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Brasil lidera ranking mundial de cirurgias plásticas estéticas em 2024, aponta levantamento internacional

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Com mais de 2,3 milhões de procedimentos cirúrgicos, país supera os Estados Unidos e lidera intervenções estéticas com bisturi; Anadem alerta para riscos de judicialização e para segurança do paciente

 

O Brasil se tornou o país com maior número de cirurgias plásticas estéticas do mundo em 2024, de acordo com o levantamento da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Foram registrados 2.354.513 procedimentos cirúrgicos e, no total geral de procedimentos estéticos (cirúrgicos e não cirúrgicos), o país ocupa a segunda colocação global, com 3.123.758 intervenções realizadas no ano, atrás apenas dos Estados Unidos.

Ainda segundo dados do estudo, o Brasil também está em segundo lugar no número de cirurgiões plásticos. Em relação ao “turismo médico”, o país recebe mais pacientes dos Estados Unidos, Portugal e Itália.

As informações reforçam o protagonismo brasileiro na área da cirurgia estética, mas também reacendem discussões sobre a judicialização na saúde e a segurança do paciente. Dados do Infográfico 2024: judicialização da saúde e da medicina no Brasil mostram que a cirurgia plástica é a terceira especialidade médica mais demandada judicialmente.

Segundo o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, o avanço quantitativo precisa ser acompanhado de responsabilidades técnica, jurídica e ética. “O Brasil liderar em cirurgias plásticas é também um reflexo da confiança na medicina estética nacional e em seus profissionais de excelência, mas isso exige mecanismos sólidos de controle e boas práticas. A segurança do paciente e o respeito aos limites éticos precisam estar no centro do debate”, afirmou.

O especialista em Direito Médico também reforça que é essencial seguir as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a segurança do paciente. “É urgente que instituições e profissionais de saúde desenvolvam iniciativas e se adequem às melhores práticas relacionadas à segurança do paciente. Itens como identificação do paciente, prescrição de medicamentos, prevenção contra infecções e adesão a políticas de comunicação claras devem ser implementadas e seguidas à risca”, ressalta.

ANADEM

A Anadem foi criada em 1998. Como entidade que luta pelas categorias e pelos seus direitos, promove o debate sobre questões relacionadas ao exercício da medicina e da odontologia, além de realizar análises e propor soluções em todas as áreas de interesse dos clientes, especialmente no campo jurídico.

IA generativa e Compliance: o que está em jogo para as organizações?

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Especialista aborda os desafios das empresas ao conciliar o uso da IA com políticas de governança

 

A rápida evolução da inteligência artificial generativa (IAGen) tem transformado setores inteiros, desde o design gráfico até a criação de modelos de negócios inovadores. Segundo uma pesquisa realizada pela McKinsey, 72% das empresas globais adotaram IA generativa em 2024. No entanto, à medida que sua adoção se acelera, aumentam também as preocupações sobre os limites éticos, legais e regulatórios dessa tecnologia.

 

A recente criação de imagens no estilo do Studio Ghibli pelo ChatGPT reacendeu debates sobre direitos autorais e ampliou as discussões sobre os impactos da IAGen no cotidiano das organizações. Além das controvérsias sobre o uso de conteúdo protegido, crescem as preocupações com a manipulação de dados pessoais sem consentimento e com a responsabilização por decisões automatizadas em áreas sensíveis como crédito, saúde e recrutamento, especialmente diante do risco de erros, vieses ou discriminação.

 

Nesse sentido, a carência de regulamentação e de diretrizes consolidadas sobre a aplicação dessas ferramentas torna o compliance cada vez mais essencial para que a inovação tecnológica caminhe de forma alinhada à integridade e à responsabilidade corporativa. Caso isso não ocorra, o que está em risco é a credibilidade e a reputação do negócio.

 

Segundo Gilberto Reis, COO da Runtalent, empresa referência em tecnologia e soluções digitais, dentre eles serviços focados em IA, o que se observa, atualmente, é uma revolução sem precedentes. “A IA Gen oferece um potencial transformador, mas não podemos ignorar os riscos que vêm junto com essa oportunidade. A responsabilidade deve ser compartilhada entre desenvolvedores, usuários e reguladores”, afirma.

