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IA GOV Fórum reúne especialistas para debater IA na gestão pública

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Com uma programação intensa, o evento ocorre no dia 26 de junho, em São Paulo, reunindo grandes nomes do setor público e da inovação tecnológica

SÃO PAULO – A cidade de São Paulo recebe, nesta quinta-feira, 26 de junho, o IA GOV Fórum ABEP-TIC, um dos mais relevantes encontros sobre Inteligência Artificial aplicada à gestão pública no Brasil. Promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais e Públicas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABEP-TIC), o evento será realizado no Novotel SP Center Norte e contará com mais de 30 especialistas, autoridades governamentais e representantes de empresas parceiras.

O evento tem início às 8h30 e segue ao longo do dia com uma programação dinâmica, dividida entre palestras, painéis temáticos e uma trilha especial dedicada à educação. A iniciativa dá continuidade à jornada de debates da Comissão de Inteligência Artificial da ABEP-TIC, que já realizou diversos seminários online sobre o tema.

A programação do IA GOV Fórum ABEP-TIC contempla uma série de atividades que abordam o uso estratégico da inteligência artificial no setor público. A abertura contará com a participação de Francisco Barbosa (ABEP-TIC), Gileno Barreto (PRODESP), André Magalhães (Telebras), Jordan Paiva (Ministério das Comunicações), Andriei Gutierrez (ABES) e Sergio Sgobbi (BRASSCOM). Em seguida, será realizada uma palestra sobre contratações públicas de soluções de IA, conduzida por Rafael Fassio, procurador e consultor jurídico da SEDECTI.

Ao longo do dia, serão realizados um total de seis painéis temáticos. Entre os destaques, estão discussões sobre modelos de IA e a transformação digital no poder público, com especialistas da ETICE, TCE-SP, USP, Oracle, GWCloud e Tarea; boas práticas e mitigação de riscos na IA, com representantes do MGI, USP e ABES; além do painel sobre o Índice de Maturidade de IA da ABEP-TIC, que contará com especialistas do Banco Mundial, ABEP-TIC e PRODESP. Temas como infraestrutura tecnológica, desenvolvimento local e fomento à inovação também ganharão espaço, com participações do MCTI, FAPESP, BID, FINEP, PwC/Brasscom e ABRIA.

A cibersegurança e a transparência frente aos avanços da IA serão debatidas por especialistas de entidades como SERPRO, PRODESP e BID. O encerramento das atividades será marcado por uma palestra inspiradora de Eduardo Ibrahim, CEO da Humana_ai e professor da Singularity University, que abordará a integração entre inteligência humana e artificial, além de uma trilha dedicada à educação, que discutirá inovação pedagógica e formação docente, reunindo especialistas do MEC, ONIA Brasil e Approach.

O IA GOV Fórum ABEP-TIC se consolida como espaço essencial para a construção de soluções públicas mais inteligentes, seguras e inclusivas. Com foco em resultados concretos para o cidadão, o evento reforça o compromisso da ABEP-TIC com uma transformação digital ética e eficiente no setor público. Interessados poderão acompanhar o evento também online, pelo canal da ABEP-TIC no link https://abep-tic.org.br/ia-gov.

O icônico Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, será palco do Earthshot Prize em novembro

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Eduardo Paes e Ricardo Piquet vão até a London Climate Action Week para selar a parceria com o Earthshot, que anuncia oficialmente que a cerimônia de premiação será Museu do Amanhã, em 5 de novembro de 2025

 

Rio de Janeiro – Fundado pelo Príncipe William, o Earthshot Prize -uma das principais premiações ambientais do mundo – anunciará esta semana, na London Climate Week, que a cerimônia de 2025 acontecerá em 5 de novembro,no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Esta será a primeira vez que o prêmio será realizado na América Latina, um marco histórico que reforça o protagonismo do Brasil na agenda climática global. Em novembro, o país também sediará a COP30, em Belém, consolidando seu papel como voz central no enfrentamento dos desafios ambientais desta década.

“O Museu do Amanhã é o lugar perfeito para o Earthshot Prize e nossa missão de urgência e otimismo para o planeta”, disse Jason Knauf LVO, CEO do Earthshot Prize. “Este ano, realizaremos uma cerimônia de premiação que valorizará os esforços dos nossos quinze finalistas de 2025 e celebrará a liderança global do Brasil em clima e natureza. Será a melhor edição até agora do prêmio ambiental mais prestigiado e impactante do mundo.”

Em preparação para a premiação em novembro, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e Ricardo Piquet, diretor-geral do Museu do Amanhã, participarão durante esta semana de eventos organizados pelo Earthshot Prize em Londres para a London Climate Action Week. O Earthshot Prize realizará uma série de eventos, incluindo uma conversa com o prefeito Paes e o prefeito de Londres, Sadiq Khan, para explicar o impacto positivo e duradouro que o Earthshot Prize causou em Londres quando foi o anfitrião do prêmio inaugural em 2021.

“É um grande privilégio para o Rio sediar o Earthshot Prize – pela primeira vez na América Latina. Essa prestigiosa iniciativa desempenha um papel crucial na transformação de soluções climáticas em realidade, oferecendo não apenas financiamento, mas também visibilidade global e apoio estratégico a projetos locais. Sediar o Earthshot Prize é uma oportunidade de mostrar a liderança climática do Rio, amplificar as vozes da comunidade e conectar nossos inovadores e jovens líderes a redes globais. Também ajudará a atrair recursos vitais para escalar soluções que podem beneficiar não apenas o Rio, mas cidades em todo o mundo, reforçando o papel do Rio na inovação climática global”, diz Eduardo Paes, Prefeito do Rio de Janeiro.

Brasil, lar de mais da metade da Floresta Amazônica e de quase 20% da biodiversidade mundial, assume um papel estratégico e simbólico nessa nova fase. A realização do prêmio no Rio de Janeiro acontecerá poucos dias antes da COP30, em Belém, reforçando o protagonismo brasileiro na agenda ambiental global.

