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Comunidade Canção Nova saúda novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP)

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“Bendito o que vem em nome do Senhor!” (Mt 21,9b).

 

A Comunidade Canção Nova saúda, com alegria, o novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), Dom Mário Antônio da Silva, transferido da Arquidiocese de Cuiabá (MT) para a sede metropolitana que abriga o Santuário Nacional da Padroeira do Brasil, reconhecendo, na escolha do Santo Padre, um sinal de renovado cuidado pastoral para com esta Igreja Particular.

Manifestamos nossa gratidão a Dom Orlando Brandes, agora arcebispo emérito, pelo dedicado trabalho realizado ao longo desses 9 anos, com zelo pastoral a serviço da evangelização.

Rogamos a bênção de Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, ao novo pastor que, em breve, tomará posse da Arquidiocese de Aparecida.

 

Pe. Wagner Ferreira

Presidente da Comunidade Canção Nova e da Fundação João Paulo II

Inelegível, Brunelli ainda insiste em pré-candidatura

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DISTRITO FEDERAL – No sábado (21/2) o ex-deputado Junior Brunelli convidou alguns amigos e autoridades para um evento pelo seu aniversário em uma pizzaria em Taguatinga. A taxa de adesão era de R$ 75,00. Como não tem mais eleitores, Brunelli reuniu pouco mais de 30 pessoas em um canto da pizzaria para passar a imagem que o ambiente estava “lotado” para ouvi-lo.

De acordo com um vídeo que circula nas redes sociais publicado no Instagram pelo @imprensabrasilia, uma cliente da Pizzaria São Paulo se mostrou indignada após estar em um restaurante que oferece música ao vivo e, durante a apresentação, um outro microfone ter sido ligado no ambiente, iniciando uma espécie de culto em ação de graças pelo aniversário do ex-deputado Brunelli.

Quando o músico da casa parou de cantar, ela procurou o gerente e afirmou que não iria pagar couvert artístico para ficar ouvindo ex-político falar. O gerente respondeu que o músico estava em intervalo e que a pausa duraria cerca de 20 minutos. Ela ainda perguntou se qualquer pessoa que estivesse comemorando aniversário poderia pegar o microfone e falar, e ele respondeu: “Todos têm espaço”.

Segundo a cliente, quando o cantor da casa voltou a se apresentar, o outro microfone continuou ligado, com discursos e homenagens.

Em entrevista ao Imprensa Brasília, ela comentou que políticos estavam presentes no local e que houve falas com conteúdo político.

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“Falaram que era aniversário, mas começaram a citar nomes como Brunelli, Izalci e agradeceram ao Arruda. Teve fala sobre político injustiçado, compararam com José perseguido no Egito. Parecia um culto mesmo. E, no final, teve inclusive um berrante, enquanto o cantor da casa se apresentava”, afirmou.

“Se quisessem fazer culto ou ato político, poderiam ter feito em outro local. Era uma pizzaria cheia, com música, gente bebendo”, declarou.

O caso gerou debate nas redes sociais sobre o uso de espaços privados para manifestações políticas e religiosas e sobre a cobrança de couvert artístico em situações que fogem à proposta musical anunciada.

IZALCI E ARRUDA 

Das muitas autoridades que convidou, Brunelli conseguiu reunir apenas duas figuras políticas: o ex-governador José Roberto Arruda e o senador Izalci Lucas. O parlamentar já declarou apoio a Arruda, contrariando seus correligionários do PL, que já declararam apoio a Celina Leão (PP).

BRUNELLI SEGUE INELEGÍVEL

Devido ao escândalo da Caixa de Pandora, Brunelli renunciou ao cargo de deputado distrital em 2010 e teve candidaturas negadas pela Justiça Eleitoral posteriormente, devido à Lei da Ficha Limpa, como nas eleições de 2018 e 2022. Em ambas, ele afirmava aos eleitores que estava elegível, mas definitivamente não estava.

