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Carnaval: segurar xixi pode prejudicar saúde

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Adiar ida ao banheiro pode causar problemas à saúde e comprometer trato urinário

Entre um bloquinho e outro, a vontade de ir ao banheiro costuma ficar para depois em meio às celebrações de Carnaval. No embalo da música, do calor e da animação, muita gente prefere segurar a urina a sair da festa — seja pela falta de banheiros nas ruas, pelas filas nos estabelecimentos ou simplesmente para não perder o ritmo da folia. O problema é que esse hábito, comum não apenas durante o Carnaval, mas também no dia a dia da população, pode ir além do desconforto momentâneo e trazer consequências reais para a saúde urinária.

Atualmente, a incontinência urinária afeta cerca de 10 milhões de brasileiros, o que corresponde a 5% da população. A condição atinge 45% das mulheres e 15% dos homens com mais de 40 anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Embora não seja a única causa para esses problemas, ignorar repetidamente os sinais da bexiga pode contribuir para desequilíbrios no funcionamento do trato urinário a longo prazo, causando outras doenças até mais graves do que a incontinência.

Principais riscos do hábito à saúde

Segundo o urologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, Mark Neumaier, a bexiga tem duas funções principais: armazenar e eliminar a urina. “A capacidade dela é de cerca de 300 a 400 mililitros. Quando chega nesse volume, o ideal é procurar o banheiro e esvaziá-la para evitar problemas”, explica. Ignorar repetidamente esse limite pode trazer impactos importantes, especialmente para as mulheres, que têm a bexiga menor. “Uma das consequências mais comuns de segurar o xixi é o risco de infecção urinária. Quanto mais tempo a urina permanece na bexiga, mais tempo a bactéria tem para se proliferar e causar a infecção”, alerta.

Com o passar dos anos, o hábito de adiar a ida ao banheiro também pode interferir no funcionamento do órgão, podendo chegar ao ponto de perder a capacidade de sentir a bexiga cheia. A bexiga pode perder força e capacidade de contração, o que dificulta o esvaziamento completo. “Com o tempo, pode surgir o resíduo pós-miccional, quando a urina fica presa no sistema. Além disso, segurar a urina pode contribuir para quadros mais graves, como incontinência urinária e até formação de pedras nos rins”, revela Neumaier.

Sinais de que algo pode estar errado

Existem alguns sintomas que podem indicar que o trato urinário não está funcionando bem. Nos homens, os sintomas mais comuns estão associados à próstata. “O jato da urina começa a ficar mais fraco; pode haver gotejamento no final da micção, além daquela sensação de urgência para ir ao banheiro ou de que a bexiga não foi esvaziada”, descreve o especialista. Esses sinais costumam surgir a partir dos 35 ou 40 anos e não devem ser encarados como parte normal do envelhecimento.

Entre as mulheres, os sintomas mais frequentes incluem perda involuntária de urina e bexiga hiperativa, aquela vontade súbita de sair correndo para o banheiro, a chamada urgência miccional. “Esses sinais indicam que algo no aparelho urinário pode estar comprometido e devem ser avaliados por um especialista.”

Como manter o sistema urinário saudável

A principal recomendação para manter o trato urinário funcionando bem é a ingestão adequada de líquidos, principalmente água. A orientação é consumir pelo menos dois litros e meio por dia, o suficiente para que a urina fique clara. “Bebidas como refrigerantes e cafeína podem irritar a bexiga, intensificando o desconforto”, aponta o urologista. Além disso, Neumaier também orienta a atenção para a frequência urinária. Para quem ingere cerca de dois litros de água por dia, o normal é ir ao banheiro até oito vezes por dia. “Um número de idas muito acima disso pode acender o alerta”, afirma.

Dicas para os foliões

Durante o carnaval, quando a combinação de calor, longos períodos na rua e consumo de álcool é comum, é importante manter os cuidados do dia a dia. “Além da hidratação com água, é preciso lembrar que o álcool tem efeito diurético, ou seja, faz com que se produza mais urina”, explica o especialista. Para quem pretende passar horas nos bloquinhos, a recomendação é simples: planejar pausas, identificar banheiros próximos sempre que possível e evitar segurar a urina por longos períodos. “Se você sabe que não terá banheiro disponível tão perto, planeje a ingestão de líquidos e evite ignorar os sinais do corpo”, finaliza.

