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No Dia Nacional de Proteção às Florestas, Anffa Sindical destaca uso de drones para preservação ambiental

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Fiscalização da aviação agrícola e novas tecnologias contribuem para práticas sustentáveis no campo

 

No Dia Nacional de Proteção às Florestas, celebrado neste 17 de julho, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reforça a importância do trabalho dos profissionais da carreira na defesa dos biomas brasileiros. Eles desempenham um papel essencial na fiscalização do uso de tecnologias agrícolas, como drones, que vêm revolucionando as estratégias de recuperação florestal e proteção ambiental no país.

 

Nos últimos anos, o Brasil tem se destacado no uso de drones para a semeadura aérea de espécies nativas em áreas degradadas, contribuindo para a recomposição florestal. A tecnologia também é aplicada na pulverização de agentes biológicos e no combate a pragas e doenças, com vantagens como o alcance de áreas de difícil acesso e a redução da exposição dos trabalhadores a produtos químicos.

 

Com o avanço das tecnologias no campo, os auditores fiscais federais agropecuários têm atuado na fiscalização e controle da aviação agrícola, visando garantir que o uso de tecnologias, como destes drones de pulverização e de semeadura, seja realizado de forma legal, segura e ambientalmente responsável. A tecnologia de drones se destaca principalmente pela versatilidade e segurança, atuando em áreas de difícil acesso e minimizando riscos aos trabalhadores ao diminuir a exposição aos produtos.

 

“É um trabalho técnico, silencioso, mas fundamental. Ao garantir o uso correto da aviação agrícola e das novas tecnologias no campo, os auditores fiscais agropecuários estão protegendo as florestas, os recursos hídricos e a saúde da população”, destaca Uéllen Colatto, auditora fiscal federal agropecuária e diretora de comunicação do Anffa Sindical.

 

Em um cenário em que o Brasil é constantemente cobrado por medidas concretas contra o desmatamento, o fortalecimento do trabalho dos auditores fiscais federais agropecuários torna-se estratégico para equilibrar a produção agrícola e a preservação ambiental.

 

Para o Anffa Sindical, a união entre tecnologia de ponta e conhecimento técnico qualificado marca uma nova era na fiscalização agropecuária brasileira. Essa combinação garante o desenvolvimento sustentável do setor, aliado à preservação dos biomas e à defesa do patrimônio natural do país.

 

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Auditores fiscais federais agropecuários desempenham um papel essencial na fiscalização do uso de tecnologias agrícolas, como drones, que vêm revolucionando as estratégias de recuperação florestal e proteção ambiental no país (Foto: Freepik)

 

Falta de regularização fundiária trava avanço econômico do agronegócio no Brasil

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Sem segurança jurídica sobre a terra, milhares de propriedades ficam fora do crédito, dos investimentos e do desenvolvimento sustentável

Com 41% do território brasileiro ocupado por áreas rurais, o país ainda enfrenta um entrave que compromete o crescimento sustentável do agronegócio: a insegurança jurídica sobre a posse e a propriedade da terra. Apesar de o setor representar cerca de 25% do PIB, grande parte das propriedades continua informal, sem registro oficial. Segundo o IBGE, são 351 milhões de hectares em áreas rurais, muitos dos quais ainda não podem ser utilizados plenamente por falta de documentação legal.

A regularização fundiária é fundamental para mudar esse cenário. Trata-se da formalização do título de propriedade e do cumprimento das exigências legais que garantem o direito de posse. “Sem essa segurança, o produtor rural perde acesso a crédito, programas de incentivo e fica vulnerável a disputas fundiárias que paralisam o desenvolvimento”, explica Adriano Bedran, advogado especialista em Direito do Agro. A ausência de um sistema unificado de registro agrava o problema e dificulta a identificação exata das áreas.

Outro fator crítico é o georreferenciamento, obrigatório para imóveis rurais com mais de 25 hectares. O processo, embora essencial para delimitar corretamente os terrenos e evitar sobreposição de áreas, ainda é caro e inacessível para muitos. “O georreferenciamento deveria ser tratado como política pública estratégica. Ele traz clareza à propriedade rural, mas hoje é um dos principais gargalos da regularização”, destaca Bedran.

A informalidade impede que o produtor use seu imóvel como garantia para financiamento, o que limita o crescimento do setor. Imóveis regularizados têm valor de mercado superior, atraem investimentos e facilitam a inserção em programas governamentais, como o Crédito Fundiário. “A regularização é mais do que cumprir uma norma, ela transforma a terra em um ativo produtivo e seguro, ampliando o potencial econômico e social do campo”, afirma o especialista.

Além disso, a legalização fundiária facilita o cumprimento de obrigações ambientais e fiscais, contribuindo para uma agricultura mais sustentável e transparente. Em um momento em que o Brasil busca consolidar sua posição como potência agroambiental, a clareza sobre a propriedade das terras é crucial. “Sem regularização, não há governança fundiária, e sem isso, não há avanço consistente no agro brasileiro”, alerta Adriano Bedran.

Para reverter esse cenário, é necessário um esforço conjunto entre governos, cartórios, produtores e empresas. Digitalização dos registros, redução da burocracia e incentivo ao georreferenciamento são caminhos para destravar o desenvolvimento no campo. “Investir na regularização é preparar o Brasil para um novo ciclo de crescimento, com mais competitividade, segurança e justiça no uso da terra”, conclui Bedran.

MFG elimina marca a fogo e reúne cadeia produtiva para discutir bem-estar animal

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A marcação a fogo é uma discussão antiga no Brasil. Apesar disso, ainda é uma prática comum em muitas fazendas, sendo também usada como método de identificação no controle oficial de zoonoses, com exceção do estado de São Paulo, que, recentemente, retirou a obrigatoriedade na vacinação de brucelose. Rompendo com essa tradição, a MFG Agropecuária é pioneira no setor de confinamento em abolir o uso da marca a fogo em suas oito unidades, localizadas nos estados da Bahia, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A decisão é o desfecho de um amplo processo para garantir o bem-estar dos animais – sejam eles próprios ou de parceiros – envolvendo práticas racionais de manejo e de transporte, adaptação de estruturas, construção de áreas recreativas e protocolos rigorosos de sanidade e nutrição, sendo pioneira, em escala comercial, na aplicação do conceito de bem-estar nutricional e na interrupção do uso de ionóforos, uma classe de antibiótico popular entre os confinadores.

