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Mais de 150 idosos do Programa Viver 60+ participam de workshop sobre prevenção de quedas

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Iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania promove informação, saúde e bem-estar para a pessoa idosa

Com foco na promoção da saúde, autonomia e qualidade de vida na terceira idade, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus- DF) realizou, no último final de semana, um workshop voltado à prevenção de quedas e acidentes domésticos entre pessoas idosas. A ação, que integrou as atividades do Programa Viver 60+, reuniu mais de 150 idosos dos núcleos do Gama e Santa Maria no Instituto Federal de Brasília (IFB).

O evento contou com a presença da Dra. Yara Helena de Carvalho, vice-presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), que ministrou uma palestra sobre os principais fatores de risco e medidas preventivas relacionadas às quedas na terceira idade.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, reforçou o compromisso do programa com o cuidado integral da pessoa idosa. “Nós acreditamos em um envelhecimento ativo, com dignidade e informação. O Viver 60+ foi criado justamente para oferecer esse cuidado contínuo — com saúde física, emocional e social”.

Projetos que salvam

Elias Sérgio de Almeida, 65 anos, conta a importância da informação na prevenção de acidentes “Essas orientações que recebemos aqui ajudam muito. Às vezes, a gente não sabe que um simples tapete ou um calçado errado pode causar uma queda. Aprender isso faz toda a diferença no nosso dia a dia”, destacou.

Além da palestra, os participantes também participaram de uma sessão de alongamento conduzida por um professor do programa Viver 60+, reforçando a importância da atividade física regular na manutenção do equilíbrio, força muscular e mobilidade.

Maria do Carmo Oliveira, 77 anos, compartilha a relevância da prática da atividade física. “Movimentar o corpo é muito bom. Você pode até chegar com dor, mas sai novinho em folha. Cheguei com um pouco de dor, mas depois do alongamento, estou bem melhor”.

Além do tema prevenção de quedas, o programa já promoveu diversas ações voltadas à saúde física, emocional e à proteção da pessoa idosa. Cerca de 10 mil pessoas idosas participaram das atividades realizadas ao longo do ano. As iniciativas incluem palestras sobre saúde mental, prevenção ao suicídio e enfrentamento à violência contra a pessoa idosa. Em janeiro, o programa abordou o cuidado emocional com a campanha Janeiro Branco; em junho, a campanha Junho Violeta destacou a importância da conscientização e do combate à violência contra os idosos.

Brasília sedia debate internacional sobre inteligência artificial e democracia com a presença da presidente do TSE e ministra do STF Cármen Lúcia

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Simpósio Internacional gratuito acontece no dia 26 de agosto, na Câmara dos Deputados, e reúne representantes de países como EUA, China e União Europeia, além de autoridades políticas e empresas como OpenAI e Meta. As inscrições já estão abertas

Em um momento em que o Brasil avança na criação de um marco regulatório para a inteligência artificial, a capital federal será palco de um dos encontros mais estratégicos do ano: o Simpósio Internacional “Inteligência Artificial e Democracia: Desafios e Perspectivas”, que será realizado no dia 26 de agosto, a partir das 9h, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Promovido pelo Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), o simpósio tem como objetivo central fortalecer os vínculos entre inovação tecnológica e valores democráticos, com foco na proteção dos direitos fundamentais, no enfrentamento à desinformação e na promoção de práticas éticas no uso da IA.

A abertura oficial contará com a presença da ministra do STF e presidente do TSE Cármen Lúcia, que abordará a experiência eleitoral brasileira e as normativas do TSE frente aos desafios trazidos pela inteligência artificial, além de representantes da União Europeia, Canadá, Estados Unidos, China e Reino Unido, que compartilharão experiências regulatórias no Painel Internacional.

A programação inclui seis painéis temáticos, com destaque para a presença de plataformas como OpenAI, Meta e X (antigo Twitter), que discutirão os limites éticos e a responsabilidade no desenvolvimento e uso da IA. O evento também contará com veículos de imprensa e agências de checagem, que debaterão os efeitos da tecnologia sobre o jornalismo, a desinformação e os riscos dos deepfakes.

