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Taguatinga Shopping surpreende com sorteios diários no Dia dos Pais

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Nesta data especial, o centro de compras oferece vantagens para presentear os pais com 12 super prêmios

Mais uma vez, o Taguatinga Shopping surpreende os nossos heróis com uma promoção para o Dia dos Pais. O centro de compras presenteará os participantes com 12 prêmios incríveis com sorteios diários, sendo eles: 2 motos Honda PCX 2016/2016, 3 celulares Samsung S6 Edge Plus, e 7 celulares LG G2 Flex. Com o tema “Taguatinga Shopping tem tudo o que seu pai quer”, o shopping quer incentivar os seus clientes a encontrarem o presente perfeito para os pais.

Para participar é simples a cada R$ 150 em compras, os clientes receberão um cupom para concorrer aos sorteios. Para trocar as notas fiscais por cupons, basta ir ao Balcão de Trocas localizado na Praça Central, 1º Piso. Os participantes que realizarem as compras com cartão de crédito BRB receberão cupons em dobro. A promoção acontece de 3 a 18 de agosto de 2016. Os sorteios são diários e serão realizados a partir do dia 9 de agosto, sempre às 18h30, na Praça Central (1º Piso).

Serviço:

Campanha Taguatinga Shopping tem tudo o que seu pai quer

Período: de 3 a 18 de agosto de 2016

Local: Balcão de Trocas localizado na Praça Central, 1º Piso

Sorteios: os sorteios são diários e serão realizados a partir do dia 9 de agosto, sempre às 18h30
Serviço do Taguatinga Shopping

Site: www.taguatingashopping.com.br

Twitter: @Taguashopping

Informações: (61) 3451-6000

PT que deve responder por pagamentos a João Santana, diz Dilma

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Foto: Roberto Stuckert Filho/ PR

A presidenta afastada, Dilma Rousseff, disse que os supostos pagamentos ilegais referentes à sua campanha presidencial de 2010, recebidos pelo publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, por meio de caixa dois, devem ser explicados pela tesouraria do PT, e não por sua coordenação de campanha à época

A presidenta afastada, Dilma Rousseff, disse hoje que os supostos pagamentos ilegais referentes à sua campanha presidencial de 2010, recebidos pelo publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, por meio de caixa dois, devem ser explicados pela tesouraria do PT, e não por sua coordenação de campanha à época. As informações são da Agência Brasil.

Na semana passada, João Santana e Mônica Moura confirmaram, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, terem recebido, em 2013, U$ 4,5 milhões referentes a dívidas da campanha de 2010 de Dilma, por meio de uma conta do empresário Zwi Skornicki na Suíça. O casal de publicitários encontra-se preso preventivamente em Curitiba desde fevereiro.

“Não é a mim que você deve perguntar isso. Como o próprio João Santana falou, ele tratou disso com a tesouraria do PT”, respondeu Dilma ao ser questionada sobre o assunto, em entrevista à Rádio Educadora, de Uberlândia (MG).

A petista argumentou que uma vez que o suposto pagamento foi feito três anos após encerrada a campanha, quem deve esclarecer o repasse do dinheiro é o PT. “A minha campanha não tem nenhuma responsabilidade sobre as circunstâncias em que se pagou uma dívida remanescente da campanha de 2010, por que ela foi paga três anos depois”, afirmou a presidenta afastada.

ROMANCE

Dilma negou também declarações do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que disse na semana passada a jornalistas ter escutado um “desabafo” da petista, no qual ela confidenciou estar cansada e abatida com o processo de impeachment. “Quero acabar logo com essa agonia”, teria confessado a presidenta afastada.

“Isso é um romance, porque, primeiro, eu não estive com o presidente do Senado nem na semana passada, nem na semana retrasada”, afirmou ela. Sem citar quais, Dilma acusou veículos de imprensa de querer criar a impressão de que ela esteja propensa a renunciar. “Há uma fantasia, uma invenção, uma ficção que foi divulgada de forma incorreta e indevida.”

Ela garantiu que irá cumprir o prazo dado até quinta para apresentar suas alegações finais à Comissão Processante do Impeachment no Senado. “Não estou cansada, não. Estou plenamente disposta a lutar até o ultimo minuto pelos meus direitos”, afirmou Dilma.

Questionada se a tendência para a votação do impeachment não estaria desfavorável a ela, Dilma respondeu que “não é verdade” que não tenha votos o bastante para derrotar seu impedimento. “Nós teremos uma guerra de informações, uma parte vai dizer que tem os votos, outra parte vai dizer que não tem, mas nós vamos saber só no dia o que vai acontecer.”

OLIMPÍADA

Dilma confirmou que não comparecerá à abertura dos Jogos Olímpicas do Rio 2016, marcada para 5 de agosto. “Eu não vou participar de um ato nessa condição de espectadora, num ato em que fui protagonista, então prefiro não ir, para não causar nenhum constrangimento”, explicou ela.

