Movimento do comércio popular na 25 de Março no mês do Natal.
O Ministério da Saúde estabeleceu novas orientações em relação ao distanciamento social para combater a pandemia do novo coronavírus (covid-19). Em Boletim Epidemiológico, divulgado nesta segunda-feira (6), a equipe do órgão cria diferentes formas de isolamento e recomenda regras mais leves para municípios que ainda não estejam com alta ocupação de leitos nas unidades de saúde. A mudança vai ao encontro da posição do presidente Jair Bolsonaro, que vem defendendo a necessidade de retomada das atividades econômicas para impedir ou mitigar prejuízos na esfera da produção.
Segundo a nova orientação, haveria duas categorias de distanciamento: o ampliado e o seletivo. O ampliado é o que foi adotado pelos estados e Distrito Federal até o momento. Na nova diretriz da pasta, os municípios e estados em que os casos confirmados não tenham resultado em uma ocupação de leitos maior do que 50% da capacidade do local devem migrar da modalidade ampliada para a seletiva.
O distanciamento seletivo seria aquele no qual “apenas alguns grupos ficam isolados, sendo selecionados os grupos que apresentam mais riscos de desenvolver a doença ou aqueles que podem apresentar um quadro mais grave, como idosos e pessoas com doenças crônicas (diabetes, cardiopatia etc.) ou condições de risco como obesidade e gestação de risco”. Nesse modelo, as pessoas com menos de 60 anos podem circular livremente, desde que não apresentem sintomas da covid-19.
Essa transição do distanciamento social ampliado para o seletivo, conforme a recomendação, começaria na próxima segunda-feira (13).
Os locais que apresentam coeficiente de incidência da pandemia 50% acima da estimativa nacional devem manter o distanciamento ampliado até que o estoque de equipamentos, insumos e força de trabalho em saúde estejam “disponíveis em quantitativo suficiente, de forma a promover, com segurança, a transição para a estratégia de distanciamento social seletivo conforme descrito na preparação e resposta segundo cada intervalo epidêmico”, pontua o boletim epidemiológico.
As unidades federativas com coeficiente 50% acima da taxa média de incidência são, no balanço divulgado pelo Ministério da Saúde: São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas e Brasília.
De acordo com o Boletim Epidemiológico, o distanciamento social ampliado é “essencial para evitar uma aceleração descontrolada da doença”, mas sua manutenção prolongada “pode causar impactos significativos na economia”.
O distanciamento seletivo possibilitaria a “retomada da atividade laboral e econômica” com “criação gradual de imunidade de rebanho de modo controlado”. Por outro lado, nesse caso “grupos vulneráveis continuarão tendo contato com pessoas infectadas assintomáticas ou sintomáticas, tornando mais difícil o controle”.
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e secretários responsáveis pela resposta à pandemia ponderaram a importância dessas medidas para impedir o colapso do sistema de saúde, que o ministro chegou a projetar para o fim de abril.
Em coletiva no Palácio do Planalto, o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, lembrou que o Brasil levou 17 dias para chegar do primeiro ao centésimo caso, mais sete dias para ir até o milésimo caso e 14 para chegar aos dez mil casos confirmados.
Campanha tem por objetivo reduzir a incidência dos problemas da visão
Fundamental para a nossa vida, a visão faz toda a diferença no nosso dia a dia. Por esse motivo, foi criado no Brasil a data para alertar as pessoas para darem mais valor e importância aos olhos. O mês de abril também é comemorado o Dia Nacional do Braile (8/4). A data é o nascimento de José Álvares de Azevedo (08 de abril de 1834) o professor responsável por trazer, em 1850, o alfabeto Braille ao Brasil.
Carlos Yamane, médico oftalmologista da Auge Oftalmologia
Segundo o IBGE, mais de 6 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência visual. O médico oftalmologista Carlos Yamane, explica que a cegueira pode ser reversível ou irreversível, portanto muitos casos podem ser tratados ou preveníveis. As causas de cegueira reversível são: catarata, ceratocone, deslocamento de retina – desde que tratado com urgência. Já as não reversíveis são: glaucoma, degeneração macular avançada ou retinopatia diabética. “Cuidar da saúde como um todo, principalmente àqueles diabéticos, visitar regularmente o oftalmologista e cuidar bem dos olhos, evitando também uso de óculos não certificados são algumas medidas preventivas”, detalha.