Em 2018, a justiça eleitoral negou, por unanimidade, o registro de candidatura do ex-deputado distrital Júnior Brunelli (MDB), conhecido por puxar a “oração da propina” – vídeo icônico da Operação Caixa de Pandora, que apurou o escândalo conhecido como Mensalão do DEM, de deflagrou esquema de propina no então governo de José Roberto Arruda. Ele tentava concorrer novamente à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A 18 dias do primeiro turno das eleições de 2022, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF)  finalizou o julgamento das candidaturas dos postulantes a cargos eletivos pela capital da República. Dados da Corte e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostraram que 35 candidaturas foram barradas, entre elas, a de Rubens Cesar Brunelli Junior e do ex-governador Agnelo Queiroz, com base na Lei da Ficha Limpa.

DESVIO DE EMENDAS

Brunelli ainda tem contas a acertar no âmbito da Operação Hofini

Brunelli ficou preso dez dias no âmbito da Operação Hofini

Em 2017, Promotores de Justiça lotados na Promotoria de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social – PJFEIS e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO, celebraram acordo de delação premiada com duas ex-funcionárias que trabalharam para o ex-distrital Júnior Brunelli.

A operação Hofini, realizada em 2012, de responsabilidade da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), recebeu esse nome em alusão ao sacerdote Hofini, que roubava dízimos e ofertas dos fiéis. Ele foi condenado em 14 de junho de 2012,  pela Justiça do Distrito Federal a devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de três vezes o dano causado ao erário, equivalente a RS 1,2 milhão, mais danos morais de R$ 1,4 milhão.

O ex-deputado Júnior Brunelli, na sua primeira legislatura (2003-2006) aprovou um projeto de lei  em 2005 que dava a Associação de Assistência Social Monte das Oliveiras (AMO), comandada por familiares, o status de entidade de utilidade pública, facilitando assim o recebimento de verbas federais e distritais através de emendas, como o caso de desvio investigado pela operação Hofini.

A DELAÇÃO

Maria das Mercês Pereira de Souza e Marlucy de Sena Guimarães de Oliveira, rés na Ação Penal 2010.07.1.034477-4, fizeram o acordo para revelar todos os bastidores de como Brunelli montou um esquema para se apropriar de dinheiro público. Em troca da delação, elas receberam o perdão judicial. Marlucy entregou 2 caminhões trio elétrico, 1 sala comercial na Torre A do Alameda Shopping, em Taguatinga ,  além de 48 pagamentos.  Os bens foram colocados por Brunelli em seu nome para não levantar suspeitas. Já Maria, além de 48 pagamentos, entregou um veículo  Strada 2007.

Na delação, elas contaram como tudo aconteceu. Ambas entregaram documentos, recibos, cópias de cheques, extratos, anotações e HD que comprovavam as denúncias.

CONDENAÇÃO

Em agosto de 2020, a  1ª Vara Criminal de Taguatinga condenou  o ex-deputado distrital Júnior Brunelli a mais de dez anos de prisão e pagamento de multa, no processo 0034026-85.2010.8.07.0007, no caso do desvio de verba de emendas.

Já em 2023, a 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios  (TJDFT) manteve a condenação do ex-deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior por peculato, mas reduziu a pena para 7 anos, 2 meses e 7 dias de prisão, em regime inicial fechado. Ele recorreu da sentença. O Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) acusou Brunelli de desviar recursos de emenda parlamentar enviada para a Associação Monte das Oliveiras (AMO), no valor de R$ 1,7 milhão, em 2009.

Segundo o MPDFT, Brunelli e outros réus falsificaram notas fiscais apresentadas na prestação de contas à antiga Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do DF (Sedest).

Apenas a condenação pelo crime de peculato foi mantida. Quanto à outra acusação, de associação criminosa, a 3ª Turma Criminal reconheceu que houve prescrição, portanto, o ex-deputado não poderia ser condenado pelo delito. O acórdão foi publicado em 4 de abril de 2023.

Delator Durval Barbosa recebe oração de Brunelli acompanhado de Leonardo Prudente. Ambos perderam seus mandatos na CLDF durante o governo de Arruda, que também foi alvo da Caixa de Pandora e perdeu o mandato de governador

O juiz titular da 1ª Zona Eleitoral de Brasília, Lizandro Garcia Gomes Filho, manteve a validade das gravações feitas pelo delator da Caixa de Pandora, Durval Barbosa, em processo contra o ex-deputado distrital Júnior Brunelli. A decisão foi expedida em 1º de setembro de 2023.

