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Aumento do IOF contraria esforços de reindustrialização e fomento econômico

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A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) considera positivo o bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento da União, pois a medida sinaliza um comprometimento com as metas de reduzir o desequilíbrio fiscal. No entanto, a entidade manifesta preocupação com o simultâneo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciado pelo governo federal, que entra em vigor nesta sexta-feira (23/05), com expectativa de arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 40 bilhões anuais a partir de 2026.

O IOF é, por natureza, um imposto regulatório, não arrecadatório. Seu uso como instrumento de reforço fiscal compromete diretamente o custo do crédito, especialmente para investimentos produtivos. Em um país que já investe abaixo do necessário – cerca de 17% do PIB, quando o ideal seria entre 22% e 24% –, a elevação desse tributo representa um obstáculo adicional ao crescimento sustentável da economia.

A medida penaliza o financiamento da atividade produtiva, desestimula a geração de empregos e contraria os esforços de reindustrialização e crescimento econômico mais robusto. Em vez de ampliar o peso da carga tributária sobre quem produz, o Brasil precisa de um ambiente de negócios mais favorável ao investimento e à inovação.

A Abit reforça seu compromisso com o diálogo e espera que o governo reavalie a medida, em nome do equilíbrio entre responsabilidade fiscal e o estímulo ao crescimento.

Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit)

PAT sob ataque!

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Taxa das prestadoras de serviços de benefícios de alimentação vira ponto de discussão do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)

 

A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) está à disposição do governo para discutir as propostas de mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Entre elas está a questão das taxas cobradas e dos prazos de reembolsos nas operações que envolvem o pagamento do vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA).
Nesse aspecto, a entidade entende que os diversos setores da economia têm taxas e prazos para pagamentos e recebimentos livremente pactuados, em observância à liberdade econômica. Por isso, discorda que o setor seja o único ameaçado à fixação de uma taxa máxima (teto) e de um prazo para o reembolso dos benefícios de alimentação.
“Nós concordamos em debater as taxas e os prazos praticados pelo setor de maneira sistêmica, englobando todos os meios de pagamentos e fornecedores participantes da cadeia de alimentação.” Em relação às compras feitas a prazo, por exemplo, o vale alimentação (VA) representa apenas cerca de 14% das vendas dos supermercados e 16% das vendas em bares e restaurantes. Para uma solução sistêmica que realmente impacte o preço dos alimentos, os prazos de pagamento de todos os setores para os estabelecimentos comerciais devem ser analisados, como os prazos de reembolso dos cartões de crédito, os prazos de pagamento dos supermercados, bares e restaurantes aos fornecedores”, afirmou o diretor-presidente da ABBT, Lucio Capelletto.
A ABBT acredita que o reembolso em 48 horas inviabilizará o provimento de vales alimentação e refeição (VA/VR) para os servidores de mais de mil municípios, cujas regras em processos de licitação estabelecem prazos médios de 30 dias para o pagamento às facilitadoras dos VA/VR.
“Se as prefeituras forem obrigadas a pagar previamente, o fluxo de caixa será significativamente afetado, pois as prefeituras contam com esse prazo para o pagamento. Certamente agravará as contas das pequenas e médias cidades brasileiras”, completou Lucio.
De acordo com a ABBT, a taxa média cobrada pelas associadas da ABBT dos estabelecimentos comerciais está entre 3,5% e 4,5%. Entretanto, esse percentual não é cobrado do trabalhador e tampouco interfere diretamente no preço dos alimentos à população “Assim, é um equívoco se acreditar que esse percentual contribua para a chamada inflação de alimentos, que tanto preocupa o governo. A taxa cobrada é estática, independentemente de flutuações inflacionárias. Se o preço de um produto sobe, o percentual da taxa continua o mesmo. O valor pago por restaurantes, bares e supermercados às empresas de benefícios apenas acompanha essa alta”, explicou o executivo.
“Não faz sentido pensar que a taxa cause qualquer impacto na inflação dos alimentos, nem que seja a responsável por dificultar a aquisição de alimentos pela população. As pessoas pagam pelo que consumiram, não havendo acréscimo pelo pagamento ser em VR ou VA,” prosseguiu Capelletto.
Segundo a ABBT, as taxas subsidiam os custos com credenciamento e monitoramento dos estabelecimentos comerciais credenciados, sendo que 3,5 mil estabelecimentos em média são descredenciados anualmente por não atuarem dentro das normas do PAT.
“É importante lembrar que um estabelecimento credenciado para aceitar o benefício precisa cumprir as regras do PAT, que implica vender alimentos de qualidade e com valor nutricional, como feijão, arroz, proteína e salada, em um ambiente certificado pela vigilância sanitária, o qual será constantemente monitorado para verificar se as normas do programa continuam a ser cumpridas”, finaliza o diretor presidente.
Por fim, mudanças estruturais requerem máxima atenção e não devem ser realizadas em situações de desequilíbrio conjuntural. Precisam ser muito bem discutidas e avaliadas, com análise do impacto regulatório para dimensionar as consequências e os resultados e a participação do setor.
O fim do PAT será uma perda irreparável para o trabalhador.

