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Juros: COPOM aumenta a taxa Selic e analistas comentam cenário

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Marcelo Bolzan, planejador financeiro CFP e sócio da The Hill Capital

O mercado vinha bastante dividido quanto à manutenção ou à subida para 15%, e foi uma decisão que podemos dizer que já era guardada. O mercado estava dividido, tinha argumentos aqui tanto para manter quanto para subir. Eu entendo que a subida foi um tom bastante positivo. Eles já deixam aqui um guidance, ou seja, uma sinalização dos próximos passos de uma interrupção do processo de subida de juros. Se tudo continuar como está, eles vão parar de subir juros e fazer uma pausa. Eles não falam aqui de um encerramento de ciclo, mas entendo que de fato é isso sim.

Minha expectativa aqui é que depois dessa subida de 15%, que a Selic continue nesse patamar até o final do ano, mesmo o Banco Central deixando em aberto. Acredito que é um fechamento realmente com chave de ouro. Os diretores do Banco Central poderiam já ter parado de subir juros até porque o mercado estava dividido, e eles optaram por fazer esse novo aumento. Então, sem dúvidas, vejo um tom hawkish.

A decisão mostra que eles estão sim comprometidos em fazer essa inflação convergir e acredito que vamos ter uma leitura bastante positiva para os mercados no que diz respeito às curvas de juros. A gente deve ter uma queda dos juros futuros na sexta-feira por eles terem sido mais duros, mais hawkish nesse momento atual.

Reforço aqui que, apesar de eles terem sinalizado uma interrupção do ciclo de alta de juros para examinar os impactos acumulados da subida de juros que já foi feita, para mim está bem claro que é um fim de ciclo e realmente continua em 15% até o final desse ano.

No mais, o comunicado continua trazendo aqui os balanços de risco tanto para alta quanto para queda aqui da inflação, então não teve nenhuma mudança em relação ao comunicado anterior. Ele comenta aqui em relação aos riscos do ambiente externo, mas ele dá um peso menor para o cenário internacional se comparado aqui com o último comunicado.

Para concluir, acredito que foi bastante positivo esse último aumento. Ele deixou em aberto, acho que ele não poderia falar que encerrou o ciclo, porque pode ser que ele tenha que fazer mais aumentos de juros no futuro, mas eu acho que eles fecharam aqui com chave de ouro, de ter feito essa subida adicional aqui e interromper o ciclo.

Na sexta-feira, a Bolsa pode ser que sofra um pouco porque toda vez que sobem os juros, isso acaba tendo impacto para a renda variável de uma forma geral. Mas como o mercado já vinha dividido, tinha uma probabilidade relativamente grande de isso acontecer, então acho que grande parte já está precificado.

Como ficam os investimentos?

Leonardo Araújo, especialista em investimentos e sócio da GT Capital

 

Com a Selic tendo uma alta pontual, os títulos públicos seguem oferecendo um retorno muito interessante. Quando a taxa básica está nesse patamar, o custo de oportunidade de investir em outras classes como ações ou fundos multimercado, aumenta bastante.
Isso não significa que devemos abandonar o restante da carteira, mas sim que faz sentido olhar com mais carinho para a renda fixa pública neste momento. Para quem está mais conservador ou quer evitar grandes oscilações, aumentar a exposição a esses papéis pode ser uma boa escolha. Ainda assim, manter a diversificação continua sendo importante.
É bom lembrar que o Boletim Focus já aponta que a Selic pode cair para algo em torno de 10,50% nos próximos dois anos. Ou seja, quem trava hoje um título prefixado a 14% ao ano está garantindo um belo prêmio em relação ao que o mercado projeta para frente.
Nesse contexro, titulos viculados a Selic fazem mais sentido para prazos curtos e médios, principalmente para quem quer liquidez e segurança. Nos Prefixados, o indicado é para médio e longo prazo e para quem deseja fixar a rentabilidade agora e levar até o vencimento. IPCA+ também é mais adequado para o médio e longo prazo, além de funcionar como proteção contra a inflação.
Se a ideia for garantir um rendimento mais previsível ao longo dos anos, o prefixado é uma ótima pedida. Já o Selic cumpre bem o papel de reserva ou parte da carteira mais tática, pois permite flexibilidade para aproveitar outras oportunidades que podem surgir.
Os títulos atrelados à inflação são fundamentais no Brasil pois vivemos em um país com histórico inflacionário. Ter IPCA+ na carteira é uma forma de proteger o poder de compra no longo prazo.

 

Sempre que o mercado começa a sinalizar o fim do ciclo de alta de juros, os prefixados ganham atratividade. Isso porque, ao travar a taxa agora, é possível garantir um retorno elevado por vários anos mesmo que a Selic comece a cair nos próximos trimestres. Hoje, ainda vemos prefixados com taxas acima de 14% ao ano, o que é um patamar bastante atrativo. Desde que o investidor esteja disposto a manter o título até o vencimento, faz muito sentido considerar essa alocação como parte da estratégia.

