Defensoria Pública da União está sob comando de interino há dez meses. Com o veto a Igor Roberto Roque, Lula terá que indicar outro nome para ser sabatinado pelos senadores
Depois de passar pela sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, o plenário da Casa rejeitou, nesta quarta-feira (25/10), a indicação de Igor Roberto Albuquerque Roque para exercer o cargo de defensor público-geral da União, função que comanda a Defensoria Pública da União (DPU). Segundo colocado em uma lista tríplice, o defensor foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas recebeu apenas 35 votos pela sua aprovação e 38 contrários.
Roque contava com o apoio de integrantes do grupo Prerrogativas, formado por advogados ligados ao PT, mas o defensor sofreu uma forte rejeição de parte da oposição, pois foi apontado como defensor de temas como a descriminalização do aborto e das drogas. Durante a sabatina de três horas na CCJ, ele não foi sequer questionado sobre os temas, mas, depois, acabou vinculado a um seminário sobre aborto legal promovido pelo órgão.
Ficou provado neste caso que, ao contrário da Câmara dos Deputados, o Senado Federal está mais atento ao ambiente político que o Brasil vive atualmente e não está de joelhos para o Governo Lula.


