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Governo assina empréstimo do Banco do Brasil para conclusão das obras do Túnel Santos-Guarujá

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Ministro Tomé Franca participou da formalização da operação de crédito; empreendimento é o maior do Novo PAC

Formalização do empréstimo de R$ 2,5 bilhões foi assinada nesta segunda-feira (13) – Foto: Eduardo Oliveira/MPor
O ministro Tomé Franca participou, nesta segunda-feira (13), da formalização do empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Banco do Brasil ao projeto de concessão do Túnel Imerso Santos–Guarujá. O crédito viabiliza a contrapartida do Governo de São Paulo na parceria público-privada. O investimento da União, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, é de pouco mais de R$ 2,5 bilhões. Já a construtora portuguesa Mota-Engil, que assinou o contrato de construção e operação da estrutura, aportou R$ 1,6 bilhão, somando R$ 6,8 bilhões da maior obra do Novo PAC do Governo Federal. A concessão é válida por 30 anos.

Com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, o túnel contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma exclusiva para o VLT, além de acessos dedicados para pedestres e ciclistas. O empreendimento contará também com túnel, acessos urbanos, prédios de acesso e demais instalações destinadas à operação do sistema. As obras devem gerar nove mil empregos diretos e indiretos. A previsão de início é 2027; e de operação, 2031.
O ministro Tomé Franca ressaltou a integração modal do projeto como melhoria na qualidade de vida e no desenvolvimento da região, que tem 2 milhões de habitantes. “Nós temos um empreendimento que vai de fato organizar o tempo de quem precisa sair do Guarujá para São Paulo, para Santos, de Santos para o Guarujá, de 50 minutos para 5 minutos. Via de acesso ao pedestre, ciclovia, VLT, e transporte rodoviário para os veículos. É um projeto que foi concebido através de consulta pública, ouvindo a sociedade para que a gente pudesse oferecer à população aquilo que tem de melhor. Infraestrutura urbana e portuária ao mesmo tempo. É um empreendimento que transforma a realidade da região”, afirmou.
Também presente no evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a obra como um empreendimento que vai solucionar os impactos que a conexão entre as cidades gera à operação do Porto de Santos, e gerar impacto na qualidade de vida da Baixada Santista. Atualmente, mais de 21 mil veículos passam diariamente pelas duas margens, utilizando balsas e catraias, além de 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres. Já a estimativa de trânsito para o túnel é de 78 mil usuários por dia.
“É um dia histórico. O Porto de Santos é o maior da América Latina. Um terço das exportações e importações brasileiras chega ou sai por ele. A travessia Guarujá-Santos é uma das maiores do mundo. O túnel vai evitar esse conflito com a travessia marítima. Essa obra é um grande ganho para o Porto, que vai atrair investimento e melhorar a qualidade de vida. Quem ganha com isso é o Brasil, com melhor infraestrutura, competitividade e eficiência”, ressaltou.
O evento contou com a presença da presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros; do ministro da Fazenda, Dario Durigan; e do Secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Samuel Kinoshita.

 