“Nós tivemos de reestruturar toda a parte de compra de animais e a forma de apartação dos lotes, de modo a retirar totalmente a marcação a fogo. Validamos o método no fim do ano passado e já o adotamos em 100% das plantas”, comemora Maryele Rodrigues, gerente de Sanidade e Bem-Estar Animal da MFG Agropecuária. Desde então, o time de originadores trocou a brasa por uma tinta atóxica, a mesma utilizada na identificação de lotes comercializados nos leilões de bovinos.

Segundo Maryele, a marca a fogo é um anseio de pecuaristas mais tradicionais ou é vista como um tipo de “seguro” contra perdas e roubos, porém, na MFG, o risco destas situações é baixo. Os confinamentos do grupo são bem localizados e a identificação é feita individualmente, por meio de brincos, garantindo a rastreabilidade dos animais, além do fato de estar atento às tendências de mercado, dentro e fora do país, e não reconhecer a necessidade daquela prática cultural. Tão logo a equipe chega à fazenda do parceiro, o lote é apartado, marcado e embarcado. “A tinta utilizada na marcação dura cerca de 15 dias, tempo suficiente para concluir todos os proced imentos”, informa a gerente de Sanidade e Bem-Estar Animal da MFG Agropecuária.

Encontro discute bem-estar animal
Temas relacionados ao bem-estar animal, como é o caso da marca a fogo, são exaustivamente discutidos na MFG. Nas  dependências da planta de Tangará da Serra (MT), por exemplo, ocorreu, de 13 a 15 de maio, o 2º Encontro de Bem-Estar Animal Confinamento do Bem, onde a empresa reuniu pecuaristas, zootecnistas, veterinários, consultores,  especialistas em bem-estar animal, pesquisadores e mestres da área, fornecedores de insumos e o vice-presidente da Associação Brasileira das Empresas de Certificação por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR), integrante da Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável.

Foram dois dias intensos de discussões técnicas, coroadas no terceiro com uma visita à Fazenda São Marcelo, do grupo, onde foi apresentada sua estrutura e as iniciativas ambientais que culminaram em importantes certificações, como a Fair Food, reconhecendo as ações de bem-estar animal e a preservação ambiental da propriedade. “O evento foi fantástico. Trouxemos representantes de toda a cadeia produtiva para discutir meios de alavancar a pecuária brasileira de maneira sustentável, sem esquecer que o confinamento é uma estratégia importante para atender à demanda mundial de alimento”, resume Maryele, anfitriã do evento.

Rastreabilidade total até 2032
O dia 13/05 foi mais direcionado à rastreabilidade, pelo fato do governo ter firmado compromisso de rastrear 100% do rebanho nacional nos próximos anos. Destaque para o manejo “Nada nas mãos”, onde a apartação dos lotes e a posterior colocação de brincos iniciam todo o processo, estendendo-se para o impacto financeiro da saúde animal na gestão de indicadores zootécnicos e sanitários confiáveis, concluindo com a apresentação do Plano Nacional de Identificação Individual de Rebanhos Bovinos (PNIB), que o Brasil deve concluir até 2032. Inteligência artificial e sustentabilidade como motor das transformações da pecuária brasileira também marcaram o painel.

Nutrição e meio ambiente
O dia seguinte foi aberto revelando uma pesquisa que a MFG conduz em parceria com a UNESP, para medir o impacto de coçadores na produtividade animal, e encerrado com a participação especial de José Ferreira, diretor de Sustentabilidade da Marfrig, mas o mote foi a nutrição animal, mostrando aditivos alimentares disponíveis no mercado, com os quais a MFG tem conseguido reduzir os níveis de estresse térmico dos bovinos, mitigar a emissão de metano entérico e substituir o uso de ionóforos como promotores de crescimento. Chamou a atenção, ainda, case representada na pessoa do pecuarista Waldir Martinez, que possui condutas exemplares de reflorestamento e proteção das fontes d’água, mesmo com um plantel de 36 mil cabeças. “É possível pr oduzir carne de qualidade em grande escala, de maneira sustentável, impulsionando a pecuária. A MFG é um piloto disso”, finaliza Maryele.

Exploração de petróleo na Amazônia precisa de mais diálogo, afirma André Guimarães 

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Painel da Semana do Clima da Amazônia, em Belém (PA), reuniu representantes da Petrobras, setor privado, pesquisa e comunidades. Debate levantou aspectos como maior necessidade de energia, a necessidade de enfrentar a emergência climática e o impacto para populações ribeirinhas

 

Durante o painel “Margem Equatorial: impactos e oportunidades”, na Semana do Clima da Amazônia, nesta terça-feira (15), em Belém (PA), André Guimarães, diretor executivo do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) criticou a polarização do debate em torno da exploração de petróleo na foz da Amazônia; a falta de discussão sobre fontes alternativas limpas, como os biocombustíveis; e defendeu o caminho do diálogo para promover a inclusão, não só o aspecto político, mas o conhecimento científico e das comunidades afetadas, por exemplo.

 

“Nós somos uma sociedade que conversa. Essa questão dos combustíveis fósseis precisa de diálogo”, afirmou. “E a gente não está, no meu entender, discutindo essa questão de uma forma consequente do que deveria ser essa conversa”.

 

Daniele Lomba, gerente geral de licenciamento e meio ambiente da Petrobras, defendeu um cenário de baixo de economia de baixo carbono, mas com petróleo, já que a demanda de energia é crescente e precisará ser suprida.

 

“Se a gente não produzir no Brasil, vai ter que exportar. A gente vai exportar emprego, renda, tributos para outros países. Isso é vantajoso? Acho que não”, sustentou.

 

Para Roberto Kishinami, especialista sênior do iCS (Instituto Clima e Sociedade), a emergência climática impõe como prioridade reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera.

 

“Crise climática não se pode se desligar por uma chavinha. Somos uma sociedade viciada em petróleo. Como resolver? Não é se escondendo debaixo do cobertor. É preciso agir”, defendeu.

 

Alex Carvalho, presidente da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), classifica o “debate raso”, mas avalia que é preciso considerar a perspectiva de, com compromissos para mitigar os impactos, do desenvolvimento da região.

