos (PL), por meio do requerimento nº 1992/2025, aprovado por unanimidade pela Casa.

A solenidade reuniu autoridades do meio jurídico, representantes da advocacia, membros do Judiciário e convidados. A mesa foi presidida pelo vereador Pedro Matos e contou com a presença do desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, Dr. Eduardo Scorsafava; do desembargador Dr. Lucídio de Queiroz; do desembargador eleitoral Dr. Leonardo Vasconcelos; do juiz federal e ex-desembargador eleitoral Dr. Glêdison Marques Fernandes; do procurador de Justiça Dr. Marcus Renan Palácio de Morais Santos; do ex-presidente da OAB-CE Dr. Marcelo Mota; do diretor do Departamento de Homicídios do Ceará, delegado Dr. Danilo Rafanelli; e do presidente da Câmara Municipal de Maracanaú, vereador Raphael Pessoa.

Durante o pronunciamento, Pedro Matos destacou a trajetória de Rogério Feitosa Mota e sua contribuição para o fortalecimento das instituições jurídicas no Ceará. “Hoje, esta Câmara Municipal de Fortaleza presta uma justa homenagem a um homem cuja trajetória honra a advocacia cearense e engrandece a ciência jurídica do nosso Estado”, afirmou.

O parlamentar ressaltou ainda a atuação de Rogério Mota na advocacia, na Ordem dos Advogados do Brasil e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, onde exerceu a função de desembargador eleitoral. Segundo Pedro Matos, a carreira do homenageado é marcada pela defesa das instituições, pela firmeza técnica e pelo compromisso público. “Rogério construiu uma carreira marcada pela competência técnica, pelo equilíbrio, pela firmeza de posições e, sobretudo, pelo respeito às instituições”, declarou.

Durante a homenagem, o vereador também destacou a contribuição de Rogério Feitosa Mota para o reconhecimento institucional da nomenclatura “desembargador eleitoral” no âmbito da Justiça Eleitoral cearense, entendimento posteriormente incorporado ao regimento interno do tribunal.

A solenidade também registrou referências à atuação de Rogério Feitosa Mota em entidades da advocacia, como a OAB Ceará e o Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA), além das homenagens recebidas ao longo da carreira, entre elas a Medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico e condecorações concedidas por instituições de segurança pública do Estado.

Ao encerrar o discurso, Pedro Matos ressaltou o reconhecimento construído pelo homenageado ao longo da trajetória profissional. “As homenagens mais legítimas nascem do respeito construído ao longo de uma trajetória e isso você conquistou. Conquistou o reconhecimento das instituições, da advocacia e da sociedade cearense”, concluiu.

Ministros da Saúde e das Comunicações lançam edital para conectar 2,7 mil UBS

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Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, lançam nesta segunda-feira (11), às 10h, em Brasília (DF), um edital estratégico para expandir o acesso à internet e garantir conectividade às regiões mais vulneráveis. Além de fortalecer o atendimento à população, a iniciativa permitirá que profissionais da saúde tenham acesso a ferramentas digitais, teleconsultas e troca de informações em tempo real, ampliando a eficiência do atendimento médico em áreas afastadas dos grandes centros.

O edital prevê a conexão de até 2,7 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o Brasil, ampliando, especialmente em localidades com menor acesso a especialistas e serviços médicos. A ação também integra os esforços do programa Agora Tem Especialistas, criado para agilizar diagnósticos, reduzir filas e acelerar atendimentos especializados na rede pública.

Dólar a R$4,89: Mercado projeta dólar mais fraco em 2026

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“Com esse ambiente, o investidor doméstico também começa a arriscar mais e migrar parte da carteira para renda variável, e o Ibovespa responde a esse movimento com valorização consistente”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.

“O dólar nesse patamar representa uma mudança significativa no mercado, já que um real mais forte ajuda a aliviar a pressão inflacionária, especialmente sobre os custos de importação e os preços de combustíveis. Para o mercado de renda variável, essa queda já está sendo sentida com a entrada expressiva de investidores estrangeiros na B3, com aportes que somam R$ 54,390 bilhões até o momento em 2026.