 

Para o executivo, o desafio está em encontrar um equilíbrio entre fomentar o desenvolvimento tecnológico e preservar valores fundamentais, como a transparência e a ética. “Não basta que a IA funcione. Ela precisa ser explicável, auditável e livre de preconceitos estruturais. Do contrário, corremos o risco de automatizar desigualdades, expor dados sensíveis ou trabalhar com informações inconsistentes, o que traria prejuízos para qualquer organização”, reforça Reis.

 

O especialista defende a criação urgente de marcos regulatórios eficazes, como o Marco Legal de Inteligência Artificial, mas que ainda é um Projeto de Lei (PL 2338/2023, conhecido como PL da Inteligência Artificial). Enquanto isso, “é preciso que as empresas adotem rapidamente uma postura proativa, com políticas sólidas e ações práticas. Com tanta incerteza e polêmica em torno do tema, apenas com uma cultura de governança estruturada é que será possível manter a confiança do mercado”, argumenta o COO.

 

Dicas de como alinhar IA Generativa e Compliance

Gilberto Reis aponta medidas que podem ajudar as empresas a alinhar, de forma eficaz, o uso da IAGen às práticas de compliance:

  1. Estabeleça diretrizes éticas para o uso da IA
    Antes de qualquer implementação, defina princípios éticos claros que orientem o uso da tecnologia, como transparência, justiça, privacidade e responsabilidade.
  2. Tenha uma política de governança algorítmica
    A empresa precisa saber exatamente quais modelos de IA está usando, com que finalidade, de onde vêm os dados e quais riscos estão envolvidos. Isso exige uma estrutura de governança robusta e multidisciplinar.
  3. Promova auditorias regulares dos modelos de IA
    É essencial auditar os algoritmos periodicamente para identificar e mitigar possíveis vieses, falhas ou desvios de uso. Não se trata de desconfiar da tecnologia, mas de garantir sua confiabilidade e conformidade.
  4. Use apenas dados legalmente obtidos e anonimizados
    Privacidade é um ponto crítico. O uso de dados deve sempre respeitar as legislações como a LGPD, garantindo consentimento, anonimização e segurança das informações.
  5. Crie um comitê interno de ética em IA
    A criação de um comitê que reúna especialistas em tecnologia, jurídico, RH e compliance ajuda a revisar casos, aprovar projetos e orientar decisões estratégicas relacionadas ao uso da IA.
  6. Invista em capacitação e cultura organizacional
    O uso ético da IA começa com pessoas bem informadas. Treinar equipes sobre boas práticas, riscos e regras de compliance é tão importante quanto a tecnologia em si.
  7. Esteja atento à regulação internacional e tendências globais
    Mesmo que uma regulamentação nacional ainda esteja em construção, empresas que já seguem boas práticas internacionais sairão na frente e evitarão riscos futuros.
  8. Mantenha a rastreabilidade das decisões automatizadas
    Se um sistema baseado em IA tomar uma decisão — como negar um crédito ou recomendar uma contratação — deve ser possível entender como essa decisão foi tomada. Transparência é essencial.
  9. Evite dependência cega da IA
    A inteligência artificial deve ser usada como apoio à decisão humana, e não como substituição irrestrita. O fator humano ainda é a principal camada de responsabilidade.
  10. Atualize constantemente suas políticas de compliance digital
    O cenário tecnológico muda rápido. O compliance também precisa evoluir. Avalie e revise suas políticas frequentemente, adaptando-se ao contexto e às inovações.

 

Sobre a Runtalent

 

A Runtalent é uma empresa de Digital Solutions com mais de 20 anos de experiência, especializada em fornecer soluções tecnológicas integradas para empresas que buscam acelerar sua transformação digital. A empresa se distingue pelo uso de metodologias ágeis, tecnologia de ponta e um modelo de suporte contínuo para maximizar o impacto estratégico e operacional de seus clientes. Com um time de mais de 8 mil profissionais conectados a mais de 200 empresas no Brasil e no exterior, a Runtalent é reconhecida pela excelência no mercado e pela sua cultura centrada em pessoas.