Especialistas da ESPM analisam impacto do aumento do IOF e repercussões no mercado

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Por Paula Sauer, professora de economia e finanças pessoais da ESPM e Jorge Ferreira dos Santos, professor do curso de Administração da ESPM

O governo federal anunciou, na última quinta-feira (22), um decreto que altera o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo que incide sobre operações de crédito, câmbio e seguro. A proposta previa aumento das alíquotas com objetivo de arrecadar R$ 61,5 bilhões em dois anos — R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

As medidas, no entanto, geraram forte repercussão negativa no mercado financeiro. O Ibovespa recuou 0,44%, encerrando o dia com 137.272 pontos, enquanto o dólar registrou alta de 0,32%, fechando cotado a R$ 5,66. Diante da reação do mercado, o governo voltou atrás e revogou parte das mudanças previstas.

Para comentar o contexto da proposta, a reação dos investidores e as possíveis consequências econômicas, os professores estão disponíveis para entrevistas. Eles podem explicar os motivos que levaram o governo a propor o aumento do IOF, bem como os impactos imediatos da medida sobre a confiança do mercado e o comportamento dos investidores. Segundo os especialistas, a unificação da alíquota do IOF em 3,5% para operações relacionadas a compras no exterior deve, na prática, encarecer a aquisição de produtos importados e os gastos internacionais, afetando diretamente o consumo fora do país.

 

Sobre a ESPM

A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em quatro campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre. Possui cinco unidades regionais em Belo Horizonte, Florianópolis, Goiânia, Salvador e Curitiba. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

Medida provisória do setor elétrico repassará custos para PMEs

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Texto assinado pelo Executivo vai estimular consumo excessivo e prejudicar receitas de setor mais dinâmico da economia

 

A Medida Provisória (MP) assinada pelo governo na última quarta-feira (21), com mudanças relevantes sobre as operações do setor elétrico, é equivocada em vários sentidos: além de repassar custos do consumo para famílias de classe média e, principalmente, para Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que dão a tônica da economia do País, ainda poderá estimular consumo excessivo de quem, a partir de início de julho, não precisará pagar por energia consumida.

 

Na visão da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a medida é mais uma demonstração de como o governo não tem controle sobre os gastos públicos, oferecendo subsídios e isenções para determinados grupos da sociedade e renunciando à eficiência e, justamente, à justiça social que planeja alcançar com essas decisões.

 

Segundo a Entidade, há vários problemas na iniciativa. O principal deles é que, ao isentar uma faixa grande da população — 100 milhões de pessoas, das quais 40 milhões terão acesso gratuito à energia e outras 60 milhões entrarão nas categorias que dão direito a descontos —, o governo repassará parte dos custos da produção e da distribuição elétrica ao setor produtivo, sobretudo as empresas do Comércio, dos Serviços e da Indústria atendidos por baixa tensão, que ainda não podem comprar energia mais competitiva no mercado livre. Ao fazer isso, essa conta também recai nos consumidores, uma vez que a elevação das despesas por parte dos negócios vai afetar os preços finais.

 

As estimativas já apontam que tanto as empresas quanto os consumidores residenciais sentirão um impacto total de, pelo menos, R$ 4 bilhões com a mudança — sendo parte relevante desse montante saindo, justamente, das receitas dos pequenos e médios empreendedores. A prática recorrente de conceder subsídios e isenções para determinados grupos, ainda que sob o pretexto de justiça social, tem criado um círculo vicioso de incentivos distorcidos e perda de eficiência econômica.

 

Pelo lado dos negócios, custos mais altos significam desaceleração de investimentos, redução da geração de empregos e, em alguns casos, demissões. Tudo isso resultará em uma inevitável perda de competitividade, já que a margem de rentabilidade desses empreendimentos — já bastante defasada — ficaria comprometida. Já pelo lado dos consumidores, tarifa mais alta representa queda no consumo de outros serviços, refletindo também nas empresas que os fornecem.

