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Mês do Orgulho LGBTQIA+: 49% das violências contra LGBTQIA+ ocorrem dentro de suas casas

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São Paulo  – Junho, o mês do Orgulho LGBTQIA+, é um momento potente de visibilidade e celebração das conquistas da comunidade. No entanto, é também um período crucial para lançar luz sobre as violações de direitos que persistem – especialmente quando o assunto é moradia digna. Dados recentes revelam uma realidade alarmante: para muitas pessoas LGBTQIA+, o lar não é sinônimo de acolhimento, mas de rejeição e violência.

 

Segundo o levantamento “Sem moradia digna, não há justiça de gênero” da Habitat para a Humanidade Brasil, traz um dado do Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (CEDEC), de 2021, que diz que no município de São Paulo, por exemplo, 29% das pessoas trans e não binárias saem de casa antes dos 15 anos. O principal motivo? A rejeição familiar. Essa expulsão precoce do ambiente doméstico empurra essa juventude para situações de vulnerabilidade extrema, como a informalidade, a precariedade habitacional e o risco constante de violência.

 

A exclusão começa em casa, mas não termina ali. O levantamento traz, ainda, um dado do Instituto Pólis (2024), que 60% das vítimas de violência LGBTfóbica são agredidas por familiares ou pessoas conhecidas e, segundo registros da Polícia Civil e notificações dos serviços de saúde de São Paulo, entre 2015 e 2022, 49% das violências contra pessoas LGBTQIA+ ocorreram dentro da própria residência.

 

Esses dados escancaram uma ferida social: a negação do direito à moradia segura e digna para pessoas LGBTQIA+, especialmente para aquelas que rompem padrões heteronormativos. A moradia, muitas vezes tratada apenas como questão de infraestrutura urbana, é, nesse contexto, uma questão de justiça social e de sobrevivência que precisa também ter um olhar sobre gênero e raça. Sem um lugar seguro para viver, essas pessoas têm negado, também, o acesso a outros direitos, como educação, saúde, trabalho e ao exercício pleno da cidadania.

 

Sugestão de especialista:

Mohema Rolim – Gerente de Programas da Habitat Brasil

 

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, há mais de 30 anos, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.

Operações da Lei Seca registram 49 motoristas alcoolizados

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Em cinco dias, o Detran-DF realizou 446 testes de etilômetro
Jaqueline Costa
De quarta-feira (18/6) a domingo (22/6), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou ações de fiscalização em Águas Claras, Asa Norte, Ceilândia, Planaltina, São Sebastião, Sobradinho I, Sobradinho II, Sol Nascente e Taguatinga. Durante as operações realizadas em alusão ao 17° aniversário da Lei Seca, os agentes abordaram 613 condutores e realizaram 446 testes de etilômetro.
As equipes de fiscalização autuaram 49 motoristas por dirigir após o consumo de bebida alcoólica, nove por dirigir veículo com o escapamento irregular, 40 inabilitados, 22 com a CNH vencida há mais de 30 dias, um com o direito de dirigir suspenso e 75 por infrações diversas.
Lei Seca: 17 anos preservando vidas
Na última quinta-feira (19/6), a Lei 11.705, de 19 de junho de 2008, conhecida como Lei Seca, completou 17 anos. De 2008 a maio de 2025, os órgãos de fiscalização de trânsito do DF registraram 294.226 infrações por dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa. Neste ano, de janeiro a maio, foram registradas 10.123 infrações, uma média de 67 motoristas multados por dia nas vias do DF.
De acordo com o CTB, dirigir após o consumo de álcool é infração gravíssima, com multa no valor de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por um ano. Caso ocorra a reincidência da infração no período de até 12 meses, a multa é em dobro, ou seja, R$ 5.869,40. A recusa em realizar o teste do etilômetro também é considerada infração com as mesmas penalidades. Além disso, a conduta pode ser considerada crime se o resultado do teste indicar uma concentração igual ou superior a 0,3 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. Nesse caso, a pena é detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão da CNH ou proibição de se obter a habilitação para dirigir.