 

“É uma oportunidade de se libertar das desigualdades regionais. Internalizar as riquezas e trazer o conhecimento técnico, geração de emprego, desenvolvimento de fato. Transformar a nossa gente”, afirmou

 

Sandra Regina, liderança comunitária amazônica e gestora do Maretório – Confrem/PA (Comissão Nacional para o Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos Extrativistas Costeiros Marinhos) diz que acompanha a discussão desde 2012 e que as decisões precisam ser debatidas com quem realmente pode ser impactado.

Secretaria Municipal de Educação abre inscrições para Programa Escola de Férias

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Pela primeira vez, as atividades de uma das unidades serão conduzidas em Inglês e Português

A Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro abriu inscrições para a colônia de férias destinada aos alunos da Pré-escola ao Ensino Fundamental II. O programa Escola de Férias sempre acontece durante os recessos escolares nas unidades de ensino da rede carioca. O diferencial desta edição é que haverá atividades em uma unidade bilíngue. O CAMP Carioca, no CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda, em Senador Vasconcelos, Zona Oeste da cidade, terá toda a programação em Português-Inglês para incentivar o aprendizado dos alunos.

Crédito das fotos: Guilherme Oliveira

 

As atividades do Escola de Férias acontecerão entre os dias 21 e 25 de julho, das 8h30 às 15h, em 17 unidades municipais espalhadas pela cidade. As inscrições devem ser feitas diretamente no link https://multirio.rio.rj.gov.br/edf até o dia 25 (último dia da colônia). No ato, o responsável deverá emitir o termo de responsabilidade (que está disponível no site) e levá-la à escola escolhida.
“A gente sabe que essa época do ano pode ser muito diferente para cada família. Muitas pessoas não têm a oportunidade de fazer uma viagem bacana, mas todas as crianças merecem aproveitar as férias. O Escola de Férias oferece oficinas de arte, esportes, raciocínio lógico e muitas brincadeiras. E ainda tem a novidade que é o CAMP Carioca, com toda a programação em Português-Inglês para estimular o aprendizado dos nossos alunos”, destacou o secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha.

Crédito:Guilherme Oliveira

Serão oferecidas atividades de recreação, oficinas de inovação e tecnologia, corpo e movimento, construção do pensamento lógico, artes e musicalização, linguagem e comunicação. Os alunos inscritos no Escola de Férias da rede carioca recebem desjejum, almoço e lanche na unidade escolar escolhida para participar do projeto.

Veja a lista das escolas selecionadas:

GEO Félix Mielli Venerando
Rua Carlos Seixas, s/n, Caju – RJ
GEO Edmundo Bittencourt
Rua Lopes Trovão 287, São Cristóvão – RJ
EM Francisco Campos
Rua Nossa Senhora de Lourdes, 175, Vila Isabel – RJ
CIEP Presidente Agostinho Neto
Rua Visconde Silva, s/n, Humaitá – RJ
GET Bolívar
Rua José dos Reis 466, Engenho de Dentro – RJ
CIEP Leonel de Moura Brizola
Avenida Brasil, 8.666, Ramos – RJ
EM Mozart Lago
Rua José Carvalho Salgado, s/n, Oswaldo Cruz – RJ
EM Professor Escragnolle Dória
Rua Gil Eanes, 76, Costa Barros – RJ
CIEP Almir Bonfim de Andrade
Rua Porto Santana, Vila Valqueire – RJ
EM Azerbaijão
Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, 1.151 – Anil – RJ
CIEP Olof Palme
Estrada do Taquaral S/N, Bangu – RJ
GEO Nicarágua
Avenida Santa Cruz, 1.015 – Realengo – RJ
CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda
Estrada Moriçaba S/Nº, Senador Vasconcelos – RJ
EM Casemiro de Abreu
Estrada do Mendanha 4.842, Campo Grande – RJ
EM Haydea Vianna Fiuza de Castro
Rua São Gomário, Vila Paciência S/N, Santa Cruz – RJ
GET Paralimpíadas Rio 2016
Estrada de Sepetiba 3.475, Santa Cruz – RJ
EM Leonel Azevedo
Rua Luís Sá S/N, Ilha do Governador – RJ

Ciência brasileira lança manifesto contra o PL do licenciamento ambiental 

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Documento liderado pela SBPC conta com o aval de mais de 160 instituições e detalha os retrocessos que a nova lei trará se aprovada pela Câmara

 

A ciência brasileira se uniu contra o PL (Projeto de Lei) nº 2.159/2021, que trará retrocessos ao licenciamento ambiental do Brasil, caso seja aprovado nesta terça-feira (15) pela Câmara dos Deputados. Um manifesto aprovado pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), com aval de mais de 160 instituições, detalha os impactos da medida para o meio ambiente.

 

“O PL ignora solenemente o estado de emergência climática em que a humanidade se encontra, e o fato de que quatro biomas brasileiros (floresta Amazônica, Cerrado, Pantana e Caatinga) estão muito próximos dos chamados de “pontos de não retorno”. Se ultrapassados estes pontos, estes biomas poderão entrar em colapso ambiental”, diz um trecho do documento.

 

O manifesto aponta que a nova lei fere acordos internacionais e representa uma afronta à ciência produzida no Brasil e no mundo. Entre os efeitos nocivos do PL são citados: aumento potencial de emissões de carbono, dispensa de licenciamento para o agronegócio, desvinculação do licenciamento da outorga de uso da água, ameaça às Unidades de Conservação, ameaças a direitos dos povos e comunidades tradicionais, condicionantes ambientais fragilizadas, inexistência de uma lista mínima de atividades sujeitas ao licenciamento, além de criação da Licença Ambiental Especial.

 

“A Constituição Federal de 1988 prevê o licenciamento ambiental como matéria para garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito fundamental, e impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. O PL ameaça esse direito que é de todos os brasileiros. Um direito fundamental para um futuro minimamente promissor num mundo sob estado de ‘emergência climática’”, reforça o texto.

 

 

Leia o manifesto na íntegra:

 

Manifesto da Ciência Brasileira sobre o Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021

O licenciamento ambiental vigente está sob séria ameaça. Ele é o principal instrumento da Política Nacional de Meio Ambiente (Lei nº 6.938/ 1981) que garante proteção constitucional sobre direitos da coletividade brasileira, sobre o meio ambiente ecologicamente equilibrado, para as presentes e futuras gerações. E esta ameaça vem, infelizmente, do Congresso Nacional.

