Começa hoje (19 de outubro) o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, caso seja validada pelos ministros, pode levar à invalidação da chapa Lula-Alckmin nas eleições de 2022. A chapa venceu o pleito por pouco mais de 1 milhão e meio de votos a mais que a segunda colocada, a do ex-presidente Bolsonaro.
Na ocasião, o Partido Liberal (PL), partido o qual o ex-presidente é filiado, alegou que dois princípios foram quebrados, sendo o primeiro o fato do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva ter concedido entrevistas aos meios de comunicação ao final da apuração do primeiro turno, com dizeres de que haveria segundo turno, e a outra, por ter usado os serviços do Google como forma de modular e filtrar os eleitores nas buscas, omitindo, por exemplo, casos de corrupção envolvendo gestões anteriores do petista.
De acordo com as Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes), a coligação Brasil de Esperança teria usado recursos financeiros para impulsionar propaganda eleitoral, através dos Google Ads para divulgar anúncios pagos que buscavam encobrir e dissimular informações. A acusação afirma que, ao utilizar as palavras-chave “Lula condenação”, “Lula Triplex” e “Lula corrupção PT”, entre outras, encontrou no Google uma página repleta de anúncios pagos pela coligação Brasil da Esperança.
A segunda ação contra Lula e Alckmin aponta a suposta prática de uso indevido dos meios de comunicação. Os autores da Aije sustentam que o então candidato Lula difundiu propaganda eleitoral irregular com o apoio indevido de uma das maiores emissoras de televisão do país e com amplo alcance, com o objetivo de atingir de forma massiva eleitores, além de pedir votos em momento não permitido pela legislação.