A escolha do Museu do Amanhã como palco para a cerimônia simboliza o compromisso do Earthshot com inovação, ciência e soluções para o futuro. “O Museu do Amanhã e o Earthshot Prize compartilham uma visão comum do futuro e um forte alinhamento de valores. Há uma década, trabalhamos para inspirar soluções para as mudanças climáticas por meio da ciência, do diálogo e da inovação. Ser escolhido para sediar o Earthshot Prize deste ano é um reconhecimento poderoso do impacto que alcançamos”, diz Ricardo Piquet, Fundador eCEO do IDG – Museu do Amanhã.

Com transmissão da Globo, parceira oficial do Earthshot Prize no Brasil, a cerimônia reunirá líderes internacionais, inovadores, cientistas, filantropos e representantes da sociedade civil para reconhecer soluções ambientais transformadoras e escaláveis. Cada um dos cinco vencedores será contemplado com um prêmio de £1 milhão, em uma das cinco categorias: Proteger e Restaurar a Natureza, Limpar o Ar, Reviver os Oceanos, Construir um Mundo Livre de Resíduos e Combater a Crise Climática.

O Earthshot Prize foi criado com uma missão clara: identificar e acelerar soluções com potencial para restaurar o planeta até 2030. Sua atuação é guiada pela crença de que urgência + otimismo = ação, e é exatamente essa mensagem que o Prêmio irá levar à London Climate Action Week este ano. Os eventos se dedicarão a inspirar a liderança climática, conectar os indivíduos que estão abrindo caminho com o financiamento para ampliar suas soluções e reunir membros da comunidade brasileira e global na jornada para o Rio e Belém.

Com o anúncio da data e do local, e o fortalecimento de parcerias locais, o Earthshot Prize inicia oficialmente sua contagem regressiva até o Rio de Janeiro, com o objetivo de mobilizar investimentos, ações concretas e dar visibilidade para soluções ambientais transformadoras – agora com o Brasil no centro dessa jornada.

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Sobre o Prêmio Earthshot

Fundado pelo Príncipe William e incubado na The Royal Foundation em 2020 por um ano antes de se tornar uma plataforma/organização independente, o Earthshot Prize é um prêmio ambiental global e uma plataforma projetada para descobrir, acelerar e dimensionar soluções inovadoras para reparar e regenerar o planeta. Inspirado no Moonshot do presidente John F. Kennedy, que uniu milhões de pessoas em torno do objetivo de chegar à lua, o Earthshot Prize visa catalisar um desafio Earthshot para incentivar e dimensionar urgentemente soluções inovadoras que possam ajudar a colocar o mundo firmemente em uma trajetória rumo a um clima estável, onde comunidades, oceanos e biodiversidade prosperem em harmonia até 2030. Os cinco desafios são: Proteger e restaurar a natureza; limpar nosso ar; revitalizar nossos oceanos; construir um mundo sem resíduos; e consertar nosso clima.

O Prêmio tem como objetivo transformar o atual pessimismo em torno das questões ambientais em otimismo, defendendo uma liderança inspiradora e ajudando a dimensionar incríveis soluções de ponta. Ele descobrirá 50 vencedores ao longo de 10 anos com o poder de reparar o planeta. Mais do que um prêmio, o Earthshot Prize trabalha em parceria com uma Aliança Global de Parceiros para apoiar a ampliação das soluções descobertas e selecionadas a cada ano.

Os Parceiros Fundadores da Aliança Global são um grupo de organizações e filantropos líderes globais, que atuam como parceiros estratégicos de financiamento do Prêmio, incluindo Aga Khan Development Network, Bezos Earth Fund, Bloomberg Philanthropies, Breakthrough Energy Foundation, Coleman Family Ventures, DP World em parceria com a Dubai EXPO 2020, Elaine and Eduardo Saverin Foundation, Eleven Eleven Foundation, Giving Grousbeck Fazzalari, Holch Povlsen Foundation, Law Family Charitable Foundation, Mastercard Center for Inclusive Growth, Paul G. Allen Family Foundation, Rob Walton Foundation, Sandy e Paul Edgerley, Standard Chartered Bank, Temasek Trust e Uber.

Os Parceiros da Aliança Global são organizações sem fins lucrativos voltadas para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, que trazem conhecimento especializado e alcance global e atuam como organizações de indicação todos os anos. A lista completa de nossos Parceiros da Aliança Global pode ser acessada no site.

Os Membros da Aliança Global são algumas das maiores e mais influentes empresas e marcas do mundo que apoiarão o Earthshot Prize, implementarão mudanças ambiciosas em seus negócios e acelerarão o avanço das soluções dos Finalistas e Vencedores do Prêmio. Eles são Arup, Bloomberg L.P., British Airways, Deloitte, Herbert Smith Freehills, Hitachi, Ingka Group (IKEA), Microsoft, The Multichoice Group, Natura &Co, Safaricom, Salesforce, Unilever, Vodacom Group e Walmart.

Para obter mais informações sobre o Prêmio Earthshot, acesse o site oficial e siga o Prêmio Earthshot no Instagram, X, LinkedIn, Facebook, YouTube e TikTok.

Liberado o acesso ao crédito rural

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Derrubada do veto aos fundos de investimentos agrários

 

A recente derrubada do veto presidencial ao trecho do PLP 68/2024 que isentava os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagros) da incidência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) representa uma vitória significativa para o setor agrícola brasileiro e um marco para o agronegócio.

 

 

Essa decisão, capitaneada por parlamentares ligados ao agronegócio, reafirma o compromisso do Legislativo derrubada do veto presidencial ao trecho do PLP 68/2024 com o fomento e a segurança jurídica de um dos pilares da economia nacional. O governo havia argumentado inconstitucionalidade na exclusão dos fundos, mas o Congresso prevaleceu, garantindo que o arcabouço fiscal da reforma tributária não desestimule os investimentos essenciais no campo.

 

 

A ausência de incidência do IBS e da CBS sobre os Fiagros é uma medida que consolida a atratividade desses instrumentos de investimento. Lançados em 2021, os Fiagros foram criados justamente para trazer capital novo e desburocratizado para o agronegócio, permitindo que investidores de diversos portes apliquem recursos diretamente nas cadeias produtivas do setor, desde a produção primária até a industrialização e comercialização.

