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Advogado cita cinco passos para quem deseja matricular o filho em uma universidade nos EUA

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De notas no ensino médio ao perfil dos pais, especialista compartilha o que realmente pesa na decisão das instituições

Enviar um filho para cursar uma universidade nos Estados Unidos é o sonho de muitos pais brasileiros, e uma meta que exige planejamento financeiro, conhecimento dos trâmites educacionais e adaptação cultural. O advogado Daniel Toledo, especialista em Direito Internacional e fundador da Toledo e Advogados Associados, compartilhou em detalhes a experiência com a matrícula do próprio filho em uma instituição americana.

A jornada, segundo ele, vai além de boas notas no boletim escolar, envolve foco, documentação detalhada dos pais e uma análise minuciosa de perfil por parte da universidade. “Meu filho não era o melhor aluno da sala. Sempre passou de ano, ia bem nas disciplinas de humanas, mas não tinha um GPA excepcional. O que fez a diferença foi o conjunto, quem ele é, quem somos nós como família e o que ele pode se tornar”, afirma Toledo.

Etapa 1: foco e escolha da universidade

Ao contrário da estratégia comum nos EUA, aplicar para várias instituições e escolher entre as opções aprovadas, Toledo decidiu concentrar os esforços em uma única universidade. “Assumi o risco. Se não desse certo, teríamos que rever tudo. Mas preferi apostar em foco e preparo, conhecendo de perto o campus, conversando com coordenadores e visitando a faculdade antes de aplicar.”

Segundo dados do National Center for Education Statistics (NCES), há mais de 4 mil  instituições de ensino superior nos EUA. A taxa média de aceitação nas universidades é de 68%, mas nas mais competitivas, como Harvard ou Stanford, esse índice cai para menos de 5%.

Etapa 2: documentos e comprovação de renda

Mesmo após a aceitação inicial, a matrícula não é garantida sem uma segunda triagem, a análise do histórico familiar. A universidade solicitou do advogado todos os documentos acadêmicos, currículos, certificados e declarações fiscais nos quatro países onde atua, Brasil, Estados Unidos, Itália e Panamá.

“Não foi só o imposto de renda dos EUA. Tive que enviar os rendimentos do exterior também. A universidade quer entender quem está por trás do estudante. Eles avaliam o potencial de contribuição futura do aluno e o histórico da família”, explica.

Além da comprovação de capacidade de pagamento, Toledo optou por não solicitar bolsas nem financiamentos públicos. “Quis que meu filho estudasse com tranquilidade, sem depender de aprovação de auxílio. Preferi me preparar financeiramente com antecedência.”

Etapa 3: custo e planejamento financeiro

Estudar em uma universidade americana é um investimento significativo. De acordo com o College Board, o custo médio anual de uma universidade pública para residentes fora do estado (como é o caso da maioria dos estudantes estrangeiros) é de US$ 27 mil. Já nas universidades privadas, esse valor ultrapassa US$ 38 mil por ano.

No caso da família Toledo, o custo estimado foi de US$ 150 mil a US$160 mil para os quatro anos de graduação, fora despesas com moradia, alimentação, plano de saúde, livros e transporte. “Universidades mais renomadas ultrapassam os US$ 60 mil por ano. Mas há boas opções na faixa dos 20 a 40 mil dólares anuais que oferecem estrutura e reconhecimento.”

Etapa 4: curso, inglês e adaptação

O filho de Daniel Toledo optou por iniciar o curso com foco em Political Science, com intenção de seguir para a área de Direito (Law School) no futuro. A graduação tradicional em Direito nos EUA exige primeiro um Bachelor’s Degree, seguido por mais três anos de Juris Doctor (JD) e aprovação no exame da ordem (Bar Exam).

Sobre o domínio do inglês, o advogado é direto. “O aluno brasileiro que estudou inglês no Brasil não está preparado. A diferença de sotaques nos EUA é brutal. Meu filho convive com colegas indianos, chineses, hispânicos e americanos de diferentes regiões. Se o jovem não fez o ensino médio nos EUA, vai ter mais dificuldade para acompanhar.”

Por isso, Toledo recomenda que, quando possível, os estudantes brasileiros concluam o High School nos Estados Unidos. “Ajuda na fluência, na adaptação à cultura acadêmica local e facilita a entrada em boas universidades.”

