O ditador da Venezuela, Nicolas Maduro, “modulou” seu discurso em relação a Guiana por receio de ficar isolado na região. Essa é a avaliação de diplomatas brasileiros ouvidos pela CNN.
O risco de segregação da Venezuela ficou claro depois que o Brasil sugeriu uma menção sobre a tensão entre os dois países na reunião do Mercosul, pedindo uma solução pacífica na disputa dos dois países pela região de Essequibo, que fica na Guiana.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também deixou claro seu desconforto ao orientar o Exército a reforçar tropas na região e dizer a aliados que romperia politicamente com Maduro no caso de uma guerra.
Mais cedo, em entrevista à CNN, o assessor especial da Presidência, Celso Amorim, disse que a negociação entre a Venezuela e a Guiana superou as expectativas porque ambos renunciaram à ameaça ao uso da força, contendo a escalada de tensão na região.
“Eu vinha dizendo que seria uma vitória se eles apenas aceitassem uma nova reunião. Fomos muito além disso porque Venezuela e Guiana renunciaram à ameaça ao uso da força”, afirmou Amorim.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Maduro recuou na crise com a Guiana por receio de ficar isolado, dizem diplomatas no site CNN Brasil.


