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A história se repetirá?

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No Distrito Federal, após uma ampla operação para impedir a instalação da CPI da Saúde na CLDF em 2020, agora corre nos bastidores da política local a informação de um grande  temor entre políticos e partidos sobre a possível  realização de uma operação semelhante à Caixa de Pandora, que implodiu o governo de José Roberto Arruda em 27 de novembro de 2009 e atingiu em cheio a Câmara Legislativa do DF, com o afastamento  do então presidente deputado Leonardo Prudente.

Pelo sim, pelo não, alguns políticos e ex-políticos têm buscado apoio no álcool nos últimos dias. Um já perdeu até o casamento e boa parte do patrimônio…

Francisco e o alto escalão

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Nesta quarta-feira (3), o Ministério Público deflagrou mais uma etapa da Operação Falso negativo, que investiga o superfaturamento na compra de testes rápidos para a Covid-19.

O alagoano Francisco Araújo, ex-secretário de Saúde do DF e que passou um tempo preso na Penitenciária da Papuda em Brasília, ainda tem muito o que explicar.

Nessa etapa, investigadores descobriram que Francisco é amigo pessoal do empresário Fábio Gonçalves Campos. Ele teria operado de forma oculta a empresa Matias Machado-ME, contratada pela Secretaria de Saúde do DF na dispensa de licitação.

A SES também contratou a Belcher, Brasil Laudos e W.S do Prado, cada uma foi responsável por fornecer 12 mil exames.

Mas a grande pergunta no Distrito Federal é: Alguém sabe se ele já disse o nome de dois advogados alagoanos que moram em Brasília e que são sócios dele? Inclusive um deles é filho de gente do alto escalão do Judiciário.

Aprovado substitutivo de Renata para socorrer setor de eventos

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Relatora do Projeto de Lei 5638/20, a deputada federal Renata Abreu (Podemos-SP) conseguiu aprovar seu substitutivo para socorrer o setor de eventos, um dos mais prejudicados pelas medidas adotadas para combater a pandemia de Covid-19.

O PL, que cria do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), é de autoria do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) e outros sete parlamentares, mas Renata Abreu ampliou o rol de contribuintes que poderão renegociar suas dívidas, tributárias ou não, com descontos de até 70% e prazo de até 145 meses para quitação. Além disso, a proposta reduz a 0% as alíquotas do PIS/Pasep e do Cofins incidentes sobre as receitas por 60 meses e a extensão, até 31 de dezembro de 2021, do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) para as empresas do setor.

Entre os segmentos a serem socorridos pelo Perse estão prestadores de serviços turísticos, parques de diversão, temáticos e aquáticos e atrações turísticas, hotelaria, cinemas, casas de eventos, noturnas e de espetáculos, empresas que realizem ou comercializem congressos, feiras, feiras de negócios, shows, festas, festivais, simpósios ou espetáculos em geral e eventos esportivos, sociais, promocionais ou culturais e entidades sem fins lucrativos.

Para custear o Programa Emergencial de Socorro ao Setor de Eventos (Perse), o substitutivo de Renata Abreu destina, além dos recursos orçamentários e do Tesouro Nacional alocados, 3% do dinheiro arrecadado com as loterias administradas pela Caixa Econômica Federal e com a Lotex. Isso inclui a loteria federal, os concursos de números e as loterias esportivas. Os recursos saem da cota atualmente destinada ao prêmio bruto, mas a redução vale apenas em 2021.

Desde março de 2020, organizadores, promotores, técnicos de áudio, vídeo e iluminação, gastronomia, segurança, limpeza, montadores, cenografia e muitos outros profissionais do setor estão impedidos de trabalhar por causa da pandemia. De braços compulsoriamente cruzados, eles assistem a gradual derrocada de um setor que gera R$ 1 trilhão para a economia.

