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O poder subversivo do contraste na tomada de decisão

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Por Bruno Rosa

 

 

Vivemos sob a ilusão de que somos seres racionais, capazes de avaliar o valor intrínseco das coisas. Acreditamos que um preço é “justo”, que um problema é “grave” ou que uma oportunidade é “imperdível” por méritos próprios do objeto em questão. No entanto, a ciência da persuasão e a neurociência nos mostram uma realidade diferente: o cérebro humano não foi projetado para a percepção absoluta. Nós somos, por natureza, máquinas de comparação.

 

O breve, mas profundo, texto sobre a arte da persuasão através do contraste nos oferece uma lente de aumento para a maneira como processamos informações e, crucialmente, como somos levados à ação. A história do cego e do especialista em propaganda não é apenas uma abordagem inteligente; é uma aula específica sobre a relatividade da percepção humana e sua aplicação prática no mundo da comunicação e da influência.

 

A premissa central de que “o cérebro não possui percepção absoluta, mas relativa” é o cerne da questão. Não avaliamos o mundo em valores absolutos – bom ou ruim, caro ou barato, triste ou feliz – mas sempre em relação a um ponto de referência. O especialista em propaganda soube disso instintivamente. A mensagem original, “EU SOU CEGO”, apela à pena, mas a pena em si é uma emoção passiva. A adição das palavras “É PRIMAVERA E…” transforma a simples informação em uma experiência comparativa.

 

Ao ler a placa alterada, o passante é forçado a um contraste visceral: sua própria alegria e capacidade de desfrutar da beleza da primavera contra a escuridão perpétua do cego. A ausência de visão é justaposta à sua própria posse da visão, e é esse contraste ativo que move o ponteiro da compaixão para a ação, no caso a doação.

 

É preciso entender que o cérebro não possui percepção absoluta, mas relativa. Isto significa que não temos clareza sobre as coisas, até estabelecermos alguma referência de comparação. Por exemplo, um relógio custando mil reais é caro, mas esse exemplo só reforça a natureza fluida do valor. Comparado a que? Sem dúvida, este relógio na vendinha do Zezinho onde os itens custam em média vinte reais, seria um item caro. Mas na loja da Swarovski em Mônaco onde a média de preço dos produtos é equivalente a trinta mil reais, o relógio seria bem barato. Portanto, se queremos influenciar com propriedade, é preciso criar contraste entre a proposta apresentada e outra referência. Sua opção pura e simplesmente não trará a conotação desejada, porque o preço que só adquire significado quando comparado ao seu entorno. O valor não está no item, mas no contexto criado para ele.

 

Esse desdobramento tem implicações profundas em diversas áreas, como marketing e vendas, onde a precificação por contraste é uma tática fundamental. Ao apresentar uma “Opção Premium” deliberadamente cara, o vendedor não necessariamente espera que ela seja comprada. O verdadeiro objetivo é fazer com que a “Opção Intermediária” pareça razoável, uma “pechincha” em comparação, influenciando o cliente a escolhê-la com satisfação.

 

Pensando em comunicação Política e Persuasão, os políticos não destacam suas propostas em um vácuo; eles as contrastam vigorosamente com as falhas ou ameaças do adversário. A criação de um “cenário catastrófico” (a referência) é frequentemente mais poderosa do que a descrição detalhada do próprio plano. É preciso que o eleitor sinta a diferença entre as opções.

 

Agora no que se refere a gestão e liderança, podemos considerar que um líder que deseja inspirar uma mudança cultural não deve apenas descrever a visão futura, mas criar um contraste nítido com o estado atual. A dor ou a ineficiência do status quo precisa ser sentida para que a proposta de mudança (o novo referencial) seja percebida como uma melhoria urgente e significativa.

 

Mas considerando-se o Imperativo de Criar a Referência, temos que pensar que se alguém quer influenciar com propriedade, é preciso criar contraste entre a sua proposta e outra referência.

