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Aeroporto de Barreirinhas (MA) se prepara para alçar novos voos com operação 24h e voos comerciais

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Terminal é a porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e será modernizado para receber voos comerciais e funcionar 24 horas por dia

Terminal do Maranhão é peça estratégica para o fortalecimento do turismo e da conectividade aérea da região – Foto: Ascom/MPor

 

Vento forte entre dunas, lagos e céu aberto. No coração dessa paisagem única, o Aeroporto de Barreirinhas, no Maranhão, se posiciona como peça estratégica para o fortalecimento do turismo, da economia local e da conectividade aérea da região. Incluído no Programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos, o terminal passa por um processo de reestruturação que deve recolocar a cidade definitivamente no mapa da aviação comercial brasileira.

 

A proposta do programa é clara: transformar pequenos aeroportos em motores do desenvolvimento local, promovendo melhorias na infraestrutura, retomando voos comerciais e gerando emprego e renda nas regiões atendidas. “Estamos olhando para o Brasil real, aquele que precisa de infraestrutura para crescer. Aeroportos como o de Barreirinhas têm papel essencial na geração de empregos, no estímulo ao turismo e na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

 

Com voos comerciais suspensos desde março de 2025, o aeroporto mantém uma operação funcional voltada à aviação geral, com pousos e decolagens de aeronaves executivas e fretadas, principalmente voltadas ao turismo de alto padrão. Sua pista, de 1.500 metros de comprimento, por 30 de largura, permite a operação de aviões de pequeno e médio porte. Atualmente, os voos ocorrem apenas durante o dia, do nascer ao pôr do sol.

 

A administração do terminal está sob responsabilidade da Esaero Airports, empresa do Grupo TW8, que mantém equipes operacionais treinadas para garantir a segurança e a funcionalidade das operações. Segundo o gerente executivo do Aeroporto de Barreirinhas, Ramilton Teixeira, as melhorias em andamento visam transformar completamente o terminal.

 

“Estamos passando por uma série de reformas para melhorar o atendimento aos passageiros e à tripulação, implantando balizamento noturno, sistema PAPI, ampliando o saguão e a área de embarque. Tudo isso para tornar o aeroporto apto a funcionar 24 horas e receber voos de qualquer parte do Brasil”, afirma.

 

Lençóis Maranhenses

Principal porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, o município de Barreirinhas é conhecido por sua beleza exuberante. Com dunas e lagoas cristalinas que se formam com as chuvas, a região é um dos destinos mais deslumbrantes do país. Desde 1981, quando foi criado o Parque Nacional dos Lençóis, a cidade se consolidou como parada obrigatória para turistas do mundo todo.

 

Para Flávio Mendes Guimarães, turista de Belo Horizonte (MG), visitar os Lençóis Maranhenses foi uma experiência inesquecível. “Esse é um dos lugares mais bonitos que eu já vi na vida. O aeroporto aqui é uma facilidade imensa para você chegar por meio de um voo privativo. Espero que companhias aéreas também entendam isso e possam abrir voos diretos”, relatou.

 

Barreirinhas também integra a chamada Rota das Emoções, circuito turístico que conecta três estados nordestinos: Maranhão, Piauí e Ceará, e passa ainda pelo Delta do Parnaíba e Jericoacoara. Para manter esse fluxo ativo e facilitar o acesso ao destino, a retomada de voos comerciais é considerada essencial.

 

AmpliAR

O programa de investimentos privados em aeroportos regionais busca fortalecer a conectividade aérea nacional, especialmente em áreas com disponibilidade limitada de outros meios de transporte. O modelo permitirá que concessionárias assumam a gestão de aeroportos regionais por meio de um processo competitivo simplificado, incluindo esses ativos em seus contratos de concessão, com a contrapartida de reequilíbrios contratuais específicos. Dessa forma, espera-se promover a modernização e otimização dos aeroportos regionais, ampliando sua integração à malha aérea nacional e impulsionando o desenvolvimento regional.

 

A primeira rodada do programa AmpliAR colocará em oferta, por meio de processo competitivo simplificado, 19 aeroportos regionais localizados em 11 estados da Amazônia Legal e do Nordeste.

