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Considerações sobre a decisão da 1ª turma do STF que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu

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Quatro Pontos jurídicos que divergem da decisão do STF que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro réu

A decisão da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro de aceitar a denúncia da Procuradoria-Geral da
República (PGR) e torná-lo réu, entendendo que houve uma tentativa de golpe de Estado com base no que foi, fundamentalmente, encontrado no celular do coronel Mauro Cid e em sua delação premiada, merece algumas breves considerações.

Trata-se de uma mudança na jurisprudência do Supremo, pois, no caso da Lava Jato, apesar do prejuízo de bilhões causado ao Brasil por corruptores confessos, a Suprema Corte não utilizou a delação premiada como fundamento de suas decisões e até entendeu que ela não poderia servir para embasar prisões.

Como um velho advogado, com 68 anos de exercício profissional e 61 de magistério universitário e 90 anos de idade, confesso que ainda tenho muitas dificuldades para compreender a decisão, sem, contudo, fazer qualquer crítica aos Ministros. Aliás, por não criticá-los e, muitas vezes, elogiá-los, sou frequentemente censurado por meus leitores e seguidores das redes sociais.

Fato é que, primeiro, para haver uma tentativa de golpe, seria necessária uma ação concreta, que só poderia ser realizada por militares. No entanto, nenhum militar com comando de tropas saiu às ruas para essa tentativa.

Lecionei durante 33 anos para coronéis que seriam promovidos a generais e, em 2022, creio que aproximadamente 90% dos generais haviam assistido às minhas aulas de Direito Constitucional. Lembro-me perfeitamente de que, durante as aulas, nos momentos de debate, não havia ambiente para que algum deles cogitasse golpes de Estado, até porque minhas aulas eram sobre o respeito à Constituição, jamais sobre sua ruptura.

Reafirmo: para haver tentativa, é necessário que exista um ato de execução do crime. E, nesse caso, as Forças Armadas seriam as únicas que poderiam executar um eventual golpe. No entanto, não houve tentativa, pois sequer houve o início de uma ação.

Em segundo lugar, afirmar que o evento de 8 de janeiro foi um golpe é algo muito difícil de aceitar. Digo isso como historiador da Academia Paulista de História, com livros publicados na área.

Como acadêmico da Academia Paulista de História, nunca vi, ao estudar a história mundial, um golpe de Estado sem a participação das Forças Armadas. Destaco, ainda, que a minha segunda tese acadêmica foi sobre o impacto das despesas militares nos orçamentos públicos, analisando todas as conhecidas batalhas mundiais até o ano 1.200, quando se tornaram tão numerosas a ponto de não ser mais possível citá-las individualmente.

Insisto que o ocorrido em 8 de janeiro não foi um golpe de Estado também porque ninguém estava armado. Foi uma baderna, mas não foi um golpe de Estado. Uma das participantes estava com batom e alguns tinham estilingues. Ora, com batom e estilingues não se faz uma revolução.

O terceiro elemento que me impressiona é chamar de documento golpista um papel sem assinatura, onde constava uma declaração de estado de sítio.

Ora, o estado de sítio é uma figura constitucional que existe para garantir o Estado de Direito e não para rompê-lo. Para ser decretado pelo presidente, o estado de sítio deve ser autorizado por maioria absoluta do Congresso Nacional.

Trata-se, portanto, de um papel sem valor algum, já que o Congresso Nacional jamais autorizaria o estado de sítio. Sendo assim, não vale nada, não é um documento.

Quarto ponto que, como advogado, me parece importante: muitos dos advogados que eu conheço, alguns brilhantes e respeitadíssimos no Brasil, não tiveram acesso completo à delação premiada e a todos documentos.

Como é que eu vou defender o meu cliente sem conhecer todos os elementos que levaram à acusação? A Constituição, no inciso LV do artigo 5º prevê a garantia da “ampla defesa”. A palavra “ampla” é um adjetivo de uma força ôntica impressionante. Não é, portanto, qualquer defesa judicial e processual. Mesmo assim, a defesa queixou-se de ter tido acesso a apenas aquela parte que constava dos autos. Tratou-se, portanto, de uma defesa limitada e cerceada.

Com todo o imenso respeito que tenho aos Ministros, a matéria teria, a meu ver, que ser decidida pelo Plenário da Suprema Corte, dada a importância da discussão.

Uma vez mais, quero deixar muito claro que não faço juízo de valores sobre os Ministros, até porque tenho livros escritos com alguns deles e sempre os admirei como juristas. Embora, nas decisões judiciais, nossa convergência seja muito grande, nossa divergência ocorre quando entendo que eles se transformaram em poder político.

Por essa razão é que, hoje, são obrigados a andar acompanhados de seguranças. Algo que não ocorria quando eu saía com os Ministros Maurício Corrêa, Moreira Alves, Oscar Corrêa, Cordeiro Guerra, Sidney Sanches, enfim, todos aqueles que foram meus amigos de tempos imemoriais, como os de Aliomar Baleeiro, Hahnemann Guimarães ou José Néri da Silveira. Não era necessário uso de seguranças, porque era o STF apenas Poder Judiciário.