“Operação abafa” e confiança institucional abalada

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A recente decisão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS de rejeitar, por 19 votos a 12, o relatório que pedia a investigação de inúmeras pessoas envolvidas na lesão a milhões de brasileiros vulneráveis — aposentados que foram assaltados por quadrilhas que atuam dentro e fora do governo — revela um cenário preocupante. Somada a isso houve, também, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de não prorrogar a CPMI. Desse modo, evidentemente, não se admite sequer que se investigue o que aconteceu nesse assalto a essa massa de vulneráveis no Brasil.
Tal cenário impede uma investigação profunda e rigorosa sobre o desvio de recursos de uma vasta e fragilizada parcela da sociedade: os aposentados. Embora tenha o Governo Federal os tenha ressarcido, fê-lo com o dinheiro dos contribuintes e não com a devolução dos valores pelos que assaltaram.
A imprensa também tem mostrado o escândalo do Banco Master com um prejuízo colossal para os brasileiros, estimado em mais de 50 bilhões de reais, com impacto direto sobre pequenos depositantes e a estabilidade do sistema financeiro. Tanto esse caso quanto as irregularidades no INSS ocorrem sob a gestão do presidente Lula e exigem uma apuração rigorosa em busca da verdade.
Contudo, o que testemunhamos é um processo de “abafa” nos Três Poderes. No Executivo, o governo orienta sua base aliada a engavetar relatórios com os nomes daqueles que deveriam ser investigados. É o presidente Lula, portanto, querendo “abafar” o escândalo do INSS. No Legislativo, a presidência do Senado evita as prorrogações necessárias. No Judiciário, o Supremo também barra a continuidade das apurações.
Enquanto a imprensa exerce seu papel investigativo fundamental para mostrar o que está acontecendo no País, os Três Poderes parecem caminhar na direção oposta, procurando fazer com que não se conheçam nem se investiguem os fatos.
Essa paralisia deliberada das instâncias de controle não apenas perpetua a impunidade, mas também sufoca o princípio da publicidade, essencial em qualquer democracia saudável. Quando os mecanismos de pesos e contrapesos — o checks and balances — deixam de funcionar para proteger o interesse público e passam a servir como blindagem política, o Estado de Direito entra em uma zona cinzenta, onde a conveniência dos governantes se sobrepõe ao rigor da lei.
O reflexo disso é a nítida perda de confiança da população nos Três Poderes, como indicam pesquisas recentes que mostram que 60% da população não confiam no STF ou apenas 16% depositam plena confiança na Corte (Estadão e Folha). O Legislativo e o Executivo enfrentam índices igualmente baixos. Ora, o povo brasileiro é inteligente e informado: ele percebe a falta de transparência e deseja saber o que se esconde por trás desses escândalos, percebendo que há esse processo de “abafa”.
Ao decidirem-se pelos sigilos e pelo não prosseguimento das investigações, de modo que não sejam conhecidos os pormenores do que realmente aconteceu, as Instituições alimentam a percepção de que a corrupção é real e de que houve algum tipo de cooptação generalizada. A impressão que resta é a de que as autoridades preferem conviver com a suspeita a enfrentar as provas robustas que uma investigação traria. Para elas, a verdade parece ser mais arrasadora do que a má reputação.
Vale ressaltar, ainda, que esse cenário é trágico também para a imagem internacional do País no que diz respeito à corrupção. Segundo a Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 107ª posição em um ranking de 180 países, o que significa que 106 nações são consideradas menos corruptas que a nossa.
Sempre defendi e continuo defendendo a idoneidade dos Ministros da nossa Suprema Corte. Aqueles que acompanham meus artigos e redes sociais sabem que jamais fiz considerações negativas sobre a integridade de seus membros. Justamente por isso, acredito que a iniciativa de investigar a fundo todos esses casos, tanto do INSS quanto do Banco Master, deve partir de nossa Corte Excelsa. É fundamental que não restem suspeitas que venham a macular ou desfigurar a imagem do Supremo, como ocorre atualmente com os Poderes Executivo e Legislativo.
Minha esperança é que surjam respostas claras para que o STF retome o prestígio de que desfrutava no passado. Enquanto persistir a percepção de que existe uma “operação abafa”, a opinião pública será negativa. A queda acentuada na credibilidade dos Três Poderes, atestada pelas pesquisas, prejudica a democracia brasileira e o projeto de construção de uma nação na qual as instituições trabalhem estritamente no interesse do povo, e não em benefício próprio.
Para encerrar essa reflexão, reproduzo aos amigos uma citação que utilizei durante recente palestra no 1º Congresso da Academia Paulista de Letras Jurídicas (APLJ). A frase, atribuída ao poeta e dramaturgo francês Jean de Rotrou (1609-1650), é frequentemente lembrada para ilustrar o cinismo na busca pelo poder absoluto: “Todos os crimes são belos quando o trono é o preço”. A expressão sugere que, para alcançar ou manter-se no poder, qualquer ação, por mais imoral ou criminosa que seja, é justificada.
Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) .
Fotos: Andreia Tarelow –  Favor inserir o crédito das fotos

Existe uma nova porta de entrada no jurídico e ela não exige OAB

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Alta demanda por execução jurídica abre espaço para desempregados e profissionais em transição, com baixa barreira de entrada e salários em crescimento

O Brasil tem milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo dados mais recentes do IBGE. Ao mesmo tempo, o setor jurídico enfrenta um excesso histórico de demandas, com mais de 80 milhões de processos em tramitação, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O problema não é falta de oportunidade, é falta de estrutura para executar.

A combinação entre desemprego elevado e excesso de demandas judiciais tem revelado uma oportunidade pouco explorada. A carreira paralegal, profissional responsável pela execução técnica e organização das rotinas operacionais no setor jurídico, sem atuar como advogado, cresce no país sem exigir formação em direito ou aprovação na OAB e passa a se consolidar como porta de entrada no setor.

Anderson Silva, especialista em estruturação de operações jurídicas e fundador da A2 Paralegal, afirma que a função surge como resposta direta a uma falha estrutural do mercado. Segundo ele, há uma demanda crescente por execução que não é atendida pelos modelos tradicionais. “Existe uma porta de entrada clara para o jurídico que não exige formação jurídica. O mercado precisa de pessoas que organizem, executem e deem fluidez às operações”, diz.

A mudança acompanha uma reorganização interna nos escritórios e departamentos jurídicos. Atividades como controle documental, acompanhamento de processos administrativos, registros e rotinas societárias vêm sendo direcionadas a funções específicas, liberando advogados para tarefas estratégicas. “O advogado não foi formado para lidar com volume operacional. Quando essa divisão não existe, a produtividade cai e o custo aumenta”, afirma.

Para quem está fora do mercado ou busca uma transição de carreira, o movimento reduz barreiras de entrada. Profissionais com experiência administrativa, financeira ou em atendimento têm encontrado no paralegal uma possibilidade concreta de recolocação. Levantamentos de plataformas como LinkedIn e Indeed indicam crescimento nas buscas por funções de suporte jurídico ao longo de 2025, acompanhadas por salários iniciais entre R$ 2.500 e R$ 5.000, podendo ultrapassar R$ 8.000 em áreas especializadas.

A ausência de exigência formal de formação não elimina a necessidade de preparo. A falta de direcionamento ainda é um dos principais entraves para quem tenta ingressar na área. “O problema não é acesso, é clareza. As pessoas não sabem por onde começar e as empresas ainda estão aprendendo a estruturar essa função”, afirma.