Lucas Ghilardi, sócio da The Hill Capital

 

Na questão da atratividade, não é segredo que os yields praticados hoje nos pré-fixados e IPCA+ estão em patamares historicamente muito elevados, o que é ótimo para o investidor.
Hoje notamos que o spread de crédito (diferença do corporativo para o público) está muito amassado. Apesar disso, a isenção do IR nos ativos corporativos pode compensar o pouco prêmio pago em relação aos papéis do governo.

Em suma, com o risco recente de tributação nos ativos isentos, achamos melhor continuar alocando em papéis do governo ou bancários neste momento. Acerca da renda variável, achamos que o momento ainda é muito delicado e não tão claro para uma tomada de decisão.

Considerando o cenário atual, entendemos que pré-fixados de curto prazo (2,3 anos) podem ser cavalos vencedores para os próximos anos. O Tesouro Selic sempre é uma boa escolha, pois protege o investidor de cenários incertos.
Mas na nossa visão, a melhor “aposta” é sempre em IPCA+ com duração média/longa (5,6,7 de duration), pois garantir um ganho real de 7% acima da inflação no Brasil para um período estendido costuma superar o CDI com “folga” em muito pouco tempo.

Para o investidor conservador, pode mirar sempre em ativos mais curtos, mas possivelmente não poderá garantir uma excelente rentabilidade por muito tempo. Este terá sempre que ir readequando a carteira conforme os ciclos de mercado.
Para o investidor mais moderado/arrojado, faz muito sentido entrar em papéis mais longos atualmente. O motivo é simples: o patamar de taxas está muito atrativo. A possibilidade de garantir 7% acima da inflação, ou 14% a.a. nas préfixadas, parece ser uma oportunidade ímpar para perpetuação, proteção e multiplicação do patrimônio.
O fim do ciclo de alta possibilitará que investidores “travem” as taxas em patamares próximos da SELIC atual, podendo surfar esses juros de 14/15% ao ano por mais tempo. Com a expectativa do mercado precificando uma Selic de 12,5% para final de 2026, o momento é excelente para mirar em pré-fixados de 2/3/4 anos remunerando 14/15% a.a.

Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos
Com a Selic em um patamar histórico de 15%, os ativos pós‑fixados atrelados ao CDI/Selic são os mais seguros e líquidos do mercado, ideais para reserva de emergência ou oportunidades, pois oferecem disponibilidade diária com rendimento robusto.

Já, títulos atrelados a inflação, embora as taxas tenham recuado, ainda oferecem proteção real contra a inflação, com a inflação resistente em 2025 e juros permanentes no teto, são boas para objetivos de médio e longo prazo.

Em relação aos títulos prefixados, o investidor deve tomar cuidado com a marcação a mercado que é mais volátil. Com a janela de oportunidade entre juros futuros e expectativas de queda, estes títulos podem oferecer ganho se mantidos até o vencimento. Mas é prudente ter cautela, escolher prazos curto–médio, evitando exposição prolongada a volatilidade.

Já falando de crédito privado, é importante continuar acompanhando o desdobrar da MP, que pode estabelecer o fim da isenção em alguns títulos, mas eles ainda são interessantes. Por enquanto, o investidor deve procurar instituições sólidas, ou seja, bons emissores, com taxa acima do CDI, considerando isenção e liquidez.

Revise semestralmente a carteira, especialmente após Copom e fique de olho no cenário macro, rebalance caso inflação, Selic ou expectativas mudem, migrando entre Selic, prefixado e IPCA+ conforme cenário, e considere imposto de renda e liquidez para evitar resgates antes do vencimento que exponham a perdas.

Governo de SP propõe nova estrutura para carreira de pesquisador

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Novo texto é resultado de amplo diálogo com os servidores, atendendo a ampla maioria das reivindicações trazidas por eles

O Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa alterações ao Projeto de Lei Complementar nº 9/2025, que reestrutura a carreira de pesquisador científico das secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística; Saúde e Agricultura e Abastecimento. O novo texto é resultado de amplo diálogo com os servidores, atendendo a ampla maioria das reivindicações trazidas por eles.

A proposta reestrutura a carreira de pesquisador científico sem revogação da Lei Complementar 125/75, afastando qualquer interpretação da criação de nova carreira. Estão previstos avanços importantes como a implementação do regime de dedicação exclusiva com controle de jornada a ser regulamentado por decreto posterior, considerando necessariamente as especificidades da carreira de pesquisador.