 

Festa Junina transforma rotina de pacientes na Psiquiatria do Hospital de Base

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Celebração vira ferramenta de cuidado, reintegração e quebra de estigmas dentro da unidade
Por Luciane Paz
Fotos: Alberto Ruy/IgesDF
As bandeirinhas no teto, o cheirinho de milho cozido no ar, o som da música caipira e o riso solto. A cena parece de qualquer festa junina comum, mas o que aconteceu na última sexta-feira (27), na ala de psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), foi muito mais que um arraial. A tradicional festa junina da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF ( IgesDF), se transformou em um verdadeiro ato de cuidado, inclusão e resgate da dignidade para dezenas de pessoas em tratamento intensivo de transtornos mentais.
Vestidos com trajes caipiras, os pacientes participaram de quadrilhas, cantaram, se divertiram com familiares, voluntários e colaboradores do hospital. Comidas típicas, pescaria, correio elegante, boca do palhaço e outras brincadeiras deram o tom da festa. O ambiente hospitalar se transformou em um espaço de alegria, acolhimento e integração, com propósitos bem definidos do ponto de vista terapêutico.
“A festa tem um papel fundamental na quebra da rotina hospitalar, o que é essencial no processo de reabilitação. Ao participar desse tipo de atividade, o paciente exercita a socialização e pertencimento”, explica Alice Carvalho, psicóloga do IgesDF.
O terapeuta ocupacional Raphael Oliveira reforça que atividades como essa são estratégicas para a reabilitação psicossocial.
“Momentos como a festa junina promovem autonomia, reforçam habilidades sociais e ajudam a resgatar papéis sociais que o paciente vai precisar reassumir quando sair da internação. Isso é fundamental dentro do plano terapêutico.”
Convidados especiais
A iniciativa também encantou os familiares, que foram convidados a participar da festa. Zuleide Cardulino, mãe da jovem Ariel, 16 anos, se emocionou ao ver a filha vestida de noiva na quadrilha. “Ela tentou tirar a própria vida. Hoje estou vendo minha filha sorrir, alegre, dançando”, conta toda orgulhosa filmando a filha.
A emoção também tocou Sandra Lucena, mãe de Samantha, 17, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em grau severo. “Achei maravilhoso. Isso humaniza o atendimento, mostra que a equipe vê além do diagnóstico”.
Quebrando paradigmas
Além dos impactos terapêuticos para os pacientes, o evento também promove um efeito importante dentro da própria instituição.
“Outro objetivo é provocar uma quebra de estereótipo negativo. Alguns profissionais do hospital, sem perceber, às vezes têm muito medo de vir aqui. E aí, quando tem a festa junina, veem que não tem o que temer. Eles percebem que os pacientes não são irracionais, estão apenas em sofrimento e precisam de cuidado. E a sociedade tem um papel fundamental nisso”, completa Alice.
A colaboradora do IgesDF, Gabriela Rodrigues, assessora técnica da gerência de enfermagem, participou pela primeira vez do Arraiá da Psiquiatria e ficou tocada com o que presenciou.
“Foi incrível, bem organizado e muito divertido. O mais bonito é que houve interação e afeto entre colaboradores e pacientes. Para quem está aqui internado, essa troca é fundamental. Eu trabalho há quatro anos no Iges e foi a primeira vez que participei dessa festa”, conta Gabriela.
Serviço de apoio
O evento foi organizado com o apoio do Serviço de Voluntariado (SAV) e contou também com a dedicação da equipe multidisciplinar da psiquiatria. Cada colaborador levou um prato típico para o lanche coletivo, e alguns chegaram a ir em áreas verdes para buscar materiais rústicos para compor a decoração.
“Foi tudo feito com muito carinho. Essa festa já é uma tradição aqui na unidade e se tornou um símbolo de cuidado humanizado”, afirma Vandelicia Rodrigues, presidente do SAV.
“O objetivo do voluntariado é acolher e apoiar todos os pacientes do hospital, e com a psiquiatria não é diferente. É gratificante ver o sorriso no rosto de cada paciente, saber que estamos ajudando a transformar o ambiente hospitalar com afeto e dignidade.”, compartilha Marleide Costa, vice-presidente do SAV.