O juiz eleitoral negou pedido da defesa do ex-deputado para declarar a ilicitude das gravações feitas por Durval.

“Doutro lado, razão não socorre à defesa quanto a tese de ilicitude das gravações realizadas pelo colaborador premiado. (…) A gravação ambiental realizada por colaborador premiado, um dos interlocutores da conversa, sem o consentimento dos outros, é lícita, ainda que obtida sem autorização judicial, e pode ser validamente utilizada como meio de prova no processo penal”, enfatizou o magistrado.

@metropolesoficial

O juiz titular da 1ª Zona Eleitoral de Brasília, Lizandro Garcia Gomes Filho, manteve a validade das gravações feitas pelo delator da CaixadePandora, DurvalBarbosa, em processo contra o ex-deputado distrital Júnior Brunelli. A decisão foi expedida nessa sexta-feira (1º/9). O ex-parlamentar foi filmado rezando junto a Durval, no episódio que ficou conhecido como “oração da propina”. As imagens integram o acervo de provas de um suposto esquema de pagamento de dinheiro, de origem ilícita, a deputados distritais em troca de apoio ao então governador José Roberto Arruda, entre 2007 e 2009. A ação penal por corrupção passiva contra Brunelli tramitou, inicialmente, na 7ª Vara Criminal de Brasília, mas foi enviada à Justiça Eleitoral por decisão da 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Na decisão dessa sexta-feira, o juiz eleitoral negou pedido da defesa do ex-deputado para declarar a ilicitude das gravações feitas por Durval. #TikTokNotícias

♬ som original – Metrópoles Oficial

Brunelli ainda tem contas a acertar na Operação Caixa de Pandora e Operação Hofini e segue inelegível,  mas continua iludindo alguns políticos do DF, assim como fez em 2018 e 2022. Ou seja: continua sendo o mesmo Brunelli que fez a oração da propina e envergonhou o DF ao lado de Arruda, ambos denunciados por corrupção.

 

 

 

Saúde e o fim da jornada 6×1

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A proposta de fim da jornada 6×1, atualmente em discussão na Câmara dos Deputados por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 148/15), que pretende reduzir a duração semanal do trabalho para 36 horas (com três dias de descanso), tem repercussões que vão muito além da agenda trabalhista. No setor de saúde, seus efeitos são estruturais e exigem análise técnica, econômica e jurídica cuidadosa.

Hospitais, unidades de pronto atendimento, serviços de diagnósticos e equipes multiprofissionais operam em regime contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Diferentemente de outros setores, a assistência à saúde não pode ser interrompida para reorganização de escalas. Cada alteração no desenho da jornada repercute diretamente no dimensionamento de pessoal, na cobertura de plantões e na segurança assistencial.

Hoje, boa parte das operações hospitalares combina modelos como 6×1 e 12×36, este último expressamente reconhecido na CLT (art. 59-A). Uma e Eventual mudança constitucional para 36 horas semanais como padrão, tende a produzir dois efeitos imediatos: a necessidade de recomposição de quadros e aumento do custo unitário da hora trabalhada, especialmente se não houver redução proporcional de remuneração — hipótese que não vem sendo considerada no debate público e nas propostas legislativas em tramitação.

Além da proposta de jornada de 36 horas semanais, tramitam no Congresso Nacional iniciativas que propõem a fixação do limite de 40 horas semanais, mantendo o teto diário de 8 horas. Ainda que menos drásticas, essas propostas igualmente impactam a organização de escalas em atividades contínuas, como a saúde, e exigem análise específica sobre seus reflexos operacionais e financeiros. Por outro lado, a despesa com pessoal é um dos principais componentes do custo hospitalar. Hospitais filantrópicos, privados e públicos já operam sob margens pressionadas, em um ambiente de judicialização crescente e alta complexidade tecnol& amp; amp; amp; oacute;gica. Se a redução da jornada exigir contratações adicionais de pessoal para manter o mesmo nível de atendimento, o impacto econômico tende a ser significativo.