Iniciativas educacionais voltadas à prática, como programas de formação profissional no setor paralegal, como o Paralegal para Todos, começam a ganhar espaço com foco em empregabilidade real e aplicação direta no mercado.A proposta é reduzir a distância entre teoria e execução e acelerar a inserção no mercado.

Especialistas apontam cinco caminhos para quem quer entrar na carreira paralegal sem formação em direito

 

  • Entender o papel do paralegal
    Compreender que a função está ligada à execução técnica e organização de rotinas, e não à atuação estratégica do advogado, é o primeiro passo para direcionar a carreira corretamente.
  • Investir em formação prática
    Cursos voltados à rotina real do jurídico permitem desenvolver habilidades aplicáveis e aumentam a competitividade nos processos seletivos.
  • Mapear áreas com maior demanda
    Segmentos como societário, contratos, compliance e registros públicos concentram maior volume de oportunidades.
  • Buscar vagas em canais específicos
    Plataformas como LinkedIn, Gupy e sites de escritórios já apresentam crescimento de vagas voltadas à função paralegal e suporte jurídico.
  • Construir experiência operacional
    Projetos, freelas e funções administrativas relacionadas ajudam a desenvolver repertório e facilitam a entrada no setor.

 

A possibilidade de migração rápida tem atraído profissionais de diferentes perfis, especialmente aqueles com experiência em organização de processos. “Quem tem disciplina, método e capacidade de execução consegue evoluir rápido dentro dessa função”, afirma.

Para as empresas, a adoção desse modelo representa ganho direto de produtividade e redução de custos. A tendência é que a função avance à medida que o setor busca escala e eficiência diante do alto volume de demandas. “Existe uma profissão sendo construída no Brasil e quem entender isso agora sai na frente.”, conclui.

 

Fontes consultadas
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA IBGE
https://www.ibge.gov.br

CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA CNJ
https://www.cnj.jus.br

LINKEDIN ECONOMIC GRAPH
https://economicgraph.linkedin.com

INDEED BRASIL
https://br.indeed.com

GLASSDOOR BRASIL
https://www.glassdoor.com.br

 

Sobre Anderson Silva

Anderson Silva é advogado, empreendedor e especialista em operações jurídicas e formação profissional no mercado paralegal. Fundador da A2 Paralegal e idealizador do projeto educacional Paralegal Para Todos, atua na estruturação de rotinas operacionais do setor jurídico e no desenvolvimento de profissionais voltados à execução técnica do mercado. Sua trajetória une prática de mercado e educação aplicada, com foco na profissionalização das atividades que sustentam a operação de escritórios de advocacia e departamentos jurídicos.

Ao longo da carreira, Anderson passou a defender a formação prática como ferramenta de empregabilidade e desenvolvimento de novos profissionais do Direito. Por meio de iniciativas educacionais e empresariais, trabalha na capacitação de pessoas que estão iniciando a carreira, aguardando aprovação na OAB ou buscando transição dentro do setor jurídico, aproximando o ensino da realidade das operações jurídicas e ampliando as possibilidades de inserção no mercado.

Para mais informações, acesse linkedin ou instagram.

Sobre a A2 Paralegal

A A2 Paralegal é uma empresa especializada em serviços de suporte operacional para o mercado jurídico, atuando em atividades como registros empresariais, organização societária, análise documental e apoio a escritórios de advocacia e departamentos jurídicos corporativos. A empresa surgiu a partir da demanda crescente por profissionais especializados na execução técnica de rotinas jurídicas que sustentam a estrutura administrativa e regulatória de empresas.

Além da atuação operacional, a A2 Paralegal também se conecta ao desenvolvimento profissional do setor por meio de iniciativas educacionais voltadas à formação de novos profissionais. A proposta da empresa é contribuir para a organização das operações jurídicas e para a qualificação de pessoas que desejam atuar em funções estratégicas dentro do ecossistema jurídico.

Para mais informações, acesse o site, instagram ou linkedin.

Lipedema: a doença silenciosa que afeta milhões de mulheres 

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Você já sentiu que, mesmo com dieta e exercícios, algumas regiões do corpo simplesmente não respondem? Dor nas pernas, inchaço frequente e facilidade para ter hematomas podem não ser apenas questões estéticas — podem ser sinais de lipedema.

Apesar de afetar milhões de mulheres, o lipedema ainda é uma condição pouco conhecida e frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquido. Esse cenário faz com que muitos pacientes passem anos sem diagnóstico correto.

O que é lipedema?

O lipedema é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, braços. Diferente da obesidade, ele apresenta uma distribuição desproporcional no corpo e está frequentemente associado a dor e sensibilidade.

Além disso, o lipedema tem forte relação com fatores hormonais e genéticos, sendo mais comum em mulheres, especialmente em fases como puberdade, gestação e menopausa.

Principais sintomas do lipedema

Identificar o lipedema precocemente é essencial. Entre os sinais mais comuns estão:

  • Dor ao toque ou sensibilidade nas pernas

  • Inchaço ao longo do dia

  • Facilidade para desenvolver hematomas

  • Sensação de peso e cansaço

  • Dificuldade em perder gordura localizada

  • Alterações na textura da pele

Esses sintomas impactam não só o físico, mas também o emocional e a autoestima.

Lipedema x obesidade: qual a diferença?