Brasil pode assumir liderança na regulação da IA no sistema financeiro, dizem especialistas

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Com um dos sistemas financeiros mais avançados do mundo, país pode se tornar referência na regulação ética e eficiente da IA

 

Em encontro promovido pelo Barcellos Tucunduva Advogados (BTLAW), representantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do Banco Central (BC), da empresa de tecnologia EcommIT e especialistas do setor jurídico debateram os caminhos para uma regulação eficaz e equilibrada da inteligência artificial no Brasil, especialmente no sistema financeiro.

 

O gestor de inclusão e educação da CVM, Paulo Portinho, trouxe uma perspectiva filosófica e social para a discussão. “No fim, discutimos inteligência artificial, mas o problema — e a solução — estão nas pessoas. É como sociedade que precisamos ter mais educação, mais conhecimento”, afirmou. Portinho também alertou para a ilusão de controle total: “A única forma de frear a IA seria bloqueá-la. Mas isso não vai acontecer. Alguém, em algum lugar, vai usar — e você vai ser o único que não vai.”

 

Também foi abordado o Projeto de Lei nº 2.338/2023, atualmente em tramitação no Congresso, que propõe a criação do Sistema Nacional de Governança de Inteligência Artificial (SIA), formado por cinco órgãos, entre eles o Banco Central e a CVM, e coordenada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A proposta visa estabelecer uma estrutura coordenada para supervisionar o uso da IA no Brasil, com foco na transparência, mitigação de riscos e proteção de direitos.

 

Segundo Antonio Marcos Guimarães, consultor no Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, entre os pilares defendidos pelo órgão estão a supervisão humana — recomendada principalmente para situações críticas —, a explicabilidade dos sistemas e a transparência nos processos decisórios automatizados. “É inviável exigir revisão humana para cada interação com IA. O foco deve estar nos casos em que o impacto ao cidadão ou ao sistema financeiro justifique essa supervisão”, explicou.

 

Fábio Marques, diretor da EcommIT, alertou para o risco de se importar modelos regulatórios excessivamente rígidos, como o europeu, que acabaram afastando startups do continente. “O Brasil precisa encontrar um equilíbrio entre segurança jurídica e fomento ao empreendedorismo digital”, afirmou. Para ele, a prioridade deve estar na governança dos dados — assegurando qualidade, integridade e transparência nas informações que alimentam os sistemas de IA.

 

Giancarllo Melito, sócio do BTLAW, reforçou que a regulação, quando bem desenhada, é um vetor de confiança e desenvolvimento. “Se olharmos para o mercado de pagamentos, por exemplo, é evidente como a regulação favoreceu a inovação, atraiu investimentos e ampliou a segurança das operações”, pontuou. Segundo ele, o desafio está em evitar excessos sem abandonar o compromisso com um ambiente sólido e previsível para o crescimento tecnológico.

 

O potencial brasileiro para assumir protagonismo na regulação da IA foi ressaltado pelos participantes. “Temos um dos sistemas financeiros mais sofisticados do mundo. Se atuarmos com inteligência, escuta ativa e sem arrogância, podemos liderar também na regulação da IA aplicada ao setor financeiro”, afirmou Antonio Marcos Guimarães, do Banco Central.

 

Para os representantes da CVM e do BC, a chave está no diálogo com o mercado e com a sociedade. “Eventos como este aproximam o setor jurídico do regulador e do mercado, facilitando a comunicação e o entendimento mútuo”, disse Antonio Marcos. Portinho, por sua vez, reforçou que o investidor precisa estar no centro das políticas de educação e proteção. “Se o cidadão não se educa, os riscos continuarão existindo — com ou sem inteligência artificial”, disse.

 

Fábio Marques também ressaltou a importância da colaboração entre direito e tecnologia. “A aproximação entre especialistas jurídicos e desenvolvedores tecnológicos desde a concepção das soluções permite unir inovação e responsabilidade regulatória de forma prática”, destacou.

 

Fonte: Giancarllo Melito, professor da Fundação Getúlio Vargas, sócio do Barcellos Tucunduva Advogados, especializado em regulação do mercado financeiro e fintechs.