“O Brasil precisa estar à frente da regulamentação da inteligência artificial, com responsabilidade e compromisso democrático. Reunimos especialistas, juristas, plataformas e comunicadores para discutir não só os riscos, mas também as oportunidades que a IA representa”, afirma Marcelo Senise, organizador da iniciativa e presidente do IRIA. “Esse é um momento decisivo para refletirmos sobre o impacto da IA nas eleições, na privacidade, na comunicação e, sobretudo, nos direitos fundamentais da população.”

O simpósio também propõe uma escuta ativa da sociedade civil e do setor privado, por meio da participação de juristas, especialistas em direito digital, profissionais de marketing político e comunicação. Aberto ao público mediante inscrição prévia, o evento acontece em sinergia com a Comissão Especial sobre Inteligência Artificial, recém-criada na Câmara dos Deputados.
“A expectativa é que o evento contribua com propostas concretas de regulamentação, amplie a conscientização pública e posicione o Brasil como protagonista na governança global da IA”, enfatiza Senise. A programação completa será divulgada em breve.

Lançamento do livro A Delicada (ou não) Arte da Desconstrução Política

O simpósio também marca o lançamento do novo livro de Marcelo Senise, intitulado “A Delicada (ou não) Arte da Desconstrução Política”. Publicado pela Editora Viseu e com prefácio do ex-Governador José Roberto Arruda, a obra oferece em 300 páginas uma reflexão original sobre os efeitos da inteligência artificial na democracia contemporânea, especialmente no campo da comunicação política, da ética digital e da formulação de políticas públicas.

O livro apresenta uma mistura bem arquitetada de memórias e bastidores que traça a trajetória de Senise desde sua atuação marcante na Constituinte, quando liderou o movimento pelo voto aos 16 anos, passando por sua ascensão como presidente nacional da juventude do PRN durante a campanha de Fernando Collor, até seu mergulho no obscuro universo da indústria da desinformação. A obra ainda revela, com riqueza de detalhes, cases emblemáticos como a campanha de José Roberto Arruda, a eleição de Emanuel Pinheiro em Cuiabá e a gestão de crise do ex-deputado Luiz Miranda, oferecendo ao leitor um olhar privilegiado sobre os bastidores do marketing e da comunicação política. Mais do que relatos, o livro entrega insights valiosos tanto para profissionais da área quanto para os próprios políticos, que encontrarão na publicação lições práticas e reflexões estratégicas sobre o jogo político contemporâneo.

“A publicação busca contribuir com o debate público e oferecer subsídios técnicos e estratégicos para quem atua nas interseções entre tecnologia, política e sociedade. Será uma honra apresentá-la também em Brasília, em um evento tão completo como o simpósio”, conclui o autor, que também é sociólogo.

Serviço:
Simpósio Internacional “Inteligência Artificial e Democracia: Desafios e Perspectivas”
Data: 26 de agosto de 2025
Local: Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados, Brasília (DF)
Horário: a partir das 9h
Inscrições gratuitas: abertas pelo site simposio-ia-democracia.gamma.site

Brasil registra 2,6 milhões de novos pequenos negócios no 1º semestre de 2025

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Para o especialista em alta performance Rafic Junior, dados mostram força do empreendedorismo e desejo de reinvenção

 

O empreendedorismo brasileiro vive um de seus momentos mais vibrantes: só nos seis primeiros meses de 2025, mais de 2,6 milhões de pequenos negócios foram abertos no país. O número, revelado em levantamento do Sebrae, representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) lideram a estatística, sendo responsáveis por 77,3% das novas aberturas.

 

“Vejo, pesquiso e acompanho o crescimento expressivo de novos pequenos negócios no Brasil no primeiro semestre de 2025. Isso revela não apenas a força do empreendedorismo nacional, mas também uma busca coletiva por autonomia, propósito e impacto”, afirma Rafic Junior, empresário e especialista em alta performance. Para ele, o dado representa mais do que uma movimentação econômica: “É um grito por reinvenção, por protagonismo”.

