Segundo Vivien Suruagy, a medida facilita o planejamento das empresas e traz geração de empregos, aquecimento da economia e aumento do PIB
A presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), Vivien de Mello Suruagy, afirmou ter convicção de que o governo federal, após a aprovação hoje (quarta-feira) no plenário do Senado do Projeto de Lei (PL) 334/2023, vai apoiar e sancionar rapidamente a prorrogação até 2027 da desoneração da folha de pagamento dos 17 setores da economia brasileira que mais empregam.
“O PT, que é o partido o governo, sempre apoiou a desoneração. A geração e manutenção dos empregos são um dos grandes benefícios da medida e, por isso, acredito que a sanção presidencial ocorrerá sem maiores dificuldades”, disse, lembrando que a atual desoneração termina em 31 de dezembro deste ano.
“A continuidade da desoneração trará segurança e vai facilitar o planejamento e investimentos das empresas para 2024, o que trará benefícios para o próprio governo, com o aquecimento do PIB e maior arrecadação de impostos”, completou. Além disso, lembrou, com a manutenção dos postos de trabalho, a tendência é de menos gastos com o seguro-desemprego e Previdência, ressaltou.
“Na área de atuação da Feninfra, cerca de 55% dos trabalhadores são mulheres e jovens em seu primeiro emprego. Além disso, em muitos municípios, as empresas do setor são as maiores empregadoras. O fim da desoneração poderia eliminar até 530 mil postos de trabalho, em dois anos, apenas no setor de telecomunicações. Ou seja, a manutenção dos empregos terá um grande impacto social”, explicou.
A desoneração da folha permite às empresas dos setores contemplados pagarem alíquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de salários. Entre os 17 setores impactados, estão call centers, comunicação, serviço de tecnologia da informação, serviço de tecnologia de comunicação, calçados, confecção/vestuário, construção civil, empresas de construção e obras de infraestrutura, couro, fabricação de veículos e carroçarias, máquinas e equipamentos, têxtil, transporte metroferroviário de passageiros, transporte rodoviário coletivo e transporte rodoviário de cargas.


