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Alunos de escolas bilíngues da rede municipal do Rio treinam com equipe do Bayer Leverkusen

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A Copa do Mundo de Clubes acabou há menos de dez dias, mas o futebol continua fazendo o meio de campo para o intercâmbio entre brasileiros e europeus. Isso é verdade para pelo menos 45 estudantes da rede municipal de ensino, que participaram nesta terça-feira, 22/07, de um treino com a comissão técnica do Bayer Leverkusen, campeão alemão em 2024. Eles são alunos das escolas municipais Epitácio Pessoa e Rodrigo Mello Franco Andrade, ambas bilíngues da rede carioca, onde recebem aulas de alemão.

“Esse encontro com treinadores de um grande clube europeu pode mudar a vida dos estudantes da Rede Municipal. O que pode ser mais motivador para um jovem que está estudando alemão do que a possibilidade de bater papo com quem trabalha nos maiores campeonatos do mundo? Essa é mais uma das formas que a gente tem para passar a mensagem que consideramos ser a mais importante para nossos alunos: estudar vale a pena!”, comentou o secretário de Educação Renan Ferreirinha.

A garotada participou do treino e das atividades recreativas na Escola Alemã Corcovado, em Botafogo, Zona Sul da cidade. O elenco do Bayer Leverkusen veio promover a chamada “Bayer 04 Brazil Tour 2025”. O time veio realizar aqui parte da pré-temporada para disputar a Bundesliga, primeira divisão do campeonato alemão. A delegação chegou ao Rio na semana passada para 10 dias de preparação.

Crédito: Alan Costa

Crédito: Alan Costa

Crédito: Alan Costa

Gravadora Canção Nova tem cinco indicações para o 1º Prêmio ‘Catholic Music Awards’

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Cinco produções musicais da gravadora Canção Nova foram indicadas para o “1º Prêmio da Música Católica (Catholic Music Awards)”. O anúncio dos vencedores acontecerá durante o Festival e Jubileu dos Influencers em Roma (IT), 27 de julho de 2025, no Auditorium Conciliazione, às 14h horário de Brasília. Patrocinada pelo Dicastério para as Comunicações do Vaticano, entre outras instituições, a premiação busca impulsionar a música católica em todo o mundo.

As categorias e os respectivos indicados são:
Melhor canção de evangelização, missionário Thiago Tomé, música: “Outro igual não há”; Melhor Canção Litúrgica: Ministério Amor e Adoração, música: “Entre Nós”; Melhor canção Pop: Ministério Amor e Adoração, música: “O Mundo Vai Ouvir a Tua Voz”; Melhor canção urbana: missionário Pitter Di Laura, música: “Até Jesus Voltar”; e Melhor vídeo musical: Thiago Tomé & Bruno Faglioni – “Teu Amor Não Sabe”.

A lista dos indicados está disponível no link: Nominees Finalists in Portuguese – Catholic Music Awards.

Tratado de plásticos tem potencial de reduzir em 90% o plástico mal descartado

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Regras globais que abrangem todo o ciclo de vida do plástico podem gerar uma economia de US$200 bilhões aos cofres públicos entre 2026 e 2040

Às vésperas da etapa final das negociações do Tratado Global da ONU Contra Poluição Plástica (INC-5.2) — que acontece do dia 5 a 14 de agosto em Genebra, Suíça —, uma pesquisa encomendada pela Coalizão Empresarial por um Tratado Global para os Plásticos e elaborado pela consultoria Systemiq reforça a urgência para a conclusão da negociação, que tem potencial de conceber o maior acordo desde o Acordo de Paris, de 2015.

Segundo o estudo, se nada for feito agora e o cenário atual business as usual se mantiver, a quantidade de resíduos plásticos mal gerenciados vai praticamente dobrar até 2040, enquanto o volume total de resíduos plásticos gerados deve aumentar em 68% até o mesmo ano. Além disso, a demanda por plástico virgem deve crescer até 50% em relação aos níveis de 2019.

Entretanto, a pesquisa mostra que, com regras globais endereçando o ciclo de vida completo do plástico, o volume anual de plástico mal gerenciado pode diminuir em 90% até 2040, além de reduzir a demanda por produção de plástico virgem em 30% do mesmo ano, em comparação com 2019, ao limitar o uso desnecessário e adotar design para reciclagem e modelos de negócios circulares.

