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URGENTE!!! PF faz operação contra desembargadores do TRT no Rio

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Os agentes cumprem ao todo 11 mandados de prisão, segundo informações do portal G1. As ordens judiciais foram expedidas a pedido da vice-presidência da Procuradoria-Geral da República (PGR). A ação é um desdobramento das investigações que levaram ao afastamento do governador Wilson Witzel. O TRT do estado seria um dos núcleos de corrupção do governo.

Termina hoje (02) inscrição na fila de espera do Prouni

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Encerra hoje (2) o prazo para inscrição na lista de espera por bolsas de estudo do Programa Universidade para Todos (Prouni). Para fazer as  inscrições é necessário  o número e senha do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), na página de inscrição do programa.O resultado da lista de espera sai em 5 de março, e as matrículas deverão ser feitas no período de 8 a 12 de março.

O Ministério da Educação alerta que, ao contrário do que ocorre na segunda chamada, a inscrição na lista de espera não é automática. É, portanto, necessário que a inscrição seja feita pelos candidatos que participaram do processo seletivo Prouni 2021. Essas vagas não serão abertas a novos inscritos.

O Prouni oferece, nessa edição, 162 mil bolsas para 13.117 cursos em 1.031 instituições de ensino, localizadas em todas as unidades federativas. Segundo o Ministério da Educação, desse total, 52.839 bolsas são para cursos na modalidade de educação a distância.

O Ministério da Educação não envia mensagens informando sobre a aprovação. Caso seja pré-aprovado, o candidato também deve ficar atento ao prazo para a apresentar documentação exigida como comprovantes de renda, identificação pessoal, endereço e escolaridade.

O Prouni é o programa do governo federal que disponibiliza  bolsas de estudo, integrais e parciais (50%), em instituições particulares de educação superior. Para ter acesso à bolsa integral, o estudante deve comprovar renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Para a bolsa parcial, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Além disso,  é necessário  que o candidato tenha feito a edição mais recente do Exame Nacional do Ensino Médio, tenha alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não tenha tirado zero na redação. Excepcionalmente neste ano os estudantes serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019, uma vez que as provas do Enem 2020 foram adiadas em razão da pandemia de covid-19.

 

Se vírus for freado, aulas nas escolas e academias do DF voltam em 8/3

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Em vídeo, o Sindicato das Escolas particulares pede a colaboração da população: “Realmente evitem circular quando for desnecessário”

Caso a taxa de transmissão do novo coronavírus seja controlada e o plano de abertura de leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs) para Covid-19 seja comprido, as aulas presenciais nas escolas particulares e academias do DF poderão ser retomadas a partir da segunda-feira (8/3).

A expectativa da data para a volta às aulas é partilhada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e pelo setor produtivo. Segundo a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), Ana Elisa Dumont, as escolas privadas estão à disposição para ajudar a frear a pandemia.

Veja a fala da presidente do Sinepe:

“O governador ainda nos pediu para ajudarmos a orientar a comunidade escolar para que realmente evitem circular quando for desnecessário, para que realmente esse vírus possa ser combatido”, pontuou Dumont. No sábado (27/2), a taxa de transmissão do vírus chegou a 1,08. Quando passa de 1, são necessárias medidas restritivas.

Média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil bate recorde pelo 6º dia

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O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 15,4%, o que indica crescimento

A média móvel de óbitos em decorrência da Covid-19 no Brasil bateu recorde pelo sexto dia consecutivo, marcando 1.225 nesta segunda-feira (1º/3), o número mais alto desde o início da pandemia. O indicador, em comparação com o verificado há 14 dias, sofreu acréscimo de 15,4%, o que demonstra avanço da doença.

Devido ao tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação de especialistas para que a média móvel do dia seja comparada à de duas semanas atrás.

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BRB DUX VISA É ELEITO MELHOR CARTÃO DE CRÉDITO DE 2021

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Lançado pelo BRB e pela Visa na última sexta (26), o Dux foi eleito o melhor cartão de crédito de 2021. A escolha é do renomado site Melhores Destinos.