Vereadora de São Paulo é a única representante brasileira na Conferência de Comércio e Tecnologia em Berlim

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Na próxima semana, a vereadora Cris Monteiro (NOVO) estará em Berlim (Alemanha) para participar da German American Trade/Tech Conference, que acontece nos dias 24 e 25 de junho.

Organizado pelo Aspen Institute, o evento reúne lideranças políticas e especialistas internacionais para debater os impactos das atuais disrupções globais sobre o comércio, a tecnologia e a cooperação transatlântica.

No dia 24, terça-feira, Cris será uma das participantes do painel “The Future of Global Economic Governance: Transatlantic-South Cooperation”, coorganizado pela Fundação Friedrich Naumann para a Liberdade, que atua na Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O painel discutirá caminhos para fortalecer a cooperação entre países do Sul Global, Europa e Estados Unidos diante dos desafios da governança econômica internacional.

“Estou muito honrada em representar o Brasil neste painel internacional. Debater o futuro da governança econômica global ao lado de lideranças de diversos países é uma oportunidade valiosa para construirmos, juntos, soluções que respondam aos desafios do nosso tempo”, afirma a vereadora.

Vereadora Cris Monteiro
Cris Monteiro foi diretora de grandes bancos americanos de investimento, como JPMorgan, Goldman Sachs e Bank of America. Formada em Ciências Contábeis e pós-graduada em Finanças pelo IBMEC, ocupou cargos de liderança em auditoria, compliance e gestão financeira. Em 2024, foi reeleita vereadora para a Câmara Municipal de São Paulo pelo Partido NOVO. Seu mandato é focado na educação e na modernização da administração pública, promovendo transparência e eficiência.

Impactos da poluição plástica no Brasil é tema de debate entre academia, governo e sociedade

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Com participação do MCTI, evento destaca importância da ciência, da cooperação internacional e da escuta dos grupos mais afetados pelo problema

Foto: Rodrigo Cabral

 

Os desafios da poluição por plásticos e os caminhos para sua superação no Brasil reuniram representantes da ciência, do governo e da sociedade civil nesta terça-feira (17/06), no workshop “Visões e perspectivas sobre a poluição por plástico no Brasil”. Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) e pela Universidade de Surrey, do Reino Unido, com apoio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o evento integra o projeto “Promovendo justiça climática para grupos marginalizados na implementação do Tratado Global de poluição por plásticos da ONU no Brasil”.

A secretária de Políticas e Programas Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Andrea Latgé foi uma das convidadas do evento. Em sua fala, a secretária ressaltou a urgência do tema e a importância da articulação entre ciência, políticas públicas e sociedade. “É fundamental conectar conhecimento científico e tomada de decisão para que possamos enfrentar de forma justa e eficaz o problema da poluição por plásticos”, afirmou.

“O oceano aproxima as pessoas. Ele é um só, é global. E os problemas que ele enfrenta também são nossos. A questão da poluição, especialmente a poluição plástica, é urgente. Não é preciso ser da academia ou do governo para compreender a gravidade do que estamos enfrentando”, completou a secretária.

A atividade teve como objetivo captar a diversidade de perspectivas sobre como o plástico deve ser gerido no futuro, com foco na identificação de prioridades, desafios, oportunidades e barreiras para a aplicação do tratado no Brasil. Participaram representantes de diferentes setores como ANVISA, Ministério da Saúde, IBAMA, BNDES, universidades, comunidades indígenas, pesqueiras e marisqueiras, associações de catadores e organizações da sociedade civil.

Cultura Oceânica
Andrea lembrou que o plástico tem sido um dos protagonistas desses impactos ambientais e destacou o trabalho que vem sendo desenvolvido no MCTI para enfrentar o problema com base em evidências científicas.

