Início Site Página 71

Gestão desorganizada amplia passivos e fragiliza empresas

0

 

Falhas internas de controle e ausência de processos estão na raiz do avanço de disputas 

A desorganização interna deixou de ser apenas um problema administrativo para se tornar um fator direto de risco jurídico para empresas brasileiras. Dados do Conselho Nacional de Justiça mostram que ações trabalhistas e execuções fiscais seguem entre os principais tipos de processos em tramitação no país.

Estudos do Sebrae indicam que falhas de gestão e ausência de planejamento estão entre as principais causas de mortalidade empresarial, especialmente nos primeiros anos de operação.

Para a advogada e empresária Mayra Saitta, fundadora do Grupo Saitta, boa parte dos conflitos empresariais nasce antes mesmo de qualquer disputa formal. “Os passivos não surgem do dia para a noite. Eles são construídos a partir de decisões reativas, controles frágeis e falta de processos bem definidos”, afirma.

A informalidade na gestão costuma se refletir em rotinas sem padronização, registros incompletos e ausência de integração entre áreas administrativa, contábil e jurídica. Esse cenário amplia a exposição a erros recorrentes no cumprimento de obrigações trabalhistas e fiscais, além de dificultar a tomada de decisão estratégica. “Quando a empresa cresce sem estrutura, o risco cresce junto”, diz.

Especialistas apontam que muitas organizações só percebem a gravidade do problema quando ele já se transformou em litígio. Nesse ponto, além do impacto financeiro, há desgaste operacional e perda de foco do negócio. “A correção sempre custa mais do que a prevenção”, observa a executiva.

Onde começam os riscos jurídicos invisíveis

Antes de qualquer ação judicial, os conflitos costumam se formar dentro da própria empresa, de maneira silenciosa e cumulativa. Falta de clareza nas responsabilidades, ausência de processos documentados e decisões tomadas sem base em dados criam um ambiente propício ao surgimento de passivos.

Segundo Saitta, quando cada área atua de forma isolada, sem visão sistêmica, a empresa perde previsibilidade. “Gestão não é burocracia. É organização para reduzir risco e sustentar o crescimento”, afirma.

Gestão como ferramenta de prevenção jurídica

A estruturação da gestão interna funciona como uma camada de proteção para o negócio. Processos bem definidos, controle de prazos e registro de decisões reduzem falhas operacionais e fortalecem a empresa em eventuais disputas.

“Quando existe método, a empresa deixa de apagar incêndios e passa a agir de forma preventiva”, diz. Na prática, isso se traduz em menos multas, menos autuações e maior segurança jurídica.

A especialista apresenta 4 ações iniciais para organizar a empresa

O primeiro passo não está em ferramentas sofisticadas, mas no diagnóstico da operação. A partir dessa análise, algumas ações iniciais fazem diferença:

  1. Mapear processos existentes, mesmo que informais;
  2. Identificar gargalos operacionais e pontos de risco;
  3. Estabelecer rotinas mínimas de controle e acompanhamento;
  4. Definir responsáveis e critérios claros de decisão.

Como contratar apoio especializado

A busca por empresas ou consultorias de gestão exige atenção à metodologia adotada e à capacidade de integrar diferentes áreas do negócio, uma vez que soluções isoladas tendem a resolver apenas parte do problema.

Nesse processo, é fundamental avaliar se a abordagem considera de forma integrada gestão, contabilidade e jurídico, além de evitar modelos genéricos que não dialogam com a realidade operacional da empresa.

Também é recomendável priorizar metodologias que promovam autonomia interna e previsibilidade, permitindo decisões mais claras e seguras ao longo do crescimento do negócio. “Gestão eficiente não engessa a operação. Ela dá clareza para o empresário decidir melhor”, afirma a executiva.

Benefícios e alertas para o empresário

Empresas que investem em organização interna tendem a reduzir passivos, melhorar a previsibilidade financeira e ganhar eficiência operacional. Além disso, fortalecem sua posição diante de parceiros, investidores e instituições financeiras.

O alerta, porém, é direto. “Quando a empresa ignora a gestão, ela não elimina o risco, apenas adia o problema. E, quando ele aparece, costuma ser maior e mais caro”, conclui.