“Estamos novamente diante de um momento decisivo para o futuro do planeta. O acordo não só auxiliará no combate eficaz à poluição plástica, mas também trará ganhos econômicos superiores ao cenário business as usual – uma economia acumulada de cerca de 200 bilhões de dólares nos gastos públicos entre 2026 e 2040. Isso é especialmente importante considerando que os custos da gestão de resíduos, por exemplo, já representam um peso orçamentário significativo para as autoridades locais, correspondendo a 10 a 20% dos orçamentos dos municípios em países de baixa e média renda, como o Brasil”, afirma Luisa Santiago, Diretora Executiva da Fundação Ellen MacArthur na América Latina.

 

Transição justa é prioridade para a América Latina e Caribe

Para a região da América Latina e do Caribe, uma transição justa é ponto chave no Tratado de Plásticos. O estudo mostra que regiões com infraestrutura em desenvolvimento precisarão investir na expansão de seus sistemas de gestão de resíduos, resultando em 50 bilhões de dólares adicionais em gastos públicos em comparação com o cenário atual.

Essa transição, no entanto, representa um investimento com retorno significativo. A adoção do Tratado pode gerar uma economia anual de 1 bilhão de dólares apenas na gestão de resíduos plásticos, aliviando significativamente os custos para governos nos países da América Latina e Caribe.

Para países como o Brasil e seus vizinhos na América Latina, o financiamento para viabilizar uma transição justa é essencial. Segundo Luisa Santiago, “o Brasil, como país mais populoso da região e liderança natural no cenário latino-americano, tem um papel estratégico em puxar essa discussão e assegurar que os países em desenvolvimento não fiquem para trás nessa agenda global. Uma transição justa não apenas promove maior equilíbrio entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, como também minimiza os impactos sobre as comunidades mais vulneráveis — reconhecendo e valorizando o papel essencial de atores como os catadores de materiais recicláveis em toda a cadeia do plástico”.

 

Empresas globais assinam carta aberta para finalização urgente do Tratado de Plásticos

Reforçando o apoio do setor privado à conclusão do Tratado Global, mais de 290 empresas, incluindo gigantes como Coca-Cola, SC Johnson, Walmart, Nestlé, PepsiCo e Unilever, assim como instituições financeiras e ONGs, assinaram uma carta aberta destinada aos negociadores do tratado, destacando a urgência de um acordo ambicioso e globalmente harmonizado.

As empresas defendem que o tratado inclua obrigações em áreas como eliminação de plásticos problemáticos, critérios globais de design e sistemas de responsabilidade estendida do produtor (REP). Para os signatários, essas medidas não apenas são essenciais para enfrentar a crise ambiental, como também geram valor econômico, social e ambiental, reduzindo custos, impulsionando inovação e criando uma consciência regulatória entre os países.

 

Sobre a Fundação Ellen MacArthur

A Fundação Ellen MacArthur é uma organização internacional sem fins lucrativos que desenvolve e promove a ideia de uma economia circular para enfrentar alguns dos principais desafios da atualidade, como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, desperdício e poluição. Trabalhamos com líderes dos setores público e privado, assim como acadêmicos, para construir conhecimento, explorar oportunidades colaborativas e projetar e desenvolver iniciativas e soluções para uma economia circular. Progressivamente mais baseada em energia renovável, uma economia circular é impulsionada pelo design para eliminar resíduos, fazer circular produtos e materiais em seu valor mais alto e regenerar a natureza, para criar resiliência e prosperidade para as empresas, o ambiente e as pessoas.