 

Congresso assume protagonismo e governo recorre ao STF: o retrato de uma articulação falha, analisa Elias Tavares

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Para o cientista político, sequência de derrotas no Legislativo expõe fragilidade do governo Lula e consolida poder cada vez mais autônomo do Congresso, mesmo contra a opinião pública

O cientista político Elias Tavares avalia que o governo federal enfrenta sua pior crise de articulação desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em análise divulgada nesta sexta-feira (27), Tavares aponta que a derrubada do decreto que aumentava a alíquota do IOF, aliada à aprovação do projeto que amplia o número de cadeiras na Câmara dos Deputados, revela um Executivo enfraquecido, que passou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal como último recurso para manter medidas estratégicas.

Recorrer ao STF é legal, mas politicamente revela fraqueza. Quando o governo precisa da Justiça para preservar uma medida de arrecadação, é sinal de que perdeu a confiança e a disciplina de sua base no Congresso”, afirma o especialista.

A revogação do decreto que elevava o IOF foi aprovada com 383 votos, sendo 243 de parlamentares de partidos que têm ministros no governo, como MDB, PSD, União Brasil, Republicanos e PP. Para Tavares, esse cenário é um alerta grave:

Onze vice-líderes do próprio governo votaram contra a proposta. Isso não é apenas um ruído, é um sinal claro de que o Planalto está refém de uma base hostil e mal coordenada.

Na mesma sessão, ressalta Tavares, os parlamentares aprovaram a ampliação do número de deputados federais, aumentando gastos públicos mesmo diante de uma pesquisa que indica que 76% da população é contra a medida. Segundo o analista, isso demonstra que o Congresso passou a exercer um protagonismo deliberado e, muitas vezes, em confronto direto com o Executivo, sem se preocupar com o impacto político junto à sociedade.

“A narrativa está nas mãos do Congresso. O Planalto, hoje, apenas reage. E quando um governo só reage, ele não governa”, conclui Elias Tavares.

Para o cientista político, a situação exige uma reestruturação urgente da articulação do governo com o Legislativo e uma comunicação mais direta e eficaz com a sociedade, para evitar que decisões estratégicas dependam exclusivamente do Judiciário.

 

Sobre Elias Tavares


Cientista político especializado em comunicação eleitoral e marketing político. Atua como analista em veículos nacionais, preside uma empresa pública de tecnologia e mantém o blog eliastavares.com.br, onde publica reflexões estratégicas sobre política, governo e opinião pública.

 

Conferência distrital reforça protagonismo da pessoa idosa e propõe caminhos para garantir direitos e dignidade

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Evento promovido pelo Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa, vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania, reuniu mais de 250 participantes para debater políticas públicas e fortalecer a participação social do público 60+

Mais de 250 pessoas participaram nesta sexta-feira (27) da 6ª Conferência Distrital dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada no auditório da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB). Promovido pelo Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa do Distrito Federal (CDI-DF), vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o evento teve como objetivo discutir os principais desafios enfrentados no atendimento à população idosa e construir, de forma coletiva, propostas concretas para a garantia de seus direitos.

Com o tema “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”, a conferência se consolidou como espaço democrático e participativo, com a presença ativa de pessoas idosas, representantes de entidades, movimentos sociais, conselheiros de direitos, gestores públicos e integrantes da sociedade civil organizada.

Durante a abertura, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ressaltou a importância do debate diante da transformação demográfica prevista para as próximas décadas, quando, por volta de 2050, a população idosa será maior do que a de jovens no Brasil. Ela destacou ações pioneiras da Sejus voltadas ao cuidado e à inclusão desse público, como a criação do projeto Hotelaria Solidária, durante a pandemia — reconhecido internacionalmente pelo seu ineditismo e impacto social —, e o fortalecimento do programa Viver 60+, que incentiva o convívio social, a inclusão produtiva e a valorização da pessoa idosa.

“Esse programa e outros projetos promovidos por entidades e instituições comprometidas com essa pauta têm permitido que hoje as pessoas idosas levantem a mão e digam: nós temos direitos, nós precisamos disso e daquilo. Essa escuta ativa e esse diálogo com o governo é o que nos permite avançar”, afirmou Passamani.

Na sequência, o presidente do CDI-DF, Mauro Moreira de Oliveira Freitas, destacou o alinhamento entre o conselho, o governo e a sociedade civil para o fortalecimento das políticas públicas. “Somos um conselho paritário, consultivo e deliberativo, com a missão de propor e fiscalizar políticas públicas voltadas à pessoa idosa, independentemente dos governos que passam. Nossa atuação é permanente e voltada à garantia de direitos.”