Um dos maiores desafios é diferenciar o lipedema de outras condições. Ao contrário da obesidade:

  • A gordura do lipedema é dolorosa

  • A distribuição corporal é desproporcional

  • Dieta e exercício têm pouco efeito isolado

  • Há sinais inflamatórios e circulatórios associados

Por isso, o diagnóstico deve sempre ser feito por um profissional qualificado.

Tratamento para lipedema: quais são as opções?

Embora o lipedema não tenha cura definitiva, existem formas eficazes de controle. O tratamento pode incluir:

  • Alimentação anti-inflamatória

  • Atividade física orientada

  • Drenagem linfática

  • Uso de compressão

  • Acompanhamento médico especializado

Para entender melhor todas as abordagens e possibilidades, é fundamental buscar informações com especialistas na área. Um exemplo é o conteúdo completo sobre lipedema disponível no site do Dr. André Araújo, que aprofunda diagnóstico e opções de tratamento de forma acessível.

A importância do diagnóstico precoce

O lipedema é progressivo, ou seja, pode evoluir ao longo do tempo se não tratado adequadamente. O diagnóstico precoce permite:

  • Reduzir sintomas

  • Melhorar a qualidade de vida

  • Evitar agravamento da condição

  • Promover bem-estar físico e emocional

Buscar orientação médica é o primeiro passo para lidar com a doença de forma eficaz.

Conclusão

O lipedema é uma condição real, que vai muito além da estética e merece atenção. Com informação de qualidade e acompanhamento adequado, é possível controlar os sintomas e viver com mais conforto e confiança.

Se você suspeita de lipedema, procure fontes confiáveis e profissionais especializados. Informação correta pode fazer toda a diferença na sua jornada de saúde.

Inovação X Tour percorre 10 cidades do Ceará e leva agenda de negócios, tecnologia e investimentos ao interior

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O Inovação X Tour 2026 inicia sua programação no Ceará com um circuito itinerante que percorrerá 10 cidades estratégicas, com foco na conexão entre negócios, tecnologia e investidores. A proposta é ampliar o acesso à inovação fora dos grandes centros e fortalecer o desenvolvimento econômico em diferentes regiões do Estado.

Com início previsto para 29 de abril, na cidade de Horizonte, o circuito contempla ainda Sobral, Pacajus, Itapipoca, Iguatu, Limoeiro do Norte, Juazeiro do Norte, Quixeramobim, Baturité e Quixadá, conectando polos produtivos e ampliando a circulação de conhecimento e oportunidades ao longo do território cearense.

A iniciativa foi estruturada para integrar empresas, startups, investidores e representantes do setor público em um ambiente voltado à geração de negócios, troca de experiências e construção de parcerias. Ao adotar um formato itinerante, o Inovação X Tour 2026 contribui para descentralizar o acesso a conteúdos estratégicos e estimular o fortalecimento de cenários locais de inovação.

De acordo com Willame Nogueira, idealizador do projeto, o circuito foi planejado com foco em impacto prático nas cidades participantes. “O Inovação X é uma plataforma de conexão que busca ampliar o acesso a oportunidades e potencializar iniciativas já existentes nos territórios. Ao levar o projeto para cidades estratégicas, fortalecemos o ambiente de negócios e incentivamos novas possibilidades de crescimento”, afirma.

Além da programação técnica, o circuito também incorpora iniciativas voltadas à economia criativa, com atividades que dialogam com as características culturais de cada município, promovendo integração entre inovação e identidade local.

Com expectativa de reunir milhares de participantes ao longo de 2026, o Inovação X Tour 2026 reforça o protagonismo do interior no desenvolvimento econômico do estado e amplia a articulação entre diferentes agentes do ecossistema de inovação.

A etapa final está prevista para ocorrer em Fortaleza, reunindo os principais destaques do circuito e consolidando as conexões estabelecidas ao longo das edições.

Serviço
Inovação X Tour – Circuito 2026

Cidades: Horizonte, Sobral, Pacajus, Itapipoca, Iguatu, Limoeiro do Norte, Juazeiro do Norte, Quixeramobim, Baturité e Quixadá

Início do circuito: 29 de abril de 2026
Primeira edição: Horizonte (CE)
Local: Instituto Federal do Ceará (IFCE) – Campus Horizonte

Mais informações: redes sociais (@inovacao.ce) e canais oficiais do Inovação X Tour

Solidariedade que acolhe e fortalece rede de apoio a mulheres em tratamento oncológico