“Eles foram os primeiros a parar, por causa das restrições pandemia, e certamente serão os últimos a retornarem às atividades. Se não fizermos nada para ajudá-los, o risco de encerramento dessas atividades é enorme. Em um ano de paralisação forçada, 98% de setor está paralisado, afetando, por tabela, transportes, hotelaria e serviços. No turismo, as perdas são de R$ 14 bilhões, com quase 300 mil demissões, impactando sobre 571 atividades econômicas dependentes do segmento, que abriga 7 milhões de empregos, entre diretos e indiretos, e representa 8,1% do PIB nacional”, alerta a parlamentar, cuja atuação nesta luta não terminou com a aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados:

“Agora é continuar trabalhando para que o Senado aprove logo o Perse e que o governo federal faça também a sua parte. É a sobrevivência de milhares de empresas e de empregos que está em risco”, alerta Renata Abreu

Crédito para foto: Robert Alves

Iges-DF tem em estoque mais de 575 mil máscaras e luvas

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EPIs foram reforçados para atender aos profissionais de saúde diante da nova onda da pandemia do coronavírus
Com o aumento de pessoas infectadas pelo coronavírus no Distrito Federal, sendo registrados 1.520 novos casos somente nas últimas 24 horas, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) reforçou o abastecimento de luvas, máscaras e outros equipamentos de proteção individual (EPIs) importantes para proteger os profissionais de saúde.
Segundo balanço desta quinta-feira (4), há 575.666 itens estocados na Central de Armazenamento para atender o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e as seis unidades de pronto atendimento (UPAs).
“Nós estamos garantindo que todas as unidades do Iges estejam com os estoques de EPIs em dia”, afirma o superintendente adjunto de Insumos e Logística do instituto, Thiago Teixeira Gomes. “Temos nos atentado para a reposição diária desses equipamentos, que são imprescindíveis aos nossos profissionais de saúde, principalmente neste momento tão crucial da pandemia”, destaca.
Detalhamento do estoque
O balanço da Superintendência de Insumos e Logística (Silog) aponta que há 38,8 mil máscaras cirúrgicas descartáveis; 25,5 mil máscaras de proteção respiratória PFF2; e 397,7 mil luvas de procedimento não estéril de látex.
A lista de itens também inclui:
• 5,2 mil unidades de álcool gel 70% frasco;
• 4,4 mil unidades de 1 litro de álcool 70%;
• 5,2 mil acessórios de proteção facial descartável;
• 125 aventais de procedimento não estéril;
• 16,9 mil capotes laminados impermeáveis;
• 2,6 mil gorros descartáveis de 30g;
• 577 óculos de biossegurança;
• 75,1 mil turbantes cirúrgicos de 30g; e
• 3,2 mil unidades de macacões protetores.
Atendimento de pacientes com covid
Atualmente, o Hospital de Base conta com 20 leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19. Já no Hospital de Santa Maria há 10 leitos com respiradores e monitores cardíacos no pronto-socorro exclusivo para pacientes com coronavírus. Nas seis UPAs, os pacientes que chegam com suspeita de covid-19 são atendidos e, em casos graves, encaminhados para hospitais da rede pública.
Segundo levantamento feito pelas oito unidades administradas pelo Iges, 91.123 pessoas diagnosticadas ou com suspeita de covid-19 foram atendidas entre março de 2020 e janeiro de 2021.

Desse total, 63.988 pessoas foram medicadas nas seis UPAs, 26.534 no HRSM e 607 na UTI Covid-19 do Hospital de Base, que recebeu apenas pacientes com enfermidades de maior complexidade, como câncer.

Texto: Thays Rosário
Fotos: Davidyson Damasceno/Ascom Iges-DF

Marco regulatório nos combustíveis: Léo Moraes defende redução simultânea de impostos federais e estaduais

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Ações de Aras no STF contra reeleição de membros das mesas diretoras legislativas preocupam Rafael Prudente

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Há motivos de sobra para os deputados distritais que votaram favoravelmente ao Projeto de Lei que permitiu a reeleição do presidente da Câmara Legislativa do DF, deputado Rafael Prudente (MDB), ficarem tensos.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, ajuizou 22 ações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando dispositivos de normas estaduais e do Distrito Federal que permitem a reeleição de membros das mesas diretoras das Assembleias Legislativas para o mesmo cargo em eleições sucessivas.

