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Deputado Pedro Matos cobra ampliação de convocados do concurso da Polícia Civil do Ceará

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O deputado estadual Pedro Matos (Avante) utilizou o primeiro expediente da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), nesta quarta-feira (17), para defender a ampliação do número de convocados no concurso da Polícia Civil realizado neste ano.

Segundo o parlamentar, a corporação enfrenta déficit de efetivo, o que torna a medida fundamental para o fortalecimento da segurança pública. “Eu faço um apelo ao governador Elmano de Freitas para ampliar o cadastro de reserva do concurso. A iniciativa vai gerar economia aos cofres públicos, evitar novo certame, novos prazos e fortalecer a segurança pública, colocando mais policiais civis à disposição da sociedade”, destacou Pedro Matos.

O deputado lembrou que o contrato firmado entre o Governo do Estado e a Universidade Estadual do Ceará (Uece) previa a inclusão de mil servidores no cadastro de reserva. No entanto, o edital do certame foi lançado com apenas 500 vagas imediatas e 250 para cadastro de reserva.

O parlamentar também citou como referência o concurso de 2021, quando foram abertas 500 vagas imediatas e 1.000 para cadastro de reserva, sendo todos os aprovados posteriormente convocados. Para ele, esse histórico demonstra a viabilidade da ampliação das vagas no concurso atual.

“É uma falha de gestão pública, porque compromete a transparência e a credibilidade dos concursos do Estado. Ao assinar o contrato, cria-se expectativa para milhares de famílias que veem no concurso a realização do sonho de servir ao Ceará”, concluiu.

Gustavo Jangola recebe Prêmio Camp 2025 de Marketing Político

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Com a proximidade de mais um ano eleitoral o mercado publicitário começa a conversar com pretensos deputados, senadores e governadores.  São milhares de candidatos e estratégias que serão colocadas à prova em 2026.
Profissionais de marketing, produtoras de vídeo e agências digitas já começam a mostrar os seus trabalhos e foi isso que aconteceu na premiação do último Prêmio Camp, promovido pelo Clube Associativo de Marketing Político, é considerado a maior distinção do setor.
A edição de 2025 foi marcada por um número recorde de inscrições e pela participação de instituições de peso, como o Supremo Tribunal Federal (STF). A cerimônia ocorreu no final do mês de agosto, em São Paulo.
Destaque para o publicitário brasilense Gustavo Jangola e a baiana Zilmar Fernandes, finalistas entre as 3 melhores campanhas estratégicas de 2024 para prefeita Elisa de Uberaba MG (foto).
Com trabalhos em todo Brasil a equipe de Jangola, como é conhecido no mercado profissional, atua tanto na área privada quanto na área pública. Entre os seus principais trabalhos estão:  Colégio Galois, Faculdade IESB,  Liquida DF,   CDL, Drogaria Rosário,  Rede Giraffas,  Residenciais Damha,  OAB,  Aneel,  Detran, Jornal de Brasília,  TV Record e de muitos outros nesses 30 anos de experiência.
Já na área de campanhas políticas nomes de peso como o do governador Ibaneis Rocha, a ex-deputada Celina Leão, Paulo Tadeu, Marcos Montes, Wasny Roure, André Fufuca, Elisa Araújo e um portfólio com 45 campanhas e 43 vitórias.
Gustavo Jangola é brasilense com muito orgulho.
Fonte: donnysilva.com.br

Detran-DF realiza a Operação Sossego em Taguatinga

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A cada três motos abordadas, uma apresentava algum tipo de irregularidade
 
Valquíria Cunha/Ascom Detran-DF
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite desta terça-feira (18), mais uma edição da Operação Sossego, em Taguatinga. A ação teve como foco a fiscalização de motocicletas e resultou em 150 abordagens. A cada três veículos vistoriados, um apresentava algum tipo de irregularidade.
Durante a operação, os agentes registraram as seguintes ocorrências:
Escapamento alterado: 13
Condutor inabilitado: 6
CNH vencida: 4
Ausência de equipamento obrigatório: 3
Placa sem legibilidade: 3
CNH de categoria diferente: 2
Sistema de iluminação alterado: 2
Características modificadas: 1
Remoções: 10
Infrações diversas: 12
Destaque
Além das irregularidades, uma bicicleta equipada com motor a combustão e dispositivo acelerador também foi apreendida. O Detran-DF ressalta que, conforme a legislação de trânsito, esse tipo de veículo é classificado como ciclomotor e, portanto, deve atender às mesmas exigências legais previstas para a categoria.
A Operação Sossego tem como objetivo coibir práticas que comprometem a segurança viária e garantir maior tranquilidade à população, sobretudo em áreas residenciais.