PMEs: cenário econômico é adverso e demanda por crédito segue intensa, de acordo com raio-x da Serasa Experian

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·      Alta dos juros encarece o crédito para as pequenas e médias empresas e, com isso, o Score PJ passa a ser ainda mais importante para o segmento

 

·      Percentual de empreendedores que aumentam o Score PJ acima dos 500 pontos dobra entre empresas que cuidam e monitoram sua pontuação

 

·      Dados fazem parte da quarta edição do boletim Panorama PME, produzido pela datatech 

São Paulo – A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, traz a nova edição do seu Boletim “Panorama PME”, compilado trimestral com visão inédita de mercado sobre o universo das micro, pequenas e médias empresas, trazendo dados da atividade econômica e inadimplência e insolvência desse público. Além disso, o material reforça ainda, por meio de dados exclusivos, a importância do monitoramento do Score PJ em um contexto econômico desafiador. O estudo realizado especialmente para a quarta edição da publicação mostra que o número de empresas que tiveram aumento no Score PJ ultrapassando 500 pontos, dobra entre as PMEs que monitoram e cuidam da sua pontuação, potencializando as chances de acesso ao crédito.

O cenário econômico

As micro e pequenas empresas desempenham um papel fundamental na dinâmica da economia brasileira, especialmente na geração de emprego e renda. No entanto, o atual ambiente macroeconômico, marcado por juros elevados e inflação persistente, impõe restrições significativas à expansão desse segmento. A moderação da atividade econômica já se reflete nos indicadores do mercado de trabalho, evidenciando os desafios enfrentados por esses empreendimentos na manutenção de sua competitividade e sustentabilidade.

No primeiro trimestre do ano, as MPMEs geraram 369.341 postos de trabalho, com destaque para o desempenho de fevereiro, que registrou um pico de 250.533 novas vagas, o maior número do período. Já o mês de março, ocorreu uma desaceleração com apenas 42.206 empregos gerados, o que pode sinalizar uma acomodação após o crescimento acelerado do mês anterior. Janeiro teve 76.602 novas vagas, próximo ao desempenho de 2023.

Outro ponto importante é o acesso ao crédito, que por parte das MPMEs vem crescendo de forma constante, mesmo em um ambiente desafiador. Em janeiro, as MPMEs representavam 45,8% do total. Esse percentual subiu para 46,3% em abril, sinalizando uma presença cada vez mais relevante dessas empresas no mercado de crédito. Já o Indicador de Condições do Crédito, do Banco Central do Brasil, no primeiro trimestre, foi de -0,29, o que pode refletir a percepção de dificuldade no acesso ao crédito, seja pelo custo elevado das operações, exigências mais rigorosas ou prazos menos atrativos.

Quando o tema é a inadimplência desse público, podemos notar crescimento de forma constante ao longo desse ano. Em janeiro, eram 6,66 milhões de empresas com contas em atraso. Esse número saltou para 7,12 milhões em abril, um aumento de quase meio milhão em quatro meses. O dado mostra um agravamento das dificuldades financeiras enfrentadas pelas MPEs, pressionadas por custos elevados, queda no consumo e menor acesso ao crédito.

“As MPMEs exercem um papel fundamental na economia e, por isso, a análise de seus indicadores e sua saúde financeira é fundamental para o país. Vemos ainda, em um contexto geral, um elevado patamar da taxa de juros, atingindo o patamar histórico de 15% em junho de 2025 e, diante do alto quadro inflacionário atual, o Banco Central sinalizou que não haverá espaço para queda dos juros tão cedo. Isso gera um impacto em todas as empresas e, em especial, deixa os credores mais cautelosos na concessão de crédito. Nesse sentido, o Score PJ, que é um dos principais componentes na análise e política de crédito, se torna ainda mais importante”, explica Camila Abdelmack, economista da Serasa Experian.

Score PJ

O Panorama PME traz também um estudo sobre o Score das empresas. O Score PJ traz a probabilidade de uma empresa ficar inadimplente nos próximos 6 meses e é um dos fatores analisados pelos credores para concessão de crédito. Uma pontuação acima de 500 já amplia a chance de as empresas terem acesso a crédito e condições melhores na contratação, uma vez que pode ser considerado, pela maioria dos credores, um score de médio risco.

O levantamento traz o comparativo de empresas que monitoram e cuidam do seu Score PJ, por meio de soluções como o Saúde do Seu Negócio, da Serasa Experian, e um grupo controle com o mesmo perfil. Foi possível perceber que o dobro de empresas ultrapassou a faixa de pontuação de 550, de 4,2% para 8%.

