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Trilha da Inclusão ocupa Espaço Renato Russo com arte, cultura e acessibilidade

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Festival multilinguagem protagonizado por pessoas com deficiência acontece de 1º a 3 de agosto, com programação gratuita e recursos inclusivos

 

De 1º a 3 de agosto, o Espaço Cultural Renato Russo se transforma em palco de celebração da diversidade com a segunda edição do Trilha da Inclusão. O festival reúne teatro, dança, cinema, música e feira criativa, tudo protagonizado por artistas com deficiência. Com entrada gratuita e recursos de acessibilidade, o evento promove encontros potentes e experiências sensoriais.

 

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF, o projeto além de trazer as atividades culturais, oferece uma gama de recursos de acessibilidade como: audiodescrição, texto curatorial em libras escrita e sinalizada, texto curatorial em áudio, monitoras bilíngue (português/libras) e objeto mediador tátil, além de ambiente próprio para receber crianças neurotípicas e neurodivergentes.

 

Mostra de Cinema Surdo

Integrando a programação, a Mostra de Cinema Surdo exibirá filmes dirigidos por cineastas com deficiência auditiva. As obras convidam o público a explorar narrativas que abordam identidade, memória e escuta a partir de uma ótica sensorial única, revelando vivências muitas vezes invisibilizadas.

 

Entre as obras está Entre Sinais e Marés, curta dirigido por João Gabriel Kowalski e João Gabriel Ferreira, que narra uma história de amor e reencontro sob a perspectiva do silêncio.

 

A mostra também exibe o filme A Busca do Eu e o Silêncio do premiado diretor Giuliano Robert, cineasta e fotógrafo surdo com trajetória internacional. Com passagens por Warner Bros, Netflix e Globo, Giuliano é pioneiro em ampliar a representatividade surda no audiovisual.

 

Música e dança: corpos que reinventam a cena

No domingo (3), o projeto Uma Sinfonia Diferente, do Instituto Steinkopf, leva ao palco crianças e adultos autistas em um espetáculo inspirado no tema mar, traduzindo em sons a riqueza da diversidade humana.

 

E na dança, o coreógrafo Marcos Abranches, referência na cena inclusiva, apresenta Corpo Sobre a Tela, performance que transforma movimentos em pintura viva. Com paralisia cerebral, Abranches já levou seu trabalho a festivais no Brasil e no exterior.

 

Para Abranches esse tipo de evento é de extrema importância para trazer visibilidade às pessoas com deficiência. “Eu como artista luto por uma vida mais digna e pude descobrir que através da arte é possível me comunicar com o mundo para contar minha história”. Ao longo dessa trajetória, o artista tem observado como o espetáculo tem tocado os espectadores. “Já ouvi depoimentos de pessoas dizendo que sentiram uma profunda sensação de liberdade e ficaram muito emocionadas.”

 

FEIRA ARTeira

Durante o fim de semana do festival, a programação se expande com a Feira ARTeira, uma edição especial com curadoria de Beta Leonez, reunindo artistas neurodivergentes e neurotípicos para celebrar o fazer manual, o empreendedorismo criativo e a convivência diversa.

 

Refúgio sensorial para o público neurodivergente

O Festival vai oferecer um ambiente pensado para receber crianças neurotípicas e neurodivergentes, proporcionando momentos de bem-estar e conexão através de atividades sensoriais. A iniciativa foi criada em parceria com a Clínica Avivar, que vai promover atividades educativas, caixas sensoriais, brinquedos que promovem autorregulação, pareamento de sons e cheiros, além de uma oficina guiada de balão sensorial.

 

“A ideia é que as crianças possam explorar livremente, no seu tempo e do seu jeito, vamos ter estações que estimulam os sentidos como o tato, a audição, o olfato e a visão”, destaca a psicopedagoga, Keila Chaves, responsável pela Clínica Avivar.

 

Haverá uma equipe para conduzir as crianças neste espaço que promete ser um refúgio sensorial. “Mais do que um espaço de brincadeira, o Acolher será um espaço de escuta, presença e inclusão real.”, enfatiza Thaise Santarém Neuropsicopedagoga também da clínica Avivar.

 

SERVIÇO

Trilha da Inclusão

Local: Espaço Cultural Renato Russo

Datas:  1, 2 e 3 de agosto

Cinema, teatro, dança, feira e espaço sensorial:
Evento gratuito e acessível

Retirada de ingressos pelo sympla 

Mais informações: @trilha.dainclusao

 

PROGRAMAÇÃO

 

1º de Agosto (Sexta)

MOSTRA DE CINEMA

HORÁRIO: 18:30 às 19:30

LOCAL: PRAÇA CENTRAL

LOUISE – 5 minutos  – livre

A busca do silêncio – 20 minutos – livre

Entre Sinais e Marés – 16 minutos –

O voar das Borboletas – 10 minutos – 18+

 

ESPETÁCULO DE TEATRO

SOPRO DE LIBERDADE (RENATA REZENDE)

HORÁRIO: 20:00

LOCAL: HUGO RODAS

 