“Temos incentivado pesquisas e editais que tratam do lixo marinho com base em dados e evidências. Mas ainda temos pouquíssimos dados sobre lixo no mar no Brasil. Precisamos avançar muito nesse levantamento, inclusive em escala global. Conhecer melhor a nossa realidade é essencial para termos políticas públicas eficazes e embasadas na ciência”, explicou.

Ela também destacou a atuação do MCTI na área da Cultura Oceânica e o programa Escolas Azuis, desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação. “A ideia é levar para o currículo escolar temas relacionados aos oceanos, à preservação ambiental e, principalmente, à poluição por plástico. Entendemos que as crianças têm um papel fundamental na formação de uma nova cultura ambiental”.

Cooperação Internacional
A professora Rosalind Malcolm, da Universidade de Surrey, ressaltou que o desafio da poluição plástica exige cooperação internacional. “A velocidade com que o plástico tomou conta do nosso cotidiano foi impressionante e, com ele, veio o grave problema da poluição. Este é, sem dúvida, um dos grandes desafios globais da atualidade. E é importante destacar: nenhum país conseguirá resolver isso sozinho. Precisamos de cooperação internacional, e essa é justamente a proposta deste encontro”, afirmou.

Rosalind destacou ainda a parceria entre Brasil e Reino Unido no enfrentamento do problema. “Há cerca de cinco anos, iniciei uma colaboração com a professora Samara, da Universidade de São Paulo. Já finalizamos um primeiro projeto em conjunto, e agora estamos desenvolvendo uma segunda iniciativa para ampliar ainda mais esse diálogo e a troca de conhecimento. É fundamental que a gente não apenas reconheça o problema, mas também amplie as vozes que podem contribuir para enfrentá-lo. Precisamos ouvir os diversos atores aqui presentes e nos perguntar: como podemos construir uma legislação eficaz e que realmente funcione na prática?”, completou.

Severino Lima, da Aliança Internacional de Catadores e Catadoras, reforçou a importância do reconhecimento e da escuta dos catadores nas negociações internacionais. “A única voz legítima para falar dos catadores no tratado é o governo brasileiro, a partir do que a gente construiu junto. Hoje, essa aliança internacional reconhece isso. Porque catador tem voz, tem proposta e tem lugar nesse debate global”, afirmou Severino.

Ele também compartilhou a trajetória de incidência política dos catadores no Brasil e no exterior. “Antigamente, era tudo muito solto. Tinham muitas propostas que nos colocavam como coadjuvantes, como se fôssemos só a mão de obra da coleta. Mas fomos virando esse jogo, inclusive nos espaços internacionais. Fomos identificando quem são os verdadeiros trabalhadores, os que vivem a realidade da reciclagem, e encontramos parceiros, inclusive entre os povos indígenas. Hoje temos uma aliança forte com indígenas, inclusive norte-americanos, e outros trabalhadores que estão na mesma luta”, relatou.

Termina hoje a consulta pública sobre privatização das inspeções de animais destinados ao abate e consumo

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Anffa Sindical denuncia riscos à saúde pública e à credibilidade internacional do Brasil como fornecedor de alimentos. Entidade acionou o MPF contra proposta do governo

 

Termina nesta segunda-feira (23) o prazo para contribuições da sociedade na consulta pública aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) sobre a proposta de privatização das inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao abate. Com o fim do período de manifestações, cresce a preocupação do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) com a possível implementação da medida, considerada pela entidade um grave retrocesso sanitário, que causará riscos à saúde da população brasileira e dos consumidores de 157 países que importam a carne produzida no País.

 

A proposta de regulamentação da Lei do Autocontrole (14.515/2022) prevê a transferência dessas etapas fundamentais do processo de fiscalização, que são funções de Estado, sob responsabilidade de auditores fiscais federais agropecuários, para médicos-veterinários contratados pelos frigoríficos. Com isso, abre-se a possibilidade para violação ao princípio da imparcialidade que deve reger as inspeções sanitárias, já que elas devem atender apenas aos interesses dos consumidores, e não da indústria.