No setor privado, isso se projeta sobre as operadoras de planos de saúde, que absorvem parte relevante dos custos assistenciais via contratos com prestadores, afetando a sinistralidade, as provisões técnicas e reajustes de mensalidade. No setor público, a elevação da despesa com pessoal impacta diretamente orçamentos estaduais e municipais, onde a saúde já consome parcela expressiva da receita corrente líquida.

Do ponto de vista jurídico, trata-se de uma alteração constitucional com efeito sistêmico. Contudo, é importante destacar que a legislação vigente já oferece instrumentos suficientes para arranjos e rearranjos de jornada por meio de negociação coletiva. A Constituição Federal (art. 7º, XIII e XIV) e a CLT autorizam a compensação de horários, a redução de jornada e a adoção de escalas diferenciadas mediante acordo ou convenção coletiva. Ou seja, o ordenamento jurídico brasileiro já contempla uma flexibilidade negociada, capaz de adaptar o tempo de trabalho às especificidades de cada setor, inclusive da saúde.

Por essa razão, uma eventual redução constitucional da jornada deve estar necessariamente acompanhada de ganhos consistentes de produtividade. Sem um incremento real de eficiência — seja por inovação tecnológica, reorganização de processos, digitalização, inteligência clínica ou melhor gestão — a simples diminuição do tempo de trabalho tende a elevar custos, pressionando margens, contratos e investimentos. Em um setor intensivo em mão de obra como o da saúde, produtividade e jornada são variáveis indissociáveis.

A transição, caso venha a ocorrer, exigirá cuidado regulatório e planejamento escalonado, sob pena de aumento de contencioso trabalhista, insegurança jurídica e riscos de descontinuidade assistencial — sobretudo em regiões já marcadas por escassez de profissionais.

O debate, portanto, não deve ser simplificado. A questão não é apenas reduzir horas de trabalho, mas definir como fazê-lo de forma responsável, preservando a sustentabilidade econômico-financeira, a previsibilidade regulatória e a qualidade assistencial. No sistema de saúde, a jornada não é apenas organização empresarial — é um elemento diretamente relacionado à continuidade do cuidado e à estabilidade do próprio modelo de financiamento.

Também é preciso reconhecer que a busca por melhor qualidade de vida e valorização dos profissionais é legítima, desejável e deve ser um alvo contínuo a ser atingido.

Contudo, no ambiente hospitalar, a transição estrutural deve considerar a complexidade assistencial, a necessidade de cobertura permanente e o equilíbrio econômico. Isso exigirá mais do que apenas um ajuste de escalas; ela demanda o redesenho de processos, o investimento e a incorporação de tecnologia, a melhoria de protocolos assiste nciais, a adoção de modelos de remuneração baseados em valor e o fortalecimento da gestão de pessoas (qualificação de equipes e expansão dos serviços). Sem esse planejamento sistêmico, o risco real é deslocar a tensão da redução da jornada para a sustentabilidade das mensalidades, para a viabilidade dos contratos e, consequentemente, para o próprio acesso da população à assistência.

A saúde brasileira precisa de estabilidade regulatória, previsibilidade de custos e um ambiente favorável ao investimento. Alterações constitucionais que impactam diretamente a estrutura de despesas do setor devem ser precedidas de estudos de impacto específicos e diálogo técnico qualificado. O protagonismo do empresariado da saúde nesse debate é essencial para assegurar que eventuais mudanças fortaleçam — e não fragilizem — a capacidade de atendimento do sistema.
Mais do que discutir horas, é preciso discutir eficiência, produtividade e responsabilidade com o futuro do setor e com a maior qualidade de vida dos seus trabalhadores. A sustentabilidade da saúde depende de equilíbrio. E equilíbrio, nesse contexto, significa evoluir com prudência, negociar com maturidade e legislar com base em dados, não em expectativas.

Ana Paula De Raeffray é doutora pela PUC/SP. Diretora Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Previdência Complementar e Saúde Suplementar – IPCOM e sócia titular do Raeffray e Brugioni Advogados.

Após fortes chuvas, Ceilândia inicia força-tarefa emergencial

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Administração Regional atuou de plantão no monitoramento das áreas atingidas e inicia, a partir de segunda-feira (2mutirão com Novacap e SLU para recuperação das vias e desobstrução da rede pluvial

As fortes chuvas que atingiram Ceilândia na noite de sábado (28)
provocaram alagamentos em diversos pontos da cidade e mobilizaram equipes da Administração Regional, que permaneceram de plantão monitorando as áreas mais afetadas.