Está para ser votado na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021. Este PL representa o mais grave retrocesso ao sistema de proteção ambiental do país. Ele fragiliza as regras e mecanismos de análise, controle e fiscalização de empreendimentos e atividades potencialmente degradadoras. Ainda, ignora solenemente o estado de emergência climática em que a humanidade se encontra, e o fato de que quatro biomas brasileiros (floresta Amazônica, Cerrado, Pantana e Caatinga) estão muito próximos dos chamados de “pontos de não retorno”. Se ultrapassados estes pontos, estes biomas poderão entrar em colapso ambiental deixando de prestar seus múltiplos serviços ecossistêmicos. A ciência já demonstrou, com fartas evidências, que para evitarmos o tal colapso é necessário, urgentemente, zerar a destruição da vegetação nativa, combater os incêndios e a degradação ambiental e iniciar a restauração em grande escala destes biomas incluindo, entre eles, a Mata Atlântica. A propósito, o PL altera também a Lei da Mata Atlântica, bioma que já perdeu 76% de sua cobertura original, deixando os remanescentes de floresta madura vulneráveis ao desmatamento.

Além de ameaçar os biomas e o bem-estar dos brasileiros a aprovação desse PL mostra-se incompatível com os compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris e do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, entre outros atos internacionais, inclusive aqueles que protegem os direitos humanos fundamentais. Se aprovado, o poder legislativo do país colocará em dúvida o papel de liderança do Brasil no âmbito dos esforços globais de mitigação e adaptação com respeito às mudanças climáticas. E isto em plena recepção, em solo nacional, da COP 30 a ser realizada em Belém do Pará no final deste ano.

Claramente, o PL é uma ameaça à Constituição Federal e aos direitos dos brasileiros. Mas também é uma afronta à ciência produzida pelos cientistas do Brasil e do mundo, incluindo aqueles reunidos no âmbito da Academia Brasileira de Ciências, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, do Painel Científico da Amazônia e do IPCC. Esta afronta é brevemente ilustrada abaixo, caso o PL seja aprovado.

Aumento potencial de emissões de carbono. A proposição de uma Licença por Adesão e Compromisso (LAC) permitirá emissões de licenças automáticas, com base apenas na autodeclaração do empreendedor, para empreendimentos de médio porte e médio potencial poluidor. Esse processo desconsidera análises técnicas prévias e os efeitos futuros da LAC sobre as emissões nacionais de gases de efeito estufa e sobre recursos naturais, incluindo a rica biodiversidade do país. O PL, ainda, coloca em risco papel do Estado em exercer sua capacidade e dever de prevenir danos, já que o empreendedor será dispensado de grande parte de suas obrigações.

Dispensa de licenciamento para o agronegócio. O simples preenchimento de um formulário auto declaratório (LAC) passará a ser suficiente para garantir a dispensa de licenciamento, sem qualquer verificação sobre impactos ambientais ou compromissos firmados no âmbito dos programas de regularização ambiental. Do ponto de vista científico, esta proposta submete os biomas, já ameaçados por uma trajetória de “não retorno”, em situação crítica. Algo que prejudicará o próprio agronegócio. Por exemplo, já há evidências científicas suficientes que o regime de chuvas no país sofreu alterações (redução) significativas com impactos na produção de alimentos e commodities. Estas alterações não estão sendo provocadas somente pela mudança global do clima, mas por alterações na vegetação nativa que cobrem estas áreas. Considerando que no Brasil 90% da agricultura não é irrigada e depende da vegetação nativa para produzir chuva, o enfraquecimento do licenciamento ambiental será, literalmente, um “tiro no pé” da agricultura nacional.

Desvinculação do licenciamento da outorga de uso da água. A proposta do PL em tramitação na Câmara, determina que o licenciamento ambiental fique desvinculado de outorgas, desconsiderando que a outorga de uso da água é um instrumento da Política Nacional de Recursos Hídricos, de gestão da água, fundamental para garantir segurança hídrica e o acesso à água em qualidade e quantidade. Dessa maneira a análise do licenciamento ambiental ficará totalmente prejudicada para empreendimentos que utilizam a água (como por exemplo hidrelétricas, reservatórios de abastecimento público, estações de tratamento de esgotos e de efluentes). Tal desvinculação ignora, por completo, a progressiva redução de disponibilidade de água no solo devido ao avanço da redução de chuvas já sofridas por vastas regiões do país. Em alguns biomas (Cerrado, por exemplo) mais da metade dos municípios já apresentam uma redução de água superficial da ordem de 30%.Ainda, a fragmentação do licenciamento, de forma isolada das outorgas, potencializará conflitos e tende a agravar impactos relacionados a eventos climáticos no que se refere à água.

Ameaça às Unidades de Conservação (UCs). O texto em tramitação na Câmara, prevê a avaliação de impactos e definição de condicionantes somente quando, nas regiões diretamente afetadas pelos empreendimentos, existirem UCs ou suas zonas de amortecimento. Da forma como está, portanto, o texto exclui todas as UCs, federais, estaduais e municipais, da avaliação de impactos ambientais indiretos. Esta é uma visão míope, uma vez que ignora a conectividade espacial e funcional entre diferentes regiões com coberturas de vegetação nativa distintas. Os pareceres dos órgãos de gestão (ICMBio e órgãos estaduais e municipais competentes) envolvidos não terão caráter vinculante, permitindo que os órgãos licenciadores sem competência legal e capacidade técnica para dispor sobre as temáticas referidas o façam.

Ameaças a direitos dos povos e comunidades tradicionais. Se o PL for aprovado, cerca de 80% dos territórios quilombolas (TQs) e 32,6% das Terras Indígenas (TIs), que são áreas aguardando titulação e homologação, serão ignoradas nos processos de licenciamento ambiental. Não estão previstas quaisquer medidas de prevenção, mitigação e compensação de impactos socioambientais ou de controle do desmatamento. Isto coloca em xeque, não somente os direitos, mas também o papel que estes povos e comunidades têm na conservação ambiental e na prestação de serviços ambientais. Uma boa parte do regime de chuva e do armazenamento de carbono em vegetação nativa são mantidos por estas populações. Terras indígenas na Amazônia, por exemplo, funcionam como um grande “ar-condicionado” da paisagem. As temperaturas dentro das Tis chegam a ser 2-5 oC mais baixas do que nos arredores. O PL não atenta a estes serviços, pois a atuação das autoridades envolvidas, assim como a análise técnica e a exigência de condicionantes fica restrita apenas aos casos de impactos nas áreas de influência direta do empreendimento potencialmente degradadores, não considerando impactos indiretos ou na escala da paisagem.