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Campanha do IgesDF mobiliza colaboradores e transforma empatia em apoio concreto a pacientes assistidas pela Rede Feminina de Combate ao Câncer
Por Pollyana Cabral
A mobilização de colaboradores em torno de uma causa sensível e necessária resultou na entrega de doações nesta sexta-feira (10), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), reforçando o compromisso do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) com o cuidado que ultrapassa os limites da assistência.
A ação integra a campanha solidária “Mulheres que Ajudam Mulheres”, realizada ao longo do mês de março em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Conduzida pelo Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), vinculado à Gerência de Desenvolvimento Humano (GEDEH), a iniciativa teve como foco estimular a empatia, o cuidado coletivo e a responsabilidade social.
O resultado foi uma adesão significativa de colaboradores das unidades PO700, DIEP, SIA e Hospital Regional de Santa Maria, que contribuíram com produtos de higiene pessoal, como creme dental, escova de dentes, sabonetes, shampoo, condicionador, hidratante labial e toalhas, além de itens destinados ao bazar solidário da entidade.
A entrega das doações ocorreu na tenda rosa da Rede Feminina de Combate ao Câncer, instalada no jardim do hospital. A ação foi conduzida pela analista do NUCDC e idealizadora do projeto, a psicóloga do IgesDF Dúlcila Galvão, e recebida pelo representante da instituição, Tiago Ângelo.
Mais do que a arrecadação de itens, a campanha evidenciou o papel do cuidado ampliado na construção de uma assistência mais humana e conectada com as necessidades da população.
“Iniciativas como essa traduzem, na prática, valores fundamentais do Instituto, como a excelência no cuidado ao paciente e o respeito à dignidade da pessoa humana. Quando ampliamos esse cuidado para além da assistência direta e alcançamos a comunidade, fortalecemos uma cultura organizacional mais empática, humana e socialmente responsável”, destaca Dúlcila.
Para o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, ações como essa também refletem o compromisso institucional com uma atuação que ultrapassa os limites das unidades de saúde. “Quando iniciativas como essa mobilizam nossos colaboradores, mostramos que o cuidado no IgesDF vai além da assistência e se traduz em compromisso com a sociedade. Esse é o tipo de cultura que queremos fortalecer todos os dias”, ressalta.

Provedores de internet lançam agenda na Câmara dos Deputados

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Abrint reúne o maior número de provedores de internet pauta mudanças no ambiente regulatório, financiamento e expansão da conectividade significativa no país

A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint) lança, no próximo dia 14 de abril, a sua Agenda Institucional de 2026, em evento no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A iniciativa reúne as principais propostas do setor dos provedores regionais para o aprimoramento do ambiente regulatório e a expansão da conectividade significativa e universal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do Poder Executivo, agências reguladoras e lideranças do setor de telecomunicações.

Segundo a Abrint, as prioridades do setor das empresas de menor porte estão organizadas em quatro eixos: infraestrutura, ambiente de negócios, uso significativo da internet e governança regulatória. Entre os temas considerados centrais estão o compartilhamento de postes, a política de espectro e o acesso a crédito para os provedores regionais.

A entidade avalia que decisões regulatórias em discussão podem impactar diretamente a capacidade de investimento dessas empresas nos próximos anos – defende maior segurança jurídica e tratamento isonômico entre os diferentes agentes do mercado de telecomunicações.

Entre as propostas, está a revisão das regras de compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações, apontada como um dos principais entraves à expansão da banda larga. A Abrint também propõe medidas para evitar a concentração e a subutilização de radiofrequências, além do fortalecimento do uso da faixa de 6 GHz para Wi-Fi e do enfrentamento de propostas relacionadas ao chamado Fair Share.

Outro ponto abordado é o acesso a financiamentos. A associação afirma que provedores regionais, em sua maioria pequenas e médias empresas locais, ainda enfrentam dificuldades para acessar linhas de crédito, mesmo após avanços na regulamentação dos fundos setoriais. Para a Abrint, esse cenário limita a capacidade de investimento, dificulta a ampliação da infraestrutura e compromete a expansão da conectividade em áreas onde esses provedores exercem papel essencial.

Atualmente, os provedores regionais concentram mais de 64% dos acessos de banda larga fixa no Brasil, com atuação e protagonismo em mais de 5 mil municípios, atendendo mais de 142 milhões de pessoas em diversas localidades onde muitas vezes são os únicos responsáveis por levar infraestrutura, inclusão digital e acesso à internet de qualidade.

Programação

O evento terá início às 10 horas, com credenciamento e café de boas-vindas. Em seguida, estão previstas abertura institucional, cerimônia de lançamento da Agenda, painel sobre os desafios do setor em 2026 e encerramento às 13 horas.

Também está prevista a participação de representantes de órgãos como o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República e outras entidades do setor.

10h – Café de boas-vindas e networking
10h30 – Abertura institucional
10h45 – Cerimônia de lançamento da Agenda Institucional da Abrint 2026 + discursos
11h30 – Painel “Conectividade significativa, ambiente regulatório e os desafios do setor em 2026”
12h30 – Encaminhamentos, agradecimentos e encerramento

Abrint
A Abrint reúne mais de 2 mil empresas associadas e atua na representação institucional dos provedores de internet, contribuindo para o debate e a formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do ecossistema digital no país.

NR-1 exige o que antes era invisível: como medir riscos psicossociais nas empresas

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Atualização da norma inaugura uma nova lógica de gestão; fatores como estresse, burnout e assédio deixam de ser subjetivos e passam a impactar diretamente indicadores, custos e resultados corporativos

A recente atualização da NR-1, cuja entrada em vigor foi adiada para maio, pode ter ampliado o prazo de adequação, mas não reduziu a urgência do tema nas empresas. Ao contrário: o novo texto consolida uma virada de chave ao exigir que os riscos psicossociais sejam tratados com o mesmo rigor aplicado a qualquer outro risco operacional, com método, governança e evidências.