Projeto “É Direito Delas Ser Feliz” leva saúde, bem-estar e cultura ao Parque de Águas Claras

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A Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) realiza neste domingo (6), das 8h às 13h, no Parque de Águas Claras, a primeira edição do projeto “É Direito Delas Ser Feliz”. A ação, promovida pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), oferece uma programação gratuita com serviços de saúde, beleza, atividades físicas, palestras e feira de empreendedorismo feminino.

O evento é aberto a toda a comunidade e conta com aulas de tai chi chuan, dança, muay thai, judô, além de massagem, maquiagem, bioimpedância, aromaterapia, atendimentos com profissionais de saúde e muito mais. Um dos destaques é a feira do Banco de Talentos, com exposição de produtos de mulheres empreendedoras em situação de vulnerabilidade. A manhã será encerrada com apresentação da banda Maria Vai Casoutras.

A iniciativa reforça o compromisso da Sejus com a cidadania, a dignidade humana e o cuidado integral com a população.

Serviço:
Evento: Projeto “É Direito Delas Ser Feliz”
Data: Domingo, 6 de julho
Horário: Das 8h às 13h
Local: Parque Ecológico de Águas Claras
Entrada gratuita – Ingressos pelo Sympla: É Direito Delas Ser Feliz

Golpistas usam nova tática de golpe através de anúncios do Google

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Criminosos pagam para enviar e-mails falsos com aparência legítima e aumentar o alcance de fraudes digitais

Uma nova tática de cibercrime tem chamado atenção de especialistas em segurança digital. Golpistas estão utilizando a plataforma de anúncios do Google para disseminar e-mails de phishing (o ataque phishing é um crime cibernético em que golpistas se passam por entidades confiáveis para enganar vítimas) e aplicar golpes que simulam comunicados oficiais com o objetivo de roubar dados pessoais e bancários. Ao pagar pela veiculação como se fossem conteúdos patrocinados, os fraudadores conferem legitimidade aos e-mails, o que aumenta o risco de que as vítimas cliquem em links maliciosos.

Para o advogado Francisco Gomes Junior, especialista em crimes cibernéticos e presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), a gravidade da situação está justamente no uso de ferramentas confiáveis para fins ilícitos.
“O uso de plataformas legítimas para disseminar fraudes é extremamente preocupante. Isso dá aos golpes uma credibilidade que confunde o usuário, dificultando a identificação da ameaça”, afirma o especialista.

As mensagens costumam imitar a comunicação de empresas conhecidas, como bancos, lojas ou órgãos oficiais, e utilizam temas que provocam medo ou urgência. Francisco explica que o senso de urgência é uma das armas principais dos criminosos. “Mensagens informando que a conta será cancelada, que há boletos em atraso ou pedindo atualizações cadastrais são clássicas. O objetivo é pressionar emocionalmente a vítima para que ela não pense duas vezes antes de clicar”, ressalta.

Outros temas também são explorados para atrair a atenção dos usuários, como promoções falsas, encomendas não entregues, convocações judiciais e até conteúdos escandalosos ou sensacionalistas com promessas de vídeos chocantes ou fofocas sobre traições. Segundo o advogado, os golpistas conhecem os gatilhos emocionais que mais funcionam e os usam sem escrúpulos. “Eles sabem como manipular. Se não é pela ameaça, é pela curiosidade ou pela promessa de vantagem. Por isso, os golpes continuam se reinventando”, diz o advogado.

Embora muitos desses e-mails venham acompanhados de logotipos e visual profissional, há alguns sinais que podem ajudar o usuário a identificar uma tentativa de golpe. Francisco destaca que links estranhos, erros de português, imagens de baixa qualidade ou anexos com formatos incomuns, como arquivos .exe, ainda são frequentes e devem acender o alerta.