Condicionantes ambientais fragilizadas. O PL limita a responsabilidade do empreendedor diante dos danos causados ou agravados pelo próprio empreendimento, inclusive em casos de grandes obras que pressionam serviços públicos ou estimulam desmatamento e grilagem. Esta falta de responsabilização poderá agravar ainda mais o avanço do desmatamento ilegal e da grilagem, em especial na Amazônia. Atualmente, cerca de 50% do desmate nesse bioma ocorre em terras públicas, em especial nas chamadas “Florestas Públicas não Destinadas”. São aquelas florestas que aguardam destinação, por lei, pelos governos federal e estaduais, para conservação ou uso sustentável de recursos naturais.

Inexistência de uma lista mínima de atividades sujeitas ao licenciamento: A proposta do PL é que estados e municípios decidirão, isoladamente, o que licenciar. Isto levará a distorções profundas entre regiões, com atividades semelhantes sendo tratadas de formas distintas, onde o critério técnico-científico é ignorado dependendo da pressão política local. O resultado será um sistema fragmentado, ignorante do ponto de vista científico e sujeito a lógica meramente do poder público local e regional. A falta de harmonização das regras também aumentará a insegurança jurídica.

Criação da Licença Ambiental Especial (LAE): A emenda transfere ao Conselho de Governo, órgão político vinculado à Presidência da República, o poder de definir diretrizes nacionais e enquadrar projetos como “estratégicos”, sem critérios claros, transparência ou controle social, rompendo com os princípios técnicos e legais do licenciamento ambiental. Aqui, novamente, a ciência será, no máximo, coadjuvante. A LAE será concedida por procedimento monofásico, ou seja, sem a análise prévia, de instalação e de operação em fases distintas. Sem maiores detalhes, tal emenda pode institucionalizar a liberação acelerada de projetos que necessitam de análise mais aprofundada. Inúmeros estudos científicos já demonstraram, por exemplo, o grave efeito socioambiental de investimentos em infraestrutura mau planejados. Isto mesmo sob a vigência do sistema atual de licenciamento que é mais rigoroso do que aquele proposto pelo projeto de lei. Sabe-se, por exemplo, que 70% de todo o desmatamento na Amazônia está concentrado ao redor de obras de infraestrutura. A tal LAE poderá, portanto, agravar esta condição, em especial nas inciativas que buscam a abertura e pavimentação de rodovias (Ex. BR-319) e ferrovias (Ex. Ferrogrão) e a exploração de petróleo e gás em áreas ecologicamente sensíveis (Ex. Margem Equatorial).

Finalmente, além da clara ameaça a preceitos Constitucionais, o PL proposto, fere uma série de legislações fundamentais para proteção dos ecossistemas e sua biodiversidade, como a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei 6938/1981), o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Lei 9985/2000), a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), dentre outras, além de fragilizar o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA). Assim, a discussão sobre aprimoramentos no licenciamento ambiental precisa ser feita com responsabilidade e ampla participação da sociedade, em especial da comunidade científica.

Considerações finais. As alterações propostas no sistema de licenciamento ambiental pelo Projeto de Lei (PL) nº 2.159/2021 parecem favorecer a interesses particulares ou setoriais, pois ignoram as inúmeras evidências científicas que demonstram a gravidade da crise climática e ambiental em curso no país. A Constituição Federal de 1988 prevê o licenciamento ambiental como matéria para garantia do meio ambiente ecologicamente equilibrado, direito fundamental, e impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo. O PL ameaça esse direito que é de todos os brasileiros. Um direito fundamental para um futuro minimamente promissor num mundo sob estado de “emergência climática”.

 

 

Conecta PR 2025 consolida-se como a maior plataforma de inovação e conexões estratégicas do Paraná

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Conecta PR 2025 impulsiona inovação e ecossistemas estratégicos do Paraná com recorde de público.

Conecta PR 2025, em Curitiba, consolidou-se como um marco na promoção da inovação e do impacto real no ecossistema empreendedor paranaense. Realizado na última terça-feira, 15 de julho de 2025, no 10º edição do evento, o Conecta PR 2025 reuniu mais de 1400 inscritos, superando as expectativas e reafirmando a capital paranaense como um polo inovador. O evento, promovido pelo Sebrae Paraná e com a liderança de Rafael Tortato, coordenador de TIC e Startups da instituição, demonstrou como a colaboração entre os diversos atores do ecossistema é fundamental para o desenvolvimento e o fomento de novas ideias e negócios.

Conecta PR 2025 e a Década da Inovação no Paraná

A edição do Conecta PR 2025 teve como tema central “Soluções para o futuro. Impulsionadas por pessoas”, um foco que ressalta o papel do capital humano na construção de ecossistemas inovadores. A escolha do tema para o Conecta PR 2025 não foi aleatória; ela reflete a crescente conscientização sobre a importância de valorizar e investir em talentos, capacitando-os para criar soluções que atendam às demandas futuras do mercado e da sociedade. O evento foi mais do que um congresso sobre tecnologia; foi um manifesto sobre como a tecnologia, os negócios e o impacto social estão intrinsecamente conectados e dependem uns dos outros para prosperar.

As atividades do Conecta PR 2025 foram estrategicamente organizadas em diversos espaços, incluindo o Auditório Ecossistema, o Palco Acelera, a Sala Mão na Massa e a Sala de Mentorias “Pergunte Qualquer Coisa”. Essa segmentação permitiu que os participantes do Conecta PR 2025 tivessem acesso a conteúdos e experiências direcionadas aos seus interesses, otimizando o aprendizado e o networking. Todos os espaços do Conecta PR 2025 estiveram lotados, com um alto nível de entrega de conteúdo, o que atesta a relevância e a qualidade das palestras e workshops oferecidos. A diversidade de temas abordados no Conecta PR 2025, que variaram desde inteligência artificial até investimentos em startups, garantiu que houvesse algo de valor para todos os participantes, desde empreendedores iniciantes até executivos experientes.