2 de Agosto (Sábado)

FEIRA DE ARTESANATO

HORÁRIO: 13:00 às 19:00

LOCAL: PRAÇA CENTRAL

 

MASSOTERAPIA

HORÁRIO: 14:00 às 17:00

 

ESPAÇO ACOLHER

HORÁRIO: 14:00 às 19:00

LOCAL: GALPÃO DAS ARTES

 

APRESENTAÇÃO MUSICAL: NÓ CEGO

HORÁRIO: 17:00

LOCAL: PRAÇA CENTRAL

 

ESPETÁCULO TEATRAL

CORPO SOBRE TELA – MARCOS ABRANCHES

HORÁRIO: 19:00

 

3 de Agosto (Domingo)

FEIRA DE ARTESANATO

HORÁRIO: 13:00 às 18:00

LOCAL: PRAÇA CENTRAL

 

MASSOTERAPIA

HORÁRIO: 14:00 às 17:00

 

ESPAÇO ACOLHER

HORÁRIO: 14:00 às 19:00

LOCAL: GALPÃO DAS ARTES

 

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA

HORÁRIO: 15:30

LOCAL: PRAÇA CENTRAL

 

ESPETÁCULO TEATRAL

FEIRANTES – AVIVARTE

HORÁRIO: 16:00

LOCAL: MULTIUSO

 

ESPETÁCULO TEATRAL

UMA SINFONIA DIFERENTE – INSTITUTO STEINKOPF

HORÁRIO: 17:00

LOCAL: HUGO RODAS

Indústria brasileira aposta em capacitação para enfrentar desafios do mercado

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Iniciativas voltadas à qualificação profissional e à inclusão social ganham força para suprir crescente demanda por mão de obra especializada

Com o avanço da tecnologia, o movimento de reindustrialização em curso e o aumento da complexidade nos processos produtivos, o Brasil enfrenta um desafio urgente: qualificar profissionais em número suficiente para sustentar o crescimento do setor industrial. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), será necessário formar cerca de 22,1 milhões de trabalhadores até 2027, sendo a maioria em áreas técnicas, com foco em competências práticas e alinhadas às transformações do mercado.
Esse movimento reflete não apenas a recuperação da indústria, mas também sua crescente relevância na geração de empregos e no desenvolvimento econômico. Dados recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostram que o setor tem desempenhado papel fundamental na retomada do crescimento, ampliando sua presença no mercado de trabalho e impulsionando cadeias produtivas em diferentes regiões do país.
Nesse contexto, a qualificação profissional se consolida como um eixo estratégico. As transformações tecnológicas exigem profissionais aptos a operar equipamentos sofisticados, aplicar conhecimentos multidisciplinares e adaptar-se a novos modelos produtivos. E não se trata apenas de investir na formação inicial: a atualização contínua já é uma necessidade concreta no setor.
Diante desse cenário, diversas empresas têm assumido papel de destaque. Um exemplo é a Neodent, indústria líder em implantes dentários no Brasil e uma das maiores do mundo, com sede em Curitiba, que há 3 anos investe em iniciativas de capacitação e valorização da comunidade Augusta B, no entorno de suas fábricas. Em parceria com entidades locais, a empresa promove cursos de formação técnica e programas voltados à inserção no mercado de trabalho – e, em muitos casos, na própria Neodent –, contribuindo não apenas para o desenvolvimento industrial, como também para a inclusão social.
Qualificação técnica: desafio e oportunidade para a nova indústria brasileira
Nos últimos anos, as iniciativas já beneficiaram mais de 125 pessoas da comunidade local; destes, somente pela Neodent mais de 30% já foram contratados. Tânea Ineia Barbosa de Oliveira, moradora da Augusta B, foi uma delas. Sem experiência na área, ela viu na iniciativa uma chance real de aprendizado, crescimento profissional e acesso ao mercado formal. O interesse foi tanto que decidiu se inscrever mesmo sem saber exatamente o que esperar. “Durante o curso, tudo era novidade. Comecei do zero, e a formação foi essencial para adquirir conhecimentos técnicos e desenvolver mais segurança. O processo não foi simples. Exigiu muita dedicação aos estudos, preparação de currículo, participação em entrevistas e disposição para demonstrar, na prática, o que eu havia aprendido”, conta.
O esforço valeu a pena. Ao conquistar uma oportunidade em uma das fábricas da empresa, Tânea descreve o momento como uma verdadeira virada. “Quando consegui a vaga, foi uma conquista muito gratificante. Representou uma grande mudança na minha vida e na da minha família também”, resume.
Para a diretora sênior de Responsabilidade Social da Neodent, Raphaela Borba, ações como essa reforçam o papel transformador da indústria e o compromisso da empresa não apenas com o crescimento do setor, mas também com o desenvolvimento social e econômico da região. “O cenário nacional é desafiador, mas também promissor. Com iniciativas voltadas à educação técnica, investimentos consistentes em qualificação e o engajamento do setor privado, o país tem a oportunidade de suprir a demanda da indústria e transformar vidas por meio do trabalho”, analisa.
Sobre a Neodent
Fundada há mais de 30 anos, a Neodent tem o propósito de criar novos sorrisos todos os dias. Em parceria com milhares de dentistas, a empresa desenvolve soluções estéticas e reabilitadoras, como implantes dentários inovadores, promovendo o bem-estar através do avanço da Odontologia. Com um amplo portfólio e presença em 97 países, a Neodent é líder no Brasil e uma das maiores empresas do segmento no mundo. O propósito da marca é refletido na cultura organizacional e no dia a dia dos 3 mil colaboradores que se orgulham de fazer parte da empresa, valorizando a diversidade, a colaboração e o desenvolvimento contínuo.
Como parte do Grupo Straumann (SIX: STMN), líder global em odontologia, e tendo a inovação em seu DNA, a Neodent investe na criação de produtos e soluções digitais que auxiliam no tratamento de milhares de pacientes. A partir de iniciativas alinhadas aos princípios ESG (ambiental, social e governança), a empresa cumpre sua missão de proporcionar sorrisos para milhares de pessoas.