 

Sobre Mayra Saitta

Advogada, contadora e empresária, Mayra Saitta é fundadora do Grupo Saitta, hub de contabilidade, direito empresarial, marketing e educação corporativa com atuação no Brasil, Estados Unidos e Europa. Nascida em Praia Grande (SP) e graduada em Ciências Contábeis e Direito, ela se especializou em Direito Empresarial e construiu uma trajetória marcada pela inovação em gestão e pela defesa do protagonismo feminino nos negócios. Em 2024, foi homenageada pela Câmara Municipal de Praia Grande com o diploma Graziela Diaz Sterque, em reconhecimento às suas contribuições à comunidade e ao desenvolvimento local.

Em 2025, lançou o livro A mente ágil do líder: como liderar com flexibilidade e propósito na era da inteligência artificial, no qual apresenta reflexões sobre liderança e transformação digital. Idealizadora do Saitta Day, evento que reúne empresários e especialistas para impulsionar o empreendedorismo na Baixada Santista, Mayra é reconhecida por unir visão estratégica, propósito e impacto social em sua atuação.

Para mais informações, acesse o site, linkedin ou pelo instagram.

 

Sobre o Grupo Saitta

Há 15 anos, o Grupo Saitta atua como um hub de soluções integradas em contabilidade, advocacia, marketing e educação corporativa, com sede em Praia Grande (SP) e presença em todo o Brasil, além de uma carteira de clientes nos Estados Unidos e Europa.

Reconhecido pelo Método Saitta, modelo próprio de gestão de processos, o grupo se consolidou pela capacidade de unir eficiência operacional, rigor no cumprimento de prazos e uma gestão humanizada, que valoriza a parceria e o desenvolvimento conjunto entre empresas e profissionais.

Pioneiro na Baixada Santista ao criar um setor de Customer Success voltado à experiência do cliente, o grupo também promove mentorias e programas de capacitação para líderes e empreendedores, com foco em produtividade, gestão inteligente e posicionamento estratégico. Sua missão é clara, fortalecer empresas e inspirar vidas, conectando pessoas, propósito e performance.

 

Rosângela Moro alerta para risco de censura e uso indevido do poder contra a democracia

0

“Querem calar o Brasil”, diz deputada ao denunciar tentativa de censurar críticas políticas e impor silêncio à democracia.

A deputada federal Rosângela Moro (UNIÃO) manifesta preocupação diante de iniciativas que buscam restringir a liberdade de expressão no Brasil, especialmente quando pedidos são direcionados à Justiça Eleitoral para limitar críticas a governos no período de pré-campanha. Para a deputada, trata-se de um movimento perigoso que afronta diretamente os pilares do Estado Democrático de Direito brasileiro.

“O Brasil não é uma democracia tutelada. Estamos em um país livre, criticar governos é um direito do cidadão, não uma concessão do Estado”, afirmou a deputada. Segundo ela, recorrer ao Judiciário para cercear opiniões políticas representa uma forma clara de censura, disfarçada sob o argumento de preocupação institucional.

Advogada por formação, a deputada Rosângela Moro lembra que a Constituição Federal é clara ao assegurar a liberdade de manifestação do pensamento e da comunicação. O artigo 5º, nos incisos IV e IX, garante a livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença. “Esse texto constitucional não admite relativizações convenientes nem interpretações seletivas”, reforçou.

A deputada também criticou o uso indevido das estruturas de poder para fins de autoproteção política. “Quando governantes tentam calar críticas, não estão defendendo a democracia, mas tentando se blindar dela. Quem não teme o debate público não pede mordaça ao povo, enfrenta os fatos. Toda vez que a liberdade de expressão é atacada, a corrupção agradece. O silêncio imposto é terreno fértil para abusos, desvios e autoritarismo”, declarou.

Para a deputada, o papel das instituições é assegurar direitos fundamentais, e não limitá-los por conveniência política. A Justiça deve atuar como guardiã da Constituição e não como instrumento a serviço de interesses circunstanciais. Situações em que se tentam silenciar vozes críticas invertem a lógica democrática e comprometem o equilíbrio entre os Poderes.

Rosângela Moro defende que a sociedade precisa estar vigilante e atenta aos movimentos políticos no país. “A democracia não se perde de uma vez. Ela é corroída aos poucos, quando normalizamos a censura e aceitamos que o poder decida quem pode falar. Não podemos aceitar. Liberdade de expressão não é ameaça, mas sim garantia de um país mais justo, transparente e livre”, defende.

