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Rádio Canção Nova estreia na frequência FM em São Paulo

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A partir desta sexta-feira, 5 de setembro de 2025, a Rádio América 780 AM de São Paulo (SP) passa a operar em FM, na frequência 85,9 MHz, com o novo nome Rádio Canção Nova.

Com a mudança, o sinal da emissora passa a alcançar cerca de 20 milhões de pessoas na capital e na região metropolitana, oferecendo maior qualidade de som para o ouvinte. A migração inclui a modernização do estúdio e aquisição de novos equipamentos, dentro de um processo de reestruturação voltado a fortalecer a missão evangelizadora da rádio.

A programação também pode ser acompanhada pela internet – https://saopaulo.cancaonova.com/radio-america/. A Rádio Canção Nova FM 85,9 integra a Rede Canção Nova  Rádio, composta por 12 emissoras, com a missão de  “Formar homens novos para o Mundo Novo”.

Mutirão dos Povos marca Dia da Amazônia com Chamado por Soberania e Justiça climática

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Brasília – Para celebrar este Dia da Amazônia, povos do campo, das águas e da floresta realizaram uma mobilização em Brasília, na tarde desta quinta-feira (4), revisitando e honrando o legado deixado por Chico Mendes, um mártir da luta dos povos tradicionais pela proteção da floresta e de seus territórios.

 

Com mensagens como “Território protegido, Brasil soberano” e “Amazônia livre de petróleo e gás”, o ato reforçou a “Declaração do Mutirão dos Povos da Amazônia para COP 30: A resposta somos nós”, construída coletivamente pelos movimentos durante o Mutirão dos Povos, realizado em Belém em julho, e reiterou o chamado por mais coragem e ambição climática para a sociedade brasileira e para o mundo.

 

Os movimentos sociais e indígenas demandam, entre outras coisas, o reconhecimento e proteção dos territórios e fim imediato da exploração predatória, o reconhecimento da Amazônia como bem comum da humanidade, e o fim da violência contra os povos que mantêm a floresta em pé. O documento, assinado por 19 organizações, foi entregue à presidência da COP 30.
Em um contexto global marcado por guerras e conflitos, debater a soberania popular e territorial nunca foi tão importante. Na declaração, os movimentos defendem que “sem reforma agrária, demarcação, titulação, regularização fundiária, desintrusão imediata dos nossos territórios, não haverá floresta, nem planeta para as próximas gerações”. O grupo também rejeita a manutenção de “qualquer tentativa de transformar a floresta em mercadoria, ativo financeiro desprovido de alma” e o avanço da exploração de petróleo na Amazônia.
A união dos movimentos rumo a COP 30 se iniciou a partir do chamado dos povos indígenas por uma mobilização global pela vida no planeta, no escopo da campanha A Resposta Somos Nós, que reivindica o reconhecimento dos territórios e saberes dos povos indígenas no combate às mudanças climáticas.
Comentários dos porta-vozes:

  • “Somos os povos que, por gerações, temos mantido o equilíbrio natural da Amazônia e planeta. Não aceitaremos que a Amazônia seja transformada na nova fronteira dos combustíveis fósseis. A resposta para essa crise pode vir da colaboração verdadeira entre os povos que sempre cuidaram da Terra e têm as respostas para as maiores questões climáticas do nosso tempo.” – Alana Manchineri, Assessora Internacional, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB)
  • “Defender a Amazônia é defender o Brasil. Soberania começa com o respeito aos territórios e aos povos. Estamos aqui para dizer: ela se constrói com unidade popular, direitos garantidos e democracia real” — Iury Paulino, Coordenador Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
  • “No Mutirão dos Povos, renovamos o chamado de Chico Mendes à união entre extrativistas, indígenas, ribeirinhos e agricultores. A Amazônia é o coração da soberania brasileira — e quem a protege são os povos que nela vivem e resistem” — Dione Torquato, Conselho Nacional das Populações Extrativista (CNS)

 

Amazônia no limite

 

