O Egito disse neste domingo (12) que interviria em apoio ao caso da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), citando a crescente escala das operações de Israel em Gaza e seu impacto sobre civis.
A medida realça as tensões crescentes entre os dois países, uma vez que a operação israelense na cidade de Rafah coloca em risco acordos de longo prazo e cooperação em segurança.
“O anúncio da intervenção neste caso acontece diante da expansão das operações militares e da escala das violações israelenses contra civis em Gaza”, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros egípcio, sem dar detalhes sobre o que a intervenção anunciada implicaria. No passado, o Egito já apresentou argumentos no caso.
sem especificar o que a intervenção implicaria. No passado, o Egito apresentou argumentos no caso.
Na sexta-feira (10), a África do Sul pediu ao TIJ que ordenasse que Israel se retire de Rafah como parte de medidas de emergência adicionais em um caso em andamento em que acusa Israel de atos de genocídio.
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Fontes de segurança do Egito disseram à Reuters que autoridades do país haviam comunicado a Israel que o responsabilizavam pela tensão nas relações bilaterais entre os dois países e pela suspensão das negociações de cessar-fogo entre delegações do Hamas, Israel, Estados Unidos, Egito e Catar realizadas no Cairo.
O Hamas, o grupo militante palestino que governa Gaza, recebeu com satisfação a decisão do Cairo no TIJ.
“Agradecemos o anúncio feito pela irmã, República Árabe do Egito, da sua intenção de se juntar à acão movida pela República da África do Sul”, disse o Hamas em comunicado.
Questionado sobre o tratado de 1979 entre os dois países diante da operação Rafah, o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, disse, no domingo (12), que o tratado entre os dois países era necessário para garantir a segurança e que tinha mecanismos para lidar com quaisquer violações, sem entrar em detalhes.
Este conteúdo foi originalmente publicado em Egito deve apoiar a África do Sul em caso contra Israel no Tribunal da ONU no site CNN Brasil.