 

E não só isso. Ao eliminar o preço como instrumento de moderação do consumo, a ação poderá promover um efeito reverso, estimulando um aumento no consumo dos que ficarão isentos de pagar pela energia elétrica, enquanto quem consome de forma racional terá de lidar com custos mais altos. Se o governo queria promover justiça social, bastava manter a estrutura tarifária por faixa de consumo, que já estabelece valores diferentes dependendo da quantidade gasta, bem como poderia instituir a tarifa horária (branca) — na qual é mais cara nos horários de pico e mais barata nos horários fora de ponta, estimulando o consumo nos períodos de menor demanda para o sistema elétrico brasileiro.

 

É importante, neste momento, iniciar, imediatamente, uma campanha nacional em torno da necessidade da eficiência energética, com monitoramento público e periódico de metas preestabelecidas, conforme objetivo da Agenda Verde defendida pela FecomercioSP. Além do mais, uma decisão equivocada como essa reforça a necessidade de adoção de uma agenda de reformas estruturais no Brasil, como a Administrativa, que não ganha tração, enquanto, em paralelo, as despesas aumentam — muito por causa de subsídios desse tipo.

 

Por todas essas razões, a Federação atuará no Congresso para que a MP não prossiga da forma como está proposta, evitando prejuízos econômicos e estruturais para o Brasil. A MP também abarca outros assuntos, como a abertura do mercado livre para os consumidores de baixa tensão e alterações na gestão da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Assim, a norma será analisada e discutida pelo Conselho de Sustentabilidade em sua próxima reunião ordinária, a fim de que as demandas por melhorias sejam consensadas, e seguir para as ações de advocacy.

 

Sobre a FecomercioSP

Reúne líderes empresariais, especialistas e consultores para fomentar o desenvolvimento do empreendedorismo. Em conjunto com o governo, mobiliza-se pela desburocratização e pela modernização, desenvolve soluções, elabora pesquisas e disponibiliza conteúdo prático sobre as questões que impactam a vida do empreendedor. Representa 1,8 milhão de empresários, que respondem por quase 10% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e geram em torno de 10 milhões de empregos.

Caiado defende regulação equilibrada de IA e destaca protagonismo de Goiás no setor

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Durante congresso realizado em Brasília, o governador reforçou que aposta em modelo colaborativo, com foco em pesquisa, inovação e no desenvolvimento de novas tecnologias na área
O protagonismo da inteligência artificial (IA) no cenário global, bem como a necessidade de uma constante atualização por parte do poder público, foram ressaltados pelo governador Ronaldo Caiado nesta quinta-feira (22/5), em Brasília (DF), durante palestra no 5º Congresso Brasileiro de Internet. O evento reuniu especialistas, jornalistas, autoridades e líderes empresariais para debater o tema “Como a tecnologia e a criatividade vão moldar o futuro do Brasil”.

Ronaldo Caiado apresenta a especialistas de todo o país os principais pontos da lei goiana criada para regular a IA (Foto: Hegon Corrêa).

Durante sua exposição, Caiado disse que Goiás busca se tornar referência na área. Por isso, foi o primeiro estado a aprovar uma política de fomento à IA, caracterizada pelo estímulo a ferramentas de código aberto e à troca de experiências entre especialistas. “É um projeto de modelo aberto, que busca a colaboração de todos, com controle dos excessos. O foco é estimular a pesquisa, e não criminalizar aquele cientista ou pesquisador que deseja desenvolver seu software”, explicou. (vídeo)
A lei goiana foi inspirada em iniciativas desenvolvidas pela Índia, país considerado uma potência em tecnologia, diferentemente da proposta que está sendo discutida no Congresso Nacional, classificada por Caiado como “extremamente punitivista”. Ele também argumentou que a adoção de novas tecnologias é o caminho para que o país possa avançar em duas áreas estratégicas: a educação e o agronegócio. “Investir em ciência vale a pena”, resumiu.
Outros pontos positivos apresentados foram a ampla discussão pública para a formulação da lei, ao longo de um ano; a implantação de um Núcleo de Ética em IA; a inclusão de conteúdos sobre inteligência artificial no currículo do ensino fundamental e médio das escolas públicas; e o investimento em fontes de energia limpa, como o biometano, para alimentar as estruturas físicas de armazenamento de dados, chamadas data centers.
Sobre o congresso
Realizado pela Associação Brasileira de Internet (Abranet), em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio), o congresso proporcionou um encontro entre líderes nacionais e internacionais, especialistas e tomadores de decisão para compartilhar experiências, apresentar projetos inovadores e discutir o futuro sob a ótica da transformação digital. O evento abordou temas como tecnologia e políticas públicas; finanças na era digital; regulação das redes sociais; e regulação da IA.