“Esse projeto é resultado de um diálogo amplo e irrestrito do governo paulista. Sabemos que estamos enviando à Alesp uma proposta que valoriza quem produz conhecimento para o nosso agro ser cada vez mais forte”, comenta o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

Também está garantida a realização anual de concursos para progressão e promoção de categoria e nível, com aumento do percentual de promovidos de 20% para 70%. Pesquisadores com título de doutorado e pelo menos um ano de exercício poderão concorrer diretamente à categoria A do nível III, independentemente do nível atual que estejam.

“O envio do novo texto à Assembleia Legislativa é fruto de um diálogo construtivo e contínuo com os pesquisadores científicos, que participaram ativamente da construção dessa proposta. O projeto reflete o compromisso do Governo de São Paulo com a valorização da carreira e com a promoção de um ambiente institucional que estimule a produção científica, a inovação e a excelência no serviço público”, destacou a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

 

A Comissão Permanente de Avaliação de Desempenho e Desenvolvimento da Carreira será composta por 12 membros designados pelo governador, a partir de uma lista de 24 nomes indicados por votação dos pesquisadores das Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica do Estado de São Paulo (ICTESP), além de um membro de livre escolha do chefe do Executivo. A comissão será responsável por planejar e organizar concursos de ingresso e ações de desenvolvimento da carreira.

A remuneração dos pesquisadores passa a ser por regime de subsídio, que garante a incorporação de gratificações ao salário-base, evitando a perda desses benefícios e ampliando a estabilidade e a previsibilidade da remuneração, além de facilitar futuras negociações por reajustes salariais. Também foi promovida a reestruturação das tabelas salariais, com aumento dos valores e reorganização das referências. A proposta garante reajustes para 82,4% do total de 901 pesquisadores, sendo que, destes, 41,5% terão 49% de aumento. Ressalta-se que, da porcentagem restante, muitos já recebem o teto do funcionalismo público.

Foi excluída a extensão dos efeitos da nova estrutura remuneratória aos servidores aposentados e pensionistas. Os servidores em exercício terão a opção de aderir à nova proposta ou permanecer no regime atual, e terão 90 dias, contados da data em vigor da lei complementar, para formalizar a intenção mediante requerimento dirigido à secretaria de estado ou autarquia a que está vinculado.

Com a proposta negociada, o Governo entende ter chegado a um modelo equilibrado, que atende as necessidades de modernização e eficientização do serviço público e às demandas da categoria.

“A reestruturação da carreira de pesquisador científico representa um avanço para o fortalecimento das instituições de pesquisa vinculadas à saúde pública. A valorização desses profissionais, por meio de mecanismos objetivos de progressão, dedicação exclusiva e estabilidade remuneratória, contribui para a qualificação contínua da produção científica”, explica Priscilla Perdicaris, secretária executiva da Saúde.

 

Começou!!! Campus Party Brasil 2025 retorna a Brasília com foco em IA, inovação e batalhas de robôs

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Maior festival de tecnologia da América Latina terá programação gratuita, grandes nomes da ciência e competições que misturam entretenimento e aprendizado

A capital federal será o novo endereço da Campus Party Brasil. Em sua 17ª edição nacional, o maior evento de inovação, ciência e tecnologia da América Latina acontecerá pela sétima vez em Brasília, entre os dias 18 e 22 de junho, na Arena BRB Mané Garrincha. A mudança marca uma nova fase do festival, que pretende descentralizar sua atuação e atrair mais jovens de diferentes regiões do país.

A expectativa é de que mais de 120 mil pessoas participem das atividades, que incluem palestras, oficinas, experiências imersivas e batalhas de robôs, além de uma área gratuita aberta ao público.

Inteligência Artificial em destaque

Um dos principais temas da CPBR17 será a Inteligência Artificial (IA). O evento contará com a presença de Gabriele Mazzini, referência internacional por ser o autor da Lei de IA da União Europeia. Ele participa do Fórum do Marco Regulatório de Inteligência Artificial, que será realizado em parceria com o Cappra Institute e o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio). O objetivo é discutir a criação de uma regulamentação ética e inclusiva para a IA no Brasil.

“A IA precisa ser debatida com a participação de toda a sociedade. A Campus Party é o ambiente ideal para isso”, destaca Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party.

Robótica como atração principal

Outro grande destaque da edição será a Arena Robocore, espaço voltado a competições de robôs com entrada gratuita. Com batalhas de sumô, futebol e hockey, o campeonato reunirá mais de mil competidores de todas as regiões do país. A programação inclui ainda oficinas de programação e workshops para todas as idades, com participação de estudantes da PUC-Rio, USP, UEA, entre outras instituições.

Tonico Novaes

“O Brasil precisa estimular cada vez mais o interesse de jovens por áreas como engenharia, programação e automação”, afirma Tonico Novaes, diretor-geral da Campus Party Brasil.