 

O Anffa Sindical também reforça que a alegação do governo de que há déficit de pessoal não pode servir de justificativa para delegar atividades de fiscalização a profissionais contratados por empresas que serão diretamente beneficiadas pela liberação de seus produtos. “Há, sim, uma falta de pessoal, que pode ser suprida com a contratação de novos servidores para o atendimento da crescente demanda. Porém, a saída encontrada pelo Mapa representa um claro conflito de interesses, que pode levar à flexibilização de critérios sanitários para atendimento dos pedidos dos produtos, colocando em risco a saúde da população”, afirma o presidente do Sindicato, Janus Pablo Macedo.

 

A transferência das inspeções para a iniciativa privada havia sido descartada pelo governo, durante as discussões sobre a legislação em 2022. Agora, diante da gravidade do cenário, o Anffa Sindical já protocolou denúncia junto ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a apuração de possíveis irregularidades e a adoção de medidas para impedir que a proposta siga adiante. Também ampliou as discussões com a sociedade, envolvendo entidades de defesa do consumidor e organizações que atuam na proteção aos animais.

 

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) apresentou o Projeto de Lei 2714/2025, que propõe a revogação da Lei do Autocontrole. Segundo a parlamentar, delegar essa função ao setor privado é abrir mão da responsabilidade do Estado. “É um verdadeiro absurdo porque sabemos que um fiscal não vai multar o seu próprio chefe”, afirma. “A falta de fiscalização é péssima, também, para a nossa saúde, para a saúde pública, pois aumenta o risco da comercialização de carne e alimentos contaminados”, completa.

 

Em seminário realizado sobre o tema, a vice-presidente do Fórum Nacional de Entidades Civis de Defesa do Consumidor, Shandra Carmen Sales, destacou os riscos da delegação das inspeções que, segundo a especialista, são uma forma de assegurar a inocuidade dos alimentos, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor. A legislação garante o direito de proteção à vida, à saúde e segurança contra quaisquer riscos provocados por produtos ou serviços.

 

“A inspeção de produtos de origem animal e o rastreamento desde o abate até o varejo são ferramentas fundamentais para garantir tanto a segurança alimentar, como a segurança dos alimentos, a saúde pública, a economia do país e a justiça social. Protege os consumidores e fortalece o sistema alimentar brasileiro”, afirma Shandra.

 

Já a diretora-executiva da Animal Equality, Carla Lettieri, destacou os esforços da entidade desde 2022, quando foi publicado o Projeto da Lei do Autocontrole. A entidade realizou investigações em frigoríficos de aves, bovinos e suínos em Minas Gerais, no Pará e em São Paulo e atuou em parceria com outras 37 organizações. Agora, uma petição já reúne mais de 70 mil assinaturas de pessoas contrárias à legislação.

 

Para Carla, agora, o governo tenta, conscientemente, retirar as atividades de Estado e transferir para a iniciativa privada com ônus para a sociedade. “A presença do fiscal coíbe práticas. Onde havia presença do fiscal, não encontramos irregularidades relacionadas ao não cumprimento das normas vigentes”.

 

O Anffa Sindical reitera a necessidade de reforçar o quadro de auditores fiscais federais agropecuários por meio de concurso público e de preservar a autonomia técnica desses profissionais na garantia da qualidade dos alimentos consumidos no Brasil e exportados para mais de 150 países. Os profissionais da carreira seguem mobilizados e não descartam outras ações, como paralisações e ações judiciais contra a medida.

 

“A privatização dessas inspeções representa um risco concreto à saúde pública, à segurança dos alimentos e à imagem do Brasil no mercado internacional, especialmente no momento em que o Brasil tenta avançar no acordo entre Mercosul e União Europeia. Estamos falando de uma atividade estatal essencial, que não pode ser terceirizada sem comprometer a confiabilidade do sistema de controle sanitário do país”, destaca Macedo.