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho: Brasil registra mais de 700 mil casos em 2024

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No próximo domingo (27), celebra-se o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho. Instituída em 1972, a data tem como objetivo reduzir os índices de acidentes, doenças ocupacionais, fatalidades e os custos decorrentes desses eventos — um tema urgente diante do número expressivo de ocorrências no país. Entre 2012 e 2022, foram notificados 6.774.543 acidentes de trabalho, segundo dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho (SmartLab). Somente em 2024, foram registrados 724 mil casos no Brasil, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social.

Os dados mostram que a maioria das ocorrências (74,3%) é de acidentes típicos, que acontecem diretamente no exercício das atividades profissionais. Em seguida, vêm os acidentes de trajeto (24,6%) e, com uma fatia bem menor, as doenças ocupacionais (1%), muitas vezes de difícil reconhecimento formal, especialmente quando envolvem a saúde mental.

Setores como construção civil e o transporte rodoviário lideram as estatísticas de acidentes. “As lesões mais comuns incluem fraturas, cortes, lacerações, contusões e esmagamentos. Esses dados revelam não apenas um problema estatístico, mas uma falha cultural que precisa ser enfrentada com seriedade”, afirma Carolina Arsie Cardoso, coordenadora de Segurança e Medicina do Trabalho do Hospital Universitário Cajuru. Ela explica que a ausência de processos bem definidos, os treinamentos ineficazes e a falta de fiscalização criam condições propícias para riscos graves — desde jornadas exaustivas até acidentes com maquinário pesado.

A gravidade do problema também se reflete na rotina dos hospitais. Só no Pronto-Socorro do Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), mais de 3 mil trabalhadores foram atendidos em 2024 após se acidentarem durante o expediente. Em 2025, apenas no primeiro semestre, os números já chegam a quase mil ocorrências. “Mesmo com avanços na saúde ocupacional e com ferramentas de registro, como o eSocial, os números continuam altos e podem ser ainda maiores do que imaginamos. Estudos indicam que até 85% dos acidentes de trabalho não são oficialmente notificados, e dados do Ministério Público do Trabalho revelam que, em 2022, cerca de 19% dos acidentes com afastamento não tiveram emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)”, detalha Carolina.

Quando um acidente ocupacional acontece, o SUS é a linha de frente: emergências sobrecarregadas, leitos ocupados e equipes médicas mobilizadas. No entanto, segundo a especialista, o impacto vai além do atendimento imediato. “O sistema também arca com os custos de internações prolongadas, tratamentos complexos, reabilitação física e psicológica, além de programas de reintegração profissional. Cada acidente evitado é um alívio para o trabalhador, para a empresa e para todo o sistema de saúde”, reforça.

De acordo com Eduardo Novak, ortopedista do Hospital Universitário Cajuru, a maior parte dos casos está associada a acidentes com serras (como a serra mármore), quedas de andaimes, escadas e telhados, além de lesões causadas por máquinas industriais, como moedores, trituradores e plainas. “As consequências mais frequentes são fraturas, cortes profundos, esmagamentos e traumas musculoesqueléticos”, completa.

Prevenção é fundamental

Para a especialista, a prevenção precisa ser tratada como prioridade estratégica, e não como um mero cumprimento de normas. “As empresas precisam adotar uma cultura sólida de segurança, com treinamentos contínuos, análises de risco e uso rigoroso dos equipamentos de proteção individual (EPIs). Mas também é essencial cuidar da saúde mental dos trabalhadores, monitorando fatores psicossociais e promovendo canais de apoio emocional”, aponta Carolina.

Além disso, ela destaca o papel dos próprios trabalhadores na prevenção de acidentes. “A segurança ocupacional é uma via de mão dupla. Usar os EPIs corretamente, relatar riscos, participar dos treinamentos e manter uma postura responsável também salva vidas”, finaliza, ressaltando que investir em segurança do trabalho vai além de boas práticas: trata-se de uma estratégia inteligente, com a implementação de programas de bem-estar, palestras e ações educativas que fortalecem a consciência coletiva e contribuem para a construção de ambientes mais saudáveis, produtivos e humanos.