CGU aponta negligência do INSS em fraudes com descontos; especialista analisa falhas e mudanças legais

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Projeto de lei já aprovado na Câmara amplia exigências de segurança em consignados e proíbe descontos de entidades em contracheques

 

Uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelou fragilidades nos mecanismos de controle do INSS sobre descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Para o especialista em Direito Previdenciário, Washington Barbosa, o problema não é novo e decorre de uma desconexão entre a norma e a prática.

“Na verdade, nós temos dois mundos, o mundo do ser e o mundo do dever ser. Pelas intruções normativas internas do INSS e até mesmo pelo decreto 3048, havia previsão de controles fortes, com visita às entidades e verificação dos serviços antes da formalização de convênios. Só que, no mundo real, isso não aconteceu”, afirma.

 

Segundo o especialista, as fragilidades começavam na etapa inicial de análise. “Antigamente, todos os pedidos de descontos passavam pelo INSS, que avaliava a documentação e só depois encaminhava para a Dataprev. Num dado momento isso foi alterado: as entidades passaram a mandar diretamente as informações para a Dataprev, que é meramente operacional. Não havia checagem, crivo ou teste em cima dessas autorizações de débitos”, explica Barbosa.

 

O especialista lembra que, apesar das exigências formais, diversas entidades foram credenciadas sem qualquer verificação mínima. “Com duas ligações, percebia que eram entidades de fachada. Mesmo assim, acordos foram firmados. Isso mostra que os controles previstos não foram executados”, analisa o especialista. Ele ressalta que o relatório da CGU apenas reforça recomendações já feitas pelo TCU, pela auditoria interna do próprio INSS e pelo Conselho Nacional de Previdência Social desde 2023. “Era um tema sabido e ignorado. Houve, no mínimo, negligência da administração”, diz.

 

As falhas ganharam repercussão em meio à aprovação do Projeto de Lei 1546/2024 na Câmara dos Deputados, que altera regras de descontos em benefícios. Barbosa aponta que a proposta endurece exigências para operações financeiras. “Esse projeto tornou mais rígido o processo de autorização dos empréstimos consignados. Agora será obrigatória a certificação biométrica e a renovação da autorização a cada contrato. As questões de segurança ficaram muito mais fortes”, analisa.

 

Outro ponto relevante do projeto é a revogação do inciso que permitia descontos associativos e sindicais diretamente no contracheque de aposentados e pensionistas. “Com a mudança, não será mais possível fazer débitos de sindicatos ou associações. Isso representa um marco, porque fecha a porta para um tipo de fraude que há anos vinha sendo denunciado e pouco enfrentado”, afirma Washington Barbosa.

 

Para ele, a diferença está no peso da norma. “Antes tratávamos de normas infralegais. Agora falamos de uma lei, que naturalmente tem força maior para exigir que essas medidas sejam cumpridas. A expectativa é que, com essa mudança, os aposentados estejam de fato mais protegidos contra abusos”, conclui.

 

Fonte:

Washington Barbosa: especialista em Direito Previdenciário e mestre em Direito das Relações Sociais e Trabalhistas e CEO da WB Cursos

Em audiência na Câmara dos Deputados, ministro defende modernização do setor portuário

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Silvio Costa Filho destacou importância do diálogo para modernizar a legislação portuária e fortalecer o setor

Audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que discute o PL 733/2025 – Foto: Sérgio Francês

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (17) de audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que discute o Projeto de Lei 733/2025, em tramitação na Casa. O texto trata da modernização da legislação que regula a atividade portuária no Brasil.