Principais players da proteína animal têm encontro marcado no Alimenta 2025

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COMUNICADO

Considerando que a realização do evento, observará protocolo rígido de biossegurança e, ainda que não terá presença de aves ou animais vivos, a Comissão Organizadora do Congresso e Feira de Proteína Animal com apoio do serviço veterinário oficial do estado do Paraná, FIEP e Governo do estado do Paraná, informam que a realização do Paraná Proteína | ALIMENTA está confirmado para ocorrer em Curitiba – campus da indústria da FIEP de 16 a 18 de junho de 2025.

O evento será palco de painéis com especialistas renomados, com o objetivo de demonstrar a evolução na produção e exportação de alimentos e como o Brasil se tornou relevante nesse segmento. Também serão analisados o momento atual, desafios, oportunidades, além do que deve – e o que não deve – ser feito para que o Estado e o País consigam se manter como players estratégicos na produção e exportação global de proteína animal e, contribuir para propiciar segurança alimentar no planeta.

O momento é único para que com este pontapé inicial, possamos demonstrar ao mundo que o país tem controle hígido nas questões inerentes a produção e exportação de proteína animal, que o habilita para conquistar a credibilidade dos mais exigentes mercados consumidores globais.

Contaremos também com renomados especialistas em economia, sanidade, mercados, tecnologias e outros temas complexos. Teremos 3 dias intensos em que trabalharemos de forma exclusiva para apresentar temas de interesse para o futuro deste setor que trabalha incansavelmente para oferecer alimentos com segurança alimentar para mais de 190 países!

Essa é nossa resposta; unidos pelo futuro da proteína animal! Por alimentos seguros e um setor de sucesso.

O comprometimento de cada um de vocês empresários do setor de proteína animal, aliado a responsabilidade do Serviço Veterinário Oficial, nos trouxe até este momento e, nos direciona para um futuro promissor, com um setor ainda mais forte e relevante.

Nos encontramos em Curitiba de 16 a 18 de junho, nesta grande capital do agronegócio, para juntos, projetarmos as próximas décadas desta nossa missão de alimentar o mundo!

Para fazer acontecer, aguardamos vocês: empresários das agroindústrias e cooperativas do Brasil, entidades parceiras, membros dos poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário), patrocinadores, expositores, sociedade civil, universidades e congressistas.

Roberto Kaefer,  Presidente do Evento  

 

PEC da reeleição pode gerar problemas para o Legislativo

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Por Paulo Ramirez, professor de ciências políticas da ESPM

Nesta semana, uma proposta para acabar com a reeleição para presidente, governadores e prefeitos avançou no Senado. A proposta ainda precisa ser analisada pelo plenário do Senado e depois na Câmara dos Deputados. De acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a Proposta de emenda à Constituição (PEC) pode ser votada no plenário na próxima semana.

Para Paulo Ramirez, professor de ciências políticas da ESPM, um mandato maior é positivo para a democracia, já que o governo teria mais tempo para promover as suas ações e para aquilo que ele foi eleito. Mas destaca que o problema está em unificar as eleições em uma só – como a proposta indica também. “Isso é pior para a democracia, já que é possível fazer com que problemas locais que as prefeituras devem solucionar acabam sendo ofuscados pelos problemas nacionais”, diz.

O professor destaca ainda que o caráter intercalado entre eleições para a prefeitura, presidência e governos é interessante para a democracia, já que até mesmo a eleição de um presidente serve de termômetro para que o partido seja avaliado em eleições municipais. “Fazer tudo de uma vez, no entanto, pode gerar um combo de políticos com más intenções, e que são eleitos no calor da hora, dominando os três níveis da Federação”. Ramirez aponta que o problema maior fica com o Legislativo. “Não é saudável para a democracia, de forma alguma, que as campanhas ocorram ao mesmo tempo. Ou deveriam ocorrer em partes, como acontece com senadores, ou como nos Estados Unidos, em que não necessariamente toda a Câmara e o Senado é substituída ao mesmo tempo, mas um terço e depois dois terços a cada dois anos. Isso só tende a fortalecer o poder das oligarquias, e do poder econômico, e dos candidatos que representam esses interesses”, pontua.