A presidenta afastada demonstrou descontentamento com o fato do presidente interino, Michel Temer, “uma pessoa que não trabalhou” ser o representante do governo que estará no palanque da cerimônia ao lado de outras autoridades internacionais.

Justiça manda Cachoeira e Cavendish de volta à prisão

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O bicheiro Carlinhos Cachoeira, é preso em Goiânia (GO) durante a ‘Operação Saqueadores’, deflagrada pela Polícia Federal – 30/06/2016 (Jorge William/Agência o Globo)

Alvos da Operação Saqueador cumpriam prisão domiciliar; eles são investigados por desvios de 370 milhões de reais dos cofres públicos

A 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF-2) decidiu nesta quarta-feira mandar de volta à prisão o contraventor  Carlinhos Cachoeira e os empresários Fernando Cavendish (dono da Delta), Adir Assad, Marcelo Abbud e o funcionário da Delta Cláudio Abreu. Os cinco foram presos preventivamente na Operação Saqueador, que investiga um esquema de desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro, mas cumpriam prisão domiciliar.

Os desembargadores federais André Fontes, Abel Gomes e Paulo Espírito Santo julgaram o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa dos réus, e votaram por unanimidade pela retomada da prisão preventiva em regime fechado. “O país não suporta mais a corrupção, a violência e desvio de conduta das autoridades. Não suporta mais a impunidade. Tem que dar um basta”, disse Espírito Santo, que também é presidente do TRF-2. Os acusados podem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“É medida necessária para reafirmar preventivamente a ordem pública, amenizar a sensação de impunidade e reafirmar a credibilidade da Justiça”, afirmou o relator do caso, desembargador Abel Gomes.

A procuradora regional da República, Monica de Ré, defendeu no julgamento que a permanência dos acusados em liberdade representa risco de voltarem a praticar os crimes. A procuradora reivindicou ainda que os recursos “saqueados dos cofres públicos” deveriam ser devolvidos para “suprir o déficit do Estado do Rio de Janeiro”.

“Permitir que (Cachoeira) fique em casa, com liberdade de articulação, é crença na redenção do ser humano, cuja vida é marcada por fatos ilícitos. Em casa, com tornozeleira, podem continuar a praticar delitos e a ação penal pode ser comprometida com a soltura deles”, disse Monica.

O advogado Miguel Pereira, que representa Assad e Abbud, argumentou que não há fato novo que justifique a prisão de seus clientes. Pereira apontou que as investigações são referentes a fatos que teriam ocorrido entre 2007 e 2012. “Não houve reiteração de fatos e, diante disso, não se pode antecipar uma pena que não existe”.

Antônio Sérgio Pitombo, advogado de Cavendish, também disse que não há fato novo e argumentou que o empresário é pai de duas meninas de seis anos que são exclusivamente dependentes dele, uma vez que a mãe morreu em um acidente. “Não estou falando apenas do paciente, mas também de mais duas meninas. Se o pai é responsável único pelas crianças a prisão deve ser domiciliar”, defendeu.

A procuradora rebateu a afirmação, dizendo que Cavendish fez 15 viagens ao exterior no período de um ano, sendo que as menores o acompanharam em apenas uma ocasião.

Prisão domiciliar – Após serem presos na Operação Saqueador, os acusados deixaram o presídio Bangu 8, no Rio, no dia 11 de julho e cumpriam prisão domiciliar desde então. Eles foram beneficiados por decisão liminar do ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a medida, que era provisória, perde o efeito com o julgamento do mérito do habeas corpus.

O primeiro relator do habeas corpus no TRF-2, Ivan Athié, concedeu liminar para converter a prisão preventiva dos cinco acusados em prisão domiciliar. O Ministério Público Federal recorreu da decisão e pediu a suspeição do desembargador, alegando que o então advogado de Cavendish, Técio Lins e Silva, tinha defendido Athié em ação penal no STF. Diante disso, Athié pediu para deixar o caso, embora tenha ressaltado não ter nenhuma ligação íntima com o advogado.

O desembargador federal Paulo Espirito Santo resolveu manter a determinação do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, que decretou a prisão preventiva. Ainda hoje, a 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro será comunicada da decisão e deverá expedir a ordem de prisão dos cinco réus, o pode ocorrer ainda nesta quarta-feira.

A Operação Saqueador foi deflagrada no dia 30 de junho e tinha como alvo supostos desvios de 370 milhões de reais em obras públicas tocadas pela construtora Delta, controlada por Cavendish.  Cachoeira, Assad e Abbud eram os responsáveis por criar as empresas fantasmas que lavavam os recursos públicos por meio de 18 empresas de fachada.