A Amazônia tem enorme relevância para a biodiversidade e por seu papel no clima global, além de ser o lar de mais de 40 milhões de pessoas. Mas os efeitos das mudanças climáticas já afetam a maior floresta tropical do mundo. Em 2023 e 2024, o bioma Amazônia sofreu duas secas históricas consecutivas. Extremos que estão se tornando cada vez mais comuns e intensos, deixando a floresta mais suscetível às queimadas.
O fato é que cerca de 80% das emissões globais de GEE vem da queima de combustíveis fósseis. Assim, para proteger a Amazônia, a humanidade e todos os outros biomas, precisamos abandonar os combustíveis fósseis imediatamente. ​​E o tempo está contra nós. A ciência já mostrou: se os governos não aumentarem drasticamente sua ambição, vamos ultrapassar a meta de 1,5°C de aquecimento global ainda nesta década.

 

Esse é um ano chave para a Amazônia, por conta da realização da COP 30 no Brasil, que deveria representar um momento de virada para ações ambiciosas que preservem as condições de vida no planeta. Este deveria ser um momento de sinalização mais forte por parte dos governos de que estão alinhados com aquilo que deveria ser feito – mas não é isso que está acontecendo.
Se há um Balanço Ético Global a ser feito nesse momento, é este:
A voz que precisa ecoar na COP30 não é a dos executivos que lucram com a destruição, mas da resistência, da sabedoria ancestral e do cuidado com a vida.
A floresta é a resposta, é a solução. Os povos que a protegem são as autoridades climáticas do nosso tempo. Enquanto países correm para cortar emissões, os territórios indígenas já fazem isso há séculos – sem poluir.

É hora de traçar, juntos, uma linha de futuro: chega de fósseis, chega de falsas soluções, chega de violência contra a Amazônia e seus povos. Essa é a linha que o Brasil deve delimitar diante do mundo.

Vice-governadora Celina Leão celebra autonomia feminina em Acordo de Cooperação Técnica

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A nova parceria abre portas para mulheres em situação de vulnerabilidade reconstruírem suas vidas com dignidade e esperança no mercado de trabalho

Com o objetivo de promover a inserção de mulheres em vulnerabilidade econômica-social no mercado de trabalho, a Secretaria da Mulher (SMDF) assinou o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Justiça Federal de Primeiro Grau – Seção Judiciária do DF (SJDF/JF) nesta quarta-feira (3). A cerimônia para assinatura contou com a participação da vice-governadora, Celina Leão, que destacou a importância do fortalecimento de políticas públicas voltadas para a promoção da autonomia feminina.

“Cada termo de cooperação assinado representa um avanço concreto na vida de inúmeras mulheres do Distrito Federal. Esse novo acordo reforça o compromisso do Governo do DF em garantir dignidade, independência e oportunidades reais para quem mais precisa. Estamos fortalecendo uma rede de apoio que transforma histórias e oferece um futuro com mais equidade e justiça,” destacou.

O ACT assegura às mulheres atendidas pelos serviços da SMDF a prioridade em 5% das vagas de contratos de terceirização do órgão. Ainda de acordo com os termos de cooperação, as empresas prestadoras de serviços continuados e terceirizados realizarão processo seletivo para contratação das trabalhadoras mediante acesso a cadastro mantido pelas unidades da rede de atendimento às mulheres vinculadas à Secretaria. O sigilo das colaboradoras contratadas deverá ser mantido, vedado qualquer tipo de discriminação no exercício das suas atividades.

Parceria completa

Atualmente, 250 mulheres já estão no mercado de trabalho por meio das parcerias com a Secretaria da Mulher. Todas são acompanhadas por equipes multidisciplinares com psicólogos, pedagogos e assistentes sociais.

Conforme os ACTs, as contratações de serviços contínuos com regime de dedicação exclusiva de mão de obra reservam de 5% a 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A cota é aplicada a contratos com um quantitativo mínimo de 25 colaboradores. Esse percentual deverá ser mantido durante toda a execução contratual.

O acordo também determina que as vagas incluam mulheres trans, travestis, quilombolas, indígenas, refugiadas e outras do sexo feminino.