A pesquisa aborda ainda empresas que tiveram aumento de 50 pontos ou mais no Score PJ. No comparativo entre o grupo controle e as PMEs que monitoram seu Score PJ, o crescimento percentual foi de 70,2%, saindo de 20,9% na amostra de controle para 35,5% entre empreendedores aderentes a gestão do Score PJ.

“A depender da pontuação de score de uma empresa, 50 pontos a mais podem fazer grande diferença, especialmente nas faixas limiares entre baixo e médio risco de crédito. 50 pontos no score pode ser, de repente, o número mágico para que ela tenha um crédito aprovado ou negado. Cuidar do Score PJ é fundamental, uma vez que a pontuação funciona como sua reputação no mercado, mostrando quão confiável e boa pagadora a empresa é. Em um cenário em que credores estão lidando com alta inadimplência e, com isso, ficam mais criteriosos em suas políticas de concessão, é ainda mais importante ter um bom Score PJ, explica o vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.

A pontuação do Score PJ, que varia de 0 a 1000, indica a probabilidade de uma empresa honrar seus compromissos financeiros dentro de um determinado período de tempo. Ele é parte da reputação das empresas e fundamental na tomada de crédito, uma vez que é um dos fatores que os credores olham dentro da sua política de concessão de crédito. Uma pontuação acima de 500, já amplia as chances de uma empresa obter um crédito de qualidade, com uma reputação mais robusta perante as instituições financeiras.

O crédito para as PMEs muitas vezes funciona como uma alavanca para seus negócios, sendo um meio para investir ou expandir seus empreendimentos. Nosso objetivo é apoiar as PMEs nessa missão de prosperar e, por meio de soluções como o Saúde do Seu Negócio, que permite às empresas monitorarem sua pontuação, entender os fatores que influenciam sua variação e agir de forma preventiva para manter uma boa reputação financeira”, explica Genero.

A consulta do Score PJ próprio pode ser feita de forma gratuita no site da Serasa Experian, disponível aqui. A classificação é baseada em critérios financeiros e comportamentais, além de considerar dados cadastrais, inclusão no Cadastro Positivo, dívidas em aberto e a relação com o mercado. Para ajudar os empreendedores a compreenderem melhor esses números e como podem contribuir para o aumento do score PJ da sua empresa, a Serasa Experian lançou a funcionalidade que ajuda PMEs, dentro da interface de consulta, com acesso gratuito e intuitivo. Ela traz a explicação de cada faixa de classificação, os motivos que podem acarretar a queda ou o aumento do Score – em que quanto maior o valor, menor risco de crédito a empresa apresenta – e as orientações sobre medidas possíveis para manter ou melhorar a situação.

Metodologia

Os dados do estudo foram obtidos a partir de um comparativo entre empresas consumidoras do produto de gestão e monitoramento do Score PJ “Saúde do seu Negócio”, da Serasa Experian, e um grupo controle, com 10 mil CNPJS com as mesmas características, mas sem a solução para efeitos comparativos.

 

Estados Unidos são o principal exportador de dispositivos médicos ao Brasil; aplicação da Lei da Reciprocidade pode impactar cirurgias

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Alta dependência de equipamentos e materiais cirúrgicos acende alerta para sistema de saúde; Anadem reforça importância de políticas de produção nacional

O Brasil é um dos maiores importadores mundiais de dispositivos médicos. De acordo com dados reunidos pela Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (Abimo), em 2024, os números gerais do setor registraram 9,79 bilhões de dólares em importações. As exportações chegaram a 1,17 bilhão de dólares.

Os principais artigos importados pelo setor são relacionados a produtos imunológicos, apresentados em dose ou acondicionados para venda a retalho; a instrumentos e aparelhos para medicina, cirurgia e outros; e a reagentes de diagnóstico ou de laboratório em qualquer suporte. No recorte específico de produtos médico-hospitalares, as importações somaram 3,81 bilhões de dólares em 2024 — um aumento em relação a 2023 (3,55 bilhões de dólares).