Veja.com, com Estadão Conteúdo

Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço

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A data, celebrada em 27 de julho, visa conscientizar sobre formas de prevenção à doença

O câncer de cabeça e pescoço — quinto tumor mais comum no mundo — engloba vários tipos de neoplasias que atingem essa importante área do organismo. Para 2016, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de mais de 40 mil novos casos no Brasil1, considerando os tumores de cavidade oral, esôfago, laringe e glândula tireoide. Para conscientizar sobre a doença, o dia 27 de julho foi escolhido para ser o Dia Mundial do Câncer de Cabeça e Pescoço.

“Esses tumores crescem de maneira silenciosa, com poucos sinais e sintomas na fase inicial”, alerta o oncologista Igor Morbeck, do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês — Unidade Brasília. Assim, há o grande perigo de que o problema seja negligenciado e identificado apenas com a piora do quadro. “Geralmente, a progressão dos cânceres de cabeça e pescoço é rápida, atingindo os linfonodos [gânglios linfáticos que atuam no sistema de defesa do corpo], o que já torna a doença localmente avançada”, explica o especi alista.

Por isso, é necessário dar atenção aos sinais suspeitos. “Nódulos ou ‘caroços’ no pescoço, feridas na boca que não cicatrizam, dificuldade para engolir ou respirar, e alterações na voz como rouquidão persistente são alguns dos sintomas que merecem avaliação médica. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as chances de cura”, afirma o oncologista Rodrigo Medeiros, também do Hospital Sírio-Libanês – Unidade Bras& iacute;lia.

A melhor prevenção é evitar os fatores de risco, sendo que os principais são o tabagismo e o consumo abusivo de bebidas alcóolicas. Há também uma doença sexualmente transmissível (DST) que predispõe a esses tipos de câncer e tem ganhado cada vez mais atenção nas campanhas educativas. “A infecção pelo papilomavírus humano (HPV), em especial o subtipo HPV-16, é observada em 60% dos tumores de orofaringe, alcançando presença em até 90% dos tumore s primários das amígdalas”, destaca Medeiros.

O especialista se preocupa, principalmente devido à ampla incidência do vírus. “Milhares de homens e mulheres no mundo todo, de todas as classes sociais, homo ou heterossexuais, apresentam lesões genitais causadas pelo HPV. Ele é a DST mais frequente do planeta. Câncer de colo uterino, vagina, vulva, pênis, de canal anal e de cabeça e pescoço são os tumores relacionados ao vírus. A vacinação tem o potencial de reduzir a incidência dessas doenças. Mas, uma parcela signific ativa da população ainda resiste à vacina por falta de informação adequada”, avalia.

Outros fatores de risco importantes são dieta pobre em vegetais crus, infecção pelo vírus de Epstein-Barr (EBV), responsável por tumores da nasofaringe, irritação crônica da mucosa (próteses dentárias mal ajustadas, por exemplo), má higiene oral e até o consumo de bebidas exageradamente quentes. Um estudo2, publicado neste mês na revista científica The Lancet Oncology, identificou que a ingestão de líquidos acima dos 65 graus facilita o desenvolv imento do câncer de esôfago. O motivo principal é que a alta temperatura provoc a lesões na mucosa do órgão, em especial quando associada a outros elementos nocivos, como o fumo. O artigo foi elaborado pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer da Organização Mundial de Saúde.

O hábito de beber chimarrão é um dos aspectos que explicam porque o câncer de esôfago é mais frequente nos homens da região Sul. De acordo com o INCA, a incidência no local é de duas vezes e meia a cinco vezes maior do que no restante do país.

Tratamento

Os cuidados médicos, principalmente nos estágios iniciais, ajudam a evitar a metástase (quando os tumores se espalham para outras partes do corpo), preservar funções como a deglutição, a capacidade do olfato e de respiração, e a manter a aparência dos pacientes, que pode ser afetada por procedimentos cirúrgicos. “O tratamento envolve diversas especialidades médicas e também a odontologia, fisioterapia, fonoaudiologia e enfermagem. Há etapas como cirurgia, radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, além de diversas medidas de apoio. O sucesso depende muito desta abordagem multidisciplinar”, considera Medeiros.

O radioterapeuta Rafael Gadia, do Sírio-Libanês – Unidade Brasília, também destaca o papel dos avanços tecnológicos na área. “É importante ressaltar que a radioterapia em cabeça e pescoço é muito complexa e, por isso, a alta tecnologia é crucial para melhorar os resultados”, afirma. Ele explica que “por ser uma região com anatomia complexa e com a presença de órgãos responsáveis por funções vitais, como fonaç& atilde;o, audição, deglutição, visão e audição, vários efeitos colaterais podem surgir. Os mais frequent es são dor para engolir, inflamação da pele, boca seca, alteração do paladar e feridas na boca”.

Com o contínuo aprimoramento das técnicas, é possível reduzir efeitos colaterais como a mucosite, inflamação na mucosa. “Com o objetivo de minimizá-la, são empregadas técnicas modernas de radioterapia, como a IMRT (radioterapia de intensidade modulada) e esquemas menos tóxicos de quimioterapia. Também é fundamental o papel do dentista especialista em oncologia, que faz aplicações diárias de laser e orienta o uso de medicamentos com ação local” , descreve o oncologista Rodrigo Medeiros.