 

 

Brasília, 1º de março – Muito mais que um cartão de crédito, o Dux se propõe a ser uma experiência única de consumo. Com material metálico e design exclusivo a partir de obra de Athos Bulcão, uma das principais referências artísticas de Brasília, o produto chega para incrementar, ainda mais, o portfólio do BRB.

 

O Dux é voltado aos clientes de alta renda, e vai oferecer experiências aos seus usuários, como serviço de concierge especializado, serviços de consultoria, planejamento de viagens, reservas de passeios e atividades de lazer no exterior, acesso aos menus diferenciados em restaurantes, uso de sala VIP no aeroporto de Brasília e entrada em milhares de salas no Brasil e no exterior, por meio do programa Loungekey, com acessos ilimitados.

 

“Receber o título de melhor cartão de crédito de 2021 é motivo de orgulho para nós. Foi um trabalho minucioso, em parceria com a Visa, para oferecer mais que um cartão, e sim uma experiência aos nossos clientes de alta renda. É um importante passo do BRB para a diversificação de seu portfólio e a busca por ser um Banco moderno, ágil, completo e inovador”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

 

O cartão Dux também chega com vantagens especiais para o segmento, a exemplo dos benefícios do programa de relacionamento oferecidos pelo BRB: pontos que não expiram; acúmulo de 4 pontos para cada dólar gasto com compras, e de 5 pontos para cada dólar gasto nos primeiros 12 meses, a partir do lançamento do produto. Os pontos podem ser trocados em programas da Latam Pass, Smiles e InMais, ou por cashback na fatura. Os clientes que efetuarem pagamento com cartão Dux terão, ainda, ofertas e condições exclusivas em dezenas de estabelecimentos desta categoria, como por exemplo descontos em fretamento de aeronaves e helicópteros, entre outras, todos viabilizados pelo BRB.

 

Os portadores também contam com todos os benefícios oferecidos pela Visa, como Proteção de Preço, Garantia Extendida Original, Proteção de Compras, entre outros.

 

Para conhecer mais sobre esses benefícios, seus termos e condições, acesse https://brbcard.com.br/dux .

 

Cliente Dux otimiza seu tempo e conta com o Concierge Dux Exclusivo

 

Saiba mais o que ele pode oferecer:

– Serviços de consultoria, envio de presentes para todos os estilos;

– Reserva e confirmação de voos, locação de veículo de luxo ou itens raros;

– Assistência com entrega de documentos valiosos e mais.

– Reservas nos melhores hotéis do mundo e atividades culturais como teatro, ópera, ballet, concertos e museus.

 

Sobre o BRB

O BRB atua como banco público sólido, ágil, moderno, eficiente e rentável, protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano, da geração do emprego e renda e da melhoria da qualidade de vida regional, alinhado às melhores práticas de governança e gestão, e aos princípios e valores éticos.

 

Com mais de 800 mil clientes ativos, conta com 138 agências distribuídas em todas as regiões do Distrito Federal e entorno, além de presença nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins.

 

Ao número de agências, somam-se 141 correspondentes bancários (Conveniência BRB) e 585 ATM próprios, complementados por mais de 40 mil ATM da Rede 24 horas, garantindo ao BRB cobertura de atendimento em todo território nacional.

 

Por meio de seu banco digital, o Nação BRB FLA, em parceria com o Flamengo, já está presente em 23 Estados, nos cinco continentes e em mais de 60% dos municípios do País.

 

Contatos de Imprensa BRB:

aimprensa@brb.com.br

(61) 3409-2425


Sobre a Visa Inc.

Visa Inc. (NYSE:V) é a empresa líder em pagamentos digitais no mundo. Nossa missão é conectar o mundo por meio do que há de mais inovador, confiável e seguro em meios de pagamentos – permitindo que pessoas, negócios e economias prosperem. Nossa avançada rede de processamento global, a VisaNet, oferece pagamentos seguros e confiáveis em todo o mundo e é capaz de processar mais de 65.000 transações por segundo. O foco implacável da empresa em inovação é um catalisador para o rápido crescimento do comércio conectado em qualquer dispositivo e uma força motriz por trás do sonho de um futuro sem dinheiro em papel para todos, em todos os lugares. À medida que o mundo passa do analógico para o digital, a Visa insere sua marca, produtos, pessoas, rede e escala para remodelar o futuro do comércio. Para mais informações visite www.visa.com.br, ou acompanhe a nossa página no LinkedIn.