Na prática, fatores como o estresse, o burnout e o assédio deixam de ser tratados como questões subjetivas ou iniciativas isoladas de bem-estar e passam a integrar formalmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso implica a identificação, a avaliação, o controle e monitoramento contínuos, além da necessidade de registros e comprovações. O que antes era visto como uma agenda complementar passa a ocupar espaço na estratégia do negócio, com impacto direto na gestão, na conformidade e nos resultados.

Do invisível ao indicador

Um dos principais desafios impostos pela nova NR-1 está na capacidade de transformar aspectos intangíveis em dados concretos. Clima organizacional, sobrecarga e segurança psicológica deixam de ser percepções difusas e passam a exigir tradução em métricas capazes de sustentar decisões.

Esse movimento ocorre a partir da combinação entre dados de percepção e dados operacionais. Pesquisas de clima, engajamento e segurança psicológica ajudam a captar a experiência dos colaboradores, enquanto indicadores como absenteísmo, rotatividade e afastamentos por transtornos mentais revelam os impactos desses fatores na operação. Quando integradas, essas informações permitem identificar padrões, acompanhar tendências e transformar o que antes era subjetivo em dados acionáveis.

Com isso, indicadores tradicionalmente analisados de forma isolada passam a ganhar novo significado quando conectados. Taxas de absenteísmo e turnover, afastamentos relacionados a transtornos mentais — especialmente aqueles classificados sob CID F —, volume de denúncias de assédio e níveis de engajamento passam a dialogar diretamente com métricas de produtividade e desempenho, evidenciando que os riscos psicossociais estão no centro da operação, e não à margem.

O erro que custa caro

“Apesar do avanço na conscientização, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades na execução. O erro mais comum está em coletar dados sem transformá-los em ação. Pesquisas são aplicadas, indicadores são levantados, mas faltam planos estruturados e acompanhamento consistente ao longo do tempo”, explica Adriano Cruz, Head de HCM na Senior Sistemas.

Outro ponto crítico é a concentração do tema exclusivamente no RH. A lógica da norma exige uma abordagem integrada, envolvendo lideranças, áreas de Segurança e Saúde do Trabalho e instâncias de governança. Sem essa articulação, a gestão perde efetividade e compromete tanto a conformidade quanto os resultados.

O custo invisível da inação

Se medir já é um desafio, ignorar os riscos psicossociais pode sair ainda mais caro. Um dos aspectos menos explorados dessa agenda está justamente no impacto financeiro da inação. Ambientes de trabalho deteriorados afetam não apenas os indivíduos, mas também a dinâmica coletiva das equipes, reduzindo a colaboração, o engajamento e a capacidade produtiva.

O presenteísmo é um dos exemplos mais emblemáticos desse custo invisível: o colaborador está presente, mas com desempenho comprometido. Esse fenômeno, muitas vezes negligenciado, corrói a produtividade de forma silenciosa. Paralelamente, aumentam os afastamentos prolongados, a perda de talentos estratégicos e os custos associados à contratação e adaptação de novos profissionais.

Há ainda um efeito cascata que alcança o campo jurídico e o reputacional. Crescem as ações trabalhistas relacionadas ao adoecimento ocupacional e ao assédio, ao mesmo tempo em que a imagem da empresa pode ser afetada, impactando sua capacidade de atrair e reter talentos. Quando analisados em conjunto, esses fatores revelam que os riscos psicossociais já têm impacto financeiro direto e relevante sobre os resultados das empresas.

Da obrigação legal à estratégia de negócio

Diante desse novo cenário, atender à NR-1 deixa de ser apenas uma questão de compliance e passa a exigir uma revisão mais ampla da governança. As empresas precisam estruturar processos claros, definir responsabilidades e criar rotinas contínuas de monitoramento dos riscos psicossociais. A integração entre Saúde e Segurança do Trabalho (SST), clima organizacional e gestão jurídica é essencial para reduzir passivos e fortalecer a cultura de compliance.

Na prática, a NR-1 expõe uma fragilidade que muitas empresas ainda têm dificuldade de admitir, que é o fato de não dar mais para tratar riscos psicossociais como algo subjetivo ou desconectado da operação.

“Quando saúde e segurança, clima organizacional e jurídico não conversam, o que se perde não é só eficiência, são decisões, produtividade e dinheiro. As organizações que conseguirem integrar essas dimensões em dados acionáveis vão sair na frente, não apenas em compliance, mas em performance. É justamente nesse ponto que soluções integradas, como as da Senior, passam a ter um papel importante ao conectar dados de SST, clima e jurídico para apoiar uma atuação mais preventiva e orientada por dados”, afirma Adriano Cruz.

Com isso, a integração entre áreas, a criação de fóruns ou comitês dedicados à saúde mental e o uso de tecnologia para consolidar dados e gerar indicadores em escala começam a se consolidar. Mais do que atender à norma, essas práticas contribuem para uma gestão mais eficiente e orientada por dados, com impacto direto na redução de reclamatórias trabalhistas e na promoção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis.

Um novo estágio ainda inicial

Apesar dos avanços, a maturidade das empresas brasileiras nesse tema ainda é considerada inicial. Muitas organizações atuam de forma reativa, focadas no cumprimento mínimo das exigências, e enfrentam dificuldades para mensurar e integrar esses riscos ao PGR de maneira estruturada.