As chances de cura, mesmo em níveis avançados, também têm aumentado. “Atualmente, mais de 50% desses indivíduos [pacientes que são diagnosticados com a doença localmente avançada] são curados em centros de referência com o tratamento multidisciplinar”, afirma Medeiros.

De modo geral, os cânceres de cabeça e pescoço atingem mais os homens que as mulheres e a incidência é maior a partir dos 40 anos, com pico entre a sexta e a sétima décadas de vida.
Previna-se!

Como prevenir o câncer de cabeça e pescoço:

 

·         Evitar o tabagismo;

·         Evitar o consumo abusivo de bebidas alcoólicas;

·         Vacinar-se contra o papilomavírus humano (HPV);

·         Usar preservativos;

·         Manter uma boa higiene bucal;

·         Consultar-se regularmente com um dentista. “Geralmente, o dentista é o profissional habilitado para o diagnóstico precoce”, destaca o oncologista Igor Morbeck.

·         Ter uma alimentação equilibrada.
Fontes dos dados

¹ Para 2016, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de mais de 40 mil novos casos no Brasil, considerando as neoplasias de cavidade oral, esôfago, laringe e glândula tireoide: http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/sintese-de-resultados-comentarios.asp

2 Pesquisa divulgada pelo INCA sobre consumo de bebidas quentes: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2016/bebidas_muito_quentes_podem_causam_cancer_esôfago

Dilma ganha mais 1 dia para entregar defesa do impeachment

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Defesa de Dilma pediu mais dois dias para entregar alegações finais.
Fim do prazo para entrega do documento se encerraria nesta quarta (27).

O presidente da comissão de impeachment do Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), decidiu nesta terça-feira (26) prorrogar em um dia o prazo para que a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff entregue as alegações finais na fase intermediária do processo que a petista enfrenta.

O prazo inicial para a entrega da defesa se encerraria nesta quarta (27), mas agora Dilma terá até as 18h30 desta quinta (28) para entregar o documento. Lira confirmou o novo prazo ao G1 por telefone.

Mais cedo, a defesa da presidente afastada protocolou um pedido ao colegiado solicitando mais dois dias para que as alegações finais fossem entregues.

No documento, a defesa de Dilma alegou que enfrentou problemas para acessar o processo eletrônico no site do Senado que, segundo os advogados, ficou indisponível por dois dias.

Na visão dos advogados da petista, portanto, o prazo para entrega das alegações finais, que deveria se encerrar às 18h desta quarta, teria de ser estendido por mais dois dias.

O advogado de Dilma, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, afirmou que o problema no site do Senado impossibilitou o acesso da defesa a documentos “imprescindíveis para análise e confecção das alegações finais” da presidente afastada.

Ao G1, Lira afirmou que, após o pedido de Dilma, conversou com o relator do processo, o senador Antônio Anastasia (PSDB-MG), e decidiu prorrogar o prazo em um dia devido ao problema no site do Senado. Ele disse ainda que o novo prazo não atrasará o cronograma da comissão.

“Dei uma prorrogação de 24 horas para as alegações finais defesa. Mas não vai interferir em nada no cronograma de funcionamento da comissão. Esse prazo vai apenas encurtar 24 horas no tempo disponível para o relator que, inclusive, está no exterior. Já falei com ele, ele concordou comigo. Chegamos à conclusão de que era importante dar esse prazo para que mantivesse o princípio da ampla defesa e evitar qualquer tipo de judicialização”, disse Lira.

“O site [do Senado] ficou 36 horas fora para manutenção. Você dá 24 horas porque, dificilmente, nessas 36 horas que ficou fora, se o site estivesse no ar, haveria uma consulta durante 24 horas. 24 horas é para atender o princípio do pleno direito de defesa”, explicou o senador.

Lira também divulgou nota para explicar a decisão de prorrogar em um dia o prazo para a defesa de Dilma. Leia abaixo:

Tendo em vista o requerimento da Defesa de prorrogação do prazo para apresentação de suas alegações finais em virtude da suspensão dos serviços do sítio eletrônico do Senado Federal para manutenção programada, que teria prejudicado seu acesso aos autos do processo e, ainda, considerando que:
1. Foi anunciado com antecedência no próprio portal eletrônico do Senado Federal a indisponibilidade momentânea dos serviços para manutenção programada;
2. O sistema permite que os arquivos sejam baixados para consulta no computador do usuário sem necessidade de acesso à internet; e
3. Os sistemas começaram a ser religados, tornando-se novamente disponíveis antes das alegadas 48h de suspensão;
DECIDO acolher em parte as razões da Defesa para conceder-lhe prazo adicional de 24h, até o término do expediente da quinta-feira, 28 de julho, para apresentação de suas alegações finais, restando inalteradas as demais datas de reuniao da Comissão.
Intime-se.
Senador Raimundo Lira

Processo
Na fase intermediária do processo, chamada de “pronúncia”, o colegiado ouviu os depoimentos de testemunhas, solicitou documentos para produção de provas, realizou perícia e acompanhou a leitura da defesa pessoal da presidente afastada.