O professor destaca que o ideal não seria unificação, mas uma separação, inclusive, do Legislativo em relação ao Executivo, “exatamente para que a população possa se engajar mais”.

Ramirez afirma que uma alteração da unificação de todas as eleições possui vários objetivos. O primeiro deles é evitar uma reeleição sucessiva de presidentes que tem um caráter mais carismático, popular. Mas a validade desta PEC começaria a partir de 2030. “Não se muda regras eleitorais um ano antes das eleições, a gente já está em vias disso, então essa regra não se aplicará à eleição de 2026”, comenta o professor.

O especialista está à disposição para entrevistas.

 

Sobre a ESPM

A ESPM é uma escola de negócios inovadora, referência brasileira no ensino superior nas áreas de Comunicação, Marketing, Consumo, Administração, Economia Criativa e Tecnologia. Seus 12 600 alunos dos cursos de graduação e de pós-graduação e mais de 1 100 funcionários estão distribuídos em quatro campi – dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e um em Porto Alegre. Possui cinco unidades regionais em Florianópolis, Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba e Salvador. O lifelong learning, aprendizagem ao longo da vida profissional, o ensino de excelência e o foco no mercado são as bases da ESPM.

 

CCBB Brasília recebe a terceira apresentação de shows do Superjazz Festival

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Paula Zimbres e J.G.Joshua são as atrações do dia 28 de maio.

  Entrada gratuita mediante retirada de ingressos

A contrabaixista Paula Zimbres é uma das atrações desta terceira apresentação do Superjazz no CCBB

Os jardins do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) voltam a ser palco para o Superjazz Festival, que realiza sua terceira apresentação na quarta-feira, 28 de maio. A partir das 17h, o público poderá aproveitar uma programação musical cuidadosamente selecionada para transformar o entardecer da cidade em uma experiência sensorial embalada por groove, improviso e talento. O festival segue até 6 de agosto, com encontros quinzenais às quartas-feiras, sempre ao ar livre e com entrada gratuita.

A abertura da noite fica por conta da Rádio Superjazz, conduzida pelos DJs e curadores Dudão Melo e SartÔ, mestres em criar atmosferas sonoras envolventes. Nesta edição, eles recebem como convidados os idealizadores do Clube do Vinil da BCE/UnB, Jefferson Dantas e Marcelo Scarabuci, que trazem um LP raro para tocar na íntegra, promovendo uma escuta coletiva cheia de histórias e descobertas musicais.

Às 18h, sobe ao palco Paula Zimbres, contrabaixista, compositora e cantora com sólida trajetória na cena instrumental de Brasília. Com um repertório autoral repleto de nuances da música brasileira e influências do jazz contemporâneo, Paula conduz seu quarteto por paisagens sonoras que encantam pela criatividade e sensibilidade. Seu trabalho é conhecido pela elegância nos arranjos e pela força interpretativa, resultado de uma pesquisa musical consistente que já rendeu discos autorais e projetos de releituras.

Encerrando a noite, às 19h30, o público será levado por uma viagem musical vibrante com o quinteto liderado por J.G. Joshua. Multi-instrumentista e pesquisador das sonoridades afro-brasileiras e do jazz moderno, Joshua é reconhecido por sua performance enérgica e originalidade nos arranjos. Ao lado de músicos de destaque da capital – Thiago Fernandes (saxes e clarineta), Zé Krishna (guitarra), Lucas Rodrigues (contrabaixo acústico) e Sandro Sousa (bateria) – ele apresenta uma fusão envolvente de ritmos, com espaço para improviso, pulsação e diálogo musical.

A entrada é gratuita, mediante retirada de ingressos no site www.bb.com.br/cultura ou na bilheteria física do CCBB Brasília.

PROGRAMAÇÃO

28/05

17h Rádio Superjazz convida Clube do Vinil da BCE/UNB

18h Paula Zimbres

19h15 Rádio Superjazz

19h30 J.G.Joshua

21h Rádio Superjazz

 

E VEM AI…

11/06

17h Rádio Superjazz

18h Tico de Moraes

19h15 Rádio Superjazz

19h30 Canto Delas

21h Rádio Superjazz

SOBRE OS ARTISTAS

Rádio Superjazz é um projeto que mistura o formato de programa de rádio com a dinâmica da discotecagem em vinil, criando uma experiência musical rica e descontraída. Comandada pelos experientes radialistas e DJs Dudão Melo e Mario SartÔ, a dupla apresenta músicas contextualizadas com curiosidades e histórias sobre os artistas e álbuns, no estilo “Os Tiozão do Jazz”, como são carinhosamente chamados pelo público. No Cerrado Jazz Festival, eles assumem o papel de mestres de cerimônia e DJs da primeira noite, no dia 23, conduzindo a festa com leveza e bom humor.