Etapa 5: carga horária e diploma duplo

Uma vantagem destacada na experiência foi a flexibilidade do sistema americano. Com a estrutura de créditos e janelas de horário, o estudante pode aproveitar disciplinas eletivas para obter mais de um diploma. “Com o planejamento certo, meu filho vai sair com três graduações em áreas complementares: Political Science, Business e Criminal Justice. Isso amplia muito as possibilidades futuras.”

Toledo acredita que o maior erro dos pais é criar expectativas descoladas da realidade. “Muitos acham que os filhos vão direto para Harvard. Isso pode gerar frustração se não acontecer. O importante é alinhar a escolha com o perfil do aluno e entender que a faculdade americana está buscando quem tem potencial para agregar à marca dela, seja no mercado, no empreendedorismo ou na carreira acadêmica.”

O passo mais importante, segundo ele, é se planejar com antecedência e conhecer bem o que está por trás das exigências. “A universidade quer saber se o aluno é capaz, se os pais podem sustentar o projeto e se a trajetória da família pode trazer orgulho para a instituição no futuro. Quando isso está claro, as portas se abrem”, conclui.

 

Sobre Daniel Toledo

Daniel Toledo é advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 700 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford – Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site ou pelo Linkedin.

 

Sobre a Toledo e Advogados Associados

O escritório Toledo e Advogados Associados é especializado em direito internacional, imigração, investimentos e negócios internacionais. Atua há mais de 20 anos com foco na orientação de indivíduos e empresas em seus processos. Cada caso é analisado em detalhes, e elaborado de forma eficaz, através de um time de profissionais especializados. Para melhor atender aos clientes, a empresa disponibiliza unidades em São Paulo, Santos e Houston. A equipe é composta por advogados, parceiros internacionais, economistas e contadores no Brasil, Estados Unidos e Portugal que ajudam a alcançar o objetivo dos clientes atendidos. Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.

Brasília recebe mais uma edição do Mega Drift em setembro

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Competição vai acontecer na Granja do Torto

Brasília volta a ser o centro das atenções do automobilismo nacional com a chegada da 3ª e 4ª etapas do Mega Drift 2025, que acontecem nos dias 13 e 14 de setembro, na Granja do Torto. Após um fim de semana histórico no Parque da Cidade, onde mais de 4 mil pessoas vibraram com disputas emocionantes, os principais nomes do drift brasileiro se reencontram na pista para mais uma rodada do campeonato que já se consagrou como o maior do Centro-Oeste.

As etapas anteriores coroaram Matheus Sartor como o grande vencedor da 1ª etapa, com uma performance sólida e técnica que lhe garantiu o topo do pódio. Na 2ª etapa, foi a vez de Lucas Medeiros brilhar. Atual campeão do Mega Drift e campeão brasileiro da categoria PRO, ele demonstrou habilidade e frieza para conquistar a vitória em uma das provas mais acirradas do circuito. Luis Henrique, por sua vez, garantiu o segundo lugar na segunda etapa em um momento emocionante, ao dividir o pódio com o filho, e Matheus Sartor voltou a figurar entre os três melhores, desta vez na terceira colocação, consolidando-se como um dos nomes mais fortes da temporada.

“O nível técnico dos pilotos está altíssimo e o público tem comparecido em peso. A Granja do Torto é um palco à altura do que o campeonato representa hoje para o esporte nacional”, destaca Gustavo Carvalho, organizador do Mega Drift.

Além dos favoritos ao título, o evento também contará com apresentações especiais de pilotos convidados, como Diego Higa que corre no maior campeonato no mundo de Drifti, DK Gui, campeão brasileiro da categoria Light; Yaya Santos, única mulher do Centro-Oeste a competir na modalidade; e o lendário Múcio Eustáquio, conhecido por suas manobras radicais que empolgam fãs de todas as idades.

Os ingressos já estão disponíveis no aplicativo oficial do Mega Drift, com preços a partir de R$ 45 no primeiro lote. A estrutura do evento inclui arquibancadas cobertas, praça de alimentação, área kids e ativações para toda a família.