Desde as primeiras horas após o temporal, servidores percorreram as regiões atingidas para identificar danos e levantar as demandas mais urgentes. O administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, também esteve nas ruas acompanhando de perto a situação.

“Percorremos a cidade para mapear os pontos mais críticos e definir as intervenções necessárias. Nossas equipes estiveram de plantão e continuarão mobilizadas para dar respostas rápidas à população”, afirmou.

De acordo com o administrador, a partir de segunda-feira (2
de março) será iniciado um mutirão nos principais pontos atingidos, em parceria com a Novacap e o SLU. A força-tarefa vai realizar operação tapa-buraco em caráter emergencial, retirada de resíduos levados pela enxurrada e desobstrução de bocas de lobo, para restabelecer o funcionamento da rede de águas pluviais.

Na manhã deste domingo (1), as equipes constataram grande acúmulo de lixo nas bocas de lobo. Muito desse material foi arrastado pelas enxurradas após ser descartado irregularmente em vias e espaços públicos. Os resíduos acabaram obstruindo a rede de captação de águas pluviais, comprometendo o escoamento da água da chuva e contribuindo para os pontos de alagamento.

Os trabalhos já começaram neste domingo, com a atuação de um caminhão hidrojato da Novacap, equipamento de alta potência utilizado para limpeza profunda da tubulação. Segundo a Administração, a capacidade operacional do hidrojato equivale ao trabalho manual de aproximadamente 100 homens, o que acelera significativamente o processo de desobstrução da rede.

“Estamos atuando de forma integrada com os órgãos do Governo do Distrito Federal para desobstruir a rede pluvial, recuperar as vias e minimizar os impactos causados pelas chuvas. A prioridade é garantir segurança e normalidade o mais rápido possível”, destacou Dilson Resende.

A Administração reforça que as equipes continuarão nas ruas durante a semana, acompanhando os pontos que registraram alagamentos e executando as intervenções necessárias para prevenir novos transtornos, especialmente diante da continuidade do período chuvoso.

Flávio Bolsonaro condena declaração de Lula de apoio ao regime iraniano

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Neste sábado (28/2), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nota de repúdio em que classificou como “inaceitável” o posicionamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante das ações do regime iraniano. Lula declarou apoio ao regime do ditador iraniano.

Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, as forças militares atingiram alvos importantes do regime iraniano e seu principal líder, Ali Khamenei foi morto. A confirmação foi publicada pelo presidente norte-americano nas redes sociais.

“Khamenei, uma das pessoas mais perversas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para aqueles de muitos países ao redor do mundo que foram mortos ou mutilados por Khamenei e sua gangue de bandidos sedentos de sangue”, disse Trump na Truth Social.

“Esta é a maior chance para o povo iraniano recuperar seu país. Estamos ouvindo que muitos membros da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e policiais não querem mais lutar e estão buscando imunidade”, argumentou Trump.

 

94 anos do voto feminino e mulheres seguem minoria na política brasileira: por quê?

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Apesar de representar mais da metade da população, presença feminina em cargos eletivos permanece abaixo de 20%, alerta especialista da UNIASSELVI

 

Em 24 de fevereiro de 2026, o Brasil comemorou 94 anos da conquista do voto feminino, marco histórico da democracia. Mas a presença das mulheres no poder ainda está longe de ser proporcional à população: ocupam apenas 18,4% das cadeiras na Câmara dos Deputados, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Em comparação, países como Argentina e México registram 39% e 49% de representação feminina em seus legislativos nacionais, respectivamente, conforme a ONU Mulheres.

O quadro se repete nos executivos estaduais e municipais brasileiros, evidenciando que as barreiras não são apenas legais. “O desafio é estrutural e cultural: há obstáculos que dificultam a permanência e a ascensão das mulheres na política”, aponta a professora  afastam mulheres do debate público e prejudicam a qualidade da democracia.

Para a docente da UNIASSELVI, a solução exige mais do que ajustes legais. “É preciso investir em formação política, redes de apoio e mudanças culturais que permitam às mulheres ocupar cargos de liderança com autonomia”, afirma.