 

Sobre o Hospital Universitário Cajuru

O Hospital Universitário Cajuru é uma instituição filantrópica com atendimento 100% SUS e com a certificação de qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA) nível 3. Está orientado pelos princípios éticos, cristãos e valores do Grupo Marista. Vinculado às escolas de Medicina e Ciências da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), preza pelo atendimento humanizado, com destaque para procedimentos cirúrgicos, transplante renal, urgência, emergência, traumas e atendimento de retaguarda a Pronto Atendimentos e UPAs de Curitiba e cidades da Região Metropolitana.

Deputada Socorro Neri apresenta balanço das atividades da FPeduQ e reforça prioridades para segundo semestre

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A deputada federal Socorro Neri (PP-AC), presidente da Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ), apresentou um balanço das ações desenvolvidas no primeiro semestre de 2025. À frente da coordenação dos trabalhos, a parlamentar tem consolidado a FPeduQ como um dos principais fóruns de articulação política e técnica voltados à promoção de uma educação mais inclusiva, eficiente e integrada, com atenção às especificidades das instituições particulares de ensino.

Durante o período, a atuação da Frente esteve centrada em temas estruturantes para o futuro da educação no país, como a elaboração do novo Plano Nacional de Educação (PNE), a tramitação do Sistema Nacional de Educação (SNE), o aprimoramento da legislação sobre educação a distância (EaD) e a consolidação de políticas públicas voltadas à inclusão educacional.

Segundo Socorro Neri, os trabalhos da FPeduQ se pautaram pela escuta qualificada e pela articulação institucional com o objetivo de contribuir com soluções legislativas efetivas e socialmente comprometidas. “Nosso foco tem sido promover um debate técnico e democrático, com ampla participação de especialistas, gestores, entidades do setor e da sociedade civil, valorizando a contribuição das instituições particulares em todas as etapas da educação brasileira”, afirma.

A Frente Parlamentar promoveu, ao longo do semestre, uma série de audiências públicas, reuniões técnicas e articulações junto ao Ministério da Educação (MEC) e outras frentes temáticas no Congresso Nacional. Entre os destaques, está o acompanhamento da construção do novo Plano Nacional de Educação, previsto no Projeto de Lei 2614/2024. Socorro reforça a necessidade de o plano estabelecer metas viáveis, indicadores mensuráveis e estratégias alinhadas à superação das desigualdades educacionais. “Estamos defendendo um PNE que priorize a qualidade da aprendizagem, a valorização dos profissionais da educação e o compromisso com a equidade em todos os níveis de ensino”, pontua.

Outro eixo de atuação da FPeduQ foi o acompanhamento do Projeto de Lei Complementar 235/2019, que institui o Sistema Nacional de Educação. A deputada destaca que a proposta precisa promover a cooperação entre União, estados e municípios sem interferir na autonomia dos entes federativos. “O SNE não pode ser um mecanismo apenas formal. Ele deve funcionar como um instrumento efetivo de articulação de políticas, com foco na melhoria dos indicadores de aprendizagem e na gestão compartilhada de responsabilidades”, avalia.

As discussões em torno da regulamentação do ensino a distância também tiveram atenção da Frente, com foco na definição de diretrizes que assegurem padrões de qualidade, especialmente no ensino superior. A deputada tem defendido critérios que respeitem as especificidades de cada área de formação e garantam a integridade acadêmica dos cursos ofertados.

A educação inclusiva permanece como uma das prioridades da FPeduQ. As ações do semestre incluíram o apoio a propostas voltadas à ampliação da acessibilidade, ao investimento em formação continuada de educadores e ao fortalecimento das instituições que atendem estudantes com deficiência. “A inclusão deve ser compreendida como um compromisso transversal, que exige recursos adequados, políticas permanentes e ações integradas”, afirma Socorro Neri.

Para o segundo semestre de 2025, a Frente seguirá mobilizada na formulação e no acompanhamento de proposições legislativas que promovam inovação, sustentabilidade e equidade no setor educacional. A expectativa é ampliar o diálogo com outras frentes parlamentares e consolidar propostas que fortaleçam o papel da educação como vetor estratégico de desenvolvimento nacional.

Sobre a FPeduQ

Lançada no dia 10 de maio de 2023, a Frente Parlamentar Mista pela Inclusão e Qualidade na Educação Particular (FPeduQ) tem como objetivo discutir no Congresso Nacional melhorias nos programas de acesso à educação, como FIES e Prouni, além da qualidade do ensino, inovação e tecnologia na educação, reforma tributária e outras pautas importantes.

O setor particular de ensino é responsável pela educação de mais de 15 milhões de brasileiros, dos quais 90% são das classes C, D e E. Além disso, é responsável por 77% dos alunos no ensino superior e 20% no ensino básico.

A frente é presidida pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC) e tem como vice-presidente na Câmara o deputado Átila Lira (PP-PI). No Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS) é o vice.