 

Além dos MEIs, as Microempresas (18,6%) e as Empresas de Pequeno Porte (4,1%) também apresentaram crescimento conjunto de 17% na comparação com o primeiro semestre de 2024. O avanço, segundo o Sebrae, está diretamente relacionado à digitalização de processos, facilidade para abertura de empresas e ao aumento do desemprego formal, que impulsiona novos caminhos de geração de renda.

 

“O Brasil não precisa apenas de mais empresas; precisa de empreendedores conscientes, preparados e comprometidos com resultados de alto impacto”, reforça o especialista. “O verdadeiro desafio está em transformar ideias em negócios sustentáveis, com mentalidade estratégica, consistência emocional e uma liderança alinhada com valores inegociáveis”, completa.

 

Rafic Junior também alerta: empreender é um movimento que exige preparo e não deve ser encarado como única saída. “Fortalecer o CPF para que o CNPJ seja consequência, e não muleta”, defende. É esse, segundo ele, o foco de suas mentorias e treinamentos com quem busca crescer sem abrir mão da própria essência.

No Japão, Caiado apresenta avanços de Goiás em palestra a empresários

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Governador palestrou em seminário promovido pelo Consulado-Geral do Brasil no país asiático e destaca Goiás como exemplo de gestão para o Brasil

Caiado palestra em Seminário de Negócios no Japão e apresenta ações desenvolvidas à frente da gestão estadual – Fotos: Júnior Guimarães

 

Dando sequência às agendas da comitiva goiana no Japão, o governador Ronaldo Caiado apresentou, nesta quinta-feira (17/7), as ações desenvolvidas pela gestão estadual que permitiram ao estado avançar em todos os setores. A fala foi direcionada a uma plateia de empresários japoneses e brasileiros da comunidade de Hamamatsu, cidade onde aconteceu a palestra “Goiás é exemplo de gestão para o Brasil”, durante o Seminário de Negócios promovido pelo Consulado-Geral do Brasil no Japão, em parceria com a Goiás Turismo.

O chefe do Executivo goiano lembrou que, ao receber o governo em 2019, a situação era calamitosa, com o Estado bloqueado no Tesouro Nacional, sem direito a créditos, devendo servidores públicos e com alta incidência de corrupção na estrutura de governo, além de índices alarmantes de violência, com a presença de facções do narcotráfico em todo o território. “Se você analisar a situação do estado de Goiás hoje, seis anos e meio depois da minha posse, verá uma verdadeira transformação. Somos o estado mais seguro do Brasil, onde as pessoas vivem em plena liberdade, seja na cidade ou no campo”, enfatizou o gestor, ao afirmar que a criminalidade deu espaço para as pessoas poderem viver em paz.

Caiado sublinhou também que Goiás ocupa a primeira posição nacional na educação, tendo se tornado uma referência na área, e investe massivamente em tecnologia. Ao falar sobre os avanços em Inteligência Artificial (IA), Caiado reconheceu que o Japão ocupa posição de destaque mundial. “Goiás avança fortemente na área em que vocês já estão muito à frente de nós, mas que um dia chegaremos lá”, projetou, ao pontuar que o estado possui uma faculdade com o primeiro curso voltado à IA no Brasil e um centro de excelência na área. “Temos a legislação mais moderna sobre o tema, com um projeto de Inteligência Artificial de forma aberta para poder acolher a todos aqueles que queiram, em parceria, desenvolver projetos conosco”, explicou.

O governador enfatizou ainda que é possível transformar estados e países quando se combate a corrupção e utiliza com sabedoria o recurso público, citando Goiás como case de exemplo. Ao discursar sobre ações para melhoria da qualidade de vida da população, o governador mencionou o sucesso do Goiás Social, responsável por retirar famílias da condição de pobreza e extrema pobreza no estado, entregando casas de qualidade a custo zero, ampliando ações para alimentação de crianças, fornecendo cursos de qualificação aos goianos e garantindo qualidade de vida. “É uma grande ação conjunta para atender toda a extensão territorial do Estado de Goiás. É o mais completo programa de extensão social do país”, afirmou.