Gastronomia 3D, startups e cultura maker

A edição de Brasília também será palco da final do Printer Chef, competição onde os participantes criam pratos que são harmonizados com um alimento impresso em 3D, em parceria com a empresa 3D Biotechnology Solutions (3DBS). Além disso, o evento contará com uma área dedicada a startups de inteligência artificial, workshops, mentorias, Campus Kids e o tradicional programa Campus Future, que dá visibilidade a projetos de estudantes.

Nomes de peso confirmados

Marcelo Tas

Entre os palestrantes confirmados estão o apresentador Marcelo Tas (foto), a investidora Camila Farani, o influenciador Peter Jordan, o empreendedor social Tiago Mochileiro, e o cientista de dados Pedro Chiamulera. Também fazem parte da programação criadores de conteúdo como Ibere Thenório, Bruno Playhard, Gordox e Muca.

Programação gratuita na Área Open

A Área Open, com entrada gratuita, funcionará de 19 a 22 de junho, das 10h30 às 20h, somente de quinta a sábado e no domingo se encerra às 16h,  oferecendo ao público experiências com robótica, oficinas de programação com Raspberry Pi e Micro:Bit, pilotagem de robôs, simulações de braços mecânicos e atividades para todas as idades.

Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Marco Antônio Costa Júnior, a chegada da Campus Party ao Distrito Federal representa uma oportunidade estratégica. “É emocionante ver jovens de diferentes partes do país unidos por um propósito comum: transformar o futuro por meio da ciência e da inovação”, afirma.

Serviço – 17ª Campus Party Brasil (CPBR17)

📍Local: Arena BRB Mané Garrincha – Brasília (DF)

📅Data: 18 a 22 de junho

🕘Horário: 9h às 20h

🎟️Ingressos e programação completa: brasil.campus-party.org/cpbr17/ingressos

🎫Área Open (entrada gratuita): de 19 a 21/06, das 10h30 às 20h e dia 22/06, domingo, se encerra às 16h

Dia Mundial do Refugiado (20): Aldeias Infantis SOS contribui com acolhimento de mais de 5 mil migrantes

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Organização apoia atualmente 80 pessoas, sendo 41 por meio de projetos desenvolvidos pelo programa na capital federal; em Brasília, o total de assistidos, desde 2018, chega a 800

O próximo dia 20 é o Dia Mundial do Refugiado, data estabelecida pelas Nações Unidas, em 2001, para enfatizar a resistência e a coragem de pessoas que foram forçadas a deixar seus países de origem, seja por motivo de conflitos armados, crise humanitária ou perseguição. A efeméride também propõe uma reflexão acerca das ações adotadas por governos e organizações ao redor do mundo para mitigar o sofrimento humano decorrente desse fenômeno.

 

Nesse contexto, a Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo, se destaca por suas ações de acolhimento de famílias que migraram para o Brasil em busca de uma vida melhor. Desde 2018, ano de lançamento do programa Brasil Sem Fronteiras, realizado em parceria com a ACNUR, agência da ONU para Refugiados, a Organização já acolheu 5.064 migrantes venezuelanos e refugiados afegãos, sendo um total 1.359 famílias – somente na capital federal, foram apoiadas 800 pessoas.

 

No início deste ano, a marca dos 5 mil migrantes foi superada com a chegada de mais venezuelanos em São Paulo, Brasília e no Rio de Janeiro. Além dos refugiados e migrantes da América do Sul, a Organização também apoiou o acolhimento de afegãos de 2022 até o final do ano passado, eles chegam ao Brasil em grupos no aeroporto de Guarulhos (SP), após golpe de Estado que reinstalou o grupo fundamentalista Talibã no governo de Cabul, capital do Afeganistão.

 

Atualmente, a Aldeias Infantis SOS é responsável pelo acolhimento de um total de 80 migrantes, sendo que 41 deles estão no Distrito Federal – os outros 39 ficam em São Paulo. Ainda neste mês, o Rio de Janeiro receberá 20 novas famílias de migrantes venezuelanos.

 

“Abraçamos essa missão porque acreditamos que ninguém pode se desenvolver e sobreviver dignamente em território estrangeiro se não tiver um apoio de base para se integrar à cultura e à comunidade locais. Além disso, em situações extremas, há sérios riscos de os filhos serem separados de seus pais, e nosso compromisso é que nenhuma criança cresça sozinha”, afirma Sérgio Marques, Sub Gestor Nacional da Aldeias Infantis SOS e responsável pelo Brasil Sem Fronteiras.

 

Para contribuir com os esforços de acolhida dessas famílias, a Aldeias Infantis SOS oferece serviços que incluem moradia digna e segura, além de suporte para regularização de documentos, validação de diplomas, renovação de vistos, aprendizado do idioma português e elaboração de currículos traduzidos. Ao chegar ao Brasil, as famílias com filhos são cadastradas pelo ACNUR e, posteriormente, encaminhadas para Aldeias Infantis SOS, que apoia o processo de interiorização dos migrantes.