 

O nome Aires volta à cena política do Distrito Federal — agora com Gustavo, o filho de Odilon

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No último dia 17 de julho, a política do Distrito Federal ganhou uma nova movimentação relevante: Gustavo Aires, atual administrador do Cruzeiro, oficializou sua filiação ao Partido Progressistas (PP) — legenda da vice-governadora Celina Leão. O gesto chamou atenção e reacendeu um sobrenome tradicional da política local: Aires.

O nome é conhecido dos brasilienses mais atentos à cena política. Odilon Aires, pai de Gustavo, foi deputado distrital por quatro mandatos consecutivos e ainda é lembrado como o parlamentar mais votado da história da região administrativa do Cruzeiro, base onde construiu uma trajetória de forte atuação comunitária e política. Agora, é o filho quem começa a trilhar o próprio caminho.

Filiado ao MDB desde os 17 anos, Gustavo Aires tem ocupado cargos estratégicos na gestão do governador Ibaneis Rocha. Foi secretário das Cidades, depois administrador regional de Samambaia — onde sua gestão foi bem avaliada — e atualmente é o administrador do Cruzeiro, cidade que tem forte valor simbólico em sua trajetória familiar. Nas eleições de 2022, Gustavo foi candidato a deputado distrital a pedido da cúpula do governo. Obteve 5.207 votos, número considerado expressivo diante das circunstâncias: foi uma candidatura de última hora, com pouco tempo de estruturação e recursos limitados. O desempenho, no entanto, foi suficiente para colocá-lo no radar político como um nome emergente.

A recente filiação ao PP, portanto, não deve ser vista como um simples reposicionamento partidário. O movimento indica que Gustavo busca fortalecer sua base para disputar novamente em 2026, desta vez com mais preparo, articulação e tempo de campanha. Embora leve o nome do pai e demonstre respeito ao seu legado, Gustavo tem sinalizado que pretende construir sua trajetória de forma autônoma — dialogando com novas lideranças e tomando decisões estratégicas sem depender exclusivamente da orientação de figuras mais tradicionais da política local.

Segundo fontes próximas ao Palácio do Buriti, o nome de Gustavo tem aparecido com frequência em pesquisas internas, especialmente nas regiões do Cruzeiro e de Samambaia, locais onde atuou diretamente como gestor. Além disso, há indicações de que ele tem buscado ampliar sua base de apoio, aproximando-se de lideranças com histórico de candidaturas majoritárias bem-sucedidas no Distrito Federal.

Com a filiação ao partido da atual vice-governadora,  Gustavo Aires entra, oficialmente, no jogo político com mais estrutura e visibilidade. Se vai transformar essa movimentação em capital eleitoral real, ainda é cedo para dizer. Mas o fato é que o sobrenome Aires, tradicional no Distrito Federal, volta a circular com força — agora, por meio de uma nova geração.

 

Fonte: donnysilva.com.br

De olho no mercado americano, startups brasileiras devem conhecer riscos e oportunidades antes de expandir

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Ambiente propício à inovação e facilidade de acesso a capital tornam os Estados Unidos um destino estratégico para startups, mas falhas de planejamento e desconhecimento legal ainda comprometem resultados

Startups brasileiras interessadas em internacionalizar operações precisam compreender que os Estados Unidos não representam apenas o maior mercado consumidor do mundo, são também um dos ambientes mais desafiadores. A avaliação é de Alfredo Trindade, CEO da Ecco Planet Consulting, empresa sediada na Flórida e especializada em internacionalização de negócios. Com 25 anos de experiência no setor e mais de dois mil projetos conduzidos, Trindade alerta que, apesar das oportunidades, muitos empreendedores cometem erros básicos ao tentar entrar no país.

Segundo Trindade, o ecossistema norte-americano é especialmente receptivo a soluções tecnológicas com proposta clara de valor e escalabilidade. No entanto, a ausência de estudos de mercado e o despreparo em relação à legislação local são falhas recorrentes entre os fundadores brasileiros.“Os EUA oferecem vantagens competitivas como acesso facilitado a capital, agilidade para formalizar empresas e uma cultura mais tolerante ao risco do que a brasileira”, afirma o executivo.

Dados do programa SelectUSA mostram que o Brasil foi o 12º maior investidor direto nos Estados Unidos em 2024, com aportes superiores a US$20 bilhões. Esse volume inclui desde grandes corporações até startups em fase de tração. “Temos acompanhado negócios emergentes que encontraram nos EUA o ambiente ideal para crescer, acessar fundos de investimento e validar produtos em escala internacional”, diz Trindade.

Por outro lado, o entusiasmo com o mercado americano frequentemente esbarra no desconhecimento das normas locais, na ausência de estrutura jurídica adequada e em falhas de comunicação intercultural. “Registrar uma LLC não é sinônimo de estar pronto para operar. Sem um plano sólido de entrada, a startup corre o risco de desperdiçar tempo e recursos em um ambiente altamente competitivo”, afirma.