 

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, cirurgia robótica e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

 

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

A importância da interpretação de dados no Google Ads

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O fim da era do ‘botão mágico’; porque interpretar dados é o único diferencial real no Google Ads

 

Por Marcelo Freitas

 

No ecossistema do marketing digital, existe uma ilusão perigosa, a de que o sucesso no Google Ads é um subproduto direto do orçamento investido ou da configuração técnica da ferramenta. Com o avanço agressivo da Inteligência Artificial e das estratégias de lances automáticos (Smart Bidding), muitos anunciantes acreditaram que bastava ‘ligar a máquina’ para colher resultados, mas temos observado o contrário em nossa empresa. À medida que a tecnologia se torna commodity, o verdadeiro diferencial competitivo migrou da execução para a interpretação.

 

O Google Ads é uma das ferramentas mais poderosas do mundo, mas ela é apenas um amplificador. Se você amplificar uma estratégia baseada em dados mal interpretados, apenas acelerará o prejuízo. O futuro do tráfego pago não pertence a quem tem as maiores planilhas, mas a quem tem a melhor capacidade de ler o que está escrito entre as linhas dos gráficos.

 

Notamos que no momento atual há uma confrontação muito clara que deve ser observada para não prejudicar os resultados, a armadilha da vaidade versus a realidade do negócio. O Google Ads entrega uma avalanche de métricas, entre elas a taxa de cliques (CTR), custo por clique (CPC), impressões e índice de qualidade. E por causa da multiplicidade de índices é fácil se perder em planilhas que mostram que tudo está ‘indo bem’, enquanto o caixa da empresa revela o contrário.

 

A interpretação de dados é o que separa a métrica de vaidade do indicador-chave de desempenho (KPI) de crescimento. Um CPC (Custo por Clique) baixo pode parecer uma vitória, mas se esses cliques vêm de um público sem intenção de compra, você não está comprando tráfego — está desperdiçando recursos. Interpretar é entender o atrito na jornada do cliente, ou seja, por que o usuário clica, mas não converte? Afinal, o problema é o anúncio ou a experiência na página de destino?

 

Diante desse novo cenário é importante entender também o papel da Inteligência Artificial (IA), se é piloto ou copiloto. A IA do Google é excelente em identificar padrões em larga escala, mas ela é ‘cega’ para o contexto do seu negócio. Ela não sabe se o seu estoque está acabando, se a sua margem de lucro mudou ou se um concorrente local iniciou uma queima de estoque.

 

Interpretar dados no Google Ads hoje significa contextualizar o algoritmo, isto é, cruzar os dados da plataforma com o gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM) e o estoque real. É então essencial ler o comportamento humano, entendendo as nuances das palavras-chave de intenção (exemplo: a diferença sutil entre ‘Empresa de Controle de acesso’ e ‘Serviço de controle de acesso’).

 

Um aspecto essencial também é a visão de atribuição, isto é, compreender que o Google Ads raramente trabalha sozinho. É preciso ler os dados para entender como ele influencia e é influenciado por outros canais. O mercado não precisa mais de operadores que apenas apertam botões, pois o Google já faz isso sozinho. O mercado precisa de estrategistas que saibam questionar os dados. Acreditamos, em nossa empresa, que os dados são apenas um ruído até que alguém lhes dê um significado concreto.

 

Interpretar é o ato de transformar números em decisões de negócio. Se o custo de aquisição (CAC) subiu, um operador desavisado entra em pânico. No entanto, um estrategista analisa o lifetime value (LTV) e percebe que aquele cliente mais caro pode trazer três vezes mais lucro a longo prazo. Lembrando, que o lifetime value é a métrica de negócios fundamental que prevê a receita total que uma empresa pode esperar de um único cliente ao longo de todo o relacionamento.

 

 

 

*Marcelo Freitas é bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet. http://spot-a.com.br/

Área da saúde: quais profissionais podem seguir a carreira de professor?

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Os profissionais formados na área da saúde encontram um mercado de trabalho amplo, que vai muito além da atuação clínica ou laboratorial. Uma das possibilidades é a carreira acadêmica, atuando como professor em cursos técnicos, de graduação ou de pós-graduação. Esse caminho atrai quem deseja compartilhar conhecimento, participar da formação de novos especialistas e contribuir para o avanço científico.

Nos últimos anos, a expansão do ensino superior e técnico no Brasil aumentou a demanda por profissionais da saúde qualificados para atuar em sala de aula. No entanto, seguir a carreira de professor exige planejamento, formação complementar e o cumprimento de requisitos específicos, que variam conforme o nível de ensino e a instituição.