 

 

Fonte: DonnySilva

Café extraordinário: Casal de produtores de Barra do Turvo produz o melhor café do Estado

0
P Fotos: Gilberto Marques/SAA

 

Eles tiveram a maior nota já alcançada em todas as edições da competição estadual, com 91,10 pontos, o café foi classificado de extraordinário

Os produtores rurais, Ozico Pereira (72) e Pedrina Pereira (70), do município de Barra do Turvo, no interior paulista, fizeram história no 24.º Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo. O casal de agricultores, que estão juntos há 50 anos, obteve a maior nota já alcançada em todas as edições da competição, com a incrível marca de 91,10 pontos (pts), na categoria cereja descascado.

Só para se ter uma ideia, até então, a maior pontuação já alcançada foi em 2022, com 90,3 pts. “O café gourmet é de 80 a 85 pontos, enquanto, o especial de 85 a 90 pts. Até então, não existia uma nota acima disso. De quatro anos para cá, agora, os cafés que atingem acima desta pontuação são classificados de extraordinário”, explicou o especialista agropecuário da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Rogério Sakai.

 

Para a produtora Pedrina Pereira, que vem da agricultura familiar e cresceu vendo o pai cultivando café, a simplicidade na produção pode resultar em uma safra bem valorizada. “As mudas de café foram plantadas e para roçar, eu utilizei a roçadeira, depois, realizei apenas duas capinadas. Não precisou de adubo, não precisou de nada”, explicou Pedrina Pereira.

 

Em uma área rural de 6 mil metros quadrados, com uma produção de cerca de 4 mil pés de área plantada de café. A safra da amostra vencedora foi cultivada, há cinco anos, em um sistema agroflorestal. “Nós sofremos muito para chegar até aqui, mas agora estamos colhendo os frutos. Ficamos muito felizes pela conquista deste prêmio”, celebrou Pedrina.

 

A participação do casal no concurso foi feita de forma experimental, apenas para conhecer o funcionamento da competição. “O prêmio foi uma surpresa, pois, eu nunca pensei que poderíamos ganhar e isso foi importante, porque com o reconhecimento, aumentaram os meus clientes e as vendas de café. Também foi uma honra representar o nosso município”, ressaltou Ozico Pereira.

 

A CATI possui um projeto em conjunto com a prefeitura de Barra do Turvo, desde 2012 para promover o cultivo do café arábica. “Desde então, nós temos dado apoio junto à prefeitura e aos produtores, nessa parceria, de incentivar a produção na região. Isso trouxe resultados como as premiações nos concursos de café dos anos anteriores e desse último ano”, destacou Rogério Sakai.

 

Para a presidente da Associação do Café e Cultura de Barra do Turvo, Juliana Cordeiro, o segredo do sucesso que fez do município ser uma referência nos últimos Concurso do Café é a dedicação exclusiva, principalmente, para uma variedade. “Como somos pequenos produtores, a primeira coisa em destaque é a quantidade. Então, nós conseguimos realmente dar uma atenção especial a esse tipo de café, colhendo ele somente em cereja e tendo um trabalho de secagem, tudo realmente com mais calma e isso resultou nesse café extraordinário”, frisou a presidente.

Melhores cafés do Estado

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento realiza há mais de 20 anos o Concurso Estadual Qualidade do Café de São Paulo e na edição de 2025 premiou os 50 melhores cafés paulistas em várias categorias. O evento reúne cafeicultores de diversas regiões, pesquisadores, lideranças do setor, representantes de cooperativas e autoridades, reforçando o protagonismo paulista na produção de cafés de alta qualidade.

 

Saiba mais sobre o concurso e conheça os melhores cafés do Estado

O Congresso, os privilégios e o risco político em ano eleitoral

0

 

Regalias crescem, a pressão popular aumenta — e o custo político pode ser alto em 2026

Enquanto o debate público brasileiro segue concentrado na revisão da jornada de trabalho 6×1 uma pauta com alto apelo social e impacto direto na vida do trabalhador o Congresso Nacional decidiu avançar com notável rapidez em uma agenda bem diferente: a ampliação de benefícios e a reestruturação de carreiras internas do próprio Legislativo.

Nas últimas sessões, foi aprovado um conjunto de medidas que cria a chamada licença compensatória para servidores comissionados da Câmara dos Deputados. O mecanismo prevê um dia de folga a cada três dias trabalhados, com a possibilidade de conversão dessa folga em indenização financeira. Na prática, esse arranjo pode elevar a remuneração mensal de alguns cargos para patamares próximos de R$ 77 mil, fora do teto constitucional, sob a justificativa de tratar-se de verba indenizatória.