Reforma administrativa não ataca os supersalários de forma estrutural, avalia CLP

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Organização analisou os principais pontos do texto da reforma que está sendo discutido pelo Congresso Nacional e considerou oito tópicos favoráveis contra seis com ressalvas

 

Apesar de reduzir distorções históricas do serviço público e liberar espaço fiscal para políticas prioritárias, o pacote de reforma administrativa que está sendo discutido no Congresso Nacional não ataca de forma estrutural os supersalários, que ainda se perpetuam por exceções e efeitos cumulativos. Essa é a avaliação mais recente da nota técnica do Centro de Liderança Pública (CLP).

 

Para a organização, a proposta discutida ajuda a reduzir “penduricalhos”. Porém, para combater os supersalários, precisa de mecanismo para conter remunerações que possam ultrapassar o teto constitucional. O CLP defende uma trava por servidor em que todas as parcelas indenizatórias – como auxílios, diárias e pagamentos retroativos – deveriam estar sujeitas a um limite agregado anual, com abate automático quando passar do teto, salvo hipóteses legais estritas e documentalmente comprovadas, como remoção ou missão no exterior.

 

A nota técnica ainda sugere que cada órgão tenha um limite para gastos com verbas indenizatórias, que não poderia ultrapassar, por exemplo, o valor gasto anualmente com subsídios. Esse teto ajudaria a padronizar os gastos e garantir a sustentabilidade fiscal em nível nacional.

 

O documento analisou os principais pontos da proposta de reforma administrativa. Entre as medidas previstas no texto está o home office limitado a 20% da força de trabalho e em 1 dia na semana. Na avaliação do CLP, atualmente há exageros de teletrabalho em alguns órgãos e a proposta ajuda a reequilibrar atendimento presencial. Porém, o centro recomenda que os órgãos também possam flexibilizar a escala de trabalho, quando necessário, permitindo que alguns servidores tenham dois dias de home office se outros não tiverem nenhum, mantendo a média de um dia em casa.

 

O CLP concorda que é importante a avaliação de desempenho e a manutenção de estabilidade, mas afirma que os órgãos precisam gerenciar e acompanhar os resultados com base em dados e evidências. Além disso, considera que o teto salarial também para estatais não dependentes é relevante porque dá um tratamento igualitário, ressaltando que certos cargos altamente técnicos podem demandar regimes específicos para não perder competitividade.

 

A organização considera que a implementação de no mínimo 20 níveis de progressão em todas as carreiras é positiva porque evita uma rápida ascensão, mas a criação de muitos níveis, por outro lado, torna o processo mais burocrático e desmotiva a busca por promoção.

 

De modo geral, o CLP é a favor de parte considerável da proposta para a reforma administrativa, como fim de aposentadoria compulsória como punição, vedação de férias de 60 dias, retroatividade de benefícios só após trânsito em julgado, adicional de férias limitado a um terço, fim de progressões e licenças baseadas só em tempo de serviço, revisão de regras para cartórios, unificação do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) e identidade única do servidor.

Método Olivieri revoluciona o conceito de recovery em Brasília

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Há 20 anos, quando nem se falava em recovery na capital, Augusto Olivieri criou uma metodologia única que une massagem, acupuntura, exercícios respiratórios em sauna e banhos de gelo. Uma experiência completa que cuida do corpo e da mente, com contato direto com a natureza

A rotina intensa e o ritmo acelerado da vida moderna fazem com que o corpo acumule tensões e dores, impactando tanto a saúde física quanto a mental. Praticantes de atividade física — sejam atletas profissionais, amadores ou pessoas que treinam apenas por bem-estar — enfrentam constantemente dores musculares e riscos de lesão pelo excesso de carga ou falta de recuperação adequada. Por outro lado, aqueles que não praticam atividades físicas, somando características fisiológicas e predisposições genéticas, tendem a conviver com dores crônicas e fadiga.