O fluxo externo positivo, aliado à percepção de que o Brasil oferece um diferencial de juros atrativo, ajuda a sustentar a recuperação do Ibovespa. O mercado de commodities também reflete essa dinâmica, com setores como petróleo e minério de ferro sendo beneficiados pelo câmbio mais favorável. No crédito, a valorização do real pode impactar positivamente o custo de financiamento externo das empresas, contribuindo para um ambiente mais favorável à alavancagem. A continuidade da queda da Selic será um fator determinante para a descompressão dos spreads de crédito no futuro”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.

“O dólar chegando a R$4,89, mínima que não se via desde janeiro de 2024, e acumulando queda de mais de 10% frente ao real em 2026, é um sinal muito relevante para a economia e para o mercado, porque um câmbio mais apreciado funciona como um desinflacionário natural, aliviando o custo de importações, reduzindo a pressão sobre combustíveis e insumos industriais e ajudando o Banco Central na difícil tarefa de trazer o IPCA de volta à meta. Para a bolsa, o efeito já aparece nos dados com clareza: investidores estrangeiros já alocaram R$ 54,390 bilhões na B3 em 2026 até o dia 06/05, revertendo um saldo negativo de R$ 24,1 bilhões registrado em todo o ano de 2024, o que mostra uma migração expressiva de capital em direção ao Brasil aproveitando o diferencial de juros e a percepção de menor risco. Com esse ambiente, o investidor doméstico também começa a arriscar mais e migrar parte da carteira para renda variável, e o Ibovespa responde a esse movimento com valorização consistente. No crédito, um câmbio mais baixo reduz o custo de captação externa das empresas e, no médio prazo, contribui para a descompressão dos spreads, embora o efeito pleno ainda dependa da continuidade do ciclo de queda da Selic, hoje em 14,50% ao ano”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.

“Com o dólar alcançando R$ 4,89 e acumulando uma queda superior a 10% em 2026, o cenário para o mercado de crédito estruturado e FIDCs se torna mais favorável. A valorização do real não apenas atrai mais investidores estrangeiros para o Brasil, mas também reduz o custo de financiamento externo, especialmente para as empresas com dívidas em moeda estrangeira. Isso favorece a entrada de capital nos mercados de crédito, com uma pressão menor sobre os custos de captação. A expectativa de que a política monetária continue a se ajustar também pode contribuir para a compressão dos spreads de crédito, criando um ambiente de mais liquidez e financiamento mais barato. Contudo, o impacto total desse movimento dependerá da continuidade da redução da Selic nos próximos meses, o que deverá proporcionar um alívio adicional para as empresas no médio prazo”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.

“A valorização do real frente ao dólar deve atrair uma quantidade significativa de capital estrangeiro para o mercado de ações brasileiro, especialmente no Ibovespa, com um foco crescente em empresas de commodities, bancos e outros setores que se beneficiam do câmbio favorável. Esse movimento pode criar oportunidades interessantes para investimentos em startups e empresas brasileiras, especialmente aquelas ligadas a setores com forte demanda externa. A queda do dólar também ajuda a reduzir o custo de importação de tecnologia e insumos para essas empresas, favorecendo um ambiente mais positivo para o desenvolvimento do setor privado. No entanto, é preciso acompanhar de perto as questões fiscais e políticas internas, que podem ainda gerar volatilidade no mercado”, João Kepler, CEO da Equity Group.

“A queda do dólar para R$ 4,89, uma mínima não observada desde 2024, marca um momento positivo para a economia brasileira, com a valorização da moeda ajudando a criar um ambiente mais favorável para investidores de longo prazo. Para os investidores de ETFs e ações ligadas a commodities, essa valorização do real melhora a atratividade dos ativos brasileiros, especialmente por conta do diferencial de juros em relação a outros mercados. Esse movimento indica um aumento no apetite por risco e uma migração significativa de capital para o Brasil. Esse cenário também favorece uma maior exposição à renda variável por parte do investidor doméstico, visto que o Ibovespa tem mostrado um bom desempenho. Além disso, a redução do custo de captação externa devido ao dólar mais fraco pode aliviar os spreads de crédito, contribuindo para um ambiente de mais liquidez e com menores custos de financiamento para as empresas”, Fábio Murad, Sócio e Fundador da Ipê Avaliações.