A defesa política da medida seguiu um roteiro conhecido. No Senado, o argumento central foi o de que benefícios semelhantes já existem naquela Casa, no Tribunal de Contas da União e no Poder Judiciário. A lógica, portanto, não é a da contenção de privilégios, mas a da sua padronização no topo do Estado. Se todos já possuem, não haveria motivo para retirar ainda que o custo recaia sobre o orçamento público.

O problema não é apenas fiscal, embora o impacto estimado das medidas aprovadas somadas a reajustes, reestruturações de carreiras e criação de novos cargos aponte para algo próximo de R$ 4 bilhões no orçamento de 2026. O ponto central é político. E, em ano eleitoral, isso importa ainda mais.

Sob a presidência da Câmara, conduzida por Hugo Motta, o Congresso tem demonstrado eficiência para deliberar sobre temas corporativos internos, ao mesmo tempo em que posterga ou esvazia debates com forte ressonância social. A assimetria é evidente: quando o assunto envolve a própria estrutura de poder, a pauta anda; quando envolve o trabalhador comum, a tramitação se arrasta.

Esse contraste aprofunda uma percepção já disseminada na sociedade brasileira: a de que Brasília opera em uma realidade paralela. Uma realidade em que o discurso de austeridade convive com a expansão de benefícios, e em que a responsabilidade fiscal costuma valer apenas para fora dos muros do Parlamento.

Não se trata de demonizar o funcionalismo público nem de ignorar a complexidade da administração do Estado. Trata-se de reconhecer que escolhas políticas comunicam valores. E, neste caso, a mensagem transmitida é clara: em um momento de pressão econômica, insegurança no emprego e desgaste institucional, o Congresso optou por proteger e ampliar suas próprias vantagens.

Em ano eleitoral, decisões como essa não passam despercebidas. Elas alimentam o ceticismo, fortalecem discursos antipolítica e ampliam a distância entre representantes e representados. Mais do que uma questão administrativa, trata-se de um erro de leitura do ambiente político e social do país.

O Congresso ainda terá a oportunidade de corrigir esse descompasso, recolocando na agenda temas que dialoguem com a realidade da maioria da população. Caso contrário, corre o risco de transformar privilégios internos em custo eleitoral externo um preço que, historicamente, a política brasileira acaba pagando nas urnas.

Pacientes com câncer podem ter direito à isenção do Imposto de Renda, afirma especialista

0

Advogado previdenciário Ubiratãn Dias alerta para benefício legal que pode aliviar o peso financeiro do tratamento

O Dia Mundial do Câncer, celebrado nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, vai além da conscientização sobre prevenção e diagnóstico precoce. A data também chama atenção para os direitos garantidos por lei às pessoas diagnosticadas com a doença, especialmente aqueles que podem amenizar o impacto financeiro do tratamento.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil registra cerca de 704 mil novos casos de câncer por ano, considerando as estimativas mais recentes. Além dos desafios físicos e emocionais, muitos pacientes enfrentam dificuldades econômicas ao longo do tratamento e, mesmo assim, desconhecem benefícios legais importantes, como a isenção do Imposto de Renda.

Segundo o advogado previdenciário Ubiratãn Dias, o direito à isenção é assegurado a pacientes com câncer que recebem aposentadoria, pensão ou reforma. “O tratamento oncológico costuma gerar gastos contínuos e inesperados. A isenção do Imposto de Renda existe justamente para reduzir esse peso financeiro e garantir mais dignidade ao paciente”, explica.

O especialista destaca que o benefício não está condicionado à fase da doença. “Mesmo quem está em remissão ou não apresenta sintomas ativos continua tendo direito, desde que o diagnóstico seja comprovado por laudo médico. Esse é um erro comum que faz muitas pessoas abrirem mão de um direito legítimo”, afirma Ubiratãn.

Além disso, o advogado ressalta que é possível recuperar valores pagos indevidamente. “Em muitos casos, o paciente segue pagando o imposto por anos sem saber da isenção. Com a orientação correta, é possível solicitar a restituição dos valores dos últimos cinco anos”, pontua.

Para Ubiratãn Dias, o Dia Mundial do Câncer também deve ser um momento de informação e acolhimento. “Cuidar do paciente não é só tratar a doença. Garantir acesso aos direitos legais também faz parte desse cuidado”, conclui.