Hamamatsu
A palestra do governador goiano aconteceu na cidade japonesa que concentra a maior comunidade brasileira no país asiático, cerca de 10 mil residentes. O diretor do setor internacional da Prefeitura de Hamamatsu, Senhor Yoshikazu Matsui, ressaltou que, em 2025, são comemorados 130 anos do estabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e Japão. “Que os laços de amizade entre os dois países se intensifiquem cada vez mais”, desejou. Já o presidente do Conselho de cidadãos brasileiros da cidade, Eber Toyohashi, expressou a vontade de “aproximar mais de Goiás e do Brasil para realizar um melhor trabalho junto à nossa comunidade”.

O Cônsul Geral do Brasil no Japão, Aldemo Garcia, lembrou que Caiado é avaliado como o melhor governador do Brasil, com quase 90% de aprovação. “Goiás é uma potência agrícola, cresceu 7% no primeiro trimestre e é o primeiro lugar em segurança”, sublinhou, ao comentar sobre a visita da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado a uma escola do município japonês. “É uma alegria visitar esse país que é uma potência e que, sem dúvida nenhuma, é uma referência em inovação, tecnologia e cultura”, disse Gracinha.

Ainda em Hamamatsu, Caiado concedeu uma entrevista para o jornal japonês The Yomiuri Shimbun, onde fez um balanço da missão do Governo de Goiás e comentou sobre a forte ligação com a comunidade Nikkei no estado. “São meus parceiros desde que cheguei ao governo e fiz questão de vir aqui conhecer de perto a realidade de um país pelo qual eu tenho uma grande admiração pela cultura, história, pela resiliência de um povo que supera todas as dificuldades e é um exemplo de como realmente se desenvolve um país.

 

Motociclista com CNH suspensa e 974 multas é flagrado pelo Detran-DF

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Veículo acumulava R$ 214 mil em débitos e estava com licenciamento vencido desde 2017, sendo levado ao depósito da autarquia
Zélia Ferreira
Na tarde desta quinta-feira (17), uma equipe da Unidade de Operação Aérea (Uopa) do Departamento de Trânsito do Distrito Federal flagrou um motociclista com o direito de dirigir suspenso pilotando uma motocicleta não licenciada no Eixão Norte.
Quando a equipe de solo da Uopa se deslocava pela DF-002 para o aeroporto, avistou uma motocicleta preta com baú em sentido contrário, na direção da Ponte do Bragueto, e, ao realizar a pesquisa da placa no sistema, constatou que o veículo não estava licenciado. Na consulta, foi possível observar que se tratava de uma Honda NXR 150 Bros, com o último licenciamento em 2017, além de apresentar um histórico impressionante de infrações de trânsito: 974 autuações.
Diante dos dados alarmantes, a equipe acionou a equipe do helicóptero Sentinela 01, que estava em monitoramento do trânsito, para dar apoio e iniciar o acompanhamento do veículo, buscando o local mais seguro para a abordagem. A abordagem foi realizada com total segurança pelos agentes em solo próximo ao Paranoá, com a presença do Sentinela 01.
Além de R$ 214 mil em multas e outros débitos, o condutor e proprietário da moto possuía 587 pontos em sua Carteira Nacional de habilitação e estava com o direito de dirigir suspenso.
A equipe realizou todos os procedimentos pertinentes, acionou o guincho e informou o condutor sobre a situação. Ele foi notificado e o veículo foi removido para o depósito.
Torre Forte
O flagrante ocorreu durante a Operação Torre Forte, realizada com foco na segurança viária e na retirada de circulação de condutores infratores contumazes. O objetivo principal da operação é preservar vidas no trânsito do Distrito Federal e, para isso, os agentes estão sempre alerta a qualquer suspeita de irregularidade.
Essa ação reforça o compromisso do Detran-DF com a segurança no trânsito e a fiscalização rigorosa para coibir condutas irresponsáveis.