Foi pensando nessas pessoas que o Método Olivieri, criado pelo educador físico e especialista em Medicina Tradicional Chinesa, Augusto Olivieri, chegou a Brasília com uma proposta inovadora: recuperar o corpo e a mente por meio de uma sequência de práticas terapêuticas que incluem massagem com liberação miofascial, acupuntura, exercícios respiratórios em sauna e banhos de gelo. “Essa combinação reduz tensões, promove clareza mental, melhora o sono e devolve energia ao corpo”, explica Augusto.

O grande diferencial do espaço, localizado no Lago Sul, é proporcionar um ambiente de bem-estar ao ar livre, onde os clientes podem aproveitar o sol, a piscina aquecida e o contato com a grama, tornando o momento de recuperação ainda mais prazeroso e revigorante. “Mais do que um protocolo físico, nosso método é uma pausa na rotina, um momento de reconexão consigo mesmo”, afirma Olivieri.

Além da experiência sensorial e terapêutica, o método oferece avaliação de bioimpedância, que permite um acompanhamento individualizado das necessidades de cada cliente. Reconhecido como precursor do conceito de recovery em Brasília, Olivieri uniu o melhor da Medicina Tradicional Chinesa com práticas modernas de recuperação, muito antes de essa tendência ganhar espaço em academias e centros esportivos.

Serviço
Método Olivieri
Endereço: SHIS QI 5 – Lago Sul – Brasília
Contato: 61 8118-0988
Instagram: metodo_olivieri

96% da energia consumida pelos restaurantes McDonald’s são de fontes renováveis

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O marco histórico acelera transição energética da Arcos Dorados no Brasil, que avança na redução dos impactos ambientais da sua operação

A Arcos Dorados, maior franqueadora McDonald ‘s do mundo, presente no Brasil e em 20 países da América Latina e Caribe, avança em sua Receita do Futuro, plataforma de estratégia ESG da companhia. A empresa alcançou a marca de 96% de uso de fontes renováveis no consumo de energia em seus restaurantes próprios, representando uma redução significativa dos impactos do escopo 2 que, a partir de agora, passa a representar apenas 0,01% das emissões totais da companhia no Brasil. O marco histórico reflete o compromisso em sua jornada por mais eficiência e sustentabilidade.

O avanço é resultado de uma frente desafiadora: as operações em centros comerciais, onde a companhia não realiza a gestão energética diretamente. Em 2024, foi conduzido um levantamento que identificou que 90% dos mais de 230 restaurantes McDonald ‘s em shoppings já operam com energia renovável do Mercado Livre. Para integrar esse resultado à sua matriz, a empresa adquiriu certificados I-REC, que hoje correspondem a 24,1% do consumo energético.

Com foco na redução de impactos ambientais e na contribuição para uma economia de baixo carbono, mais de 600 restaurantes próprios já são abastecidos e operam no Mercado Livre de Energia e da Geração Distribuída, o que representa 84% das unidades operadas diretamente pela Arcos Dorados.

“Acreditamos que a transição para um modelo mais sustentável passa por ações concretas e consistentes em toda a nossa operação. Alcançar o marco de 96% de uso de energia limpa em nossos restaurantes é um avanço importante na nossa agenda de mitigação de emissões, e seguiremos investindo em soluções inovadoras que impactem positivamente o meio ambiente. Como líderes do setor, temos consciência da nossa responsabilidade em gerar valor para a sociedade e impulsionar transformações positivas em toda a cadeia”, explica Rogério Barreira, Presidente da Divisão Brasil da Arcos Dorados.

Ao adotar soluções energéticas de menor impacto ambiental, a companhia reforça sua responsabilidade com o futuro do planeta e sua adesão a compromissos robustos de descarbonização, contribuindo diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 7, que incentiva a expansão do uso de fontes renováveis e a promoção da transição energética. Até 2030, a meta é reduzir em 36% as emissões diretas de gases de efeito estufa (GEE) e em 31% as emissões totais ao longo de toda a sua cadeia de valor, tendo como referência os níveis registrados em 2021.