Os especialistas são claros, quando se referente ao cuidados com os olhos devem iniciar desde a infância e em todas as fases da vida. É necessário monitorar sempre a saúde dos olhos, de acordo com o estilo de vida do indivíduo e profissão que atua na sua rotina. “Muitas das doenças oculares são silenciosas, não apresentando sintomas nas fases iniciais, portanto, o diagnóstico precoce previne a perda da visão. Recomendo a visita ao oftalmologista no mínimo uma vez ao ano”, completa Carlos Yamane.
Corpo Clínico
DR. CARLOS HAYATO YAMANE – Oftalmologista responsável pelo departamento de Catarata da Auge Oftalmologia. Formado em Medicina pela UFTM. Atuando com excelência há mais de 30 anos na área de oftalmologia em Brasília, durante esse período colaborou para a formação de dezenas de novos cirurgiões, hoje espalhados por todo país.
Serviço:
Auge Oftalmologia
Brasília Medical Center – SGAN 607 Bloco A Salas 309/310 – Asa Norte
Gradativamente, cai a conspiração em favor do pânico do Covid-19
Glenn Greenwald, dono do The Intercept Brasil, acusava o presidente Jair Bolsonaro de “ignorar” a previsão da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) de que 5.571 brasileiros morreriam por Covid-19 até 6 de abril.
De acordo com o Intercept (veja aqui), “mesmo informado sobre quantas pessoas podem morrer, Bolsonaro segue fazendo pouco caso da emergência”.
O Intercept disse que teve acesso aos dados Abin que eram classificados como sigilosos e foram enviados a agentes de governos estaduais.
Felizmente, hoje, 6 de abril, o Brasil não tem nem 500 mortes pelo vírus chinês. Os números atualizados ontem pelo Ministério da Saúde, contabilizam apenas 486 “supostas” vítimas fatais da doença no país.
Aliás, cadê aquele especialista que fez a previsão de 1 milhão de mortos? Tudo bem que ele disse que seria até agosto, mas como estamos em abril, são necessários 250.000 mortes por mês.
O que falta no Brasil é uma lei penal que estabeleça que PASSA A SER CRIME disseminar pânico perante a população ou a opinião pública, punível com reclusão de 3 a 5 anos, por exemplo.
Previsão do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continua em 2,50%
O mercado financeiro estima queda ainda maior da economia este ano, por influência da pandemia do coronavírus. A previsão de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – agora é de 1,18%. Essa foi a oitava redução consecutiva. Na semana passada, o mercado previa queda de 0,48%.
A estimativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central, com a projeção para os principais indicadores econômicos.
As previsões do mercado para o PIB de 2021, 2022 e 2023 continuam em 2,50%.
Já a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,50, a mesma previsão da semana passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,40, contra R$ 4,30 da semana passada.
Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 2020. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu, pela quarta vez seguida, ao passar de 2,94% para 2,72%.
Para 2021, a estimativa de inflação também foi reduzida, de 3,57% para 3,50%. A previsão para os anos seguintes – 2022 e 2023 – não teve alterações e permanece em 3,50%.
A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual em cada ano.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e encerre 2020 em 3,25% ao ano. Na semana passada a previsão para o fim de 2020 era 3,50% ao ano.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,75% ao ano. A previsão anterior era de 5% ao ano. Para o fim de 2022, as instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano e, para o final de 2023, a estimativa passou de 6,25% ao ano para 6% ao ano.
(Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil – Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Secretaria de Desenvolvimento Social abre dispensa de licitação emergencial para aquisição de mais de 50 mil cestas de alimentos e kits de prevenção. Serão investidos R$ 15 milhões
O Governo do Distrito Federal (GDF) vai investir R$ 15 milhões no fornecimento de 53.856 cestas básicas e 53.856 kits de higiene, ambos destinados a pessoas em situação vulnerável atendidas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
A medida, que abre dispensa de licitação emergencial, foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) neste domingo (5) e é mais uma ação para combater a pandemia provocada pelo novo coronavírus (Covid-19).
Do montante a ser investido, R$ 10 milhões compõem recursos destinados ao combate à Covid-19. Outros R$ 5 milhões são de programas continuados da secretaria, mas não entram na dispensa de licitação emergencial
As cestas serão compostas por arroz, açúcar, feijão-carioca, macarrão, farinha de mandioca, polvilho doce, óleo de soja, carne bovina, sardinha, sal, café e leite. Já os kits de prevenção contam com sabão em pó, detergente, água sanitária e sabonete.