CLDF aprova Occhi para a presidência do Iges-DF

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Enquanto isso, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, após duas horas de sabatina online, a Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) aprovou o nome de Gilberto Occhi para assumir a presidência definitiva do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF). Agora o nome de Occhi será encaminhado ao plenário para votação na CLDF.

BRB financia mansão para senador carioca

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Na política, amigos costumam se ajudar mutuamente nos bastidores para subir na vida, mas tal prática parece ter ultrapassado os limites da ética, moral e bom senso na atualidade brasiliense.

Enquanto muitos empresários e profissionais liberais brasilienses levam um sonoro “não” quando buscam empréstimos ou financiamentos no BRB, o senador Flávio Bolsonaro acaba de adquirir uma mansão em Brasília no valor de  R$ 5,97 milhões. E ainda financiou uma boa parte no Banco de Brasília (BRB), presidido por Paulo Henrique Costa, conhecido como PH.

Parte do total pago na mansão foi financiado pelo Banco de Brasília (BRB). Na matrícula, obtida pelo site O Antagonista, consta o parcelamento de R$ 3,1 milhões via BRB, em 360 meses. A mansão pertencia à RVA Construções e Incorporações, do advogado e empresário Juscelino Sarkis. O valor do imóvel é quase QUATRO VEZES o patrimônio declarado por ele nas eleições de 2018.

É preciso lembrar que o emprego de Flávio Bolsonaro é o mandato de senador. Ou seja: pode terminar a qualquer tempo ou na próxima eleição.

O projeto de poder de Ibaneis e PH, presidente do BRB,  parece não ter fronteiras. Sobra dinheiro para o Flamengo mas falta para times do DF, e ainda sobra dinheiro para brindes caríssimos e até sala VIP no Aeroporto Internacional de Brasília.

Enquanto isso, a saúde está num caos só e a economia do DF em crise constante com lockdowns estranhos, onde o vírus do COVID-19 parece não incomodar o transporte público, nem agir entre as 20h e 5h, e os gastos milionários para a instalação de hospitais de campanha viraram escândalo de corrupção.  Essa conta promete não fechar mesmo num futuro próximo.

Por outro lado, é só seguir a dica: Senador Flávio Bolsonaro, amigo do senador Ciro Nogueira, padrinho de Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, que sonha ir para Banco do Brasil… Alguém duvida que ele assumirá o BB?

O salário bruto de um senador é de R$ 33.763, que, após descontos, cai para R$ 24,9 mil. O valor do novo imóvel é mais que o triplo do total de bens declarados por Flávio à Justiça Eleitoral em 2018, quando disputou uma vaga no Senado. Naquela ocasião, Flávio declarou um total de bens de R$ 1,74 milhão, incluindo um apartamento residencial na Barra da Tijuca, no Rio (R$ 917 mil), uma sala comercial no mesmo bairro (R$ 150 mil), 50% de participação da empresa Bolsotini Chocolates (uma franquia da Kopenhagen, de R$ 50 mil), um veículo Volvo XC (R$ 66,5 mil) e aplicações e investimentos que somavam R$ 558,2 mil.

O senador e seu sócio entregaram a loja de chocolates após o estabelecimento entrar no radar da investigação do Ministério Público. A franquia da Kopenhagen é apontada pela Promotoria como uma forma de o senador lavar dinheiro supostamente desviado da Assembleia Legislativa do Rio quando era deputado estadual. Ele nega.

As condições do financiamento do imóvel de Flávio no Banco de Brasília (BRB), no valor de R$ 3,1 milhões, são vantajosas na comparação com simuladores de outras instituições financeiras. A título de exemplo, em outro banco, ele obteria uma taxa mínima de 5,39% ao ano. Para financiar R$ 3,1 milhões, teria de arcar com uma parcela inicial de R$ 23.222,93, considerando valor do imóvel, entrada, idade do senador, seguros e taxa de administração. Isso consumiria quase todo o ganho líquido de Flávio, de R$ 24,9 em fevereiro.