Significa dizer que os nossos atuais Ministros recebem um tratamento típico de políticos: quando estão na rua, quem os aprova, aplaude, enquanto quem não gosta, os ataca.

Como um modesto advogado de província e esforçado professor universitário de Direito Constitucional, creio que não foi essa a intenção dos Constituintes, até por conta do que presenciei ser discutido durante a elaboração da nossa Carta Magna. Nos 20 meses em que participei comentando a Constituição, fui ouvido em audiências públicas pelos Constituintes, mantendo contato permanente com Bernardo Cabral e visitando Ulisses Guimarães em sua casa, perto do Jóquei Clube, para discutirmos pontos da Constituição.

Naquele momento, o objetivo era, ao sairmos de um regime de exceção, onde havia um poder dominante, estabelecer três poderes harmônicos e independentes.

Retrato, pois, aquilo que vi na discussão e na formulação de uma Constituição ampla, prolixa, mas que tinha uma espinha dorsal fantástica, baseada na harmonia e independência dos Poderes, além da previsão dos direitos e garantias individuais, que são os dois maiores sustentáculos da Constituição de 1988.

Como um idoso de 90 anos, prisioneiro de São Paulo por conta da dificuldade de locomoção, mas com a cabeça ainda funcionando um pouco, embora não mais como antigamente, gostaria de trazer essas minhas reflexões para aqueles que me lêem e viram a decisão de ilustres Ministros do STF, a quem respeito, mas que têm, entretanto, neste nonagenário, advogado e professor universitário, uma interpretação que, infelizmente, em relação ao direito, é bem diferente daquilo que foi decidido.

Sem ter posição em relação a A, B ou C, mas apenas analisando o julgamento como um advogado com 68 anos de experiência e 61 anos como professor universitário, que passou 20 meses estudando para comentar com Celso Bastos, em 15 volumes e cerca de 10 mil páginas, a Constituição do Brasil, essa é a minha opinião.

Fico muito constrangido de divergir dos meus amigos da Suprema Corte, que tanto admiro. Mas, como cidadão, não poderia me calar.

Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região, professor honorário das Universidades Austral (Argentina), San Martin de Porres (Peru) e Vasili Goldis (Romênia), doutor honoris causa das Universidades de Craiova (Romênia) e das PUCs PR e RS, catedrático da Universidade do Minho (Portugal), presidente do Conselho Superior de Direito da Feco mercio -SP, ex-presidente da Academia Paulista de Letras (APL) e do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp).

Justiça suspende execução de dívida de quase R$ 3 milhões de produtor rural gaúcho afetado por enchentes

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Decisão reconhece impacto das chuvas no Rio Grande do Sul e preserva atividade agrícola ameaçada por penhora de safra.

Itaqui (RS) – Um produtor rural do interior do Rio Grande do Sul obteve na Justiça uma importante vitória que garante a suspensão da execução de uma dívida no valor de R$ 2.920.126,25. A decisão, proferida pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Itaqui, levou em consideração a gravidade dos eventos climáticos que assolam o estado e os prejuízos enfrentados pelos produtores locais.

A crise climática como fator determinante

O estado do Rio Grande do Sul tem sido severamente impactado por chuvas torrenciais e enchentes nos últimos meses, o que dificultou o cumprimento de obrigações financeiras por parte de diversos produtores. No caso em questão, a execução se originou a partir de uma confissão de dívida extrajudicial movida por uma empresa do setor agrocomercial, que pretendia penhorar a produção de arroz do executado como forma de quitar o débito.

Contudo, a Justiça reconheceu o efeito devastador das enchentes sobre a atividade produtiva do agricultor e indeferiu o pedido de penhora da lavoura, sob o argumento de que se tratava de medida irreversível e desproporcional. Conforme destaca o juiz Marcos Rogério Alves Ribeiro, responsável pela decisão, “a safra, uma vez expropriada, não poderá ser restituída, o que comprometeria de forma definitiva a subsistência do executado e sua atividade agrícola”.

Garantia com maquinário e idoneidade reconhecida


Em sua defesa, o produtor rural apresentou três laudos técnicos de avaliação atestando que os maquinários ofertados como garantia são suficientes para cobrir o valor total da dívida. Os bens foram avaliados em valores que ultrapassam R$ 4,2 milhões, demonstrando sua plena idoneidade e liquidez. O juízo reconheceu a validade dos laudos e manteve o efeito suspensivo à execução, rejeitando as alegações do credor sobre a suposta ineficácia das garantias.

Além disso, foi ressaltado nos autos que o credor vinha utilizando práticas abusivas, como o monitoramento clandestino das lavouras e a intimidação de comerciantes locais com notificações extrajudiciais, tentando impedir a comercialização da produção do devedor. Tais condutas foram duramente criticadas pela defesa, que apontou violação à boa-fé objetiva e ao devido processo legal.