Além do preparo técnico e legal, Trindade enfatiza que adaptar o produto ou serviço ao perfil do consumidor norte-americano é determinante para o sucesso. “Há uma diferença enorme entre o que funciona no Brasil e o que engaja o cliente nos Estados Unidos. Ignorar isso pode ser fatal”, alerta.

Entre as recomendações da Ecco Planet para startups interessadas em migrar ou expandir para os EUA estão: validação prévia da proposta de valor, análise do estado com melhor custo-benefício, estruturação societária adequada, entendimento das exigências regulatórias e presença ativa em hubs locais de inovação.

A consultoria também destaca que, embora o mercado norte-americano ofereça maior previsibilidade jurídica e incentivos estaduais, ele exige agilidade estratégica e capacidade de adaptação. “O fundador que entende a operação como um processo de aprendizagem contínua tem mais chances de prosperar. Não se trata apenas de vender, mas de construir uma empresa com base sólida em outro território”, conclui Trindade.

 

Sobre a Ecco Planet Consulting

A Ecco Planet Consulting é uma empresa especializada em consultoria para internacionalização de negócios e investimentos nos Estados Unidos, com sedes em Orlando e Miami, na Flórida. Fundada em 2010, a empresa já conduziu mais de 2 mil projetos, assessorando investimentos que ultrapassam US$ 100 milhões no mercado norte-americano. Atua também nos setores de real estate e construção civil, onde já entregou mais de 300 unidades com foco em empresários e investidores de toda a América Latina. Para mais informações, acesse o site oficial, o Instagram ou o LinkedIn.

 

Sobre Alfredo Trindade

Alfredo Ignacio Trindade Netto é sócio-fundador e CEO da Ecco Planet Consulting desde 2009,  durante sua carreira de 25 anos ocupou  cargos de liderança no Brasil, Argentina e Estados Unidos, com passagens por multinacionais como Carrier United Technologies, Ingersoll Rand e La Fortezza. Há mais de 15 anos, lidera projetos de internacionalização de empresas e investimentos no mercado americano. É formado em Ciências Econômicas pela PUC-SP e Administração de Empresas com ênfase em Marketing pela UNIVERSIDADE BANDEIRANTE – SP e atua como Real Estate Broker licenciado pelo estado da Flórida. Para mais informações, acesse o Linkedin.

 

Soltar pipa na rua gera risco de sinistro com morte

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Detran-DF alerta pedestres, ciclistas e motociclistas para mais atenção ao transitar em locais onde se pratica a atividade recreativa
Zélia Ferreira
 As férias escolares chegaram e as cidades estão cheias de crianças e adolescentes aproveitando o clima seco e os ventos fortes para empinar pipas. Isso requer de ciclistas, motociclistas e pedestres cuidados especiais ao transitar pelas vias urbanas. O alerta é do Departamento de Trânsito do Distrito Federal para toda a população que deve cumprir a legislação para garantir mais segurança viária.
“Pode ser divertido soltar pipa, mas não com o uso de cerol ou outro produto cortante. Precisamos que todos se conscientizem dos riscos que isso pode causar à circulação de pessoas pelas cidades, especialmente os motociclistas que podem sofrer ferimentos de proporções incalculáveis quando atingidos por linha de pipa. É bom lembrar também que é obrigatório o uso de antena corta-pipas nas motocicletas utilizadas para transporte remunerado de mercadorias e pessoas”, ressalta o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.
O uso de cerol – uma mistura de cola com vidro moído que aumenta a capacidade de corte no cruzamento de pipas – além de proibido no DF, pode representar um risco extra em sinistros de trânsito, gerando ferimentos graves naqueles que são envolvidos pela linha cortante. De acordo com o artigo 139-A do Código de Trânsito Brasileiro, as motocicletas e motonetas destinadas ao transporte remunerado de mercadorias somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão de trânsito, exigindo-se, para tanto a instalação de aparador de linha antena corta-pipas no guidom.
Entregadores de App
Nas ações promovidas pelo Detran-DF no programa Entregadores de App, a antena corta-pipa tem sido entregue como brinde aos motofretistas e mototaxistas. Mesmo assim, muitos se arriscam a realizar a atividade sem esse equipamento tão importante para a própria segurança.
Ao realizar transporte remunerado de mercadorias sem a antena corta-pipa, o motociclista comete infração grave, prevista no inciso IX do artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro. A infração gera multa de R$ 195,23 e apreensão do veículo para regularização.
Proibido por lei distrital
O Detran-DF ainda alerta que, no DF, o uso, a posse, a fabricação e a comercialização de produtos com a finalidade de utilização como linhas cortantes (cerol) estão proibidos pela Lei nº 7.469, de 2024. De acordo com a norma, empinar pipa é liberado apenas em praças abertas, campos de futebol e outros espaços abertos com área mínima de 500 metros quadrados e sem o uso de linhas cortantes.
A lei ainda ressalta que os locais para a prática da atividade de lazer não poderão oferecer risco a ciclistas e motociclistas, pedestres, residências, redes elétricas, e em locais destinados à aviação em geral. A legislação define ainda que os registros de ocorrência que envolvam linha cortante ou assemelhados realizados pela Polícia Civil do Distrito Federal devem incluir campo próprio de identificação que permita sua contabilização e registro estatístico.