Em parceria com Insper, Fundação lança curso para juventude com foco em gestões pública e política

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Segunda edição do Jovens Índigo vai destinar mais vagas a mulheres e povos originários de baixa renda

Numa parceria inédita com o Insper – Instituto de Ensino e Pesquisa, umas das mais renomadas instituições de graduação, pós-graduação e educação executiva do país, a Fundação Índigo lançou nesta quinta-feira (17), em São Paulo, a segunda edição do curso de formação “Jovens Índigo”. A Fundação vai ofertar 180 vagas para pessoas entre 18 e 35 anos de idade, sendo 50 por cento para mulheres e 30 por cento para negros, quilombolas e indígenas.

Os candidatos selecionados serão contemplados com bolsa integral para o curso de liderança, com foco em gestão pública e gestão política. O processo de seleção vai priorizar os filiados ao União Brasil, mas as vagas remanescentes serão abertas ao público em geral. O Insper vai aferir, entre outros critérios, o nível de escolaridade (graduação ou cursando), com preferência para quem tiver renda de até dois salários mínimos.

Ao todo, serão 138 horas de aulas online, em formato misto que prevê conteúdos gravados, apresentações online, além de mentorias para elaboração de projeto final. A metodologia envolve, por exemplo, estudo de casos, aprendizagem baseada em problemas e simulações.

O curso “Jovens Índigo” tem por objetivo capacitar, inspirar e transformar futuras lideranças, dotando-os de habilidades práticas e conhecimentos aplicáveis à política, gestão pública e à vida cotidiana. Além disso, o projeto visa provocar reflexões e discussões sobre temas cruciais, promovendo uma abordagem crítica e inclusiva.

“É fundamental atrair jovens de todo o país que têm vocação, talento, gostam da vida pública e podem transformar nosso futuro para melhorar a nossa sociedade. Eu acredito muito no valor da educação, da formação, da qualificação. A primeira edição foi um sucesso de participação e de produção acadêmica. Temos convicção de que o Jovens Índigo 2025 vai contribuir ainda mais para melhorar a qualidade da gestão pública no Brasil e revelar novos talentos”, ressaltou o presidente da Fundação, ACM Neto.

IOF: O que muda com a decisão do STF e o que ela revela sobre a vontade popular e a tributação no Brasil

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Na última semana, uma decisão individual do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, restabeleceu, ainda que parcialmente, os efeitos do decreto presidencial que majorou as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A medida revoga, na prática, a decisão do Congresso Nacional, que havia barrado esse aumento por meio de decreto legislativo.

Com isso, o contribuinte volta a pagar mais caro em operações de crédito e câmbio, e o Governo Federal recupera parte da arrecadação que havia perdido após a derrubada do decreto. A decisão levanta um questionamento essencial: qual o valor da vontade popular expressa pelo Parlamento em temas tributários, quando uma única decisão monocrática consegue revertê-la?

O que volta a valer com a decisão?

A decisão restabeleceu os efeitos do Decreto nº 11.153/2022, editado ainda no início da gestão do presidente Lula, que elevava gradualmente as alíquotas do IOF incidente sobre operações de crédito feitas por pessoas físicas e jurídicas.

Na prática, isso significa que as seguintes alíquotas voltam a ser aplicadas:

– Para pessoas físicas: 0,0082% ao dia nas operações de crédito (além da alíquota adicional de 0,38%);

– Para pessoas jurídicas: até 0,0041% ao dia, dependendo do tipo da operação e da natureza jurídica da empresa.

Ou seja, o custo final de empréstimos, financiamentos e até do uso do cheque especial volta a aumentar. Esse impacto será sentido diretamente por consumidores, empresas e setores dependentes de capital de giro, como comércio e agricultura familiar.

O que havia feito o Congresso?

