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Dia das Mães: 83,2% dos consumidores do DF vão às compras; especialista dá dicas para empresas faturarem ainda mais

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Especialista em empreendedorismo, Rafic Júnior aponta estratégias para aproveitar a data e evitar erros comuns no varejo

O Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o varejo brasileiro, ficando atrás apenas do Natal em diversos setores. No Distrito Federal, a expectativa também é positiva: levantamento da Fecomércio-DF aponta que 83,2% dos consumidores pretendem comprar presentes neste ano, enquanto 67% dos lojistas esperam aumento nas vendas.

O período é marcado por um comportamento de compra mais emocional, com consumidores buscando presentes afetivos, experiências e soluções práticas, muitas vezes deixando a decisão para a última hora. Esse cenário abre espaço tanto para oportunidades quanto para erros estratégicos por parte das empresas.

Para o especialista em empreendedorismo Rafic Júnior, a data vai além da venda imediata. “O Dia das Mães não é apenas uma oportunidade de venda, mas de conexão com o cliente. Marcas que entendem isso conseguem não só faturar mais, mas fidelizar”, afirma.

Segundo ele, um dos principais erros das empresas é a falta de planejamento. “Muitos negócios deixam para agir na última hora e acabam perdendo espaço para concorrentes que se organizaram antes. Estratégia e antecipação fazem toda a diferença nesse tipo de data”, explica.

Como aumentar as vendas no Dia das Mães

Para aproveitar melhor o período, algumas estratégias podem fazer diferença no faturamento:

  • Criar promoções e combos especiais

  • Apostar em kits presenteáveis

  • Investir em campanhas emocionais nas redes sociais

  • Oferecer facilidades de pagamento

  • Trabalhar com senso de urgência (entrega rápida ou pronta entrega)

  • Apostar na personalização como diferencial

Estratégias digitais que fazem diferença

O ambiente online também é decisivo para o sucesso das vendas na data:

  • Utilizar Instagram e WhatsApp como canais diretos de venda

  • Apostar em marketing de influência

  • Garantir um atendimento rápido e eficiente

Para Rafic Júnior, empresas que conseguem unir estratégia e emoção saem na frente. “O consumidor não está comprando apenas um produto, mas uma forma de demonstrar afeto. Quem entende isso consegue se destacar no mercado”, destaca.

Mais do que impulsionar vendas, o Dia das Mães é uma oportunidade de fortalecer o relacionamento com o cliente. Negócios que investem em experiência e conexão tendem a gerar resultados que vão além da data e impactam a fidelização ao longo do ano.

 

 

Nota de pesar – violência em escola do Acre

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É com profundo pesar que recebo a notícia da trágica ocorrência no Instituto São José, em Rio Branco, que resultou na morte das inspetoras Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37, além de deixar estudantes feridos.

Neste momento de dor, manifesto minha mais sincera solidariedade às famílias, amigos e a toda a comunidade escolar, que enfrenta uma perda irreparável. Como educadora, mãe e cidadã, reforço a convicção de que a escola deve ser sempre um espaço de proteção, aprendizado e esperança, jamais cenário de violência.

É inadmissível que o medo tente ocupar o lugar da segurança e da convivência que devem marcar o ambiente educacional. Precisamos, mais do que nunca, fortalecer uma cultura de paz, cuidado e responsabilidade coletiva, envolvendo famílias, escolas e o poder público.

Que haja acolhimento às vítimas, respeito ao luto e todo o apoio necessário à recuperação dos feridos e ao amparo emocional da comunidade escolar.

Socorro Neri
Deputada Federal (PP-AC)
Presidente da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ)

Rio sedia em junho a primeira edição da Rio Nature & Climate Week, com foco em soluções para o clima, natureza e desenvolvimento

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A Semana, que será realizada de 1º a 6 de junho, conta com uma programação distribuída por diferentes pontos da cidade e edital inédito de apoio a organizações de base

Assim como acontece todos os anos em Londres e Nova York, o Rio de Janeiro passará a sediar uma semana internacional inteiramente dedicada à agenda climática, com foco na integração entre clima, natureza e desenvolvimento, e ambição de se tornar a principal plataforma para amplificar as vozes dos países do Sul Global. A Rio Nature & Climate Week (RNCW) vai acontecer entre os dias 1° a 6 de junho, com uma programação que inclui uma Conferência Principal, com convidados nacionais e internacionais, além de encontros temáticos e eventos em diferentes pontos da cidade liderados por comunidades, organizações da sociedade civil, setor privado, governos e instituições multilaterais.