Caiado participa de reunião nos EUA a convite do governo americano

0

 

Encontro em Washington reúne 20 países, incluindo integrantes do G7, para discutir segurança das cadeias globais, cooperação internacional e estratégias para minerais críticos. Governador foi convidado pelo secretário de Estado, Marco Rubio

 

O governador Ronaldo Caiado cumpre agenda em Washington (DC), nos Estados Unidos, para discutir minerais críticos com o governo americano – Foto: Secom

O governador Ronaldo Caiado cumpre agenda oficial nesta quarta-feira (4/2), em Washington (DC), nos Estados Unidos, onde participa de uma reunião ministerial internacional sobre minerais críticos e elementos de terras raras. O encontro reúne representantes de cerca de 20 países — incluindo integrantes do G7 — para discutir a formação de uma aliança voltada à segurança das cadeias globais desses insumos estratégicos.
Caiado participa a convite do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Além do Brasil, também integram a reunião delegações da União Europeia, Austrália, Reino Unido e Canadá. A agenda trata de políticas públicas, investimentos e parcerias no setor mineral, com foco em recursos essenciais à transição energética, à indústria de alta tecnologia e à inovação. Entre os temas debatidos estão a proposta de garantia de preços mínimos para minerais críticos e terras raras e medidas para diversificar fornecedores no mercado global.
Atualmente, a única mina de terras raras em operação no Brasil está localizada em Minaçu, no norte goiano, sob responsabilidade da Serra Verde Pesquisa e Mineração, que produz, em escala industrial, elementos considerados críticos, como neodímio, praseodímio, térbio e disprósio. Paralelamente, o Governo de Goiás atua para ampliar e estruturar a cadeia produtiva do setor, com projetos em diferentes estágios de pesquisa e implantação, como os desenvolvidos pela Aclara Resources, em Nova Roma, e pela canadense Appia, em Iporá.
Os minerais críticos são matérias-primas essenciais para cadeias produtivas estratégicas e apresentam riscos de escassez ou de concentração de oferta. Esses insumos são amplamente utilizados em tecnologias de ponta, como veículos elétricos, turbinas eólicas e sistemas avançados de armazenamento de energia, o que amplia sua relevância econômica e geopolítica.
A participação no encontro está alinhada à estratégia do governo estadual de ampliar relações internacionais, atrair investimentos e fortalecer a atuação de Goiás em setores considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico, com foco na geração de emprego qualificado, inovação e sustentabilidade.
Terras raras em Goiás
Nesse cenário, Goiás ocupa posição de destaque na mineração de terras raras no Brasil. O estado concentra cerca de 25% das reservas conhecidas no país, que detém a terceira maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China e do Vietnã. Com diversidade geológica e elevado potencial produtivo, Goiás vem se consolidando como uma das principais fronteiras nacionais da mineração de minerais estratégicos.
A presença de Goiás na reunião ocorre em um contexto de fortalecimento da estrutura institucional do estado para o setor mineral. Em 2025, foi sancionada a lei que criou a Autoridade Estadual de Minerais Críticos (Amic) e o Fundo Estadual de Desenvolvimento dos Minerais Críticos (FEDMC), voltados à formulação de políticas públicas para pesquisa, exploração, industrialização, logística e comercialização de minerais estratégicos, como terras raras, nióbio, níquel, cobre, titânio e fosfato.

 

Mudou de etapa na escola? Calma, não é um bicho de sete cabeças

0

Da Educação Infantil ao Ensino Médio, especialistas explicam como encarar cada transição com mais segurança e menos medo

O início do ano letivo costuma vir acompanhado de expectativa, curiosidade e,
para muitas famílias, uma dose extra de ansiedade, especialmente quando a
criança ou o adolescente está vivendo uma fase de transição escolar. A
passagem da Educação Infantil para o Ensino Fundamental ou do Fundamental
para o Ensino Médio representa mudanças importantes na rotina, na forma de
aprender e até na maneira de se relacionar com colegas e professores.

Apesar dos desafios, psicólogos e educadores reforçam que esse momento
deve ser encarado como uma etapa natural do desenvolvimento, marcada
muito mais por descobertas do que por dificuldades. De acordo com o site
Springer Nature, estudos apontam que, embora a transição possa gerar
insegurança inicial, o apoio da escola e da família é decisivo para reduzir a
ansiedade e fortalecer o vínculo do aluno com a aprendizagem.

