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Setor nuclear avalia aprovação da primeira diretoria da ANSN como passo essencial para a regulação no Brasil
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A Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), em nome do setor nuclear, avalia que a aprovação pelo Senado Federal da primeira diretoria colegiada da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) representa um marco regulatório histórico para o país, resultado de décadas de debates e de uma construção institucional que agora entra em sua fase mais decisiva: a efetiva implantação da agência.

Foram aprovados os nomes de Alessandro Facure Neves de Salles Soares, para o cargo de Diretor-Presidente da ANSN; Lorena Pozzo, para Diretora de Instalações Radioativas e Controle; e Ailton Fernando Dias, para Diretor de Instalações Nucleares e Salvaguardas. Todos terão mandatos escalonados e passam a compor a primeira diretoria colegiada da história da Agência.

Para o presidente da ABDAN, Celso Cunha, o momento é histórico, mas exige maturidade e responsabilidade. “A criação da ANSN foi fruto de um esforço de décadas e sua consolidação será determinante para o futuro do Programa Nuclear Brasileiro. O setor precisa de uma agência forte, com autonomia técnica e institucional, capaz de garantir previsibilidade regulatória, segurança e condições adequadas para o avanço de projetos estratégicos como Angra 3, os pequenos reatores modulares (SMRs) e a ampliação da mineração de urânio”, afirma.

Cunha acrescenta que o fortalecimento da ANSN terá impacto direto na credibilidade do Brasil junto à comunidade internacional. “O Brasil tem compromissos importantes na transição energética e no debate climático, especialmente com a realização da COP30 em novembro, em Belém. Uma agência reguladora independente, robusta e alinhada às melhores práticas internacionais será fundamental para que o setor nuclear brasileiro seja visto como confiável e estratégico, inclusive na pauta da descarbonização global”, completa.

A ABDAN destaca ainda que a criação da ANSN não encerra o processo, mas abre uma nova etapa. “É agora que o desafio começa. A agência precisa se estruturar, formar equipes, definir procedimentos e estabelecer um diálogo institucional com sociedade civil, setor privado, parlamento e organismos multilaterais. A ABDAN, em nome do setor nuclear, está pronta para contribuir com este processo”, conclui Cunha.

 

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