Empresas interessadas em participar da licitação devem enviar proposta até as 14h do próximo dia 8 (quarta-feira) ao e-mail dispensadelicitacao@sedes.df.gov.br. O termo de referência referente ao certame está disponível no site da secretaria (www.sedes.df.gov.br).
(Ian Ferraz, da Agência Brasília. Foto:Divulgação/Conab)
Quem trabalha, produz e não abre mão de ser livre, tem que se manifestar – Coronavírus vs “comunavírus”
O coronavírus veio da China — está submetendo a humanidade a uma experiência inusitada e perigosa. Alguns dizem que a coisa nasceu quando um idiota, sem qualquer noção de higiene, comeu uma inacreditável e repugnante sopa de morcego, iguaria que alguns tentam nos empurrar como fruto de “hábitos culturais”, mas que na verdade tenha sido imposta aos chineses pela necessidade de sobreviver à fome, comum a todos os povos que experimentam o comunismo.
Outros especulam que teria surgido em laboratório e, dentre esses, há quem sustente que seria uma arma biológica do PC chinês para conquistar o mundo. Veja esse vídeo, de 2015, que apesar de não se tratar do Covid-19 na época, hoje poderia ser:
Nunca me arrisco a dar palpites sobre coisas que desconheço e, nesse caso, esse hábito, herdado de meu pai, é ainda mais indicado, por tratar-se de um tema novo, complicado e cheio de dúvidas e mistérios. Ademais, se os entendidos ainda não o entenderam, é impossível que não entendidos possam entendê-los.
Como não entendo bulhufas de vírus, porque moro na “praia” da economia, onde mergulham, tomam sol, caminham e surtam a oferta e a demanda, a poupança e o consumo, a produção e o investimento, só o que posso me atrever a afirmar, sem medo de erro ou exagero, é que o coronavírus Covid-19 é um inimigo que tira vidas, impõe custos sociais tremendos e ameaça destroçar as atividades econômicas em todo o planeta.
Para termos uma esquálida – e, mesmo assim, enigmática – ideia da devastação que pode se abater sobre o mundo, do início deste ano até o final de março, a peste do leste já se estendeu a mais de 150 países e a cinco continentes, infectou mais de 450 mil pessoas e interrompeu perto de 24 mil vidas.
Não bastasse isso, ameaça destroçar a economia mundial com violência sem precedentes. Não faltam estimativas quanto ao montante dos estragos, como essas sobre a queda do GDP americano:
– Bank of America -12% – Goldman Sachs – 24% -JP Morgan -14% e – Morgan Stanley – 30%.
Para o PIB do Brasil, de 35 instituições que apresentaram projeções, apenas 5 apostam em um número positivo (entre 0,3 e 0,7), três cravam zero e as demais 27 oscilam entre —0,3% e — 3%. Ou seja, se é possível confiar em alguma coisa, é na incerteza, no risco e no pessimismo.
É costume exigir dos governos as soluções para as grandes crises, porque os indivíduos, paradoxalmente, embora não gostem de políticos, acreditam que os governos têm sempre boas intenções e que podem fazer mágicas na economia para conduzir todos ao Éden.
Esses truques consistem em inflar a demanda pela imposição de uma verdadeira olimpíada de estímulos, a saber, qual banco central é mais rápido em martelar artificialmente a taxa de juros para baixo, que governo arremessa mais longe os seus gastos, quem é melhor em despejar moeda sem lastro do alto, etc.
Isso já vem acontecendo desde o início de março. Nos Estados Unidos, o Fed reduziu a faixa das taxas de juros de entre 1% e 1,25% para entre zero e 0,25%, o maior corte desde 2008; injetou US$ 1,5 trilhão em liquidez no sistema bancário; comprou US$ 1,2 trilhão em títulos; baixou a taxa de redesconto de 1,5% para 0,25% e reduziu os requisitos de reserva para zero, ou seja, acabou com todo e qualquer resto de lastro. Do lado fiscal, o governo também tomou medidas muito fortes, como uma lei para aumentar os gastos em US$ 8,3 bilhões; a decretação de estado de emergência para liberar a distribuição de até US$ 50 bilhões em ajuda a estados, cidades e territórios; ajuda ao exterior; a proposta de um novo pacote de estímulo de cerca de US$ 1 trilhão.