Mega Drift 2025 – 3ª e 4ª etapas
Data: 13 e 14 de setembro
Horário: Das 10h às 18h
Local: Granja do Torto – Brasília/DF
Ingressos: A partir de R$ 45 (1º lote) no aplicativo oficial Mega Drift

Abuso em voo expõe falha na segurança e acende alerta para proteção de crianças no transporte aéreo 

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Caso de menor que teve iPad usado para atos obscenos por funcionário terceirizado nos EUA levanta debate sobre os direitos de passageiros vulneráveis no Brasil

Rodrigo Alvim, especialista em Direito dos Passageiros Aéreos

 

Dias depois de uma criança perder o tablet durante um voo nos Estados Unidos, a família descobriu que um funcionário terceirizado da companhia havia utilizado o dispositivo para gravar atos obscenos e acessar indevidamente contas pessoais. O caso, que gerou processo judicial nos Estados Unidos, reacende discussões no Brasil sobre a responsabilidade das companhias aéreas, especialmente quando envolvem passageiros vulneráveis como crianças e adolescentes.

No Brasil, a legislação não permite que empresas se isentem de responsabilidade alegando que os autores de abusos são terceirizados. “O Código de Defesa do Consumidor prevê responsabilidade solidária de todos os envolvidos na cadeia de prestação de serviços. Assim, a companhia aérea responde diretamente por condutas praticadas por funcionários terceirizados durante o voo ou em atividades relacionadas”, explica Rodrigo Alvim, especialista em Direito dos Passageiros Aéreos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já analisou situação similar em 2021, ao condenar uma companhia aérea que desembarcou um adolescente na cidade errada. O tribunal reconheceu que situações de insegurança com menores geram, automaticamente, direito à indenização, sem necessidade de comprovação de dano psicológico específico. “Nos casos envolvendo crianças, os tribunais aplicam o entendimento de que os danos morais são presumidos. A simples violação do direito já é suficiente para justificar a reparação”, ressalta.

Passageiros que passam por esse tipo de situação no Brasil têm direito à reparação integral, que abrange danos materiais, morais e, quando necessário, custos de tratamento psicológico. Em caso de menores de idade, o direito à indenização é ainda mais evidente.

“Esse tipo de violação não pode ser tratado como algo isolado ou acidental. As empresas têm o dever legal e ético de garantir a segurança de todos os passageiros, especialmente os mais vulneráveis”, conclui o especialista.
O que fazer nestes casos?

De acordo com o especialista, diante de situações que envolvam a perda de objetos pessoais durante o voo, especialmente quando há suspeita de uso indevido, é fundamental que os passageiros ajam rapidamente. “O primeiro passo é registrar o ocorrido assim que for identificado, buscando imediatamente o setor de achados e perdidos da companhia aérea. É importante manter todos os registros relacionados ao caso como e-mails, protocolos de atendimento, prints de mensagens ou qualquer outra forma de comunicação com a empresa”, explica Alvim.

De acordo com Alvim, caso haja violação de dados, acesso indevido a contas pessoais ou qualquer outro tipo de abuso, a recomendação é procurar orientação jurídica especializada. Em situações que envolvam crianças e adolescentes, o Ministério Público também pode ser acionado para garantir medidas protetivas e responsabilização dos envolvidos.

Além disso, o especialista reforça que os passageiros devem exigir reparação integral dos danos sofridos, que podem incluir desde prejuízos materiais até compensações por danos morais e custos com eventuais tratamentos psicológicos. Agir de forma rápida e documentada aumenta as chances de responsabilização da empresa e de obtenção de justiça.

 

Fonte:

Rodrigo Alvim: – Mestre em Direito pela PUC/MG. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com um semestre na Univesidad de Barcelona. Possui MBA em gestão empresarial pela FGV. É especialista em Direito dos Passageiros Aéreos