“O investimento contínuo em energia limpa reforça nossa jornada rumo a uma operação mais sustentável e alinhada às metas globais de enfrentamento à crise climática. Em 2022, fomos pioneiros no setor ao emitir nosso primeiro Sustainability-Linked Bond, atrelando metas ambientais a um instrumento financeiro e vinculando toda a remuneração variável às emissões. Esses avanços, integrados à plataforma Receita do Futuro, refletem uma estratégia coletiva para deixar um legado positivo”, afirma Marie Tarrisse, Gerente Sênior de Sustentabilidade da Divisão Brasil da Arcos Dorados.

Sobre a Arcos Dorados

A Arcos Dorados é a maior franquia independente do McDonald’s do mundo e a maior rede de serviço rápido de alimentação da América Latina e Caribe. A companhia conta com direitos exclusivos de possuir, operar e conceder franquias locais de restaurantes McDonald’s em 21 países e territórios dessas regiões. Atualmente, a rede possui mais de 2.400 restaurantes, entre unidades próprias e de seus franqueados, que juntos empregam mais de 100.000 funcionários (dados de 15/07/2025). A empresa também está comprometida com o desenvolvimento das comunidades em que opera com a oferta de oportunidades de primeiro emprego formal aos jovens e com o impacto ambiental positivo por meio de sua Receita do Futuro. A Arcos Dorados está listada na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE: ARCO). Para saber mais sobre a Companhia por favor visite o nosso site: www.arcosdorados.com

Na Câmara dos Deputados, a República.org defende combate aos supersalários

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A Reforma Administrativa representa uma oportunidade decisiva para o Brasil enfrentar os supersalários que beneficiam uma parcela mínima do funcionalismo público

A avaliação é do economista e cineasta Guilherme Cezar Coelho, representante da organização República.org, durante sua participação na Comissão Geral da Câmara dos Deputados, convocada para debater a Reforma, nesta quarta-feira, 3/9.

“Acabar com os supersalários e os privilégios indevidos é um tema para ser estudado a fundo. Não devemos permitir que um por cento dos servidores brasileiros beneficiados pelos supersalários queimem o filme de 99% dos que não têm remuneração excessiva”, enfatizou.

Coelho é o fundador da República.org, uma das principais instituições dedicadas a estudos sobre a gestão de pessoas no serviço público e criadora do Prêmio Espírito Público, considerado o Oscar do funcionalismo. Ele foi convidado pela Câmara para falar entre os representantes da sociedade civil, nos debates sobre a Reforma. Ele começou sua apresentação defendendo o aperfeiçoamento da gestão de desempenho dos servidores, com um constante programa de desenvolvimento profissional e treinamento. Essas seriam as condições para uma avaliação periódica, levando em conta os resultados apresentados, fator para as promoções na carreira, indo além do tempo de serviço.

“Avaliação de desempenho não é punição, é valorização do trabalho de pessoas que trabalham juntas”, disse Coelho.

O fundador da República.org também falou sobre a necessidade da simplificação de carreiras, com o estabelecimento de tabelas únicas de remuneração. “Isso não significa a redução do número de servidores, mas sim uma racionalização do número de carreiras, permitindo inclusive que possa haver mais transversalidade entre os órgãos da administração pública, resultando em melhor atendimento ao público”, afirmou Coelho.

Ele concluiu sua participação defendendo a regulamentação do direito de greve dos servidores e ofereceu o apoio da República.org para os debates na Câmara, principalmente com duas publicações da instituição: o “Anuário de Gestão de Pessoas” e a plataforma online “República em Dados”, que fornecem informações sobre o funcionamento da administração pública brasileira em todos os níveis de governo.

Dia Mundial da Saúde Sexual chama atenção para direitos das mulheres

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Data reforça importância da informação e do cuidado integral diante de desigualdades sociais; Inserções de DIU cresceram 44% em um ano, mas especialista do CEJAM alerta para barreiras sociais e culturais que persistem.

Shutterstock/Reprodução

 

São Paulo – A saúde sexual das mulheres brasileiras ainda é marcada por contrastes. Se, de um lado, os dados recentes indicam avanços na prevenção e no acesso a métodos contraceptivos de longa duração, de outro, desigualdades sociais e barreiras culturais continuam a restringir escolhas e comprometer direitos.