Programação intensa e participação ativa

Ao longo do dia, os participantes acompanharam palestras, mesas de debate, grupos de trabalho temáticos e uma plenária final para aprovação de propostas, além da eleição dos delegados que representarão o DF na etapa nacional da conferência. Os debates foram organizados em cinco eixos principais: financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais; proteção à vida, à saúde e acesso ao cuidado integral da pessoa idosa; enfrentamento à violência, abandono social e familiar; participação social, protagonismo e vida comunitária; e fortalecimento dos conselhos de direitos como política de Estado.

A professora Camila Alves Areda, coordenadora da Universidade do Envelhecer (Uniser) — projeto de extensão da UnB voltado ao envelhecimento saudável —, também defendeu a importância da escuta e da efetividade na aplicação das políticas públicas. “É fundamental ouvir as pessoas idosas, entender onde estão as falhas e como podemos melhorar. A universidade contribui com pesquisa e também com ações práticas que empoderam e garantem o acesso a direitos”, afirmou.

Protagonismo em ação

Uma das participantes da conferência foi Maria Aparecida de Jesus, de 66 anos, moradora do Paranoá e integrante ativa do programa Viver 60+. Essa foi a segunda conferência distrital da qual ela participou — e a expectativa era grande. “Aqui é um espaço onde a gente é ouvida, onde podemos dizer com clareza o que está faltando, o que precisa mudar. Isso é muito importante, porque muita gente acha que a pessoa idosa só quer descanso. A gente quer dignidade, respeito e oportunidade também”, afirmou Maria, antes de participar de uma mesa de debate sobre protagonismo e vida comunitária.

Além da escuta ativa e da ampla participação, a conferência se destacou por garantir acessibilidade, ambiente acolhedor e estrutura completa para receber o público 60+, reafirmando o compromisso com um envelhecimento digno, ativo e respeitado.

Empresas  brasileiras apostam nos EUA para crescer no mercado

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Mesmo com recursos limitados, negócios brasileiros encontram espaço em nichos específicos, segurança jurídica e acesso a incentivos no mercado norte-americano

Pequenas e médias empresas brasileiras estão atravessando as fronteiras em direção aos Estados Unidos para garantir não apenas crescimento, mas também diversificação de receita e acesso a um mercado mais previsível. A avaliação é de Alfredo Trindade, CEO e sócio-fundador da Ecco Planet Consulting, empresa especializada em internacionalização de negócios com sede na Flórida e mais de dois mil projetos conduzidos desde 2010. Segundo ele, mesmo com estruturas modestas, empresas brasileiras têm ocupado espaços relevantes no ambiente norte-americano ao explorarem nichos de mercado e aproveitarem incentivos legais e tributários.

O movimento de internacionalização também responde a uma lógica de proteção contra instabilidades econômicas. “No Brasil, as PMEs enfrentam volatilidade cambial, insegurança jurídica e custos operacionais elevados. A entrada nos EUA pode ser uma forma de diluir riscos e operar em moeda forte”, analisa.

Dados do U.S. Small Business Administration apontam que pequenas empresas representam 99,9% dos negócios nos Estados Unidos, empregam cerca de 47% da força de trabalho do setor privado e contribuem para cerca de 44% da atividade econômica americana. O ambiente é impulsionado por um ecossistema que combina acesso a crédito, desburocratização na abertura de empresas e uma cultura de consumo voltada à especialização de serviços e produtos. “Esse perfil favorece empresas brasileiras que conseguem se posicionar com soluções específicas ou experiências personalizadas”, observa Trindade.

Entre os casos acompanhados pela Ecco Planet Consulting está o de uma marca brasileira de alimentação saudável que, após abrir uma unidade em Orlando, triplicou o faturamento ao adaptar o cardápio para hábitos de consumo locais e investir em logística e certificações exigidas no país. “O sucesso veio da combinação entre estudo de mercado e respeito às diferenças culturais”, relata o executivo.