Segundo Jéssica Assunção, psicóloga do Colégio Ideal, em Brasília, a
mudança de segmento é um marco significativo no percurso escolar, pois
contribui diretamente para o desenvolvimento de novas habilidades.

“Essas transições promovem autonomia, adaptação e amadurecimento. Ao vivenciar
essas descobertas, os alunos ampliam sua compreensão sobre o aprender,
fortalecem o interesse pelo conhecimento e enfrentam as mudanças com mais
segurança e tranquilidade, reduzindo a ansiedade e favorecendo o bem-estar
ao longo do processo educativo”, explica.

O que muda em cada etapa?

Na transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, a principal
mudança está na organização da rotina. As aulas tornam-se mais estruturadas,
surgem novos combinados e o aluno passa a lidar com atividades que exigem
maior atenção, concentração e responsabilidade.

Já na passagem do Ensino Fundamental para o Ensino Médio, os desafios
ganham outra dimensão. Além do aumento da carga de conteúdos, o estudante
começa a fazer escolhas mais conscientes sobre o futuro acadêmico e
profissional. O site NSW Government traz uma pesquisa que mostra que
nesse período, é comum ocorrer uma queda temporária no engajamento e no
senso de pertencimento, especialmente quando o aluno não se sente acolhido
no novo ambiente escolar.

Para a coordenadora pedagógica Karina Santos, o ambiente escolar exerce um
papel fundamental nesse processo. Segundo ela, as salas devem ser
organizadas de forma flexível, respeitando a proposta pedagógica de cada
turma. O ideal é que os espaços contem com tapetes para rodas de conversa e
cantinhos de leitura, favorecendo a interação, a autonomia e o protagonismo
dos alunos. A média indicada é de até 25 estudantes por turma.

Karina atua no Colégio Ideal de Brasília e explica que as turmas contam com
professora regente e, no caso do 4º e 5º anos, com duas regentes: uma
responsável pela área de Exatas e outra pela área de Humanas. Quando
necessário, há ainda o apoio de uma professora auxiliar. A escola também
dispõe de professores especialistas em inglês, educação física e artes, além de
uma coordenação pedagógica atuante e presente no dia a dia escolar.

Dicas para uma transição mais tranquila

 Converse sobre as mudanças, ouvindo medos e expectativas sem
minimizar sentimentos;
 Evite comparações com irmãos ou colegas;
 Valorize pequenas conquistas, principalmente nas primeiras semanas;
 Mantenha uma rotina organizada, com horários de estudo, descanso e
lazer;
 Reforce que errar faz parte do aprendizado.
 Como organizar os estudos e melhorar o aprendizado
 Estabeleça um horário fixo de estudo, mesmo que por pouco tempo;
Distribua as matérias ao longo da semana;
 Revise o conteúdo visto em sala no mesmo dia ou no dia seguinte;
 Faça anotações durante a aula e releia em casa;
 Tire dúvidas assim que surgirem;
 Evite distrações como celular e televisão;
 Realize as atividades com atenção, sem deixar para a última hora;
 Use agenda ou caderno para acompanhar prazos de trabalhos e provas.

Longe de ser um obstáculo, a transição escolar pode se transformar em uma
oportunidade de fortalecimento emocional, aprendizado e crescimento. Com o
apoio da família, a orientação da escola e um ambiente acolhedor, pais e
alunos percebem que essa nova fase está longe de ser um problema — e
muito mais próxima de uma grande conquista.

Exposição “Armando redes” ocupa a Galeria Risofloras com narrativas, sonhos e saberes caboclos

0

Mostra individual de Juliana Lama convida o público a atravessar rios de memória, imaginação e pertencimento na Ceilândia

A Galeria Risofloras recebe a exposição “Armando redes”, da artista visual Juliana Lama, como parte do projeto Ocupe a Galeria Risofloras. A iniciativa selecionou, por meio de edital, dez artistas que irão ocupar o espaço ao longo de 2026, oferecendo apoio financeiro de R$ 2.500 para a realização de cada exposição. O projeto é realizado pelo Programa Jovem de Expressão, com apresentação do Ministério da Cultura e do Instituto CNP Brasil, reforçando o compromisso com a democratização do acesso à arte e o fortalecimento da produção artística periférica.

Criada em 2018, a Galeria Risofloras integra o Instituto de Referência da Juventude e vem se consolidando como um dos principais espaços de circulação artística do Distrito Federal, especialmente por sua atuação em uma das regiões mais populosas do DF e pelo foco em juventudes periféricas.