 

Essa é a mensagem mais importante. A eficácia da comunicação reside na nossa capacidade de não apenas apresentar o nosso ponto de vista, mas de estruturar a realidade perceptiva do nosso público. Sua ideia de sustentabilidade é poderosa, mas se não for contrastada com a ameaça real e visível da crise climática, ela será apenas uma ideia agradável.

 

Seu currículo é impressionante, mas se não for contrastado com a falta de experiência dos outros candidatos (referência implícita) ou com o nível de entrega esperado pela empresa, ele será apenas um documento. Em última análise, o contraste é a ferramenta mestra que transforma a percepção passiva em engajamento ativo. Não se trata de manipulação no sentido pejorativo, mas sim de engenharia cognitiva: guiar a mente humana para o referencial que torna a nossa proposta não apenas visível, mas irresistível. Quem domina a arte de criar a referência domina a arte da influência. A primavera só é sentida em sua plenitude por quem entende o que é o inverno ou, no caso do cego, o que é a escuridão.

 

 

*Bruno Rosa é engenheiro eletricista e managing director da Domperf High Performance, empresa de treinamento de alto desempenho profissional e consultoria empresarial. Há mais de uma década tem se dedicado ao estudo da neurociência e comportamento, estabelecendo padrões práticos baseados em conceitos dos maiores especialistas do mercado. A partir dessa experiência e vivências internacionais criou e aperfeiçoou uma metodologia inovadora baseada em situações de dentro e fora de empresas.

( https://domperf.com.br/ )

Muito além das letras: alfabetização matemática é determinante para futuro das crianças, apontam estudos

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Pesquisas internacionais comprovam que estimular habilidades matemáticas ainda na Educação Infantil favorece desempenho escolar a longo prazo

Segundo o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (Decreto nº 11.556), espera-se que todos os estudantes estejam alfabetizados até o final do segundo ano do Ensino Fundamental. E, embora uma infinidade de questões esteja no caminho para cumprir essa meta, escolas e educadores têm esse norte a perseguir, no que se refere a ensinar a ler e escrever em língua materna.

Nesse contexto, o Compromisso Nacional Toda Matemática (Decreto nº 12.641/2025) surge como uma tentativa de oferecer uma orientação mais objetiva para as instituições sobre os caminhos da alfabetização matemática. No entanto, quando o assunto são os números, essa fronteira entre saber e não saber é muito menos clara. Muitos estudantes enfrentam dificuldades com a matemática ao longo da jornada escolar e, da mesma forma que ocorre com a linguagem, o caminho para superar essa barreira começa antes do Ensino Fundamental.

Um estudo publicado no Journal of Educational Psychology, The effects of early numeracy interventions for students in preschool and early elementary, acompanhou crianças na pré-escola e, em uma proposta de intervenção, identificou que desenvolver as habilidades de matemática nos anos iniciais de escolaridade pode alavancar o desempenho de estudantes com risco de apresentar dificuldades em matemática. Para a Editora de Matemática da Aprende Brasil Educação, Janile Oliveira “esses estudos podem auxiliar na compreensão das bases do aprendizado matemático. É importante ressaltar que, quando a alfabetização matemática não é trabalhada de forma adequada, crianças e adolescentes podem ter mais dificuldades no futuro. Por isso, investir no desenvolvimento matemático nos primeiros anos escolares pode reduzir significativamente as lacunas de aprendizado posteriormente”.

Outro levantamento, realizado nos Emirados Árabes Unidos e publicado na Large-Scale Assessments in Education, observou-se que competências como contagem, reconhecimento de quantidades e comparação de grandezas influenciam o rendimento matemático em séries posteriores. “O que parece ser uma brincadeira de contar brinquedos ou comparar objetos é, de fato, suporte para desenvolver o raciocínio lógico e a aprendizagem formal da matemática.”, destaca.