O encontro contou com a presença do autor da proposta, deputado Leur Lomanto Júnior; do relator, deputado Artur Maia; da 1ª vice-presidente da comissão, deputada Daniela Reinehr; além de parlamentares da comissão e representantes do setor portuário.

Em sua exposição inicial, Silvio Costa Filho destacou os avanços obtidos no setor portuário brasileiro com as concessões e investimentos realizados nos últimos anos, que vêm contribuindo para ampliar a competitividade e a eficiência dos portos brasileiros. O ministro também fez um breve histórico da legislação portuária, da abertura dos portos em 1808 até a Lei 12.815/2013, atualmente em vigor, ressaltando que o PL 733 busca atualizar e aprimorar o marco legal do setor.

Participação do ministro do MPor

 

Costa Filho enfatizou a importância da construção coletiva do projeto. “O debate público e a escuta de diferentes vozes são fundamentais para que possamos oferecer ao Congresso Nacional um texto equilibrado e capaz de atender às necessidades do setor e da sociedade”, afirmou.

O ministro também mencionou o acordo celebrado recentemente entre federações de trabalhadores e operadores portuários, que resultou na assinatura de um memorando de entendimentos, feita no Ministério de Portos e Aeroportos, neste mês de setembro. “Não posso deixar de destacar a importância desse entendimento histórico, que trará mais segurança jurídica, contribuirá para a geração de emprego e renda e representará um passo importante para a modernização da atividade portuária no Brasil”, completou.

Ao final da audiência, Silvio Costa Filho reforçou que o Ministério de Portos e Aeroportos seguirá atuando em parceria com o Congresso Nacional, entidades do setor e trabalhadores para avançar em uma legislação moderna, capaz de impulsionar a competitividade dos portos brasileiros e contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país.

Ministério de Portos e Aeroportos assina acordo para novo complexo da Polícia Federal no Porto de Santos

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Edifício será erguido na entrada do canal do porto para ampliar a fiscalização e o combate ao contrabando e ao narcotráfico

Prédio foi projetado para ser avistado pelas embarcações antes mesmo de estas aportarem no Porto – Foto: Jonilton Lima

 

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, assinaram, nesta terça-feira (16), um memorando de entendimento para a construção da nova sede da delegacia da Polícia Federal no Porto de Santos. O empreendimento vai receber investimentos de R$ 58 milhões da Autoridade Portuária, com participação da FIPS (Ferrovia Interna do Porto de Santos), iniciativa privada, para viabilizar a obra.

 

Também participaram da cerimônia de assinatura o Presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, e o Superintendente Regional da PF em São Paulo, Rodrigo Luís Sanfurgo de Carvalho.

A área destinada para a construção da nova sede terá um total de 5,8 mil m² e o edifício será erguido às margens do Estuário de Santos, na entrada do canal do Porto. O prédio foi projetado para ser avistado pelas embarcações antes mesmo de estas aportarem no Porto.

 

Além da posição estratégica na entrada do canal, a Polícia Federal destacou o aprimoramento das condições de segurança para combater o narcotráfico em âmbito internacional e para dar respostas mais ágeis a incidentes e operações em alto-mar, como o contrabando e outros crimes transnacionais.

 

Para o ministro Silvio Costa Filho, a assinatura do memorando entre os dois órgãos federais é um marco na segurança e na eficiência das operações portuárias, pois a parceria reforça a importância estratégica de Santos para o desenvolvimento do Brasil, já que Santos é a principal via de saída da produção brasileira.”É um projeto belíssimo, com investimentos de quase R$ 60 milhões, fruto de uma parceria conjunta com a iniciativa privada, e que vai consolidar a boa governança da infraestrutura e operacional do Porto de Santos, porque a Polícia Federal vai fortalecer ainda mais a proteção desse que é um ativo do Brasil. E na medida em que o porto vai crescendo, em termos de volume de movimentação, automaticamente, a gente vai precisar que a Polícia Federal esteja mais presente.”