O Congresso Nacional, exercendo sua prerrogativa constitucional (art. 49, V, da CF/88), sustou os efeitos do decreto presidencial sob o argumento de que o Poder Executivo havia extrapolado sua competência. Isso porque o IOF, por natureza, é um imposto com função regulatória, e não meramente arrecadatória.

A justificativa para o aumento do imposto era suprir a perda de arrecadação com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, o que escancara a finalidade arrecadatória da medida. Nesse contexto, a majoração de alíquota por decreto violaria o princípio da legalidade tributária, que exige lei em sentido estrito para criação ou aumento de tributos com finalidade arrecadatória.

O Congresso, portanto, expressou a vontade popular, com ampla maioria de votos contrária à elevação do IOF. Mas essa decisão agora foi, ao menos temporariamente, neutralizada por um único voto do Judiciário.

O conflito entre poderes e a crise de representatividade tributária

O que a decisão do STF evidencia, mais do que um debate técnico sobre alíquotas, é uma crise institucional na definição da política fiscal brasileira. A tributação, que deveria ser objeto de ampla deliberação legislativa, vem sendo decidida de forma centralizada, seja por decretos do Executivo, seja por decisões monocráticas no Judiciário.

Isso enfraquece o papel do Congresso Nacional e, por consequência, esvazia a participação popular no processo de definição da carga tributária. Afinal, se a atuação dos 594 parlamentares pode ser revertida por um único ministro, onde está a legitimidade democrática na tributação?

O contribuinte entre a legalidade e a insegurança

Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, o contribuinte brasileiro volta a pagar um IOF mais caro, mesmo depois de o Congresso ter votado contra esse aumento. Do ponto de vista jurídico, abre-se um perigoso precedente: o de permitir que impostos com nítido caráter arrecadatório sejam elevados por decreto presidencial, com posterior convalidação judicial monocrática.

Mais do que o aumento em si, o que preocupa é a instabilidade do sistema tributário e o enfraquecimento do princípio da legalidade, base do pacto entre o Estado e o cidadão-contribuinte.

Se a população já sofre com um sistema tributário complexo e regressivo, agora precisa conviver também com o risco de decisões fiscais serem tomadas sem debate público, sem discussão no Congresso e com pouco espaço para contestação.

 

 

 

Fonte:  Morete, Lima e Oliveira Advocacia

Projeto Acolher celebra quatro anos promovendo qualidade de vida

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Iniciativa oferece atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura e nutrição, além de atividades como ginástica laboral, meditação e reiki aos colaboradores
Por Laezia Bezerra
O Projeto Acolher, do Hospital de Base, comemorou nesta sexta-feira (18) quatro anos de existência. A data foi celebrada por gestores e colaboradores em evento realizado no gramado do jardim da unidade. A solenidade reforçou a importância do projeto na promoção da saúde e bem-estar dos profissionais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
A iniciativa é desenvolvida pelo IgesDF e contempla o Hospital de Base e todas as unidades geridas pelo instituto. O projeto oferece suporte em diversas especialidades de saúde, como psicologia, psiquiatria, acupuntura e nutrição, com foco na melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho.
Ao longo dos quatro anos, o Acolher tem disponibilizado uma ampla variedade de serviços, incluindo atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura e nutrição. Também são promovidas atividades como ginástica laboral, atendimento individualizado, clube de corrida, meditação e reiki — essas últimas oferecidas em parceria com voluntários da Associação Amigos do Hospital de Base e de outras instituições.
Durante a solenidade, o presidente do IgesDF, Cléber Monteiro, parabenizou a equipe do projeto e destacou: “O Acolher visa ao cuidado com os colaboradores, com o objetivo de oferecer as melhores condições e suporte para que todos possam desempenhar um trabalho de excelência”.
 