 

 

A derrubada do veto assegura que essa finalidade primordial não seja comprometida pela reforma tributária, mantendo a competitividade dos Fiagros frente a outras opções de investimento.

 

 

Do ponto de vista legal e legislativo, a decisão do Congresso reforça a clareza e a previsibilidade fiscal para os investidores do Fiagro. A incerteza quanto à tributação do novo Imposto sobre Valor Adicionado (IVA Dual) poderia desestimular a alocação de capital nesse fundo, que já se tornou uma importante via para o financiamento do setor.

 

 

A manutenção da isenção tributária para o Fiagro alinha-se com o histórico de incentivos fiscais para o agronegócio, reconhecendo sua importância estratégica para a balança comercial e a segurança alimentar do país.

 

A legislação que criou o Fiagro (Lei nº 14.130/2021) já previa certas isenções, e a derrubada do veto protege e estende esse regime favorável no contexto da nova tributação sobre o consumo (na gôndola do supermercado).

 

A derrubada do veto tem repercussões imediatas e de longo prazo. E, traz diversas vantagens para o campo. A principal delas é a manutenção da isenção de impostos sobre as taxas de aluguel dos imóveis de Fiagros, o que facilita o acesso ao crédito e estimula investimentos no setor agropecuário. Além disso, a decisão evita a tributação de novos impostos, como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS), que poderiam encarecer os custos para os produtores e investidores.

 

Em primeiro lugar, ela oferece uma segurança jurídica para os atuais e futuros investidores em Fiagros, eliminando uma nuvem de incerteza que pairava sobre a rentabilidade desses ativos após a aprovação da reforma tributária. Essa clareza é vital para a confiança do mercado.

 

Em segundo lugar, a isenção de IBS e CBS confirma a atratividade dos Fiagros, atraindo mais capital para o agronegócio. Esses fundos superam barreiras do crédito rural tradicional e complementam o financiamento via CRAs e LCAs. Essa diversificação é fundamental para a expansão e modernização do setor, especialmente para pequenos e médios produtores.

 

A manutenção da isenção de impostos, como o IBS e a CBS, sobre as taxas de aluguel de imóveis em Fiagros e FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) é crucial para o setor. Essa isenção era uma reivindicação da bancada do agro, que argumentava que a tributação poderia prejudicar o acesso ao crédito e o desenvolvimento das atividades agrícolas.

 

Estímulo a investimentos:

A decisão do Congresso beneficia mais de 600 mil investidores, que têm um tíquete médio de R$ 15 mil e movimentam mais de R$ 40 bilhões, segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A manutenção da isenção incentiva a continuidade e o aumento dos investimentos no setor.

 

Acesso ao crédito facilitado:

Com a isenção de impostos, o custo do crédito para produtores rurais e empresas do agronegócio tende a ser menor, o que facilita o acesso a recursos financeiros para investimentos em produção, tecnologia e infraestrutura.

 

 

Crescimento do setor:

A derrubada do veto e a manutenção das condições favoráveis para os Fiagros contribuem para o crescimento do setor agropecuário, que é um dos pilares da economia brasileira.

 

Impacto positivo na economia:

O setor agropecuário é responsável por uma parcela significativa do PIB nacional, e a manutenção de condições favoráveis para o desenvolvimento do setor pode gerar impactos positivos na economia como um todo, como aumento da produção, geração de empregos e aumento das exportações

 

 

Monitoramento

Os próximos passos envolvem a consolidação dessa decisão no texto final da regulamentação da reforma tributária. O Congresso, ao reverter a posição do Executivo, reafirmou seu papel na definição de políticas setoriais cruciais. O setor do agronegócio continuará monitorando, de perto, a implementação de outras leis complementares da reforma tributária para garantir que nenhum outro dispositivo venha a impactar negativamente a estrutura de financiamento e a competitividade do campo.

 

 

A derrubada do veto é um precedente importante da força da bancada ruralista e da prioridade do agronegócio no cenário legislativo. Essa consolidação regulatória do Fiagro impulsiona um financiamento mais robusto e desburocratizado, essencial para a prosperidade do setor agrícola e sua contínua contribuição à economia brasileira.

 

Eduardo Berbigier é advogado tributarista, especialista em Agronegócio, membro dos Comitês Jurídico e Tributário da Sociedade Rural Brasileira e CEO do Berbigier Sociedade de Advogados.

Projeto de ensino musical beneficia 200 crianças e adolescentes da Estrutural com investimento de mais de R$ 1 milhão

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A iniciativa conta com parceria da Secretaria de Justiça e Cidadania, do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente e do Instituto Reciclando Sons, e oferece oficinas de música para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos da região

A música tem sido um poderoso instrumento de transformação na Estrutural. O projeto Em-Canto & Em-cordas, realizado na cidade, oferece aulas de canto e instrumentos musicais para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, beneficiando diretamente 200 crianças e adolescentes da comunidade. Com investimento superior a R$ 1 milhão, proveniente do Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente do DF, a iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDCA/DF) e do Instituto Reciclando Sons.

Muito além do ensino musical, o projeto oferece uma formação ampla e integrada, com aulas de coral, violão, violoncelo, flauta musicalização infantil, cursos de informática e cidadania. Essas atividades são complementadas por um atendimento social e psicológico que acolhe não apenas as crianças e adolescentes, mas também suas famílias — promovendo o fortalecimento dos vínculos afetivos, da autoestima e da convivência comunitária.

O Em-Canto & Em-cordas também se destaca pelo compromisso com a inclusão: cerca de 25% dos participantes são crianças com transtorno do espectro autista ou com hiperatividade, que recebem acompanhamento individualizado e cuidadoso, respeitando suas particularidades e potencialidades.

A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, enfatiza a importância do projeto. “O Em-Canto & Em-cordas é sobre proporcionar oportunidades, dignidade e afeto. Quando uma criança tem acesso à arte e ao acolhimento, estamos mudando uma vida e impactando uma comunidade inteira. Esse é o verdadeiro papel da política pública: atuar onde é mais necessário e garantir que ninguém fique para trás”, destaca.