A decisão judicial reafirma a importância do equilíbrio nas relações contratuais e da proteção à atividade econômica, sobretudo em contextos excepcionais como os provocados por desastres naturais. O caso se insere em um cenário mais amplo de busca por soluções sustentáveis e justas no campo jurídico para os produtores rurais brasileiros, especialmente em tempos de instabilidade climática e econômica.

Ao final, a defesa do produtor foi conduzida pelo escritório João Domingos Advogados, que atua com reconhecida expertise em direito do agronegócio, especialmente na proteção dos interesses de produtores rurais.

Nº do processo: 5002346-69.2024.8.21.0054

NAI – Negócios de Alto Impacto em Brasília: Evento para Empresários com Foco em Estratégia, Networking e Alta Performance

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Nos dias 25 e 26 de abril, Brasília será palco de um dos eventos empresariais mais aguardados do ano. O encontro acontecerá no Hotel Tryp o NAI Negócios de Alto Impacto, ao lado do Pátio Brasil Shopping, reunindo empresários, empreendedores e líderes de negócios da capital e do entorno, em uma imersão de dois dias com foco em estratégia, inovação e networking de alto nível.

Os anfitriões desta edição são dois nomes que vêm transformando o cenário empresarial do Distrito Federal: Rafic Júnior e Gilson Neves. Nascidos em Brasília, ambos trilharam trajetórias marcantes dentro e fora do Brasil. Hoje, somam forças para organizar, impulsionar e profissionalizar o ecossistema de negócios da capital federal.

Rafic Júnior, ex-jogador da seleção brasileira de vôlei de base — da mesma geração que revelou ícones como Giba, Dante e Serginho — é empresário da educação e da saúde, com vasta experiência no setor e forte atuação na formação de novos líderes.

Gilson Neves, ex-vice-presidente de uma das maiores redes de saúde capilar do país e executivo com mais de 20 anos na indústria farmacêutica, é referência em liderança, gestão de pessoas e desenvolvimento empresarial.

Um dos destaques do evento será a presença do jovem prodígio Davi Braga, que compartilhará sua trajetória meteórica no mundo dos negócios. Mesmo com pouca idade, ele já acumula conquistas que impressionam o mercado nacional e promete inspirar os participantes com insights práticos e inovadores.

A programação foi pensada para promover trocas genuínas, gerar conexões de valor e elevar o patamar dos empreendedores locais. Os convidados foram criteriosamente selecionados e terão acesso a conteúdos exclusivos que abordam desde modelos de negócio até inteligência emocional, Inteligência Artificial e performance comercial.

Esse encontro representa mais um movimento dessa dupla que tem se destacado por fomentar um novo tempo para o empresariado brasiliense. Com um olhar estratégico e ação consistente, Rafic Júnior e Gilson Neves têm contribuído para o fortalecimento da capital como um verdadeiro hub de negócios e inovação no país.

Se você é empresário ou empreendedora do DF ou Entorno e busca novos conhecimentos, conexões poderosas e caminhos para levar sua empresa ao próximo nível, este é o seu lugar.

O evento é gratuito, mas exclusivo para convidados selecionados. Corra e solicite sua avaliação para garantir presença!

Porque Brasília, mais do que nunca, é o grande centro empresarial do momento — e nomes como Rafic Júnior e Gilson Neves estão fazendo toda a diferença para essa transformação acontecer.

Contato : +55 61 98120-8408

PEC do fim da reeleição enfrenta resistência silenciosa no Congresso, aponta cientista político

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Elias Tavares analisa os impasses em torno da proposta que acaba com a reeleição para cargos do Executivo e unifica eleições; mudanças têm baixa viabilidade política

O Senado Federal discute atualmente duas propostas com potencial de impacto estrutural sobre o sistema político brasileiro: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2022, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), que propõe o fim da reeleição para cargos do Executivo, e o Novo Código Eleitoral. Ambas são relatadas pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), e suas tramitações vêm enfrentando obstáculos relevantes.

 

É preciso afirmar com clareza: não há, neste momento, clima político nem disposição majoritária no Congresso para aprovar uma reforma dessa magnitude. A resistência não é apenas ideológica ou técnica, mas sim funcional. Atinge diretamente o coração do sistema de articulação política das legendas partidárias e suas lideranças locais e nacionais.

 

Entre as principais mudanças sugeridas está a unificação das eleições municipais e gerais, com mandatos de cinco anos para todos os cargos eletivos. Embora tecnicamente coerente — pois reduz custos e descompressiona o calendário político —, essa medida interfere frontalmente na dinâmica estratégica da política brasileira, especialmente no uso das prefeituras como base de construção de capital político.