 

O ministro destacou ainda os números do Porto, que apresenta mais de 30% da corrente de exportação e importação do Brasil. “E esse ano está batendo recordes de movimentação. Agora, no governo do presidente Lula, nós estamos fazendo um grande volume de investimentos, nos próximos dez anos, serão quase R$ 20 bilhões”. E afirmou que esse pode ser um projeto para ser estendido em parceria com outros portos do país e, concomitantemente, com outros aeroportos.

 

O diretor-geral Andrei Rodrigues ressaltou a importância do projeto para o país e para a Polícia Federal. “Esse é o principal porto brasileiro e colocar uma unidade robusta da PF lá, traz a sensação de segurança para o operador, para o guarda, para quem utiliza o serviço, quem faz negócio no porto, além de baratear o custo e melhorar o ambiente de negócio. E a gente fica feliz de trazer segurança para esse ambiente que é central para o nosso país.”

 

Na cerimônia de assinatura, o presidente da APS, Anderson Pomini, agradeceu ao ministro Silvio Costa Filho por, de acordo com ele, ser o responsável por ajudar a destravar vários projetos para o Porto e por fazer essa iniciativa sair do papel.

 

“O porto de santos passa por um momento histórico, estamos conseguindo destravar obras centenárias, a exemplo do túnel Santos-Guarujá, o aprofundamento do canal de acesso, uma ampliação histórica do porto, que hoje tem 7,2 milhões de metros para 20 milhões de metros quadrados. Isso aumenta a responsabilidade de todas as instituições, principalmente aquelas responsáveis pela competência constitucional para cuidar da segurança. A pauta da segurança é uma exigência internacional e somos sempre questionados nas nossas viagens a outros países. E a implementação, a construção desse prédio nesse ponto estratégico é fundamental para o bom trabalho do Porto”, afirmou Pomini.

 

Segundo a Autoridade Portuária, serão seis meses para a contratação e elaboração do projeto executivo da nova sede, prazo em que também será feito o pedido do licenciamento ambiental junto ao Ibama. Após o período, serão 12 meses para início e conclusão da obra, que deve ser entregue em abril de 2027.

 

PEC da Blindagem: Uma Violação Constitucional e um Ataque Direto à Sociedade Brasileira

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Dr. Arcênio Rodrigues Da Silva

A aprovação, em primeiro turno, da chamada PEC da Blindagem marca um dos momentos mais sombrios da vida política brasileira desde a promulgação da Constituição de 1988. Em nome de um suposto “resguardo das prerrogativas parlamentares”, o Congresso Nacional aprovou um texto que, na prática, cria uma barreira de impunidade para deputados e senadores envolvidos em desvios de recursos públicos, especialmente os oriundos de emendas parlamentares. Trata-se de um ataque direto ao princípio republicano e uma afronta aberta ao Estado Democrático de Direito.

A Constituição Federal, em seu artigo 5º, caput, consagra que “todos são iguais perante a lei”. Esta não é uma declaração retórica: é um princípio estruturante do ordenamento jurídico brasileiro. Ao criar um regime de imunidade e blindagem para parlamentares suspeitos de ilícitos, a PEC rasga o artigo 5º, subverte o artigo 37 (que consagra os princípios da moralidade e impessoalidade administrativas) e nega o artigo 1º, que afirma o caráter republicano do Estado brasileiro.

O princípio da moralidade administrativa impõe que o agente público, sobretudo os representantes eleitos, seja exemplo de probidade e responsabilidade. A separação dos poderes, prevista no artigo 2º, garante equilíbrio entre as funções estatais. Ao subtrair dos órgãos de controle (TCU, CGU, MPF, Polícia Federal, COAF) e do STF o poder de investigar, processar e julgar irregularidades nas emendas parlamentares, a PEC da Blindagem desmonta a arquitetura constitucional do controle e da responsabilidade política.

Mais grave ainda, ao restringir competências desses órgãos, a proposta afronta cláusulas pétreas implícitas e compromete direitos fundamentais da sociedade — em especial o direito a uma administração pública íntegra, eficiente e moral. A doutrina constitucional e a jurisprudência do STF são claras: emendas constitucionais que desfiguram princípios fundamentais podem e devem ser invalidadas por meio de controle concentrado de constitucionalidade.