Cuidado com a saúde
Somente em 2024, mais de 15 mil atendimentos foram realizados em todas as especialidades contempladas. Nos últimos dois meses, os serviços foram ampliados, com a inclusão de auriculoterapia e orientação física, fortalecendo o cuidado integral com a saúde dos profissionais.
O superintendente do Hospital de Base, Edson Ferreira, ressaltou a relevância do projeto. “O Acolher faz diferença na vida dos colaboradores e isso reflete em uma assistência mais qualificada. Se temos um trabalhador saudável, o atendimento ao usuário é melhor, especialmente no Hospital de Base, onde a pressão é maior. Trata-se de um projeto histórico e um modelo a ser replicado em outras unidades”, afirmou.
A chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT), Paula Paiva, avaliou que, “apesar de jovem, o projeto é robusto e pode servir de referência para outras instituições de saúde que buscam crescimento estratégico e sustentável por meio de ações voltadas à saúde integral dos profissionais”.
Paula acrescentou ainda que o Acolher conta com o apoio de diversas instituições e parceiros para oferecer essas ações a aproximadamente 10 mil colaboradores do instituto.
 
Qualidade de vida no centro das ações
O Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUQVT) tem como missão promover ações voltadas à saúde física e mental dos colaboradores do IgesDF. Nesse sentido, as atividades realizadas contribuem diretamente para a melhoria do ambiente laboral e, consequentemente, impactam de forma positiva a vida pessoal dos profissionais.

O homem que venceu a Rede Globo

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Casimiro Miguel: de estagiário em um canal alternativo a patrão de um império digital capaz de peitar a Globo e transmitir a Copa de 26

A CazéTV, empreendimento digital do influenciador Casimiro Miguel, o Cazé, assegurou os direitos de transmissão integral de todas as 104 partidas da Copa do Mundo de 2026, um marco que redefine o panorama da cobertura esportiva global

Esta aquisição representa uma quebra de hegemonia histórica no Brasil. Enquanto a CazéTV, ligada à agência Livemode, responsável pela comercialização e publicidade, possui 100% dos direitos inicialmente, o Grupo Globo garantiu apenas metade do torneio – 52 jogos.

O acordo posiciona a plataforma como a única detentora da totalidade dos confrontos da próxima edição do Mundial, que pela primeira vez reunirá 48 seleções em campos dos Estados Unidos, México e Canadá. Enquanto a CazéTV, ligada à agência Livemode, responsável pela comercialização e publicidade, possui 100% dos direitos inicialmente, o Grupo Globo garantiu apenas metade do torneio – 52 jogos.

Tal cenário é inédito para a Globo desde 1982, quando a emissora não detinha a totalidade da Copa masculina. Embora a Globo possa selecionar os jogos de sua preferência e tenha a possibilidade de negociar o pacote remanescente, a exclusividade inicial de 50% dos embates reside no universo do streaming.

Quem é Casimiro Miguel?

 

A trajetória de Casimiro Miguel começou em 2014, como estagiário no então bloco televisivo Esporte Interativo (depois incorporado à TNT Sports), que, em parceria com a Rede TV e posteriormente com a Band, passou a transmitir eventos esportivos como a Premier League, a Champions League, a NBA a Liga Futsal, entre outros.

Entre as revelações do canal, um jovem transmitia suas lives, que abrangiam desde esportes e games até reações a programas televisivos e vídeos cotidianos. Durante a pandemia, a audiência disparou. Casimiro Miguel, o Cazé, ficou grande demais (trocadilho involuntário) para o espaço alheio.

Em 2022, uma parceria com a agência Livemode resultou na fundação da CazéTV, que desde então tem adquirido direitos para transmitir eventos de grande porte, incluindo a Copa do Mundo de seleções de 2022, dezenas de jogos do Brasileirão, Olimpíada, a Copa do Mundo feminina de 2023, torneios da UEFA e a recém-concluída Copa do Mundo de Clubes.

A plataforma ostenta números impressionantes: o canal CazéTV no YouTube superou 22 milhões de inscritos e acumulou aproximadamente 4,1 bilhões de visualizações até a final do Mundial de Clubes de 2025. Sua presença digital é massiva, somando milhões de seguidores em redes como Instagram (11,5 milhões), TikTok (5 milhões), Twitch (4 milhões em seu canal principal) e X (antigo Twitter).