 

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Para o Anffa Sindical, proposta do governo abre possibilidade para violação ao princípio da imparcialidade que deve reger as inspeções sanitárias (Divulgação/Anffa Sindical)

Governo de São Paulo doa espaço do Recinto de Exposições para Prefeitura de Presidente Prudente

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O Governo de São Paulo anunciou oficialmente nesta terça-feira (17), na Feicorte, a doação do terreno do tradicional Recinto de Exposições “Jacob Tosello” para a prefeitura de Presidente Prudente.

O espaço com cerca de 18 hectares, aproximadamente 180 mil metros quadrados, será utilizado em prol de fomentar eventos, exposições e atividades coletivas do município. “Esta medida tem como intenção incentivar e fortalecer ainda mais a economia regional, através de realizações de grandes atrações do agro. Temos o orgulho de transferir a Presidente Prudente um lugar que será administrado com seriedade”, ressaltou o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

 

Para o prefeito, Milton Carlos de Mello (Tupã), a doação do Recinto de Exposições ao município é um marco histórico para Presidente Prudente. “Há muitos anos essa era uma demanda aguardada por toda a população, especialmente pelos produtores rurais, entidades do agro, organizadores de eventos e pela gestão pública, que agora passa a ter autonomia para investir, ampliar e cuidar de um espaço que é símbolo do nosso desenvolvimento”, disse Tupã.

 

 

 

Festival Saracura encerra primeira edição no DF com celebração à diversidade e à cultura popular

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Evento reuniu cerca de 200 pessoas em três dias de programação gratuita com capoeira, apresentações inclusivas e vivências em meio à natureza do Cerrado


Capoeira no Festival Saracura – Créditos Izabela Xavier

O Festival Saracura de Cultura Popular finalizou sua primeira edição no último domingo (15), no Centro Cultural Capoeira do Urubu e Beija-Flor. Ao longo de três dias, o evento reuniu cerca de 200 pessoas em uma imersão cultural e sensorial que uniu capoeira, música, inclusão e natureza, com atividades voltadas para todas as idades e corpos.

Um dos destaques do festival foi a apresentação conjunta dos grupos Surdodum, formado por pessoas surdas; e Nó Cego, composto por músicos com deficiência visual. “Foi muito bonito ver essa interação: os cegos assistindo os surdos; e os surdos assistindo os cegos. Uma relação importante com as diferenças”, destacou Lurdinha Piantino, uma das organizadoras do evento. Também marcaram o evento a presença do mestre Cobra Mansa, referência mundial em Capoeira Angola, e a oficina POUSO, com o instrutor Rafael Alves, que proporcionou vivências profundas em dança e escuta corporal.

“Cumprimos nossa meta com um evento diverso, acessível e acolhedor. Misturam ritmos musicais e ritmos de vida. Foi uma grande experiência. Que venham outros e que mais pessoas possam desfrutar do espaço Capoeira do Urubu e Beija-Flor, que é um lugar realmente especial”, concluiu Lurdinha.

Luciano Astiko, idealizador do projeto, também celebrou a força simbólica e energética da estreia: “O local onde está instalado o Centro Cultural Capoeira Saracura é de pura magia e encantamento. Tem cachoeira, mata,  pedreira, e campina, tem Saracura e sabiá sagui e todo bicho que quiser passar pelo corredor ecológico que plantamos. Escolhemos manifestações culturais capazes de movimentar essa energia, fizemos a gira girar e lançamos a pedra fundamental de um ponto de cura e cultura no Distrito Federal. A capoeira sara, capoeira cura, viva a capoeira Saracura! A energia foi tão forte que o Centro Cultural mudou de nome e agora se chama Centro Cultural Capoeira Saracura”, celebra.

Realizado com patrocínio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e pela Associação Mãe em Movimento, o Festival Saracura se consolida como uma proposta inovadora e necessária, ao integrar arte, inclusão e cuidado com o Cerrado em uma experiência única.