Conecta PR 2025: Painéis e Experiências Práticas

A programação do Conecta PR 2025 contou com a participação de mais de 60 nomes de peso do mercado, que trouxeram repertório real e aplicável, compartilhando suas experiências e conhecimentos. Entre os palestrantes de destaque do Conecta PR 2025, figuraram:

  • Gilson Neves, cofundador da Alicerce X, que abordou o potente tema sobre educação exponencial, ressaltando como as novas tecnologias estão transformando o aprendizado e o desenvolvimento profissional.
  • Luiza Sangalli, Head de Produtos de IA na AB Inbev e Zé Delivery, que discutiu as últimas tendências em inteligência artificial e sua aplicação prática no setor de bebidas, demonstrando o potencial transformador da IA em grandes corporações.
  • Fernando Ruicci, VP de Tecnologia da CRM&Bônus, que trouxe provocações sobre o baixo custo e as decisões de investimento em tecnologia, destacando a necessidade de uma análise criteriosa ao investir em inovações.
  • Rita Midori, da Azul Linhas Aéreas, que compartilhou os desafios e abordagens sobre a experiência do cliente na prática, oferecendo insights valiosos sobre como as empresas podem aprimorar o atendimento e a satisfação dos consumidores.
  • Pablo Silva, Head de Produto do iFood, que apresentou os aprendizados sobre a aceleração de resultados em tecnologia, mostrando como a agilidade e a inovação são cruciais para o sucesso de plataformas digitais.
  • Anderson Diehl, investidor-anjo e mentor de startups de impacto, que orientou sobre o desenvolvimento de startups no mercado, enfatizando a importância de modelos de negócios sustentáveis e com propósito.
  • uitos outros nomes como Rodrigo Terron, Thais Brunelli, Raphael Nishimura e diversas personalidades nacionais também contribuíram para o sucesso do Conecta PR 2025, enriquecendo a programação com suas perspectivas únicas e suas experiências em diferentes áreas do empreendedorismo e da inovação.A edição de 2025 do Conecta PR 2025 apresentou 7 programações simultâneas, sob a curadoria de Karol Oliveira, sócia da dtcode e Low Code School. Karol selecionou os palestrantes e articulou as presenças que elevaram o nível da programação, assegurando a relevância e a qualidade dos temas abordados no Conecta PR 2025. Essa diversidade de trilhas permitiu que os participantes do Conecta PR 2025 personalizassem sua experiência no evento, escolhendo as palestras e workshops que mais se alinhavam aos seus interesses e necessidades de desenvolvimento.

    Startups no Centro da Conversa do Conecta PR 2025

    Conecta PR 2025 trouxe, de forma central, a força das startups para todos os espaços do evento. O Investing Day, um momento dedicado à exposição de negócios e rodadas de mentorias com especialistas de todo o Brasil, foi um dos pontos altos do Conecta PR 2025. O matchmaking entre startups e grandes empresas, um dos objetivos estratégicos do Conecta PR 2025, gerou novas oportunidades de negócios e investimentos, elevando os negócios a outro patamar de maturidade. Este foco em conectar investidores e empreendedores é fundamental para o crescimento do ecossistema de inovação, e o Conecta PR 2025 cumpriu esse papel com maestria.

    A interação entre startups e grandes corporações, facilitada pelo Conecta PR 2025, é um catalisador para a inovação aberta, onde a troca de conhecimentos e recursos impulsiona o desenvolvimento de novas soluções. A plataforma proporcionada pelo Conecta PR 2025 permitiu que startups apresentassem suas ideias e produtos para um público qualificado de investidores e potenciais parceiros, enquanto grandes empresas puderam identificar talentos e soluções inovadoras para seus desafios.

    Conecta PR 2025: O Início da Próxima Década de Impacto

    A 10ª edição do Conecta PR 2025 não foi apenas uma celebração do que foi alcançado, mas um marco que define o que está por vir para o ecossistema de inovação do Paraná. Com o apoio do Sebrae e a liderança estratégica de profissionais que vivem e respiram o ecossistema, o Conecta PR 2025 reafirma seu papel como o epicentro da inovação no estado. A continuidade de eventos como o Conecta PR 2025 é crucial para manter o ritmo de crescimento e desenvolvimento tecnológico e empreendedor na região.

    Olhando para o futuro, o Conecta PR 2025 projeta um cenário de ainda mais colaboração e investimento em inovação. A expectativa é que as futuras edições do Conecta PR 2025 continuem a atrair um público diversificado e a promover a interação entre os diversos stakeholders do ecossistema, desde universidades e centros de pesquisa até empresas e órgãos governamentais. O sucesso do Conecta PR 2025 demonstra que o Paraná está no caminho certo para se consolidar como um dos principais polos de inovação do Brasil, gerando valor econômico e social para a região.

    O impacto do Conecta PR 2025 vai além dos números e das rodadas de investimento. O evento cria um senso de comunidade e pertencimento entre os participantes, fortalecendo as redes de contato e impulsionando a troca de ideias e experiências. Essa atmosfera colaborativa é essencial para que o ecossistema continue crescendo e gerando novas oportunidades para todos os envolvidos. O Conecta PR 2025 se posiciona, portanto, como um catalisador de transformações, impulsionando a economia criativa e o desenvolvimento tecnológico no Paraná.

    Para continuar aprofundando seu conhecimento sobre o ecossistema de inovação do Paraná e as futuras edições do evento, explore os materiais complementares disponíveis no portal do Sebrae Paraná.

Harpista Aline Araújo representa Goiás no festival mais importante do mundo

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A artista irá participar da 20ª edição do Rio Harp Festival, que reúne harpistas do mundo inteiro, na cidade do Rio de Janeiro. Esta é a 4º vez que Aline se apresenta neste evento representando o Estado. Ela já performou em 2016, 2017, 2024, e esse ano, ela se apresentará nos dias 21 e 22 de julho.

 

A harpa é um dos instrumentos mais antigos do mundo, com origem relacionada ao tanger da corda dos arcos dos antigos caçadores. Atualmente, ela é um dos instrumentos que compõem orquestras sinfônicas, sendo normalmente posicionada entre a percussão e os instrumentos de teclado. Aline Araújo foi a primeira harpista mulher da Orquestra Sinfônica do Estado de Goiás. A musicista integrou também a Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás e, em homenagem ao Estado, compôs a música “Uma Harpa no Sertão” , disponível no YouTube.