Trindade explica que o processo para operar legalmente nos EUA exige planejamento detalhado, que passa por validação de produto, análise tributária, estrutura societária, escolha do estado com melhor custo-benefício e entendimento das normas de compliance. “Muitos empreendedores subestimam esses aspectos. Não basta abrir uma LLC e esperar o retorno. É preciso estratégia”, alerta. Apesar das vantagens,  o ambiente norte-americano é altamente competitivo e não há espaço para improviso. “É fundamental ter clareza sobre a viabilidade do modelo de negócio antes de migrar. Já vimos empresas que fracassaram por não entenderem o perfil do consumidor local ou por não se adequarem às exigências sanitárias, por exemplo”, destaca.

 

Sobre a Ecco Planet Consulting

A Ecco Planet Consulting é uma empresa especializada em consultoria para internacionalização de negócios e investimentos nos Estados Unidos, com sedes em Orlando e Miami, na Flórida. Fundada em 2010, a empresa já conduziu mais de 2 mil projetos, assessorando investimentos que ultrapassam US$ 100 milhões no mercado norte-americano. Atua também nos setores de real estate e construção civil, onde já entregou mais de 300 unidades com foco em empresários e investidores de toda a América Latina. Para mais informações, acesse o site oficial, o Instagram ou o LinkedIn.

 

Sobre Alfredo Trindade

Alfredo Ignacio Trindade Netto é sócio-fundador e CEO da Ecco Planet Consulting. Atua há mais de 25 anos em cargos de liderança no Brasil, Argentina e Estados Unidos, com passagens por multinacionais como Carrier United Technologies, Ingersoll Rand e La Fortezza. Desde 2009, lidera projetos de internacionalização de empresas e investimentos no mercado americano. É formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP e Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela UNIVERSIDADE BANDEIRANTE – SP e atua como Real Estate Broker licenciado pelo estado da Flórida. Para mais informações, acesse o Linkedin.

IOF e a fragilidade da política fiscal brasileira

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Por Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

A revogação do decreto presidencial que aumentava a alíquota do IOF sobre operações financeiras representa um episódio relevante para a avaliação da condução fiscal no Brasil. A proposta, que visava gerar uma arrecadação adicional de aproximadamente R$ 20 bilhões em 2025, foi rejeitada pelo Congresso Nacional, evidenciando a resistência política e institucional a medidas de caráter arrecadatório que incidem diretamente sobre o custo do crédito e a atividade produtiva.

O IOF possui função regulatória e arrecadatória, mas seu uso recorrente como instrumento emergencial para ajuste fiscal compromete a previsibilidade do ambiente de negócios. Em um contexto de taxa básica de juros elevada e endividamento crescente das famílias, a elevação desse imposto teria ampliado o custo das operações financeiras, restringindo o acesso ao crédito e desestimulando investimentos.

A decisão do Congresso atendeu a pressões de setores produtivos e de entidades empresariais que alertaram para os efeitos deletérios da medida sobre o financiamento da atividade econômica. No entanto, a derrubada do decreto não soluciona a fragilidade estrutural das contas públicas.

O governo já indicou que buscará outras fontes de receita, como alterações na tributação de apostas, redução de incentivos fiscais e antecipação de dividendos de estatais. A substituição de uma fonte por outra, sem reforma estrutural do gasto público, mantém o padrão de soluções transitórias.

Do ponto de vista econômico, a tentativa de ampliar a arrecadação por meio de elevação do IOF revelou a dificuldade de conciliar ajuste fiscal com preservação da capacidade de investimento privado. O crédito é um dos principais canais de transmissão da política monetária e fiscal. Tributar esse canal, em meio a uma política de juros contracionista, compromete a eficácia das medidas de estímulo setorial e industrial defendidas pelo próprio governo.

A discussão sobre o IOF também levanta questões sobre a qualidade do processo de formulação de políticas públicas. A ausência de um plano fiscal de médio prazo com metas realistas de controle de despesas e recomposição de receitas sustentáveis contribui para a adoção de medidas pontuais, muitas vezes, desconectadas dos objetivos de desenvolvimento de longo prazo.

A política tributária precisa ser coerente com as metas de crescimento e estabilidade macroeconômica. Medidas como o aumento do IOF podem produzir efeitos arrecadatórios imediatos, mas não resolvem os problemas estruturais da gestão fiscal e ainda geram distorções alocativas significativas.