Outro ponto de atenção são os falsos alertas de segurança. Em alguns casos, o usuário é induzido a instalar extensões ou realizar downloads sob a justificativa de “corrigir erros” ou “verificar ameaças”. “Navegadores legítimos não pedem que você baixe nada. Qualquer aviso que peça esse tipo de ação deve ser ignorado imediatamente”, orienta Francisco.

Diante do avanço dessas fraudes, o especialista reforça que é essencial que os usuários mantenham práticas de segurança digital. Ele recomenda, por exemplo, ativar a autenticação em dois fatores, evitar clicar em links de e-mails suspeitos e manter os sistemas operacionais e antivírus atualizados.

“A verdade é que estamos vivendo uma era em que os cibercrimes estão cada vez mais profissionais. Cabe às plataformas de tecnologia reforçarem seus sistemas de checagem, mas o usuário também precisa se educar e desconfiar. Informação é a melhor defesa”, conclui o advogado.

Para informações acesse o site www.addp.com.br ou o Instagram @addp_associacao

Dr. Francisco Gomes Júnior: Advogado sócio da OGF Advogados, especialista em Crimes Cibernéticos e presidente da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Foi Presidente da Comissão de Ética Empresarial e da Comissão de Direito Empresarial na OAB. Instagram: @franciscogomesadv 

Mercado B2B acelera tendência de transformar serviços em produtos para ganhar escala e previsibilidade

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Para o especialista em marketing digital, Bruno Riether, estratégia torna oferta mais tangível e facilita a decisão de compra do cliente

 

Durante anos, setores como advocacia, auditoria e consultoria se apoiaram na ideia de atendimento personalizado como diferencial competitivo. Hoje, esse modelo dá espaço a pacotes estruturados e replicáveis, com escopo, prazos e entregas definidas.

“Essa transformação é uma resposta clara à necessidade de escala, previsibilidade e diferenciação”, afirma Bruno Riether, especialista em marketing digital. “No B2B, isso representa um avanço importante: a oferta deixa de ser abstrata e passa a ser algo que o cliente entende, compara e compra.”

Formatos como “Auditoria Regulatória 360” e “Plano Sucessório Express” são exemplos de serviços que agora se comportam como produtos. Isso muda também a forma de comunicação, que sai do discurso genérico sobre especialização e foca em soluções para dores específicas.

“É quase como criar um e-commerce de soluções”, compara Bruno Riether. Segundo ele, o marketing precisa embalar a complexidade em propostas objetivas, com alto valor percebido e entrega consistente. Internamente, o impacto também é grande: times comerciais ganham argumentos concretos e a precificação se torna mais transparente. A personalização continua, mas parte de uma base testada e replicável.

“Na TWB (Think. Work. Build.), temos feito isso ao transformar serviços sob medida em produtos escaláveis, sem perder a essência do atendimento personalizado”, conta. “Isso gera previsibilidade para o cliente e mais eficiência para a agência.” Para o especialista, esse avanço não elimina a sofisticação dos serviços, mas a organiza. “A experiência segue essencial, mas agora vem com mais método, processo e inteligência comercial”, afirma.

No fim, transformar serviços em produtos é uma forma estratégica de responder à demanda por clareza, segurança e agilidade, sem abrir mão da confiança, essencial nos mercados complexos.

Congresso médico realiza ação social em São Paulo

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Evento reúne médicos para tratamento e diagnóstico de câncer de pele na comunidade Paraisópolis

Para muitas pessoas, cuidar da pele ainda é um privilégio distante da realidade. Em regiões mais vulneráveis, o acesso a dermatologistas e tratamentos preventivos é limitado — e, muitas vezes, inexistente. A negligência com a saúde da pele pode ter consequências graves: mais da metade das mortes por câncer no Brasil (55%) ocorre entre pessoas com baixa escolaridade e renda, segundo estudo do Observatório de Atenção Primária da Umane, com base nos dados do Ministério da Saúde. Entre os tipos mais frequentes, o câncer de pele não melanoma corresponde a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país.