Detran-DF alcança mais de 19 mil pessoas com ações educativas no fim de semana

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De sexta a domingo, atividades promovidas em diversas regiões do DF reforçaram a importância da segurança no trânsito e da conscientização social
Valquíria Cunha/Ascom Detran-DF
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) promoveu, entre os dias 1º e 3 de agosto, uma série de ações educativas que impactaram diretamente cerca de 19.380 pessoas. As iniciativas fizeram parte de uma programação diversificada que contemplou grandes eventos e atividades locais em quatro regiões administrativas: Plano Piloto, Arniqueira, Gama e Sobradinho.
Ao todo, foram realizadas, em seis eventos, oito ações distintas com foco em temas como direção segura, prevenção de acidentes, combate à violência contra a mulher e responsabilidade no trânsito.
Destaque para o evento “Na Praia”, que levou mensagens de conscientização sobre os riscos de misturar álcool e direção para 16 mil pessoas durante dois dias de evento, no Setor de Clubes Esportivos Sul. Sob o lema “Vem pode vir, só não pode beber e dirigir”, a ação abordou o público em um dos eventos mais populares da capital.
Já no Brasília Sobre Rodas, realizado no Brasília Palace Hotel, o Detran-DF promoveu uma tenda interativa com atividades lúdicas e informativas, como o Programa Pneu Seguro e orientações voltadas a pedestres, ciclistas e motociclistas. Mímicos e bonecos do trânsito garantiram a atenção do público, estimado em 2.500 pessoas.
A programação incluiu também ações voltadas à valorização da mulher e ao consumo consciente de bebidas alcoólicas. Em Arniqueira, o evento “Seja Sua Própria Heroína – Agosto Lilás” reuniu 300 participantes em uma programação com teatro e palestras educativas na Administração Regional. Na mesma cidade, o projeto “Rolê Consciente” abordou frequentadores de bares com orientações sobre os perigos da condução sob efeito de álcool, impactando 250 pessoas.
No Gama, o Detran nos Shoppings levou teatro educativo e palestra ao Gama Shopping, onde 180 pessoas participaram diretamente da ação. Em Sobradinho, o Circo Teatro do Trânsito encantou o público do Parque de Sobradinho com uma apresentação interativa, reunindo cerca de 150 espectadores em torno da mensagem de segurança viária.
“As ações educativas são fundamentais para prevenir acidentes e salvar vidas. Nosso objetivo é levar informação de forma acessível e atrativa para diferentes públicos e contextos”, destacou a Diretora de Educação de Trânsito, Ana Moreira.

Após manifestações de domingo (3/8), Moraes decreta a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL)

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Moraes atropela a Constituição para punir Bolsonaro

Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.  Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de seus advogados, podendo apenas ter contato com pessoas autorizadas pelo Supremo.

O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. Mesmo sem nenhuma condenação, o ex-presidente é obrigado a cumprir prisão domiciliar.

A prisão domiciliar foi decretada sem provocação do Ministério Público, ou seja, foi determinada sem pedido do MPF, da Polícia Federal ou do querelante.

Trata-se de uma violação legal da Constituição Federal, art. 129, I: Compete previamente ao Ministério Público promover a ação penal pública, e o CPP, artigo 311 (após o pacote anticrime): a prisão só pode ser decretada a requerimento do MP, do querelante ou por representação da autoridade policial.

Conclusão: Juiz não pode mais decretar prisão preventiva ou cautelar de ofício. Alexandre de Moraes usurpou função acusatória, isso sem falar na ausência de contraditório e ampla defesa. Bolsonaro foi tratado como culpado, mesmo sem denúncia formal ou condenação.

A prisão domiciliar com tornozeleira é pena disfarçada imposta sem processo e sem condenação. Pura perseguição política contra o maior líder da direita da história do Brasil.

A decisão de Moraes revela a concentração indevida de funções do ministro relator, pois ele atua como investigador, acusador, juiz e executor da pena.  A decisão fala ainda em “risco à ordem pública”, mas não apresenta fatos concretos e recentes que justifiquem a prisão. E tratar críticas como “atos golpistas” simplesmente fere a liberdade democrática.

Enquanto isso, o fraco presidente do Senado, Davi Alcolumbre continua omisso diante da escalada autoritária, persecutória e inconstitucional de Moraes, fato que envergonha a história do Congresso Nacional e revolta a população brasileira.

 

 

Fonte: donnysilva.com.br

 

Mais de 200 mil transportadoras serão ‘obrigadas’ a migrarem para o Regime Regular com a Reforma Tributária, aponta especialista

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Incorporação de tecnologia para a gestão de frota será necessária; tributarista que apresentou estudos na tramitação da medida orienta

A reforma tributária, que começa a entrar em vigor em 2026 e estará concluída até 2033, vai impactar diretamente o setor de transporte. Até porque o novo modelo traz uma alteração que tem total ligação com a atividade, a tributação passará a ser feita no local de consumo do produto e do serviço, e não mais no lugar de origem.

“Essa mudança, por si só, já vai refletir no setor de transportes, pois, com o novo local de tributação, as empresas vão precisar de novas estratégias de logística, deslocando a industrialização e seus centros de distribuição para locais mais próximos do consumo”, observa o tributarista Lucas Ribeiro. “Benefícios e incentivos fiscais deixam de existir a partir de 2029 gradualmente, em 2033 não haverá qualquer vantagem em se fazer o chamado ‘turismo tributário’”, avalia.