Um Refúgio de Oportunidades para a Juventude

Yuri Oliveira Castro, de 9 anos, é um exemplo de talento em formação. Morador da região, ele relata que seu amor pela música surgiu de forma inesperada, ao ouvir o som do violino na sede do projeto. “Quando ouvi a música tocando pedi para minha mãe me inscrever. Agora, faço aulas de violino, flauta e informática. O que eu mais gosto são as músicas e as brincadeiras com meus colegas. É muito legal estar aqui”, compartilha.

Já Ester Avelina Bastos, de 14 anos, também participa do projeto. Ela conta que o projeto a ajudou a superar experiências de bullying e a melhorar sua convivência social. “A música é muito importante para mim, pois lidava com a discriminação na escola. Vim para me distrair e aprendi a tocar violoncelo. Agora, tento não me importar com o que as pessoas falam. Terça-feira a gente faz música e aula de canto; na quarta temos aula de informática; e na quinta, aula de violoncelo”, disse, com entusiasmo.

O projeto atua em uma região onde cerca de 45% da população é composta por crianças e adolescentes, muitos deles provenientes de famílias em situação de vulnerabilidade social. Esses jovens frequentemente enfrentam dificuldades, como a falta de acesso à educação de qualidade e à inclusão digital, o que prejudica seu desenvolvimento pessoal e profissional. Para Rejane Pacheco, representante do Instituto Reciclando Sons, o projeto não se trata apenas de música, mas, principalmente de acolhimento. “Aqui elas são acolhidas, ouvidas e cuidadas. Este espaço é de proteção, de afeto e de transformação. É onde essas crianças voltam a acreditar nelas mesmas e enxergam possibilidades reais de futuro”, afirma.

Anac aprova termo aditivo para concessionárias que aderirem ao Programa AmpliAR

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Programa busca fortalecer a conectividade aérea nacional, levando investimentos e a expertise das concessionárias a aeroportos regionais estratégicos. Edital será lançado em julho

Na primeira rodada do Programa, serão ofertados 19 aeroportos regionais – Foto: Vosmar Rosa

 

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou nesta terça-feira (24) o modelo do termo aditivo que será incorporado aos contratos de concessionárias de aeroportos que aderirem ao programa AmpliAR, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

 

Segundo a Anac, após ajustes na proposta enviada pela Superintendência de Regulação Econômica de Aeroportos (SRA), a agência modificou o termo aditivo para tornar mais claro quais valores de receitas e custos dos aeroportos regionais não serão revisados pelo governo quando a forma de recomposição se der por postergação do prazo da concessão.

 

O caso foi relatado pelo diretor-presidente substituto da Anac, Roberto Honorato, que propôs também excluir da lista de riscos alocados à concessionária os impactos decorrentes de reforma tributária.

 

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, essa medida vai garantir segurança jurídica para que as concessionárias continuem a investir nos aeroportos brasileiros. “Assim, vamos fortalecendo a aviação regional, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste , com ganhos para a população local, para os empresários, para a produção nacional e também para os investidores”.

 

AmpliAR

O Programa de Investimentos Privados em Aeroportos Regionais (AmpliAR) é uma iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos para permitir que concessionárias que já possuem contrato com a União assumam a gestão de terminais aéreos deficitários.

 

Os aeroportos regionais prioritários incluídos no programa — definidos com base no Plano Aeroviário Nacional (PAN) — serão ofertados por meio de processo competitivo simplificado e de forma individualizada. Nesta primeira etapa, serão ofertados 19 aeroportos localizados em 11 estados das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste. Os investimentos iniciais nesses terminais somam R$ 1,35 bilhão — aproximadamente R$ 77 milhões por aeroporto, em média.

 

A previsão é de que as propostas sejam abertas em setembro, com os ajustes contratuais concluídos até o fim do ano. Aeroportos que não receberem propostas nesta rodada permanecerão disponíveis, assim como novos lotes, que serão oferecidos em futuras etapas do AmpliAR.

 

Além de melhorar a infraestrutura aeroportuária, os investimentos realizados por meio do AmpliAR terão papel decisivo em áreas como a saúde, ao viabilizar deslocamentos de emergência e facilitar a distribuição de medicamentos e vacinas em comunidades de difícil acesso. O Ministério também destaca que os terminais regionais serão estratégicos para a fiscalização ambiental, o monitoramento de áreas isoladas e a proteção de comunidades indígenas.

FIESC entrega Ordem do Mérito Industrial nesta sexta-feira, dia 27

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Industriais de SC recebem homenagem por sua contribuição ao setor, ao desenvolvimento do estado e à comunidade; quatro sindicatos recebem Ordem do Mérito Sindical. Presidente da Aurora Coop recebe da CNI a comenda máxima da indústria nacional

 

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realiza nesta sexta-feira (27), a cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina para os empresários: Claudimar Bortolin, diretor da Torfresma Industrial; Günter Knolseisen, fundador da Automatic Electric; Mirian Maria Bonissoni Giombelli Canfield, diretora-presidente do Grupo Ipumirim; Roberto Zagonel, CEO da Zagonel, e Viviane Cecilia Lunelli, presidente da Lunelli. Na ocasião, o presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, recebe a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a comenda máxima da indústria nacional.

“Os industriais catarinenses que selecionamos são merecedores por seu relevante papel no desenvolvimento do estado e também por sua destacada atuação no meio empresarial e na comunidade. Esta é a maior honraria que a FIESC concede ao empresário industrial”, destacou o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar.

A Ordem do Mérito Industrial de SC foi instituída pela FIESC no ano de 2000 para reconhecer personalidades e instituições que atuam na promoção do desenvolvimento da indústria catarinense. São concedidas no máximo cinco distinções por ano. Os nomes são indicados pelas vice-presidências regionais da FIESC e pelos sindicatos industriais e selecionados pelo Conselho da Ordem do Mérito.