Diante desse cenário, a ciência ganha um papel fundamental: não apenas contribuir na assistência, mas garantir saúde, dignidade e autoestima para a população. É essa a proposta do Med.Cos, imersão científica que será realizada nos dias 15 e 16 de agosto de 2025, em São Paulo/SP.

Mais do que reunir profissionais para uma programação técnico-científica de alto nível, o Med.Cos promove ações diretas de impacto social. Na semana do evento, médicos participarão da iniciativa Med.Cos na Comunidade, oferecendo exames dermatológicos gratuitos aos moradores da comunidade de Paraisópolis, uma das maiores da capital paulista. A ação visa o diagnóstico precoce de câncer de pele, condição que afeta profundamente a qualidade de vida, mas que muitas vezes passa despercebida pela falta de acesso à saúde especializada.

“É um ato de saúde pública e de atenção ao outro. Democratizar o acesso aos cuidados é uma das missões do nosso congresso”, afirma Dr. Ricardo Boggio, médico e idealizador do evento, sobre a ação na comunidade paulistana.

Além da ação comunitária, o congresso terá toda a sua renda revertida para projetos sociais, fortalecendo seu compromisso com a responsabilidade social. A programação científica abordará temas como procedimentos médicos não cirúrgicos, uso de tecnologias avançadas, práticas baseadas em evidência e ciência.

A proposta do MED.COS nasceu justamente da necessidade de formar mais profissionais capacitados e conscientes, em um cenário onde a procura por procedimentos cresceu, mas a qualificação técnica nem sempre acompanhou o ritmo. “Queremos estimular uma saúde ética, acessível e com base científica. O mercado está pronto, mas a sociedade precisa de médicos preparados e sensíveis às realidades diversas do Brasil”, complementa Boggio.


Sobre o MED.COS

O Med.Cos é um congresso nacional focado em ciência e solidariedade. Realizado em São Paulo/SP, o evento reúne profissionais médicos com experiência em diversas áreas para dois dias de imersão científica, prática e social. Além da programação técnico-científica, o congresso se destaca pelo compromisso com a democratização da ciência e pela realização de ações sociais em comunidades. Mais informações, o telefone de contato é (11) 3368-2135 e (11) 99432-0235. O contato de e-mail é adm@cosrep.com.br.

Sobre o Instituto Boggio

O Instituto Boggio é uma instituição de referência em educação médica continuada e desenvolvimento profissional voltada exclusivamente para médicos. Com uma trajetória marcada pela excelência no ensino e pela valorização da ética médica, o Instituto atua na formação de profissionais por meio de cursos, eventos científicos e atividades sociais.

O Instituto Boggio é apoiador do Med.Cos. Idealizou o congresso como parte de sua missão de promover conhecimento, inovação e responsabilidade social. Ao unir ciência, mercado e comunidade, o Instituto reforça seu compromisso com uma medicina mais humana, acessível e baseada em evidências.

Sobre a COS.Rep

A Associação Brasileira de Cosmiatria Reparadora (COS.Rep) é uma entidade sem fins lucrativos dedicada à integração entre cosmiatria e medicina reparadora. Criada com o propósito de oferecer acolhimento e cuidado nos tratamentos e procedimentos dedicados à aparência e funcionalidade de pacientes em recuperação de cirurgias reconstrutivas, a COS.Rep também promove ações sociais e projetos de educação médica.

Justiça do Trabalho reconhece registros eletrônicos em catracas em ação de horas extras

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Advogado trabalhista, Rogério Alves de Oliveira, comenta decisão do TST que valida uso de controle por catraca como contraprova legítima da jornada alegada por bancário

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu a validade dos registros de catraca como meio de prova em ação trabalhista movida por um contador contra um banco. O trabalhador alegava ter cumprido jornada extenuante, das 9h às 22h, entre setembro de 2011 e fevereiro de 2015, e pleiteava o pagamento de horas extras. Como o banco não apresentou os cartões de ponto, a Justiça de primeiro grau presumiu verdadeira a jornada apontada pelo empregado. No entanto, o banco apresentou registros eletrônicos de entrada e saída por catraca, utilizados entre junho de 2014 e fevereiro de 2015, que serviram como contraprova.