Ribeiro é fundador e CEO da ROIT, empresa de inteligência artificial, líder em soluções para a Reforma Tributária. O especialista acompanhou e participou desde 2019 de debates em torno da reforma, inclusive como painelista em audiências no Senado. Por meio da ROIT, apresentou a Calculadora da Reforma Tributária, que mensurou os impactos das mudanças.

Lucas Ribeiro, fundador e CEO da ROIT

Outro reflexo para o setor de logística recai sobre as transportadoras optantes pelo Simples Nacional. Elas compram combustíveis, caminhões, pedágios, manutenção, partes e peças, integralmente tributados, acumulam esses tributos no seu custo (‘resíduo tributário’) e só repassam o crédito do valor efetivamente devido no Simples Nacional (uma fração do que será no regime regular). “Na prática, teremos mais de 200 mil transportadoras ‘obrigadas’ a migrarem para o Regime Regular, operando como se estivessem no Lucro Real. Um grande ônus operacional para elas se adaptarem”, reflete Ribeiro.

“Além disso, a folha de salários está entre os principais insumos para o setor de transportes, e atividades do setor em serviços de modo geral. No entanto, a reforma tributária não contemplou mecanismo de geração de crédito tributário para essa despesa. Na prática, isso vai significar um aumento da carga para essas atividades, quando prestadas ao consumidor final, MEI, empresas do Simples, condomínios, associações, que não se aproveitam de créditos”, discorre o CEO da ROIT.

Para o especialista, os operadores  do setor de transporte devem se preparar desde já para o início da reforma tributária. A incorporação de soluções tecnológicas para gestão deixa de ser uma opção – torna-se emergencial, considera Lucas Ribeiro.

Plataformas que proporcionam controle automatizado, em tempo real, da frota e seu consumo saem na frente na oferta de soluções para o setor de transporte. Com sede em Curitiba (PR) e atuação nacional, a Gestran, por exemplo, depois de um rebranding concluído ano passado – em que combinou 25 anos de experiência na área com inovação -, iniciou 2025 com ciclo de lançamentos.

Entre eles, o Open Fleet, plataforma de APIs (Interface de Programação de Aplicações) conectadas a dispositivos e tecnologias relacionadas à gestão de frotas; e PneuFit, para gestão de pneus.

Paulo Raymundi, CEO da Gestran

“Apenas o software de gestão de pneus pode diminuir em até 25% os gastos do frotista aumentando a vida útil do pneu, que é primordial. Há ainda a gestão de combustível, que ajuda a cortar despesas com abastecimento. Os custos da frota são o principal insumo do setor de transporte. Reduzí-los é, então, fundamental”, assinala o CEO da Gestran, Paulo Raymundi.

SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

A reforma tributária está contida na Emenda Constitucional 132/2023, e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025. A reforma elimina cinco tributos. São eles o PIS, a Cofins e o IPI, os três federais; o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). No lugar, é criado o Imposto de Valor Agregado (IVA) Dual, composto pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de arrecadação federal, e pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de arrecadação entre estados e municípios.

MAIS INFORMAÇÕES

Sobre a Reforma Tributária: https://www.reformatributaria.com/
Sobre a Gestran: https://www.gestran.com.br/

Shows gratuitos agitam o BOP Games 2025 em Brasília

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 Festival multiesportivo promove encontros entre esporte, música e cultura em dois palcos montados na Arena BRB

A primeira edição brasiliense do BOP Games, maior festival multiesportivo e cultural da América Latina, vai muito além das arenas esportivas. Nos dias 9 e 10 de agosto, o Estádio Nacional Mané Garrincha e a Arena BRB se transformam em um grande palco para a celebração da diversidade e do estilo de vida saudável, reunindo esporte, cultura, gastronomia e arte. Um dos grandes destaques da programação é o line-up musical, que contará com mais de dez apresentações ao vivo, todas gratuitas, espalhadas por dois palcos montados especialmente para o evento: o Palco Esplanada e o Palco Pé na Areia.