Sobre a exposição

Em Armando redes, Juliana Lama constrói um território sensível a partir das narrativas caboquinhas, histórias ouvidas à beira do rio da memória, contadas para acessar outros mundos. A exposição propõe um mergulho em saberes transmitidos pela oralidade, onde narrar é também criar vínculos, apertar nós, armar redes — tecnologias ancestrais que sustentam sonhos, corpos e modos de existir.

As obras atravessam o campo do sonho como espaço de dignidade, comunicação e empatia, em contraste com um mundo marcado pela pressa, pela insônia e pela lógica individualista. Entre bichos, armadilhas, advertências e atravessamentos, a artista evoca o sonho como ferramenta de resistência, construção coletiva e possibilidade de fuga das catástrofes que esmagam vidas.

A exposição convida o público a desacelerar, escutar e se permitir atravessar por outros corpos, outros tempos e outras formas de cognição — aquelas que o sonho, a narrativa e a arte ainda conseguem acessar.

Sobre a artista

Juliana Lama é artista visual nascida no Distrito Federal, de família manauara. Pesquisa narrativas caboclas e originárias como formas de conhecimento, explorando suas relações com o sonho, a intimidade com bichos e outros entes. É mestra em Artes Visuais pela UFBA e trabalha principalmente com pintura, fotografia em processos alternativos e intervenções urbanas, como murais e lambe-lambe construídos a partir de colagens entre fotografia e pintura.

Foi premiada pelo Transborda Brasília – Prêmio de Arte Contemporânea em 2018, participou do Vulica Brasil (festival internacional de arte urbana) em 2025 e integrou exposições coletivas em instituições como o MAM-Salvador, MUNCAB (BA) e MABE (PA).

Sobre a Galeria Risofloras

Localizada em uma das regiões mais populosas do Distrito Federal, a Galeria Risofloras se destaca por promover o acesso democrático à arte, abrigando exposições, oficinas, ações formativas e iniciativas de mediação cultural com foco na juventude periférica.

Mais informações: @galeriarisofloras

Sobre o Jovem de Expressão

O Jovem de Expressão é uma iniciativa do Instituto de Referência da Juventude, com atuação em Ceilândia, voltada à promoção da saúde e do bem-estar de jovens entre 18 e 29 anos. O programa desenvolve ações de terapia comunitária, prevenção à violência e ao uso de drogas, além de incentivar práticas culturais, saudáveis e empreendedoras, fortalecendo o protagonismo juvenil.

SERVIÇO

Exposição: Armando redes

Artista: Juliana Lama

Período: 06 de fevereiro a 06 de março de 2026

Visitação: Terça a sábado, das 12h às 17h

Local: Galeria Risofloras – Praça do Cidadão, Ceilândia/DF

Entrada gratuita

Nota de Pesar – Falecimento de Frei Sérgio Antônio Görgen  

0

 

A Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Frei Sérgio Antônio Görgen, liderança histórica das lutas do campo, referência ética da resistência camponesa no Brasil e grande parceiro da nossa instituição.

Frei Sérgio dedicou sua vida à construção de um país mais justo, solidário e enraizado na dignidade dos povos do campo, das florestas e das águas. Sua trajetória foi marcada pela coragem, pela coerência entre palavra e prática e pelo compromisso inabalável com os pequenos agricultores e agricultoras, a soberania alimentar e a justiça social.

“Frei Sérgio foi uma referência ética e política fundamental para todos nós. Sua vida foi dedicada à defesa intransigente da dignidade camponesa, à soberania alimentar e à construção de alternativas concretas para os povos do campo. Como parceiro da Conexsus, contribuiu de forma decisiva para pensarmos e construirmos um crédito rural com propósito, comprometido com a organização coletiva e com os territórios”, afirma Fernando Moretti, diretor de Políticas em Sociobioeconomia da Conexsus.

Como parceiro da Conexsus, Frei Sérgio foi uma presença inspiradora, generosa e firme. Seu legado permanece vivo nas sementes que ajudou a plantar, nas redes que fortaleceu e nas lutas que seguirá inspirando.

A Conexsus se solidariza com familiares, amigos, companheiras e companheiros do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e de caminhada, assim como com todas as organizações populares que hoje sentem sua partida. Que sua memória siga nos guiando na construção de um Brasil mais justo, diverso e sustentável.

Frei Sérgio, presente!