A forma como a PEC foi aprovada simboliza o grau de distanciamento do Parlamento em relação à sociedade. A votação ocorreu de forma apressada, na calada da noite, sem amplo debate público, por meio de articulações internas e manobras regimentais. Não houve audiências públicas, nem consulta à academia, nem diálogo com órgãos de controle ou entidades civis.

É, portanto, um ato de cinismo legislativo, no qual os parlamentares, eleitos para fiscalizar o Executivo e proteger o bem público, usam o poder constituinte derivado para blindar a si mesmos. O Congresso Nacional, que deveria ser o guardião do interesse coletivo, transforma-se em fortaleza de autoproteção. A ética na política — já rarefeita — torna-se, aqui, uma ficção.

Enquanto isso, o cidadão comum é punido com rigor extremo por infrações mínimas. Pequenos empresários sofrem pesadas multas por obrigações acessórias; servidores de baixo escalão respondem a processos administrativos por irregularidades formais. Mas para a elite parlamentar, o Congresso pretende constitucionalizar a impunidade preventiva. É a expressão máxima do “dois pesos e duas medidas”.

A promulgação da PEC traria consequências devastadoras pois significaria o desmonte das instituições de controle como TCU CGU MPF e outros órgãos que ficariam de mãos atadas diante de desvios bilionários representaria também o enfraquecimento do STF que perderia competência material para julgar condutas gravíssimas que afetam o erário levaria à normalização da corrupção ao proteger agentes políticos de investigações a PEC incentivaria práticas ilícitas e minaria a confiança pública e ainda provocaria desconfiança internacional e insegurança para os investidores aumentando o risco país reduzindo a credibilidade do Brasil no cenário global e afastando capitais essenciais para o desenvolvimento econômico.

Mesmo que a PEC seja aprovada em segundo turno e pelo Senado, não estará imune a questionamentos. A Constituição prevê mecanismos de defesa: Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) e representações internacionais em órgãos de monitoramento anticorrupção. Doutrinadores como José Afonso da Silva e Luís Roberto Barroso já sustentaram que emendas constitucionais podem ser invalidadas se violarem cláusulas pétreas.

Cabe à sociedade civil, à imprensa, às universidades e às entidades de classe mobilizar-se contra esse retrocesso. A democracia não é um dado, é uma construção permanente. Se o Congresso não exerce seu papel de guardião do interesse público, cabe ao cidadão exigir respeito à Constituição e à moralidade administrativa.

A PEC da Blindagem é mais do que um retrocesso: é uma agressão institucional ao pacto republicano de 1988. Ao tentar blindar parlamentares contra investigação e punição, o Congresso agride diretamente a sociedade que o sustenta, desonra sua função histórica e exibe ao mundo uma imagem de impunidade e cinismo.

Não há Estado Democrático de Direito sem igualdade perante a lei, responsabilidade dos agentes públicos e transparência institucional. A sociedade brasileira, que já paga um alto preço pela corrupção e pela má gestão dos recursos públicos, não pode aceitar a constitucionalização da impunidade. Resistir a esta PEC é defender a própria democracia.

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Dr. Arcênio Rodrigues da Silva é sócio do Rodrigues Silva Sociedade de Advogados.

De Curitiba para Harvard: conheça o brasileiro que conquistou bolsa de estudos integral na universidade americana

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Aos 23 anos, estudante foi aprovado em cinco universidades americanas e uma na Alemanha

A educação na vida de João Hofmeister pode ser entendida como uma força motriz pelo conhecimento, mas também como exemplo de determinação e propósito. O jovem curitibano está nos Estados Unidos, em Harvard, para cursar o mestrado em Políticas Públicas, com bolsa de estudos integral concedida pelo Belfer Center for Science and International Affairs (em português, Centro Belfer de Ciência e Relações Internacionais).