O Banco Central Europeu (BCE), que desde 2019 já reduzira a taxa de juros abaixo de zero para prevenir uma recessão esperada, também anunciou medidas de estímulo, como aumentar em US$ 128 bilhões as compras de títulos em 2020 e afrouxar as exigências de capital dos bancos.
Medidas semelhantes vêm sendo adotadas na Austrália, na China, em Hong Kong, na Coreia do Sul, Reino Unido, França, Itália e Japão.
E até a equipe econômica do governo brasileiro, a mais liberal de nossa história, seguiu, embora certamente com alguma contrariedade, a toada: liberação de compulsório para bancos proverem liquidez às empresas (R$ 200 bilhões), empréstimos do BNDES e Caixa (RS 150 bilhões); liberação de recursos ao Ministério da Saúde; postergação de impostos; antecipação de abonos salariais e benefícios para aposentados (RS 150 bilhões). Em poucos dias, R$ 500 bilhões despejados na economia!
Além disso: auxílio a informais (RS 50 bilhões) e empréstimos em folha de pagamento (RS 50 bilhões); transferências mensais de RS 600 para 38 milhões de pessoas; complementação de parcelas de salários que as pequenas empresas não puderem pagar; empréstimos na folha salarial.
Como disse o ministro Paulo Guedes no final de março, “o pacote atual é de mais ou menos R$ 750 bilhões, e ele pode aumentar se for necessário”. E prosseguiu: ‘Vamos gastar de 4,8 a 5,0% do PIB esse ano”.
Nessa combinação de keynesianismo econômico com o autoritarismo provocado pelas providências de confinamento que vêm sendo adotadas pelos governos em escala mundial, duas perguntas são relevantes: (a) essas medidas estão corretas? e (b) supondo que sejam, serão suficientes?
O comunavírus
Admitindo — para evitar que o artigo fique quilométrico – que as respostas a ambas sejam positivas, vamos formular então a seguinte:
Quais os perigos desse aumento sem precedentes da coerção do Estado nas nossas vidas?
O momento exige a maior serenidade possível, porque, embora saibamos que o vírus chinês coronavírus não gosta de brincadeiras, não podemos perder a cabeça e o controle da situação, sob a pena de transformarmos as vidas de todos em um suceder de atos servis, em uma lista de afazeres ditada diariamente pelo governo.
Qualquer cidadão que preze a liberdade não pode deixar de manifestar perplexidade diante da quantidade de ações de natureza autoritária e populista que espocam diariamente nas mídias de informação, por parte de prefeitos, governadores, políticos e membros do Judiciário, sempre com o apoio quase irrestrito da imprensa tradicional. É uma saraivada de comandos e ordens do Estado aos cidadãos que nunca se imaginava acontecer em nosso país e é notório que muitos estão procurando tirar proveito político da pandemia para minar o governo e afastar o presidente, seja por razões ideológicas ou simplesmente para afastá-lo da eleição de 2022 e apresentarem-se como candidatos. E o jogo dessa gente é sujo, muito sujo, mesmo levando-se em conta que a atividade política, desde os tempos mais remotos, não pode ser caracterizada propriamente como atos de santidade, porque visa ao poder que — se espremermos bem o limão -, é a dimensão política do axioma da ação humana.
Com efeito coronavírus, temos assistido perplexos a um desfile de arbitrariedades e propostas de mais arbitrariedades repletas de boas intenções (tenho dúvidas) e, principalmente, de populismo barato e ideologia camuflada. Vou citar algumas, dentre inúmeras outras de teor semelhante:
– coronavírus com quarentena horizontal — fechamento de comércio – detenção de pessoas que se recusam a obedecer a governadores e prefeitos – ameaças de todos os tipos a quem discordar – invasão de estabelecimentos comerciais por policiais – confisco de mercadorias “para servir ao bem comum” — prefeitos bloqueando acessos a suas cidades e governadores a seus estados – controles e congelamentos de preços e aluguéis -propostas de imposição do IGF (imposto sobre grandes fortunas) – bloqueio de estradas -proposta de taxação de 10% do lucro de empresas com capital igual ou maior a RS 1 bilhão — proposta de estatização de todos os hospitais privados do país — respaldo do STF a medidas desse tipo — imprensa tradicional incutindo pavor e pânico 24 horas por dia e apoiando as medidas autoritárias — permanentes bombardeios ao Executivo desferidos pela imprensa e pelos outros poderes, com objetivos pouco disfarçados de desestabilizá-lo — rebelião de alguns governadores e prefeitos.