Segundo o relator do caso no TST, ministro José Roberto Freire Pimenta, embora a Súmula 338 da Corte estabeleça presunção relativa de veracidade da jornada alegada quando não há apresentação dos cartões de ponto, essa presunção pode ser afastada por outros elementos válidos. A decisão da Turma seguiu essa lógica, entendendo que o banco conseguiu se desincumbir de seu ônus ao apresentar registros coerentes com sua tese defensiva.

Para o advogado trabalhista, Rogério Alves de Oliveira, a decisão representa um avanço na compatibilização entre os princípios tradicionais do direito do trabalho e os novos contornos tecnológicos da prova. “A recente decisão da 3ª Turma do TST, que reconheceu a validade dos registros de catraca como meio de prova apto a afastar a presunção de veracidade da jornada alegada pelo trabalhador, representa mais um passo da Justiça do Trabalho rumo à compatibilização de seus princípios tradicionais com os novos contornos tecnológicos da prova”, afirma.

Rogério ressalta que a jurisprudência não exclui a obrigatoriedade legal de controle formal de jornada prevista no artigo 74 da CLT, mas admite outras formas de comprovação. “Ferramentas como login de sistemas, geolocalização, registros de catraca e acessos digitais podem ser admitidas como provas válidas — desde que apresentem fidedignidade, integridade e correlação direta com a efetiva prestação de serviço”, acrescenta.

Para o especialista, o caso traz um alerta tanto para empregadores quanto para empregados sobre a importância de manter registros consistentes. “Sob a ótica prática, essa linha jurisprudencial impõe a necessidade de preservar provas digitais, promover auditorias internas e estruturar seu acervo probatório com visão estratégica”, completa. Mais do que uma decisão pontual, o julgamento indica um amadurecimento da Justiça do Trabalho no uso da tecnologia como aliada na busca pela verdade dos fatos.

Ao quebrar com prejuízo de R$ 1,5 milhão no cultivo de repolho, ex-BBB Caio Afiune revela ao MF Cast como deu a volta por cima