A presença feminina no poder tem impacto direto nas políticas públicas. Parlamentares mulheres tendem a priorizar áreas como educação, saúde, combate à violência e políticas de equidade social, de acordo com relatório da ONU Mulheres.

O aniversário do voto feminino não é apenas simbólico, evidencia os limites da democracia representativa brasileira. “Após quase um século, o direito ao voto é realidade, mas o direito à plena participação no poder ainda é uma construção em curso. Avançar na representatividade feminina é mais do que uma pauta de gênero: é essencial para uma democracia plural, inclusiva e legítima, capaz de refletir a diversidade da sociedade brasileira”, conclui a especialista da UNIASSELVI.

Sobre a UNIASSELVI

A UNIASSELVI é uma das mais conceituadas instituições de ensino superior do Brasil. Com uma oferta diversificada de mais de 500 cursos, que incluem Graduação, Pós-Graduação, Profissionalizantes e Técnicos, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância (EAD), a instituição se destaca pela sua abrangência e qualidade educacional. Presente em todos os estados brasileiros, a UNIASSELVI conta com uma ampla rede de mais de 1,3 mil polos e mais de 16 unidades de ensino presencial. É reconhecida como a única instituição de grande porte nacional a receber nota máxima no Recredenciamento Institucional, concedido pelo Ministério da Educação (MEC). A missão da UNIASSELVI é fornecer os recursos e o suporte necessários para que os alunos construam suas próprias histórias e alcancem o sucesso acadêmico e profissional, promovendo assim o desenvolvimento pessoal e profissional de cada estudante.

 

Justiça seja feita, sempre!

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Ricardo Viveiros*

Quase seis anos depois do crime que chocou o País, a resposta do Estado brasileiro chegou. A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal condenou os mandantes do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, reafirmando um princípio que sustenta qualquer democracia: a justiça pode tardar, mas não pode falhar.

Os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos de prisão. O ex-major da PM Ronald Pereira recebeu pena de 56 anos por homicídio. O ex-assessor Robson Calixto foi condenado por organização criminosa. Já o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, absolvido da acusação de homicídio por insuficiência de provas, foi condenado por corrupção passiva e obstrução de Justiça. Além das penas, houve a fixação de indenizações milionárias às famílias e às sobreviventes do atentado.

A decisão unânime, com votos dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Carmen Lúcia e Flávio Dino, não devolve as vidas perdidas. Mas devolve algo igualmente essencial: a confiança de que as instituições funcionam, mesmo sob pressão, mesmo diante de interesses poderosos, mesmo quando o tempo parece corroer a esperança.

O caso de Marielle e Anderson tornou-se símbolo da violência política no Brasil. Mulher negra, oriunda da periferia, defensora dos direitos humanos, Marielle representava uma ruptura com estruturas históricas de exclusão. Seu assassinato foi um ataque não apenas a uma pessoa, mas à própria ideia de participação democrática plural. Quando a ministra Anielle Franco afirmou que a decisão era um “recado” aos que minimizaram o crime, sublinhou que não se tratava de vingança, mas de afirmação do Estado de Direito.

Não há democracia sólida onde crimes políticos são anistiados por conveniência, esquecidos por cansaço ou perdoados por cálculo. Investigar, apurar, acusar, julgar e condenar são etapas de um processo civilizatório. E ele só se completa quando as penas são efetivamente cumpridas. A impunidade é combustível para a repetição. A responsabilização, ao contrário, é freio e exemplo.

O voto da ministra Carmen Lúcia evocou indignação diante da violência que insiste em assombrar o Brasil. Ao questionar quantas “Marielles” e “Andersons” ainda serão vítimas antes que o Estado reaja de modo estrutural, ela apontou para um desafio que vai além deste caso. A Justiça precisa ser firme não apenas no desfecho, mas na prevenção. A mensagem precisa ser clara: quem atenta contra a vida e contra a democracia responderá por seus atos.

Também é sintomático que um dos condenados ainda receba remuneração pública enquanto aguarda desdobramentos formais. Situações assim tensionam o sentimento social de justiça e revelam a necessidade de aperfeiçoamentos institucionais. O cumprimento integral das penas e a coerência entre condenação e consequências administrativas são partes do mesmo compromisso com a legalidade.