As informações completas sobre a Rio Nature & Climate Week estão disponíveis no site oficial.

Uma novidade da semana é o lançamento do edital RNCW Grassroots, voltado para apoiar iniciativas e ativações planejadas por organizações sociais de base nos seus territórios durante a semana. Anunciada em setembro do ano passado, a organização da RNCW é liderada pelo Instituto Natureza e Clima Brasil e conta com uma rede extensa de parceiros e apoiadores para a sua realização, que inclui a Re:wild, o Global Citizen, o Instituto Igarapé, o Instituto Talanoa, o Earthshot Prize, o World Climate Foundation, o Instituto Amazônia +21, a Prefeitura do Rio de Janeiro, entre diversas outras organizações.

A programação da Conferência Principal será no Píer Mauá, na Região Portuária da cidade, e, entre os convidados, estão o ex-primeiro ministro português José Manuel Durão Barroso, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento Ilan Goldfajn, o cientista Carlos Nobre, a ativista indígena equatoriana Helena Gualinga, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, John Reed, ambientalista, escritor e Pesquisador Associado do IPAM, Swapan Mehra, fundador e CEO da Iora Ecological Solutions, da Índia Bontle Sebata, defensora da Mudança Social e Líder em Sustentabilidade, na África do Sul, Isabella Neoro, Fundadora da ÚNA: Uniting Narratives with Arts, Cacique Ranoi, ativista e liderança indígena do Instituto Raoni, entre outros nomes.

“A Rio Nature & Climate Week nasce com a ambição de fortalecer o protagonismo do Sul Global e abrir mais espaço para vozes que, embora estejam na linha de frente das soluções e dos impactos, ainda seguem sub-representadas nos grandes debates internacionais sobre clima e natureza”, Rodrigo Medeiros, presidente do Instituto Natureza e Clima Brasil e Senior Brazil Lead da Re:wild

Rio Nature & Climate Week (RNCW) vai acontecer entre os dias 1° a 6 de junho no Pier Mauá

 

“A Global Citizen tem orgulho de se associar ao Instituto Natureza e Clima Brasil na primeira edição da Rio Nature & Climate Week e de colaborar com a Prefeitura do Rio de Janeiro”, afirmou Michael Sheldrick, cofundador e diretor de Políticas Públicas, Impacto e Relações Governamentais da Global Citizen. “Dando continuidade ao impulso gerado pelo Global Citizen Festival Amazônia, estamos focados em ampliar soluções nas áreas de clima, energia, segurança alimentar, empregos, educação e saúde. Ao reunir parceiros estratégicos, o Brasil tem uma oportunidade concreta de liderar pelo exemplo e apresentar resultados antes da COP31.”

O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, também destacou a importância dessa mobilização para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em novembro, na Turquia. “O Rio é associado mundialmente a acordos internacionais fundamentais para a manutenção da vida no planeta, como as convenções sobre clima, biodiversidade e combate à desertificação, e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. É simbólico que continue sendo referência na mobilização de soluções. Ao adotar a estrutura oficial da Agenda de Ação definida durante a COP30, a Rio Nature Climate Week se alinha à implementação do Balanço Global do Acordo de Paris e contribui à renovação e ao fortalecimento da agenda climática rumo à COP 31”.

Inspirada pelo legado do Rio de Janeiro na construção da governança ambiental internacional — com marcos como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) e a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) —, a Rio Nature & Climate Week busca se firmar como um polo de convergência entre lideranças, ideias e propostas, capaz de aproximar agendas que frequentemente avançam de forma fragmentada, além de incorporar a diversidade territorial da cidade à sua programação.

Sobre a Rio Nature & Climate Week

A Rio Nature & Climate Week é uma iniciativa internacional criada para acelerar soluções integradas para clima, natureza e desenvolvimento, a partir de uma perspectiva enraizada no Sul Global. Realizada no Rio de Janeiro, a iniciativa reúne lideranças de diferentes setores em uma semana de diálogo, articulação, mobilização e ação, combinando programação oficial, eventos parceiros e ativações distribuídas pela cidade. Saiba mais no site oficial da Rio Nature & Climate Week

Sobre o Instituto Natureza e Clima Brasil

O Instituto Natureza e Clima Brasil é uma organização da sociedade civil dedicada a promover soluções integradas para a crise climática e a perda da biodiversidade. Atua em parceria com povos indígenas, comunidades tradicionais, governos, setor privado e filantropia para fortalecer a governança socioambiental e impulsionar economias sustentáveis. É responsável pela realização da Rio Nature & Climate Week.