O cenário ganhou novo contorno após o governo dos Estados Unidos anunciar a intenção de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o que afeta diretamente exportadores brasileiros. Como resposta, o governo brasileiro publicou um decreto regulamentando a Lei da Reciprocidade Econômica, que permite a adoção de medidas equivalentes. Caso essas tarifas sejam aplicadas a dispositivos médicos importados dos EUA, clínicas e hospitais brasileiros, especialmente em regiões com menor infraestrutura, poderão enfrentar aumento de custos e risco de desabastecimento.

Para o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, a dependência do Brasil em relação à importação de insumos médicos dos Estados Unidos é um ponto de atenção, principalmente diante do contexto político e econômico atual, pois pode afetar diretamente os atendimentos e a realização de cirurgias, tanto na rede pública quanto na privada.

“Quando há instabilidade no fornecimento ou aumento de tarifas, o reflexo imediato é o atraso ou o cancelamento de cirurgias, especialmente as eletivas. Isso compromete o direito à saúde e sobrecarrega ainda mais o sistema”, afirma o especialista em Direito Médico.

“É fundamental que o país avance em políticas que incentivem a produção nacional e garantam estoques estratégicos para preservar a segurança e a continuidade dos atendimentos”, completou Canal. A Anadem alerta que, além dos impactos assistenciais, esse tipo de escassez pode aumentar a judicialização da saúde, com pacientes que buscam decisões judiciais para garantir a realização de procedimentos que dependem desses insumos.

O tema reforça a importância de uma política nacional de fortalecimento da cadeia produtiva da saúde, com estímulo à indústria nacional e à inovação tecnológica no setor médico-hospitalar, para promover mais autonomia e estabilidade no atendimento à população.

OUTRAS ÁREAS IMPACTADAS

Na odontologia, em 2024, 208 milhões de dólares foram registrados na importação de produtos. No ano anterior, 183 milhões de dólares. Para os insumos médicos da área de reabilitação, as importações chegaram ao valor de 660 milhões de dólares. Em produtos de laboratório, o valor subiu de 3,78 bilhões de dólares em 2023 para 5,11 bilhões de dólares em 2024.

 

ANADEM

A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pela categoria e pelos seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina e da odontologia, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.

Estratégia Nacional de Saúde: Anadem define projeto como essencial na consolidação de um SUS mais eficiente, equitativo e resolutivo

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Iniciativa prevê benefícios para a produção e a inovação de produtos estratégicos para a saúde, como medicamentos, vacinas, soros, hemoderivados e dispositivos médicos

 

 

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto que prevê a criação da Estratégia Nacional de Saúde. O Projeto de Lei n.º 2.583/2020, de autoria dos deputados Dr. Luizinho (PP/RJ), General Paternelli (PSL/SP), Dra. Soraya Manato (PSL/ES), Dr. Zacharias Calil (DEM/GO), Mariana Carvalho (PSDB/RO) e Carmen Zanotto (CIDADANIA/SC), foi aprovado na forma do substitutivo do relator Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL).

A iniciativa prevê diversos benefícios para Empresas Estratégicas de Saúde (EES), como a preferência em licitações. Serão consideradas EES instituições públicas ou privadas sediadas do Brasil que se cadastrarem junto ao Ministério da Saúde e que tiverem como finalidade atividades produtivas e a realização de pesquisa e de desenvolvimentos científico e tecnológico; disporem de histórico de produção e de instalação industrial para fabricação de produto estratégico de saúde (PES); e tiverem capacidade de assegurar a continuidade e a expansão produtiva no país.

A proposta tem como objetivo reduzir a dependência externa do Brasil em áreas sensíveis da saúde pública — como medicamentos, vacinas, soros, hemoderivados, dispositivos médicos, insumos farmacêuticos ativos, componentes e insumos críticos. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos gargalos enfrentados durante a pandemia de covid-19. O projeto estabelece um conjunto de diretrizes voltadas à ampliação da autonomia nacional na produção de medicamentos, vacinas, insumos e equipamentos essenciais ao funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, o texto segue para análise do Senado Federal.

“Durante a pandemia, vimos o impacto da escassez de medicamentos e de insumos hospitalares, inclusive sobre os médicos que estavam na linha de frente. Ter uma estrutura nacional mais robusta evitará colapsos logísticos e garantirá condições mínimas para o exercício ético e seguro da profissão médica”, afirmou o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal.