No exterior, não tem sido diferente. Dois casos chegam a chamar a atenção por sua bizarrice coronavírus: o primeiro no Panamá, onde o governo impôs um “rodízio de gênero”, em que os homens só podem sair de casa nas segundas, quartas e sextas, as mulheres somente nas terças, quintas e sábados e, nos domingos, nem homens e nem mulheres podem deixar suas casas. E o segundo na Colômbia, onde a agência de saúde do governo aconselhou a masturbação como forma de minorar os efeitos da quarentena…
As raposas autoritárias, como vemos, estão saindo rapidamente de seus esconderijos e avançando sobre nossas galinhas. O direito de propriedade, uma instituição fundamental da economia de mercado, está sendo ameaçado e desrespeitado; o direito à liberdade, seja a econômica, seja a de ir e vir e até mesmo a de se expressar, também está sendo agredido; E o direito mais importante de todos — que é o direito à vida — está visivelmente servindo de pretexto para a imposição de agendas autoritárias muito perigosas. Podemos dizer que a impressão é que estamos na porta de entrada do totalitarismo mais descarado.
Costuma-se defender essa onda autoritária argumentando que vai se limitar à emergência da situação e que, uma vez passada, tudo retornará ao que era antes.
Não podemos ter certeza de que vai ser assim! A história da civilização já é suficientemente longa para mostrar que o poder costuma tirar proveito de todas as crises, porque é durante elas que o seu avanço não encontra grandes obstáculos, e tem mostrado também que, uma vez aumentado, nunca retorna ao ponto inicial. Em outras palavras, o poder discricionário do Estado morre de amores pela continuidade e odeia a brevidade. Entretanto, quando se trata de desonerar e reduzir alíquotas de impostos, o que vem sendo obrigado a fazer pela pandemia coronavírus, ele adora ter um romance efêmero com a brevidade…
Existe coronavírus — e não podemos ser tolos a ponto de negar — o perigo de um estado de exceção aguçado por razões de saúde passar para um estado de exceção motivado por saques, protestos e levantes sociais. Isso impediria, ou na melhor hipótese, atrasaria a restauração completa das liberdades que os governos nos estão suprimindo. A pior das pandemias é a dos estados totalitários.
Nem vou mencionar os projetos criminosos da eternamente rupestre esquerda de implantação do socialismo, que está estimulando o facho totalitário dos malucos de sempre. Por isso, finalizo com uma advertência: quem trabalha, produz e não abre mão de ser livre tem que se manifestar desde já, para que fique bem claro que ninguém que tenha a cabeça no lugar admite qualquer tipo de totalitarismo no Brasil.
Avenida W3 Sul praticamente vazia na manhã 3ª feira
Exposição excessiva às notícias também inquieta especialistas
A situação inédita de confinamento em casa e distanciamento social entre as pessoas por causa de um vírus em pleno século 21 cabe no enredo de romances distópicos ou de filmes apocalípticos de ficção científica. Na realidade, entretanto, essa trama pode vir recheada de desconfortos, situação de stress, desequilíbrio emocional e até alguma neurose, alertam psicólogos. Em tempo de novo coronavírus é preciso prestar atenção e cuidar da saúde mental no dia a dia.
De acordo com Lydiane Streapco, professora de Psicologia do Centro Universitário São Camilo em São Paulo, a situação vivida em todo o planeta era impensável há poucos meses por causa do domínio absoluto da ciência e da disponibilidade de tecnologia para inclusive deter doenças.
“Nossa geração estava muito vaidosa de que não experimentaria riscos de morte em massa, como ocorreu no passado. A natureza, agora, impõe nova realidade.” Para ela, a situação nos desequilibra, “mexe a fundo com o bem-estar e abala as relações entre as pessoas.”
“A mudança de hábito teve que ocorrer muito rapidamente e algumas pessoas podem se sentir angustiadas”, disse a acadêmica que, como milhões de brasileiros, mudou sua rotina. Além de trabalhar de casa, ela teve de assumir integralmente os cuidados com os filhos, de 6 e 8 anos.