De acordo com o simulador do BRB, com uma renda mínima acima de R$ 46 mil, um financiamento de R$ 3,1 milhões teria prestações iniciais acima de R$ 18 mil, o que representa mais de 70% da remuneração líquida do senador. O BRB é uma instituição financeira do governo do Distrito Federal, comandado por Ibaneis Rocha (MDB), aliado da família Bolsonaro.

 

 

Cancún pra mim, lockdown pra vocês

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Depois do governador de São Paulo, João Doria passear por Miami após fechar o comércio, agora foi a fez do Prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, determinar que cidadãos fiquem em casa, enquanto passa férias em praia paradisíaca. É muita hipocrisia!!!

Tuitaço em protesto ao ICMS da diálise mobiliza 3,7 milhões de brasileiros, mas Governo de SP continua sem se manifestar

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Campanha busca retornar o incentivo para a compra de insumos e equipamentos para a diálise. Prejuízo pode chegar aos R$ 100 milhões

Os pacientes renais e toda a comunidade da nefrologia movimentaram as redes sociais na última semana (25) para cobrar dos Poderes Executivo de São Paulo a garantia de isenção fiscal para as clínicas de diálise conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Com a campanha #ADialiseNaoPodeParar, o tuitaço alcançou mais de 3,7 milhões de pessoas em todo o país. Apesar do expressivo engajamento, o Governo de São Paulo não se manifestou e continua sem receber o setor para negociar a inclusão das clínicas na lista de empresas que tiveram mantidas a alíquota zero do imposto. A deputada federal Carmen Zambelli, os deputados estaduais Arthur do Val, Ataíde Teruel, Letícia Aguiar, Caio França e Rafa Zimbaldi aderiram ao movimento, entre outras figuras públicas.

Marcos Alexandre Vieira, presidente da ABCDT, destaca que os protagonistas do movimento são os pacientes renais e seus familiares, preocupados com a própria vida e seu tratamento tendo mais um custo com o ICMS: para clínicas de diálise, a nova carga tributária ultrapassa os 21,95% no custo de medicamentos e insumos fundamentais para o tratamento da diálise. “Estamos diante de um expressivo aumento de custos, com grandes chances de afetar a continuidade e a qualidade do tratamento de milhares de pacientes renais crônicos”, reforça Vieira. Segundo ele, essa oneração na operação das clínicas, que há anos exercem sua função no limiar devido à falta de reajustes, pode colocar em risco o tratamento de milhares de pacientes renais crônicos.

De acordo com a ABCDT, embora haja o entendimento da necessidade de reequilíbrio das contas públicas, setores como a saúde devem ser preservados de readequações de receita provenientes de aumento de carga tributária, mesmo que esse fato se dê por supressão de benefícios. Desse modo, as organizações representativas do setor formalmente requereram a prorrogação das isenções do ICMS, em linha com a prorrogação de vigência dos Convênios no Confaz na categoria de Hospitais Públicos, Santas Casas e Hospitais Filantrópicos dado ao modelo híbrido de financiamento das terapias de diálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No total, 30 mil pacientes renais crônicos no estado de São Paulo e mais de 140 mil no Brasil dependem da Terapia Renal Substitutiva (TRS) para sobreviver. Somente no estado de São Paulo, 180 clínicas de diálise são credenciadas ao SUS e faturam os insumos médicos utilizados nas terapias e seus respectivos honorários de serviços, por meio da aplicação de preços previstos em tabelas previamente fixadas, diretamente ao Ministério da Saúde. Mesmo há anos sem reajustes significativos, esses estabelecimentos são responsáveis pelo atendimento de 90% dos pacientes.