Sobre o Festival Saracura de Cultura Popular – O Festival Saracura de Cultura Popular, idealizado pelo artista e capoeirista Luciano Astiko, propõe uma imersão que integra capoeira, permacultura e cultura popular brasileira, em meio à natureza do Centro Cultural Cachoeira do Urubu. A proposta é criar um espaço acessível, inclusivo e transformador, que possa acolher pessoas com deficiência.

Governador reforça pedido para abertura de mercado de carne bovina para autoridades japonesas e embaixada brasileira

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O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve na quarta-feira, 18/6, em duas agendas estratégicas em Tóquio: no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil. Nas duas visitas, acompanhado pela missão catarinense, o governador reforçou o apelo para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao mercado japonês. Antes, no SC Day, havia apresentado a investidores o potencial catarinense para exportar carne bovina para o Japão.

Durante os encontros, Jorginho Mello destacou que Santa Catarina já é o único estado brasileiro habilitado a vender carne suína ao Japão, justamente pelo alto padrão de controle sanitário adotado. Ele relembrou que o estado já recebeu missões técnicas japonesas para vistorias e auditorias sanitárias, o que garante um diferencial competitivo.

“Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador.

A missão reforça o interesse catarinense em expandir mercados e fortalecer a agroindústria local, aproveitando o reconhecimento internacional já conquistado pelo setor produtivo do estado.

Além disso foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo do Estado e a empresa japonesa Marubeni para novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “É um porto do Estado e aqui foi assinado este protocolo para novos investimentos, que vão fazer com que a produtividade deste porto aumente muito nos próximos anos. Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. O governador Jorginho Mello tem colocado isso com muita força e de uma forma muito clara. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, explicou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen.

EXCELÊNCIA SANITÁRIA APRESENTADA NO MINISTÉRIO

A excelência da Defesa Sanitária de Santa Catarina, reconhecida internacionalmente, foi decisiva para conquistar o exigente mercado japonês — um dos maiores consumidores globais de carne de frango e suína. Agora, os esforços do governo catarinense se concentram na abertura do mercado japonês para a carne bovina produzida no Estado.

Durante o encontro no Ministério da Agricultura, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini e a presidente da Cidasc, Celles Regina de Mattos, tiveram a oportunidade de apresentar os diferenciais sanitários do Estado e destacaram a relação de confiança construída com o país asiático.

“As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina. Santa Catarina é referência no cuidado com a saúde animal e na transparência da cadeia produtiva, do campo à mesa”, destacou o secretário Chiodini.

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989. Em 2013 foi autorizada a exportar carne suína in natura ao Japão, com o embarque da primeira carga. A presença catarinense no mercado japonês só cresce: em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango do Estado, com embarque de 148,4 mil toneladas, gerando receitas de US$ 283,8 milhões. Foi o terceiro maior importador da carne suína catarinense, com 93,4 mil toneladas e receitas de US$ 312,4 milhões.

“O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão, abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, afirmou Celles.

CONTROLE E RASTREABILIDADE GARANTEM A SANIDADE ANIMAL

 

Referência nacional e internacional em sanidade animal, Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — sendo o primeiro estado brasileiro a obter esse status. Em 2015, o Estado também conquistou o reconhecimento como zona livre de peste suína clássica.

No setor bovino, Santa Catarina se destaca por ter a menor prevalência de tuberculose e brucelose em rebanhos bovinos do Brasil. É também o único estado brasileiro com identificação individual de 100% do rebanho bovino. Esse controle é garantido pelo Sistema de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos de Santa Catarina (SRBOV-SC), implantado em 2008, o que reforça a rastreabilidade e a segurança alimentar.