Mais que números

Trabalhar a alfabetização matemática desde cedo influencia o desempenho acadêmico dos alunos, além de oferecer ganhos subjetivos para eles, como os socioemocionais. Isso porque dominar um conteúdo é parte importante da maneira como a criança se enxerga em sua própria trajetória escolar. “Se uma criança não consegue compreender os conteúdos, isso afeta não apenas aquele componente curricular específico, mas todo o seu pequeno mundo, porque mexe com fatores como autoestima, autoimagem e até mesmo pertencimento, já que, muitas vezes, ela não consegue acompanhar o restante da turma”, explica.

O contato precoce com noções numéricas, mesmo fora do ambiente escolar, pode ajudar a evitar esse problema. “Quando a matemática é apresentada como parte natural do cotidiano, como na cozinha, em jogos e nas músicas, ela passa a ser vista como parte da vida. Assim, deixa de ser um obstáculo, e passa a ser uma linguagem de compreensão do mundo, palpável”, reforça a especialista. Ela pontua algumas formas de fazer isso em casa.

  1. Conte objetos do dia a dia

Peça para que a criança conte objetos, frutas ou passos até determinado lugar. “Isso pode funcionar com crianças desde o início da idade escolar, pois, ainda que elas não consigam estabelecer relação entre numeral e quantidade, a repetição dessas atividades em casa ajuda nos conhecimentos prévios necessários para a formalização do conhecimento matemático posteriormente.”

  1. Relacione números a contextos reais

Apresente objetos que fazem parte do cotidiano das crianças, como calendários, relógios, códigos de barras e etiquetas com preços de produtos. Esse contato contribui para que a criança entenda a funcionalidade dos números no dia a dia.

  1. Valorize tentativas

Procure incentivar a criança a se arriscar em respostas que envolvam números. “Mesmo que essas respostas sejam imprecisas, deve-se incentivá-la a continuar tentando, pois essa é uma forma de fortalecer sua autoestima e evitar aversão à matemática escolar.”

  1. Brinque

“Atividades como simulação de compra e venda com preços fictícios, preparo de receitas que envolvem medidas e quantidades e brincadeiras com jogos de estratégia e noções espaciais são exemplos de abordagens lúdicas que podem ser eficazes para desenvolver conceitos matemáticos de forma atraente e simples”, destaca a especialista.

 

Rede Feminina doa cestas básicas, panetones e solidariedade neste Natal

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Pacientes do Hospital de Base receberam 500 cestas básicas, mil panetones e diversos outros itens
 