Dudão Melo é criador do Coletivo Superjazz, idealizador do Eixão do Jazz e do Superjazz Festival, além de ter atuado como diretor de selos e produtoras importantes. Já discotecou em cidades como Nova York, Nova Orleans e Luanda, e foi apresentador do premiado programa Jazzmasters. Mario SartÔ, com mais de 25 anos de rádio, é também curador musical e produtor. Atuou como saxofonista em diversas formações, incluindo o grupo Araketu, e é DJ residente do Coletivo Superjazz.

Clube do Vinil da BCE/UNB foi idealizado por um grupo de servidoras e servidores da COLESP, o setor de Coleções Especiais da Biblioteca Central da UnB, com o objetivo de divulgar o acervo de vinil da instituição, proporcionando um espaço de debate e troca de experiências entre pessoas, sejam artistas ou amantes da música. Os representantes Jefferson Dantas e Marcelo Scarabuci, trazem um álbum diferente em todo encontro para mostrar ao público e promover uma boa conversa musical.

Paula Zimbres é contrabaixista, compositora e cantora. Lançou dois álbuns autorais (Água Forte, 2012; e Moinho, 2017), além de um EP em que interpreta canções de grandes faróis da música brasileira (Paula Zimbres Baixo e Voz, 2021). À frente do quarteto formado por Cairo Vitor (violão e guitarra), Thanise Silva (flauta) e Caio Fonseca (bateria), ela apresenta seu repertório instrumental autoral, conduzindo o ouvinte em um passeio por diferentes atmosferas e paisagens sonoras, mesclando a música brasileira e o jazz em improvisos e arranjos de grande expressividade.

João Gabriel Joshua é pesquisador da cultura Black e trabalha novas linguagens no Jazz e nas diferentes vertentes da música brasileira e internacional. Em 2019 recebeu dois prêmios pela Rádio Nacional: “Melhor arranjo” e “Melhor Performance instrumental” com a Capivara Brass Band. Trabalhou com músicos renomados: Toninho Horta, Teresa Lopes, Amado Batista, Mestre Spok, Ademir Jr., Rose Maria, Moisés Alves, Igor Willcox, Ervin Acao (Cuba), Aken Bittencourt (Cuba), John the la Barbeira, Bruno Rejam, Marcelo Maia e Mattew James (EUA). No Saxofone, na clarineta ou na flauta transversal, Joshua realiza performances e cria arranjos diferenciados para artistas em ascensão da capital.

ACESSIBILIDADE

A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.

A van fica estacionada próximo ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB, ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.

Horários:

Biblioteca Nacional – CCBB: 12h, 14h, 16h, 18h e 20h

CCBB – Biblioteca Nacional: 13h, 15h, 17h, 19h e 21h

SOBRE O CCBB BRASÍLIA

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília foi inaugurado em 12 de outubro de 2000, e está sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.

Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, o CCBB Brasília dispõe de amplos espaços de convivência, bistrô, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.

Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, programa contínuo de arte-educação patrocinado pelo Banco do Brasil que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), acolhendo o público espontâneo e, especialmente, milhares de estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, ao longo do ano, por meio de visitas mediadas agendadas, além de oferecer atividades de arte e educação aos fins de semana.

Desde o final de 2022, o CCBB Brasília, se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, sendo que no ano de 2023, obtivemos a renovação anual da certificação, como reconhecimento do compromisso com a gestão ambiental e a sustentabilidade.

A conquista atende à Ação 24 da Agenda 30, que tem por objetivo reforçar a gestão dos programas, iniciativas e práticas ambientais e de ecoeficiência do BB e demonstra o alinhamento do CCBB Brasília a estratégia corporativa do BB, enquanto espaço de difusão cultural que valoriza a diversidade, a acessibilidade, a inclusão e a sustentabilidade porque transformar vidas é parte da nossa cultura.

 

Serviço

Superjazz Festival – 3ª. Temporada

O projeto acontece de até 06 de agosto, com duas apresentações por mês, a cada quinze dias, às quartas-feiras, a partir das 17h.

Ingressos gratuitos, mediante retirada no site www.bb.com.br/cultura e na bilheteria física do CCBB Brasília.