Liderança na saúde ganha destaque no segundo dia do Fórum de Experiência do Paciente

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Palestra da Fator RH abre debates sobre gestão de equipes, comunicação e impacto direto no cuidado ao paciente
Por Ivan Trindade
Liderar na saúde vai muito além de coordenar equipes. Exige escuta, sensibilidade e capacidade de transformar o ambiente de trabalho em um espaço de cuidado, não só para o paciente, mas também para quem cuida. Esse foi o ponto de partida do segundo dia do II Fórum de Experiência do Paciente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quinta-feira (7), no Memorial JK.
A palestra do CEO da Fator RH, Fabrizzio Rosso, ganhou destaque com reflexões sobre liderança de alto impacto e mostrou como a forma de conduzir equipes interfere diretamente na qualidade da assistência prestada nas unidades de saúde.
“Trabalhar na saúde é compreender que é doação. É serviço. É vocação e atendimento dedicado de verdade ao paciente”, destaca.
Ao abordar a gestão de equipes, Fabrizzio reforçou a importância da escuta ativa e da comunicação no ambiente de trabalho. “Um grande líder é um grande decodificador de sinais, alguém que percebe até o que não é dito, dá retorno ao colaborador e resolve problemas puxando a equipe para andar junto, como um time”, afirma.
Segundo ele, fortalecer a comunicação entre os profissionais impacta diretamente a assistência prestada. “Feedback é o alimento dos times campeões”, completa.
Experiências que aproximam o cuidado
A programação também contou com o painel “Inspira Saúde: práticas que fazem a diferença no cuidado”, reunindo profissionais do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e Hospital Cidade do Sol (HSol).
Durante o debate, os participantes compartilharam experiências do dia a dia e reforçaram a importância do vínculo com o paciente como parte essencial da assistência.
Para a analista de Humanização do HSol, Rainayra Rizzia, o cuidado vai além dos protocolos. “O que fica marcado para o paciente é o vínculo. Quando mostramos que nos importamos, ele se sente visto para além da doença”, frisa.
Cuidado que respeita a vida em todas as fases
No período da tarde, o debate avançou para um tema sensível e essencial: os cuidados paliativos. O painel reuniu especialistas que abordaram a importância de oferecer conforto, dignidade e qualidade de vida a pacientes com doenças graves.
Mais do que tratar a doença, os profissionais destacaram a necessidade de olhar para o paciente de forma integral, incluindo aspectos emocionais e o apoio às famílias.
Para a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, Anucha Soares, ampliar esse entendimento ainda é um desafio.
“Discutir cuidados paliativos é fundamental, porque muitas pessoas ainda não compreendem como esse modelo funciona. Ele leva qualidade de vida e cuidado até os últimos dias”, explica.
Tecnologia a serviço do acolhimento
A tecnologia também teve espaço na programação, com a palestra “IA na experiência do paciente: como escalar empatia com tecnologia”, ministrada por Tiago Serrano, CEO da Solucx.
A apresentação mostrou como ferramentas digitais podem ajudar a monitorar a satisfação dos pacientes e apoiar decisões mais eficientes, sem perder o foco no cuidado humanizado.
O painel “Desafios da gestão no cuidado centrado no paciente” encerrou o evento e reuniu gestores das unidades do IgesDF para discutir os obstáculos enfrentados na prática.
O debate destacou a importância de integrar equipes, alinhar processos e fortalecer uma cultura organizacional voltada à experiência do paciente.
Para a gerente de Práticas Assistenciais do Instituto, Fernanda Hak, transformar esse conceito em realidade exige mais do que intenção.
“Os desafios são muitos. Por isso, um evento como esse é essencial para discutir como sair do papel e colocar essas práticas no dia a dia”, avalia.
O superintendente de Qualidade e Melhoria Contínua de Processos do IgesDF, Clayton Sousa, ressaltou que o fórum também cumpre o papel de conectar práticas e inspirar melhorias.
“Aqui encontramos histórias que nos ensinam e nos motivam a melhorar. São exemplos que mostram que pequenas atitudes fazem grande diferença no cuidado”, acrescenta.