Câncer de cabeça e pescoço aumenta entre jovens

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Endocrinologist examining throat of young woman in clinic. Women with thyroid gland test . Endocrinology, hormones and treatment. Inflammation of the sore throat

 

Tabagismo, consumo de álcool e sexo oral sem preservativo são fatores de risco da doença

Oito em cada dez pessoas diagnosticadas com câncer de cabeça e pescoço no Brasil descobrem a doença em estágio avançado, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Embora pouco comentado, o Ministério da Saúde alerta que esse é o terceiro tipo de câncer mais incidente no país e deve acometer mais de 61 mil brasileiros neste ano, segundo estimativas. A perspectiva de óbitos não é otimista para os próximos anos: a previsão é de aumento de 86%, passando dos atuais 17 mil casos para 30 mil em 2050, de acordo com levantamento do Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP).

“Trata-se de um tipo de câncer que, quando diagnosticado precocemente, apresenta até 90% de chance de cura”, alerta a cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital São Marcelino Champagnat, Ana Gabriela Neis. A prevenção envolve práticas simples de cuidado com a saúde, como evitar o consumo de cigarros — seja comum, eletrônico ou narguilê —, não ingerir bebidas alcoólicas em excesso e utilizar preservativo durante o sexo oral.

A especialista alerta que o câncer de garganta tem aumentado entre os jovens no país, especialmente devido à infecção por HPV. “Mesmo no sexo oral, o uso da camisinha é essencial para prevenir o vírus. Já temos vacina disponível no SUS para crianças a partir dos 9 anos, mas os casos não param de subir”, ressalta a médica.

Sinais de alerta

Feridas na boca que não cicatrizam, úlceras, espinhas que não regridem, coçam ou sangram, lesões esbranquiçadas nos lábios ou nas mucosas orais, aftas persistentes e nódulos no pescoço que aumentam de tamanho e em quantidade estão entre os principais sinais de alerta. “São muitos os sinais, e grande parte deles passa despercebida”, alerta a especialista. “É fundamental estar atento à rouquidão persistente, à sensação de  fala alterada — como se estivesse enrolada ou, como relatam alguns pacientes, com ‘voz de batata quente’ — e ao aumento de volume no pescoço, na região da tireóide que, pode indicar um estágio avançado da doença”, frisa Ana Gabriela.

Tratamento

O tratamento depende da região afetada e do estágio em que a doença é  diagnosticada, podendo incluir cirurgia, radioterapia e, em alguns casos, quimioterapia como complemento. A detecção precoce é essencial, já que as áreas acometidas — boca, faringe, laringe, cavidade nasal, seios paranasais, glândulas salivares e linfonodos do pescoço —são muito próximas entre si, o que facilita a rápida disseminação do tumor para outros órgãos. De acordo com pesquisa do GBCP, 85,4% dos pacientes sobrevivem por cinco anos após o tratamento quando o tumor é identificado na fase inicial e está restrito a um único órgão. Quando a doença atinge os linfonodos, a taxa de sobrevida cai para 69,4%. Já nos casos em que há metástase para órgãos distantes, como pulmões, fígado ou  ossos, esse índice diminui para 36,9%.

“Além do tratamento ser menos invasivo e mais eficaz quando a doença é detectada no início, a qualidade de vida do paciente após a recuperação é significativamente maior. Já nos casos em que o câncer é diagnosticado em estágio avançado, o tratamento costuma ser bastante agressivo, envolvendo mutilações permanentes e sequelas, como a perda da fala”, explica a cirurgiã. “Por isso, é importante estar atento aos sinais, conversar com amigos e familiares para que também fiquem alertas e procurar ajuda médica já nos primeiros indícios da doença”, finaliza a médica.

 

Sobre o Hospital São Marcelino Champagnat

O Hospital São Marcelino Champagnat faz parte do Grupo Marista e nasceu com o compromisso de atender seus pacientes de forma completa e com princípios médicos de qualidade e segurança. É referência em procedimentos cirúrgicos de média e alta complexidade. Nas especialidades destacam-se: cardiologia, neurocirurgia, ortopedia e cirurgia geral e bariátrica, além de serviços diferenciados de check-up. Planejado para atender a todos os quesitos internacionais de qualidade assistencial, é o único do Paraná certificado pela Joint Commission International (JCI).

Mudanças recentes nas regras fiscais afetam PMEs em 2025

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Maynara Fogaça explica por que revisão fiscal e rotinas preventivas são decisivas para a sobrevivência das pequenas e médias empresas no cenário atual

Em 2025, pequenas e médias empresas enfrentam um cenário tributário mais rigoroso e tecnológico. Com o avanço da reforma tributária, novas normas de compensação de créditos e o uso intensivo de cruzamento de dados pela Receita Federal, a atenção à regularidade fiscal deixou de ser apenas uma obrigação e passou a ser fator de sobrevivência.