 

A eleição municipal no Brasil é mais que uma disputa local. Ela funciona como trampolim para carreiras estaduais e federais, permitindo que prefeitos se projetem como candidatos a deputado, senador ou governador, e que parlamentares consolidem bases colocando aliados no comando dos municípios. Isso está claro em exemplos recentes: José Serra e João Doria, em São Paulo, utilizaram a prefeitura como etapa para disputar o governo estadual. Hoje, João Campos (PSB), prefeito do Recife, aparece como potencial candidato ao governo de Pernambuco.

 

Eliminar esse degrau estratégico tende a enfraquecer o jogo político regional. É por isso que a proposta, apesar de bem-intencionada, encontra resistência velada entre os parlamentares.

 

No tocante à extinção da reeleição para cargos do Executivo, a PEC proposta por Kajuru e relatada por Castro prevê o fim da recondução para presidentes, governadores e prefeitos, e ainda propõe mandatos de cinco anos a partir de 2030. O senador Marcelo Castro classificou a reeleição como “um erro histórico” e citou abusos recorrentes do poder econômico e político durante campanhas de reeleição.

 

Mas aqui também cabe uma ponderação crítica. A reeleição, por si só, não é antidemocrática. Pelo contrário: é o eleitor, por meio do voto, quem decide se deseja continuidade ou ruptura. O caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tentou e não conseguiu se reeleger em 2022, é evidência concreta de que o sistema permite alternância real. O problema não está no instituto da reeleição, mas sim no seu uso indevido — algo que pode e deve ser combatido com regras de controle e fiscalização mais firmes.

 

Outros dois pontos da proposta também merecem atenção:

 

  1. A redução da exigência de 30% de candidaturas femininas para 20% de cadeiras legislativas efetivas é um retrocesso grave no esforço por maior representatividade de gênero.
  2. A ampliação dos mandatos de senadores de 8 para 10 anos é desproporcional e desalinha o tempo político com a necessidade democrática de renovação periódica.

 

 

Diante disso, é preciso reconhecer: a proposta tende a ser mais relevante como pauta de debate público do que como projeto com viabilidade de aprovação no Congresso. Isso porque, na prática, ela afeta estruturas de poder já sedimentadas e que dificilmente serão reformadas por dentro, sem pressão significativa da sociedade.

Rovensa Next fortalece presença no mercado nacional com portfólio da Cosmocel

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Com posição de destaque em um mercado pulverizado, a Rovensa Next anuncia a incorporação do portfólio Cosmocel no Brasil. O processo inicia com Biocel, Barrier e Cosmocal, expandindo-se, gradualmente, para as demais linhas de produtos. Os diretores preveem que a operação deve ser concluída até o mês de junho.
Sediada no México e adquirida em 2022, a Cosmocel completou 65 anos de atuação em 2025, mas a marca está presente nos cultivos brasileiros há mais de duas décadas. Biofertilizantes, bioestimulantes e biodefensivos são os principais destaques do catálogo da Cosmocel.
“Vejo que essa integração vai deixar o portfólio da Rovensa Next mais robusto, principalmente pelo nosso know-hall no mercado de hortifrúti, onde a empresa deseja crescer participação, além da possibilidade de ingressar no setor de fertirrigação. Também há planos de expansão para novos segmentos”, antecipa André Carminatti, coordenador comercial da Cosmocel Brasil.
Segundo ele, é o caso de Biocel, um bioestimulante bastante difundido nos cultivos de HF e com excelente potencial na produção de cereais. “Os produtores buscam melhor arquitetura de planta e maior produtividade. É exatamente isso que o Biocel proporciona”, aponta Carminatti.
O mesmo acontece com Barrier, outro carro-chefe sendo testado no fortalecimento da planta contra pragas e patógenos em grandes culturas. Ainda é cedo para uma lista completa, todavia, o coordenador comercial enxerga muitas possibilidades, pela sinergia existente entre as duas companhias. Carminatti observa que boa parte dos produtos não conflitam com aqueles, hoje, existentes na Rovensa Next.
Isso porque a tecnologia da empresa mexicana é baseada em moléculas organominerais exclusivas. “Os macros e micronutrientes e os compostos orgânicos presentes nos produtos Cosmocel passam por processos de fermentação, realizados a partir de atividade biológica, para criar uma molécula única e de fácil assimilação”, explica Pedro Dziuba, coordenador técnico da Cosmocel Brasil.
Do mesmo modo, respondem, assim como preconiza a Rovensa Next, ao apelo global de sustentabilidade. “Uma fonte comum de cálcio, como o calcário, por exemplo, vai ter um baixo aproveitamento do elemento, nas melhores condições possíveis. Já o cálcio presente no Cosmocal é totalmente absorvido pela planta”, compara Dziuba.
Para o especialista, os benefícios gerados extrapolam para o social, pois a aplicação maciça de adubos está levando a um excesso de sais no solo. Além de atrapalhar o próprio desenvolvimento da lavoura, pode contaminar os lençóis freáticos e nascentes, como já acontece com alguns elementos.
Os produtos – Biocel é um bioestimulante que potencializa todas as etapas de desenvolvimento das culturas. Barrier é uma molécula desenvolvida para fortalecer o processo natural de defesa das plantas contra patógenos e aumentar o tempo de prateleira, armazenamento e transporte dos alimentos. Por fim, o Cosmocal é uma molécula de cálcio de alta concentração, facilmente assimilável pelas plantas e livre de nitrogênio, outra exclusividade da Cosmocel.