A atualização da NR-1, no entanto, tende a acelerar esse processo. Ao formalizar a obrigatoriedade da gestão dos riscos psicossociais, a norma reposiciona o tema no centro das decisões corporativas, não mais como uma pauta acessória, mas como um fator crítico de desempenho econômico. “O que antes era invisível agora precisa ser medido e, principalmente, gerenciado. Ignorar essa transformação não apenas aumenta riscos, como também compromete, de forma concreta, a sustentabilidade financeira das empresas”, finaliza Adriano Cruz.

Critérios de compra de imóveis mudam no Brasil com prioridade para rotina e bem-estar

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Estudos mostram consumidor mais exigente; especialistas apontam mudanças estruturais na decisão de compra

O comportamento do comprador de imóveis no Brasil passa por uma transformação relevante, sustentada por dados. Segundo o estudo Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP, braço de inteligência imobiliária do Grupo OLX, o perfil predominante hoje é de homens de cerca de 47 anos, classe B, que vivem com a família. Além disso, trata-se de um consumidor cada vez mais exigente: 41% afirmam intenção de compra nos próximos dois anos, enquanto 80% ainda fazem questão de visitar o estande antes de fechar negócio.

A mudança vai além do perfil demográfico e atinge diretamente os critérios de decisão. A localização e a segurança seguem como diferenciais relevantes, mas atributos como sustentabilidade, mobilidade, áreas verdes, acessibilidade e lazer ganham protagonismo, sinalizando uma busca crescente por qualidade de vida. Nesse cenário, as empresas incorporadoras e construtoras também passam a pesar mais na escolha, reforçando a importância da reputação e confiança.

O setor vive um momento positivo. De acordo com o indicador ABRAINC-Fipe, o mercado imobiliário mantém ritmo de crescimento, enquanto 78% das lideranças acreditam em um desempenho ainda melhor nos próximos 12 meses, segundo levantamento da Brain Inteligência Estratégica em parceria com o GRI Club.

Mais exigente e mais racional, mas ainda emocional

Na avaliação do Gerente Comercial de Produto da GT Building, Marcos Pires, o consumidor atual está mais exigente e, por consequência, mais racional. “Hoje, ele pesquisa, compara e entende melhor o que está comprando. Mas a emoção continua presente. A diferença é que ela precisa fazer sentido dentro de uma escolha mais consciente”, afirma. Esse movimento indica uma decisão de compra mais equilibrada, em que o cliente não abre mão da identificação com o projeto, mas exige coerência entre proposta e entrega. “Existe conexão com o conceito, mas também uma leitura clara de valor”, completa.

Qualidade de vida supera preço como fator decisivo

Se antes o preço era o principal filtro, hoje ele atua mais como um validador da escolha. A qualidade de vida passou a ocupar o centro da decisão.

“A localização continua sendo o ponto de partida, mas o cliente quer entender como o imóvel impacta a rotina dele. Mobilidade, proximidade de serviços, dinâmica familiar, tudo isso pesa diretamente”, explica o especialista. Na prática, empreendimentos capazes de traduzir conforto, praticidade e eficiência no dia a dia tendem a se destacar, mesmo em momentos de maior exigência financeira.

Outro vetor relevante é o propósito. Mais do que um conceito aspiracional, ele passa a ser percebido na experiência real do morador.

“O cliente busca um imóvel que faça sentido para o momento de vida dele. Quando o projeto entrega isso de forma concreta, o propósito deixa de ser discurso e passa a ser vivido”, destaca. Essa lógica impulsiona projetos voltados para a vida em família, com soluções que impactam diretamente o cotidiano e elevam a percepção de valor.

Funcionalidade lidera preferências

Entre os atributos mais valorizados, a funcionalidade das plantas aparece como principal destaque. Ambientes bem resolvidos e com uso inteligente dos espaços são decisivos na escolha.

Na sequência, ganham força elementos de bem-estar, como iluminação e ventilação natural, além de conforto térmico e acústico — aspectos diretamente ligados à experiência diária dentro do imóvel. As áreas comuns permanecem relevantes, mas sob um novo olhar: o consumidor prioriza o que de fato será utilizado, em vez de estruturas muito grandes e, por vezes, desnecessárias.

Novo perfil pressiona mercado e redefine estratégias

O perfil do comprador também se diversifica e se renova. Embora o recorte majoritário ainda aponte para um público mais maduro, cresce a presença de clientes mais jovens, conectados e informados, com maior repertório e referências globais.

“É um cliente que valoriza conceito, arquitetura e proposta de valor. Ele não busca apenas um imóvel, mas uma solução que dialogue com o seu estilo de vida”, afirma. Para o mercado imobiliário, a leitura desse novo comportamento é estratégica. As incorporadoras passam a ajustar a comunicação, o portfólio e a abordagem comercial, priorizando atributos que vão além de preço e metragem.

“Apesar de o discurso inicial muitas vezes girar em torno de preço ou tamanho, a decisão final costuma ser influenciada pela experiência proporcionada pelo projeto. Quando o cliente percebe que o imóvel conversa com a vida dele, a compra acontece. Ele entende o valor do conjunto e não apenas do produto, mas da experiência”, conclui o especialista.

Diante desse contexto, o mercado imobiliário brasileiro caminha para uma nova fase, em que dados, comportamento e proposta de valor convergem para um mesmo ponto: a casa deixou de ser apenas um bem e passou a ser, cada vez mais, uma escolha de vida.