São Paulo é o estado com melhor desempenho econômico nos últimos três anos, avalia CLP

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Já o Espírito foi o que mais cresceu durante o mesmo período, impulsionado pelos pilares potencial de mercado e capital humano

 

São Paulo é o estado com os melhores resultados econômicos do país considerando os últimos três anos, de 2023 a 2025. A conclusão faz parte “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, novo estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) que faz um raio-X para entender os resultados das gestões estaduais. A ideia é que o estudo seja uma ferramenta que para qualificar o debate eleitoral com base em dados e evidências.

Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (6), em Brasília, durante evento do Conselho Nacional de Secretários do Planejamento (Conseplan).

 

São Paulo alcançou a liderança porque teve bom desempenho em três dos quatro pilares da dimensão economia. O estado foi líder em infraestrutura nos últimos três anos. Em inovação, foi primeiro lugar em 2023 e 2024 e terceiro em 2025. Já em capital humano, conquistou a terceira posição no primeiro ano e a quinta no restante do período analisado.

 

Em segundo e terceiro lugares aparecem Santa Catarina e Paraná, o que indica forte concentração no eixo Sul-Sudeste de líderes consistentes, ou seja, que se mantém no topo ao longo dos anos.

 

Além de mapear as posições, o estudo também indica quais estados mais cresceram em economia. Líder nesse recorte, o Espírito Santo passou do 10º lugar para o 7º ao longo dos três anos. O destaque foi a performance em potencial de mercado, saindo da 26ª posição para a 17ª. Em capital humano, passou do 11º lugar para o 9º.

 

Além do Espírito Santo, Paraíba e Sergipe, acompanhados de perto por Bahia, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Piauí também se destacaram pelo crescimento de posições. Esse desenho sugere que o maior dinamismo do período não ficou restrito aos estados tradicionalmente mais bem colocados em nível, mas se distribuiu sobretudo entre estados do Nordeste, com apoio relevante do Sudeste e do Centro-Oeste.

 

“O estudo busca qualificar o debate eleitoral com base em evidências concretas, ao mesmo tempo em que chama atenção não apenas para quem está na liderança, mas também para os estados que vêm mostrando evolução. A proposta é incentivar políticas públicas mais eficientes e orientadas a resultados”, afirmou Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.

 

A dimensão de Economia avalia o desempenho dos estados com base em quatro pilares centrais: potencial de mercado, inovação, infraestrutura e capital humano. Esses indicadores ajudam a medir a capacidade econômica das unidades da federação e o ambiente para crescimento e desenvolvimento.

Gestão pública
Segundo o ranking, Maranhão é o estado que mais evoluiu em gestão pública considerando os últimos três anos, de 2023 a 2025.

 

O estado ganhou 11 posições no ranking estadual de gestão pública, saindo do 20º lugar em 2023 para o 9º em 2025. O grande responsável por esse crescimento foi o pilar de solidez fiscal. Nessa área, Maranhão subiu 12 colocações em todo o período. Já em eficiência da máquina pública, melhorou quatro posições.

 

As regiões Sul e Sudeste, citando como exemplo São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro, mantêm presença entre as melhores posições, mas apresentam, em geral, menor intensidade de crescimento, refletindo maior estabilidade.
Espírito Santo destaca-se pela consistência nas primeiras posições dentro do triênio. Em 2023, o estado era o terceiro colocado; em 2024, era o segundo e, em 2025, o primeiro. Solidez fiscal também consolidou a permanência no top-3. Neste pilar, o estado foi segundo lugar no primeiro ano de análise e o primeiro nos dois outros anos. Além disso, em eficiência da máquina pública, subiu quatro posições.

 

Ranking focado em eleições

 

O CLP elaborou o “Ranking de Competitividade dos Estados 2026 – Eleições”, levantamento que mapeou a performance dos estados em economia, segurança pública, gestão pública, sociedade e meio ambiente. A iniciativa utiliza a série história do Ranking de Competitividade dos Estados para oferecer um diagnóstico mais aprofundado da gestão dos governadores.