Por Giovanna Inoue
Em meio aos pisca-piscas, árvores e decorações natalinas, a Rede Feminina de Combate ao Câncer realizou, nesta quinta-feira (18), uma ação solidária voltada aos pacientes em acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF). Ao todo, foram entregues 500 cestas básicas, mil panetones, além de ovos, leite, protetor solar, kits de higiene pessoal e brindes avulsos.
A iniciativa foi marcada por momentos de acolhimento, sorrisos, abraços e pelo espírito natalino. Com música, descontração e alegria, o evento contou até com a presença do bom velhinho, o Papai Noel.  A vice-presidente da Rede Feminina, Cláudia Falcão Bastos, conta que a ação de Natal representa o ponto alto de todo o trabalho desenvolvido ao longo do ano.
“É muito gratificante poder bancar o Papai Noel para outras pessoas. O diagnóstico de câncer já deixa o Natal mais difícil, mas esperamos conseguir alegrar um pouco esse momento. Isso traz muita gratificação para todos nós”, relata.
Para Larissa Bezerra, coordenadora da Rede, a iniciativa encerra o ano de 2025 com emoção e sentimento de missão cumprida. “O sucesso da Rede está em trazer para dentro do hospital, para o paciente que está em tratamento, esse momento mágico e compartilhar a energia do Natal. Hoje, a solidariedade vai ser vivenciada”, afirma.
Uma das pessoas que deixou o local com os braços cheios de doações foi Edineia Viana Pinto. Ela conta que passou para pegar a cesta básica antes de seguir para uma sessão de terapia no hospital. “A sensação é de felicidade por poder participar desse evento. Isso sempre me ajuda muito”, comenta.
O evento durou toda a manhã e foi encerrado com uma tradicional galinhada servida para pacientes, acompanhantes e colaboradores do hospital. Segundo Larissa, o prato fechou o dia com “chave de ouro”. “Todos hoje vão levar um pouquinho de amor da Rede Feminina. Passamos o ano inteiro semeando carinho e colhendo pétalas; em dezembro, colhemos um grande buquê”, confessa.
Futebol no Natal
Além do rosa da Rede Feminina, o jardim do Hospital de Base ficou tomado pelo vermelho e preto na tarde desta quarta-feira (17). Isso porque a instituição montou um telão para transmitir a final da Copa Intercontinental de Futebol, permitindo que pacientes e colaboradores torcessem juntos. A partida foi entre Flamengo e Paris Saint-Germain (PSG).
Com ombros tensos, mãos inquietas e olhos atentos à tela, Vanderico Bastos foi um dos pacientes que acompanhou o jogo do início ao fim. Ele, que é flamenguista “graças a Deus”, conta que foi avisado sobre a transmissão e chegou cedo para garantir um lugar na primeira fila.
“Acho ótimo que tenham montado um espaço para vermos o jogo. Agora posso torcer pro timão”, comenta.
Apesar da animação inicial, o resultado não foi favorável para o time brasileiro. A decisão foi para os pênaltis, com o PSG conquistando o título. Para Larissa, a frustração não foi suficiente para apagar o significado do momento.
“Não foi o final que a gente esperava, mas foi muito legal conseguir reunir tantos fãs de futebol, até quem não torce pelo Flamengo. A ideia deu certo, porque ninguém viveu esse momento sozinho”, conclui.

1º FÓRUM NACIONAL DE MULHERES EM RELAÇÕES GOVERNAMENTAIS E INSTITUCIONAIS CONSOLIDA AGENDA FEMININA NO CONGRESSO NACIONAL

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Realizado ao longo da última terça-feira (16), o 1º Fórum Nacional de Mulheres em Relações Governamentais e Institucionais, realizado no Auditório Freitas Nobre, na Câmara dos Deputados, consolidou-se como um marco para o fortalecimento da atuação feminina nos espaços de decisão política e institucional. O evento foi organizado pelo Coletivo RIG Mulheres, com apoio institucional do Instituto Kylie e da Casa Legislativa.

Ao longo do dia, cerca de 200 participantes passaram pelo Fórum, reunindo profissionais de Relações Governamentais e Institucionais, assessorias parlamentares, especialistas em ESG e governança, gestoras públicas, lideranças da sociedade civil e deputadas federais.

Entre as autoridades e lideranças presentes estiveram as deputadas federais Soraya Sousa (PL) e Erika Kokay (PT), além de nomes de destaque na política, na governança, na cultura e na comunicação institucional, como a advogada, *Gabriela Rollemberg; a cineasta, Tânia Fontenelle (Filme Poeira e Batom); a jornalista, Wal Lima, a empresária Haideé Neves, presidente do Instituto Éden, engenheira Paula Freitas; e a CEO do Instituto INNER 360, A idealizadora do evento, Joyce Matias, que participaram dos debates.

A programação foi estruturada em quatro mesas temáticas: Mulheres na Estratégia Pública, Negociação, Diplomacia e Construção de Consensos, Carreira, Protagonismo e Espaços de Poder e Políticas Públicas, Governança e Impacto Social. Os debates destacaram o papel estratégico das mulheres na formulação, negociação e implementação de políticas públicas, bem como a importância da governança e das práticas ESG no ambiente político-institucional.