Prepare-se para o frio: como manter a saúde no inverno

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Especialistas do IgesDF explicam como evitar doenças comuns da estação e se proteger
Com a chegada do inverno, que começou nesta  sexta-feira (20), aumentam os casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e outras doenças respiratórias. As oscilações de temperatura, associadas à baixa umidade do ar, criam um cenário propício para a propagação de vírus e o agravamento de quadros de saúde, especialmente em grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Além das doenças respiratórias, como rinite, sinusite, bronquite e pneumonia, o frio também exige atenção redobrada com a saúde do coração. De acordo com a chefe da cardiologia do Hospital de Base, Ruiza Teixeira, os infartos podem aumentar em até 30% nos dias frios.
“O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem, o que pode aumentar a pressão arterial e agravar problemas cardíacos já existentes”, explica.
O infectologista Tazio Vanni, do IgesDF, alerta que a sazonalidade dos vírus, aliada ao ar seco e à permanência prolongada em locais fechados, favorece a disseminação de doenças. “Por isso, os cuidados precisam ser intensificados durante o inverno”, orienta.
 Veja a seguir três dicas importantes para manter a saúde em dia durante a estação:
1. Hidrate-se — por dentro e por fora
A hidratação é fundamental o ano todo, mas merece atenção especial no inverno. Com o frio, o organismo gasta mais energia para manter a temperatura corporal, o que aumenta o risco de desidratação — mesmo quando não sentimos sede.
Além de beber bastante água, também é importante manter a pele e as vias respiratórias hidratadas. Algumas medidas recomendadas:
·         Use umidificadores de ar ou toalhas molhadas no ambiente;
·         Evite banhos longos e muito quentes, que ressecam a pele;
·         Aplique cremes hidratantes regularmente.
2. Deixe o ar circular
Ambientes fechados favorecem a proliferação de vírus, ácaros e fungos, aumentando o risco de doenças respiratórias e alergias. Apesar do frio, é essencial manter os locais bem ventilados.
·         Abra janelas diariamente para renovar o ar;
·         Evite aglomerações em locais fechados;
·         Lave e higienize com frequência roupas de cama, cobertores e cortinas.
3. Vacine-se
A vacinação continua sendo uma das principais formas de prevenção. No inverno, a vacina contra a gripe (influenza) é fundamental, especialmente para os grupos prioritários — como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
Além de proteger contra os sintomas da gripe, a imunização ajuda a evitar complicações como a pneumonia e reduz a sobrecarga nos serviços de saúde.

Prati-Donaduzzi lança campanha de conscientização sobre Alzheimer

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Simpósio científico em Fortaleza destaca os benefícios do canabidiol para saúde mental

O uso do canabidiol isolado em doenças psiquiátricas é o tema do simpósio promovido pela farmacêutica Prati-Donaduzzi na sexta-feira (20), durante o Congresso Brain – Behavior and Emotions. O conteúdo é apresentado pelo psiquiatra e pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), José Alexandre Crippa.

“O Dr. Crippa participou do estudo clínico com canabidiol promovido pela Prati-Donaduzzi em parceria com a USP e é um profundo conhecedor do funcionamento desse composto no sistema nervoso central. Novas possibilidades terapêuticas têm surgido na classe médica, e nós trabalhamos para que essas abordagens estejam acessíveis para um número cada vez maior de profissionais da área”, ressalta o diretor de Prescrição Médica da Prati-Donaduzzi, Edilson Bianqui.

O congresso também marca o início da campanha de conscientização do Alzheimer da farmacêutica, em parceria com a influencer Vó da Pomba. Diagnosticada com Alzheimer há oito anos, dona Amália, de 96 anos, é protagonista das redes sociais que somam mais de 10 milhões de seguidores. Com bom humor, seu neto, Raul Júnior, compartilha os desafios diários nos cuidados com a avó, promovendo empatia e informação sobre a doença.

O Brain – Behavior and Emotions é um evento científico realizado anualmente em Fortaleza (CE), que reúne mais de cinco mil participantes, entre psiquiatras, neurologistas e psicólogos. O congresso é voltado a profissionais interessados em integrar os avanços mais recentes da pesquisa científica à prática clínica. Neste ano, entre os temas abordados estão: doenças neurodegenerativas, terapias para transtornos mentais, saúde mental de profissionais da saúde e transtorno bipolar.

O Brain será realizado de quarta-feira (18) a sábado (21), no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.