Também na próxima sexta-feira, a FIESC entrega o Mérito Sindical. A homenagem é conferida aos sindicatos que cooperam para o fortalecimento da representatividade empresarial catarinense e que permanecem filiados à FIESC por um longo período. Em 2025, quatro sindicatos recebem a honraria: Sindicato das Indústrias do Vestuário, Fiação e Tecelagem de Jaraguá do Sul, Sindicato da Indústria de Calçados de Criciúma, Sindicato das Indústrias de Malharias e Meias de Joinville e Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Joaçaba.

CONFIRA O PERFIL DOS AGRACIADOS: 

            Claudimar Bortolin (Torfresma) – O industrial Claudimar Bortolin é o fundador da Torfresma, em São Miguel do Oeste, em 1993. Em sua trajetória de mais de 30 anos, a empresa passou de uma prestadora de serviços de tornearia, mecânica e manutenção para uma das líderes em máquinas e equipamentos para a indústria da carne e uma das maiores integradoras de robôs industriais das Américas. Nascido em 1973 em Modelo (SC), Claudimar é casado com Janete Camini Bortolin, executiva da empresa, com quem tem duas filhas: Shayanne e Thávynni. Desde o lançamento da primeira cadeira ergonômica para frigoríficos, em 1997, até a aposta na automação industrial em 2009 e o início de operações no exterior, a Torfresma já implantou 1,5 mil linhas de produção para 350 clientes. Hoje, são 500 colaboradores diretos com operações em SC, PR, SP, Estados Unidos e Chile. Bortolin tem ainda uma diversificada carteira de investimentos em setores como imóveis, geração de energia e saúde. Tem destacada participação comunitária na região, é parceiro de ações do Leo Clube, do Lions e da ASR – Casa da Amizade. Também foi presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas, Oficinas Mecânicas e Serviços de Chapeação e Pintura em Veículos do Extremo Oeste de SC.

Günter Knolseisen (Automatic Electric) – O empresário natural de Luzerna (SC) fundou a Automatic Electric em 1983 junto com sua esposa. Nascido em 1949, foi aluno da 1a turma do curso profissionalizante em eletrometalmecânico do SENAI de Lages/SC, em 1963.  A empresa, que hoje conta com nove unidades fabris, 350 colaboradores e está presente fisicamente em 16 cidades de SC, PR, RS, MG e SP, é especializada no fornecimento de soluções elétricas industriais. Entre elas, sistemas de automação local e remoto, desenvolvimento e fabricação de placas de circuito impresso, geradores para usinas hidrelétricas com tecnologia 100% própria e nacional, até o fornecimento de soluções turn-key para a indústria em geral assim como a operação remota de usinas hidrelétricas.O industrial foi um dos fundadores do Sindimec – Sindicato Patronal das Indústrias Metalúrgicas de Joaçaba, em 1990, onde atuou como presidente por 8 anos. Por 18 anos atuou como diretor do sistema FIESC, e da Associação Comercial e Industrial do Oeste Catarinense (ACIOC). Entre suas principais ações comunitárias está a criação da Fundação CETEPI – Centro Tecnológico de Produção Industrial e Inovação, fundada em 1999, da qual foi o primeiro presidente. Também exerceu a presidência do Rotary Club de Luzerna e do Círculo Trentino, entre outras atividades.

Mirian Maria Bonissoni Giombelli Canfield (Grupo Ipumirim) – A industrial  Mirian Maria Bonissoni Giombelli Canfield, nasceu em 1963 em Ipumirim (SC). É casada com João Jairo Canfield Filho e mãe de Carolina, Gabriel e Maria Isabel. Iniciou sua trajetória no Grupo Ipumirim em 1986, implementando novos processos de produção que geraram resultados aprimorados para a empresa e em 1989 ingressou no quadro societário. Desde 1998, ocupa o cargo de Diretora Presidente. É engenheira química, formada pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Finanças para Executivos e também em Gestão Empresarial. Além das operações no Brasil, Mirian contribui com o desenvolvimento dos negócios da empresa no exterior, abrangendo Estados Unidos – onde o grupo ingressou em 1994 -, Europa e Ásia. Além de sua vasta experiência na indústria de base florestal, Mirian também colabora com ações em prol da comunidade: foi responsável pela criação do Corpo de Bombeiros Voluntários em Ipumirim, sendo presidente em duas gestões, além outras iniciativas, como a contratação de jovens aprendizes por meio do programa Novos Caminhos. O Grupo Ipumirim utiliza apenas madeira de reflorestamento, acompanhando todo o processo de cultivo e manejo para garantir a sustentabilidade. A empresa conta com 500 colaboradores diretos, em cinco segmentos de negócios: Unidade Florestal, Portas, Kits de Portas Prontas, Molduras e IP Agro – Pellets e maravalha.

Roberto Zagonel (Zagonel) – O industrial Roberto Zagonel nasceu em Pinhalzinho (SC) em 1966. É o fundador e o CEO da Zagonel, indústria eletroeletrônica que fabrica soluções para aquecimento de água, como duchas e torneiras, além de sistemas de iluminação LED. Criada em 1989 na cidade natal de Roberto, a Zagonel surgiu como uma empresa de serviços de consertos. A virada de chave veio em 1994, com a criação da primeira ducha eletrônica do Brasil. Sob a liderança de Roberto, a Zagonel foi reconhecida por sua competência e capacidade de reinventar soluções para o setor, conquistando diversas premiações ao longo dos anos, entre elas quatro Prêmios Stemmer e o Prêmio Finep na categoria Inventor Inovador. Em 2024, com a aquisição da planta fabril em Aracaju (SE), consolidou-se como vice-líder nacional no mercado de duchas e torneiras. Hoje, a Zagonel ocupa mais de 50 mil m2 de área construída, com plantas fabris em diferentes estados e mais de 1,9 mil colaboradores. Roberto Zagonel também tem participação ativa no SIMEC e na Associação Comercial e Industrial de Pinhalzinho (ACIP), além de uma trajetória de 25 anos no Lions Clube de Pinhalzinho. Outro projeto na área social foi a implantação de uma unidade produtiva dentro da Penitenciária de Chapecó/SC, oferecendo uma oportunidade de aprendizado e reintegração ao mercado de trabalho.