O movimento # ADialiseNaoPodeParar é liderado pela Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) com o apoio da Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL), Federação Nacional dos Pacientes Renais e Transplantados (Fenapar), Associação Brasileira de Enfermagem em Nefrologia (SOBEN), Associação Brasileira da Indústria de Soluções Parenterais (ABRASP) e da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Acompanhe o movimento em twitter.com/abcdt1

 

 

Entenda o caso

O fim da redução do ICMS para as clinicas de diálise, que passou a valer na virada de 2021, traz um grande dano para os estabelecimentos prestadores de serviço ao Sistema Único de Saúde (SUS), que já enfrentam uma grave e crônica crise financeira – agravada ainda mais com a pandemia do coronavírus, sendo incapazes de absorver mais essa despesa. O impacto financeiro às clínicas de diálise pode chegar aos R$ 100 milhões por ano, com a retomada da oneração tributária de 18% do ICMS nas operações internas, 4%, 7% ou 12% do ICMS nas operações interestaduais, conforme for a origem e o destino das mercadorias para insumos.

O Convênio ICMS 01/99, que agora é exclusivo para hospitais públicos, era destinado a insumos e equipamentos para a prestação de serviços de hemodiálise e diálise peritoneal. Desde o anúncio de tal medida, no 2º semestre de 2020, a ABCDT, junto com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a Federação Nacional dos Pacientes Renais e Transplantados (Fenapar), a Aliança Brasileira de Apoio à Saúde Renal (ABRASRENAL) tem tentado reverter a medida, porém sem sucesso.

Doença Renal e subfinanciamento

A doença renal crônica (DRC) é uma das principais causas de morte no Brasil, com 40 mil novos casos ao ano. Atualmente, o país soma 140 mil pacientes em tratamento renal crônico, sendo 85% com a terapia financiada através do Sistema Único de Saúde (SUS). No Brasil, 820 estabelecimentos prestam o serviço de diálise, sendo 710 unidades clínicas privadas. Apesar desta crescente, o número de clínicas renais se manteve praticamente inalterado nos últimos anos, tornando crítico o acesso da população às alternativas de tratamento, resultando em filas de espera e ocupação de leitos hospitalares para realização de diálise.

Historicamente o setor enfrenta grave crise financeira em função de subfinanciamento e falta dos valores de procedimentos pagos pelo SUS não acompanharam a inflação ou índices de reajustes mínimos. A hemodiálise nos últimos seis anos teve somente 8,47% de aumento, e a diálise peritoneal, ainda mais crítica, nos últimos 15 anos, apenas cerca de 6%. Frente a este quadro, que será ainda mais agravado com o fim do Convênio ICMS e consequente aumento de custos, os estabelecimentos perderiam sua capacidade de investimento em qualidade, segurança, expansão e até da manutenção das atividades.

Entidades da saúde se unem em campanha contra medida do governo de SP que aumenta ICMS no estado de 0% para 18% em meio à pandemia

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Remédios para câncer, seringas e cadeiras de rodas são exemplos de itens que sofrerão aumento com a nova tributação. Representantes das principais associações do setor alertam para possível colapso do sistema de saúde

São Paulo, 1º de março – Durante a coletiva de imprensa realizada virtualmente hoje, nove das principais entidades que representam o setor de saúde se reuniram para apresentar os impactos da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Chamado de Movimento Unidos pela Saúde, o grupo apontou que o setor de saúde foi o único a ter o aumento integral da tributação, justamente em um momento em que o país passa por um cenário extremamente crítico por conta da pandemia, com alta no número de infecções, aumento das internações por covid e elevação de custos para o setor como consequência deste enfretamento. Para eles, aumentar os preços para esses pacientes neste momento, é uma medida muito prejudicial para todos.

O Movimento Unidos pela Saúde é composto pela Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para a Saúde (ABIMED), Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde (ABRAIDI), Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Associação Brasileira de Planos de Saúde (ABRAMGE), Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp).

Durante o evento online, os representantes das entidades reforçaram que, ainda que o tributo incida sobre o setor privado, a medida afetará toda a cadeia da saúde. Fernando Silveira, presidente executivo da ABIMED, afirmou que o Movimento Unidos pela Saúde compreende a necessidade do governo estadual de ajuste das contas públicas, mas que aplicar um aumento de 0% para 18% é um exagero. “Queremos dialogar com o governo para chegar a uma solução que seja sensata para todos. Mas, aplicar carga tributária desta forma e neste momento, não é a melhor alternativa”.