O especialista em Direito Médico também reforça que a medida é essencial para o desenvolvimento do sistema público de saúde brasileiro. “A Estratégia Nacional de Saúde reforça o dever do Estado de proteger a saúde da população com base em planejamento, autonomia produtiva e soberania sanitária”, completou.

ANADEM

A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pela categoria e pelos seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina e da odontologia, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.

Aperto econômico agrava o orçamento das famílias

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Na última semana, as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, continuaram em foco. O Brasil busca soluções diplomáticas, unindo líderes da indústria e do agronegócio para identificar a melhor forma de atuação para tentar reduzir os impactos. Segundo estudo da CNI, possíveis mudanças tarifárias podem afetar cerca de 110 mil empregos, agravando o cenário econômico.

Dados do Serasa mostram que em maio 77 milhões de brasileiros estavam inadimplentes, representando um aumento de 6,3% em relação ao ano anterior. As dívidas negativadas chegaram a 299 milhões, totalizando R$ 465 bilhões, 17,8% acima do registrado no mesmo período do ano passado. O cenário já é mais crítico do que o observado durante a pandemia, quando havia mecanismos de renegociação.

O Banco Central também apresentou dados preocupantes sobre a inadimplência no sistema financeiro, evidenciando um quadro de deterioração acentuada. No segmento de pessoas físicas o nível de inadimplência ficou em 5,2% em maio de 2025, em comparação a maio 2024 quando atingiu 3,69%. Os números chamam atenção principalmente nas linhas de crédito rotativo, que voltaram a apresentar crescimento expressivo, indicando que grande parte dos consumidores está encontrando dificuldades para controlar seus gastos. Outra modalidade que se destaca é a de financiamento de veículos, igualmente em trajetória ascendente. Mas nada se compara ao cenário do crédito rural, que, desde maio de 2023, está com a o nível de inadimplência em forte crescimento e apresenta perspectivas desafiadoras para o segundo semestre do ano.

Acredita-se que o restante do ano continuará a ser marcado por dificuldades, sem grandes expectativas de alívio nas contas, refletindo um ambiente de juros elevados, spreads próximos das máximas históricas, restrição da oferta de crédito e aumento do endividamento das famílias. Além disso, os possíveis impactos das tarifas impostas sobre setores produtivos e trabalhadores tendem a agravar ainda mais o cenário econômico.

É importante destacar que algumas iniciativas estão em curso, como a aprovação pela Câmara dos Deputados do uso de R$ 30 bilhões do fundo social para a quitação de dívidas de produtores rurais. Também destaca-se a regulamentação do crédito privado consignado, que visa oferecer alternativas de financiamento a taxas mais acessíveis. Entretanto, para 2026, a expectativa é de que o aperto econômico ainda exerça forte pressão sobre os principais indicadores econômicos.

Prazo para imposição de tarifas pelos EUA se aproxima e ativos brasileiros antecipam piora de fundamentos

Na última semana os principais índices acionários operaram em sentidos divergentes. As bolsas americanas reagiram positivamente ao início da temporada de resultados corporativos, enquanto no Brasil o anúncio de medidas de restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF acirrou os ânimos em uma semana já tumultuada, aumentando as chances de imposição de uma tarifa de 50% aos produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
O índice Nasdaq subiu 1,4% e o S&P 500 0,6%, enquanto o Ibovespa recuou 2,0% (após a queda de 3,6% na semana anterior) aos ~133.400 pontos, com ganhos acumulados de 10,9% no ano. O dólar avançou 0,5% frente ao Real, cotado a R$ 5,59 / US$ 1,00.

 

Nos EUA foram divulgados os índices de preços CPI e PPI referentes a junho. O primeiro variou 0,3% no índice cheio (em linha com o esperado) e 0,2% no núcleo (abaixo dos 0,3% esperados), enquanto o último não apresentou variação no índice cheio (abaixo dos 0,2% esperados) e no núcleo (também abaixo dos 0,2% esperados). Já a Produção Industrial avançou 0,3% na passagem mensal (acima dos 0,1% esperados), assim como o Índice Empire State Manufacturing também surpreendeu, mostrando uma atividade econômica ainda resiliente. Porém, na frente comercial, pesaram nos negócios rumores de que os EUA pretendem aplicar uma tarifa de ao menos 15% sobre a União Europeia.