Aras afirma que os dispositivos questionados simplesmente violam os princípios republicano e do pluralismo político e, ainda, o artigo 57, parágrafo 4º, da Constituição Federal, que impede a recondução de membros da mesa diretora das casas legislativas do Congresso Nacional na mesma legislatura.

Normas dos estados de Roraima, Mato Grosso e Maranhão já foram suspensas liminarmente pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo o ministro, em recente julgamento, o STF se pronunciou pela proibição de reeleições sucessivas para os mesmos cargos nos órgãos legislativos, inclusive estaduais e distritais.

Não é a primeira vez que a CLDF comete gafes constitucionais. Segundo informações, Rafael Prudente ficou tenso ao saber dessa notícia ontem à noite. Afinal de contas, ele apostou muito para conseguir o apoio da ampla maioria dos colegas para se manter na presidência da Casa.

E agora, distritais?

 

Roberto Jefferson condena a manutenção do inquérito fake

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“A semana está quase acabando e até agora o STF não soltou o deputado Daniel Silveira, mesmo com a PGR afirmando que ele pode sair da cadeia com medidas restritivas. Querem um preso para manter vivo o inquérito das fake news”, afirma o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, cujo partido pede o impeachment do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Só querem as boas notícias para encobrir as más

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Basta este blog denunciar ou criticar o Diretor-Geral do Detran ou o presidente do BRB para que a tropa de choque deles seja acionada imediatamente para produzir matérias “positivas” sobre os mesmos.

Se ambos fizessem ótimo trabalho e de forma transparente, com certeza faria elogios públicos. Mas como ignoram fatos e denúncias, os mesmos tentam me calar na Justiça, mas estou acostumado a lidar com esse tipo de gente soberba, ávida pelo poder e que se acha acima de tudo e todos, inclusive da Lei. E historicamente falando, em 98% dos casos estou certo e esse tipo de gente costuma cair.

Investigações prosseguem. Aguardem!

Após construir e consolidar obra social ligada à Assembleia de Deus durante décadas, pioneira é abandonada pela igreja

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Durante quase 50 anos ela trabalhou muito ao dedicar sua vida ao trabalho social voltado principalmente para as crianças carentes em Ceilândia-DF, principalmente na QNM 27 em Ceilândia Sul, onde construiu e consolidou a Casa da Criança Ana Maria Ribeiro – Criamar.

Aos 86 anos, Maria dos Anjos Teixeira foi esquecida pela direção da Igreja que tanto dedicou sua vida.

Graças a terceiros que ocupavam a presidência e tesouraria da Criamar, em 2014 ela perdeu o abrigo e a Igreja Assembleia de Deus – Ministério do Guará,  simplesmente a abandonou e ignorou sua história e luta.

Nada deram à senhora que durante décadas prestou conta de cada centavo que entrava na Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR e do abrigo Zélia Macalão, ambos situados em Ceilândia – DF. Ela foi surpreendida com declarações e investigações que nada provaram contra ela. Mesmo assim, a igreja lhe virou as costas e lhe tomou um prédio construído com suor, oração  e lágrimas, muitas lágrimas. Confira esta comovente entrevista exclusiva:

BLOG – Como teve início seu projeto de ação social?

Maria dos Anjos – O projeto de ação social nasceu em meu coração nos idos de 1967, quando eu ainda morava na comunidade denominada de Vila Esperança e frequentava a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, que situava-se ao lado da cidade satélite do Núcleo Bandeirante. Eu,  juntamente com um grupo de mulheres da mencionada igreja, fazíamos um excelente trabalho social  junto aos habitantes da Vila Esperança, pois a maioria dos seus moradores eram pessoas extremamente carentes.  Entre os anos 1970/1972, ocorreu a transferência dos moradores das invasões existentes na cidade do Núcleo Bandeirante, para a futura cidade satélite, denominada de Ceilândia. 

BLOG – Por quê a senhora teve a inciativa de criar um local para abrigar tantas crianças e idosos na cidade de Ceilândia em 1972? 