O dia 4 de setembro, instituído como o Dia Mundial da Saúde Sexual pela World Association for Sexual Health (WAS), em 2010, tem como objetivo ampliar a visibilidade do tema em escala global. A data se consolidou como um marco para promover debates públicos, mobilizar profissionais de saúde, educadores e gestores, além de estimular campanhas voltadas à garantia dos direitos sexuais e reprodutivos. No Brasil, o 4 de setembro vem ganhando cada vez mais espaço no calendário da saúde, servindo como ponto de partida para reflexões sobre educação sexual, prevenção de ISTs e fortalecimento de políticas públicas que assegurem às mulheres o acesso a um cuidado integral e inclusivo.

O Ministério da Saúde registrou, em 2023, aumento de 4,5% nos casos de HIV em relação ao ano anterior, resultado atribuído tanto à expansão da testagem quanto à baixa adesão ao preservativo. A sífilis gestacionalpermanece como desafio, com mais de 324 mil casos notificados entre 2019 e 2023. Entre adolescentes, houve queda no número de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos, que somaram 13.939 em 2023, mas a incidência segue maior entre jovens negras e de baixa renda, revelando desigualdades.

É nesse cenário que profissionais da atenção primária assumem protagonismo. Gabrielle Ferreira, enfermeira da UBS Jardim Guarujá, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), afirma que o debate público é parte da mudança. “Ter um dia mundial dedicado à saúde sexual é fundamental porque cria um espaço legítimo para o diálogo, a conscientização e a promoção de direitos. Falar de saúde sexual é falar de qualidade de vida, direitos sexuais e reprodutivos, e respeito à diversidade”, diz.

A enfermeira lembra que a falta de educação sexual estruturada nas escolas impacta diretamente a vida das jovens. “A desinformação sobre contraceptivos, ISTs e direitos reprodutivos ainda é uma realidade, sobretudo entre adolescentes, pessoas de baixa renda e a população LGBTQIA+. Isso se traduz em gravidez precoce e em riscos evitáveis”, enfatiza.

Na outra ponta, políticas públicas recentes vêm ampliando o leque de escolhas. Entre 2022 e 2023, as inserções de DIU cresceram 44% na rede pública de saúde após a liberação para que enfermeiras e enfermeiros realizem o procedimento. E em julho de 2025, o SUS incorporou um novo implante subdérmico de longa duração, considerado uma das estratégias mais eficazes para reduzir gestações não planejadas.

Apesar dos avanços, fatores sociais e culturais ainda limitam o cuidado. Tabus em torno da sexualidade, julgamentos morais e a resistência masculina em participar do planejamento reprodutivo criam barreiras. “Adolescentes sentem vergonha de buscar ajuda, pessoas LGBTQIA+ enfrentam discriminação e os idosos são invisibilizados, como se a sexualidade terminasse com a velhice”, observa.

Para superar essas lacunas, iniciativas comunitárias e coletivos locais têm atuado lado a lado com as unidades básicas, criando vínculos de confiança e linguagem mais próxima da realidade de cada território. “Grupos de apoio e lideranças comunitárias conseguem complementar o trabalho dos serviços de saúde. Quando o cuidado chega de forma acessível e respeitosa, o impacto é imediato”, avalia a enfermeira.

Entre avanços e desafios, um ponto é consenso: a saúde sexual feminina só se fortalece com informação, autonomia e cuidado integral. Como resume Gabrielle: “A atenção primária tem papel protagonista justamente pela proximidade com a comunidade e pelo vínculo construído com os usuários”.

Linha de Cuidado da Mulher no SUS

A Linha de Cuidados de Saúde da Mulher, implementada pelo CEJAM em parceria com a SMS-SP, foi criada para organizar e monitorar a jornada das pacientes no sistema público e garantir um atendimento contínuo em diferentes fases da vida. O modelo conecta a atenção primária, os serviços de especialidade e a rede hospitalar, de modo que cada mulher receba o cuidado necessário e mantenha vínculo com a UBS de referência. “O maior diferencial é colocar a atenção primária como sentinela do cuidado”, resume James Souza, responsável regional da linha de cuidados no CEJAM.