 

O estudo revela dois rankings diferentes: um ranking mostra a posição atual de cada estado, indicando como ele está hoje em termos de desempenho e competitividade; o outro mostra quais estados estão avançando mais rápido, destacando o ritmo de evolução recente, independentemente da posição em que se encontram. A distinção é importante para evitar interpretações equivocadas. Um estado pode aparecer bem-posicionado no ranking, mas sem avanços recentes, enquanto outro, mesmo em posições inferiores, pode apresentar crescimento acelerado.

 

O estudo analisou os 26 estados brasileiros e se concentrou no período de 2023 a 2025. Para garantir uma comparação justa entre os estados, os dados foram selecionados com base em critérios técnicos, assegurando consistência e confiabilidade nos resultados.

São Paulo sedia maior congresso de provedores de internet da América Latina

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São Paulo sedia maior congresso de provedores de internet da América Latina

Abrint Global Congress 2026 transformou São Paulo no principal centro de debates sobre conectividade, inovação e inclusão digital da América Latina nesta semana. O evento reúne milhares de empresários, especialistas, fabricantes, operadoras e autoridades do setor de telecomunicações no Distrito Anhembi.

Promovido pela Abrint, o congresso discute temas estratégicos como expansão da fibra óptica, inteligência artificial, segurança digital, políticas públicas e o futuro da internet no continente.

Um dos destaques do encontro foi a participação do presidente da Anatel, Carlos Manuel Baigorri, que elogiou o mercado brasileiro de provedores regionais e destacou a força da competitividade no setor.

Segundo Baigorri, os pequenos e médios provedores foram fundamentais para a transformação digital do Brasil nos últimos anos, principalmente em regiões onde grandes operadoras não conseguiam chegar.

Durante os debates internacionais, representantes da Costa Rica e do Uruguai apresentaram modelos de conectividade adotados em seus países.

A Costa Rica destacou investimentos em inclusão digital e projetos voltados para áreas vulneráveis, além da abertura do mercado de telecomunicações que ampliou a concorrência e acelerou a expansão da internet no país.

Já o Uruguai chamou atenção pelo projeto nacional de levar fibra óptica para praticamente todas as residências do país. O diretor de Telecomunicações uruguaio, Pablo Siris, afirmou que o objetivo é garantir que nenhum cidadão fique sem acesso à internet, incluindo políticas públicas voltadas para idosos e populações mais vulneráveis.

Outro tema que ganhou força no evento foi a conectividade na Amazônia. Baigorri revelou que o Brasil participa de projetos internacionais para ampliar o acesso à internet em regiões isoladas da floresta, considerada hoje um dos maiores desafios globais de infraestrutura digital.

Além da infraestrutura, especialistas também reforçaram que o futuro da transformação digital depende não apenas da conexão, mas das aplicações desenvolvidas sobre ela, como educação online, telemedicina, inteligência artificial e serviços digitais.

O Abrint Global Congress 2026 consolida o Brasil como referência mundial no setor de provedores regionais e mostra como a conectividade deixou de ser apenas tecnologia para se tornar uma ferramenta de desenvolvimento social, econômico e educacional.

📍Pandora News acompanha diretamente de São Paulo os principais destaques do evento.

O mercado imobiliário ainda não entendeu a reforma tributária e isso já tem custo

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Por Dra. Sany Galvão

A reforma tributária do consumo, instituída pela Emenda Constitucional nº 132 de 2023, tem sido tratada como um processo de transição longa, quase distante no tempo. A leitura é juridicamente defensável, mas economicamente falha. E, mais do que isso, perigosa.

A reforma já começou.

Não pela sua vigência integral, mas porque seus efeitos já foram, ainda que de forma desigual, incorporados às decisões de quem opera com capital, risco e horizonte de longo prazo.

No mercado imobiliário, esse deslocamento é particularmente sensível. Trata-se de um setor em que tempo, estrutura e previsibilidade são elementos constitutivos da própria viabilidade econômica. Quando uma dessas variáveis se altera, o impacto não é marginal, mas sistêmico.

O que está em curso não é apenas uma reorganização tributária. É uma alteração na lógica de formação de resultado e, por consequência, de valor.

A transição de um sistema fragmentado para um modelo dual CBS e IBS estruturado sobre a não cumulatividade ampla rompe com um dos pilares históricos do setor: a previsibilidade da carga tributária como dado de contexto.

No novo regime, o tributo deixa de ser essencialmente conhecido para se tornar condicionado à capacidade de gerar e capturar crédito ao longo da cadeia.