Maria dos Anjos – Quando passei a morar em Ceilândia, andando pelas ruas, via crianças desnutridas devido a fome que estavam passando, pois a maioria dos moradores residia embaixo de lonas de plástico e tomando chuva, pois o inverno era muito intenso na época em Brasília. Dois casos me levaram a assumir de fato um trabalho de amparo as crianças necessitadas: Encontrei uma senhora chamada Terezinha, com roupas maltrapilhas, tinha em seus braços uma criança suja, desnutrida e com deficiência física em seus pés e aquela mulher me pedia ajuda para não deixar seu filho, chamado Danilo, morrer.  Um Senhor chamado Delvino, estava desesperado com 7 filhos para cuidar, pois a sua esposa havia falecido de câncer, e deixou todos os filhos para ele criar,  e ele fez apelos em vários canais de televisão, rádios. Ao ouvir o apelo daquele homem, não resisti e coloquei aquelas crianças dentro da minha própria casa para cuidar. 

BLOG – Como foi essa experiência? 

Maria dos Anjos – Inicialmente levei algumas crianças para se abrigar na minha própria residência, na QNM 09 em Ceilândia Sul, que era uma construção de madeira, onde também moravam os meus pais já bastante idosos e com a saúde debilitada; Logo o  número de crianças em minha casa cresceu substancialmente, pois os primeiros moradores de Ceilândia eram extremamente pobres; a maioria das famílias, eram muito pobres, não tinham praticamente nada para comer, porque não havia empregos, nem qualquer projeto social por parte do governo para dar amparo aos primeiros moradores de Ceilândia.

BLOG – E qual foi a consequência dessa experiência de abrigar crianças carentes em sua residência? 

Fazendo este trabalho, conseguir boas amizades com pessoas que moravam no Plano Piloto, que passaram a conhecer  meu trabalho com as crianças e eles passaram também a contribuir com alimentação, roupas, assistência médica e remédios entre  outras necessidades básicas do ser humano. Como até então as escolas estavam em construção, a minha filha mais velha, chamada Marlene, dava aula para as crianças, tudo improvisado, mas feito com muito, muito amor. 

BLOG – A sua residência naturalmente ficou inviável para abrigar tantas crianças e ainda os seus pais. Como a senhora resolveu a esta situação? 

Maria dos Anjos – A igreja que eu frequentava,  Assembléia de Deus do Campo Nacional do Guará, recebeu uma área da Terracap de 5.000m2, e para legalizá-la era necessário  que a igreja deveria exercer alguma atividade de cunho social. Diante da necessidade de melhor abrigar as crianças e também atender as exigências da Terracap  para legalizar a ocupação do terreno, procurei o pastor Antonio Inacio de Freitas, fundador e então presidente da igreja nesta época, e propus para o mesmo a criação de uma entidade de cunho filantrópico, sendo esta ideia acatada integralmente pela direção da Igreja. 

BLOG – Para que esse trabalho de cunho social  fosse legalmente realizado, a senhora procurou algum órgão do governo do DF para lhe dar as orientações necessárias para criação e manutenção de uma entidade cunho social? 

Maria dos Anjos – SIM! Procurei a Secretaria de Ação Social do GDF, Vara de Infância do Poder Judiciário e até outras entidades congêneres para obter não só a legalização das atividades filantrópicas, mas também obter experiências com tal atividade.

BLOG –  Inicialmente a senhora só atendia as crianças que estavam em extrema necessidade, mas com o decorrer dos anos,  devido a carência dos moradores de Ceilândia, a casa Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR, passou também a receber idosos e até pessoas com necessidades especiais. Tem procedência esta afirmação? 

MARIA DOS ANJOS – Sim. Tem plena procedência, pois a carência era grande, principalmente no inicio de Ceilândia, pois a demanda era tão grande que rapidamente a casa abrigava 35 crianças, e após a construção provisória, esse número saltou para uma média de 80 crianças. Quanto aos idosos, a CRIAMAR, abrigava entre 25 e 30 idosos. No tocante as pessoas com necessidades especiais, o número era de aproximadamente 25 pessoas. Cabe aqui observar, querido Donny, que haviam divisões dentro da casa para as crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais. 

BLOG – Para abrigar esta gama de pessoas, naturalmente foi necessário fazer uma construção que comportasse essa quantidade de pessoas. Foi a igreja que construiu estas dependências para abrir as crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais? 