Aline começou a cantar aos três anos de idade, por incentivo da mãe Sara Araújo, que também é cantora e dividiu palcos com Elis Regina no Clube do Guri, no Rio Grande do Sul. A paixão pela harpa surgiu após assistir uma performance de dois irmãos com o instrumento, na cidade de Jaraguá-GO. Formada em piano erudito pela Universidade Federal de Goiás (UFG), atualmente a musicista estuda canto erudito também na UFG e licenciatura em música na Unicesumar.

Na visão da harpista, a sua participação no Rio Harp Festival é fundamental, justamente, por ser o único festival de harpa no Brasil. “Meu coração está a mil por hora, mas feliz por levar um pouquinho de Goiás comigo para os cariocas e estrangeiros, tocar e cantar canções que falam de fé, poesia sobre a vida que tudo pode melhorar se não desistirmos da jornada”, enfatiza.

Aline Araújo explica ainda que representar Goiás pela 4ª vez é uma honra. “A difusão desse instrumento tem se expandido, aos poucos por aqui. Acredito que não temos três professores de harpa e tive o privilégio de ser aluna do renomado harpista e professor Narcizo Lucena. Estou convicta sobre a minha vocação como harpista e quero fazer bonito para o público, que estiver no festival”, complementa.

Programação

 

Aline já preparou o repertório para as três apresentações que fará no Rio de Janeiro – um passeio musical do clássico ao gospel. O primeiro bloco fará com o violinista, Ewerton Candido, onde vão interpretar Vivald, Johann Strauss, Beethoven, Elen Lara, Julliany Souza e Léo Brandão. O segundo bloco com a cantora Sara Araújo, o público irá ouvir “Sonhos” de Ismael Ramos, “O pincel e o Criador” de Alexandre Loro / Luciana Brownie, “Deixa” de Fábio Paixão/Samuel Sabino, além de música sacra e duas autorais de Sara “Depois da Chuva” e “Aleluia”. O programa da última apresentação conta com as obras: Amazing Grace e How Great Thou Art.

Serviço

Assunto: Harpista Aline Araújo no 20º Rio Harp Festival

Quando: segunda-feira (21/07), às 12h30 e terça-feira (22/07), às 16h e às 19h

Onde: Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB Rio (Rua Primeiro de Março 66, 2º andar – Teatro II- Centro); Centro Cultural Justiça Federal -CCJF (Av. Rio Branco, 241- Sala de Sessões) e Assembleia de Deus (R. Carolina Machado, 174 – Madureira)

Mais informações: @harpistaalinearaujo

Entrada gratuita!

 

Instituto Ronald McDonald inaugura primeiro Espaço da Família no Nordeste, em Recife (PE)

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Nova unidade é a 10ª no Brasil e representa avanço importante na humanização do cuidado oncológico pediátrico na região

Em um marco histórico para a humanização do tratamento oncológico infantojuvenil na Região Nordeste do Brasil, o Instituto Ronald McDonald inaugura, no dia 14 de julho, a partir das 15h, o 10º Espaço da Família Ronald McDonald do país. A nova unidade, em parceria com o Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer – Pernambuco (GAC-PE), funcionará no ambulatório do Centro de Oncohematologia Pediátrica (CEONHPE), do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), da Universidade de Pernambuco (UPE), e abrirá oficialmente suas portas no dia 15. O espaço tem como objetivo oferecer acolhimento, estrutura e dignidade para famílias durante o tratamento da doença.

Fruto de um investimento de mais de R$ 1 milhão que possibilitou a reforma do 2º andar do CEONHPE, a unidade, com capacidade para acolher até 40 pessoas, contou, além dos recursos obtidos pela campanha McDia Feliz, com as parcerias da Icatu, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e de outros apoiadores. O espaço permitirá o suporte físico e emocional para crianças e adolescentes com câncer e seus familiares durante o tratamento ambulatorial.

A iniciativa surge em resposta a uma necessidade urgente: em 2023, cerca de 15 mil atendimentos foram realizados a pacientes vindos de mais de 160 municípios de Pernambuco, Paraíba e Bahia. Até então, não havia uma estrutura adequada de acolhimento no local para os momentos de espera para consulta ou do transporte, o que muitas vezes compromete a adesão ao tratamento.

“É com imenso orgulho que celebramos a inauguração do 10º Espaço da Família Ronald McDonald. Essa conquista reflete nosso compromisso em ampliar a rede de apoio às famílias que enfrentam a dura realidade do câncer infantojuvenil na Região Nordeste do Brasil. Com este espaço em Recife, damos mais um passo fundamental para garantir dignidade, conforto e esperança durante o tratamento”, afirma Bianca Provedel, CEO do Instituto Ronald McDonald.

Com área de aproximadamente 110 m², o Espaço da Família funcionará de segunda a sexta-feira, das 7h00 às 16h00. O local contará com sala de espera, dois banheiros adaptados, espaço para vídeo games, cineminha, mesa de artes e atividades pedagógicas – promovendo um ambiente acolhedor e estimulante.

Divulgação

 

Para a presidente do GAC-PE, Vera Lucia Morais, a inauguração representa o fortalecimento de uma parceria iniciada em 2007 e responsável por 14 projetos executados ou em execução. “A humanização do tratamento oncológico é fundamental para a recuperação dessas crianças e jovens. E o Espaço da Família vai ser um importante aliado nesse processo. Com um ambiente mais acolhedor e confortável, as famílias vão poder se sentir mais apoiadas e menos estressadas, o que vai refletir diretamente na qualidade do tratamento”, afirma. “É um privilégio trabalhar com o Instituto Ronald McDonald e acreditamos que esse projeto vai fazer uma grande diferença na vida dessas crianças e jovens” completa.

Para a coordenadora de projetos do GAC-PE, Naila Soares, a criação do Espaço Família reafirma o compromisso do GAC-PE com a proteção integral de crianças e adolescentes em tratamento oncológico. “Mais do que oferecer uma estrutura física, esse espaço representa cuidado, escuta e acolhimento. É uma forma concreta de dizer às famílias: vocês não estão sozinhas. Cada ambiente, cada detalhe, foi cuidadosamente planejado para garantir dignidade, humanidade e respeito a todos que aqui chegam”, reforça.