Nesta fase estão previstas a entrega das alegações finais da acusação e da defesa. A acusação entregou o documento no último dia 12, e os juristas Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior voltaram a afirmar que Dilma cometeu crime ao editar decretos de crédito suplementares e ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais”.

Cronograma
Depois da entrega das alegações finais da defesa, abre-se o prazo para o relator do caso na comissão especial, Antonio Anastasia, elaborar o seu parecer. No relatório, o tucano deverá dizer se Dilma deve ou não ir a julgamento final.

De acordo com o cronograma, Anastasia tem cinco dias para elaborar o seu parecer, de quinta-feira (28) até segunda-feira (1º). Segundo a Secretaria-Geral da Mesa do Senado, se Raimundo Lira conceder mais prazo para a entrega das alegações finais de Dilma, isso não significará necessariamente que o cronograma da comissão especial será atrasado.

Isso porque, segundo a secretaria, Anastasia poderá elaborar o parecer em menos tempo – se assim desejar –  para cumprir o cronograma previsto.

Veja os próximos passos previstos da fase intermediária do processo de impeachment:

– Quarta-feira (27/7): Entrega das alegações finais da defesa de Dilma Rousseff;
– De 28/7 a 1º/8: Período para elaboração do parecer do relator Antonio Anastasia;
– Terça-feira (2/8) Leitura do parecer na comissão especial;
– Quarta-feira (3/8): Senadores discutem o parecer;
– Quinta-feira (4/8): Votação do parecer na comissão;
– Sexta-feira (5/8): Leitura do parecer no plenário principal do Senado;
– Terça-feira (9/8): Início da discussão e votação do parecer no plenário (sessão pode se estender pela madrugada de quarta-feira (10/8).

Gustavo Garcia, do G1, em Brasília

PF indicia Paulo Bernardo por organização criminosa e corrupção

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A Polícia Federal indiciou criminalmente o ex-ministro Paulo Bernardo (Planejamento/Governo Lula) na Operação Custo Brasil – investigação sobre suposto desvio de R$ 100 milhões de empréstimos consignados no âmbito do Planejamento, entre 2010 e 2015. A PF enquadrou Paulo Bernardo por integrar organização criminosa e corrupção passiva.

O inquérito da Custo Brasil foi relatado pela PF na sexta-feira, 22, e enviado à Justiça Federal. Agora, o Ministério Público Federal vai analisar o inquérito para denunciar ou não o ex-ministro e outros envolvidos na Custo Brasil, entre eles o ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira.

Paulo Bernardo foi preso na Operação Custo Brasil no dia 23 de junho, sob suspeita de recebimento de propinas de R$ 7,1 milhões do esquema Consist, empresa de software contratada em sua gestão em 2010 para administrar contratos de consignados com entidades de bancos e previdência – Associação Brasileira de Bancos Comerciais e para o Sindicato das Entidades de Previdência Privada. A Consist teria cobrado uma taxa em valor quatro vezes superior ao de mercado.

A Custo Brasil é um desdobramento da Pixuleco II que, em agosto de 2015, descobriu o esquema dos consignados. Um dos alvos da Pixuleco II, o advogado Alexandre Romano, o Chambinho, fez delação premiada e revelou os bastidores do caso Consist. Valores obtidos ilicitamente teriam abastecido a campanha de Gleisi Hoffmann (PT/PR), mulher de Paulo Bernardo, ao Senado em 2010.

A Custo Brasil prendeu também o advogado Guilherme Gonçalves, de Curitiba, que teria realizado repasses do esquema Consist para o ex-ministro e para bancar despesas eleitorais de Gleisi. Gonçalves nega elo com o esquema.

Seis dias depois de sua prisão – decretada pelo juiz Paulo Bueno de Azevedo, da 6.ª Vara Criminal Federal em São Paulo -, o ex-ministro de Lula e também de Dilma (Comunicações) foi solto por ordem do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

Na semana passada, Paulo Bernardo foi ouvido na PF e negou ter recebido propinas do esquema dos consignados. Ele afirma que não existe contrato da Consist com o Ministério que dirigiu. “O Ministério do Planejamento nunca contratou a Consist.”

Defesa
Em nota, a advogada Verônica Abdalla Sterman afirmou: “O ex-ministro Paulo Bernardo reitera que não participou ou teve qualquer ingerência na celebração ou manutenção do acordo de cooperação técnica celebrado autonomamente entre a Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e as associações de Bancos e Previdência (ABBC e SINAPP). Também reitera que não recebeu qualquer quantia da Consist, direta ou indiretamente.”