Quais profissionais da saúde podem se tornar professor?

Diversos profissionais da área da saúde podem seguir a carreira de professor, desde que atendam às exigências legais e acadêmicas. Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, biomédicos, farmacêuticos, nutricionistas e psicólogos estão entre os perfis mais comuns nas instituições de ensino. Em geral, a graduação é o primeiro passo, mas não o único.

Para atuar como professor no ensino superior, é comum que o profissional tenha, no mínimo, uma pós-graduação lato sensu. Já para universidades e centros de pesquisa, mestrado e doutorado costumam ser requisitos fundamentais. Esses títulos não apenas habilitam o docente, como também fortalecem sua atuação científica e acadêmica.

Como funciona a carreira de professor na área da saúde?

A carreira de professor na área da saúde pode seguir diferentes caminhos. Alguns profissionais conciliam a docência com a atuação prática, dividindo o tempo entre consultórios, hospitais, laboratórios e salas de aula. Outros optam por uma trajetória exclusivamente acadêmica, focada em ensino, pesquisa e extensão.

Além das aulas, o professor costuma participar de projetos de pesquisa, orientação de alunos e produção científica. Essa dinâmica exige atualização constante e domínio técnico, já que o ensino está diretamente ligado às evoluções científicas e tecnológicas do setor.

Requisitos e formação complementar para lecionar

Para que os profissionais da saúde ingressem na docência, a formação complementar é decisiva. Cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado ajudam a desenvolver competências pedagógicas, metodológicas e científicas, fundamentais para quem deseja atuar como professor.

Nesse contexto, a faculdade de biomedicina é um exemplo de formação que pode levar à carreira docente. Após concluir a graduação, o profissional pode lecionar em cursos técnicos ou superiores, desde que cumpra os requisitos exigidos, como especialização ou titulação acadêmica. Esse caminho também se aplica a outras graduações da área da saúde.

Uma carreira em expansão

A docência se consolida como uma alternativa relevante para profissionais de saúde que buscam estabilidade, impacto social e crescimento intelectual. Embora exija dedicação e qualificação contínua, a carreira de professor oferece a oportunidade de formar novos talentos e contribuir diretamente para a evolução do setor.

Com planejamento, investimento em formação e experiência prática, atuar como docente é um caminho viável e promissor para quem se forma na área da saúde e deseja ampliar seus horizontes profissionais.

Fonte: donnysilva.com.br

Pesquisas de docente do Instituto de Artes da Unesp sobre Stockhausen vão embasar livro mais abrangente já publicado sobre compositor alemão

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Flo Menezes estabeleceu vínculos pessoais com o músico de vanguarda e, atendendo a convites do próprio autor, deslocava-se regularmente à Alemanha para ministrar cursos sobre sua obra; trabalho será publicado em três volumes pela editora britânica Routledge

Flo Menezes e Karlheinz Stockhausen – Acervo pessoal

O compositor Flo Menezes, professor titular do Instituto de Artes (IA) e diretor do Studio PANaroma de Música Eletroacústica da Unesp, em São Paulo, acaba de concluir o livro The Work of Karlheinz Stockhausen (“A Obra de Karlheinz Stockhausen”, em tradução livre). Publicada em inglês pela editora britânica Routledge, com apoio da FAPESP, a obra, com lançamento previsto para julho, divide-se em três volumes e soma mais de mil páginas — em que Menezes sintetiza décadas de aulas, leituras e análises sobre a obra Stockhausen (1928 – 2007), celebrado como um dos compositores mais influentes do século 20.

Dentre as várias contribuições inéditas do livro, Menezes destaca uma das mais curiosas: a identificação de um erro na famosa peça Studie II (1954), uma obra emblemática dos primórdios da música eletrônica. Ao recriar a peça por conta própria, seguindo as instruções da partitura, o docente descobriu que um dos sons previstos no papel acabou não entrando na gravação original. Ao apresentar essa descoberta ao próprio Stockhausen —os dois se conheceram e conviveram—, o compositor teria ficado abismado. “Ele percebeu que um pedaço de fita magnética provavelmente tinha caído no chão”, conta o pesquisador.