O sábado começa cedo com CopyPaste, às 9h30, no Palco Pé na Areia. O duo brasiliense é conhecido por seus sets que transitam entre o house, deep e tech, e promete dar o tom energético à abertura do festival. Em seguida, às 10h30, o DJ Martinn se junta ao saxofonista Saulo Sax no Palco Esplanada para uma performance que une música eletrônica com instrumentação ao vivo, criando uma atmosfera sofisticada e pulsante.

No início da tarde, às 13h, o carisma de Paulinho do Kipekado toma conta do Palco Pé na Areia com muito samba e pagode. Já às 14h, no Palco Esplanada, quem comanda a cena é a cantora e compositora Juliana Muller, que traz um repertório autoral recheado de brasilidade. Às 16h30, Meolly retorna ao Palco Pé na Areia com uma sonoridade pop contemporânea e letras que dialogam com o cotidiano urbano. Fechando a programação do dia, o DJ Edu Ferrera assume as pickups às 18h30 no Palco Esplanada, com uma seleção envolvente de hits eletrônicos para encerrar a noite com energia.

No domingo, a programação musical começa ainda mais cedo. Às 8h30, o grupo Segue o Baile sobe ao Palco Pé na Areia trazendo uma mistura animada de ritmos brasileiros para embalar o público. Às 10h, o cantor Wolff Menezes assume o Palco Esplanada com seu repertório autoral, que mescla pop e MPB com arranjos modernos.

O artista Capelli será a atração do meio-dia no Palco Pé na Areia, com uma performance intimista e vibrante. Já às 13h30, Chicco Aquino se apresenta no Palco Esplanada, trazendo um show que une ritmos dançantes com letras positivas e atmosfera descontraída.

Encerrando a programação artística do BOP Games 2025, a dupla Zé Felipe & Miguel sobe ao Palco Esplanada às 17h30. Com sucessos que mesclam o sertanejo contemporâneo com influências pop, os músicos prometem um show memorável para fechar o festival em clima de celebração.

Com entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos no site oficial, o BOP Games 2025 é uma experiência completa para todos os públicos. Além das competições em mais de 50 modalidades esportivas, o festival oferece uma extensa programação cultural com feira gastronômica, ativações de marcas, espaços temáticos, ações de sustentabilidade, atividades para crianças e pets, e agora também uma curadoria musical que reforça o compromisso do evento com a diversidade e o entretenimento de qualidade.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sábado – 9 de agosto
9h30 – CopyPaste (Palco Pé na Areia)
10h30 – Martinn feat Saulo Sax (Palco Esplanada)
13h00 – Paulinho do Kipekado (Palco Pé na Areia)
14h00 – Juliana Muller (Palco Esplanada)
16h30 – Meolly (Palco Pé na Areia)
18h30 – Edu Ferrera (Palco Esplanada)

Domingo – 10 de agosto
8h30 – Segue o Baile (Palco Pé na Areia)
10h00 – Wolff Menezes (Palco Esplanada)
12h00 – Capelli (Palco Pé na Areia)
13h30 – Chicco Aquino (Palco Esplanada)
17h30 – Zé Felipe & Miguel (Palco Esplanada)

SERVIÇO
BOP Games 2025 – Festival Multiesportivo e Cultural
Local: Arena BRB Mané Garrincha – Brasília/DF
Data: 9 e 10 de agosto de 2025
Entrada gratuita (solidária: 1kg de alimento não perecível)
Site oficial e retirada de ingressos: www.bopgames.com.br
Instagram: @bop.games