O estagiário Cazé virou patrão.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Antagonista

 

 

Escolas públicas e privadas: quem fica para trás quando o assunto é conectividade?

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Com escolas privadas já surfando na IA, a falta de conexão pode deixar a rede pública fora do jogo – e uma geração sem acesso ao futuro digital.

Enquanto alunos de escolas particulares usam plataformas de inteligência artificial que personalizam o ensino, respondem dúvidas e antecipam dificuldades, muitas escolas públicas ainda lutam pelo básico: acesso à banda larga com velocidade adequada e um Wi-Fi que funcione. Não é sobre o futuro, o presente já escancara um abismo digital capaz de empurrar milhões de estudantes para fora da era da informação.

Segundo o NIC.br, apenas 11% das escolas públicas com mais de 50 alunos por turno têm a velocidade de conexão recomendada. E menos de 30% possuem equipamentos suficientes para uso pedagógico regular. O dado que mais assusta: mais de 5,8 milhões de lares seguem desconectados. E não é por falta de infraestrutura, mas principalmente, por falta de letramento digital.

Laerte Magalhães, CEO da Nuhdigital — operadora que conecta escolas e alunos da rede pública, comunidades ribeirinhas e rurais — faz um alerta: “Não adianta levar internet pra escola e achar que isso resolve. Conexão não é acessório, é estrutura. É ela que garante acesso à cultura digital, à linguagem do presente, às ferramentas que desenvolvem competências reais para a vida”.

A Nuhdigital atua em iniciativas como o Internet Brasil – projeto dos Ministérios das Comunicações e da Educação que distribui chips com internet móvel para estudantes de escolas públicas -, promovendo acesso à conectividade e inclusão digital para milhares de famílias.

Também participa do programa Aprender Conectado, uma das iniciativas alinhadas com a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas(ENEC), focada em levar conectividade adequada para escolas de todo o país, com objetivo de garantir infraestrutura digital de qualidade e promover a equidade no ensino.

De acordo com o Novo PAC, mais de 70 mil escolas públicas devem ser conectadas até o fim de 2024 — pouco mais da metade da meta nacional. O objetivo total é chegar a 138 mil até 2026. O primeiro passo é levar infraestrutura.

Na pandemia, a ausência de conexão atrasou o desenvolvimento de milhares de estudantes. Agora, com a chegada da inteligência artificial, esse desafio se intensifica e o risco é mais silencioso: formar jovens que apenas seguem comandos, sem ferramentas para criar, interpretar ou questionar.

“Falar de IA na escola pública é falar de poder. De quem vai entender o mundo e de quem vai só apertar o botão. E se a gente não correr, tem uma geração inteira prestes a ser deixada para trás”, conclui Laerte.

Sobre a Nuhdigital

A Nuhdigital é uma operadora fixa e móvel que combina diferentes tecnologias – como fibra, 4G, 5G e satélite – para garantir internet significativa e especializada em soluções de conectividade para a educação. Com atuação nacional, a empresa desenvolve projetos que promovem inclusão social por meio do acesso digital, como o Internet Brasil e iniciativas integradas ao programa Escola Conectada do MEC. Por meio da Plataforma Nacional da Escola Conectada (PNEC), mapeia fontes de financiamento e coordena parceiros para implementar e otimizar a conectividade fixa e móvel em todo Brasil. A empresa acredita que se conectar é um direito fundamental e trabalha para garantir acesso à internet para todos.

 

Laerte Magalhães
CEO da Nuhdigital e especialista em inovação, produtos e desenvolvimento de negócios. Com mais de 20 anos de experiência nos setores de telecomunicações, tecnologia e mídia, liderou iniciativas estratégicas em empresas do Grupo Algar, KORE Wireless e Velos. Ao longo de sua carreira, conduziu projetos de crescimento e eficiência com grandes parceiros globais como Facebook (internet.org), Google (G Suite), Nokia (modernização de redes 3G e 4G) e liderou negociações com as principais operadoras do país. Em 2018 fundou a Nuh com propósito de erradicar a exclusão digital do país.