O livro faz uma leitura crítica e contextual da obra do compositor alemão, além de analisar em profundidade algumas peças centrais dentre os 376 trabalhos deixados por Stockhausen “É um recorte de cerca de 40 obras”, diz Menezes. Há descrições dos embates teóricos de Stockhausen com outros compositores de seu tempo, como John Cage e Pierre Boulez, e explicações sobre seu papel em várias frentes da música de vanguarda no pós-Segunda Guerra Mundial, como o uso de um método de composição chamado serialismo integral e a exploração pioneira da síntese eletrônica de sons, com controle rigoroso de parâmetros como altura, duração e intensidade.

Principalmente por influência de seu pai, um poeta do movimento concretista que também se chamava Florivaldo, Flo Menezes, ou Florivaldo Menezes Filho, interessou-se desde a adolescência pela música de vanguarda do pós-Segunda Guerra Mundial, e pela obra de Stockhausen em particular. Movido por essa admiração, transferiu-se para a Alemanha após a graduação, para estudar composição. Seus laços com a obra do alemão se estreitaram em 1998, quando organizou e lecionou um curso no estúdio PANaroma em homenagem ao aniversário de 70 anos do compositor.

Poucos meses após ministrar essas aulas, Menezes voltou à Alemanha para estudar na cidade de Kürten, onde Stockhausen, em pessoa, ministrava cursos. Chegando lá, em 1998, teve a oportunidade de mostrar ao mestre alemão o material usado para o curso ministrado na Unesp, que incluía slides impressos em acetato transparente, feitos para exibição nos retroprojetores da época. Stockhausen ficou impressionado: “Ele disse: ‘Você precisa dar esse curso aqui’”, recorda o docente.

A partir de então, Menezes passou a ensinar análise das obras de Stockhausen na Alemanha, a convite do próprio compositor. A aproximação evoluiu para uma relação de mútua admiração intelectual e amizade que durou até sua morte, em 2007.

As aulas ministradas em São Paulo e Kürten acabariam se tornando os primeiros passos da elaboração do livro — um processo longo e interrompido diversas vezes por compromissos artísticos e acadêmicos, mas que finalmente chegou ao fim. A publicação pela Routledge garante ampla circulação internacional. O livro deverá chegar às principais universidades da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina.

Leia a reportagem completa no Jornal da Unesp.

NOTA DE POSICIONAMENTO – Camara-e.net defende Comissão Especial para o PL 4675/2025

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A Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) avalia que a tramitação por requerimento de urgência do PL nº 4675/2025, que trata da regulação concorrencial dos mercados digitais, é incompatível com a complexidade do texto atual, que amplia de forma relevante os poderes preventivos do Estado sobre decisões empresariais estratégicas sem a comprovação prévia de dano concorrencial.

Experiências internacionais indicam que modelos de regulação estrutural desse tipo exigem avaliação cuidadosa de impactos e ajustes contínuos. Por isso, a entidade defende que o projeto siga o rito legislativo, com análise por Comissão Especial e debate técnico adequado, e permanece aberta ao diálogo com o Congresso para contribuir com uma regulação equilibrada, que preserve inovação, investimentos e segurança jurídica.

 

Banco do Nordeste amplia crédito para comércio e serviços e registra alta de 16% em 2025

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Salvador (BA) – O setor de comércio e serviços consolidou-se como destaque nas contratações do Banco do Nordeste (BNB) em 2025. Com expansão de 16% no volume de crédito destinado às atividades, foram aplicados R$ 3,8 bilhões em mais de 166 mil operações ao longo do ano, frente aos R$ 3,29 bilhões distribuídos em 147 mil operações em 2024.

O comércio varejista manteve-se como principal demandante de crédito, com aproximadamente R$ 1 bilhão destinado à atividade. Na Bahia, o segmento registrou crescimento de 14% em relação ao ano anterior.

Entre os ramos que mais se beneficiaram, o vestuário liderou a demanda, alcançando mais de R$ 131 milhões em financiamentos, um aumento de 27,7% em relação a 2024. Na sequência, destacaram-se o comércio de combustíveis e o de cosméticos e perfumaria, ambos compostos majoritariamente por micro e pequenas empresas.

Um exemplo desse movimento é a trajetória da DUO Store, comércio varejista de artigos para vestuário, fundada em 2014 pela empreendedora Rosenice Ferreira. Sediada no município de Santo Amaro, no Recôncavo Baiano, a loja construiu uma presença sólida no mercado regional e mantém relacionamento com o Banco do Nordeste desde 2016. Ao longo dessa parceria, já realizou diversas operações de crédito que contribuíram para o fortalecimento do negócio.