Em síntese, a não implementação do aumento do IOF evita uma deterioração adicional nas condições de financiamento da economia. Contudo, o episódio reforça a urgência de um debate mais qualificado sobre a sustentabilidade fiscal, com foco na eficiência do gasto público, na racionalização do sistema tributário e na previsibilidade das decisões econômicas.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.
Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

Jurista Ives Gandra Martins e tributarista Eduardo Berbigier debatem impacto da Reforma Tributária no Agronegócio durante o Top Farmers 2025

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Foto: Andreia Tarelow

O jurista Ives Gandra da Silva Martins e o advogado tributarista, especialista em agronegócio, Eduardo Berbigier, participam do painel “Reforma tributária: avanço ou retrocesso para o agronegócio?”. O evento será realizado durante a 11ª edição do TOP FARMERS – 2025, em Campinas, São Paulo, na quarta-feira, 2 de julho, às 17h30.

O painel reunirá a expertise jurídica e tributária para analisar os desafios e as oportunidades que a Reforma Tributária apresenta para um dos setores mais importantes da economia brasileira: o agronegócio. Ives Gandra da Silva Martins, jurista de reconhecimento nacional, e Eduardo Berbigier, advogado tributarista especializado no setor, trarão suas perspectivas sobre os possíveis impactos das novas regras fiscais.

Juntam-se a eles no encontro os jornalistas Augusto Nunes e Joice Maffezzolli, prometendo uma discussão aprofundada e multifacetada sobre o futuro tributário do agronegócio.

O Top Farmers 2025 acontece nos dias 2 e 3 de julho em Campinas-SP.

O Top Farmers é um evento focado no agronegócio brasileiro, reunindo médios e grandes produtores de culturas como soja, milho, café, cana e algodão. O objetivo é promover o debate sobre os desafios e o desenvolvimento do setor, oferecendo conteúdo e oportunidades de networking.

O evento, que já está em sua 10ª edição, é considerado um marco na agenda do agronegócio e atrai participantes de todo o país. O Top Farmers busca soluções para as demandas globais do setor e destaca o protagonismo do agronegócio na descarbonização.

Além do debate sobre os desafios do setor, o Top Farmers também funciona como um espaço para a apresentação de novas tecnologias e práticas que impulsionam a produtividade, sustentabilidade e performance no campo.

Em resumo, o Top Farmers é um evento que reúne a nata do agronegócio brasileiro para discutir o futuro do setor, apresentar inovações e promover o desenvolvimento de competências no campo.

 

SERVIÇO:

 

Painel: Reforma tributária: avanço ou retrocesso para o agronegócio?

 

Participantes: Ives Gandra da Silva Martins (Advocacia Gandra Martins) e Eduardo Berbigier (Berbigier

Sociedade de Advogados), Augusto Nunes e Joice Maffezzolli.

 

Evento: 11ª edição do TOP FARMERS – 2025

 

Data e Hora do Painel: Quarta-feira, 2 de julho de 2025, às 17h30

 

Local: Campinas, São Paulo

 

Mais informações: www.ccagro.com/top-farmers

Mundial de Clubes 2025: Shopping Cerrado garante transmissão ao vivo das oitavas de final

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Partidas serão exibidas ao vivo em um telão na praça de alimentação, incluindo os jogos programados para às 22h

GOIÂNIA – As oitavas de final do Mundial de Clubes da FIFA 2025 terão transmissão garantida no Shopping Cerrado. As partidas serão exibidas ao vivo em um telão instalado na praça de alimentação e a programação inclui jogos que começam às 22h. Nesses casos, a entrada no shopping será permitida apenas até esse horário, quando o estabelecimento fecha e a partida começa.

 

Além da exibição dos jogos — que teve início em 14 de junho e segue até 13 de julho —, o público poderá aproveitar promoções especiais de chope e petiscos oferecidas por alguns lojistas durante as partidas. Confira, a seguir, as datas e horários das próximas transmissões:

 

28/06 (sábado)
– 13h – Palmeiras x Botafogo
– 17h – Benfica x Chelsea
29/06 (domingo)
– 13h – PSG x Inter Miami
– 17h – Flamengo x Bayern

30/06 (segunda-feira)
– 16h – Inter de Milão x Fluminense
– 22h – City x Al-Hilal

01/07 (terça-feira)
– 16h – Real Madrid – Juventus
– 22h – Borussia x Monterrey

 

Os jogos seguintes serão definidos conforme o avanço da competição. As atualizações da agenda podem ser acompanhadas pelo Instagram do shopping (@shoppingcerrado) e pelo site https://shoppingcerrado.com.br/mundial-de-clubes/. O Shopping Cerrado fica na Avenida Anhanguera nº 10.790, no Setor Aeroviário, em Goiânia.