Durante o Fórum, teve início a construção da Carta das Mulheres em Relações Governamentais e Institucionais, que reúne depoimentos, propostas e reivindicações apresentadas pelas participantes. Entre os principais pontos estão a regulamentação da profissão de Relações Governamentais e Institucionais, o combate ao assédionos espaços de poder e o enfrentamento da sub-representação feminina no Congresso Nacional, apesar da atuação expressiva das mulheres nos bastidores institucionais.A Carta permanecerá aberta para contribuições durante os meses de janeiro e fevereiro e será protocolada após o recesso parlamentar com entrega prevista às presidências da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e às instâncias legislativas responsáveis pela pauta de regulamentação da profissão.

Para Joyce Matias*, o Fórum representa um ponto de inflexão na agenda feminina institucional.
“Reunimos mulheres que muitas vezes não aparecem, mas que sustentam a política institucional brasileira. Este Fórum é sobre dar nome, voz e espaço a quem sempre esteve fazendo e inaugura uma agenda permanente de mulheres que atuam na linha de frente das relações governamentais no Brasil”, afirmou.

A realização do Fórum contou com a atuação direta de um grupo de mulheres que estiveram à frente da organização, articulação e condução dos trabalhos, garantindo a qualidade técnica e política do evento. Integraram a equipe organizadora Jussiara Sukiennik, Cristiny Silva, Lucicleia Barreto, Raquel Medeiros, Luciene Kayabi, Luciane Almeida, Esteffani dii Paula, Katy Corban, Soraia Duartte, Laodiceia Reis, Ayla Soares, Mirian Amorim, Legiana Farias e Luciana Braga, mulheres que desempenharam papel fundamental na construção coletiva do Fórum e no fortalecimento da agenda feminina nas relações governamentais e institucionais.

Coletivo RIG Mulheres

O Coletivo RIG Mulheres, que se reúne quinzenalmente no Congresso Nacional, consolida o Fórum como o marco inicial de uma agenda permanente. A organização já projeta a realização do 2º Fórum Nacional de Mulheres em Relações Governamentais e Institucionais, ampliando o alcance do debate e fortalecendo a presença feminina na governança pública brasileira.

Foto: Mario Agra

COFECI recebe Prêmio Nacional Justiça em Foco 2025 por atuação decisiva em julgamento histórico do STJ

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O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) recebeu, na noite do dia 16 de dezembro, em Brasília (DF), o 1º Prêmio Nacional Justiça em Foco 2025, concedido pelo Portal Justiça em Foco, em reconhecimento à atuação institucional e técnica da autarquia federal em defesa da segurança jurídica do mercado imobiliário brasileiro.

A solenidade foi realizada no hotel Grand Mercure Brasília e reuniu autoridades do Judiciário, do Legislativo, da advocacia, de conselhos profissionais e de entidades representativas de diversos setores. O prêmio foi recebido pelo presidente do COFECI, João Teodoro da Silva, das mãos do CEO do Portal Justiça em Foco, Ronaldo Nóbrega, em nome de todo o Sistema COFECI-CRECI.

O reconhecimento tem como principal fundamento a atuação decisiva do COFECI no julgamento do Tema Repetitivo nº 1.173 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que resultou na fixação da tese segundo a qual corretores de imóveis e imobiliárias não podem ser responsabilizados por atrasos na entrega de obras ou por vícios construtivos cometidos por construtoras e incorporadoras.

No julgamento dos Recursos Especiais nº 2.008.542/RJ e nº 2.008.545/DF, a 2ª Seção do STJ decidiu, por unanimidade, que a atividade de corretagem se limita à intermediação do negócio e à prestação de informações, conforme previsto nos artigos 722 e 723 do Código Civil, afastando a responsabilidade solidária do corretor por obrigações assumidas pelas partes no contrato de compra e venda.