No Dia do Café, consumidor enfrenta preços altos e exportadores sofrem com gargalos nos portos

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Anffa Sindical destaca necessidade de investimentos que garantam mais eficiência à autuação dos auditores fiscais federais agropecuários

 

O Dia Internacional do Café, celebrado em 14 de abril, homenageia uma das maiores paixões dos brasileiros e também dos estrangeiros. O café é o produto agrícola mais consumido no país e um dos mais importantes nas exportações brasileiras, presente no cotidiano de milhões de pessoas e essencial para a economia nacional. Esse sucesso não é construído apenas nos campos. Ele também é garantido por uma atuação técnica e estratégica dos auditores fiscais federais agropecuários, que asseguram a qualidade do produto que chega às xícaras dos consumidores do mundo inteiro e impedem a entrada de pragas e doenças que possam comprometer plantações e exportações.

 

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), os profissionais da carreira também são responsáveis pela emissão de certificados fitossanitários, necessários para os embarques de café para determinados países, como a Turquia. Em 2024, o Brasil reafirmou sua posição como maior exportador mundial, com recorde histórico de 50,4 milhões de sacas exportadas para 116 países, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O número representa um crescimento de 28,5% em relação ao ano anterior e de 12,8% frente ao maior volume já registrado até então, em 2020.

 

Na última sexta-feira (11), executivos da entidade se reuniram com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em Santos (SP), para debater os problemas ocasionados pelos gargalos logísticos para a emissão de certificados fitossanitários para exportação no maior complexo portuário do Brasil. Os exportadores apontam atrasos e alterações de escalas de navios por conta da demora para obtenção do documento. Este é mais um claro exemplo da necessidade de investimentos na fiscalização agropecuária, tanto em recursos humanos, com recomposição dos quadros de servidores, como em estrutura para atuação dos auditores fiscais.

 

Preços

Apesar da boa performance nas exportações, o consumidor vem sentindo no bolso a alta dos preços do café, resultado de uma combinação de fatores complexos, que envolve desde eventos climáticos até os impactos de crises econômicas globais. A escassez de chuvas em algumas regiões produtoras tem sido agravada por altos custos de produção, como energia elétrica e combustíveis, todos com aumentos significativos nos últimos meses.

 

Segundo o Anffa Sindical, as perspectivas para o curto prazo indicam a manutenção de preços elevados, e uma eventual reversão desse cenário dependerá de uma safra excepcional — algo incerto, considerando a instabilidade climática e os desafios logísticos enfrentados pelo setor.

 

“A excelência do café nacional está diretamente ligada ao trabalho rigoroso de vigilância e inspeção. Nos portos, aeroportos, fronteiras e áreas de produção, no beneficiamento até o comércio, os auditores fiscais federais agropecuários atuam de forma preventiva protegendo toda a cadeia produtiva e garantindo que o Brasil siga sendo referência mundial em segurança agropecuária. Assim, consumidores brasileiros e de todo o mundo têm garantido o cafezinho do dia a dia com total confiança na qualidade do produto”, destacou o presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo.

 

Neste Dia Internacional do Café, o Anffa Sindical celebra o sabor e a importância cultural da bebida, e também o compromisso dos auditores fiscais federais agropecuários na defesa da produção nacional e das exportações do produto. Um brinde ao café e ao trabalho técnico e silencioso que mantém o Brasil forte, competitivo e seguro no cenário agrícola internacional.

 

Apesar de avanços científicos o acesso a novas terapias é um grande dilema no Brasil

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A medicina tem testemunhado avanços impressionantes na busca por tratamentos inovadores para diversas doenças raras. Entre esses avanços se destacam os que buscam tratar os problemas que atingem o sistema nervoso, como a recente descoberta de um tratamento capaz de atravessar a barreira hematoencefálica e tratar os efeitos neurológicos de uma doença ultrarrara chamada Mucopolissacaridose tipo II (MPS II) ou Síndrome de Hunter. Progressos como esse representam um marco histórico na medicina. Entretanto, apesar das evidências científicas, essa terapia ainda não está disponível aos pacientes brasileiros devido às longas tramitações regulatórias e às barreiras para o acesso.

Um dos maiores obstáculos para o tratamento de doenças neurológicas é a barreira hematoencefálica (BHE), comumente conhecida como barreira sangue-cérebro. A BHE é uma estrutura biológica essencial que protege o cérebro de substâncias nocivas, mas que acaba também impedindo que muitos medicamentos administrados por via oral ou injetados na corrente sanguínea alcancem o sistema nervoso central. Isso atrapalha o tratamento das manifestações neurológicas da MPS II, decorrente da degradação ineficaz de glicosaminoglicanos (GAGs) no sistema nervoso, levando a danos graves e irreversíveis.