Evento ‘Histórias que Acolhem’ homenageia 136 protagonistas na luta contra as drogas no DF

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No Dia Internacional de Combate às Drogas, a Secretaria de Justiça e Cidadania celebrou histórias de superação e reconheceu instituições, profissionais e empresários que atuam com acolhimento, prevenção e reinserção social

“Hoje eu sou uma mulher que venceu. Uma mãe, uma empresária, uma referência para outras mulheres.” A frase, carregada de emoção e orgulho, é de Marilene Alves Ferreira, 40 anos, moradora do Riacho Fundo 2 é uma das homenageadas no evento Histórias que Acolhem, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), por meio da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (SUBED). A cerimônia foi realizada nesta quinta-feira (26), em alusão ao Dia Internacional de Combate às Drogas, celebrado nesta data, e reuniu mais de 250 pessoas no auditório da antiga sede do Detran.

Durante a adolescência, entre os 12 e os 17 anos, Marilene mergulhou no universo escuro da dependência química. A virada na sua trajetória começou com o apoio da família, de comunidades terapêuticas e de programas sociais do Governo do Distrito Federal — como o Acolhe DF, da própria Sejus. Com acolhimento psicológico, capacitação profissional e muita força de vontade, ela se reergueu. Hoje, é técnica em segurança do trabalho, síndica, maquiadora profissional e designer de sobrancelhas, além de atuar no empoderamento de outras mulheres. “Essa homenagem é um reconhecimento à mulher negra, periférica, que venceu e agora ajuda outras pessoas a acreditarem na superação”, afirmou.

Reconhecimento a quem não desistiu

O evento teve como foco valorizar trajetórias de superação e engajamento no enfrentamento às drogas. Foram entregues 136 menções honrosas a pessoas que venceram a dependência química, familiares que acompanharam processos de recuperação, representantes de comunidades terapêuticas e instituições acolhedoras, profissionais, voluntários e empresários que abriram portas para a reinserção no mercado de trabalho.

Entre os homenageados estavam Edinaldo Leite Lima, 57 anos, e seu filho, Aparecido Oliveira da Costa, 37, protagonistas de uma história comovente. “Meu filho ficou mais de 16 anos envolvido com drogas. Os seis meses que passou em uma casa de acolhimento foram decisivos. Esse apoio foi fundamental, porque chega uma hora em que, como pais, nos sentimos exaustos e sem saber como ajudar”, contou Edinaldo. Ele também destacou o valor do reconhecimento: “Ver nosso esforço reconhecido mostra que valeu a pena — não só pela nossa família, mas por toda a sociedade. Muitas vezes achamos que o governo não enxerga, mas hoje vimos que sim.”

Vozes que inspiram

A subsecretária de Enfrentamento às Drogas, Maria do Socorro Lucena, ressaltou que as homenagens representam mais do que um ato simbólico. “São um reconhecimento público e afetuoso a quem enfrentou noites difíceis e dias longos, mas não desistiu. São pessoas que reescrevem suas histórias com dignidade, superação e fé”, afirmou. Lucena compartilhou ainda uma vivência pessoal que emocionou os presentes: “Perdi um sobrinho para as drogas. A mãe dele escondeu o problema por vergonha e, quando todos perceberam, já era tarde. Por isso, falo com conhecimento de causa. Vocês são guerreiros e multiplicadores de vidas.”

Políticas públicas como caminho

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, reforçou a importância do papel do Estado na prevenção, acolhimento e reinserção. “Esta é uma pauta de vidas. E quem acolhe, não perde. O trabalho da Sejus, junto às comunidades terapêuticas e parceiros da sociedade civil, é salvar trajetórias, devolver autoestima e esperança. Isso só é possível com políticas públicas estruturadas, humanas e comprometidas com o bem comum”, destacou.

Neste 26 de junho, a celebração da vida e da superação demonstrou que, com apoio e rede de proteção, é possível transformar dor em força — e recomeço em vitória.