Conexsus – Instituto Conexões Sustentáveis

Sobre a Conexsus:

O Instituto Conexões Sustentáveis – Conexsus atua na promoção da conexão dos negócios comunitários com os mercados, sejam locais, regionais, nacionais ou internacionais, disponibilizando acesso a investimentos financeiros customizados para apoiar a estruturação dos arranjos comerciais e viabilizar as operações.

Uber incentiva motoristas a adotar carros elétricos com subsídio de R$ 21,5 mil

0

 

A Uber anunciou um incentivo de US$ 4 mil, o equivalente a cerca de R$ 21,5 mil, para motoristas que trocarem veículos a combustão por modelos elétricos em algumas cidades dos Estados Unidos. A iniciativa surge em um momento sensível: cortes recentes nos créditos federais para carros elétricos ameaçam desacelerar a transição da frota e dificultar o cumprimento das metas de neutralidade de carbono da empresa.

 

A companhia estabeleceu como objetivo alcançar emissão líquida zero até 2030 na América do Norte e na Europa, e até 2040 no restante do mundo. Para isso, a migração de veículos convencionais para elétricos é considerada estratégica. Até recentemente, esse movimento era impulsionado principalmente por incentivos governamentais, que ofereciam descontos e condições especiais aos motoristas. Com a redução desses benefícios, a Uber passou a oferecer o subsídio diretamente, buscando compensar a perda dos créditos fiscais.

 

O programa, chamado Go Electric, contempla inicialmente motoristas em Nova York, Califórnia, Colorado e Massachusetts. Para ter acesso ao incentivo, o profissional precisa se candidatar e adquirir um veículo elétrico, novo ou usado. O valor oferecido pode ser acumulado com incentivos estaduais, reduzindo ainda mais o custo de aquisição.

 

No Brasil, o setor de transporte por aplicativo também passa por mudanças relevantes na composição da frota. Dados do Data Gaudium, núcleo de inteligência da empresa Gaudium. indicam que os veículos utilizados nas corridas são majoritariamente recentes, fabricados entre 2014 e 2024. A participação de modelos híbridos e elétricos cresceu de 0,8% entre veículos de 2022 para 32,1% em 2025. Os hatches representam 68,5% da frota, seguidos por sedãs (26,5%) e SUVs (3%). Apesar de 95,7% dos veículos ainda serem movidos a combustão, o avanço dos eletrificados, liderados por modelos como o Dolphin e o Dolphin Mini, da BYD, sinaliza uma transição acelerada no país.

 

O subsídio anunciado pela Uber pode ser um fator decisivo para acelerar essa mudança, embora o alcance limitado do programa restrinja seu impacto no curto prazo. A adoção de veículos elétricos depende não apenas de incentivos financeiros, mas também da expansão da infraestrutura de recarga, da valorização do tempo de operação e da viabilidade econômica para motoristas autônomos.

 

A empresa já vinha estimulando a eletrificação da frota por meio de iniciativas como o Uber Green, agora renomeado Uber Electric, além de parcerias com montadoras. Um dos destaques é o acordo com a BYD, que prevê a operação de até 100 mil veículos elétricos na Europa e na América Latina.

 

O movimento sinaliza uma mudança estratégica: mais do que cumprir metas ambientais, a Uber busca tornar a eletrificação financeiramente viável para os motoristas, transformando a sustentabilidade em um vetor de competitividade e retenção de parceiros. “O crescimento da eletrificação na frota de aplicativos não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma mudança estrutural no mercado. Veículos mais novos e híbridos refletem não só a preferência do consumidor, mas também a pressão por eficiência e sustentabilidade nas operações das plataformas”, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium.

 

O desafio será equilibrar custos, infraestrutura e adoção, sobretudo em mercados com menor apoio governamental à eletrificação, enquanto a tendência de modernização e eletrificação da frota se consolida globalmente.

 

Sobre a Gaudium

Gaudium, dona da Machine, é uma empresa de tecnologia criada em 2011 pelo cientista da computação Bruno Muniz e pelo engenheiro Ricardo Góes. Hoje, a startup é focada nos mercados de mobilidade e logística, e já participou de dois Programas de Aceleração Scale Up da Endeavor. Em 2024, foi destacada na lista do Estadão como uma das 100 empresas mais influentes em mobilidade no Brasil. Além da Machine, a empresa é dona do 55content, o principal veículo sobre aplicativos de mobilidade urbana e delivery do Brasil.