Estadão Conteúdo

Primeira vacina contra a dengue vai custar até R$ 138

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Vacina Dengvaxia é a única contra a dengue com registro na Anvisa até o momento (Jeffrey Hamilton/Thinkstock)

Anvisa definiu o preço do imunizante produzido pela francesa Sanofi; Instituto Butantã também desenvolve vacina contra a doença

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu o preço da primeira vacina contra a dengue autorizada no Brasil. O imunizante, produzido pelo laboratório francês Sanofi, deverá custar entre 132,76 reais e 138,53 reais. Os valores foram divulgados pela Anvisa nesta segunda-feira.

A vacina, chamada de Dengvaxia, é a única contra a dengue com registro na Anvisa até o momento. O tratamento inclui três doses, com seis meses de intervalo entre elas. Outros imunizantes estão sendo produzidos contra a doença – entre eles a vacina do Instituto Butantã, que iniciou testes com voluntários em junho deste ano.

Campanha – O Paraná vai dar início nesta terça a uma campanha de vacinação contra a dengue com a vacina da Sanofi. O número de doses não foi informado pela Secretaria de Estado da Saúde. A campanha terá início às 16 horas, na área portuária, em Paranaguá (PR), considerada uma das regiões mais afetadas pelo mosquito Aedes aegypti.

Até o final de junho, o Estado registrava 52.237 casos e 61 mortes. A doença já atingiu 319, dos 399 municípios paranaenses. Este número pode superar o recorde de 2012-2013, quando 54.176 pessoas foram infectadas.

Veja.com, com Estadão Conteúdo

Dilma, sobre o impeachment: ‘Quero acabar logo com essa agonia’

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CLIMA DESFAVORÁVEL – O desabafo de Dilma Rousseff foi relatado pelo senador Renan Calheiros (Adriano Machado/Reuters)

A presidente afastada reconhece que não há mais nenhuma chance de retornar ao cargo e quer que o processo de impeachment termine logo

Na terça-feira passada, Michel Temer ofereceu um jantar no Palácio do Jaburu aos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia. Não havia uma pauta específica. O objetivo do presidente interino era mostrar à imprensa uma situação de harmonia entre os chefes do Executivo e do Legislativo, para contrastar com o clima beligerante no governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Tudo correu conforme o planejado, com uma revelação inesperada. Renan Calheiros disse a Temer que a petista jogou a toalha e admitiu não ter mais chances de impedir a aprovação do impeachment no Senado. Segundo o relato do senador, Dilma desabafou nos seguintes termos: “Quero acabar logo com essa agonia”.

Calheiros é a expressão mais viva do que se pode chamar de “político de Brasília”. Isso significa que está sempre ao lado do poder. Há poucos meses, estava empenhado em desalojar Temer da poderosa presidência do PMDB e, se possível, deixá-lo distante da rampa do Palácio do Planalto. Foi um dos generais da batalha de Dilma para barrar o impeachment. Sendo um “político de Brasília”, Calheiros é um termômetro quase infalível para detectar a temperatura do poder. Se conversa em tom de confidência com Temer, por quem nunca nutriu grande simpatia, é sinal de que tem certeza de que Dilma não conseguirá recuperar o mandato.

A percepção do senador, no entanto, não é propriamente um privilégio. É difícil encontrar em Brasília, mesmo dentro do PT, alguém que acredite na volta de Dilma ao Palácio do Planalto, ainda que as pesquisas de opinião mostrem que mais de 60% do eleitorado prefere a convocação de novas eleições. A questão central é que Michel Temer, em apenas dois meses de interinidade, conseguiu plantar um clima de estabilidade na política e na economia, que favorece sua permanência no poder. Pelas contas do senador Romero Jucá (PMDB-RR), demitido do Planejamento por conspirar contra a La¬va-Jato, 61 dos 81 senadores votarão a favor do impeachment. Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, aposta que o número pode chegar a 63 senadores, incluindo Calheiros.

É tamanha a confiança que Geddel Vieira Lima, o ministro encarregado de negociar com o Congresso, tirará nos próximos dias uma semana de férias. “A fatura está liquidada”, reza o mantra da hora no PMDB. Temer, por via das dúvidas, não descuida de usar a máquina pública para sacramentar sua vitória. De olho nas ruas, sancionou reajustes salariais para servidores públicos e anunciou a ampliação dos financiamentos da Caixa Econômica Federal para a compra de imóveis. Num aceno aos congressistas, vetou novos cortes no Orçamento da União e determinou que sejam no¬mea¬das imediatamente as pessoas indicadas por deputados e senadores de sua base de apoio para ocupar cargos públicos. Na quarta-feira, o ministro Geddel Vieira Lima recebeu Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão do impeachment na Câmara, para sacramentar a distribuição de cargos federais em Goiás entre os parlamentares do estado.