Já Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO, lembrou da importância de focar no tratamento de pacientes com Covid-19, em vez de ajustar as contas públicas. “Somente o governo estadual paulista acredita que seja a hora certa de colocar em ordem as suas finanças, considerando que elas são mais importantes do que os recursos para a saúde. O momento é inoportuno e, como São Paulo atende 70% das necessidades deste setor no país, significa que os outros estados ajudarão a pagar os consertos fiscais do estado”.

Para Bruno Boldrin, diretor executivo da ABRAIDI, este é o pior momento da Covid-19 no Brasil, seja pela superlotação dos hospitais ou pelas restrições realizadas em diversos estados do País. “O aumento da carga tributária pode contribuir negativamente para este cenário, fazendo com que empresas do setor com menor faturamento quebrem, por exemplo. Para lutar contra isso, estamos conversando com deputados que votaram a favor do projeto do governo, para mostrar os reais impactos, e já temos mais de 35 parlamentares que apoiam a nossa causa”.

De acordo com um levantamento realizado recentemente pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), só entre seus 118 membros, o ICMS causará um aumento de custos de 1,3 bilhão. Segundo Eduardo Amaro, presidente do Conselho de Administração da entidade, as instituições ainda tentam se recuperar dos impactos de 2020 e não suportariam mais um aumento de despesa. “No ano passado, os hospitais foram muito impactados pela redução de cirurgias eletivas. Agora, estamos enfrentando uma segunda onda, com as instituições recebendo cada vez mais pacientes com Covid-19 e tendo de lidar com novos cancelamentos de procedimentos não-emergenciais. Neste cenário, definitivamente, agora não é a hora de aumentar o imposto”.

Marco Aurélio, diretor-executivo da Anahp, ressaltou que, apesar de sofrerem impactos financeiros, os hospitais privados contribuíram com a economia do país, com a geração de mais de 70 mil novas oportunidades de emprego, e com o setor de saúde como um todo, com a criação de protocolos de segurança e a construção e administração de hospitais de campanha.

Carlos Goulart, diretor de relacionamento institucional do Sindhosp, reforçou a importância da saúde suplementar para o Brasil. De acordo com um levantamento realizado pela entidade, que reúne cerca de 55 mil hospitais, clínicas e estabelecimentos de saúde, 40% da assistência médica em São Paulo é feita pela área privada. Para o executivo, hospitais e pacientes serão os principais prejudicados com a medida. “Há notícias de empresas de São Paulo que já estão buscando alternativas, muitas delas querendo ir para outros estados. O aumento do tributo só desestimula os investimentos na cidade e ocorre no momento em que hospitais precisam realizar compras de EPIs, por exemplo”.

Em São Paulo, laboratórios de análises clínicas e de diagnóstico por imagem são responsáveis por 56% dos exames solicitados na saúde suplementar, segundo Wilson Shcolnik, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed). Neste segmento, os insumos poderão ficar mais caros, levando a um impacto estimado em R﹩ 400 milhões na rede suplementar. Este prejuízo ainda pode se desdobrar em queda drástica nos investimentos e perda de postos de trabalho. “Os nossos associados realizaram 40% dos exames de Covid, por exemplo. Caso o aumento continue, isso trará impactos significativos para o setor”. Este ponto também foi reforçado por Marcos Novais, superintendente executivo da Abramge. “A saúde é um bem essencial e não há substituto”, reforçou.

João Alceu Amoroso Lima, presidente da FenaSaúde, afirmou que o aumento da carga tributária é uma infecção oportunista no sistema de saúde de São Paulo. “Como se já não bastassem os desafios já colocados, como a mudança do perfil demográfico da população, que está ficando mais idosa, e a chegada de novas doenças crônicas, agora surge o impacto da carga tributária”.

Para Bruno Sobral, secretário executivo da CNSaúde, os consumidores do país inteiro sofrerão com o reajuste. “Fizemos um levantamento e, de 117 países, 78% deles não realizam qualquer tributação sobre a saúde. Além disso, só em São Paulo foram fechados 4.500 leitos privados nos últimos tempos e, uma das nossas maiores preocupações, é que a classe média baixa inevitavelmente não consiga arcar com os custos e migre para o SUS”.

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