 

Em média, as famílias ficam três meses sob o cuidado da Organização. Esse é o período necessário para a regularização de documentos, identificação de oportunidades de trabalho e definição de um local para morar de forma definitiva. Atualmente, os venezuelanos ficam nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Programa brasiliense

 

Na capital federal, a Aldeias Infantis SOS conduz o Fortalecimento de Vínculos com as famílias e um projeto de acolhimento institucional de famílias e adultos, com capacidade para atender até 60 participantes. Atualmente, 41 pessoas são assistidas. O objetivo é oferecer autonomia e possibilitar a inserção econômica e social no novo país.

 

Uma das beneficiadas pelo programa é Délia Flor Quintana Mendonza, de 40 anos, que deixou a Venezuela com os filhos, sendo que um deles foi diagnosticado com diabetes e precisa de cuidados específicos, principalmente, em relação à alimentação. “Passei seis meses em um abrigo em Boa Vista, dormindo no chão em colchões muito pequenos e as condições eram difíceis. Quando chegamos à Aldeias Infantis SOS, tudo mudou. Fomos acolhidos com muito carinho e, com o apoio da equipe, consegui matricular meus filhos na escola, acessar atendimento de saúde, ter apoio na aprendizagem da língua portuguesa e ainda participar de um projeto chamado Mulheres Negras Imigrantes na Universidade de Brasília (UNB)”, conta.

 

Segundo Délia, o apoio foi essencial para sonhar com um futuro melhor. “Hoje, minha filha está se preparando para a faculdade, e meu maior desejo é que todos eles se formem e conquistem seu espaço profissional. Vim ao Brasil para que tivessem oportunidades que jamais teriam na Venezuela. Lá, passávamos fome, e eles não frequentavam a escola. Inclusive, com apoio da Aldeias, consegui ir para um apartamento com toda minha família”, afirma.

 

Também acolhida pelo programa, Elaidys Paola Hernandes Bastes, de 38 anos, chegou ao Brasil há quatro anos com seus três filhos Jheremy Gabriel, Abraham David e Ibrahim Samuel. A decisão de migrar veio após o caçula Ibrahim, diagnosticado com epilepsia e autismo, não conseguir acesso à medicação no país de origem, pois não tinham recursos financeiros para serem direcionados ao tratamento. “Não havia comida, muito menos condições para dar andamento ao tratamento. Para sair do meu país, caminhei, pedi carona e enfrentei todos os desafios possíveis até chegar a Brasília. Fomos acolhidos pela Aldeias Infantis SOS, que nos deu um novo começo. Hoje, meus filhos estão na escola e Ibrahim recebe tratamento e medicação controlada, que é fornecida pelo SUS. Eu trabalho como auxiliar de cozinha e, atualmente, moro com meus filhos em meu próprio apartamento ”, relata.

 

Paola reforça que o apoio foi decisivo para transformar sua realidade. “Antes, eu chorava todos os dias, sentia falta da minha família e não sabia se conseguiria recomeçar, mas não queria voltar à Venezuela. Mas hoje sou grata. Aqui, meu filho mais velho atua como jovem aprendiz e vai entrar na faculdade no próximo ano. No futuro, quero abrir meu próprio negócio. Aos poucos, com perseverança e apoio, estamos superando tudo. Sou muito grata à Aldeias, pois foi a minha porta de entrada para conquistar muitas coisas neste país. Amo o Brasil!”, conclui.

 

Sobre a Aldeias Infantis SOS

A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e suas famílias. A Organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninos e meninas que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias.

Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 57 anos e mantém mais de 80 projetos, em cerca de 30 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer cuidados alternativos para crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha.

Para mais informações, acesse o site: www.aldeiasinfantis.org.br/

CCBB Educativo abre agendamento para visitas mediadas de estudantes e instituições de ensino

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Programa oferece transporte gratuito para escolas públicas e material pedagógico para professores

Visita mediada para grupos – Foto: Divulgação

O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) oferece visitas mediadas para grupos interessados em visitar exposições em cartaz. Associações comunitárias, escolas e demais instituições podem agendar horários para garantir atendimento exclusivo. As atividades são oferecidas pelo Rolê Cultural – Educativo CCBB e acontecem de terça-feira a sábado, de graça.

As visitas são conduzidas por mediadores especializados do Rolê Cultural, que promovem diálogo e troca de saberes, adaptados às características de cada grupo. A proposta vai além da visitação tradicional, oferecendo experiências sensíveis, em formato de conversas, que conectam o mundo da arte à vida cotidiana dos visitantes. Para ampliar a experiência da visita, os grupos agendados terão acesso a um material educativo com a sugestão de uma prática poética que pode ser feita em sala de aula ou em casa.

O agendamento é gratuito e pode ser feito pela plataforma Mediato Conecta: conecta.mediato.art.br. Há disponibilidade de transporte gratuito para escolas públicas.