Na prática, o trabalho envolve desde consultas individuais e grupos de planejamento familiar até o monitoramento de exames como papanicolau e mamografia. Quando há necessidade de apoio diagnóstico ou tratamento especializado, as pacientes são encaminhadas para serviços secundários e, em casos de maior complexidade, para a rede hospitalar, sempre com contrarreferência para que a unidade de origem acompanhe cada etapa. Para garantir integralidade, a linha utiliza prontuário eletrônico, painéis de monitoramento e fluxos de encaminhamento detalhados, evitando que a usuária se perca na rede.

Os resultados já começam a aparecer. James destaca que o acompanhamento próximo tem aumentado a procura por exames preventivos e fortalecido o planejamento reprodutivo. “Percebemos um crescimento nas gestações planejadas e maior adesão aos exames de rastreio, o que impacta diretamente no diagnóstico precoce de câncer de colo de útero e de mama”, afirma. O objetivo, segundo ele, é ampliar esses avanços. “Queremos garantir que cada mulher receba cuidado contínuo e integral, fortalecendo a saúde sexual e reprodutiva e favorecendo diagnósticos mais precoces.”

 

Sobre o CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com o poder público no gerenciamento de serviços e programas de saúde em São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Campinas, Carapicuíba, Barueri, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Ribeirão Preto, Lins, Assis, Ferraz de Vasconcelos, Pariquera-Açu, Itapevi, Peruíbe e São José dos Campos.

A organização faz parte do Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (IBROSS), e tem a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde.

O CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS), tendo conquistado, em 2025, a certificação Great Place to Work. O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

No ano de 2025, a organização lança a campanha “365 novos dias de saúde, inovação e solidariedade”, reforçando seu compromisso com os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança).

Siga o CEJAM nas redes sociais (@cejamoficial) e acompanhe os conteúdos divulgados no site da instituição.

Chevrolet lança Spark EUV 2026 no Brasil com apresentação em Fortaleza

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Chevrolet 2025 Spark EUV

CEARÁ – O novo Chevrolet Spark EUV 2026 será lançado nacionalmente no próximo sábado (6), com apresentação em todas as concessionárias da marca no Brasil. Em Fortaleza, o evento será realizado na Sanauto, localizada na Avenida Barão de Studart, 1630, no bairro Aldeota, onde clientes e convidados poderão conhecer de perto o SUV compacto 100% elétrico.

O modelo chega ao mercado brasileiro com autonomia de até 258 km, disponível em seis opções de cores e projetado para oferecer mobilidade urbana sustentável. Entre os diferenciais, estão a condução silenciosa, emissão zero de poluentes e sistemas de assistência ao condutor voltados para segurança. A proposta é atender ao uso diário nas cidades e deslocamentos curtos em rodovias.

A iniciativa integra a estratégia da Chevrolet de ampliar a presença de veículos elétricos no país, acompanhando as transformações do setor automotivo e as novas demandas por soluções sustentáveis.

No Ceará, a ação será conduzida pela Sanauto, concessionária do Grupo Carmais que atua há mais de cinco décadas no mercado automotivo nordestino, representando grandes marcas e investindo em tecnologia, inovação e atendimento de qualidade.

Serviço
Lançamento Nacional do Chevrolet Spark EUV 2026

Data: Sábado, 6 de setembro
Local: Chevrolet Sanauto – Avenida Barão de Studart, 1630, Aldeota, Fortaleza–CE

Bolsonarista? Izalci Lucas vota a favor de mudança na Lei da Ficha Limpa que beneficia notórios corruptos

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No Brasil, a expressão “ser bolsonarista” significa lutar por Deus, Pátria, Família e Liberdade. No caso da Pátria, é lutar também contra a corrupção e aprimorar leis que impeçam o retorno de políticos corruptos ao poder.