Interação e conflito
A psicóloga Célia Fernandes, da Enfoque Clínica de Psicologia em Brasília, também está se adaptando e atendendo seus pacientes de casa por meio do computador e do celular. As tecnologias que viabilizam o teletrabalho, compras e diversão, não contornam, entretanto, os problemas da interação humana.
Segundo ela, conflitos podem surgir na família, entre pais e filhos e entre os casais. “O conflito é normal. Precisamos trabalhar a comunicação, compreender que temos personalidades diferentes e interesses diferentes.”
Célia recomenda a organização e o estabelecimento de regras sobre a divisão do tempo e do espaço que permitam o trabalho e a rotina de descanso. Para quem tem filhos, é importante dar atenção às crianças e ao lazer infantil. Já para adultos, é importante incluir na rotina a realização de atividades de interesse pessoal, como estudo, leitura ou diversão – como assistir filmes e até maratonar diversos episódios das séries preferidas. “Como já ocorria em finais de semana. Precisamos adotar medidas comuns, já que vamos passar mais tempo juntos.”
Ela alerta, entretanto, que, a despeito de combinados caseiros, o confinamento vai trazer dificuldades adicionais. “O confinamento vai sim agravar o estado emocional daquelas pessoas que já tinham algum transtorno ou distúrbio emocional, como são os casos das ansiedades e vai gerar conflitos entre as pessoas que não tinham o hábito de ficar tanto tempo em família”.
Excesso de notícias
Além do vírus, as pessoas precisam estar atentas a outras adversidades do cotidiano em tempo de pandemia. Célia Fernandes orienta seus pacientes para que “não se afoguem” em informações. Ela alerta que “mudar de um telejornal para outro gera ansiedade, angústia e sofrimento emocional”.
A professora Lydiane Streapco se preocupa com o excesso de exposição ao noticiário sobre covid-19., especialmente telejornais que possam ter tom sensacionalista. Ela também alerta para a veiculação de notícias falsas por meio das redes sociais.
Apesar das dificuldades impostas pela reclusão, dos riscos de superexposição midiática ao novo coronavírus e das possibilidades reais de contaminação e alastramento da covid-19, a professora acredita que a pandemia não terá o desfecho dos romances distópicos. “É bom as pessoas não terem medo. As distopias acabaram no passado por causa do ímpeto humano de enfrentá-las.”
(Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil – Brasília. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Medida vai beneficiar 620 milhões de pessoas que vivem na região
Ministros da agricultura, alimentação, desenvolvimento rural, pecuária e pesca de 25 países da América Latina e Caribe, incluindo o Brasil, assinaram uma nota conjunta se comprometendo a adotar medidas para garantir o abastecimento de alimentos para cerca de 620 milhões de pessoas que vivem na região.
No documento divulgado ontem (3), os signatários garantem que, até o momento, não há falta de gêneros alimentícios em seu países, e que, diferentemente de outras crises, a oferta de alimentos segue estável na região e no resto do mundo.
“Os estoques globais dos principais tipo de alimentos estão em bons níveis e as colheitas nos principais países produtores foram boas”, afirmam os ministros, assegurando que trabalhadores do campo e indústrias alimentícias seguem trabalhando.
“Não existem, portanto, razões que justifiquem aumentos significativos nos preços internacionais dos alimentos, razão pela qual fazemos um chamado a todos os que atuam no sistema a fim de impedir a especulação neste momento de emergência”, acrescentam os representantes nacionais.
Os ministros, no entanto, admitem a importância de que o funcionamento de toda a cadeia de suprimento siga funcionando em meio à pandemia do novo coronavírus (covid-19). Na nota, eles apontam que, se a ameaça de disseminação da doença persistir por um longo tempo, os serviços serão submetidos a pressões que podem sim gerar problemas. Razão pela qual preescrevem que os países da região ajam em conjunto para evitar o desabastecimento.
“Neste sentido, se todos os países nos esforçarmos para manter funcionando as cadeias locais, nacionais, regionais e globais de abastecimiento, poderemos assegurar os alimentos de forma sustentável para toda a população.”