A mudança, embora descrita em termos técnicos, produz um efeito direto: a previsibilidade deixa de ser premissa e passa a ser variável dependente da eficiência operacional.

Na incorporação imobiliária, isso se traduz em uma inflexão silenciosa, porém decisiva. O crédito tributário deixa de ser consequência do sistema e passa a integrar a equação de margem.

E, quando a margem passa a depender de uma variável não integralmente controlável, o risco tributário deixa de ser jurídico para se converter em risco financeiro.

Não se trata de aumento de complexidade. Trata-se de mudança de natureza.

Margem, estrutura de capital e viabilidade passam a responder a uma dinâmica menos tolerante a imperfeições de desenho e mais sensível à qualidade da modelagem.

Na exploração patrimonial, o impacto segue a mesma lógica.

A locação imobiliária, historicamente acomodada em um ambiente de baixa incidência sob a ótica do consumo, passa a ser tensionada por um regime que exige reorganização estrutural.

O ponto central não é a eventual elevação de carga, mas a perda de aderência de estruturas concebidas sob premissas que deixam de existir.

Eficiência, nesse contexto, deixa de ser atributo do ativo e passa a ser função do sistema.

No mercado de transações, o efeito se materializa como sofisticação compulsória.

Contratos deixam de apenas formalizar vontades para incorporar mecanismos dinâmicos de recomposição tributária, ajustes de valuation e alocação prospectiva de riscos.

O risco deixa de ser apenas mensurado e passa a ser modelado.

A tributação, portanto, abandona o campo da conformidade e passa a ocupar posição estratégica.

A gestão de crédito tributário, a arquitetura societária e a modelagem fiscal passam a operar no mesmo plano que financiamento, liquidez e estratégia de saída.

É nesse ponto que emerge uma transformação menos explícita e potencialmente mais profunda: a reconfiguração dos critérios de valuation no mercado imobiliário.

Modelos tradicionais de avaliação, historicamente ancorados em fluxos de caixa com premissas tributárias relativamente estáveis, passam a incorporar variáveis adicionais de incerteza associadas à eficiência fiscal. O fluxo projetado deixa de refletir apenas desempenho operacional e passa a depender da capacidade de captura de crédito ao longo do ciclo do ativo.

Esse deslocamento produz efeitos relevantes.

Ativos comparáveis sob a ótica física e operacional passam a apresentar dispersão de valor em função de sua estrutura tributária.

Ao mesmo tempo, investidores passam a exigir prêmios de risco mais elevados, especialmente em projetos de longo prazo, nos quais o descasamento entre crédito e débito tributário pode comprometer o retorno esperado.

Valuation, nesse contexto, deixa de ser estático e passa a ser sensível à qualidade da estrutura.

Essa dinâmica não é inédita.

Em jurisdições maduras de imposto sobre valor agregado, como Reino Unido, Alemanha e Canadá, a não cumulatividade ampla produziu exatamente esse efeito: deslocou a vantagem competitiva do ativo para a estrutura que o sustenta.

Em mercados como o canadense, cuja divisão federativa aproxima-se conceitualmente do modelo brasileiro, esse fenômeno se mostrou ainda mais sensível, exigindo elevado grau de coordenação entre planejamento fiscal, modelagem financeira e execução operacional.

O Brasil não replica essas experiências, mas tende a amplificá-las. Isso porque a transição prolongada prevista no novo sistema cria um ambiente singular, no qual regimes distintos coexistem, distorções se acumulam e a assimetria informacional se expande.

Nesse contexto, o mercado passa a operar em múltiplos tempos.

Parte dos agentes já internalizou essa lógica e ajustou suas estruturas. Outra parte ainda significativa permanece ancorada em premissas que, embora formalmente vigentes, já não se sustentam do ponto de vista econômico.

Essa diferença não é conjuntural. É estrutural. E tende a produzir um efeito conhecido: seleção. O resultado não será homogêneo.

Empresas que internalizarem desde já essa nova lógica tendem a preservar margens, recalibrar sua estrutura de capital e capturar ganhos competitivos de forma consistente.

As demais, ao insistirem em modelos concebidos sob o regime anterior, poderão experimentar uma deterioração progressiva de eficiência, muitas vezes imperceptível no curto prazo, mas cumulativa e, em última instância, irreversível.

A reforma tributária não é um evento. É um processo de seleção econômica. E, como em toda mudança dessa natureza, o maior custo não estará na adaptação, mas na inércia.