Programação:

Visita Mediada Agendada
Voltada para escolas e grupos, a visita é um convite ao olhar coletivo com escuta, troca e reflexão sobre as obras, os artistas e os conceitos presentes nas exposições. Escolas públicas podem ter transporte gratuito para as visitas.
Data: Terça a sexta: 9h, 10h, 10h30, 14h, 15h, 19h. Sábado: 9h
Duração: 
1h30 
Capacidade: 
44 pessoas        
Ponto de encontro: Sala do Educativo         
Agendamento: conecta.mediato.art.br

 

Visita Mediada com Interpretação em LIBRAS
Com a presença de intérprete ouvinte de Libras, essa visita oferece uma experiência acessível e inclusiva, estimulando a troca, a investigação e a reflexão sobre as exposições.
Data: Sábado: 10h
Duração: 1h
Capacidade: 20 pessoas
Ponto de encontro: Sala do Educativo

  

Serviço:

Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil

Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal

Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Tel.: 61 3108-7600

Programação completa          em ccbb.com.br/brasilia/programacao/role-cultural-educativo-ccbb/ 

Ingressos: ingressos.ccbb.com.br     
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br

Acesso: gratuito

Classificação Indicativa: livre

Peso de tentar agradar todo mundo: quando o esforço vira prisão emocional

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Vivemos em uma sociedade onde ser querido e aceito parece ser um dos maiores objetivos de vida. Desde a infância, somos ensinados a obedecer, agradar, ser simpáticos e “bons” com todos. Com o tempo, isso pode se transformar em um comportamento automático: a necessidade de agradar a todos ao redor, mesmo que isso custe o próprio bem-estar. Mas o que acontece quando essa busca se torna uma armadilha emocional?

A armadilha da aceitação

Pessoas que sentem a necessidade constante de agradar costumam viver em estado de alerta, sempre tentando prever o que os outros esperam, evitando conflitos e reprimindo suas próprias vontades. Isso pode parecer uma virtude à primeira vista — afinal, quem não gosta de alguém gentil, solícito e prestativo? Mas por trás desse comportamento pode haver insegurança, medo de rejeição e uma profunda necessidade de validação externa.

A perda da identidade

Quando se vive em função do que os outros querem ou esperam, perde-se a conexão com a própria essência. As vontades pessoais ficam em segundo plano, os limites são ultrapassados, e o “não” vira uma palavra proibida. Isso pode gerar confusão interna, baixa autoestima e uma sensação constante de esgotamento.

Com o tempo, essa tentativa de agradar a todos leva a uma vida moldada pelas expectativas alheias. E o mais irônico? Mesmo tentando agradar todo mundo, é impossível evitar críticas, desentendimentos ou rejeições. Sempre haverá alguém insatisfeito — e isso pode gerar frustração, ansiedade e até depressão.

As raízes emocionais

O comportamento de agradar pode estar relacionado a traumas de infância, abandono, rejeição ou criação baseada em recompensas condicionais. Frases como “seja boazinha para mamãe gostar de você” ou “ninguém vai te amar se você for assim” podem marcar profundamente a mente de uma criança e moldar seu comportamento adulto.

Além disso, vivemos em uma cultura que valoriza a simpatia como uma virtude obrigatória, especialmente entre mulheres, que são socialmente ensinadas a sorrir, ceder e cuidar, muitas vezes em detrimento de si mesmas.

Libertar-se do ciclo

Romper com o hábito de agradar todo mundo não é fácil, mas é possível — e extremamente libertador. O primeiro passo é reconhecer o padrão e refletir sobre o que está por trás dele. Medos, crenças limitantes, inseguranças? Em seguida, é preciso praticar o autoconhecimento e aprender a dizer “não” sem culpa.

Colocar limites, expressar vontades e priorizar o próprio bem-estar não é egoísmo: é autocuidado. Entender que você não precisa ser amado por todos para ter valor é um passo essencial para uma vida emocional mais leve e autêntica.

Conclusão

Agradar a todos é uma missão impossível — e insistir nisso só leva à exaustão e à perda de si mesmo com splove. Aprender a se respeitar, a se posicionar e a viver com autenticidade pode causar estranhamento no início, mas, com o tempo, traz paz. Você não precisa agradar o mundo inteiro. Basta agradar a si mesmo e estar cercado de quem te valoriza de verdade.

Saúde psicossocial no centro das atenções: especialista orienta empresas sobre exigências da NR-1

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Nova norma trabalhista obriga que riscos à saúde mental sejam tratados com a mesma seriedade que os físicos e químicos. Especialista alerta que empresas têm até 2026 para se adaptar, mas o momento de agir é agora

Até pouco tempo, o cuidado com o bem-estar psicológico no ambiente corporativo era visto como um gesto de empatia ou parte de programas voluntários. Agora, torna-se exigência legal. A partir de 2026, organizações de todos os portes e setores terão a responsabilidade de mapear, diagnosticar e intervir em fatores psicossociais — como assédio moral, estresse, sobrecarga e conflitos interpessoais — dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), que já contempla aspectos físicos, químicos e ergonômicos.