Mas ao votar favoravelmente por uma mudança na Lei da Ficha Limpa, o senador Izalci Lucas (PL-DF) deu um tiro no pé, revelando que ainda mantém o espírito tucano (PSDB) dentro de si, e provando que não é tão bolsonarista assim.

Nesta terça-feira (2/9) o Senado Federal aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 192/2023, que unifica os prazos da inelegibilidade e fragiliza a Lei da Ficha Limpa. O parecer recebeu 50 votos favoráveis e 24 contrários. Em síntese, a regra geral para inelegibilidade passa a ser oito anos, com teto de 12 anos. Agora, o texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pelo novo critério, a inelegibilidade de condenados por crimes eleitorais passa a contar a partir da data do julgamento ou da renúncia ao mandato, por oito anos, e não mais a partir do término do cumprimento da pena.

A proposta determina que o período de inelegibilidade será um só: de oito anos, contados não mais dependendo de decisão em segunda instância ou do cumprimento de pena. Os oito anos devem começar a contar a partir:

  • da perda do mandato;
  • das eleições em que ocorreu o crime;
  • da renúncia do cargo; ou
  • da condenação em segunda instância.

Atualmente, pela Lei da Ficha Limpa, o prazo de oito anos só começa a valer depois do cumprimento de pena. Na prática, o projeto encurta o período no qual um político é impedido de participar das eleições.

Os senadores Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS), Renan Calheiros (MDB-AL), Dr. Hiran (PP-RR), Rogério Carvalho (PT-SE) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, apoiaram a aprovação do projeto.

— Eu faço questão dessa modernização, dessa atualização da legislaçã Caro da Lei da Ficha Limpa para dar o espírito do legislador quando da votação da lei. A inelegibilidade não pode ser eterna! Está no texto da lei: oito anos. Não pode ser nove nem vinte. E o meu voto é “sim” — disse Davi no Plenário, enquanto a sessão era conduzida pelo 1º vice-presidente do Senado, senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Por outro lado, os senadores Marcelo Castro (MDB-PI) e Eduardo Girão (Novo-CE) defenderam a rejeição do projeto, por entenderem que seria um enfraquecimento da Lei da Ficha Limpa.

— O espírito da Lei da Ficha Limpa é que quem foi punido com inelegibilidade fique por duas eleições fora do pleito. Com esta lei que nós estamos aprovando agora, ninguém, por crime eleitoral, ficará mais por duas eleições fora do pleito, porque está sendo estendida, para a data da diplomação, a aferição dos oito anos do cumprimento da pena, o que eu entendo que é uma anomalia — disse Castro.

Entre os potenciais beneficiados estão o ex-governador do DF José Roberto Arruda e o ex-deputado Eduardo Cunha, que voltam a ter horizonte eleitoral. A mudança é um contrapasso à própria razão de existir da Ficha Limpa (LC 135/2010), criada para elevar o padrão ético de candidaturas.

Izalci, Leila e Damares

No Distrito Federal, as senadoras Leila Barros (PDT) e Damares Alves (Republicanos) votaram contra, enquanto o líder da oposição, senador Izalci Lucas (PL) votou a favor.

Candidata à reeleição, a senadora governista Leila Barros (PDT) foi muito mais ética que o colega Izalci Lucas (candidato a governador do DF), que foi o único senador do DF a votar a favor da mudança na Lei da Ficha Limpa, fato que beneficia notórios corruptos ávidos para enganar o eleitor em 2026 e retornar ao poder.

Ou seria um movimento de Izalci para cooptar o apoio de Arruda nas próximas eleições? O fato é que Izalci, desgastado junto ao eleitorado brasiliense e até mesmo dentro do próprio PL, vê sua chance de chegar ao Buriti derreter no meio do caminho, com pesquisas ruins e notícias negativas.

Segundo fontes, o PL já pensa em outro nome para lançar ao Governo do DF, e Izalci deverá mesmo disputar uma vaga de deputado federal, uma vez que Bia Kicis (PL) não abrirá mão de disputar o Senado ao lado de Michelle Bolsonaro.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br