Por Daniel Pereira, Laryssa Borges – Veja.com

Colaborou Marcelo Sakate

“Pílula do câncer” passa por testes em humanos

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Cápsulas de fosfoetanolamina produzidas desde os anos 90 no Instituto de Química de São Carlos (Foto: Cecília Bastos/USP Imagem)

Início dos testes foi anunciado na semana passada em coletiva de imprensa.
Dez pacientes receberão a substância para determinar segurança.

Começam nesta segunda-feira (25), no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), os testes em humanos com fosfoetanolamina, o composto que ficou conhecido como “pílula do câncer”. O anúncio do início dos testes foi feito na semana passada.

Nesta fase inicial, a substância será avaliada em 10 pacientes para determinar a segurança da dose. Se a droga não apresentar efeitos colaterais, a pesquisa seguirá em mais 200 pacientes – são 10 tipos de câncer diferentes incluídos nos testes, ou seja, 21 indivíduos com cada tipo da doença receberão três comprimidos da fosfoetanolamina. O anúncio foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Essa fase onde 210 pacientes participarão da pesquisa deverá durar cerca de seis meses. O início dos testes foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde.

Se pelo menos três pacientes de cada um desses grupos de câncer apresentar uma melhora no quadro de saúde devido à pílula, o governo deverá liberar mais uma fase do estudo com a chamada de mais 80 indivíduos. No total, até mil pessoas poderão participar do processo. Toda a pesquisa deverá ser encerrada em dois anos.

Caso nenhum dos 210 pacientes iniciais apresentar qualquer melhora ou sintoma, o estudo será encerrado no prazo estipulado de até seis meses.

“[Escolhemos] pacientes em tratamento no instituto. Não haverá a inscrição de pacientes de fora [para os testes], pelo menos não neste primeiro momento”, disse Paulo Marcelo G. Hoff., vice-presidente do Icesp, na quinta-feira passada. “Nós achamos que era mais justo já tratar os pacientes que já são da instituição. Ou seja, não há nenhum favorecimento. A escolha será feita baseada nos critérios de inclusão e exclusão que estão muito bem determinados para cada um dos 10 grupos [de câncer]”, completou.

Os pacientes escolhidos buscaram os médicos no Sistema Único de Saúde (SUS) e não estão em estado terminal, segundo Hoff. Ele diz que os indivíduos escolhidos não têm outra opção de tratamento curativo disponível e estão em condição física pra responder aos testes.

Além disso, os pacientes não deverão receber nenhum tipo de medicamento durante o processo. Por isso, as pessoas selecionadas respeitaram o critério de poder estar dois meses sem o tratamento tradicional sem quaquer impacto na expectativa de sobrevida durante os próximos meses.

A substância foi encaminhada para o Icesp pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) – laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Ainda de acordo com o governo do estado, há cápsulas suficientes para a realização da pesquisa.

Produção da substância
A sintetização da fosfoetanolamina que será testada em humanos foi feita pelo laboratório PDT Pharma, do município de Cravinhos, no interior de São Paulo. A Furp apenas encapsulou a substância. Ainda de acordo com o governo, o pesquisador da USP de São Carlos, Gilberto Chierice, que desenvolveu uma forma de sintetizar a substância, está acompanhando os testes.

A “pílula do câncer” já havia sido testada em animais de pequeno porte, mas a etapa de animais de grande porte foi pulada já que outras pessoas já consumiram a fosfoetalonamina não apresentaram sintomas graves.

“Nós fizemos uma opção pragmática aceitando o fato de que nós temos mais de 20 mil humanos que receberam o produto. Isso é diferente de um produto que está surgindo novo e que nunca ninguém o tomou. Então, nós achamos que seria possível neste caso nós acelerarmos o processo”, disse.

Os tipos de câncer que serão contemplados nos testes serão: cabeça e pescoço, pulmão, mama, colo e reto, fígado, pâncreas, melanoma, gástrico, colo uterino e próstata.

4 perguntas e respostas sobre o caso da FOSFOETANOLAMINA

1) O que é? Uma substância que passou a ser produzida em laboratório por um pesquisador da USP, hoje aposentado, que acredita que ela seja capaz de tratar câncer.

2) Qual é a polêmica? Pessoas com câncer têm entrado na Justiça para obter o produto da USP, mas ele não passou pelos testes legalmente exigidos. A USP atendia à demanda somente porque era obrigada judicialmente.

3) Mas ela funciona contra o câncer? Cientificamente, não há como afirmar, porque os testes necessários não foram feitos. Ela foi distribuída para diferentes tipos de câncer, mas sem seguir evidências científicas de que isso seja adequado.

4) Que mal pode fazer usar esse produto? Como seus efeitos são desconhecidos, não há como excluir efeitos colaterais. O próprio pesquisador que descobriu como sintetizá-la admite que não sabe dizer que dosagem seria adequada para o tratamento de câncer.