Recife volta a ter voo direto para Cabo Verde e amplia conexão internacional do Nordeste

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Operada pela Cabo Verde Airlines, rota terá dois voos semanais, fortalecendo turismo, negócios e integração entre Brasil e África

 

Celebração do voo inaugural da rota Recife-Cabo Verde – Foto: Eduardo Oliveira/MPor

 

O Aeroporto Internacional do Recife voltou a contar, nesta quarta-feira (6), com uma ligação aérea direta entre o Brasil e Cabo Verde. O voo inaugural da rota Praia (capital cabo-verdiana) e Recife foi recebido pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, pelo embaixador do país africano no Brasil, João Pedro D’Oliveira, e por representantes do governo de Pernambuco e da companhia aérea Cabo Verde Airlines.

A operação marca a retomada da conexão entre os dois países, após seis anos de interrupção, e reforça a posição estratégica de Recife como um dos principais hubs internacionais do Nordeste. Com a nova rota, a capital pernambucana passa a contar com 13 destinos internacionais diretos.

Durante a cerimônia, o ministro Tomé Franca destacou que a retomada da ligação aérea representa mais do que uma nova operação internacional. “Essa é uma notícia boa para Recife, para Pernambuco e para o Brasil. Essa rota retoma a conexão entre a África Ocidental e o Brasil, restabelecendo essa relação histórica entre os nossos países e trazendo mais oportunidade para o turismo, para os negócios e para a economia”, disse.

 

Sobre a rota

Operada pela Cabo Verde Airlines, a rota contará com dois voos semanais entre Recife e a cidade de Praia. As partidas do país africano ocorrerão às quintas e aos sábados, às 18h30, com chegada ao Recife às 22h30. Já os voos de retorno sairão da capital pernambucana às sextas e domingos, à 0h30, com pouso previsto para às 4h30.

Além do turismo de lazer, a expectativa é de fortalecimento de segmentos como turismo de compras e turismo de saúde. A nova rota também deve beneficiar diretamente atividades econômicas ligadas ao Polo de Confecções do Agreste pernambucano e ao polo médico do Recife.

A retomada do voo também está alinhada à estratégia do Governo Federal de ampliar a malha aérea internacional brasileira e fortalecer a integração logística do país. O Ministério de Portos e Aeroportos vem atuando em parceria com estados, operadores aeroportuários e companhias aéreas para ampliar conexões internacionais e estimular o desenvolvimento regional por meio da aviação civil.

Recepção ao primeiro voo

Além de aproximar Brasil e África, a nova conexão amplia o acesso de passageiros brasileiros às ligações internacionais operadas pela companhia para destinos europeus, uma vez que existe conexão com Lisboa, capital de Portugal, por meio da rota Recife-Praia.

“Essa é também uma nova rota de entrada entre a Europa e o Brasil, porque existe conexão Recife-Praia-Lisboa. Portanto, vamos celebrar essa conquista, celebrar as relações do Brasil com a África Ocidental, celebrar mais oportunidades entre o Brasil e o mundo”, finalizou o ministro.

Durante o evento, o ministro também reconheceu a atuação do governo de Pernambuco, da Empetur e da Cabo Verde Airlines nas negociações que permitiram a retomada da operação.

Detran-DF apoia transporte aéreo de coração para transplante

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Ação ocorreu na madrugada desta quarta-feira (7) e marcou o 84º coração transportado desde 2015
A equipe da Unidade de Operação Aérea (Uopa) do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na madrugada desta quarta-feira (7), às 2h45, mais uma operação de apoio ao transporte de órgão para transplante. A ação marcou o segundo transporte de coração realizado pela autarquia em 2026.
O órgão foi transportado para Brasília em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao chegar à Base Aérea de Brasília, a equipe da Unidade de Operação Aérea (Uopa), com a aeronave Sentinela 01, foi acionada para dar continuidade ao transporte até o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF).
A atuação integrada entre os órgãos envolvidos garantiu agilidade e segurança no deslocamento do coração, contribuindo para o sucesso do processo de transplante.
Com essa operação, o Detran-DF alcança a marca de 84 corações transportados desde 2015, reforçando o compromisso da corporação com ações que ajudam a salvar vidas.