A decisão do STF estabelece um marco. Mostra que estruturas criminosas sofisticadas podem ser desvendadas; que o tempo não apaga a obrigação de responsabilizar; que a pressão política não deve dobrar a espinha dorsal das instituições. Para o futuro, fica a lição: crimes não devem ser anistiados nem relativizados. O Estado existe para proteger direitos, não para negociar a aplicação da lei.

Quando a justiça tarda, a dor se prolonga. Mas quando ela falha, a democracia adoece. Neste caso, apesar dos anos de espera, a resposta veio. Que sirva de exemplo permanente: nenhuma violência pode ser normalizada; nenhum mandante pode se esconder atrás do poder; nenhuma vida pode ser reduzida a estatística. A memória de Marielle e Anderson exige mais do que homenagens — exige vigilância, firmeza e a certeza de que, no Brasil, o crime não compensa.

Ricardo Viveiros, jornalista, professor e escritor, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura (UPM); membro da Academia Paulista de Educação (APE) e conselheiro da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE); autor, entre outros livros, de A vila que descobriu o Brasil, Justiça seja feita, Memórias de um tempo obscuro.

Eleições 2026 – Donny Silva apoia Silene da Saúde

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Pré-candidato a deputado federal pelo Progressistas (PP), o conhecido jornalista investigativo fez o anúncio

Nesta quinta-feira (26/2), durante café com lideranças, o jornalista Donny Silva anunciou apoio à pré-candidatura de Silene da Saúde a deputada distrital.

“A Silene é advogada competente, preparada e acima de tudo, luta pelo bem-estar da categoria. Respeitada e querida, ela lidera o Movimento Unificado da Saúde e tem voz ativa entre os servidores, abandonados por velhos políticos com seus discursos de sempre e que pouco ou nada fizeram em prol da categoria. Há tempos que a Câmara Legislativa do DF não tem uma pessoa guerreira, verdadeira e que luta de verdade por justiça por melhores condições para a Saúde. Silene não se vende, não desiste e não volta atrás. A Saúde precisa dela na CLDF e pelo brilhante trabalho que tem feito até aqui, certamente ela será vitoriosa nas urnas em outubro e fará um mandato extraordinário. Ela pode contar com meu apoio, respeito e admiração”, afirmou o progressista.

Abertura comercial sem condições de igualdade é salto no escuro para a indústria

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Por José Velloso*

 

Após duas décadas de negociações, a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é apresentada ao público como uma conquista histórica. Contudo, para quem vive o cotidiano da indústria de transformação, o sentimento é de um alerta urgente combinado a uma expectativa cautelosa: a integração de um mercado que representa 25% do PIB mundial não é uma oportunidade automática; sem a correção das assimetrias competitivas brasileiras, ela é um risco de desindustrialização, mas, se bem conduzida, pode ser o passaporte para o Brasil se tornar um hub global de tecnologia sustentável.

 

Historicamente, o Brasil optou por um modelo que pune quem produz. Enquanto o fabricante europeu, especialmente na Alemanha e na Itália, opera em um ambiente de juros civilizados, logística de ponta e desoneração completa de investimentos, o industrial brasileiro carrega o “Custo Brasil” como uma âncora. Assinar um tratado de livre comércio nos obriga a fazer a “lição de casa”, ou seja, melhorar nossa competitividade.

 

O risco central reside na assimetria estrutural. Se o cronograma de redução tarifária avançar mais rápido do que as reformas internas, assistiremos à substituição da produção nacional por bens importados. Todavia, há um lado positivo que não pode ser ignorado: o acordo impõe uma “agenda de eficiência” obrigatória. O acesso facilitado a componentes e tecnologias de ponta europeias poderá acelerar a modernização do parque fabril brasileiro, reduzindo custos de produção a médio prazo e elevando o padrão de qualidade da nossa engenharia.