Novas formulações de medicamentos, como é o caso de uma terapia aprovada no Japão em 2021 e em via de aprovação no Brasil, demonstraram ser capazes de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE) e atuar diretamente no cérebro, reduzindo significativamente os níveis de glicosaminoglicanos no tecido nervoso e reduzindo os impactos neurológicos da MPS II nos pacientes, garantindo uma maior qualidade de vida.

O Brasil participou ativamente de estudos clínicos dessa nova terapia para MPS tipo II, a qual apresentou resultados muito promissores, como destacado em um epísódio dedicado para as inovações em doenças raras da plataforma Educare. Os biomarcadores da doença demonstraram uma redução significativa no sangue, na urina e, principalmente, no líquido cefalorraquidiano, indicando que o medicamento de fato atinge o sistema nervoso central, embora seja administrado por via intravenosa. Além disso, há relatos de melhoria na capacidade cognitiva, funções motoras e respiratórias, aumentando a qualidade de vida dos pacientes.

Falta de Acesso: primeiro obstáculo a ser superado 

Apesar das evidências científicas comentadas, o medicamento ainda não está disponível para a população brasileira, aguardando aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Enquanto isso, pacientes que poderiam se beneficiar dessa terapia continuam a sofrer com o agravamento da doença. O longo processo e os desafios regulatórios impedem que essa revolução científica se traduza rapidamente em melhorias concretas para quem mais precisa.

Observando outras perspectivas e trajetórias, a demora na aprovação de novas terapias não é um problema exclusivo da MPS tipo II. Outras doenças raras também enfrentam desafios semelhantes, em que sabemos que o tempo é um fator crucial. Cada dia sem acesso ao tratamento representa uma perda irreversível de um pouco da sua saúde para pacientes que, muitas vezes, têm uma expectativa de vida já reduzida.

Para que constantemente profissionais e pesquisadores batalhem por tratamentos inovadores é necessário que o avanço da ciência esteja diretamente acompanhado por um ecossistema que garanta que seus benefícios alcancem a sociedade de forma eficaz. A colaboração entre pesquisadores, instituições de saúde, indústrias farmacêuticas, órgãos reguladores e a sociedade civil deveria ser um compromisso primordial para garantir que futuras terapias inovadoras não fiquem restritas às prateleiras da pesquisa e cheguem até seus pacientes.

Batalhar por uma implementação de processos regulatórios mais ágeis para doenças raras, ampliação do acesso via políticas públicas e o incentivo à conscientização são passos essenciais nessa direção. O Brasil tem um papel ativo no desenvolvimento dessas terapias e precisa estar na vanguarda também na garantia de seu acesso.

O conhecimento avança, a tecnologia está disponível, e os resultados são concretos, a ciência está cumprindo seu papel ao desenvolver soluções inovadoras para doenças raras como a MPS II. Agora, o próximo passo, é garantir que os frutos da ciência estejam ao alcance de todos os pacientes que deles tanto necessitam. Nenhuma descoberta tem impacto real se não puder ser aplicada na vida de quem precisa.

*Roberto Giugliani, médico geneticista do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Professor Titular do Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), além de Head de Doenças Raras da Dasa Genômica e Diretor Executivo da Casa dos Raros.

Dor pós-atividade física é sinônimo de treino eficaz?

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Medical theme and stiffness concept. Back view of dark skinned Afro woman touches back and neck, shows inflammated zones, poses against white background, suffers from spine disease or body pain

 

Especialista explica crença generalizada no mundo fitness sobre relação entre dor muscular e ganho de força

“Sem dor, sem ganho”. Essa é uma das premissas mais conhecidas no mundo fitness. Existe uma crença generalizada entre praticantes de atividade física de que, se não há dor após o treino, é sinal de que o corpo não está evoluindo ou que os músculos não foram trabalhados suficientemente para ganhar força. Mas será isso verdade ou apenas um mito?

O coordenador da UPX Sports (complexo esportivo localizado no campus Ecoville da Universidade Positivo), Zair Cândido, esclarece que a dor pode, sim, ser uma resposta inflamatória natural do corpo após a atividade física  —  um sinal de que o músculo foi estimulado. “O exercício gera pequenas lesões nas fibras musculares, chamadas microlesões, que são importantes para o processo de recuperação. Com descanso,  alimentação e hidratação adequados, esse músculo se regenera mais forte para os próximos treinos”, explica.

No entanto, Zair alerta que é preciso observar o grau da dor e o tempo necessário para a  recuperação. “O desconforto pode fazer parte desse processo inflamatório, especialmente quando a carga ultrapassa o que o músculo está acostumado a suportar. Contudo, a dor, por si só, não é sinônimo de qualidade de treino. Por isso, carga e intensidade devem ser sempre monitoradas”, ressalta.