Viviane Cecília Lunelli (Lunelli) –  A empresária Viviane Cecília Lunelli nasceu em Corupá (SC) em 1974. Desde 1989 atua na Lunelli, empresa do setor têxtil e de confecções, onde iniciou como auxiliar administrativa. Casada Odair Fabiano Bosse, é mãe de Ana Laura Lunelli Bosse. Ao longo dos 36 anos na Lunelli, desempenhou diversas funções, passando por áreas administrativas, comerciais e industriais. Atualmente, ocupa o cargo de Presidente, sendo uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento estratégico e sustentável da companhia. Viviane é formada em Contabilidade, com Especialização em Contabilidade Gerencial e Controladoria; Gestão de Negócios e Moda. Além de seu papel estratégico na Lunelli, Viviane dedica parte de seu tempo a trabalhos sociais. É membro voluntário da AMA – Associação dos Amigos do Autista de Jaraguá do Sul, membro fundadora do Fundo Dona de Mim – do Grupo Mulheres do Brasil – que incentiva e apoia projetos de empreendedorismo feminino em diversas comunidades do país. A Lunelli conta com mais de 5 mil colaboradores diretos e 20 mil indiretos, distribuídos em 14 unidades produtivas localizadas em Santa Catarina, São Paulo, Ceará e no Paraguai.

ORDEM DO MÉRITO DA CNI

Neivor Canton (Aurora Coop) – natural de Ipumirim, Neivor é graduado em Direito e em Letras Português/Francês, além de ser especialista em direito tributário e em direito administrativo. Ele é uma das principais referências do cooperativismo catarinense e brasileiro, com longa trajetória dedicada ao setor. Hoje lidera o terceiro maior grupo agroindustrial de proteína animal do país e sua gestão tem focado na ampliação da presença global da Aurora Coop. Neivor também foi professor nas disciplinas de contabilidade e estatística e teve passagem pela vida pública, nos cargos de prefeito e vice-prefeito de Ipumirim. Presidiu entidades como a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia). Atualmente, é diretor-presidente da Aurora Coop, vice-presidente para assuntos estratégicos da FIESC, conselheiro diretivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e presidente do Conselho Curador da Fundação Aury Luiz Bodanese.

Justiça garante isenção de IR para aposentados com câncer, cardiopatias, HIV e cegueira em um olho, mesmo sem sintomas

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Decisão fortalece direito de contribuintes do Sul; especialista Fabrício Klein explica impactos da medida

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) consolidou o entendimento de que aposentados, pensionistas e militares inativos com histórico de doenças graves têm direito à isenção do Imposto de Renda, mesmo que estejam assintomáticos ou tenham concluído o tratamento. A medida beneficia contribuintes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e elimina exigências como a apresentação de laudo oficial ou realização de perícia médica.

As súmulas 84 e 88 do TRF4 deixam claro que o direito à isenção independe da persistência dos sintomas ou do tipo de cegueira, se em um ou dois olhos. “Essas súmulas trazem previsibilidade e segurança jurídica para quem enfrenta essas doenças e busca na Justiça o reconhecimento do benefício”, explica o advogado tributarista Fabrício Klein, especialista em isenção e restituição do IR.

Esse entendimento vem sendo reforçado por decisões da Turma Regional de Uniformização e segue precedentes do STJ e STF, que dispensam laudo oficial e reconhecem o direito mesmo sem pedido administrativo prévio. Também é possível obter a isenção logo no início do processo judicial, por meio de liminar.

Entre as doenças que garantem o benefício estão câncer (de qualquer tipo), infecção por HIV (mesmo sem sintomas), cegueira monocular e diversas cardiopatias graves, como insuficiência cardíaca avançada, arritmias letais e sequelas de infarto. “A lei e a jurisprudência protegem os contribuintes gravemente doentes, mesmo quando a doença está sob controle”, reforça Fabrício Klein.

A isenção tem impacto direto para beneficiários de previdência complementar, cujos valores frequentemente sofrem retenção de IR mesmo quando há direito à desoneração. Segundo o especialista, nesses casos, é possível também pedir a restituição dos valores pagos nos últimos cinco anos.

Para acessar o benefício, basta comprovar o diagnóstico com documentos médicos, mesmo antigos. O direito é garantido a aposentados da iniciativa privada e do serviço público, militares inativos e pensionistas civis ou militares.

“Muitos contribuintes enfrentam anos de tratamentos desgastantes, com impacto físico, emocional e financeiro. A isenção do imposto de renda não é um privilégio, mas um direito assegurado por lei, que tem o objetivo de aliviar essa carga e permitir que essas pessoas mantenham dignidade e qualidade de vida. A consolidação desse entendimento pela Justiça Federal do Sul do país é um marco importante, pois oferece segurança jurídica e serve de exemplo para outras regiões do Brasil”, avalia o especialista.

MANIFESTO PELA REVISÃO DE CORTES NA ANP

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As entidades representativas do setor de combustíveis e biocombustíveis lamentam profundamente a notícia divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de suspensão do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC) durante o mês de julho e a “redução dos recursos destinados à fiscalização”. Por isso, requerem, com urgência, a revisão dos cortes orçamentários impostos às agências reguladoras para normalização dos serviços.

As medidas anunciadas pela agência são ainda mais trágicas para o setor neste momento em que se observa claramente o escalonamento do mercado irregular. Além disso, a redução dos recursos destinados à fiscalização ocorre depois de verdadeira coalizão para doação de equipamentos de fiscalização.

A defesa da legalidade, qualidade e segurança no mercado de combustíveis é quem mais sofre com o enfraquecimento da ANP, comprometendo seriamente sua capacidade de fiscalizar o setor, coibir irregularidades e garantir a proteção do consumidor.

Uma ANP enfraquecida fica limitada em ações essenciais, o que o histórico já mostrou, abre espaço para o aumento de riscos à segurança veicular, à integridade dos motores e à saúde pública, além de favorecer concorrência desleal e prejuízos à arrecadação tributária, sendo um atrativo para criminosos no setor de combustíveis.