Inéditos no SUS do DF, equipamentos de alta tecnologia são adquiridos pelo Iges

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Aceleradores devem triplicar o número de atendimentos de radioterapia no Hospital de Base
por Bruno Laganá
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) assinou, na última quinta-feira (31), contrato de aquisição de dois aceleradores lineares de fótons. Os aparelhos, que devem chegar ainda este ano no Hospital de Base (HBDF), serão responsáveis pela realização de radioterapia de alta tecnologia, tratamento inédito pelo SUS da capital.
“Os equipamentos significam a introdução da Radioterapia de Alta Tecnologia, hoje disponível apenas em convênio com a rede privada”, destaca o chefe do serviço de radioterapia do HBDF, Rafael Spindola Camargo.
Atualmente, são realizados em média 55 atendimentos por mês, totalizando cerca de 660 por ano. A expectativa é que a fila para tratamento de radioterapia seja reduzida de forma significativa.
“Com a chegada dos equipamentos, em um futuro breve, a capacidade de atendimento poderá triplicar, já que cada acelerador tem potencial para tratar até 1.000 pacientes anualmente”, lembra Elaine Araújo Rocha Silva, gerente de apoio e diagnóstico terapêutico do Hospital de Base.
De acordo com o diretor de atenção à saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, a radioterapia é uma etapa crucial no tratamento do câncer. “Os novos aceleradores são uma vitória da gestão pública comprometida com a vida, a inovação e a dignidade do paciente oncológico”, reforça.
Para o pleno funcionamento dos dois aparelhos, será necessário reforçar a equipe atual em cerca de 50%, garantindo que a estrutura esteja adequada ao aumento da demanda.
Garantindo a estrutura adequada.
As salas da Radioterapia no ambulatório do HBDF vão precisar passar por uma adaptação estrutural, já que os novos aparelhos possuem tecnologia avançada e necessitam de um espaço adaptado e adequado. O equipamento atual seguirá em funcionamento enquanto a primeira das novas salas é preparada, para que não haja desassistência.
A aquisição dos equipamentos foi possível graças à disponibilização de verbas de programa do Ministério da Saúde e de emenda parlamentar destinada pelo Deputado Distrital Eduardo Pedrosa. Ambas as verbas recebidas totalizam aproximadamente R$ 19 milhões. A compra segue regulamento próprio de compras e contratações do IgesDF e foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) desta sexta-feira (01).
Segundo o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, o HBDF passa a contar com uma das estruturas mais completas de radioterapia da rede. “Este é um marco no tratamento oncológico, nivelando a radioterapia do Base aos melhores centros de radioterapia do país”, completa.
Equipamentos de alta tecnologia ampliam capacidade de atendimento oncológico no DF
Com a aquisição de dois aceleradores lineares de fótons, o Hospital de Base se prepara para triplicar a capacidade de atendimento em radioterapia. A iniciativa marca a chegada da Radioterapia de Alta Tecnologia ao SUS do Distrito Federal, com a previsão de atender até 2 mil pacientes por ano. A tecnologia permite tratamentos mais precisos, eficazes e seguros para diferentes tipos de câncer.
A Gerência de Engenharia Clínica do IgesDF foi peça fundamental para viabilizar essa modernização, sendo responsável pela elaboração das especificações técnicas dos novos aparelhos e pela adequação dos bunkers de radioterapia, garantindo que as obras atendam às normas da ANVISA para o uso de radiação ionizante.
“Participar da implantação dessa tecnologia no SUS representa um avanço significativo para a saúde pública. Nossa equipe técnica cuida de cada detalhe do projeto para garantir segurança, eficiência e continuidade dos atendimentos durante as obras”, afirma Tatiana Tostes, gerente geral de Engenharia do IgesDF.

Caiado lança Fundo Creditório para apoiar empresários goianos que exportam para os Estados Unidos

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O Fundo faz parte das medidas anunciadas pelo governador para fazer frente aos possíveis impactos do tarifaço de Donald Trump

O governador Ronaldo Caiado lança na próxima terça-feira, 5 de agosto, o Fundo Creditório do Estado de Goiás. O anúncio oficial será feito na B3 em São Paulo e prevê cerca de R$ 628 milhões em créditos passíveis de utilização como garantia para acesso à linha de crédito.

Deste total, R$ 314 milhões serão provenientes de créditos de Imposto sobre Circulação de Bens e Serviços (ICMS) e R$ 314 milhões de apoiadores do mercado financeiro que queiram aportar no fundo. A taxa de juros será de 10% ao ano, cerca de três pontos percentuais abaixo das linhas subsidiadas por programas federais, como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Plano Safra e fundos constitucionais.

A nova linha de crédito criada pelo Governo de Goiás faz parte das medidas preventivas anunciadas pelo governador Caiado em 19 de julho para apoiar os setores da economia goiana que mais exportam para os Estados Unidos. O objetivo é minimizar as possíveis perdas com o tarifaço norte-americano.

Outras medidas
Além do Fundo Creditório, Goiás conta com outras duas opções que poderão ser acessados por empresas atingidas. O Fundo de Equalização para o Empreendedor (Fundeq), um fundo público de natureza financeira vinculado à Goiás Fomento; e o Fundo de Estabilização Econômica do Estado de Goiás, uma reserva que pode ser utilizada em momentos de crise econômica para garantir a continuidade de serviços essenciais.

