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Medo de novo “Caso Pachuca” faz Santos adotar cautela com anúncio de Alison
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Depois de anunciar as contratações de Lucas Lima, Daniel Ruiz e Joaquim, o Santos espera oficializar nos próximos dias a chegada de Alison. O clube, porém, está adotando uma cautela maior com o anúncio do volante.

Isso porque a diretoria alvinegra está com medo de ocorrer mais um “caso Pachuca” (relembre abaixo). O Peixe está investigando se Alison ainda tem alguma ligação contratual com o Al Hazm, da Arábia Saudita.

O volante deixou o time saudita em maio de 2022, quando sofreu uma grave lesão no joelho. O jogador de 29 anos ainda tem quantias a receber do Al Hazm, que também deve ao Santos, e aguarda a Justiça.

Alison foi vendido aos árabes em agosto de 2021. O valor da transferência, que gira em torno dos 800 mil dólares (R$ 4,2 milhões na época), foi dividido em parcelas.

Após rescindir com o Al Hazm, o meio-campista tratou a lesão no joelho no CT Rei Pelé. Em um primeiro momento, ele não estava nos planos do Santos para a temporada. Contudo, após um começo ruim de Campeonato Paulista e o alto número de lesões no elenco, a comissão técnica alvinegra voltou atrás e pediu o atleta.

Entre Santos e Alison, portanto, está tudo certo. Resta apenas concluir a investigação se o volante tem ou não alguma ligação com o seu ex-time.

Revelado nas categorias de base do Peixe, o Menino da Vila soma 269 partidas com a camisa alvinegra. Na temporada de 2020, aliás, o capitão foi um dos grandes lideres do elenco no vice da Libertadores.

Relembre o Caso Pachuca

Santos, Pachuca e Cueva entraram em uma grande briga judicial nos últimos anos após o meia deixar a Vila Belmiro e assinar com o clube mexicano, em 2020.

O Pachuca e o jogador foram condenados pela Fifa a pagar cerca de R$ 40 milhões pela quebra unilateral de contrato.

A equipe mexicana afirmou que não induziu Cueva a deixar o Peixe. Já o meia disse ter rescindido pela falta de compromissos do Alvinegro no pagamento das dívidas. O time brasileiro replicou e enviou provas à Fifa de que honrou os seus compromissos com o peruano.

No fim, o Santos acabou vencendo o caso na Justiça. A decisão saiu apenas em janeiro de 2023, quase três anos depois do começo do julgamento. O Tribunal Arbitrário do Esporte (CAS) manteve o entendimento da decisão proferida pela Fifa, de que o jogador não tinha justa causa para rescindir o contrato de trabalho com o Peixe.

A compensação final devida pelo Cueva ao Alvinegro Praiano é de R$ 21 milhões, que, com juros de 5% ao ano desde 98 de junho de junho de 2020 tinge o valor de R$ 24 milhões.

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