 

Não se trata de temor à concorrência, mas de necessidade de isonomia. A reforma tributária sobre o consumo é um passo fundamental, mas sua eficácia depende de uma implementação que garanta o crédito financeiro pleno e imediato. Com a isonomia garantida, o cenário muda de figura. O Brasil tem uma oportunidade ímpar de se destacar na Neoindustrialização Verde. A indústria brasileira de máquinas já é uma das mais limpas do mundo e, com o selo do acordo, ganha um canal direto para fornecer soluções em energias renováveis, biocombustíveis e hidrogênio verde para uma Europa ávida por descarbonização.

 

Além do peso fiscal, a disparidade do custo de capital é alarmante. A modernização para a Manufatura 4.0 exige investimentos. Sem uma política de crédito competitiva, a “janela de oportunidade” do acordo será apenas uma vitrine para produtos estrangeiros. Mas, se o Estado Brasileiro oferecer os instrumentos financeiros adequados, o setor de bens de capital pode dar um salto qualitativo, integrando-se definitivamente às cadeias globais de valor e deixando de ser apenas um fornecedor local para ser um player internacional.

 

O potencial de mercado é vasto. Exportamos atualmente apenas US$ 1 bilhão para a Europa, uma cifra irrisória perto da nossa capacidade. O acesso a esse mercado consumidor de alto poder aquisitivo é a grande promessa positiva deste tratado. Ele pode abrir portas para que a criatividade e a resiliência da engenharia brasileira conquistem nichos de alta tecnologia que antes eram inviabilizados por barreiras burocráticas e tarifárias.

 

O acordo Mercosul-União Europeia impõe ao Brasil um desafio inadiável. Ele pode ser o motor da nossa integração global, transformando a pressão da concorrência em incentivo para a inovação. A abertura comercial é um instrumento de desenvolvimento, mas o seu êxito depende de arrumarmos a nossa própria casa. Se fizermos o dever de casa, o Brasil não apenas sobreviverá à abertura, mas poderá emergir como um dos grandes fornecedores de soluções tecnológicas para os desafios do século XXI.

 

 

* José Velloso – Engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos)

 

Dirigentes do INSS delataram Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

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André Fidelis e Virgílio Filho entregaram Carlos Lupi, ex-ministro da Previdência de Lula, em seus acordos de delação premiada

Segundo apuração do Metrópoles, um dos anexos aborda a atuação do então ministro da Previdência no governo Lula no esquema de descontos ilegais nos benefícios de aposentados e pensionistas.

Lupi assumiu o ministério na posse de Lula (PT), em janeiro de 2023, e foi demitido pelo petista em maio de 2025, nove dias após a Polícia Federal (PF)  deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto, que resultou na prisão de integrantes da cúpula do INSS. À época, o ministro atuou para proteger investigados, o que arranhou a imagem do governo.

Enquanto ministro, Lupi chegou a defender publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. Segundo as apurações, Stefanutto recebia mesada de R$ 250 mil do esquema. Os pagamentos ocorreram, segundo a PF, de junho de 2023 e setembro de 2024, enquanto Lupi era ministro.

“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”, afirmou à época.

Diante da resistência, coube ao próprio presidente Lula exonerar Stefanutto.

O ex-ministro também apadrinhou a indicação de Adroaldo Portal, um jornalista de formação que trabalhou por anos como assessor da bancada do PDT na Câmara dos Deputados.

Portal tornou-se o nº 2 do Ministério da Previdência após a queda de Lupi, e permaneceu no cargo até dezembro passado, quando foi alvo da PF na Sem Desconto. Ele teve a prisão domiciliar decretada.

Como mostrou a coluna, Lupi era amigo pessoal da advogada Tônia Galleti, ex-coordenadora jurídica do Sindnapi, o Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical. Familiares de dirigentes da entidade, inclusive de Tônia, receberam ao menos R$ 8,2 milhões da entidade.

Lupi também foi alertado diversas vezes sobre o crescimento dos descontos aplicados aos benefícios de aposentados e pensionistas, mas levou cerca de um ano para adotar qualquer providência.

Nesse ínterim, os valores descontados ilegalmente de aposentados saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.

O escândalo que envolve o presidente do PDT e até o filho de Lula, traz sérias consequências imediatas para a senadora Leila Barros (ex-Leila do Vôlei), defensora fiel de Lula e seu desgoverno. O desgaste é inevitável e a reeleição fica cada vez mais distante.