“Nós governadores estamos sofrendo com a inércia do governo federal, em Goiás, um dos Estados mais produtores do Brasil, nós já estamos sentindo alguns efeitos negativos principalmente nos setores da carne e ração animal. Se o governo federal não vai fazer nada, eu não vou ficar de braços cruzados vendo a economia afundar”, afirmou Caiado.

Ele foi o primeiro governador a anunciar medidas para amenizar os efeitos do tarifaço, e na ocasião, destacou que o setor empresarial sempre foi parceiro do governo contribuindo para consolidar Goiás como uma referência em liquidez, educação, saúde, segurança e programas sociais.

Serviço
O que: Lançamento Fundo Creditório do Estado de Goiás
Quando: Terça-feira (5/8), às 9h30
Onde: B3 S.A – Brasil, Bolsa, Balcão (Rua XV de Novembro nº 275, Centro Histórico) – São Paulo/SP

Com R$ 1 trilhão em risco, Presidente do Cenapret defende a soluções consensuais como saída para crise tributária

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Nova publicação reúne juristas e especialistas que defendem a consensualidade como resposta ao colapso do contencioso tributário, que já ameaça as contas públicas.

O Brasil vive uma encruzilhada tributária sem precedentes. Dados do Orçamento de 2025 mostram que ações tributárias já representam quase um terço das disputas judiciais contra a União com risco de perda possível ou provável, somando um impacto fiscal superior a R$ 1 trilhão caso o governo perca nos tribunais superiores.

Quase metade desse montante envolve questões de interpretação de leis que foram editadas com um viés arrecadatório, passando por cima da constituição, como as contribuições como o PIS e a Cofins, que serão substituídos pela nova CBS com a entrada em vigor da reforma tributária.

Os maiores casos, como a exclusão do ICMS e do ISS da base de cálculo do PIS/Cofins, a chamada “tese do século”, revelam não apenas a complexidade do sistema, mas a fragilidade da relação entre Fisco e contribuinte. Diante desse cenário, a jurista Mary Elbe Queiroz, presidente do Cenapret e sócia do Queiroz Advogados, lança um chamado: é preciso trocar o litígio pelo diálogo, a ameaça pela construção de consensos.

Em artigo que integra o livro “A Consensualidade no Direito Tributário”, a ser lançado no próximo dia 5 de agosto, às 18h, na Biblioteca do Supremo Tribunal Federal, Mary Elbe propõe um novo modelo para a solução das relações tributárias, baseado na cooperação, previsibilidade e segurança jurídica. De acordo com ela, o excesso de rigidez, a lógica autoritária e o estímulo ao litígio têm gerado um ambiente tóxico para a atividade econômica.

“O que temos hoje é um sistema que investe mais na punição do que na solução. A consensualidade é o caminho para reduzir o litígio e recuperar a confiança entre fisco e sociedade e reduzir o tempo de solução para esses casos, afirma.

Para ela, não se trata apenas de um debate técnico, mas de uma questão de liberdade econômica e de cidadania. A autora defende a adoção efetiva de instrumentos como transações tributárias, acordos, mediação, arbitragem e negócios jurídicos processuais, todos já previstos em lei, mas ainda pouco utilizados.

 Esses mecanismos, segundo Mary Elbe, são fundamentais para tornar o sistema tributário mais eficiente, transparente e compatível com a realidade das empresas brasileiras. “A tributação deve servir à liberdade. Sem previsibilidade e diálogo, sufocamos a atividade econômica, inviabilizamos o desenvolvimento e reduzimos a atração de investimentos, reforça. Ela ressalta que a mudança de postura precisa partir tanto do Estado quanto dos contribuintes, com uma nova cultura institucional centrada na resolução de conflitos, e não em sua perpetuação.

A coletânea reúne artigos de juristas, professores, advogados públicos e privados que vêm se destacando no debate sobre a modernização do contencioso fiscal brasileiro. Ao articular teoria e prática, o livro oferece uma contribuição valiosa para quem atua nas esferas judicial, administrativa ou legislativa, mostrando que o conflito permanente entre Fisco e contribuinte não é inevitável. A proposta da obra é clara: transformar o direito tributário em um instrumento de prevenção e  construção de pontes, não de muros,, e consolidar um modelo em que a autoridade fiscal atue como aliada da estabilidade econômica e do desenvolvimento sustentável.


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