Mas foi em 2025 que Rosenice ampliou essa relação por meio da concessão de crédito via Cartão BNB, voltado para capital de giro. Os recursos foram aplicados na aquisição de insumos e na cobertura de despesas essenciais ao funcionamento da loja, além de possibilitar o ressarcimento de gastos operacionais.

“Em 2023, decidimos elevar o patamar da loja, trazendo marcas de grande conceito em todo o país. Os recursos próprios permitiam a modernização e ampliação da estrutura física, mas ainda faltava capital para a compra das mercadorias destinadas à revenda. Avaliamos condições em alguns bancos, mas somente no capital de giro do Banco do Nordeste encontramos a solução ideal para concretizar o plano sem comprometer a saúde financeira do negócio. O resultado foi tão positivo que, em 2025, realizamos um novo financiamento para crescer ainda mais”, ressaltou a empreendedora.

O superintendente estadual do BNB na Bahia, Pedro Lima Neto, enfatizou que “o comércio e os serviços têm papel estratégico na geração de emprego e renda na Bahia. Esse crescimento mostra que o Banco do Nordeste está conectado às reais necessidades dos empreendedores, especialmente dos micros e pequenos negócios”.

“Nosso papel é justamente esse: oferecer crédito no momento certo, com condições adequadas, para que empresas como a DUO Store possam crescer de forma sustentável, inovar e fortalecer a economia local. Quando o empreendedor cresce, a Bahia cresce junto”, reiterou o executivo.

Terry Fox Run: Maple Bear fortalece compromisso social com doação total à Instituto de combate ao câncer

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Organizado pela Maple Bear Brasília, a última edição do evento global destinou 100% da arrecadação para pesquisa e tratamento do câncer infantil

A última edição da corrida solidária Terry Fox Run alcançou um número histórico de participantes e direcionou 100% do lucro arrecadado para a pesquisa e tratamento do câncer infantil no Brasil, por meio do Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC). O evento, que já se consolida como um marco de conscientização e ação prática, demonstra o compromisso da escola em transformar passos em esperança. “É uma oportunidade de voltarmos nosso olhar e nossos esforços para a pesquisa da cura do câncer, especialmente o câncer infantil”, destaca a organização.

Em Brasília, o evento é realizado pela Maple Bear Canadian School, reunindo famílias, alunos e a comunidade em um só propósito: correr contra o câncer e a favor da esperança. No ano passado, a edição mobilizou 2 mil participantes, com um marco especial: a presença de mais de 400 crianças entre 0 e 8 anos e familiares inscritos. “O objetivo principal é voltar nosso olhar para o combate e a pesquisa para a cura do câncer, principalmente o infantil. Isso se refletiu no recorde de participação, além de arrecadar recursos onde 100% do lucro foi doado para a GRAACC, “transformando conscientização em ação concreta”, afirmam os organizadores.

Inspirado na história de Terry Fox, jovem canadense que enfrentou a doença com bravura ao correr milhares de quilômetros com uma prótese, o evento vai além do esporte: é um gesto coletivo de empatia e cidadania. Diferente de outras provas de rua, a Terry Fox Run não é competitiva. É um evento inclusivo, com percursos adaptados para todas as idades, medalhas simbólicas e uma programação cultural e esportiva pensada para envolver toda a família.

O evento, que já se consolida como um marco de conscientização e ação prática, demonstra o compromisso da escola em transformar passos em esperança. “É uma oportunidade de voltarmos nosso olhar e nossos esforços para a pesquisa da cura do câncer, especialmente o câncer infantil”, destaca a organização.

Para 2026, na 4ª edição, a meta é consolidar ainda mais o evento, marcado para o segundo semestre. “Queremos consolidar a corrida”, adiantam. O foco continua firme: “Poder levantar mais olhares para essa causa tão nobre”.

 

Governo de Goiás assina acordo com a UFG para criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral

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Com investimento previsto de R$ 28 milhões, instituto tornará Goiás referência nacional em pesquisa e processamento de minerais

 

Titular da SIC, Joel Sant’Anna, e a reitora da UFG, Sandramara Matias, assinam o acordo para criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral nesta quinta-feira (5/2) – Fotos: Cristóvão Matos

 

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), assinou com a Universidade Federal de Goiás (UFG), nesta quinta-feira (5/2), o acordo para a criação do Centro de Ciências e Tecnologia Mineral. A estrutura será instalada na Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UFG) no Campus Aparecida de Goiânia. O documento prevê investimento de R$ 28 milhões para a criação do instituto, que tornará Goiás referência nacional no setor mineral.