 

Ética e valores na era da inteligência artificial

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Em uma era extremamente digital, é necessário se fazer presente para não se perder dos valores que acredita

A inteligência artificial deixou de ser uma promessa distante e passou a integrar o cotidiano de milhões de pessoas. De assistentes virtuais a sistemas de recomendação, passando por ferramentas que auxiliam no trabalho e nos estudos, a tecnologia se tornou uma aliada poderosa.

No entanto, junto com os benefícios, surgem desafios importantes relacionados à ética, responsabilidade e autonomia do pensamento.

Embora a IA seja uma ferramenta capaz de otimizar processos e ampliar o acesso à informação, seu uso exige consciência.

A facilidade em obter respostas rápidas pode levar à substituição do pensamento crítico, tornando essencial refletir sobre como utilizamos essas tecnologias no dia a dia. Mais do que nunca, é necessário equilíbrio entre inovação e valores humanos.

Desafios éticos no uso da ia

O avanço acelerado da inteligência artificial trouxe à tona discussões relevantes sobre seus impactos na sociedade. Questões éticas passaram a ocupar um papel central nesse debate, especialmente quando se observa o uso da tecnologia em larga escala.

Discriminação: como a ia pode reproduzir respostas discriminatórias

Um dos principais desafios está na reprodução de vieses. Sistemas de IA são treinados com base em dados históricos e, se esses dados carregam preconceitos, a tecnologia pode replicar e até amplificar essas distorções.

Isso pode resultar em decisões injustas em áreas como recrutamento, crédito e até segurança pública.

Esse cenário levanta a necessidade de desenvolver sistemas mais transparentes e responsáveis, além de exigir uma supervisão humana constante para evitar impactos negativos.

Privacidade e vigilância: como é necessário tomar cuidado com os dados compartilhados

Outro ponto crítico envolve o uso de dados pessoais. Informações compartilhadas em plataformas digitais podem ser utilizadas para treinar sistemas de inteligência artificial, muitas vezes sem que o usuário compreenda totalmente as implicações.

A coleta massiva de dados levanta preocupações sobre vigilância e uso indevido de informações, reforçando a importância de políticas claras de privacidade e do consentimento informado.

Impacto no trabalho: a problematização de trocar profissionais por ia

A automação de tarefas também gera debates sobre o futuro do trabalho. Enquanto algumas funções são otimizadas ou substituídas, novas habilidades passam a ser exigidas.

Essa transformação exige adaptação, mas também levanta questionamentos sobre o equilíbrio entre eficiência tecnológica e valorização do trabalho humano.

Quando a ferramenta substitui o pensamento próprio

Com o uso crescente da inteligência artificial, surge um comportamento preocupante: a dependência excessiva da tecnologia para decisões e reflexões que poderiam ser feitas de forma autônoma.

O uso da ia em pesquisas simples

Situações cotidianas mostram como a IA vem sendo utilizada para responder perguntas simples, que antes eram discutidas com outras pessoas ou resolvidas com pesquisa ativa. Essa mudança pode reduzir a capacidade de investigação e reflexão individual.

Ao delegar constantemente essas tarefas à tecnologia, o usuário pode perder o hábito de questionar e analisar informações de forma crítica.

Ia como verdade absoluta

Outro risco está na percepção de que as respostas fornecidas pela inteligência artificial são sempre corretas. Essa confiança irrestrita pode ser perigosa, especialmente quando não há verificação de fontes ou contextualização das informações.

A IA é uma ferramenta baseada em dados e probabilidades, não uma autoridade infalível. Por isso, a validação das informações continua sendo essencial.

A influência da ia nos valores pessoais

A exposição constante a conteúdos gerados por algoritmos também pode influenciar opiniões e comportamentos. Recomendações automatizadas moldam o que consumimos, o que lemos e até o que pensamos.

Esse processo, muitas vezes invisível, pode impactar valores pessoais e visões de mundo, reforçando a necessidade de consciência no uso dessas tecnologias.

Medidas importantes para o uso da ia com ética

Diante desses desafios, adotar práticas responsáveis no uso da inteligência artificial se torna fundamental para preservar autonomia, segurança e valores individuais.

Atenção aos dados compartilhados

Tudo o que é compartilhado como textos, imagens, voz e preferências pode ser utilizado para treinar sistemas de IA. Por isso, é importante ter cautela ao fornecer dados pessoais e entender como essas informações podem ser utilizadas.