O COFECI ingressou no processo na condição de amicus curiae, por determinação do presidente do Conselho, João Teodoro da Silva, após condenações impostas em primeira e segunda instâncias a uma imobiliária de Brasília. A entidade apresentou memorial jurídico e realizou sustentação oral perante os ministros do STJ, contribuindo de forma técnica para a reversão do entendimento anterior e para a consolidação da tese que hoje orienta casos semelhantes em todo o país.

Durante a cerimônia, o presidente João Teodoro destacou o significado institucional da premiação para toda a categoria.

“Este prêmio reconhece o papel técnico e representativo do COFECI na defesa da correta interpretação da atividade de corretagem. A decisão do STJ fortalece a segurança jurídica do mercado imobiliário e protege milhares de profissionais que atuam com ética, responsabilidade e dentro dos limites da lei”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de importantes lideranças do Sistema COFECI-CRECI, entre elas os vice-presidentes José Augusto Viana Neto e Marcelo Moura, os diretores-tesoureiros Valdeci Monteiro e Vilmar Pinto, além do diretor-secretário Rômulo Soares, que prestigiaram o evento e reforçaram o caráter institucional da homenagem.

O Prêmio Nacional Justiça em Foco é concedido a instituições e personalidades que se destacam pelo compromisso com a ética, a justiça, a cidadania e o fortalecimento institucional. Com mais de duas décadas de atuação, o Portal Justiça em Foco é referência nacional no jornalismo jurídico digital.

A concessão do Prêmio Nacional Justiça em Foco 2025 ao COFECI reafirma a relevância do Sistema COFECI-CRECI como agente institucional ativo na defesa da categoria, na interlocução com os tribunais superiores e na construção de um ambiente jurídico mais previsível, equilibrado e favorável ao desenvolvimento do mercado imobiliário brasileiro.

Serviço

Cofeci Creci

Instagram: https://www.instagram.com/sistemacofecicreci/

Site: https://www.cofeci.gov.br/

Paraná Pesquisas – Wellington Fagundes lidera corrida ao governo de Mato Grosso; Mauro Mendes é o preferido para o Senado

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Governo Mauro Mendes tem 82% de aprovação.

 

Wellington Fagundes é seguido por Jaime Campos e Otaviano Pivetta. Já Mauro Mendes, que tem o governo com 82% de aprovação e 67,9% de ótimo e bom, vê Janaína Riva como a provável postulante à segunda vaga do Senado.

 

A pesquisa ouviu 1.502 eleitores em 61 municípios, entre os dias 12 e 16 de dezembro. Tem 95% de grau de confiança, com margem de erro de 2,6%.

 

Leia a íntegra da pesquisa nesse link

Novos projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante terão R$ 5 bilhões de investimento

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Volume total aprovado em 2025 chega a R$ 32,1 bilhões, o maior desde a criação do Fundo

Durante a reunião, também foram apresentados os resultados do FMM em 2025 – Foto: Divulgação

 

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), aprovou 25 novos projetos que somam R$ 3,8 bilhões em investimentos e reapresentou nove outros no valor de R$1,2 bilhão, durante a 61ª Reunião Ordinária realizada nesta quarta-feira (17). No acumulado de 2025, o Fundo já alcança R$ 32,1 bilhões em projetos aprovados um recorde histórico desde sua criação, em 1958. As iniciativas têm potencial para gerar 9.662 empregos diretos e fortalecer a indústria naval e a navegação interior do país.

 

Entre os principais projetos aprovados, está o da Mobile Port Logística e Navegação Ltda., que prevê a construção de 93 embarcações, sendo 86 balsas, dois rebocadores, quatro empurradores e uma estação de transbordo flutuante totalizando R$ 1,07 bilhão em investimentos, com impacto direto na logística do Arco Norte.

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Também foi aprovado o projeto da Transpetro para a construção de 36 embarcações (18 barcaças e 18 empurradores), no valor de R$ 616 milhões, atualmente em fase de licitação.

