Docentes denunciam que Lilian Albuquerque, irmã de vereador indiciado por racismo, tem agido de forma autoritária contra docentes críticos à atual administração
Professores de Planaltina Goiás acusam a assessora pedagógica da regional de ensino, Lilian Albuquerque, de perseguir educadores que manifestam oposição ao atual prefeito da cidade. Lilian é irmã do vereador Lincoln, recentemente indiciado por racismo contra um colega parlamentar, o vereador Carlim Imperador, durante uma sessão na Câmara Municipal.
“Em todo momento nos vemos sendo perseguidas, parece até o chavismo da Venezuela”, relatou uma professora que preferiu não se identificar. Outro docente, que também optou pelo anonimato, expressou incredulidade diante da situação: “Não acredito que o governador Caiado está sabendo disso, após ter uma boa avaliação do Ideb”.
Os relatos apontam que a coordenadora tem mantido uma espécie de “fiscalização” direcionada a professores que divergem politicamente da administração local. A situação tem gerado tensão entre os profissionais de educação da cidade, que se dizem acuados.
O Estado de Goiás, sob a gestão do governador Ronaldo Caiado, alcançou recentemente a maior nota do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), com uma média de 4,8. O estado também foi um dos três únicos do país a atingir a meta estabelecida pelo Ideb, ao lado de Pernambuco e Piauí. Em declarações anteriores, Caiado exaltou o trabalho dos profissionais da rede estadual, afirmando que sempre confiou em sua capacidade e que não poupou esforços para apoiar as ações necessárias para a melhoria do ensino público.
Diante das denúncias, professores esperam que o governador reavalie a indicação de Lilian Albuquerque para o cargo, apontando que a postura da coordenadora se contrapõe aos avanços na gestão educacional do estado.
A reportagem tentou contato com Lilian Albuquerque, assessora regional de educação de Planaltina Goiás, mas não obteve resposta. O espaço permanece aberto para que ela se manifeste.