Maria dos ANJOS – Infelizmente a igreja não contribuiu com um real sequer para construção da Casa da Criança Ana Maria Ribeiro – CRIAMAR.  A construção,  embora provisória, foi totalmente construída  por várias pessoas bondosas e até empresas, que fizeram parte da ajuda da mencionada construção, com doações de materiais e alimentos exclusivamente para tal finalidade. A Igreja Assembleia de Deus do Campo Nacional do Guará em nada contribuiu, mas durante décadas se beneficiou do meu trabalho. Dava “status” para a igreja ter uma obra social tão linda aquele jeito. Além disso, a Criamar, aos domingos, levava todos para o templo da igreja que ficava ao lado de nosso prédio em Ceilândia.

BLOG – A senhora recebia alguma ajuda financeira por parte da igreja para a alimentação, assistência média, material higiênico, e outras carências da entidade ou recebia ainda, alguma mensalidade dos pais ou responsáveis pelas crianças e idosos e pessoas com necessidades especiais? 

Maria dos Anjos –  Infelizmente preciso dizer aqui que a Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR, não recebia qualquer mensalidade de terceiros, nem tão pouco da igreja. A manutenção da entidade  vinha exclusivamente dos vários apoios da sociedade em geral, que viam a seriedade do nosso trabalho, principalmente as “Bens” (era um grupo de mulheres de Brasília, a maioria, residia no Plano Piloto). 

BLOG – Devido ao aumento de crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais dentro da casa, ficou inviável a permanência naquele local. Quais as providências que a senhora tomou para resolver esta situação? 

Maria dos Anjos – Fiz um trabalho em conjunto com a Secretaria Social do GDF, Vara da Infância do DF e também a Terracap, e foi nos foi doado um terreno, situado na QNM 28 Guariroba, com 4.000m2, onde ocorreu a primeira construção definitiva, sendo este prédio destinado a abrigar os idosos e pessoas com necessidades especiais, e demos o nome daquele abrigo de ZELIA MACALÃO. A construção definitiva da Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR, veio depois de alguns anos de muitas batalhas em prol dos necessitados de nossa comunidade. 

BLOG – Dona Maria dos Anjos, a igreja Assembleia de Deus do Campo Nacional do Guará participou de alguma forma destas construções? 

Maria dos Anjos – Infelizmente não. Quem construiu o Abrigo Zélia Macalão foram as várias contribuições da comunidade em geral, principalmente um grupo de mulheres chamadas “ as Bens”, já mencionadas nesta entrevista.

BLOG – A precariedade das instalações da Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR, levou a senhora a empreender uma grande campanha junto à sociedade de Brasília para efetuar a construção definitiva da CRIAMAR. Estes objetivos foram alcançados? 

Maria dos Anjos –  Graças a Deus e ao apoio incondicional da comunidade de Brasília, conseguimos realizar a construção definitiva da CRIAMAR na área lateral da Igreja Assembleia de Deus localizada na QNM 27, em Ceilândia Sul. Construimos um prédio com vários quartos destinados aos meninos e meninas; Construimos um amplo salão destinado aos eventos da entidade; Construimos uma ampla cozinha devidamente equipada para as necessidades da CRIAMAR; Construimos amplos banheiros para ambos os sexos, bem confortáveis e limpos;  Construimos salas para escritório, deposito e reuniões; Construimos um prédio em anexo ao prédio da Casa da Criança Ana Maria Ribeiro, de dois pavimentos com excelente estrutura, para atender todas as demandas da entidade; Cabe aqui observar: Que todas as reformas e construções foram feitas com apoio de vários segmentos da sociedade de brasíllia e até outras cidades do estado de Goiás. A IGREJA NÃO EMPREGOU NENHUM UM CENTAVO para execução de tais reformas e construções. Na primeira avaliação dos peritos da própria Justiça, tais edificações  estão avaliadas hoje em mais de R$ 1.800.000,00. 

BLOG – Dona Maria dos Anjos, a igreja em algum momento pensou em criar uma entidade de assistência social para a comunidade? 

Maria dos Anjos – Sim, por minha sugestão foi criado dentro da estrutura da igreja,  o IBAESE, que passou a fazer um trabalho em conjunto com a com a Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR. 