A mudança ocorre após um crescimento expressivo nos afastamentos por transtornos emocionais. Só em 2024, o número de licenças por ansiedade e depressão aumentou 67% em relação ao ano anterior, totalizando 472,3 mil casos, segundo o INSS. “Estamos falando de uma responsabilidade agora reconhecida legalmente: o cuidado emocional também é uma questão de segurança no trabalho. Não se trata mais de uma ação opcional de bem-estar, mas de algo que precisa ser planejado, monitorado e documentado”, afirma a especialista em gestão de pessoas da Senior Sistemas, Jéssica Ariane Bartosewiz.

Por que a saúde mental virou pauta obrigatória — e estratégica

O reconhecimento da saúde emocional como risco ocupacional foi acelerado pela pandemia e consolidado por dados globais alarmantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 301 milhões de pessoas vivem com transtornos de ansiedade e 280 milhões com depressão em todo o mundo. Somados, esses problemas são responsáveis pela perda de mais de 12 bilhões de dias de trabalho por ano, segundo relatório elaborado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Esses números escancaram o impacto da negligência emocional no cotidiano corporativo — tanto na qualidade de vida das equipes quanto nos resultados operacionais.

“Essa mudança de paradigma é inevitável. O sofrimento psíquico passou a ser tratado como fator de risco porque seus efeitos deixaram de ser invisíveis — hoje, são mensuráveis, registrados e causam prejuízos reais. O que antes era tratado apenas no RH agora integra as agendas de segurança, compliance e estratégia”, afirma o Product Owner da solução de Saúde e Segurança do Trabalho da Senior Sistemas, Roger Wetzel.

Essa também é uma demanda clara das novas gerações, que vêm redefinindo os critérios de escolha por ambientes de trabalho. Para elas, saúde mental, equilíbrio de vida e bem-estar são prioridades — o que exige das empresas uma transformação cultural alinhada ao futuro do trabalho e à convivência intergeracional nas equipes.

Ouvir antes de adoecer: como identificar sinais e agir preventivamente

Cumprir a nova regra começa pela criação de canais de escuta ativa, estruturada e sigilosa — deixando de lado abordagens genéricas e pontuais. “As companhias precisam entender que existem formas técnicas de identificar os pontos de atenção antes que os problemas se instalem. Não basta reconhecer que há estresse — é necessário mensurar, localizar e tomar decisões baseadas em evidências”, explica Jéssica Ariane.

Ela destaca que o prazo até 2026 não deve ser visto como licença para adiar mudanças: “Este é o momento ideal para estruturar processos internos, preparar as lideranças e estabelecer fluxos de escuta e acompanhamento. Quem se antecipar estará em vantagem.”

Campanhas educativas, capacitação gerencial, protocolos de acolhimento, medidas contra assédio e integração com benefícios voltados à saúde emocional são caminhos eficazes para criar ambientes mais seguros e produtivos — além de evitar prejuízos legais, financeiros e humanos.

Estruturar processos não é custo, é investimento

Mais do que boa vontade, a norma exige método. Será necessário registrar os riscos psicossociais no GRO (Gerenciamento de Riscos Ocupacionais), planejar ações com base em indicadores e comprovar o que foi implementado. A recomendação é adotar um Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, articulado às demais iniciativas de saúde e segurança.

“Não adianta aplicar uma pesquisa isolada e arquivar os resultados. É preciso transformar isso em rotina, com diagnósticos constantes e planos de ação efetivos. O foco é a prevenção — e prevenir custa menos do que remediar”, reforça Jéssica Ariane.

O Ministério do Trabalho deve lançar, ainda este ano, um manual técnico para orientar esse processo de adaptação. A fiscalização poderá ocorrer com base na legislação já em vigor, mesmo durante o período educativo. Por isso, ignorar o tema é um risco que nenhuma organização pode correr.

Tecnologia e gestão como aliadas da mudança

Apesar da complexidade envolvida, a implementação pode ser facilitada com apoio especializado e uso de ferramentas digitais. “Nosso objetivo é apoiar tanto a organização quanto os profissionais. As soluções da Senior permitem realizar diagnósticos, estruturar indicadores, acompanhar o clima, cruzar informações de afastamentos e gerar planos de ação consistentes. Tudo com sigilo, segurança e alinhamento às exigências legais”, explica.

Para Roger, o ponto central é não tratar a nova regra como mera formalidade: “Mais do que uma obrigação legal, trata-se de uma oportunidade de transformar o ambiente organizacional. Empresas que colocam as pessoas no centro colhem mais engajamento, melhor desempenho — e menos passivos jurídicos.”