 

Os rendimentos dos títulos soberanos americanos apresentaram desempenho mistos, com os vértices mais curtos devolvendo prêmios e os mais longos incorporando prêmios (o vértice de 10 anos encerrou a semana a 4,43% a.a.), com manutenção do movimento de inclinação da curva de juros. O índice DXY subiu 0,65%, a 98,50. Já o petróleo apresentou queda de 3,4% na semana anterior, com o barril do WTI cotado a US$ 66,30.

No Brasil, o STF reinstituiu a validade do decreto sobre o IOF, acirrando os ânimos em relação à Corte no Congresso. Além disso, os EUA adicionaram novos pontos de pressão sobre o governo brasileiro, como a abertura da investigação da Seção 301 por supostas práticas discriminatórias contra empresas americanas em uma série de setores. A curva de juros DI acompanhou o dólar, incorporando prêmios em todos os vértices.

Baixe a análise na íntegra.

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Deputado Pedro Matos participa do SANA 2025 e destaca potencial da cultura geek para juventude e economia no Ceará

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CEARÁ –  O deputado estadual Pedro Matos (Avante) participou da segunda edição do SANA 2025 – Super Amostra Nacional de Animes –, realizada nos dias 18, 19 e 20 de julho, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Reconhecido como o maior evento de cultura pop, geek e oriental do estado, o SANA reuniu milhares de jovens ao longo de três dias de programação voltada para entretenimento, tecnologia, educação e geração de oportunidades no setor criativo.

Durante a visita, o parlamentar circulou pelos estandes, acompanhou atividades interativas e conversou com organizadores, expositores e o público. Para Pedro Matos, a relevância do evento vai além do entretenimento, representando um importante vetor de desenvolvimento social e econômico.

“O SANA é uma plataforma que promove a cultura jovem e estimula a economia criativa no Ceará. É fundamental que iniciativas como esta contem com o apoio do poder público, por seu impacto direto na geração de renda, no incentivo à tecnologia e na valorização de talentos locais”, afirmou o deputado.

Autor da lei que incluiu o SANA no calendário oficial de eventos de Fortaleza, Pedro Matos é um entusiasta da cultura geek e já havia participado da edição anterior, em janeiro de 2025. Comprometido com pautas ligadas à juventude, à educação e à inovação, o deputado estadual reforçou a necessidade de ampliar os investimentos em eventos e projetos que dialoguem com os interesses das novas gerações e favoreçam o acesso à cultura e às novas tecnologias.

“Eventos desse porte contribuem para dinamizar a economia, projetar artistas, desenvolvedores e empreendedores cearenses e posicionar o Estado como referência em criatividade e inovação”, completou.

Evento gratuito em Cristalina homenageia a cultura e a gastronomia do Sul do Brasil  Nacional 2025

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Encontro Nacional da Tradição Gaúcha ocorre de 24 a 27 de julho

 

A cidade de Cristalina (GO) será o centro da tradição gaúcha nesta semana. Entre os dias 24 e 27 de julho, o município sedia o Nacional 2025 – Encontro Nacional da Tradição Gaúcha, o maior evento do gênero realizado fora da Região Sul. Com entrada gratuita, o encontro reunirá milhares de participantes de todo o país, em uma intensa programação de valorização cultural, campeira e esportiva.

Promovido pela Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha (CBTG), o evento reúne três grandes frentes: a 16ª edição do FENART – Festival Nacional de Arte e Tradição, a 21ª Festa Campeira Nacional de Campeões e os 11º Jogos Tradicionalistas, com disputas que abrangem diferentes gerações e estados brasileiros.

As competições artísticas envolvem danças tradicionais gaúchas e campesinas, causo, declamação e outras expressões fundamentais da cultura do Sul do Brasil. No eixo esportivo, os participantes disputarão partidas de bocha, bolão, tava, tetarfe e truco. Já as provas campeiras valorizam o cotidiano do campo, com destaque para o laço, a tradicional prova do chasque (que exige técnica e resistência a cavalo), a prova da vaca parada (voltada ao público infantil) e as provas de rédea.