“O empresário muitas vezes acha que o problema está nas vendas ou nos custos operacionais mas não desconfia que o gargalo pode estar nos tributos pagos a mais”, alerta Maynara Fogaça, estrategista tributária com mais de 23 anos de atuação. Segundo ela, revisar os tributos e acompanhar as atualizações legais com rigor se tornou essencial para evitar autuações e prejuízos ao caixa da empresa.

Reforma e fiscalização mais tecnológica

A nova dinâmica da Receita inclui o aumento da fiscalização automatizada com base em dados enviados via SPED, notas fiscais eletrônicas, declarações e obrigações acessórias. “A base tributária precisa estar alinhada com a operação para evitar surpresas negativas lá na frente”, afirma Maynara. Ela lembra que inconsistências, ainda que pequenas, podem gerar bloqueios de compensações ou multas expressivas.

Entre as principais mudanças que afetam diretamente as PMEs estão as atualizações nas regras de compensação tributária, que agora exigem mais precisão nos créditos a serem aproveitados, e o monitoramento eletrônico mais amplo, com foco em movimentações financeiras, folha de pagamento e tributos indiretos.

Segundo o IBPT, 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam, seja por erros de apuração, desconhecimento de benefícios legais ou escolha equivocada do regime tributário. “A revisão precisa deixar de ser emergencial”, afirma a especialista.

Ela orienta que as empresas adotem rotinas preventivas, com auditorias internas periódicas, validação dos dados fiscais antes do envio ao Fisco e revisão sistemática dos tributos pagos nos últimos cinco anos. “Rever o que foi pago com profundidade técnica e visão estratégica é uma das decisões mais inteligentes que uma empresa pode tomar hoje”, diz.

Orientações práticas para empresários e contadores

Para se preparar para o segundo semestre de 2025, Maynara recomenda que contadores e empresários sigam quatro pilares:

  1. Diagnóstico tributário atualizado, avaliar se o regime tributário está adequado à realidade atual da empresa
  2. Revisão dos últimos cinco anos, identificar pagamentos indevidos e oportunidades de recuperação
  3. Automação e tecnologia fiscal, integrar ferramentas que auxiliem na validação de dados e cruzamento de informações
  4. Treinamento da equipe contábil, manter a equipe atualizada com as novas exigências e práticas do Fisco

“Empresas que crescem com solidez não abrem mão de auditorias frequentes justamente porque entendem que estar em dia com a legislação tributária é pré-requisito para expandir com segurança”, afirma Maynara.

 

Sobre Maynara Fogaça

Maynara Fogaça é tributarista, especialista em gestão tributária e referência nacional em Auditoria de Crédito Tributário, com mais de 23 anos de experiência e mais de R$200 milhões recuperados para empresas. É CEO da Visão Tributária e da Mais Tributário, além de fundadora do Visão Tax, maior evento de empreendedorismo tributário do interior paulista. Formada em Direito, com pós em Gestão Tributária, atua como mentora e palestrante, ajudando empresários e contadores a transformarem o caos fiscal em lucro. Sua abordagem estratégica vai além da contabilidade tradicional, com foco em resultados reais.

Para mais informações, visite o site, Instagram ou pelo Linkedin.

 

Caiado critica operação da PF contra Bolsonaro e classifica tornozeleira como “excesso”

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Governador de Goiás afirma que Bolsonaro tem colaborado com a Justiça e classifica como “vingança” decisão de impor monitoramento eletrônico ao ex-presidente

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), classificou como um “excesso” a operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante coletiva nesta terça-feira (23/7), Caiado contestou a instalação de tornozeleira eletrônica e defendeu que o ex-presidente tem o direito de se defender sem ser submetido a medidas que, segundo ele, “não condizem com o regime democrático”.

“Respeito decisões judiciais, mas há limites. Julgar é papel da Justiça, vingar não. O Supremo julga, não vinga. Não se pode impor esse tipo de humilhação a quem sequer foi condenado”, declarou o governador. Caiado se referia ao cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Bolsonaro na última sexta-feira (18), que culminaram na determinação do uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo o governador, a medida foi desproporcional e motivada por interpretações subjetivas. “Colocar tornozeleira em um ex-presidente que não tem condenação, não responde criminalmente e sempre se colocou à disposição da Justiça? Isso é um absurdo”, criticou. “Tornozeleira se coloca em criminoso em progressão de pena, não em liderança política com atuação pública.”

Caiado também rejeitou a acusação de que Bolsonaro teria cometido obstrução de Justiça ou atentado contra a soberania nacional ao, supostamente, interferir no processo de aumento de tarifas dos Estados Unidos sobre o Brasil. “Querer imputar a ele a responsabilidade por isso é forçar uma narrativa. O culpado pelo tarifaço é o governo Lula”, disparou Caiado.

Ainda segundo o governador sobre a operação contra o ex-presidente, Bolsonaro não tem se furtado à Justiça e comparece sempre que convocado. “Ele está presente nos processos. Para quê essa atitude? Por que esse tipo de espetáculo? Isso não combina com um país democrático.”