O centro terá atuação em diversas frentes, como o desenvolvimento de pesquisas em processamento de minerais, especialmente Terras Raras e remineralizadores de solo, além da oferta de cursos e capacitações para a formação de novos especialistas. O documento foi assinado pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna, e pela reitora da UFG, Sandramara Matias. A iniciativa conta com a participação do Governo de Goiás, da UFG, da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

O entendimento ocorre em um momento estratégico do cenário geopolítico, no qual Goiás se destaca na vanguarda das descobertas de Terras Raras, com alguns dos projetos mais avançados do país na exploração desses minerais estratégicos para a transição energética. O novo centro tecnológico terá como objetivo o desenvolvimento completo de pesquisa e inovação em diversas áreas da mineração, incluindo agrominerais, minerais para construção civil, gemas e minerais estratégicos ligados à transição energética e à segurança alimentar.

“Com a descoberta das Terras Raras e o trabalho da SIC para atrair investimentos na exploração desses minerais críticos, essenciais para a transição energética mundial, a criação desse centro é fundamental para que Goiás avance cientificamente, com transferência de tecnologia e negócios, além da possibilidade de verticalização das Terras Raras no estado. Assim, poderemos, no futuro, não apenas exportar o minério, mas também desenvolver tecnologias a partir desses minerais já processados”, destacou o secretário Joel Sant’Anna.

Segundo a reitora da UFG, Sandramara Matias, o centro será conduzido pela Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT/UFG). “O novo centro de pesquisa da UFG em minerais ajudará o estado de Goiás a se destacar nacionalmente na produção e no desenvolvimento de novas tecnologias”, afirma.

 

Potencial mineral estratégico

Goiás abriga importantes reservas minerais de Terras Raras em regiões como Minaçu, Nova Roma e Iporá. Entre os principais projetos, destaca-se a Serra Verde, em Minaçu, atualmente a única operação comercial de Terras Raras em atividade no Brasil e uma das poucas fora da Ásia a produzir e exportar elementos pesados de Terras Raras. Além disso, está em estágio avançado o Projeto Carina, da multinacional peruana Aclara Resources, em fase de implantação em Nova Roma, com investimento estimado em R$ 2,8 bilhões. Também há a atuação da multinacional canadense Appia, que desenvolve pesquisas sobre Terras Raras em Iporá e municípios do entorno.

Recentemente, com a inclusão do setor mineral no ProGoiás, programa de incentivos fiscais do Estado, Goiás passa a oferecer condições ainda mais competitivas para que essa riqueza natural seja processada, industrializada e transformada localmente, superando o modelo baseado apenas na extração e no envio de matéria-prima bruta para outros centros.

“O Governo de Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, tem realizado um trabalho estruturado para valorizar o setor mineral no estado, alinhando segurança jurídica, incentivos aos investidores, respeito ao meio ambiente e investimento em pesquisa, ciência e tecnologia. Tenho certeza de que Goiás será referência nacional na mineração em poucos anos e terá competitividade no mercado internacional com alta tecnologia mineral”, concluiu o secretário da SIC.

Justiça determina que Vale adote medidas emergenciais em mina da Grande BH

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Mineradora deve apresentar relatórios detalhados e garantir segurança de trabalhadores e moradores
 

 

A Justiça de Minas Gerais determinou que a mineradora Vale adote uma série de medidas emergenciais para conter e mitigar danos ambientais causados por um extravasamento de água, sedimentos e rejeitos na Mina de Viga, localizada na bacia do Rio Paraopeba, em Congonhas, região Central do Estado.

A decisão é do juiz Ricardo Sávio de Oliveira, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte.

O extravasamento ocorreu em 25/1 de 2026, quando duas bacias de acumulação da mina transbordaram, provocando o lançamento de sedimentos no Córrego Maria José, afluente do Rio Maranhão, que deságua no Paraopeba.

A decisão é do juiz Ricardo Sávio de Oliveira, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte (Crédito: Mirna de Moura / TJMG)

Segundo o Estado de Minas Gerais, autor da ação, a Vale não comunicou o evento tempestivamente aos órgãos de controle e as vistorias técnicas realizadas concluíram que a ruptura não foi causada pela chuva, mas consequência de falhas estruturais e de gestão.