 

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado confirma o compromisso do Governo Federal com a retomada do setor naval. “O Fundo da Marinha Mercante é um instrumento estratégico para fortalecer a indústria naval, modernizar a frota brasileira e ampliar a eficiência logística do país. Esses investimentos geram emprego, renda e promovem o desenvolvimento regional”, afirmou.

 

Segundo o secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, os projetos refletem o alinhamento do Fundo às prioridades do setor. “As decisões do Conselho fortalecem a navegação interior, ampliam a capacidade logística do país e garantem previsibilidade aos investimentos. O Fundo cumpre um papel essencial ao apoiar desde a modernização da frota até a melhoria da infraestrutura portuária”, destacou.

 

Durante a reunião, também foram apresentados os resultados do FMM em 2025. Um total de R$ 7,3 bilhões já foi contratado no ano, o maior volume dos últimos 13 anos. Até novembro, os recursos de crescimento somaram R$ 1,5 bilhão, consolidando a retomada da indústria naval e a atuação estratégica do Fundo.

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Investimentos do Fundo Clima
O FMM também destinou R$ 4,2 bilhões ao Fundo Clima (EcoInvest), voltados à modernização de hidrovias e portos, ao apoio a comunidades ribeirinhas e à redução das emissões de carbono no setor aquaviário.

 

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a iniciativa demonstra o compromisso ambiental da pasta. “A descarbonização da navegação e da infraestrutura aquaviária é um eixo central da política pública que estamos construindo. Direcionar recursos para projetos mais eficientes, com menor impacto ambiental e forte integração com a bioeconomia, especialmente na Amazônia, é fundamental para tornar o transporte aquaviário mais competitivo e sustentável”, concluiu.

 

Próximos passos
A próxima rodada de análise de projetos ocorrerá na 62ª Reunião Ordinária do CDFMM, marcada para 19 de março de 2026. As propostas poderão ser apresentadas até 19 de janeiro de 2026.

 

Após aprovação, os empreendimentos terão até 450 dias para formalizar a contratação do financiamento, prazo que pode ser reduzido para 180 dias em caso de prorrogação.

Câmara Legislativa fecha 2025 com alto volume de votações e foco em pautas estruturantes

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) encerrou o ano de 2025 com um balanço que chama a atenção pelo volume de proposições analisadas e aprovadas ao longo do período. Foram meses de debates intensos, votações em Plenário e atuação constante das comissões, consolidando um dos anos mais movimentados da atual legislatura.

As matérias apreciadas abrangeram temas considerados estratégicos para o Distrito Federal, como planejamento urbano, organização territorial, gestão pública e políticas sociais, com impacto direto na vida da população. A agenda legislativa refletiu demandas históricas da sociedade e pautas que vinham sendo discutidas há anos no âmbito do Legislativo distrital.

A condução dos trabalhos ficou sob responsabilidade da Mesa Diretora da Casa, presidida pelo deputado Wellington Luiz, que destacou o papel institucional da Câmara na construção de consensos e na condução de matérias de interesse coletivo. A presidência avaliou o ano como produtivo do ponto de vista legislativo, ressaltando o equilíbrio entre debate político e responsabilidade institucional.

O fechamento do ano legislativo reforça o papel da Câmara Legislativa como espaço central de deliberação democrática no Distrito Federal, em um momento em que a sociedade cobra cada vez mais transparência, eficiência e resultados concretos do Poder Público.

Entidades denunciam possível conflito de interesse na ida de ex-diretor da ANPD para escritório de direito digital

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As organizações IRIS – Instituto de Referência em Internet e Sociedade; DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia; ARTIGO 19 Brasil e América do Sul; e o Idec – Instituto de Defesa de Consumidores enviaram, na última terça-feira (16), uma denúncia ao Comitê de Ética Pública (CEP) sobre a ida de Arthur Pereira Sabbat, ex-diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para o escritório Opice Blum Advogados, especializado em direito digital e proteção de dados, sem o cumprimento do período de quarentena de seis meses previsto em lei. Sabbat assumiu o novo cargo em 5 de novembro.