Divulgação

Para a diretora do HUOC, Izabel Avelar, É com alegria que inauguramos o Espaço Família — um ambulatório pensado especialmente para acolher as crianças em tratamento contra o câncer e suas famílias. Esse é projeto do Instituto Ronald McDonald em parceria com o Hospital Universitário Oswaldo Cruz e o GAC. O Espaço Família é mais do que uma estrutura física: é um símbolo de esperança, de solidariedade e de cuidado integral.

Câncer infantojuvenil em Pernambuco

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o estado de Pernambuco deve registrar aproximadamente 410 novos casos de câncer infantojuvenil por ano no triênio 2023–2025. Em 2023, o número de mortes por câncer entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foi de 111, representando 5% do total de óbitos registrados no estado. A taxa de sobrevida na região Nordeste é de aproximadamente 60%, reforçando a importância de projetos que promovam o acolhimento e a continuidade do tratamento.

Com uma população estimada de mais de 2,5 milhões de pessoas entre 0 e 19 anos no estado (28,5% do total), sendo 359 mil apenas na capital Recife (24,1%), a presença de uma estrutura como o Espaço da Família Ronald McDonald representa um marco na assistência a essa parcela da população.

O novo espaço reafirma o papel transformador do Instituto Ronald McDonald e do GAC-PE na luta contra o câncer infantojuvenil, promovendo não apenas a saúde, mas também o bem-estar das famílias que enfrentam essa dura batalha diariamente.

Sobre o GAC – PE

O Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer – Pernambuco (GAC-PE) é uma organização da sociedade civil, registrada em março de 1997, que oferece assistência social e humanizada à criança, adolescentes e seus familiares em tratamento do câncer infantojuvenil no Centro de OncoHematologia Pediátrica (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC). Essas ações incluem o programa Fique Atento: pode ser câncer! Em 2024, o projeto atingiu a marca de 40 mil profissionais de saúde para identificar sinais e sintomas da doença de forma mais rápida e encaminhar os pacientes para o tratamento adequado.

Sobre o Instituto Ronald McDonald

Organização sem fins lucrativos, o Instituto Ronald McDonald há 26 anos atua para promover a saúde e bem-estar de crianças e adolescentes, aumentando as chances de cura do câncer infantojuvenil. Para atingir esse objetivo, o Instituto Ronald McDonald trabalha promovendo programas ligados à capacitação de profissionais e estudantes de saúde ao diagnóstico precoce, estruturação de hospitais especializados, a hospedagem para famílias que residem longe dos hospitais, e projetos que visem a disseminação de conhecimento sobre a causa. A ONG faz parte do sistema beneficente global Ronald McDonald House Charities (RMHC), presente em mais de 60 países, coordenando os programas globais: Casa Ronald McDonald, voltado para a hospedagem, transporte e alimentação dos pacientes; e o Programa Espaço da Família Ronald McDonald, que torna menos desgastante o dia a dia das famílias durante o tratamento. No Brasil, há ainda outros dois programas locais: Atenção Integral e Diagnóstico Precoce, com ações específicas de combate ao câncer infantojuvenil. O Instituto conta com o apoio de diversas empresas e pessoas físicas para desenvolver e manter seus programas. Saiba mais sobre os programas e as instituições beneficiadas em www.institutoronald.org.br.

 

 

Mocha Mousse: o marrom invade o universo do design com autenticidade e aconchego para interiores

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Eleito a cor do ano, o marrom reafirma sua força na decoração ao unir elegância, conforto emocional e conexão com elementos naturais

Tem cor que acolhe, tem cor que esquenta, tem cor que faz sentir melhor… e tem o marrom! A conhecida da paleta de tons terrosos voltou com tudo aos ambientes internos e agora com aval das tendências globais. Em 2025, o tom Mocha Mousse foi eleito a cor do ano pela Pantone. Um marrom suave, quente e confortável, que traduz o desejo por aconchego, equilíbrio emocional e um toque de natureza dentro de casa. Para Adriana Valli Mendonça, professora de Arquitetura e Urbanismo do CEUB, o marrom vai além da estética: colore e gera experiências sensoriais.
“Marrom é pura estabilidade. Traz aquela sensação de pé no chão, de abraço de vó, de natureza viva dentro da sala”, explica a especialista. A cor, que remete a terra, madeira e raiz, tem o potencial de despertar sentimentos de segurança e calma em meio à rotina cotidiana. Adriana explica que as cores funcionam como guias emocionais: “Elas mexem com o humor, influenciam nosso bem-estar e até nossa forma de descansar. O marrom, nesse sentido, funciona quase como um terapeuta visual: acalma, acolhe e ancora”.
Como aplicar o marrom dentro de casa? 
A docente do CEUB alerta que se engana quem pensa que a cor só aparece em móveis rústicos. A tendência é espalhar o marrom com liberdade, seja em paredes em tons chocolate ou café com leite, criando atmosferas mais intimistas.  “Principalmente com uma iluminação indireta e suave. Já tecidos marrons em tapetes, cortinas, sofás e almofadas reforçam a sensação de conforto e transformam qualquer espaço em um verdadeiro ninho.”
Outro ponto forte do marrom é a sua versatilidade: a cor da moda combina com azul, verde, vermelho queimado e até mesmo dourado, permitindo composições elegantes e acolhedoras ao mesmo tempo. “Se a ideia for criar um ambiente com cara de natureza, mas sem exageros, o marrom é a escolha ideal”.
O retorno dessa cor acompanha uma mudança de comportamento, como contextualiza a arquiteta. Depois de anos dominados por tons frios e tecnológicos, as pessoas estão buscando mais autenticidade e calma nos espaços em que vivem. “A escolha do Mocha Mousse pela Pantone reforça esse movimento. O tom reflete a necessidade de segurança emocional, reconexão com o natural e simplicidade”.
É tempo de relaxar
A especialista do CEUB destaca os cômodos onde o marrom funciona melhor. Salas de estar e quartos são os campeões por criarem ambientes relaxantes, aponta a especialista do CEUB – mas escritórios domésticos e espaços de leitura também se beneficiam da cor, que estimula a concentração e oferece uma sensação visual de estabilidade.
Em tempos de excesso de estímulo e ruído, o marrom surge como um convite ao recolhimento. “O marrom responde perfeitamente a essas demandas contemporâneas, proporcionando ambientes que trazem a simplicidade e autenticidade da natureza diretamente para o interior das residências, reforçando valores essenciais como conforto, estabilidade e bem-estar emocional”, completa Adriana Valli Mendonça.