A ausência de fiscalização também fragiliza o ambiente de negócios e transmite insegurança jurídica aos investidores e operadores do setor, com efeitos diretos na confiança e estabilidade do mercado.

O programa realiza mais de 16 mil análises mensais e orienta as fiscalizações da ANP. Na última suspensão por 2 meses, em 2024, irregularidades chegaram a 40% em algumas regiões. Sem o PMQC, a capacidade de identificar e combater fraudes fica comprometida.

Para o consumidor, os impactos são diretos e severos: sem uma agência reguladora atuante, aumentam os riscos de abastecimento com combustível de má qualidade – seja diesel, gasolina, biodiesel e etanol.

As entidades signatárias reforçam, por fim, que investir na estrutura das agências é investir na proteção do consumidor, na segurança energética do país e na credibilidade do ambiente regulatório brasileiro.

Entidades signatárias:

ABICOM – Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis

BRASILCOM – Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis

FECOMBUSTÍVEIS – Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes

IBP – Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás

ICL – Instituto Combustível Legal

SINDICOM – Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes

SINDTRR – Sindicato Nacional Transportador Revendedor Retalhista

 

Amazônia e Cerrado possuem 86% da área queimada nos últimos 40 anos

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Juntos, biomas tiveram 177 milhões de hectares atingidos pelo fogo ao menos uma vez desde 1985; 45% da área do Cerrado e 21% da Amazônia queimaram nesse período.

Por Lucas Guaraldo*

Cerrado e a Amazônia, juntos, tiveram 177 milhões de hectares queimados pelo menos uma vez nos últimos 40 anos, uma área semelhante à do México queimada em apenas dois biomas. O acumulado equivale a 86% de toda a área atingida pelo fogo nas últimas quatro décadas. Os dados foram publicados nesta terça-feira (24) de forma inédita no Relatório Anual do Fogo do Brasil com dados da quarta coleção do MapBiomas Fogo de mapas de cicatrizes de fogo do Brasil desde 1985 a 2024, coordenado por pesquisadores do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e outras instituições que compõem a rede.

Na Amazônia, 2024 foi um ano recorde em extensão de área queimada, com 15 milhões de hectares atingidos, um aumento de 85% em relação a 2023 e o maior total registrado desde 1985. Desde então, o bioma já acumula 87 milhões de hectares queimados, o que corresponde a 21% da área total do bioma.

No Cerrado, o aumento foi de 75% em comparação ao ano anterior, com 10,5 milhões de hectares queimados em 2024. No total acumulado desde 1985, 45% do bioma já foi queimado pelo menos uma vez, cerca de 89 milhões de hectares.

 

Em todo o território brasileiro, o fogo atingiu 206 milhões de hectares ao longo das últimas quatro décadas, o equivalente a 24% do país. Essa área supera o território de países como Irã e Indonésia, e é oito vezes maior que o estado de São Paulo. Somente em 2024, foram queimados 30 milhões de hectares, um salto de 87% em relação a 2023, quando 15,9 milhões de hectares foram atingidos. O total de 2024 ficou 62% acima da média histórica desde 1985.

 

Figura: Área queimada acumulada em milhões de hectares entre 1985 a 2024 no Brasil

 

“Embora o desmatamento tenha diminuído, o uso do fogo na conversão florestal e no manejo agropecuário, associado à intensificação de condições climáticas adversas, como períodos mais longos de seca e aumento das temperaturas, tem intensificado os incêndios, tornando-os mais frequentes e difíceis de controlar, especialmente na Amazônia. Esse uso do fogo, associado ao avanço da fronteira agrícola no país, tem contribuído para a alta incidência de queimadas, especialmente em estados como Mato Grosso, Pará e Maranhão — os três que mais queimaram desde 1985”, destaca Felipe Martenexen, pesquisador do IPAM e coordenador do mapeamento da Amazônia.

O aumento da área queimada também foi observado em outras regiões do país. Dos seis biomas brasileiros, quatro registraram alta na ocorrência de fogo em 2024. A Amazônia e a Mata Atlântica, em particular, atingiram a maior área queimada dos últimos 40 anos.

Estados e Municípios

Nos últimos 40 anos, quase metade da área queimada no Brasil esteve concentrada em apenas três Estados: Mato Grosso, Pará e Maranhão. Juntos, somam mais de 96,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo pelo menos uma vez — o equivalente a 47% de toda a área queimada no país no período.

Os demais Estados que compõem a região do Matopiba — fronteira agrícola formada por partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — completam as seis primeiras posições. No total, os Estados do Matopiba concentram mais de 64 milhões de hectares acumulados queimados desde 1985.

Figura: Área queimada acumulada (em hectares) por estado entre 1985 e 2024

 

O recorte municipal também mostra cenário parecido de concentração. Apenas 15 municípios, sendo sete localizados no Cerrado, seis na Amazônia e dois no Pantanal, foram responsáveis por 10% de toda a área queimada no Brasil nas últimas quatro décadas. Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA) lideram a lista, inclusive no ano de 2024, e são os únicos a ultrapassarem a marca de 3 milhões de hectares queimados cada. Juntos, os 15 municípios concentram 22 milhões de hectares atingidos pelo fogo desde 1985.

Tabela: Área queimada acumulada (em hectares) por municípios mais afetados pelo fogo entre 1985 e 2024

 

Vegetação nativa em chamas

 

Nos últimos 40 anos, 69,5% das queimadas no Brasil ocorreram em áreas de vegetação nativa, enquanto os demais 30,5% atingiram áreas antrópicas, como pastagens e lavouras. Em biomas como Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, cerca de 80% da área queimada corresponde a ecossistemas nativos. Entre os tipos de cobertura mais afetados, destacam-se as formações savânicas, típicas do Cerrado, que foram as áreas naturais mais queimadas nas últimas décadas.

 

“O Cerrado, embora tenha evoluído com a presença de fogo, enfrenta desafios devido à intensificação dos incêndios nos últimos anos. O aumento da frequência e intensidade dos incêndios, impulsionado por práticas inadequadas e mudanças climáticas, têm impactado a capacidade de regeneração natural do bioma. Em 2024, 86% da área queimada no Cerrado foi em vegetação nativa, tornando urgente a implementação de ações de adaptação climática e políticas públicas, como o MIF [Manejo Integrado do Fogo], para mitigar os danos e restaurar a resiliência do Cerrado, protegendo tanto o meio ambiente quanto as comunidades que nele vivem”, comenta Vera Arruda, pesquisadora do IPAM e coordenadora técnica do MapBiomas Fogo.