Esse é um exemplo de trajetória construída, planejada e organizada desde muito cedo. “Eu sempre tive o objetivo de estudar nos Estados Unidos, mas não imaginei estar em um lugar de tanto prestígio como Harvard”, afirma o estudante. João conta que é a junção de muitos esforços empenhados ao longo da vida, desde o nono ano, de domingo a domingo, além de se engajar em projetos escolares extracurriculares e de voluntariado, culminando com a formação no Positivo International School e o aperfeiçoamento desse conhecimento com o curso de Relações Internacionais, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

“Não foi fácil conseguir a bolsa. É um processo, eu diria, de anos de aplicação. Eu fiz um processo seletivo à parte para conseguir a bolsa, tive que escrever alguns textos, enviar o currículo, explicar como a bolsa se encaixava com meu perfil e com as minhas experiências ao perfil do Centro”, explica o estudante.

Assim como João, outros 16.877 mil alunos brasileiros estão em instituições de ensino americanas. O Brasil ocupa a nona posição entre as nações que mais enviam alunos para os Estados Unidos, segundo dados do relatório Open Doors 2024, censo oficial da educação internacional nos EUA, realizado pelo Departamento de Estado do país.

A trilha da preparação

João foi aprovado em cinco universidades americanas: Stanford, Johns Hopkins, Georgetown, George Washington e Harvard. Também foi aprovado na Alemanha, na Hertie School. Mas ele não trilhou esse caminho sozinho, viu que a base para percorrer o sonho acadêmico de uma década seria traçada em um bom colégio, com apoio dos professores e suporte familiar: “me alfabetizei no Colégio Positivo – Júnior e ali aprendi os meus gostos e interesses por geografia, história e filosofia. Quando entrei no Positivo International School, consegui dar profundidade e avançar no conhecimento. Foi nesse lugar que também consegui me engajar muito com a comunidade escolar”, pontua o estudante.

“Fiquei muito feliz com a aprovação do meu filho no mestrado em Harvard, mas meu maior orgulho está na trajetória que ele construiu. O João descobriu cedo o que queria e foi determinado em seguir o caminho até alcançar seus objetivos”, declara Ronaldo Hofmeister, pai do estudante.

Além do suporte familiar, o apoio pedagógico e suplementar educacional fez toda a diferença. As experiências proporcionadas no Positivo International School seguem a estrutura curricular IB – International Baccalaureate – modelo que estimula habilidades e cultiva ideias globais do século XXI. “O desenvolvimento de habilidades e competências tem um valor muito grande nesse tipo de conquista. O auto gerenciamento, estímulo ao pensamento crítico e a comunicação, são fatores mais importantes do que alcance de uma nota alta numérica, pois mostram como o aluno gerencia conflitos e situações adversas, além de promover um perfil mais criativo e autônomo”, explica a coordenadora pedagógica do Ensino Médio (IBDP coordinator) e professora de IBDP Visual Arts do Positivo International School, Juliana Maria Lazari.

Segundo ela, em geral, a seleção de alunos para esse modelo de programa, como o IB, requer um olhar mais holístico sobre o desempenho dos alunos – “o que vai ao encontro da demanda do mercado de trabalho, no qual essas demandas são essenciais”, destaca a professora.

O passo a passo até Harvard

1 – Começar cedo

Um dos segredos do sucesso de João é começar a se preparar cedo. Ele começou ainda no sexto ano do Ensino Fundamental, com participação em projetos de pesquisa, feiras de ciências, criação de projetos de voluntariado, além de exercitar a liderança dentro e fora de sala de aula. “É difícil ter uma receita de bolo, o processo é muito individual porque cada pessoa tem interesses diferentes, mas o essencial é descobrir o que o mundo espera de você no futuro, o que você gosta de fazer e exercitar as suas habilidades potenciais”, aconselha.

2 – Incentivo acadêmico

Outro critério que o estudante destaca refere-se a fazer boas escolhas para escolas que incentivam a parte acadêmica de pesquisa e inovação. “Comecei a discutir política internacional no colégio e ali trilhei o meu caminho”, diz João, que fundou e liderou durante três anos, ainda no Ensino Médio, projetos sociais e fundou o Modelo das Nações Unidas – uma simulação educacional da Organização das Nações Unidas (ONU) – em que os estudantes podem vivenciar a função de um diplomata, debater e encontrar soluções para problemas que afetam as comunidades globais.