Além das competições, o Nacional 2025 oferecerá shows de música gaúcha com artistas e bandas renomadas, além das tradicionais rodas de tertúlia livre, com canto em formato mais intimista. O público também poderá participar das rodas de chimarrão, momentos de conversa e troca de experiências. A programação inclui ainda o Encontro Nacional de Gestores Jovens, que contará com exposições de projetos, fóruns e debates promovidos pelo Departamento Jovem da CBTG.

Na área da gastronomia, os visitantes poderão saborear o tradicional churrasco campeiro com costela no fogo de chão, além de pratos típicos como carreteiro e galeto com polenta. Haverá também doces regionais, como ambrosia, sagu e chimia, e uma mateada com venda e compartilhamento de chimarrão. Outro atrativo são as lojas de produtos típicos, com artesanato em couro, facas, cuias, bombachas e pilchas, peças fundamentais da identidade gaúcha.

A cidade de Cristalina, situada a pouco mais de 130 km de Brasília e a cerca de 280 km de Goiânia, foi escolhida pela localização estratégica e estrutura de acolhimento. O comércio local já sente os impactos positivos: a rede hoteleira está com 100% de ocupação, e a expectativa é de aumento expressivo no fluxo de visitantes em restaurantes, postos, mercados e feiras. Mais do que uma competição, o Nacional 2025 representa um grande reencontro entre gerações de tradicionalistas de diferentes estados, unidas pelo mesmo sentimento: o amor à tradição gaúcha.

Serviço
Nacional 2025 – Encontro Nacional da Tradição Gaúcha
Data: De 24 a 27 de julho de 2025
Local:Cristalina – Goiás (CTG Nova Querência)
Entrada gratuita
Informações: www.nacional2025oficial.com.br

Caiado cria linha de crédito para proteger empregos e exportações de tarifas dos EUA

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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou a criação de uma linha de crédito emergencial para proteger empresas goianas dos efeitos da nova escalada tarifária imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil. A medida visa proteger empregos e mitigar os impactos econômicos da sobretaxa de 50% que passará a incidir sobre commodities como soja, carne e derivados de aço a partir de 1º de agosto.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Caiado classificou a resposta estadual como um ato de “firmeza e responsabilidade” diante da ausência de medidas concretas por parte do governo federal. O governador também convocou uma reunião com o setor produtivo para esta terça-feira (22), às 14 horas, para tratar das tarifas impostas pelos EUA.

A linha de crédito será voltada a empresas goianas com alta exposição ao mercado norte-americano, com condições mais vantajosas que as praticadas por programas federais. A taxa anual de financiamento será inferior a 10%, cerca de três pontos percentuais abaixo das linhas oferecidas por instituições como o BNDES, Plano Safra e fundos constitucionais. Os recursos virão de um fundo de fomento baseado no crédito de ICMS sobre exportações, sem necessidade de aporte direto do Tesouro estadual.

Como contrapartida, as empresas contempladas deverão manter seus quadros de funcionários durante o período de vigência do contrato. O pacote inclui ainda a criação de um fundo de garantia voltado a pequenos e médios empresários, com o objetivo de estimular a oferta de crédito pela iniciativa privada.

Também será instituído um grupo de trabalho com representantes do governo estadual e do setor produtivo para acompanhar os desdobramentos da crise e elaborar novas propostas de enfrentamento.

Atualmente em missão oficial no Japão, Caiado afirmou que se pronunciará sobre o cenário político apenas após seu retorno ao Brasil. “Sigo os ensinamentos de Carlos Lacerda: crise política não se comenta fora do país”, declarou.

MEDIDAS ANUNCIADAS PELO GOVERNADOR DE GOIÁS:

  • Linha de crédito com taxa inferior a 10% ao ano, voltada a exportadoras goianas afetadas pela nova tarifa dos EUA
  • Recursos lastreados no crédito de ICMS sobre exportações, sem uso direto do Tesouro estadual
  • Condição obrigatória de manutenção dos empregos durante o período de financiamento
  • Criação de fundo de garantia para pequenos e médios empresários
  • Instalação de grupo de trabalho com governo e iniciativa privada para monitorar impactos e propor soluções