Os ministros se comprometem a atuar conjuntamente, trocando informações e adotando medidas “apropriadas, conforme a realidade de cada país”, entre elas fornecer assistência técnica e financeira aos pequenos e médios produtores agrícolas, pescadores, aquicultores, pecuaristas e pequenas e médias agroindústrias a fim de que possam manter e, em alguns casos, aumentar sua produção.
O grupo também defende a implementação de programas emergenciais para prevenir a perda e o desperdício de alimentos, incluindo os que estimulem e facilitem o funcionamento de bancos de alimentos; o monitoramento constante das cadeias logísticas, especialmente as que envolvam mais de um país, a fim de resolver rapidamente qualquer gargalo, e o fomento do uso de plataformas de comércio eletrônico, buscando envolver o menor número possível de produtores e estabelecimentos de pequeno e médio porte.
Os ministros propõem que os governos promovam políticas fiscais e comerciais em resposta aos efeitos econômicos da crise e estabeleçam mecanismos público-privados que facilitem o constante monitoramento dos níveis de abastecimento alimentar e a situação dos mercados.
A declaração do grupo de 25 ministros conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e outros organismos multilaterais especializados, como o Programa Mundial de Alimentos; o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura; a Organização Mundial de Saúde Animal, entre outras entidades.
(Por Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil – Brasília)
A medida vai beneficiar cerca de 7.500 pessoas que perderam os empregos
Nesta quinta-feira (2) foi protocolado o projeto de Lei complementar 35/2020, de autoria do vice-presidente da Câmara Legislativa, deputado Delmasso (Republicanos), que cria o Benefício Emergencial de Preservação da Renda. A medida vai beneficiar cerca de 7.500 pessoas que perderam os empregos por causa da crise causada pelo COVID- 19. O valor do benefício será de um salário mínimo.
A cozinheira, Márcia Aparecida da Silva (25), trabalhava em um restaurante em Águas Claras e ficou desempregada no início da pandemia. “Com essa crise, o restaurante demitiu várias pessoas e estão trabalhando agora só com delivery. É um desespero! As contas estão atrasadas e a gente fica sem saber o que fazer”, contou.
Márcia afirmou que o benefício proposto pelo deputado vai ajudar bastante. “Esse dinheiro será bom para ter calma e tranquilidade. O meu marido também está desempregado. Eu fico muito feliz em saber que têm pessoas como o Delmasso”, disse.
Segundo o distrital, a medida vai beneficiar cerca de 7.500 pessoas que perderam os empregos. “A criação do Plano Emergencial tem como objetivo preservar a renda das famílias que estão passando por dificuldades financeiras, por causa da crise. Essa é uma proposta necessária para auxiliar a população do Distrito Federal ao enfrentamento do coronavírus”, disse.
O Plano Emergencial de Manutenção da Renda tem os objetivos de: preservar a renda das famílias e reduzir o impacto social por causa das consequências do estado de calamidade pública e de emergência da saúde pública. Compete a Secretaria de Trabalho coordenar, executar, monitorar e avaliar a proposta e editar normas complementares necessárias à execução.
O benefício será custeado com recursos do Fundo para Geração de Emprego e Renda do Distrito Federal (FUNGER). O valor será de prestação mensal a partir da data do início da demissão ou da suspensão temporária do contrato de trabalho. O empregador informará a Secretaria de Trabalho a demissão ou a suspensão temporária no prazo de dez dias, contado da data da realização do acordo.
Os trabalhadores produzem máscaras faciais à medida que a demanda por sua produção aumenta rapidamente e se esforça para atender aos pedidos, nas instalações de um fabricante turco em Istambul, Turquia, em 30 de janeiro de 2020.
A medida foi publicada hoje no Diário Oficial
A Câmara de Comércio Exterior (Camex) ampliou a lista de produtos necessários ao combate do novo coronavírus com redução temporária para zero da alíquota do Imposto de Importação. A resolução nº 28 foi publicada na edição de hoje (3) do Diário Oficial da União.
Entre os produtos com redução do imposto estão tecidos para fabricação de máscaras; suporte para circuitos respiratórios; válvulas de ventiladores pulmonares; baterias; cartão de memória, entre outros dispositivos.
A Camex já havia reduzido a tarifa a zero para álcool etílico e imunoglobulina, na Resolução nº 22, de 25 de março. Nesta resolução de hoje, a câmara corrigiu a descrição técnica dos produtos.