Local: Jardim do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul

Classificação indicativa: Livre

CCBB Brasília

Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Informações:

Fone: (61) 3108-7600

E-mail: ccbbdf@bb.com.br

Site/ bb.com.br/cultura

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YouTube/ bancodobrasil

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De Morador de Rua a Corretor de Imóveis: Uma Jornada de Superação

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A trajetória de Moa é um poderoso testemunho de superação, fé, transformação e acolhimento social. Nascido em uma família estruturada, no coração de Brasília, ele viveu o contraste extremo: da segurança do lar ao vício em drogas e à vida nas ruas.

Vício em drogas levou Moa da Zona Central à rua
Apesar de ter crescido em um ambiente familiar estável, Moa enfrentou o lado mais cruel da vida. Foram anos de dependência química, passando por 14 internações e episódios marcantes de abandono e solidão.

Sua mãe, uma economista de sucesso, tinha um escritório consolidado no Setor Comercial Sul. Ironia do destino: ao lado, ficava o “Buraco do Rato”, um ponto conhecido de uso de drogas e permanência de moradores de rua em Brasília.

Enquanto a mãe liderava reuniões e cuidava de negócios, o filho, a poucos metros dali, lutava contra o vício e a invisibilidade.

“O vício não escolhe classe social, raça ou religião. Eu só parei quando entendi que viver é uma escolha diária”, relata Moa.

De dependente químico a agente de transformação
Há mais de 10 anos limpo, Moa se reinventou. Tornou-se um corretor de imóveis de sucesso em Brasília e hoje atua como um verdadeiro agente de resgate nas ruas, oferecendo escuta, apoio emocional e caminhos reais de reabilitação para pessoas em situação de rua.

Ele percorre avenidas, praças e becos da cidade com uma missão clara: devolver dignidade a quem perdeu tudo.

Reconciliação e propósito: o escritório que une mãe e filho
Após uma década de reconstrução, Moa divide hoje o mesmo escritório com sua mãe. O espaço que antes simbolizava distância emocional e física, agora representa união, cura e propósito familiar.

“Conheço o fundo do poço, mas também conheço a escada para sair dele. Quero ser essa escada para quem ainda está lá”, diz.

Viral nas redes: Moa emociona com ação direta nas ruas
Recentemente, Moa viralizou nas redes sociais com um vídeo em que aparece oferecendo acolhimento a moradores de rua. Os comentários são comoventes:
“Ele fala com verdade. Você sente que ele esteve ali”, escreveu uma seguidora no Instagram.

Missão de vida: ajudar moradores de rua a se reerguerem
Casado, pai de dois filhos e com uma rotina transformada, Moa canaliza parte de sua renda em ações de resgate e reabilitação de pessoas em situação de rua.
Ele ajuda com alimentação, apoio espiritual e encaminhamentos para casas de recuperação — muitas das quais o ajudaram em seu próprio processo de cura.

“Cada chave que entrego representa o que Deus fez por mim. Não vendo imóveis apenas por profissão. É um ato de amor e gratidão. Eu fui tirado das ruas, agora ajudo a tirar outros também.”

Conclusão: Moa é exemplo de transformação, fé e ação social em Brasília
Mais do que um corretor de imóveis, Moa é uma ponte entre o passado e o futuro para dezenas de pessoas esquecidas nas ruas. Sua história é a prova de que a fé, o amor e a solidariedade podem reescrever destinos — e que cada venda pode ser, também, um recomeço.

Apagão na Europa: o Brasil está preparado para uma crise energética?

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O caso recente de apagão na Europa reacendeu o alerta sobre a fragilidade das redes elétricas. Mas será que o Brasil teria estrutura para enfrentar algo semelhante?

O episódio que deixou milhões sem energia em países como Espanha e Portugal acendeu um alerta global sobre a resiliência dos sistemas elétricos modernos. Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologia e conectividade, a instabilidade no fornecimento de energia pode provocar impactos profundos — não apenas no cotidiano das pessoas, mas em áreas críticas como saúde, segurança e economia.

Diante desse cenário, surge a pergunta: o Brasil estaria preparado para enfrentar uma crise energética de grandes proporções?

O que causou o apagão na Europa e quais os impactos imediatos

Em abril deste ano, países europeus enfrentaram um apagão de grandes proporções que deixou milhões de pessoas sem eletricidade. O evento foi abrupto e desafiou a capacidade de resposta das operadoras de energia. Uma das principais hipóteses investigadas é a ocorrência de um fenômeno geomagnético, provocado por uma tempestade solar que afetou a rede elétrica europeia.