BLOG – Assim que a Casa da Criança Ana Maria Ribeiro-CRIAMAR se consolidou, ocorreu uma perseguição por parte dos pastores que dirigiam a sede em Ceilândia Sul, contra a direção da CRIAMAR. Por que esta perseguição se originou? 

Maria dos Anjos –  Acredito que devido a grande repercussão em todo o Distrito Federal, do trabalho sério que a CRIAMAR fazia, e criou um clima de inveja e ambição por parte daqueles pastores que nos perseguiam, com constantes ameaças de acabar com a CRIAMAR, inclusive com falsas denúncias e mentiras.

Pastor Luiz Carlos Nunes não utiliza o prédio de 4 andares e ainda ocupa o prédio que pertencia à Criamar. E ignora a fundadora da obra social que durante décadas era orgulho para a igreja

BLOG – A igreja tinha necessidade de utilizar a área que a CRIAMAR ocupava na QNM 27? 

Maria dos Anjos –  De jeito nenhum! A igreja não tinha a menor necessidade de espaços para exercer as suas atividades, pois além do grande templo que ela tem com várias salas e  porão, tem um grande prédio de quatro pavimentos com dezenas salas completamente desocupadas!  Este prédio, foi construído por aproximadamente 25 anos atrás. Além do mais, a igreja tem à sua disposição  uma área de oito mil metros quadrados, que fica nos fundos da igreja, também completamente desocupado. O atual pastor da Assembleia, Luiz Carlos Nunes sequer sabe o que fazer com tanta área, mas fez questão de nos perseguir e ameaçar até que deixássemos as instalações da Criamar.

O prédio, que antes abrigava crianças, agora é usado para um seminário que não funciona. E o prédio ao lado, por quê não é utilizado?

BLOG – Dona Maria dos Anjos, devido às constantes ameaças por parte da igreja  para que a área da Criamar  fosse desocupada, a direção da CRIAMAR entrou com uma ação no poder judiciário do DF, reivindicando a concessão da área ocupada pela CRIAMAR e infelizmente a Justiça não concedeu tal pedido. A Justiça também expediu uma ordem  de despejo da CRIAMAR, dos prédios construídos pela própria Casa, sem a igreja oferecer qualquer indenização das benfeitorias que foram feitas na área já mencionada e sem sequer um agradecimento por parte da Igreja que sequer lhe ouviu. Como foi isso? 

Maria dos Anjos –  Vale lembrar que foram 42 anos de contínuos serviços prestados a entidade, que não foram de forma alguma reconhecidos.  Como já disse: O valor hoje das benfeitorias, avaliado pela própria justiça, passa de mais de R$1,7 milhão! Tudo o que eu tinha coloquei nesta obra social e hoje sequer tenho uma casa para morar. Me tomaram tudo, inclusive meus sonhos e enterraram meu passado dedicado às crianças, idosos e pessoas com com algum tipo de deficiência. Se necessário, tenho dezenas de testemunhas que acompanharam todo o trabalho feito, inclusive, de pessoas que foram criadas na CRIAMAR, e hoje são chefes de família, que podem testemunhar a seriedade do nosso trabalho e dedicação. Diante dos fatos já narrados, ainda acredito na  Justiça  para corrigir as injustiças sofridas por pastores ignorantes, arrogantes, soberbos e ingratos, que usurparam tudo o que construí ao longo de quase cinquenta anos.

BLOG – Qual sua mensagem para aqueles que lhe tiraram tudo e lhe foram ingratos?

Maria dos Anjos – Justiça! É tudo o que peço a Deus. Imagine você lutar contra tudo e todos, arregimentar amigos e simpatizantes e construir e manter uma obra social por décadas sem receber um centavo da igreja que você dedicou toda a sua vida, e ainda assim, um pastor covarde assume a igreja em Ceilândia Sul, nos aterroriza, nos tira de lá e e que chegou ao ponto de impedir que eu entrasse nas instalações da Criamar no dia em que a perita foi lá fazer o levantamento do que gastamos na edificação. O pastor Luiz Cláudio não honra a Bíblia que prega! Nunca fez nem um por cento do que fiz para Deus e para as pessoas necessitadas. Mas está na Bíblia, em I Timóteo 6:10: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. No caso dele, pastor Cláudio,  ele queria era simplesmente ocupar o prédio que construí. Ele não estava satisfeito de ter um prédio de quatro andares vazio atrás de seu templo. Queria mais! Agora, nessa idade, luto com todas as minhas forças para que haja justiça e que eu tenha direito a ser ressarcida pelo que fiz, já que gratidão não é regra dentro da igreja que dediquei quase toda a minha vida. Hoje eles ignoram a minha história, a minha dedicação à igreja que ajudei a ser edificada. Espero sinceramente que o novo presidente da Igreja seja tocado por Deus e pelas verdades aqui contidas, e que faça aquilo que seu pai, o finado pastor Adalino Inácio Sobrinho  não fez: reconhecer meu trabalho e me indenizar por isso. É muito triste o que hoje vivo e sinto e o que me alegra é quando encontro alguém que cuidei quando criança, e este me agradece por tudo o que fiz. Isso faz valer a pena viver e acreditar na Justiça.

Saúde abre consulta pública da Política Distrital de Alimentação e Nutrição

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Objetivo é melhorar as condições de alimentação, nutrição e saúde da população do DF

JURANA LOPES, DA AGÊNCIA SAÚDE-DF

A partir desta quarta-feira (3) até o próximo dia 22 está aberta a consulta pública da Política Distrital de Alimentação e Nutrição (PDAN), um documento inédito no Distrito Federal elaborado por um grupo de trabalho coordenado pela Gerência de Serviços de Nutrição da Secretaria de Saúde.

A elaboração das políticas estaduais e do Distrito Federal é uma orientação da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, de 2011, para que os estados e o DF implementem a política no âmbito dos seus respectivos territórios, mediante adequações ao perfil epidemiológico e especificidades locais. Além disso, foi uma proposição do I Plano Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional (2013).

“A PDAN representa um importante alicerce para a gestão das ações e estratégias de alimentação e nutrição no território, a fim de garantir a sustentabilidade das ações, evitar a descontinuidade das estratégias implantadas, fortalecer a intersetorialidade e as pactuações de instrumentos governamentais, com o objetivo primordial de melhorar as condições de alimentação, nutrição e saúde da população do Distrito Federal”, explica a gerente de Serviços de Nutrição, Carolina Gama.

Para participar da consulta pública basta acessar aqui. A Secretaria de Saúde reconhece a importância da participação ampliada na legitimidade das proposições estabelecidas e abriu a consulta pública visando o aperfeiçoamento da Política Distrital de Alimentação e Nutrição.

Segundo Carolina, apesar de não ter caráter decisório, a consulta pública abre a oportunidade para todos que desejarem contribuir e opinar a respeito da temática, trazendo legitimidade e transparência ao processo. “Serve para ampliar as discussões e fazer com que as decisões impactem de modo ativo e dinâmico no processo de elaboração da política pública, tornando-a utilizável no cotidiano dos serviços de saúde do Distrito Federal”, informa.

A Política Distrital de Alimentação e Nutrição (PDAN) trata sobre vários aspectos, dentre eles, o contexto epidemiológico do Distrito Federal, com destaque à situação sociodemográfica, situação de mortalidade e de morbidade e situação nutricional e alimentar do DF, bem como estrutura organizacional de Redes de Atenção à Saúde do Distrito Federal. O documento apresenta também as responsabilidades da gestão em nível central, regional e local, bem como dos profissionais de saúde.

A PDAN apresenta oito diretrizes para nortear as ações de alimentação e nutrição nos serviços de saúde:

1. Organização do cuidado e da atenção nutricional integral;
2. Promoção da intersetorialidade no contexto da alimentação e nutrição;
3. Promoção da alimentação adequada e saudável (PAAS);
4. Vigilância alimentar e nutricional;
5. Gestão e financiamento das ações de alimentação e nutrição;
6. Controle e regulação em alimentos e ambientes de alimentação e nutrição;
7. Pesquisa, inovação e qualificação em alimentação e nutrição;
8. Participação e controle social.