A conscientização sobre o valor dos dados é um dos primeiros passos para um uso mais seguro da tecnologia.

Permissões de privacidade

Muitas plataformas oferecem opções para gerenciar o uso de dados. Revisar permissões e configurar preferências de privacidade permite maior controle sobre como as informações são coletadas e utilizadas.

Essa prática simples pode reduzir riscos e aumentar a transparência na relação com a tecnologia.

Revisar fontes

Mesmo com respostas rápidas e acessíveis, a verificação de informações continua sendo essencial. Buscar fontes confiáveis e comparar dados ajuda a evitar desinformação e fortalece o senso crítico.

Esse hábito é especialmente importante em um cenário onde conteúdos podem ser gerados em grande escala por sistemas automatizados.

Exercitar o pensamento crítico

Em meio a tantas facilidades, manter a capacidade de refletir, questionar e interpretar informações se torna ainda mais valioso. A leitura, por exemplo, continua sendo uma ferramenta poderosa para desenvolver essas habilidades.

Ao explorar diferentes perspectivas e conteúdos mais profundos, o indivíduo amplia sua compreensão do mundo e fortalece seus valores. Nesse contexto, práticas como a leitura de livros espíritas podem contribuir para reflexões sobre ética, propósito e responsabilidade, ajudando a equilibrar o uso da tecnologia com o desenvolvimento pessoal.

A inteligência artificial representa uma das maiores transformações da atualidade, trazendo ganhos significativos em produtividade, acesso à informação e inovação. No entanto, seu uso exige responsabilidade e consciência.

Mais do que dominar a tecnologia, é fundamental preservar aquilo que nos torna humanos: a capacidade de pensar, questionar e agir com base em valores. Em um mundo cada vez mais automatizado, o verdadeiro diferencial está na forma como escolhemos utilizar as ferramentas disponíveis, mas sem abrir mão do senso crítico e da ética que orientam nossas decisões.

Sara Paixão, Analista de Macroeconomia da InvestSmart XP

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A ata do COPOM trouxe preocupação adicional em relação aos efeitos secundários do choque de oferta decorrente do conflito no Oriente Médio e reduziu a probabilidade de cortes de juros ao longo deste ano.

O comitê destacou a discussão sobre possíveis alterações no balanço de riscos, com a indicação de que alguns vetores, como a desancoragem das expectativas de inflação, podem já ter se materializado, especialmente nos horizontes mais longos, como 2028. Esse contexto demanda maior cautela na condução da política monetária, sobretudo diante da elevada incerteza quanto à duração e aos desdobramentos do conflito.

O cenário para o COPOM é particularmente desafiador. Ao longo do último ano, o processo de desinflação no Brasil foi impulsionado, principalmente, pela queda nos preços de alimentos, em função de uma supersafra, e pela redução nos preços de bens industriais, favorecida pela valorização do real frente ao dólar. Em contrapartida, a inflação de serviços, mais sensível à dinâmica da atividade doméstica, permaneceu resiliente, com pouca desaceleração ao longo do período. Esse comportamento sugere uma economia ainda aquecida, sustentada, em grande medida, pela força do mercado de trabalho.

Em um ambiente de demanda aquecida, os efeitos secundários de choques nos preços de commodities, especialmente do petróleo, tendem a se disseminar com maior intensidade ao longo da cadeia produtiva, ampliando pressões inflacionárias.

Como resultado, observa-se uma revisão recorrente das projeções de inflação por parte dos analistas de mercado, não apenas para 2026, mas também para horizontes mais longos, já impactando 2028, conforme evidenciado no Boletim Focus mais recente. Esse movimento reduz o espaço para flexibilização da política monetária. Em linha com esse cenário, o mercado passou a precificar uma menor probabilidade de cortes de juros ao longo do ano. Para a próxima reunião, a expectativa predominante aponta para um ajuste de 25 bps, enquanto permanece elevada a incerteza em relação à extensão de um eventual ciclo de afrouxamento.

 

Chevrolet lança novo Sonic no Brasil e Sanauto realiza apresentação oficial em Fortaleza 

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A Sanauto promove, no próximo dia 20 de maio, às 9h, em Fortaleza, o lançamento do novo Chevrolet Sonic, modelo que estreia simultaneamente em todo o território nacional como uma das principais apostas da Chevrolet no segmento de compactos. O evento reunirá imprensa, clientes e convidados para a apresentação oficial do veículo.