Competências invisíveis: o que a maternidade desenvolve e o trabalho não nomeia

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Evoto
Por Vivian Rio Stella*
As minhas filhas me convocam para sair do meu mundo todos os dias.
E, nesse deslocamento, entre conversas no carro, passeios atravessados por imprevistos, fases que vão embora num piscar de olhos e outras começam, momentos de dar contorno e limites, eu aprendo, na prática, habilidades que o mundo do trabalho diz buscar, mas ainda reconhece pouco quando não nascem dentro dele.
Nos últimos tempos, vozes como as de Elisama Santos, Vera Iaconelli, Maria Homem; Dani Junco, Ruth Manus e Camila Antunes têm ajudado a trazer a maternidade para o centro dessa conversa. Não como idealização, mas como experiência concreta de desenvolvimento. Ainda assim, o debate costuma parar na valorização simbólica, e avança pouco na tradução prática dessas aprendizagens para o contexto profissional.
Porque o ponto talvez seja menos reconhecer e mais tornar visível.
No cotidiano, a maternidade exige leitura de contexto, priorização sob pressão, negociação constante e consistência ao longo do tempo. Não como exceção, mas como rotina. Uma conversa difícil com um filho adolescente pede escuta e firmeza ao mesmo tempo. Um limite precisa ser sustentado mesmo diante de resistência. Um dia inteiro pode precisar ser reorganizado em poucas horas.
São experiências que desenvolvem competências muito próximas das listadas pelo World Economic Forum — pensamento analítico, adaptabilidade, empatia, liderança. Ainda assim, raramente entram como evidência em avaliações, promoções ou processos seletivos.
Há um descompasso evidente. O que se aprende na maternidade é intenso, repetido, refinado. Mas permanece pouco visível porque não cabe na linguagem dominante de “projetos”, “entregas” e “resultados mensuráveis”.
E, quando tentamos nomear, muitas vezes simplificamos: “paciência”, “jogo de cintura”, “amor”. Palavras que dizem pouco sobre a complexidade do que está sendo exercitado.
Talvez por isso esses aprendizados sejam subestimados. Não por serem menores, mas por não estarem traduzidos.
E aqui há um ponto que merece atenção: nem tudo que desenvolve competência passa por cursos, certificações ou trilhas formais de aprendizado. Há experiências que formam pela intensidade, pela repetição e pela responsabilidade envolvida — e a maternidade é uma delas.
Isso não significa romantizar. A maternidade também cansa, sobrecarrega e expõe limites. Mas justamente por isso, ela produz um tipo de aprendizado que dificilmente se simula em ambientes controlados.
Talvez o desafio para as organizações não seja criar um novo espaço para falar de maternidade. Mas ampliar o repertório do que reconhecem como desenvolvimento.
Porque, no fim, essas competências já estão em circulação. Influenciam decisões, relações e formas de trabalhar todos os dias.
O que falta não é desenvolvimento.
É linguagem, visibilidade — e, sobretudo, disposição para reconhecer como experiência profissional aquilo que não nasceu dentro dos formatos tradicionais do trabalho.
*Vivian Rio Stella é doutora em Linguística pela Unicamp, pós-doutora pela PUC-SP e idealizadora da VRS Academy e participantes do TEDx Jundiaí. Colunista da revista Você RH e professora da Fundação Dom Cabral, Escola Aberje e de curso de comunicação na Audible/Casa do Saber, Vivian é reconhecida por sua abordagem humanista, crítica e contextual, que foca na comunicação para promover colaboração, respeito e diálogo nas organizações. Ao longo dessa jornada, já realizou palestras, workshops e consultorias para mais de 300 empresas de diferentes portes e setores

Show do Capital Inicial marca segundo dia da Abrint Global Congress 2026 em São Pa

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O segundo dia do Abrint Global Congress 2026, em São Paulo, segue movimentando o setor de telecomunicações com debates sobre conectividade, inteligência artificial, expansão da fibra óptica e o futuro da internet no Brasil e no mundo.

E a programação desta noite promete fechar o dia em grande estilo, com show da banda Capital Inicial, uma das atrações mais aguardadas do evento.

O congresso reúne empresários, especialistas, fabricantes e autoridades de diversos países no Distrito Anhembi, consolidando o Brasil como uma das maiores potências mundiais no mercado de provedores regionais de internet.

📍Cobertura especial do Pandora News direto de São Paulo.