Embora esse tipo de fenômeno seja raro, ele pode gerar correntes induzidas capazes de danificar transformadores e linhas de transmissão. As redes modernas, embora robustas, ainda são vulneráveis a eventos extremos da natureza, especialmente quando não há previsão ou preparo adequado para absorver os impactos.

Como setores essenciais foram afetados

Hospitais, sistemas de transporte público e serviços de emergência enfrentaram paralisações ou operaram com limitações. Em Madri, na Espanha, alguns hospitais precisaram acionar geradores de backup para manter pacientes em suporte intensivo, enquanto o metrô ficou parado por mais de uma hora.

Os governos locais agiram rapidamente para restabelecer o fornecimento, priorizando áreas críticas. Em nota, autoridades espanholas e portuguesas informaram que a energia foi normalizada em poucas horas, mas admitiram que a situação escancarou brechas nos protocolos de segurança energética, reforçando a necessidade de revisão estrutural nos sistemas de defesa e resposta.

O Brasil está vulnerável a um apagão semelhante?

Diante dos acontecimentos recentes, surge a dúvida: o sistema elétrico brasileiro suportaria um evento de mesma proporção? A resposta depende de diversos fatores estruturais, climáticos e operacionais.

Pontos fortes e fracos da matriz energética brasileira

A matriz elétrica brasileira é reconhecida por sua alta participação de fontes renováveis, com destaque para a energia hidrelétrica, que representa cerca de 60% da geração, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essa característica, por um lado, contribui para uma matriz mais limpa e economicamente eficiente, mas também a torna suscetível a oscilações climáticas severas, como longos períodos de seca.

Outro fator importante é o extenso sistema interligado nacional (SIN), que permite o compartilhamento de energia entre regiões. Essa rede, apesar de bem estruturada, também pode sofrer com sobrecargas e falhas em cascata caso haja um desequilíbrio repentino — como já foi observado no apagão que atingiu o Amapá em 2020.

Outro ponto crítico é a manutenção da infraestrutura de distribuição, especialmente em áreas periféricas e rurais, onde as quedas de energia são mais frequentes. Falta também maior agilidade nos processos regulatórios para incentivo a tecnologias de armazenamento e redes inteligentes, que poderiam oferecer mais resiliência ao sistema como um todo.

O risco de fenômenos como tempestades solares impactarem diretamente o sistema elétrico é baixo, mas não pode ser totalmente descartado.

O maior desafio do país está na manutenção e modernização constante da infraestrutura. O investimento em linhas de transmissão inteligentes, sistemas de monitoramento em tempo real e estratégias de redundância ainda são insuficientes diante da crescente demanda energética.

Como se proteger diante de uma eventual crise energética

Mesmo que o Brasil não esteja na linha direta de riscos, a adoção de estratégias de prevenção e autonomia energética pode fazer diferença diante de qualquer instabilidade ou colapso de rede.

Planos de contingência para empresas, serviços e residências

Em um cenário de instabilidade elétrica, a elaboração de planos de contingência torna-se fundamental. Empresas, especialmente do setor hospitalar, alimentício, financeiro e de telecomunicações, já operam com sistemas redundantes para manter atividades mínimas em caso de queda de energia.

Residências também podem se beneficiar de planejamento: identificar quais aparelhos são prioritários, ter lanternas e baterias recarregáveis disponíveis e, quando possível, manter painéis solares com sistemas de armazenamento são atitudes que ampliam a segurança familiar em crises elétricas.

Alternativas para manter o fornecimento em emergências

O avanço da energia solar residencial e o uso de baterias de lítio permitem que casas e pequenos negócios operem com mais autonomia. No entanto, uma das soluções mais diretas e populares para garantir o funcionamento mínimo durante apagões ainda é o gerador de energia.

Utilizado tanto em ambientes corporativos quanto residenciais, o gerador de energia pode alimentar sistemas críticos, como elevadores, portões eletrônicos, iluminação de emergência e servidores. Em momentos de apagão, ele oferece segurança, continuidade operacional e tranquilidade para famílias e gestores.

A adoção desse tipo de equipamento, somada a fontes renováveis como a energia solar, compõe uma estratégia robusta de resiliência elétrica. Em um mundo cada vez mais dependente de tecnologia, garantir o fornecimento contínuo de eletricidade não é apenas uma comodidade — é uma necessidade estratégica.