A ação será realizada na unidade da concessionária localizada na Avenida Barão de Studart, no bairro Aldeota, e integra a estratégia nacional da marca para posicionar o modelo no portfólio da América do Sul, ampliando sua atuação em um segmento competitivo e em transformação.

O novo Sonic introduz ao mercado uma proposta que combina elementos de utilitários esportivos com a silhueta de cupê. O desenvolvimento do modelo contou com o uso de inteligência artificial desde as etapas iniciais, permitindo maior integração entre engenharia e design, com foco em proporções, eficiência e desempenho.

Entre os principais atributos do veículo estão a posição elevada de condução, conjunto óptico em LED com funções integradas, sistema de iluminação com projetor e soluções aerodinâmicas voltadas à eficiência. O modelo também conta com rodas de 17 polegadas e, no interior, traz o Virtual Cockpit System, que integra painel digital e central multimídia, além de acabamento voltado ao conforto e à ergonomia.

Voltado ao público urbano, o Sonic foi projetado para atender consumidores que valorizam conectividade, tecnologia embarcada e identidade de produto. Com dimensões compactas e arquitetura global adaptada ao mercado sul-americano, o modelo ocupa posição intermediária no portfólio da marca, entre o Chevrolet Onix Activ e o Chevrolet Tracker.

De acordo com Leonardo Dall’Olio, diretor comercial do Grupo Carmais, o lançamento representa um movimento estratégico da marca na região. “O Sonic amplia o portfólio da Chevrolet e dialoga com um público que busca inovação e diferenciação no automóvel. O evento na Sanauto será uma oportunidade de apresentar o modelo de forma próxima ao consumidor local”, afirma.

Serviço
Lançamento do Chevrolet Sonic na Sanauto

Data: 20 de maio de 2026
Horário: 9h
Local: Av. Barão de Studart, 1630, Aldeota, Fortaleza – CE
Evento exclusivo para convidados

Dia Mundial da Língua Portuguesa: bilinguismo ajuda crianças a dominar melhor o português

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Pesquisas de neurodesenvolvimento mostram que crianças em ambientes bilíngues tendem a desenvolver maior consciência linguística e relação mais sólida com a língua materna

Celebrado em 5 de maio e reconhecido pela UNESCO desde 2019, o Dia Mundial da Língua Portuguesa chega em 2026 com um dado que ilustra o tamanho do desafio: apenas 66% das crianças brasileiras das redes públicas estão alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental, segundo o Indicador Criança Alfabetizada divulgado pelo Ministério da Educação em março deste ano. O número representa o maior índice da série histórica, mas ainda significa que mais de um terço dos estudantes avança no ciclo escolar sem dominar plenamente a leitura e a escrita na própria língua.

No contexto desse debate, cresce também uma discussão sobre o papel da educação bilíngue no desenvolvimento linguístico infantil. Muitos pais ainda carregam a dúvida de que aprender inglês desde cedo pode prejudicar o domínio do português. A literatura científica, no entanto, aponta na direção contrária: pesquisas de neurodesenvolvimento indicam que crianças em ambientes bilíngues tendem a desenvolver maior consciência linguística, mais flexibilidade cognitiva e uma relação mais sólida com a própria língua materna.

“Existe um mito de que aprender inglês desde cedo prejudica o desenvolvimento do português. A ciência mostra o contrário: crianças em ambientes bilíngues desenvolvem maior consciência linguística e tendem a se relacionar de forma mais rica com a própria língua materna” Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília

Crianças expostas a dois idiomas desde cedo tendem a alternar com mais facilidade entre diferentes estruturas de linguagem, o que contribui para o desenvolvimento da leitura, da escrita e da interpretação também na língua materna.

“A criança que cresce dominando dois idiomas não aprende apenas a se comunicar em outra língua. Ela aprende a pensar de formas diferentes, a ter empatia cultural e a perceber que existem muitas maneiras de ver o mesmo mundo” Raquel Nazário, diretora regional da Maple Bear Brasília

Para especialistas em educação, a data é uma oportunidade de ampliar o debate para além da alfabetização básica: o que significa, de fato, dominar o português no século XXI? Ler e escrever são condições necessárias, mas não suficientes. A capacidade de interpretar, argumentar e se expressar com clareza começa a ser construída nos primeiros anos de vida escolar e depende de um ambiente pedagógico que valorize a linguagem em todas as suas dimensões.