O argumento apresentado pelas entidades é de que o Opice Blum Advogados é uma empresa cuja atividade principal “abarca exatamente a área de proteção de dados pessoais”, o que pode caracterizar prática de lobby. Segundo a Lei nº 12.813/2013, que regula conflitos de interesse no âmbito do Poder Executivo federal, configura conflito de interesse, nos seis meses posteriores ao desligamento do cargo, a aceitação de função de conselheiro ou dirigente em pessoa jurídica que exerça atividade relacionada à área de competência do cargo anteriormente ocupado.

A contratação de Sabbat, segundo as organizações, gera conflito de interesse, uma vez que o advogado atuou ativamente na ANPD em pautas relacionadas à regulação da Inteligência Artificial. Além disso, pelo acesso recente à diretoria e ao corpo técnico da Autoridade, ele poderia obter informações privilegiadas sobre debates internos em curso na agência e compartilhá-las com empresas interessadas em antecipar eventuais mudanças regulatórias previstas para 2026.

Sobre a Coalizão Direitos na Rede

A Coalizão Direitos na Rede (CDR) é uma articulação de mais de 50 organizações da sociedade civil brasileira que, desde 2018, atua na defesa dos direitos digitais como parte essencial dos direitos humanos. Com forte incidência em políticas públicas, a CDR promove ações de advocacy, mobilização e produção de conhecimento sobre temas como liberdade de expressão, privacidade, proteção de dados, inclusão digital e regulação democrática das plataformas digitais. Seu trabalho visa fortalecer a democracia e combater desigualdades no ambiente digital, especialmente entre grupos mais vulnerabilizados. Saiba mais em: Link

 

E aí, Leila Barros? Senador do PDT é alvo da operação Sem Desconto

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Nesta quinta-feira (18), o Secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, teve prisão domiciliar decretada e foi afastado do cargo. A PF também prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho do ‘Careca do INSS’. E o senador Weverton Rocha (PDT/MA) também foi alvo da operação Sem Desconto.

Resta saber se a senadora Leila Barros (PDT-DF) vai pedir aos órgãos competentes, que se investigue a fundo ou se passará pano mais uma vez  ao maior escândalo de corrupção da história do Brasil, que envolve gente poderosa do próprio PDT, além do irmão do presidente Lula e de vários companheiros esquerdistas amantes do capitalismo.

A senadora Leila Barros (PDT-DF) acionou o Ministério Público do Distrito Federal e o Tribunal de Contas do DF para apurar possíveis irregularidades envolvendo a venda do Centro Administrativo localizado em Taguatinga (obra faraônica idealizada pelo ex-governador José Roberto Arruda) que está fechado há mais de uma década.

Mas Leila Barros recentemente votou contra a convocação de Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para depor na Câmara. Leila integra a CPI do INSS e tem defendido do governo lulista, envolvido até o pescoço no escândalo do roubo aos aposentados do INSS.

Ao todo, foram 19 votos contrários à ida do vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical (Sindnapi) à comissão, contra 11 favoráveis, além do presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), que não votou.

 

A hipocrisia de Leila é notória no DF. Foi eleita usando o nome Leila do Vôlei e depois mudou para Leila Barros. E após a posse de Lula, passou a ser seu maior fã e defensor no Senado. Ser fã de quem não tem apoio popular nas ruas e nas redes sociais, é suicídio político.

O eleitor brasiliense trocará Leila Barros (PDT) por Ibaneis Rocha (MDB), assim como fez com o ex-senador Cristovam Buarque (PDT), colocando em seu lugar Izalci Lucas (ex-PSDB), que disputará um mandato de federal nas próximas eleições.

Leila precisa voltar à consciência para perceber que medalhas são eternas, mas mandatos são passageiros.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br