 

Em 2024, quase três quartos da área queimada no país (72,7%) ocorreu em áreas de vegetação nativa, enquanto 27,3% atingiram áreas já antropizadas. Esse aumento foi impulsionado principalmente pela alta do fogo em regiões de floresta (formação florestal e floresta alagável), com 7,7 milhões de hectares queimados em 2024 – um salto de 287% em relação à média histórica. No ano passado, pela primeira vez em toda a série histórica, a Amazônia queimou mais floresta do que pastagem. Historicamente, a pastagem era a classe de cobertura e uso da terra mais afetada pelo fogo no bioma.

 

Sazonalidade e recorrência do fogo
Os dados da Coleção 4 do MapBiomas Fogo revelam que o uso recorrente do fogo é um padrão no Brasil: 64% da área atingida pelo fogo nos últimos 40 anos foi queimada mais de uma vez. Ainda, cerca de 3,7 milhões de hectares foram queimados mais de 16 vezes desde 1985.

 

O fogo também segue um padrão sazonal marcado pela seca no centro do país. Aproximadamente 72% das áreas queimadas ocorreram entre os meses de agosto e outubro, período em que a vegetação está mais seca e vulnerável. A redução da umidade favorece a propagação do fogo e amplia os danos ambientais, especialmente em regiões como o Cerrado e a Amazônia.
Sobre o MapBiomas Fogo

 

O MapBiomas Fogo realiza o mapeamento anual e mensal das áreas queimadas no Brasil por meio do processamento de imagens geradas pelos satélites Landsat de 1985 a 2024. Com algoritmos de deep learning, foi mapeada a área queimada em cada pixel de 30 m x 30 m dos mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro ao longo do período.

 

Os dados resultantes da Coleção 4 estão disponíveis em mapas e estatísticas anuais, mensais e acumulados para qualquer período entre 1985 e 2024 na Link, aberta gratuitamente a todos. Pela primeira vez, esses dados foram consolidados e publicados no Relatório Anual do Fogo (RAF) no Brasil com um panorama abrangente da ocorrência das áreas queimadas no território brasileiro nas últimas quatro décadas, além da dinâmica do fogo por biomas, estados, municípios, categorias fundiárias e tipos de cobertura e uso da terra no país.

 

A plataforma também inclui dados do ano da última detecção do fogo, tamanho de cicatrizes queimadas e frequência de fogo, indicando as áreas mais afetadas nos últimos 40 anos e o tipo de cobertura e uso da terra queimado, permitindo recortes territoriais e fundiários por bioma, estado, município, bacia hidrográfica, unidade de conservação, terra indígena, reserva da biosfera, quilombos e assentamentos.

Suplemento inovador que acelera a queima de gordura

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Desenvolvido a partir da molécula L-BAIBA, Actione melhora o metabolismo, reduz medidas e pode beneficiar até quem não pratica atividade física

Créditos: Freepik

Ganhar mais energia, queimar gordura de forma eficiente e melhorar a composição corporal são metas comuns para quem busca saúde e bem-estar. Agora, a ciência tem um novo aliado nesse processo: o Actione, suplemento à base de ácido beta-aminoisobutírico (L-BAIBA), uma molécula produzida naturalmente pelo corpo durante a atividade física e que tem sido apontada como promissora na regulação metabólica.

 

Produzido a partir da proteína PGC-1α, o L-BAIBA atua em diversas funções essenciais do organismo, como o controle da resistência à insulina, o aumento da β-oxidação de ácidos graxos e a ativação de genes relacionados à queima de gordura. Para Rogy Tokarski, diretora farmaceutica da Farmacotécnica e maratonista, o Actione é uma alternativa moderna e funcional tanto para quem treina intensamente quanto para quem ainda está iniciando uma rotina de cuidados com o corpo. “Essa substância envia ao organismo o sinal de que ele está em movimento, mesmo quando está em repouso. É como se o corpo fosse ‘enganado’ de forma positiva, ativando mecanismos de queima de gordura e proteção muscular”, explica Rogy.

 

O Actione pode ser usado por qualquer pessoa, mesmo as sedentárias. “Ele contribui para a melhora da composição corporal, favorece a produção de energia celular, melhora a cognição e auxilia na redução do apetite. Os benefícios não dependem exclusivamente da prática de exercício, embora a atividade física potencialize os efeitos”, completa.

 

Outro diferencial é a flexibilidade no uso: o suplemento pode ser ingerido em qualquer horário do dia. Em jejum, ajuda na modulação metabólica e no controle da resistência à insulina. Já antes do treino, costuma aumentar o gasto energético de forma perceptível. “Muitos relatam maior transpiração e disposição durante os treinos”, comenta a maratonista.

 

Os principais resultados percebidos por quem utiliza o Actione são redução de medidas, aumento da resistência física, melhora da sensibilidade à insulina e mais energia para o dia a dia. Associado a outros suplementos, pode compor estratégias personalizadas de cuidado, sempre com orientação profissional.

 

“A suplementação precisa ser individualizada, com base na rotina e nos objetivos de cada pessoa. O Actione vem se destacando justamente por atender diferentes perfis, promovendo benefícios reais na saúde metabólica e na qualidade de vida”, reforça Rogy.

 

Sobre a Farmacotécnica – Prestes a completar 50 anos, a Farmacotécnica é a primeira farmácia de manipulação do Distrito Federal e uma das primeiras no Brasil. Se destaca pela inovação e qualidade de seus produtos, oferecendo soluções personalizadas e eficazes para a saúde e bem-estar de seus clientes. Com um compromisso contínuo com a pesquisa e desenvolvimento, a rede brasiliense, com sete lojas no DF, busca sempre oferecer o que há de mais moderno e eficiente no mercado farmacêutico.