Ele reforça: “Quem se prepara desde já para identificar os riscos, implementar escuta ativa e integrar dados de bem-estar e produtividade terá vantagem competitiva. Cuidar da saúde emocional é cuidar da sustentabilidade dos negócios.”

 

Sobre a Senior  

A Senior Sistemas é a escolha de empresas líderes de mercado que buscam inovação e gestão de alta performance. A multinacional oferece um portfólio completo que abrange todas as etapas da cadeia produtiva em setores estratégicos da economia, como Agronegócio, Atacado e Distribuição, Construção, Indústria e Logística. Com mais de 35 anos de excelência, Senior transformou a gestão de mais de 13 mil empresas de médio e grande porte no Brasil e em outros países da América Latina. Com 11 filiais e três mil colaboradores no Brasil e no exterior, a Senior mantém 160 canais de distribuição e cresce acima de 20% ao ano em receita líquida há cinco anos consecutivos. A Senior acredita que, com sua profunda expertise e soluções tecnológicas, tem a oportunidade de impulsionar empresas rumo à maior eficiência operacional, expansão de receitas e liderança em seus segmentos. Por isso, entrega mais que tecnologia. Para mais informações, visite www.senior.com.br.

Izalci comemora derrubada do veto de Lula que retoma pensão vitalícia a crianças vítimas da Zika

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O Congresso Nacional rejeitou na última terça-feira (17) um veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a uma proposta que cria pensão especial a crianças vítimas de síndromes associadas ao zika vírus.

A proposta prevê que a pensão será paga às pessoas com deficiência permanente em decorrência de síndrome congênita associada à infecção pelo zika vírus. O valor mensal do benefício será o do teto da Previdência Social, hoje em cerca de R$ 8,1 mil.

Além da pensão vitalícia, o projeto restabelecido pelo Congresso prevê também o pagamento de indenização única da União, por danos morais, às vítimas no valor de R$ 50 mil.

O senador Izalci Lucas (PL/DF) comemorou a derrubada do veto de Lula, que havia decidido rejeitar integralmente a proposta aprovada pelo Congresso, e disse que agora se faz justiça com todas as famílias que lutam contra a burocracia do Estado, por atendimento, medicamentos, alimentos, estimulação, contra o preconceito e as barreiras diversas à inclusão digna de seus filhos na sociedade.

“As relevantes limitações psicomotoras observadas nas crianças com microcefalia demandam a concessão de benefício que tenha valor proporcional à gravidade das limitações diagnosticadas”, disse Izalci.

Governo do Estado doa terreno para construção de unidade da Receita Federal e firma parceria para desenvolver o agro na região do Pontal do Paranapanema

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O Governo de São Paulo, por meio da Secretária de Agricultura e Abastecimento, anuncia nesta quarta-feira (18), às 16h30, na Câmara Municipal de Presidente Prudente, a doação do terreno do Estado para a União Federal. Neste espaço será construída uma unidade da Receita Federal e depósito de mercadorias apreendidas.

Na mesma ocasião, o secretário de Agricultura, Guilherme Piai (foto acima), firma a parceria técnica da AptaHub com a Inova Prudente para fomentar a inovação e o desenvolvimento estratégico do agronegócio na região do Pontal do Paranapanema.

 

Ao final do evento, o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Guilherme Piai estará disponível para entrevistas.

 

Serviço: Doação do Terreno para Receita Federal e Parceria AptaHub e Inova Prudente
Data: 18.06.2025 (quarta-feira)
Horário: 16h30
Local:  Câmara Municipal – Av. Washington Luiz, 544 – Centro, Pres. Prudente

Leilão da ANP ameaça soberania energética ao favorecer estrangeiras em regime de concessão

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Rio de Janeiro  – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifesta preocupação com os resultados do 5º Ciclo de Oferta Permanente da Concessão da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) realizado nesta segunda-feira, 17, que entregou boa parte da estratégica Margem Equatorial a empresas estrangeiras.

A Chevron, em consórcio com a chinesa CNPC, arrematou quase 58% dos blocos licitados na Foz do Amazonas, enquanto a Petrobras, mesmo tendo liderado os esforços de atendimento das exigências do licenciamento ambiental, será operadora de apenas 18,8%.

A FUP alerta que essa perda de protagonismo da Petrobras enfraquece o controle nacional sobre áreas sensíveis e de alto valor estratégico, comprometendo a soberania energética do Brasil. Ao privilegiar o regime de concessão e interesses privados internacionais, o governo abre mão de instrumentos fundamentais de planejamento e distribuição da riqueza do petróleo, além da não definição de que esses recursos deveriam ser utilizados para o desenvolvimento econômico, social e sustentável das regiões com os piores IDHs do Brasil.

 

A FUP reafirma seu compromisso com a defesa da Petrobras, da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro.