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Jovem que acusa Feliciano de abuso é indiciada por extorsão

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Delegado afirmou que ao final do inquérito pedirá a prisão da jornalista que acusa o deputado Marco Feliciano de tentativa de estupro e agressão

O delegado titular do 3º Distrito Policial de São Paulo, Luiz Roberto Hellmeister, indiciou formalmente nesta quinta-feira a jornalista Patrícia Lelis, de 22 anos, por suspeita de denunciação caluniosa e extorsão. Segundo o delegado, a jovem mentiu em depoimento ao dizer que foi ameaçada e mantida em cárcere privado pelo assessor parlamentar do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, que foi exonerado do cargo após envolvimento no caso. Hellmeister afirmou ao site de VEJA que ao final do inquérito pedirá a prisão preventiva de Patrícia.

O inquérito conduzido pelo 3º DP apura somente as denúncias feitas por Patrícia contra o assessor parlamentar, que é investigador de polícia aposentado. No dia 5 de agosto, ele chegou a ser preso, mas logo foi liberado após negar o ocorrido. Em outro inquérito instaurado em Brasília, a jornalista acusa Marco Feliciano de assédio, tentativa de estupro e agressão. “Ela inventou a história de sequestro aqui em São Paulo. Agora, se houve estupro ou não, isso está em Brasília”, disse o delegado.

No 3º DP, Patrícia registrou um boletim de ocorrência, dizendo ter sido coagida por Bauer durante uma semana no Hotel San Raphael, no centro de São Paulo. Segundo ela, o assessor de Feliciano estava a ameaçando para colocar um ponto final nas denúncias. Os investigadores, no entanto, reuniram videos e fotos que mostram Patrícia e Bauer em momentos de descontração no saguão do hotel e em restaurantes — as despesas da hospedagem foram pagas pelo assessor. O depoimento do namorado da jovem, Rodrigo Simonsen, também foi considerado crucial pelo delegado para derrubar a versão de Patrícia. Nesta quinta, ele relatou à polícia que dormiu quatro noites com ela no hotel no mesmo período em que a jovem disse estar em cárcere privado.

A Polícia Civil ainda levantou provas de que Patrícia pediu 50.000 reais a Bauer para ficar em silêncio sobre os supostos abusos cometidos por Feliciano. Uma quantia de 20.000 reais chegou a ser paga em espécie. Inicialmente, o assessor de Feliciano negou o pagamento, mas, diante das evidências, acabou admitindo que o fez para que ela parasse de acusar o deputado. Em depoimento à polícia, Bauer disse que o dinheiro saiu das suas contas pessoais — ele ganhava 20.000 reais como assessor parlamentar e 7.000 reais como investigador particular. O delegado entendeu que não houve crime da parte dele.

Segundo depoimento da jovem, o crime de estupro, que é investigado em Brasília, ocorreu no apartamento funcional de Feliciano, na manhã do dia 15 de junho, na capital federal. O deputado nega o crime.

Por Eduardo Gonçalves – Veja.com

Alison e Bruno derrotam italianos e conquistam a medalha de ouro no vôlei de praia

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Um dia após a decepcionante derrota de Ágatha e Bárbara na final do torneio feminino de vôlei de praia, a torcida brasileira pôde comemorar a conquista da medalha olímpica graças à dupla Alison e Bruno, que derrotaram nesta quinta-feira à noite os italianos Paolo Nicolai e Daniele Lupo.

Dupla brasileira que chegou aos Jogos carregando nas costas as maiores esperanças de ouro para o país, Alison e Bruno voltaram a apresentar um vôlei digno de campeões olímpicos. Enquanto o ‘Mamute’ destruía os ânimos dos italianos com bloqueios intimidadores, o ‘Mágico’ levantava a torcida com defesas espetaculares e ataques precisos.

Seguindo essa receita, os brasileiros estiveram à frente do placar pela maior parte da partida e conseguiram fechar a partida em dois sets, parciais de 21-19, 21-17, permitindo ao público da Arena de Copacabana finalmente soltar o grito de “É Campeão!”.

IstoÉ com Estadão Conteúdo

Lula não quer falar sobre presentes, afirma Sérgio Moro

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O ex-presidente e o juiz da Lava-Jato têm travado um embate desde a deflagração da Aletheia, que conduziu coercitivamente o petista para depor

O juiz federal Sérgio Moro negou pedido do Ministério Público Federal para intimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a prestar esclarecimentos sobre “bens e documentos que teriam sido depositados” pelo petista em um cofre no Banco do Brasil.

A força-tarefa da Operação Lava-Jato havia solicitado ao juiz que intimasse a defesa de Lula a se manifestar sobre 23 caixas com presentes recebidos pelo petista no período em que ocupou a Presidência da República e que foram apreendidas pela Polícia Federal na Operação Alethea, 24ª fase da Lava Jato, em março deste ano.

“Não cabe nova intimação do investigado ou de sua defesa, como requer o Ministério Público Federal, pois, como investigado, dispõe do direito ao silêncio, ainda que eventualmente tenha se apropriado indevidamente de algum presente. Assim, indefiro o pedido de nova intimação para esclarecimentos”, decidiu Moro.

O juiz da Lava-Jato assinalou. “Examinando, sumariamente, o material apreendido, há alguns bens que, se recebidos como presentes durante o exercício do mandato de presidente da República, talvez devessem ter sido incorporados ao acervo da Presidência.”

O ex-presidente e o juiz da Lava-Jato têm travado um embate desde a deflagração da Aletheia, que conduziu coercitivamente o petista para depor. Na sequência, Moro deu publicidade aos grampos que pegaram Lula com ministros e até com a presidente afastada Dilma Rousseff.

A Procuradoria queria que a defesa do petista indicasse, de “modo analítico” quando e em que circunstâncias o ex-presidente recebeu os objetos. A força-tarefa havia pedido esclarecimentos sobre a propriedade dos bens apreendidos, com indicação de data e circunstâncias de seu recebimento.

Os presentes foram citados no depoimento de Lula à Polícia Federal em 4 de março. O ex-presidente disse que iria levar ao procurador-geral da República Rodrigo Janot “as tralhas” que ganhou durante sua passagem no Palácio do Planalto (2003/2010).

“Eu já tomei uma decisão. Terminada essa p… desse processo, eu vou entregar isso para o Ministério Público, vou levar lá e vou falar: Janot, está aqui, olha, isso aqui te incomodou? Um picareta de Manaus entrou com um processo pra você investigar as coisas que eu ganhei, então você toma conta”, disse Lula naquele dia.

Lula também caiu no grampo com Dilma. Na conversa, o ex-presidente disse à sua sucessora que iria levar os presentes para o edifício sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília.

Do Correio Braziliense

Dilma fará sua defesa pessoalmente no plenário do Senado

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Um dia após ler a sua mensagem aos senadores e ao povo brasileiro, a presidente afastada Dilma Rousseff decidiu que irá ao Senado fazer sua defesa. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da petista.

Dilma já está redigindo o seu pronunciamento no Senado e terá a opção de apenas discursar e se retirar da sessão.

O julgamento final do impeachment começa no dia 25. A presidente afastada deve se manifestar após todas as testemunhas de defesa e acusação.

Carta

Nessa terça, 16, durante a leitura da carta, Dilma defendeu a convocação de um plebiscito para encurtar o seu mandato e antecipar as eleições de 2018, pregou um pacto pela unidade nacional e disse que sua deposição seria um “inequívoco golpe”. Dilma se definiu como “honesta e inocente”, admitiu erros e afirmou não ser legítimo afastá-la pelo “conjunto da obra”.

“Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra” (…). Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de responsabilidade, teríamos um golpe de Estado”, disse a petista. “O colégio eleitoral de 110 milhões de eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta.”

Estadão Conteúdo

CPI da Pedofilia convocará responsáveis por outdoor pornográfico

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Um outdoor com mulheres nuas instalado em frente a um colégio na chácara 117, em Vicente Pires, causou revolta entre pais e alunos na manhã desta segunda-feira (1º). As crianças de 2 a 12 anos, no primeiro dia da volta às aulas, tiveram como vista o banner apelativo de uma boate.

Após saber do caso, o deputado Delmasso (PTN) fez uma moção de repúdio para demonstrar sua indignação e discursou nesta terça-feira (2), na Câmara Legislativa, sobre o assunto. “Este tipo de imagem desrespeita o Estatuto da Criança e do Adolescente e só fortalece a ideologia da erotização das crianças. Isso é um absurdo! Não vamos aceitar isso”, relatou o parlamentar. Como presidente da CPI da Pedofilia, Delmasso disse que vai convocar os donos da empresa do outdoor e da boate Real Show, para prestar esclarecimentos.

No ano passado, o parlamentar apresentou o projeto de lei 30/2015 que proíbe este tipo de propaganda. Segundo o texto do projeto, as empresas que não cumprirem a lei receberão multa de R$ 5.000,00 a R$ 10.000 e poderão ter o alvará de funcionamento cassado. O projeto está tramitando na Câmara Legislativa.

Na última reunião da CPI da Pedofilia, do dia 11 de agosto, foi aprovado o requerimento que autoriza a convocação dos responsáveis pelo outdoor de conteúdo erótico.  Em breve, o calendário de oitivas será divulgado.

FOTO: ROGÉRIO LOPES

Dilma, Lula, Cardozo e Mercadante serão investigados pelo STF por suspeita de obstruir a justiça

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Ministro mandou apurar se eles cometeram crime de obstrução da Justiça.
Todos negam. Inquérito também investigará Delcídio e 2 ministros do STJ.

Da TV Globo e do G1, em Brasília

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar a presidente afastada Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dois ex-ministros de Dilma – Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo.

No inquérito, também serão investigados o senador cassado Delcídio do Amaral e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão e Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.
O objetivo do inquérito é apurar a suspeita de que eles agiram para obstruir as investigações da Operação Lava Jato. A maioria dos sete que serão investigados no inquérito nega ter cometido alguma ilegalidade (leia as versões mais abaixo).

O pedido foi formulado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo no começo de maio. Teori tinha enviado o pedido para reanálise do procurador depois que o ministro anulou em outro processo conversas telefônicas entre Lula e Dilma que sustentavam parte da argumentação da Procuradoria.

Janot enviou a resposta em julho, durante o recesso do Judiciário, mantendo o pedido de investigação. Agora, o ministro mandou instaurar o inquérito.

Com a instauração do inquérito, será iniciada agora a coleta de provas e, depois dessa fase, Janot terá que decidir se denuncia os quatro ou se pede arquivamento da apuração.

Versões dos alvos da investigação
A assessoria de imprensa da presidenta Dilma Rousseff  disse que a abertura do inquérito é importante para elucidar os fatos e esclarecer que em nenhum momento houve obstrução de Justiça. “A verdade irá prevalecer”, afirmou a assessoria.

A assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que ele não foi notificado sobre o inquérito, que tramita sob segredo de Justiça.

“Repudiamos o vazamento ilegal e direcionado. O ex-presidente reafirma que sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois do exercício de dos mandatos como presidente da República, democraticamente eleito pelo povo brasileiro”, afirmou a assessoria.

Os advogados de Lula divulgaram nota na qual afirmam que “jamais” praticou ato de obstrução da Justiça (leia a íntegra ao final desta reportagem).

Segundo nota divulgada pela assessoria de Aloizio Mercadante, a decisão do Supremo Tribunal Federal de abertura de inquérito será uma oportunidade para o ex-ministro “demonstrar que sua atitude foi de solidariedade e que não houve qualquer tentativa de obstrução da justiça ou de impedimento da delação do então senador Delcidio do Amaral”.

O advogado de Delcídio do Amaral, Antônio Figueiredo Basto, afirmou que a defesa não vai se manifestar sobre a abertura do inquérito.

Os ministros do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas e Francisco Falcão comunicaram, por meio da assessoria do STJ, que não se manifestariam nesta terça sobre o assunto.

Antes, por meio da assessoria, Ribeiro Dantas tinha reafirmado teor de nota divulgada em abril, quando veio à tona trecho da delação de Delcídio do Amaral, segundo o qual sua nomeação foi assinada por Dilma sob o compromisso de libertar empresários na Lava Jato.

Na nota, o ministro dizia que jamais conversou sobre o assunto com as autoridades quando concorria à vaga no STJ. “Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional em todas as funções que exerci”, afirmou (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Ao G1, o ex-ministro José Eduardo Cardozo afirmou que a suspeita de que interferiu na Lava Jato se baseia numa mentira de Delcídio do Amaral. Disse considerar a atitude do STF “absolutamente correta” para se apurar o caso e desmentir o senador cassado.

“É indiscutivelmente uma delação mentirosa, que não tem o menor cabimento. A própria imprensa disse que ele queria se vingar do governo por não tê-lo tirado da cadeia. A atitude do Ministério Público e do STF é absolutamente correta. É bom porque se apura logo essa declaração do Delcídio. O que não é correto é essa invenção do Delcídio”, afirmou.

Conversa gravada
Teori Zavascki anulou conversa telefônica entre Lula e Dilma gravada com autorização do juiz Sérgio Moro e divulgada pela Justiça Federal do Paraná. Na conversa, Dilma informava que estaria mandando um auxiliar com o termo de posse de Lula como ministro da Casa Civil “para o caso de necessidade”.
Para Teori Zavascki, o diálogo foi gravado sem autorização judicial porque o juiz já havia mandado suspender as escutas.

A gravação anulada era um dos indícios apontados por investigadores para afirmar que houve desvio de finalidade na nomeação de Lula como ministro, com o suposto objetivo de dar a ele foro privilegiado e tirar a investigação das mãos de Sérgio Moro, juiz responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal. Na condição de ministro, Lula só poderia ser investigado no Supremo Tribunal Federal.

Além de fatos relacionados à posse de Lula, a Procuradoria também considerou, ao pedir a investigação, circunstâncias da nomeação do ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), com suposta participação de Cardozo para tentar beneficiar empreiteiros, e uma conversa entre Aloizio Mercadante e um auxiliar de Delcídio Amaral cujo objetivo seria tentar evitar uma delação premiada do senador cassado.

Nota dos advogados de Lula
Leia nota divulgada pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nota

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais praticou qualquer ato que possa configurar crime de obstrução à Justiça.

Lula não se opõe a qualquer investigação, desde que observado o devido processo legal e as garantias fundamentais.

Se o Procurador Geral da República pretende investigar o ex-Presidente pelo teor de conversas telefônicas interceptadas, deveria, também, por isonomia, tomar providências em relação à atuação do Juiz da Lava Jato que deu publicidade a essas interceptações — já que a lei considera, em tese,  criminosa essa conduta.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

Nota do ministro Ribeiro Dantas
Leia abaixo nota divulgada em abril pelo ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas.

NOTA
Em relação à reportagem publicada hoje pela revista IstoÉ ― e repercutida por vários veículos da mídia e nas redes sociais ―, com supostas declarações do Senador Delcídio do Amaral, algumas das quais pertinentes a meu nome, tenho a esclarecer que, na época em que postulei ingresso no Superior Tribunal de Justiça estive, como é de praxe, com inúmeras autoridades dos três Poderes da República, inclusive com o referido parlamentar, que era então o Líder do Governo no Senado. Jamais, porém, com nenhuma delas tive conversa do teor apontado nessa matéria. Os contatos que mantive foram para me apresentar e expor minha trajetória profissional em todas as funções que exerci: Professor de Direito, Advogado, Promotor de Justiça, Procurador da República e Desembargador do Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Nunca me comprometi a nada, se viesse a ser indicado. Minha conduta como relator do caso conhecido como Lavajato o comprova: em mais de duas dezenas de processos dali decorrentes, não concedi sequer um habeas corpus monocraticamente, quando poderia tê-lo feito. Nos apenas seis processos em que me posicionei pela concessão da soltura, com base em fundamentação absolutamente jurídica, levei-os ao Colegiado que integro (5ª Turma do STJ). Voto vencido, passei a relatoria adiante, e não apenas naqueles processos específicos: levantei questão de ordem, com apoio em dispositivo do Regimento Interno da Corte, para repassar também os outros feitos conexos, oriundos da mesma operação. Tenho a consciência limpa e uma história de vida que fala por mim.

Marcelo Navarro RIBEIRO DANTAS
Ministro do Superior Tribunal de Justiça
 

Em busca de receitas extraordinárias, Buriti inicia securitização de dívidas

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Em busca de receitas extraordinárias, o governo de Brasília deu mais um passo para iniciar a securitização de parte de dívidas que têm a receber. Nessa segunda-feira, 15, foi publicado no Diário Oficial do DF e em jornais de grande circulação um chamamento público para que instituições financeiras participem de uma audiência pública em 30 de agosto, às 14 horas, no auditório da Secretaria de Fazenda, no Setor Bancário Norte (Quadra 2, Bloco A, Ed. Vale do Rio Doce). O encontro vai servir para que os participantes contribuam com sugestões para a minuta do edital onde constarão todos os termos do processo.

A securitização é o instrumento pelo qual instituições financeiras compram do governo passivos reconhecidos por inadimplentes e que começaram a ser pagos de forma parcelada. A vantagem para o governo é poder receber o valor integral das dívidas. Os lucros de quem assumir a responsabilidade dos débitos são os juros, os rendimentos e as taxas provenientes dos financiamentos.

Valor da carteira a ser securitizada só após o Refis-N

Por enquanto, não dá para estimar o valor da carteira de crédito que será securitizada. De acordo com a Secretaria de Fazenda do DF, somente com o fim do Programa de Incentivo de Regularização de Débitos Não Tributários (Refis-N), em 31 de agosto, será possível calcular o montante da dívida passível de ser negociada. O Refis-N oferece descontos de até 99% sobre juros e multas para pessoas físicas e jurídicas que sanarem seus passivos com alguns órgãos do governo.

Securitização da dívida ativa será feita em 2016

Se a securitização for feita com o Refis-N em curso, um banco pode assumir parcelamentos de um contribuinte e este, depois, optar por negociá-los por meio do programa de refinanciamento. O procedimento pode causar cálculos imprecisos, além de trazer incerteza ao investidor.

Todas as operações relacionadas à venda de carteiras de créditos serão feitas pela DF Gestão de Ativos AS, empresa pública constituída no fim de 2015 exclusivamente para gerir transações referentes à securitização. O governo do DF, por meio da Secretaria de Fazenda, detém 99% do capital da empresa, e o Banco de Brasília (BRB), 1%.

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Governo abre sindicância para apurar sumiço da faixa presidencial

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Faixa presidencial está desaparecida. Planalto instaurou sindicância para identificar e punir os responsáveis (Evaristo Sá/AFP/VEJA)

Secretaria de Administração da Presidência da República instaurou processo para identificar e punir os responsáveis. Faixa custou 55 mil reais

A Secretaria de Administração da Presidência da República instaurou processo de sindicância para identificar e punir os responsáveis pelo desaparecimento da faixa presidencial e de presentes recebidos pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela presidente afastada Dilma Rousseff, que não se encontram no acervo do Palácio do Planalto.

Levantamento feito no Planalto, após o pedido do Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o extravio dos presentes, constatou que a faixa presidencial não está depositada no cofre da Presidência como deveria, conforme revelou a reportagem de VEJA . Segundo informações extraoficiais que chegaram ao governo, a faixa também não está no Palácio da Alvorada.

A nova faixa, comprada em 2007 por 55 mil reais, foi usada por Lula pela primeira vez nas comemorações do Dia da Independência, em 2008. No fim de semana, nota da assessoria de Dilma Rousseff afirmou que serão avaliadas “medidas legais cabíveis” contra quem cabe a guarda da faixa, que é o Planalto.

veja.com, com Estadão Conteúdo

PF encontra carregadores e pendrives na cela de Dirceu e Argôlo

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José Dirceu e o ex-deputado Luiz Argolo (Vagner Rosário/VEJA.com/Nison Bastin/Câmara dos Deputados)

Como nenhum dos dois admitiu ser dono dos objetos, ambos receberam punição e estão desde o início do mês sem receber visitas familiares

Uma vistoria de rotina na 6ª galeria do Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde ficam os presos da Lava Jato, encontrou no dia 1º de agosto dois carregadores de celular e pendrives na cela dividida pelo ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado federal Luiz Argôlo.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), havia músicas e filmes nos pendrives.

Os objetos estavam em uma sacola plástica em meio aos pertences de Dirceu e Argolo. Como nenhum deles assumiu ser dono dos carregadores e pendrives, a administração penitenciária aplicou a ambos nesta segunda-feira uma punição por falta média. A penalidade impede que o preso receba visitas familiares, que acontecem às sextas-feiras, durante vinte dias. Os encontros com advogados continuam normalmente durante o cumprimento da punição, segundo a Sesp.

Como a punição é contada a partir do dia da falta, ou seja, o início do mês, o ex-ministro e o ex-deputado poderão receber visitas familiares no dia 26, sexta-feira da próxima semana.

Caso José Dirceu ou Luiz Argôlo cometam uma segunda falta média, a punição se transforma em falta grave e pode retardar a progressão de pena.

Dirceu e Argôlo condenados – Acusado de cinco atos de corrupção passiva, oito de lavagem de dinheiro e organização criminosa na ação penal referente à 17ª fase da Operação Lava Jato, a Pixuleco, José Dirceu foi condenado a 23 anos e três meses de prisão por Sergio Moro em maio. No mês seguinte, o magistrado considerou o atenuante pela idade de Dirceu, que já tem mais de 70 anos de idade, e reduziu a pena do ex-ministro a 20 anos e dez meses de prisão.

Já Luiz Argôlo, ao lado dos ex-deputados André Vargas e Pedro Corrêa, foi um dos primeiros políticos condenados por Moro. Em novembro de 2015, Argolo recebeu pena de 11 anos e 11 meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo a sentença do juiz federal, o ex-deputado recebeu pelo menos 1,47 milhão de reais em dinheiro sujo no escândalo do petrolão

Por João Pedroso de Campos – veja.com

José Dirceu acha pouco propina de 11 milhões de reais

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O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, durante audiência que ouve os presos da operação Lava Jato na CPI da Petrobras, no prédio da Justiça Federal do Paraná, em Curitiba, na manhã desta segunda-feira (31) (Vagner Rosário/VEJA.com/VEJA.com)

Em petição, ex-ministro considera que recebeu apenas uns “pixulecos” se comparado ao que embolsaram outros criminosos envolvidos no escândalo do petrolão

Por Hugo Marques – Veja.com

A defesa do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, recorreu a uma comparação para rebater a acusação do Ministério Público Federal na qual ele é apontado como um dos chefes do esquema de corrupção na Petrobras. Em documento apresentado à Justiça, Dirceu sustenta que jamais ocupou posição de liderança ou de comando no petrolão.

“Ainda que se admita que houve pagamentos de propinas não se poderia explicar que o ex-ministro receberia ‘pixulecos’ enquanto pessoas quase que anônimas recebiam valores expressivos, inclusive devolvendo valores exorbitantes, como se deu com o delator e corréu Pedro José Barusco”, escreveram os advogados.

Para reforçar a tese de que o ex-ministro não é o cabeça da organização criminosa, a defesa fez cálculos: “Os valores supostamente recebidos por ele (valor de 11.884.205,50 de reais) não chegam perto nem de 2% do montante desviado pelo corréu e colaborador Pedro Barusco”. O ex-diretor da Petrobras, em acordo de delação premiada, se comprometeu a devolver quase 100 milhões de dólares em propinas.

Os defensores do ex-ministros recorrem a outras comparações financeiras para justificar a tese: “Justamente José Dirceu teria recebido valores menores, quase que inexpressivos se comparados aos recebidos por Barusco, um gerente executivo? E perto dos 80 milhões de reais que o corréu Milton Pascowitch admitiu ter ganhado?”. Dirceu já foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pelo juiz Sérgio Moro.