A substância, que começou a ser sintetizada por um pesquisador do Instituo de Química da USP de São Carlos no final da década de 1980, ainda não passou pelas etapas de pesquisa necessárias para o desenvolvimento de um medicamento, portanto não existem evidências científicas de que o produto seja eficaz no combate ao câncer ou seguro para o consumo humano, daí a necessidade de mais testes. Outras instituições pelo país têm feito pesquisas com animais.

Carolina Dantas – do G1, em São Paulo

Comércio do DF está cauteloso em relação às vendas para o Dia dos Pais

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Os comerciantes brasilienses não estão animados em relação ao Dia dos Pais. É o que mostra pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio. Entre os empresários entrevistados, a maioria (64,7%) declarou expectativa pessimista para um crescimento das vendas durante a data. Segundo esses empreendedores, as vendas serão menores ou no máximo iguais as do ano passado. Apenas 35,3% declaram que aguardam vendas maiores do que em 2015. Na média, a expectativa é de queda de 2,40% nas vendas. O levantamento foi feito com 397 empresas de 11 segmentos distintos.

Dentre os segmentos mais pessimistas em relação às vendas estão: Material Esportivo (-10,61%); Relojoaria/Joalheria/Ótica (-5,84%); Perfumarias (-5,67%); Eletroeletrônicos (-5,00%); Vestuário (-2,68%); Lojas de Artigo para Presentes (-2,14%) e Livrarias (-0,23%). Já os segmentos que esperam crescimento nas vendas são: Chocolatarias (2,33%); Restaurantes (1,92%); Calçados e Acessórios (1,33%); e Lojas de Departamento (0,29%).

O presidente da Fecomércio-DF, Adelmir Santana, explica que a instabilidade econômica do País e o resultado das últimas datas comemorativas, como o Dia das Mães e o Dia dos Namorados, que foram fracos, formam a razão desse cenário de cautela. “Quando analisamos a expectativa negativa podemos concluir que a mesma cresceu. Nesse ano de 2016 foi medida em 40,81%, e em 2015 havia sido de 40,36%”, ressalta Adelmir. Apesar dos números, ele destaca que os estabelecimentos preparam promoções. “As datas comemorativas representam um estímulo para o comércio, sendo que o Dia dos Pais é geralmente o quarto melhor período de vendas”, completa.

Na busca pelos consumidores, 81,4% confirmam que utilizarão estratégias específicas de vendas para o Dia dos Pais. Nesse universo, promoções/descontos e visibilidade da loja concentrarão aproximadamente 75,5% das estratégias que devem ser adotadas para alavancar as vendas pelos lojistas. Com a baixa expectativa de aumento nas vendas, apenas 12,3% dos entrevistados declararam que devem ampliar seus estoques. Quando questionados sobre a intenção de contratação temporária para o Dia dos Pais, foi registrado redução, onde apenas 3,3% das empresas entrevistadas declararam que irão realizar contratações temporárias. Quanto às formas de pagamento, os empresários acreditam que o pagamento à vista com dinheiro deve ser o mais utilizado (56,8%); seguido pelo cartão de crédito/débito (33,5%); crediário/carnê (5,8%) e cartão da loja (3,9%).

O preço médio do presente para o Dia dos Pais foi estimado pelos lojistas em R$ 98,74 – valor menor do que o registrado no ano anterior quando foi estimado em R$ 100,18. Foram pesquisados os segmentos de: Relojoaria/Joalheria/Ótica; Material Esportivo; Lojas de Artigo para Presentes; Eletroeletrônicos; Livraria; Perfumaria; Calçados e Acessórios; Vestuário; Chocolataria; Lojas de Departamento e Restaurantes.

Consumidor

A maioria dos consumidores brasilienses não está disposta a comprar presentes para comemorar o Dia dos Pais. É o que mostra a pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio. O levantamento ouviu 402 pessoas entre os dias 20 a 22 de junho de 2016. De acordo com o estudo, 47,3% dos entrevistados não têm a intenção de presentear o pai, 43,3% pretendem comprar presentes e 9,5% ainda não sabem se gastarão com presentes.

Os produtos mais citados por aqueles que pretendem presentear no Dia dos Pais são: vestuário/acessório (36,9%); cosméticos/perfume (25%); calçados (21%), chocolates (11,9%); material esportivo (11,4%) e livros/artigos de papelaria (9,7%). Apenas 40,3% dos entrevistados confirmaram intenção de comemorar o dia dos pais. Quanto ao local escolhido para comemoração, a casa dos pais foi à opção mais votada (43,6%); seguida pela própria residência (25,2%) e restaurantes (16,6%).

O preço médio do presente ficará em aproximadamente R$ 370,00 (R$ 208,15 para presente / R$ 160,75 para comemorações). A maioria pretende pagar com dinheiro (51,2%), seguido pelo cartão de crédito (28,4%) e cartão de débito (19,1%). Atendimento e preço são os atrativos de maior poder sobre os consumidores.