O que são as dores musculares pós-treino e por que elas acontecem?

A dor que surge após exercícios físicos é conhecida como DOMS (Delayed Onset Muscle Soreness), ou dor muscular tardia. Normalmente aparece entre 12 e 48 horas após o treino, podendo durar até 72 horas, dependendo da intensidade das atividades realizadas.

Segundo o especialista, essa sensação acontece por conta das microlesões nas fibras musculares que surgem durante o esforço físico. “As fibras musculares são compostas por actina e miosina, proteínas que realizam um movimento de deslizamento durante as contrações.  Quando o esforço é muito intenso, tanto em atletas quanto em sedentários, ocorrem pequenas rupturas nas fibras”, explica. Para pessoas sedentárias, essa dor costuma ser mais intensa, pois a musculatura ainda não está adaptada ao  esforço. Outro fator relevante é o tipo de contração muscular realizada. Quando aproximamos a articulação do centro do corpo, ocorre uma contração concêntrica, com encurtamento do músculo. Já no movimento inverso, quando afastamos a extremidade do centro do corpo, ocorre uma  contração excêntrica, em que o músculo se alonga sob carga. Esse segundo tipo de contração gera mais rupturas e, consequentemente, costuma provocar mais dor muscular”, completa.

O que pode ser feito após o treino para minimizar as dores?

Segundo Zair Cândido, a maneira mais eficiente de evitar dores musculares intensas após o treino é controlar a intensidade dos exercícios, adotando uma programação semanal bem estruturada que permita monitorar as cargas e prevenir sobrecargas. Uma prática recomendada é realizar alongamentos leves ao fim da atividade, proporcionando relaxamento muscular. “É importante também se hidratar bastante, garantindo uma reposição hídrica adequada, o que contribui para reduzir as dores. Além disso, uma alimentação equilibrada logo após o treino é fundamental”, orienta. O especialista ressalta o papel das proteínas nesse contexto: “As proteínas são compostas por aminoácidos, que auxiliam na reparação das fibras musculares. Por isso, fazer uma refeição ou suplementação rica em proteínas até 45 minutos após o treino ajuda significativamente a minimizar as dores.”

Zair também menciona que, em alguns casos, o acúmulo de ácido lático pode intensificar o desconforto muscular. “Para essas situações, é recomendada a recuperação ativa, como uma caminhada leve. Outras estratégias eficazes incluem crioterapia, aplicação de gelo ou imersão em  banheira fria, procedimentos que promovem vasoconstrição intensa e ajudam a diminuir processos inflamatórios.”

Quais as principais diferenças entre dores musculares normais e lesões?

A dor muscular após o treino pode durar até 72 horas, diminuindo progressivamente — especialmente se houver respeito ao intervalo ideal de recuperação entre os treinos. Sentir incômodo leve a moderado é comum e esperado, desde que não prejudique os movimentos nem interfira na rotina de exercícios. No entanto, o especialista alerta para sinais que podem indicar uma lesão muscular: “Quando a dor é muito aguda ou o desconforto é intenso, a ponto de impedir tarefas simples como descer escadas, sentar ou andar normalmente, pode ser indicativo de que a intensidade do treino foi excessiva”, explica. Esses casos costumam vir acompanhados de inchaço, rigidez extrema ou pontadas agudas, demonstrando que o músculo não está plenamente recuperado. “Nesse cenário, há risco aumentado de ruptura das fibras musculares, que ficam mais frágeis e suscetíveis a lesões”, completa Zair.

Diante desses sintomas, a recomendação é buscar orientação profissional o quanto antes para realizar uma avaliação adequada. “É fundamental identificar rapidamente se há lesão e definir o melhor tratamento possível”, enfatiza o coordenador da UPX Sports.

Quais estratégias ajudam a prevenir a dor muscular após o treino?

A maneira mais eficiente de evitar dor muscular tardia é adotar um treino bem planejado, com objetivos claros, controle da intensidade e inclusão de atividades regenerativas, fundamentais para a recuperação muscular adequada. “Costumamos dizer que é essencial praticar um treino inteligente, com equilíbrio entre estímulo e recuperação para reduzir desconfortos”, destaca Zair Cândido.

Outros fatores igualmente importantes são o descanso adequado, especialmente uma boa noite de sono, que permite à musculatura se recuperar plenamente, e uma alimentação equilibrada. Hidratação adequada também faz toda a diferença nesse processo”, enfatiza o especialista. Zair reforça ainda a importância de respeitar os intervalos entre as sessões de treino, fazer aquecimentos antes das atividades e preparar o corpo com atenção especial às articulações, aos ligamentos e à circulação sanguínea muscular. Por fim, o especialista orienta os iniciantes a começar com cargas mais leves e evoluir gradualmente, respeitando os limites do corpo e construindo capacidade física de forma consistente e segura.