Para o juiz, a mineradora feriu a lei que estabelece a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei nº 12.334/2010), seja por não garantir a segurança da barragem localizada na Mina de Viga, seja por não informar ao órgão fiscalizador que havia instalado, em cava que constava como inativa, a estrutura de contenção para o volume de água e sedimentos depositados.

“É patente o perigo de dano em virtude da possibilidade de degradação do meio ambiente e, principalmente, da perda de vidas humanas, caso haja rompimento da barragem de responsabilidade da ré”, afirmou o magistrado.

Ao analisar o pedido, o juiz Ricardo Sávio de Oliveira reconheceu a presença de risco ambiental e de segurança da população, destacando que, em período chuvoso, novas ocorrências podem causar danos graves ao meio ambiente e até perda de vidas humanas.

Entre as determinações impostas à Vale estão a adoção imediata de medidas de contenção e controle do extravasamento; a apresentação de relatórios técnicos detalhados; a implementação de ações para garantir a segurança de trabalhadores e moradores do entorno; além da elaboração de planos de monitoramento da qualidade da água e de recuperação ambiental das áreas afetadas. Todos os prazos fixados pela Justiça são de até cinco dias.

Ainda na decisão, o magistrado negou o pedido de bloqueio cautelar de R$ 1 bilhão nas contas da empresa, defendendo que a medida é prematura, já que ainda não há definição sobre a existência ou o valor de eventuais indenizações decorrentes dos danos ambientais.

“Portanto, a apuração do valor, se devido, será oportunamente analisada em momento posterior, após a necessária instrução probatória”, destacou o juiz.

A ação está disponível pelo nº 1018012-28.2026.8.13.0024 no sistema de processo judicial eproc.

 

 

Ministério Público se posiciona a favor de ação contra o Sicoob Unimais por cobrança abusiva de juros

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Parecer da Procuradoria de Interesses Difusos e Coletivos do MPSP defende concessão de tutela em ação civil pública movida pela Abradeb

A Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos do Ministério Público de São Paulo emitiu parecer favorável ao recurso interposto pela Associação Brasileira de Defesa dos Clientes e Consumidores de Operações Financeiras e Bancárias (ABRADEB) em ação civil pública movida contra a Cooperativa Sicoob Unimais Metropolitana. O posicionamento do MP defende a concessão de tutela de urgência para suspender a cobrança de juros moratórios acima dos limites legais praticados pela cooperativa em contratos firmados com consumidores.

A ação questiona cláusulas contratuais que preveem juros de mora superiores a 1% ao mês em contratos celebrados até junho de 2024, em afronta ao Código Civil e à Súmula 379 do STJ, além da cobrança de juros acima da taxa Selic em contratos posteriores à vigência da nova redação do artigo 406 do Código Civil. Segundo a ABRADEB, as práticas teriam sido reiteradas ao longo de quase uma década, gerando prejuízos financeiros relevantes aos cooperados.

No parecer, o Ministério Público sustenta que estão presentes os requisitos legais para a concessão da tutela de urgência, destacando a probabilidade do direito e o perigo de dano, diante da continuidade das cobranças consideradas ilegais. O órgão também aponta que a manutenção das cláusulas pode agravar o superendividamento dos consumidores e que eventual reversão da medida não acarretaria risco irreversível à cooperativa, considerada instituição sólida e de grande porte.

Para Raimundo Nonato, presidente da ABRADEB, o posicionamento do Ministério Público reforça a gravidade da conduta atribuída ao Sicoob Unimais Metropolitana. “Estamos falando de uma prática que afeta diretamente milhares de consumidores, que muitas vezes sequer percebem que estão sendo cobrados acima do permitido por lei. O parecer do Ministério Público é claro ao reconhecer que não se pode privilegiar o interesse econômico da instituição financeira em detrimento da proteção coletiva dos consumidores”, afirma.

Segundo Nonato, a ação busca não apenas a correção dos contratos, mas também a prevenção de novas condutas abusivas.“A atuação da ABRADEB tem um caráter pedagógico e social. Quando práticas ilegais se tornam economicamente vantajosas para instituições financeiras, o Judiciário precisa intervir para restabelecer o equilíbrio e proteger o cidadão comum”, destaca.

O recurso agora será analisado pela 12ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que decidirá sobre a concessão da tutela provisória para suspender as cobranças questionadas enquanto o mérito da ação civil pública é julgado.