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Conhecido nacionalmente por sua participação no Big Brother Brasil 21, onde ficou marcado pelo apelido de “Bastião”, o goiano Caio Afiune foi o mais recente entrevistado do MF Cast, o podcast do Grupo MF Rural (1,5 milhão de seguidores e quase 48 milhões de visualizações em todas as plataformas). Em uma conversa franca, ele compartilhou os erros que o levaram à maior crise de sua vida, e como o trabalho, a fé e o apoio da família foram determinantes para recomeçar.
Caio contou que dominava, com segurança, culturas como o milho verde. Mas, influenciado por terceiros, decidiu se aventurar no cultivo de repolho, sem qualquer preparo técnico. Plantou 800 mil pés em 50 hectares cedidos pelo pai, mas a lavoura foi devastada por uma infestação de lagartas, agravada por falhas no manejo, na irrigação e na aplicação de defensivos. Com a produção totalmente comprometida, optou por destruir tudo com uma niveladora e recomeçar do zero.
Mesmo diante de um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão, recusou ajuda financeira do pai. Endividado até o pescoço, vendeu automóveis e passou a trabalhar intensamente, revisando máquinas agrícolas na região, cumprindo longas jornadas.
Durante esse período crítico, decidiu se inscrever no Big Brother Brasil. Deitado na cama, conversou com a esposa e viu no programa uma chance — ainda que remota — de quitar os R$ 240 mil restantes da dívida. Poucos meses após a quebra, sua filha caçula havia acabado de nascer. Ainda assim, carregava a esperança de reescrever sua história.
A participação no reality, de fato, transformou sua vida. Dentro da casa, formou dupla carismática com o cantor sertanejo Rodolffo, recebeu o apelido de “Bastião” e conquistou o carinho do público.
Antes da crise, Caio lembrava de frequentar exposições agropecuárias, comprando camarotes e reunindo os amigos. Já sem dinheiro, foi convidado por eles a uma das festas. Olhou para a arena, virou-se para a esposa e disse: “Um dia ainda vão me chamar e falar meu nome ali.” E foi exatamente o que aconteceu: após a eliminação do BBB, foi convidado como embaixador da ExpoAna, no local onde imaginou que estaria.
Hoje, Caio se dedica majoritariamente às redes sociais, onde atua como influenciador digital e defensor do agronegócio. Só no Instagram, soma quase sete milhões de seguidores.
Embora esteja afastado da lida direta no campo, acompanha de perto as operações da fazenda, sob responsabilidade do pai e do tio. “Não dá para ser produtor rural pela metade. Mas acompanho tudo, mesmo à distância”, afirmou.
No MF Cast, destacou que muitas das lições durante a crise foram aplicadas à sua atuação como influencer, uma carreira construída passo a passo, sem aventuras. Desde então, aprendeu que é preciso se preparar — e até desconfiar — de recomendações que incentivem sair da zona de conforto sem o devido embasamento.
Também falou sobre gestão financeira, adoção de tecnologias e os desafios enfrentados por pequenos produtores. Lembrou que ainda há quem acredite que tecnologia é exclusividade de grandes fazendas. “A tecnologia que serve ao grande está disponível ao pequeno, de forma customizada. O pequeno produtor que não investe nela acaba onerado com a mão de obra”, comentou.
Ao longo da entrevista, reforçou que fé e família foram os pilares que o sustentaram. Foi com esse apoio que encontrou forças para seguir trabalhando e reconstruir sua vida. A crise com o repolho, embora dolorosa, foi sua maior escola: “Quando se chega ao fundo do poço, não há como afundar mais. A tendência é começar a subir”, concluiu.

Clique aqui para assistir na íntegra.

Perigo nas férias: em julho, cresce o número de acidentes nas estradas

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Brasil tem um dos trânsitos mais violentos do mundo, mas nenhuma política pública de amparo às vítimas

 

As férias escolares de julho fazem com que o fluxo de carros aumente nas estradas do país, com muitas famílias em busca de diversão e lazer. Mas, lamentavelmente, a viagem nem sempre tem um final feliz para muitas pessoas. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que o número de acidentes nas estradas federais cresce em até 20% neste período. A boa notícia é que o número de mortes tem caído. Porém, há um número cada vez maior de vítimas sequeladas.

Para se ter uma ideia, os acidentes de trânsito no Brasil deixam, por ano, cerca de 250 mil vítimas com sequelas permanentes, de acordo com o “Estudo dos Custos de Acidentes de Trânsito no Brasil”, realizado pelo Instituto de Segurança no Trânsito. “Mas este número deve ser bem maior, já que há muitos casos de subnotificação”, alega Lucio Almeida, presidente do CDVT – Centro de Defesa das Vítimas de Trânsito, ONG com atuação nacional e sem fins lucrativos.

Para o presidente da entidade, o problema é agravado pela falta de políticas públicas de amparo às vítimas. “Temos um dos trânsitos mais violentos do mundo, mas não existe nenhum mecanismo que garanta alguma assistência às nossas vítimas de acidentes de trânsito. Muitas pessoas, durante seu período de recuperação, não podem voltar a suas tarefas do dia a dia, perdem sua renda e ficam sem qualquer auxílio”, afirma Almeida.

Recuperando-se de um acidente de trânsito em novembro de 2024, em Mossoró (RN), o ajudante de obras Josivan da Silva, de 38 anos, sofreu diversas fraturas. Hoje ele faz uso de um colar cervical, além de tomar medicamentos para aliviar as dores. Afastado de suas atividades, não sabe quando retorna ao trabalho e em quais condições. “Não sei se voltarei a fazer tudo o que eu podia fazer, como antes do acidente”, diz Josivan da Silva, psicologicamente abalado.