3 – Protagonismo

Participar de atividades extracurriculares, criar projetos com impacto social e exercitar a liderança são algumas recomendações do estudante. O envolvimento com as atividades escolares é um passo importante para moldar a vida profissional. João fundou os clubes na escola, liderou grupos, desenvolveu projetos de voluntariado, apoio a refugiados, além de dispor especial atenção ao aperfeiçoamento do inglês.

4 – Acreditar e gostar do que faz

O envolvimento com projetos desde cedo é apontado pelo estudante como um fato essencial de descoberta, para compreender a afinidade com a pesquisa ao ponto de fazer dela um objetivo profissional. Para o jovem, acreditar e gostar do que faz é o que dá sustentação para a caminhada acadêmica. Até chegar em Harvard, o estudante atuou com educação política, deu aulas, trabalhou com pessoas cegas e ministrou vários workshops.

5 – Buscar qualificação

Buscar qualificação para ampliar o currículo e como forma de desenvolver as habilidades necessárias para concorrer por vagas e bolsas de estudos em universidades internacionais é outro passo muito importante. João, por exemplo, foi aprovado em seis universidades de prestígio internacional, mas escolheu Harvard porque essa sempre foi sua meta.

 

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo, reconhecido como líder e referência no setor educacional, teve sua origem como um prestigiado curso pré-vestibular, expandindo sua atuação para se tornar uma instituição de destaque no campo da educação. Integrante do Grupo Positivo, sua história é marcada pelo compromisso de formar indivíduos éticos, conscientes e solidários, preparados para os desafios futuros com excelência. Desde os primeiros estágios da jornada educativa, o Colégio Positivo se distingue por sua abordagem transformadora, presente em todos os níveis de ensino. Com uma presença consolidada em 20 unidades distribuídas pelos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo, a instituição acolhe aproximadamente 16,5 mil alunos, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.

Para a Receita Federal o Split Payment poderá reduzir Sonegação e causará grande impacto nas Empresas, afirma Presidente do Cenapret

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O split payment separa CBS/IBS na transação e redistribui o fluxo de caixa entre empresas, União e entes subnacionais

A nova plataforma da Receita Federal, apelidada no mercado de “Pix dos impostos”, pretende acoplar a nota fiscal eletrônica ao meio de pagamento para executar o split payment dos tributos sobre consumo. Na prática, no momento da venda o valor do imposto é separado automaticamente e segue para o governo, enquanto o líquido vai para o vendedor.

A promessa é clara: reduzir sonegação e inadimplência ao casar, em um mesmo fluxo, emissão da nota, pagamento e recolhimento. Do ponto de vista jurídico-operacional, é uma mudança de desenho: após a criação dos novos tributos, mudou-se a forma e o timing do recolhimento. A avaliação da tributarista Mary Elbe Queiroz vai ao ponto central do debate. Para ela, se o split funcionar como previsto, a sonegação poderá cair,  porque desaparece a janela em que o contribuinte recebia e postergava (ou não fazia) o recolhimento.

Em contrapartida, haverá um efeito imediato sobre o fluxo caixa das empresas: o que antes era compensado e pago de forma concentrada, em períodos mensais, passa a acontecer a cada operação. Isso exigirá: recalibrar capital de giro, rever prazos de pagamento a fornecedores, negociar condições com adquirentes e plataformas e, em alguns casos, ajustar preços para preservar margens, inclusive, ajustar prazos de financiamento dos adquirentes, clientes compradores. A mudança também alcança estados e municípios. Hoje, as receitas são entregues aos Estados e Municípios diretamente com o pagamento e a liquidação do pagamento; no modelo novo, os entes subnacionais passam a depender do repasse do Comitê Gestor, após compensações e conciliações internas do sistema. Isso pode alterar o perfil de previsibilidade de caixa, sobretudo na transição, quando regras e prazos ainda estarão se ajustando. Os entes que se financiam com a não devolução dos créditos, igualmente, não poderão mais utilizar esse sistema. Em termos práticos, haverá mais disciplina e rastreabilidade, porém com um ciclo financeiro distinto para quem arrecada e para quem produz.