Autos acima de R$ 10 milhões dobram no CARF e valores em disputa superam R$ 1 bilhão por ano

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Levantamento da Turivius mostra que autos bilionários já concentram mais da metade do valor econômico em discussão e que 89% das autuações de alto valor são mantidas pelo colegiado

São Paulo – Autos de infração multimilionários e bilionários deixaram de ser eventos pontuais no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) e passaram a integrar de forma recorrente a pauta do contencioso tributário federal. É o que revela uma análise inédita da Turivius, plataforma de inteligência jurídica, com auxílio do GPTuri, assistente próprio de IA jurídica, a partir das decisões proferidas pelo órgão entre 2020 e 2026 envolvendo autos superiores a R$ 10 milhões.

O levantamento indica uma transformação no perfil dos julgamentos administrativos. Ao longo do período analisado, o número anual de decisões relacionadas a autos de alto valor dobrou, enquanto o montante financeiro em discussão quadruplicou, saindo de patamares inferiores a R$ 200 milhões anuais para cifras próximas ou superiores a R$ 1 bilhão por exercício. O descompasso entre o crescimento quantitativo e o financeiro mostra que os casos não apenas se tornaram mais frequentes, mas também significativamente mais caros.

Para Danilo Limoeiro, CEO e cofundador da Turivius, plataforma de inteligência jurídica que reúne pesquisa jurisprudencial avançada, os dados demonstram uma mudança na dinâmica do contencioso. “O CARF passou a lidar com autos de centenas de milhões e bilhões de reais com maior frequência. O debate deixou de ser sobre o tamanho do lançamento e passou a ser sobre a qualidade técnica da autuação e da prova”, afirma.

Outro indicador dessa mudança está no valor médio das autuações. Em 2020, o ticket médio dos autos elevados girava em torno de R$ 24 milhões. Em 2022, a média alcançou R$ 38 milhões e, entre 2024 e 2026, chegou a aproximadamente R$ 62 milhões, um crescimento acumulado superior a 150% em seis anos.

No recorte mais recente, a distribuição dos valores evidencia um novo patamar do contencioso: cerca de 60% dos autos analisados superam R$ 50 milhões; aproximadamente 35% ultrapassam R$ 100 milhões; e mais de 25% já atingem ou superam R$ 1 bilhão, no universo analisado pela Turivius. Embora representem uma parcela menor do total de processos, os autos bilionários concentram mais da metade do valor econômico em discussão no CARF.

A análise também identificou padrões consistentes quanto aos tributos mais exigidos. O IRPJ (Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica) aparece em mais de 80% dos autos relevantes, geralmente associado à glosa de despesas, omissão de receitas e desconsideração de planejamentos tributários. A CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) surge de forma praticamente automática nesses mesmos autos.

Em relação ao PIS (Programa de Integração Social) e à COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), estão presentes em cerca de 65% a 70% dos casos, especialmente em autuações relacionadas a créditos não cumulativos, utilização de notas fiscais inidôneas e operações simuladas. Já o IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte) aparece em aproximadamente 40% dos autos, com impacto financeiro elevado, sobretudo nos casos de beneficiário não identificado, à alíquota de 35%.

Nos autos de maior vulto, a combinação entre IRPJ, CSLL e IRRF responde, em média, por mais de 60% do valor total lançado nos autos, enquanto PIS e COFINS funcionam como fatores de ampliação do crédito tributário, elevando o montante final em discussão.

O valor elevado dos autos não influencia negativamente o desfecho dos julgamentos, segundo os dados. Em cerca de 89% dos casos analisados, os autos de infração foram mantidos integralmente pelo CARF. “As hipóteses de nulidade, aproximadamente 11%, estão relacionadas exclusivamente a vícios formais graves, como falhas de motivação, inconsistências probatórias ou ausência de individualização de condutas”, reafirma Limoeiro.

Segundo a Turivius, observa-se um aumento expressivo no valor dos autos analisados a partir de 2022, com crescimento relevante de casos milionários que, em alguns episódios pontuais, alcançam a casa do bilhão. Esses processos envolvem grandes conglomerados econômicos, infrações estruturadas e reflexos simultâneos em múltiplos tributos e exercícios fiscais.

O estudo aponta que, diante desse cenário, a previsibilidade dos padrões decisórios e o uso de inteligência jurídica baseada em dados tornaram-se centrais para a gestão do risco fiscal. A análise histórica das decisões, com apoio do GPTuri, permite mapear tributos mais expostos, fundamentos recorrentes e taxas reais de êxito, apoiando decisões estratégicas sobre litígio, provisões e negociação.

“Entre 2020 e 2026, o contencioso tributário federal passou a evidenciar maior complexidade e valores cada vez mais elevados. Nesse contexto, a inteligência jurídica deixou de ser acessória e passou a ser um elemento essencial na tomada de decisão de empresas, escritórios e departamentos jurídicos”, conclui o CEO.

Sobre a Turivius

Fundada em 2019, a Turivius é uma plataforma de inteligência jurídica que integra análise jurisprudencial avançada, jurimetria aplicada e inteligência artificial para apoiar o advogado em decisões complexas. A tecnologia estrutura grandes volumes de dados, organiza precedentes e gera análises que ampliam a capacidade estratégica do profissional.