“Não podemos mais tolerar que cidadãos sejam ceifados, mutilados, tornem-se paraplégicos ou tetraplégicos, sofram sequelas irreparáveis e sejam excluídos do mercado de trabalho, muitas vezes dependendo da caridade alheia por não conseguirem acesso a benefícios sociais. Portanto, a implementação de um mecanismo de amparo às vítimas de trânsito é uma medida crucial e urgente”, conclui o presidente do CDVT.

Governo aprova financiamento para futuro concessionário do canal de Paranaguá

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FIMI Drone Camera

Leilão será em agosto, mas vencedor já tem taxas e condições especiais para realizar investimentos exigidos

Conselho também aprovou outros 17 projetos, no valor total de R$ 5,3 bilhões – Foto: Divulgação/Portos do Paraná

 

A disputa pela concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, prevista para ocorrer em agosto na B3, ganhou um novo atrativo nesta quinta-feira (3/7). O Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) aprovou projeto que reserva R$ 1,089 bilhão no FMM relativos aos investimentos necessários para a concessão.

 

O Conselho também aprovou outros 17 projetos, no valor total de R$ 5,3 bilhões. “São recursos para a construção, reparo e modernização de 70 embarcações. Desde 2023, já foram priorizados quase R$ 70 bilhões, valor três vezes maior do que o definido entre 2019 e 2022, o que mostra a importância que este governo está dando à retomada da indústria naval brasileira”, destacou o ministro Sílvio Costa Filho, de Portos e Aeroportos.

 

O maior dos projetos aprovados nesta quinta-feira – R$ 2,5 bilhões – prevê a construção de quatro embarcações de apoio marítimo do tipo RSV (ROV Support Vessel), especializadas em operações com equipamentos submarinos. “O FMM tem sido fundamental para viabilizar a política pública de desenvolvimento da nossa indústria naval e para estimular investimentos inclusive em obras de infraestrutura portuária”, comentou Dino Antunes, secretário Nacional de Hidrovias e Navegação, presidente do Conselho Diretor do FMM.

 

Paranaguá

Para o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que solicitou a priorização dos recursos para o canal de acesso do Porto de Paranaguá, a aprovação do projeto deve atrair participantes.

 

“Criamos uma solução que estimula a concorrência, porque os possíveis investidores passam a considerar nos seus cálculos, antes mesmo do pregão, que terão taxas e condições especiais de financiamento caso vençam o leilão”, avalia.

 

Com a aprovação do pedido realizado pela Secretaria Nacional de Portos, caberá ao futuro concessionário do canal de acesso decidir se utiliza ou não os recursos disponíveis do FMM. Para isso, bastará apenas reapresentar a solicitação ao Conselho Diretor com o projeto que efetivamente será executado e com o orçamento detalhado.

 

Segundo Alex Ávila, o modelo utilizado para a concessão do canal de acesso de Paranaguá, o primeiro de um porto brasileiro, servirá de modelo para outros leilões que serão realizados ainda neste ano, como o do Porto de Santos (SP), Porto de Itajaí (SC) e Porto da Bahia. “A concessão dos canais de acesso dá previsibilidade ao setor produtivo, sobretudo na rota do desenvolvimento do setor portuário brasileiro”, acrescentou.

 

A concessão trará ainda maior eficiência à operação portuária. O calado do canal será ampliado de 13,5 metros para 15,5 metros de profundidade, elevando a capacidade do porto para receber navios de maior porte e ampliando a movimentação de cargas. Hoje, Paranaguá recebe 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal.

 

Cada centímetro a mais no calado do canal de acesso corresponde a um aumento de 60 toneladas de carga no porão do navio. “Teremos um ganho substancial. Além do ganho de escala que virá com o aumento do número de navios”, acrescentou. “A concessão vai colocar o Porto de Paranaguá em outro patamar em relação ao comércio Internacional e estamos bastante confiantes nesse modelo de leilão, que seguramente terá muita competição”, disse Alex Ávila.