Sobre a UP Experience

A UP Experience é o maior e mais completo complexo cultural, esportivo e científico do Brasil. Responsável pela gestão dos espaços de locação de todas as instituições do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional, a UP Experience é, hoje, parte indispensável do ecossistema de eventos e turismo do país, como um polo de acesso do grande público à cultura, esporte e conhecimento em todo o território brasileiro. upx.art.br

 

Eventos e exposições celebram o aniversário de Brasília com programação especial no MAB

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Festival Brasília Photo Show 10º Edição 2024 – O Brasília Photo Show Clube de Engenharia de Brasilía/DF. Foto: Marcos Oliveira

 

Museu de Arte de Brasília recebe oficinas, atividades culturais e exposições gratuitas em homenagem aos 65 anos da capital federal

Créditos Brasília Photo Show

 

Como parte das comemorações pelos 65 anos de Brasília, o Brasília Photo Show (BPS) em parceria com o Museu de Arte de Brasília (MAB) preparou uma programação especial entre os dias 19 e 21 de abril. As atividades integram o calendário do maior festival de fotografia da América Latina, e incluem oficinas interativas, contações de histórias, mediações culturais e exposições abertas ao público.

 

Entre os destaques da agenda está a oficina “Brasília em Maquetes”, onde jovens e adultos poderão recriar monumentos icônicos da cidade com materiais recicláveis. Também faz parte da programação a oficina “Arte Abstrata”, inspirada nas obras de Athos Bulcão e Francisco Galeno, proporcionando uma vivência criativa para os participantes.

 

As atividades incluem ainda contações de histórias temáticas voltadas ao público infantil e mediações especiais que ressaltam a importância da arquitetura modernista e da identidade visual de Brasília.

 

Entre o real e o imaginado: A arte lúdica de Toninho Euzébio

 

A exposição “Interferência” apresenta o trabalho autoral de Toninho Euzébio, publicitário, ilustrador e artista plástico nascido em Goiânia. Com uma trajetória marcada por ilustrações em campanhas publicitárias, livros infantis e vídeos em whiteboard, Toninho desenvolve desde 2015 uma série que une desenho e fotografia de forma criativa e original.

 

Utilizando um bloco de desenho como ponto de partida, o artista insere suas ilustrações sobre paisagens reais — como monumentos, árvores ou construções — e fotografa o resultado com o celular, criando composições que misturam o real e o imaginário de forma lúdica. Seu traço marcante transforma esses cenários, revelando novos significados e despertando o olhar para o cotidiano com leveza e humor.

Biblioteca Nacional de Brasília por Toninho Euzébio 

 

Brasília, cidade onde vive, é o cenário mais frequente de suas obras, mas o sucesso do projeto o levou a criar séries em outras cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Nova Iorque, Paris e Lisboa. Com este trabalho, Toninho já participou de exposições individuais e coletivas em diversas cidades pelo mundo, e terá cinco obras expostas em Berlim no próximo mês, uma delas indicada ao BBA Photography Prize One Shot Award 2025. A exposição no MAB começou no último dia 10 e vai até 20/04.

 

SERVIÇO:

Confira a programação completa no site oficial do evento: www.brasiliaphotoshow.com.br e pelo Instagram @brasiliaphotoshow.

 

Sobre o Brasília Photo Show – Aberto a todos os fotógrafos profissionais ou amadores, brasileiros ou estrangeiros, residentes ou não no país, o Brasília Photo Show é um dos maiores festivais de fotografia da América Latina. Em dez edições realizadas, o festival já recebeu cerca de 120 mil fotos de participantes do Brasil e de mais de 60 países, consagrando mais de 4 mil fotografias premiadas.

Todas as imagens vencedoras de estatuetas, medalhas e menções são impressas no livro oficial do festival, que, a cada edição, reúne as 400 melhores fotos do ano. Até o momento, dez livros foram publicados, celebrando os talentos revelados pelo festival

Leci Brandão já recebeu alta e está em casa

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Agradecemos imensamente todas as mensagens de carinho, respeito e preocupação com a nossa querida Leci Brandão, que teve um pico de pressão durante sua apresentação no Festival Isso É Samba, neste sábado (12), em São Paulo. A artista foi prontamente atendida pela equipe médica local, passou por exames no Hospital Samaritano e, conforme informado pelo empresário Osmar Costa, recebeu alta ainda ontem, por volta das 21h. Já está em casa, no Rio de Janeiro, em repouso e recuperação tranquila.

“Ela teve alta ontem mesmo, no início da noite, e foi para casa. Teve um pico de pressão que acabou deixando-a tonta. E segue bem, graças a Deus. Fez uma bateria de exames e está tudo ok. Vai seguir trabalhando normal, como os médicos autorizaram”, comentou Osmar Costa.

Seguimos emanando amor e gratidão por sua saúde, por sua história e por tudo o que representa.

Obrigada, Leci, por sua entrega, sua força e tudo o que você simboliza para o samba, para a cultura e para o Brasil. Te amamos!