Do lado das empresas, o sucesso do modelo dependerá de três frentes: integração tecnológica (ERP, nota fiscal, gateways e adquirentes); regras claras para estornos, cancelamentos e chargebacks (com devolução automática do tributo associado, para não travar o giro); e um fluxo ágil de apuração e ressarcimento de créditos, especialmente em setores que acumulam crédito estrutural (exportadores, investimentos intensivos).

Sem esses cuidados, a melhora na conformidade pode vir acompanhada de aperto excessivo de caixa e aumento de litígios por glosa automática. Em resumo: a plataforma tem potencial real de reduzir sonegação e inadimplência ao “capturar o imposto na origem, no momento do pagamento”, como destaca Mary Elbe. O trade-off é de liquidez: empresas perdem a folga do recolhimento mensal e estados/municípios passam a depender do ritmo de repasses do Comitê Gestor. A boa implementação, com governança, prazos definidos e interoperabilidade entre sistemas,  é o que separa um ganho de eficiência tributária de um problema de caixa na economia real.



Sobre Queiroz Advogados

Queiroz Advogados Associados é um Escritório de Advocacia Tributária comprometido em oferecer soluções jurídicas estratégicas e eficazes, seja em defesas tributárias, seja na busca pelas melhores negociações em transações e acordos tributários, seja em consultorias e planejamentos, nosso propósito é proporcionar aos nossos clientes a certeza e a confiança de que o seu caso será conduzido com excelência e transparência por uma equipe com sólida formação e alto índice de sucesso.

Fundado pela Prof.ª Dr.ª Mary Elbe Queiroz, referência nacional e internacional em matéria de Tributação, o escritório tem sedes em São Paulo e Recife e atuação em todo o Brasil nas esferas federal, estadual e municipal.

PF prende diretor da ANM em megaoperação contra esquema de fraudes em licenças ambientais em Minas Gerais

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Na manhã desta quarta-feira (17), agentes da Polícia Federal cumprem  79 mandados de busca e apreensão e 22 mandados de prisão preventiva em uma megaoperação contra um esquema de fraudes em licenças ambientais envolvendo mineração em Minas Gerais.

A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União e conta com apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal. Imagens divulgadas pela PF mostram os agentes em condomínios de luxo, apreensão de joias, armas e carros de luxo.

Os locais das ações não foram informados. Além dos mandados, a operação, batizada de Rejeito, determina o afastamento de servidores públicos, bloqueio e sequestro de bens no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, conforme decisão da Justiça Federal em Minas Gerais.

O objetivo é desarticular uma organização criminosa responsável por crimes ambientais, corrupção e lavagem de dinheiro.

Entre os alvos da ação, segundo fontes da PF, estão:

No cargo desde 2023, Caio Mário Trivelatto Seabra Filho (foto acima), diretor da Agência Nacional de Mineração e apontado pela PF como articulador de decisões favoráveis do órgão ao esquema. Ele foi preso pela PF nesta manhã.

Guilherme Santana Lopes, ex-diretor da Agência Nacional de Mineração;

Alan Cavalcante do Nascimento (foto acima), apontado como chefe do esquema; No ramo de mineração, a empreitada o empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento produziu  um efeito devastador. Ele é dono de quatro jazidas de minério, que totalizam 4,5 mil hectares, na Serra do Curral, um cartão-postal de Belo Horizonte.

Helder Adriano de Freitas, sócio de Alan nas empresas Mineração Gute Sight e Fleurs Global Mineração;

João Alberto Paixão Lages, outro sócio de Alan no esquema;

Fernando Baliani da Silva, funcionário estadual da Fundação Estadual do Meio Ambiente de Minas;

Breno Esteves Lasmar, do Instituto Estadual de Florestas;

Fernando Benício de Oliveira Paula, do Conselho Estadual de Política Ambiental

A lista será atualizada com novas informações.

Fonte: donnysilva.com.br